Praça das Artes

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Praça das Artes
Vista de um dos acessos do complexo cultural, na avenida São João.
Tipo Centro cultural
Estilo dominante Arquitetura contemporânea
Arquiteto Marcos Cartum, Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci
Inauguração 2012
Prêmios Melhor Obra de Arquitetura de 2012 - Associação Paulista de Críticos de Arte

Edifício do Ano de 2013 - Icon Awards

Projetos Impressionantes das Américas (finalista de 2014) - Mies Crown Hall Americas Prize

Proprietário atual Theatro Municipal de São Paulo
Website www.theatromunicipal.org.br
Área 28,500 m²
Geografia
País  Brasil
Cidade São Paulo - SP

A Praça das Artes é um complexo cultural existente na cidade de São Paulo que promove apresentações e exposições ligadas à música, dança e teatro. Localizada no quarteirão atrás do Theatro Municipal de São Paulo, o conjunto arquitetônico ocupa uma área de 28,5 mil m² e, embora não esteja conectado fisicamente ao teatro, funciona como seu anexo.[1]

Inaugurada em 2012, a Praça das Artes é uma extensão das atividades do Theatro Municipal de São Paulo, além de ser sede da Escola de Dança de São Paulo, da Escola Municipal de Música de São Paulo e de abrigar os corpos artísticos do Theatro Municipal. É um dos maiores complexos culturais da América Latina e sua construção tornou-se uma intervenção urbana de requalificação da área central e um marco na arquitetura da cidade de São Paulo.[1][2][3]

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

Até o início do século XX, o Theatro Municipal de São Paulo não contava com coros e instrumentistas próprios para atuarem em suas temporadas líricas. Originalmente, o teatro foi construído para atender ao desejo da elite paulista da época, que queria que a cidade estivesse à altura dos grandes centros culturais do mundo. Sendo assim, o Theatro Municipal foi concebido como um mero receptor de companhias estrangeiras, especialmente vindas da Europa.

Com o passar dos anos, surgiu a necessidade do Theatro Municipal ter seus próprios músicos e bailarinos para produzir seus espetáculos. Assim foi criada em 1920 a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, que passou a realizar concertos no teatro, ainda que de maneira esporádica e sem ser uma orquestra ligada oficialmente ao teatro na época. Alguns anos depois foram criados o Quarteto Haydn, o Coral Paulistano e o Coro Lírico Municipal de São Paulo. Posteriormente surgiram a Escola Municipal de Bailado, o Balé da Cidade de São Paulo, a Escola Municipal de Música de São Paulo e a Orquestra Experimental de Repertório.[4][5]

Todos os corpos artísticos ligados ao Theatro Municipal tinham um problema histórico em comum: a falta de espaço nos bastidores e salas de ensaio, pois o edifício não foi projetado com infraestrutura suficiente para comportar todos os grupos que foram sendo criados ao longo de sua história. Da mesma maneira, as escolas de dança e música também não contavam instalações adequadas para suas atividades, principalmente porque cresceram no decorrer dos anos e passaram a atender mais alunos.

Sem um local adequado para seus ensaios, durante muitas décadas os grupos artísticos do Theatro Municipal ocuparam diferentes espaços do centro da cidade e as escolas de dança e música estavam localizadas em edifícios distantes um do outro. Existia uma demanda não atendida e o desejo de reunir todos os grupos artísticos e as escolas de formação em um único local com infraestrutura adequada para seu pleno funcionamento. Foi assim que nasceu o projeto da Praça das Artes.[1]

Projeto arquitetônico e inauguração[editar | editar código-fonte]

Maquete da Praça das Artes, construída ao redor do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, representado em branco.

O projeto de arquitetura da Praça das Artes teve por objetivo criar um espaço que contornasse o prédio do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, originando uma forma mista de edifício e praça, com acessos pela avenida São João, Vale do Anhangabaú e pela rua Conselheiro Crispiniano.

O projeto visou criar salas de ensino de música e dança, auditórios, e instalações sofisticadas e amplas para abrigar profissionais, comportando as cerca de duas mil pessoas envolvidas, entre artistas, alunos, professores, técnicos e administradores.[3][6]

Projetada pelos arquitetos Marcos Cartum, Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, o complexo cultural consolidou-se como intervenção urbana de requalificação da área central em São Paulo. Vários imóveis deteriorados foram desapropriados para sua construção, inclusive o Conservatório, que foi restaurado e incorporado ao projeto do complexo. Os cinemas Cairo e Saci também foram desapropriados, sendo que o primeiro teve sua fachada preservada. [2]

Ocupando uma área de 28,5 mil m², o complexo cultural teve suas obras iniciadas em 2009 e seu primeiro módulo inaugurado em 2012. A Escola de Dança de São Paulo, que esteve por 70 anos nos baixos do Viaduto do Chá, se mudou em 2013 para ocupar três andares do complexo cultural. Da mesma forma, a Escola Municipal de Música de São Paulo deixou um antigo casarão na rua Vergueiro para se alojar no segundo e terceiro andares. A Orquestra Experimental de Repertório, que ensaiava na Galeria Olido, passou a utilizar as instalações da escola de música e o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo ganhou uma sede própria: a Sala do Conservatório, que está localizada no andar superior do edifício do antigo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Já o piso térreo foi transformado em Sala de Exposições.[1][7]

A segunda fase do projeto, atualmente em obras, contempla a conclusão do edifício dos corpos artísticos. Após a finalização, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, o Coro Lírico Municipal de São Paulo, o Balé da Cidade de São Paulo e o Coral Paulistano Mário de Andrade serão abrigados neste edifício e contarão com melhor infraestrutura para seus ensaios. Nesta fase também serão inauguradas uma praça interna com abertura para o Vale do Anhangabaú, um jardim e um bar externo. O Monumento a Verdi deverá ser trazido do outro lado do Vale do Anhangabaú e para adornar a praça do complexo.

Há ainda um projeto de ampliação do complexo cultural, aumentando a área destinada às escolas de formação e construção de um auditório e discoteca.[2]

A construção do complexo cultural resolveu o problema histórico de falta de espaço nos bastidores e salas de ensaio do Theatro Municipal de São Paulo. Tornou-se um marco na arquitetura da cidade de São Paulo e recebeu o prêmio de Melhor Obra de Arquitetura de 2012 pela Associação Paulista de Críticos de Arte, o prêmio de Edifício do Ano de 2013 pelo Icon Awards, realizado pela Icon Magazine, e em 2014 foi finalista dos ‘Projetos Impressionantes das Américas’, da Mies Crown Hall Americas Prize.[1][7]

Corpos artísticos e instituições[editar | editar código-fonte]

Antigo prédio do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e atual Sala do Conservatório, sede do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

O complexo cultural abrigará, após a conclusão total de suas obras, os seguintes corpos artísticos e instituições:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]