Estação Consolação

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Metrô-SP icon.svg Consolação
Entrada da Estação na Avenida Paulista.
Uso atual Estação de Metrô Estação de metrô
Proprietário Bandeira do Estado de São Paulo.svg Governo do Estado de São Paulo
Administração Metrô-SP icon.svg Metrô de São Paulo
Linha L02 C.png Verde
Sigla CNS
Posição Subterrânea
Plataforma Central
Serviços Acesso à deficiente físico Escada rolante Elevador
Conexões L04 C.png Paulista
Informações históricas
Inauguração 25 de janeiro de 1991 (31 anos)
Projeto arquitetônico Renato Viégas e João Batista Martinez Correa [1]
Endereço Av. Paulista, s/nº, Consolação
Próxima estação
Sentido Vila Madalena
L02 C.png
Sentido Vila Prudente
Consolação

A Estação Consolação é uma das estações da Linha 2–Verde do Metrô de São Paulo.

Foi inaugurada em 25 de janeiro de 1991, data da comemoração do aniversário da cidade de São Paulo. Está localizada na Avenida Paulista, na altura do número 2 163.[2] Desde 25 de maio de 2010 passou a fazer integração com a Estação Paulista da Linha 4–Amarela, apenas para quem deixava o sistema operado pelo Metrô, já que a outra estação ainda não tinha cobrança de tarifas e isso permitiria que passageiros acessassem a rede sem pagar.[3] A integração à estação a partir da Linha 4 teve seu início em 21 de junho de 2010 quando as viagens da Linha Amarela passaram a ser tarifadas.[4]

Apesar de ter sido batizada como Estação Consolação, ela está localizada na Avenida Paulista enquanto a Estação Paulista está localizada na Rua da Consolação. A Estação Consolação foi inaugurada quase vinte anos antes, em 1991, e optou-se por não mudar o nome das estações para não causar confusão.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Primeiro projeto (1968)[editar | editar código-fonte]

O projeto embrionário da Linha Sudoeste–Sudeste (Anchieta/Vila Bertioga–Jóquei Clube) foi apresentado em 1968 pelo consórcio HMD. Entre as estações previstas naquele projeto, havia uma localizada no cruzamento entre as ruas Fernando de Albuquerque e Consolação, batizada como “Consolação”.[6] O projeto da Linha Sudoeste–Sudeste foi estudado até 1973, quando foi arquivado após a demissão do prefeito José Carlos de Figueiredo Ferraz, que tentara iniciar as obras da Linha Paulista, enfrentando oposição dos proprietários e comerciantes da Avenida Paulista que eram contrários ao projeto e fizeram campanha pela sua demissão ao governo federal.[7]

Segundo projeto (1980)[editar | editar código-fonte]

O segundo projeto para a Estação Consolação foi elaborado dentro do estudo “Terceira Linha do Metrô”, realizado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos. Apresentado em 1980, o projeto da estação foi inicialmente elaborado pelo arquiteto Renato Viégas, em colaboração com a empresa Promon Engenharia. A estação elaborada por Viégas previa a construção da Estação Consolação sob a Avenida Paulista, entre as ruas Augusta e Bela Cintra, com as salas técnicas da estação construídas no subsolo de um novo prédio de três andares no cruzamento entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, que também serviria para integrar as linhas Paulista e Sudoeste–Sudeste. O prédio também abrigaria um pequeno centro comercial composto por restaurante, bar e teatro/cinema.[8] Viégas deixou o projeto em meados da década de 1980. O projeto da futura Estação Consolação acabou ligeiramente modificado pelo arquiteto João Batista Martinez Correa em 1985,[9] principalmente com o cancelamento do prédio de integração e o redesenho do mezanino proposto com apenas duas escadas de acesso (ao contrário das quatro projetadas por Viégas).[10]


O projeto de integração com a Linha Sudoeste–Sudeste acabou congelado até 1995, com a estação Consolação sendo projetada apenas para atender a Linha Paulista.

Obras[editar | editar código-fonte]

A gestão Quércia pretendia iniciar as obras até o fim de 1987, embora não tivesse obtido recursos nem elaborado licitações para o projeto.[11] As obras da Estação Consolação foram iniciadas sem licitação em 30 de novembro de 1987,[12] pela construtora Camargo Corrêa, e faziam parte do lote 3 do projeto da Linha Paulista:[13]

Lote/contrato Trecho Empresas Custo previsto Custo aferido pelo TCE-SP

(ago. 1997)

Diferença/aditivo
3 /
  • TC 61793/026/90
Poço de ventilação Min. Rocha Azevedo

e Estação Sumaré

Camargo Corrêa R$ 1,16 bilhão R$ 1,58 bilhão 36%
Obras da Estação Consolação, 1989.

Em janeiro de 1990, as obras da estação estavam 40% concluídas,[14] enquanto o governo do estado formalizava a contratação das empresas construtoras da Linha Paulista por meio de licitação.

A Estação Consolação acabou inaugurada precariamente, junto com a Linha Paulista, em 14 de setembro de 1990. Após uma vistoria da prefeitura de São Paulo, em 23 de setembro, foram descobertas irregularidades, e a linha foi declarada interditada por ser até aquele momento insegura para o uso da população (incluindo um acidente com dois operários eletrocutados durante as obras).[15]

Em 25 de janeiro de 1991, a estação foi aberta junto com a Linha Paulista, apesar de ter obras em andamento. Inicialmente, a estação funcionava das 10 às 15 horas. Os acessos da estação não tinham escadas rolantes e cobertura definitiva (implantadas ao longo da década de 1990).[16]

Características[editar | editar código-fonte]

Plataforma da estação, no sentido Vila Madalena

Estação subterrânea com área construída de 10 270 metros quadrados, composta por mezanino de distribuição e plataforma central. Possui acesso para pessoas portadoras de deficiência. A capacidade é de até vinte mil passageiros por dia.[2]

Obras de arte[editar | editar código-fonte]

Tabelas[editar | editar código-fonte]

Linha Terminais Estações Principais destinos Duração das viagens (min) Intervalo entre trens (min) Funcionamento
2
Verde
Vila MadalenaVila Prudente 14 Alto de Pinheiros, Pompéia, Perdizes, Vila Madalena, Clínicas, Bela Vista, Jardins, Paraíso, Vila Mariana, Cursino, Ipiranga, Vila Prudente 28 3 Diariamente, das 4h40 à 0h24; aos sábados, até a 1 hora de domingo
Sigla Estação Inauguração Capacidade Integração Plataformas Posição Notas
CNS Consolação 25 de janeiro de 1991 20 mil passageiros hora/pico Bilhete Único da SPTrans
Linha 4 do Metrô de São Paulo
(Desde 25 de maio de 2010)
Central Subterrânea Estação com estrutura de concreto aparente.

Referências

  1. Clarissa Turin Jerez e Joana Mello (julho de 2008). «Entrevista». Vitruvius. Consultado em 6 de fevereiro de 2019 
  2. a b Metrô de São Paulo. «Estação Consolação». Consultado em 2 de abril de 2019 
  3. Daniel Gonzales (27 de maio de 2010). «Cobrança de passagem na Linha Amarela deve ter início na semana que vem». Estadão.com.br. Consultado em 27 de maio de 2010 
  4. «Metrô passa a cobrar hoje passagem na linha 4». Folha de S. Paulo. 21 de junho de 2010 
  5. «Por que a estação Consolação fica na Paulista e a estação Paulista fica na Consolação?». Super Interessante. 21 de dezembro de 2016. Consultado em 25 de setembro de 2020 
  6. Companhia do Metropolitano de São Paulo (1969). Sistema Integrado de Transporte Rápido Coletivo da Cidade de São Paulo - Volume I:Estudos Sócio-Econômicos, de Tráfego e de Viabilidade Econômico-Financeira. [S.l.]: Companhia Litográphica Ypiranga. p. 182 
  7. Boris Casoy (25 de abril de 1988). «Metrô 20 anos:Duas histórias que decidiram o destino da expansão». Folha de S.Paulo, ano 68, edição 21572, página A12. Consultado em 17 de junho de 2022 
  8. Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos S. A. - EMTU/SP (1980). Terceira linha do metrô de São Paulo : estudo de viabilidade técnico-econômico-financeira. [S.l.]: Projeto Editores Associados. pp. 154–157 
  9. Carlos Alberto Zanotti (26 de agosto de 1987). «Projeto foi definido em 80». Folha de S.Paulo, ano 67, edição 21329, página A13. Consultado em 17 de junho de 2022 
  10. a b Clarissa Turin Jerez e Joana Mello (julho de 2008). «5. Desenho e técnicas construtivas no Metrô». Vitruvius. Consultado em 17 de junho de 2022 
  11. Carlos Alberto Zanotti (26 de agosto de 1987). «Quércia não tem verba para a linha Paulista do metrô». Folha de S.Paulo, ano 67, edição 21329, página A13. Consultado em 17 de junho de 2022 
  12. Simone Galib (27 de novembro de 1987). «Ramal Paulista do metrô começa a ser construído segunda-feira». Folha de S.Paulo, ano 67, edição 21422, página A17. Consultado em 17 de junho de 2022 
  13. Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (16 de setembro de 1997). «Julgamento dos Contratos» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo. Consultado em 7 de junho de 2019 
  14. «Metrô conclui primeiro túnel do ramal Paulista». Folha de S.Paulo, ano 69, edição 22196, página A4. 9 de janeiro de 1990. Consultado em 17 de junho de 2022 
  15. «Quércia adia a inauguração de 2 estações do metrô para março». Folha de S.Paulo, ano 70, edição 22541, Caderno Cidades, página C4. 20 de dezembro de 1990. Consultado em 17 de junho de 2022 
  16. Irene Ruberti (25 de janeiro de 1991). «Metrô Paulista abre hoje, mas obras continuam». Folha de S.Paulo, ano 70, edição 22577, Caderno Cidades, página C3. Consultado em 17 de junho de 2022 
  17. «Roteiro de Arte do Metrô de São Paulo» 

Precedido por
Clínicas
Distância: 1.063 metros
Linha 2–Verde do Metrô
Consolação
Sucedido por
Trianon–Masp
Distância: 982 metros
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