Estação República (Metrô de São Paulo)

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Disambig grey.svg Nota: Para a estação de metrô da cidade de Santiago, Chile, veja Estação República (Metrô de Santiago).
Metrô-SP icon.svg ViaQuatro logo.png República
Entrada da estação
Uso atual Estação de Metrô Estação de metrô
Proprietário Bandeira do estado de São Paulo.svg Governo do Estado de São Paulo
Administração Metrô-SP icon.svg Metrô de São Paulo
ViaQuatro logo.png ViaQuatro
Linhas 3red.png Vermelha
4yellow.png Amarela
Sigla REP
Posição Subterrânea
Plataformas 3red.png 3 (Central e Laterais)
4yellow.png 2 (Laterais)
Capacidade 80.000 passageiros/hora/pico (Linha 3)
Movimento diário 138 mil (Linha 3, julho/2017) [1]
Serviços Acesso à deficiente físico Escada rolante Elevador Restaurante Biblioteca ou banca de livros Rede sem fio aberta (Wi-Fi) Banheiro Venda de Bilhetes Centro de Informações
Informações históricas
Inauguração 24 de abril de 1982 (36 anos) (Linha 3)
15 de setembro de 2011 (7 anos) (Linha 4)
Localização
Endereço Rua do Arouche, 24, República
Município Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo
País  Brasil
Próxima estação
Sentido
Palmeiras–Barra Funda
3red.png Sentido
Corinthians–Itaquera
Santa Cecília Anhangabaú
República
Sentido Luz 4yellow.png Sentido
São Paulo–Morumbi
Luz Higienópolis–Mackenzie
República

A Estação República é uma estação de metrô localizado no distrito da República, na região central de São Paulo. Esta estação integra as linhas 3–Vermelha, operada pelo Metrô de São Paulo, e 4–Amarela, operada pela ViaQuatro.

Informações gerais[editar | editar código-fonte]

Acessos[editar | editar código-fonte]

  • Entrada principal pela Rua do Arouche, 24
  • Praça da República, ao lado do Edifício Caetano de Campos
  • Praça da República, próximo à Avenida Ipiranga
  • Avenida Ipiranga, altura do 166
  • Avenida Ipiranga x Rua Sete de Abril

Linha 3–Vermelha do Metrô de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Diante de comentários de que a Praça da República seria "desfigurada" pela construção da Linha Leste–Oeste do Metrô, Mário Alves de Mello, secretário de Transportes Municipais, declarou, em novembro de 1974: "Existe a possibilidade de se aproveitar a área subterrânea, caso o novo traçado exija que a linha passe pela Praça da República. Além do mais, com o avanço tecnológico e os recursos de ordem técnica de que dispõe a Companhia do Metrô, mesmo que isso ocorra, existe a possibilidade de se evitar esse propalado desnaturamento da praça. Um exemplo é o que ocorreu na Praça da Sé. Depois de encerradas as obras, a região contará com o dobro da área da praça. Seria uma insensatez da atual administração, mesmo em benefício do progresso, prejudicar a população e, principalmente, os moradores e as crianças daquela área, que desfrutam saudável lazer na Praça da República."[2]

O início das obras de construção da estação, em 1979, ocorreu com a interdição da rua em frente ao prédio da Secretaria Estadual da Educação com tapumes azuis.[3] Segundo o chefe do canteiro de obras, a vizinhança mal percebeu que as obras tinham sido iniciadas, porque, além de a estação ser profunda, os operários estariam cuidando para que nem a terra retirada pelos caminhões causasse incômodos: "Quando os caminhões vão sair, um operário retira, com uma pá e água, a terra que fica retida nos pneus.[3] A obra trouxe inovações técnicas, como o uso de pontes rolantes com conchas escavadeiras — antes, eram abertas rampas para permitir que caminhões descessem até o nível subterrâneo de onde a terra seria retirada — e escoramento em distâncias maiores que o normal, proporcionando redução de custo.[3]

Características[editar | editar código-fonte]

A estação da Linha 3–Vermelha foi inaugurada em 24 de abril de 1982. É uma estação subterrânea com dois níveis de distribuição e plataformas central e laterais, e estrutura em concreto aparente. Sua área construída é de 39 050 m² e sua capacidade é oitenta mil passageiros por hora em horários de pico.

Informações da linha[editar | editar código-fonte]

Linha Terminais Estações Principais destinos Duração das viagens (min) Intervalo entre trens (min) Funcionamento
3
Vermelha
Corinthians–ItaqueraPalmeiras–Barra Funda 18 Itaquera, Artur Alvim, Vila Matilde, Penha, Tatuapé, Belém, Mooca, Brás, Sé, República, Santa Cecília, Barra Funda 40 2 Diariamente, das 4h40 à 0 hora. Aos sábados, das 4h40 até a 1 hora do domingo.
Precedido por
Anhangabaú
Distância: 641 metros
Linha 3–Vermelha do Metrô
República
Sucedido por
Santa Cecília
Distância: 772 metros

Linha 4–Amarela da ViaQuatro[editar | editar código-fonte]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Obras para a integração com a Linha 4 no nível dos bloqueios.

A estação já foi projetada para receber, além da atual Linha 3–Vermelha, a linha então conhecida como Sudeste–Sudoeste,[3] que daria origem à atual Linha 4–Amarela.

Uma das estações de integração da Linha 4–Amarela, a República foi fechada durante pouco mais de um dia entre 2 e 3 de maio de 2009, para que o shield (conhecido como tatuzão) passasse transversalmente.[4] A máquina estava parada ali desde janeiro, depois de cavar o túnel principal desde a Estação Faria Lima. A operação da passagem de um lado para o outro da estação envolveu 320 pessoas[4] e causou tumulto,[5] principalmente porque ocorreu durante o evento conhecido como Virada Cultural, que durou 24 horas, em que o metrô funcionou ininterruptamente. O trajeto entre as estações Anhangabaú e Santa Cecília, vizinhas à República na Linha 3–Vermelha, foi feito em 36 ônibus gratuitos, mas isso não evitou muitas filas nas plataformas e escadas rolantes.[5] A linha foi dividida em dois trechos, um entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Santa Cecília e outro entre as estações Anhangabaú e Corinthians-Itaquera. A previsão inicial era de que a paralisação fosse entre a uma hora do dia 2 e a meia-noite do dia 3,[4] mas acabou por durar menos de 32 horas, sendo a estação reaberta às 8h45 do domingo 3. "Fizemos um esforço para minimizar o impacto, já que sofremos um pouquinho no dia anterior com o acúmulo de pessoas", disse ao Jornal da Tarde o gerente de operações do metrô, Wilmar Fratini.[6]

A entrega da integração com a Linha 4 foi mudada por oito vezes desde 2001[7], e a estimativa do governo estadual no início de 2011 era que fosse entregue até o fim do ano, junto com a Estação Luz.[8] Mais tarde o governo antecipou o prazo para outubro[9], depois fim de setembro[10] e, por fim, 15 de setembro[11]. A estação começou operando das 10 às 15 horas. Em 23 de setembro, o horário foi ampliado para das 9 às 16 horas[12] e, a partir de 26 de setembro, das 4h40 à meia-noite.[13]

Características[editar | editar código-fonte]

A estação da linha 4–Amarela foi inaugurada no dia 15 de setembro de 2011. Está situada sob a Praça da República, no corpo da estação já construída anteriormente. Possui plataformas laterais e sua área construída é de 6 190,92 m².

Devido aos estilos arquitetônicos diferentes, a arquiteta Cláudia Chemin, que cuidou da construção do espaço dedicado à Linha 4, disse ter-se preocupado em "fazer uma transição agradável entre os dois estilos de acabamento".[14] Para ela, isso mostraria a evolução dos materiais usados nos quase trinta anos que separaram a construção das duas partes da estação.[14]

Informações da linha[editar | editar código-fonte]

Linha Terminais Estações Principais destinos Duração das viagens (min) Intervalo entre trens (min) Funcionamento
4
Amarela
LuzSão Paulo–Morumbi 10 Sé, Bom Retiro, República, Higienópolis, Consolação, Pinheiros, Butantã, Morumbi 10 2 Diariamente, das 4h40 à 0 hora. Aos sábados, das 4h40 até a 1 hora do domingo.
Precedido por
Luz
Distância: 1 257 metros
Linha 4–Amarela do Metrô/ViaQuatro
República
Sucedido por
Higienópolis–Mackenzie
Distância: 1 112 metros

Referências

  1. Metrô de São Paulo (2017). «Informações sobre a demanda». Consultado em 16 de setembro de 2017 
  2. «Nova linha do Metrô poderá passar pela Praça da República». São Paulo: Diário Popular. Diário Popular (29 196): 3. 23 de novembro de 1974 
  3. a b c d Regina Helena Teixeira (25 de junho de 1979). «O Metrô está parando!». Jornal da Tarde (4 150). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 30 páginas. ISSN 1516-294X 
  4. a b c "Megatatuzão fecha estação República", Daniel Gonzales, Jornal da Tarde, 30/4/2009, pág. 9A
  5. a b "No metrô, confusão e filas para sair de estação", Naiana Oscar e Marília Almeida, Jornal da Tarde, 3/5/2009
  6. "Depois de tumulto, Estação República volta a operar", Jornal da Tarde, 4/5/2009, pág. 6A
  7. Daniel Gonzales e Gabriel Vituri (6 de janeiro de 2011). «Entrega de estações tem 8ª data». Jornal da Tarde (14 745). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. pp. 4A. ISSN 1516-294X 
  8. Alencar Izidoro (6 de janeiro de 2011). «Metrô só abre estações em 6 meses, diz gestão Alckmin». Folha de S. Paulo (29 863). São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A. pp. C6. ISSN 1414-5723 
  9. Tiago Dantas (17 de maio de 2011). «Governo antecipa entrega de novas estações da Linha 4». Jornal da Tarde (14 876). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. pp. 3A. ISSN 1516-294X. Consultado em 17 de maio de 2011 
  10. Caio do Valle (30 de junho de 2011). «Linha 2: horário integral a partir de setembro». Jornal da Tarde (14 920). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. pp. 3A. ISSN 1516-294X. Consultado em 17 de maio de 2011 
  11. Rodrigo Burgarelli (1 de setembro de 2011). «Interligação traz 58 mil novos passageiros para a Consolação». Jornal da Tarde (14 983). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. pp. 9A. ISSN 1516-294X. Consultado em 4 de setembro de 2011 
  12. http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/09/23/estacoes-luz-e-republica-da-linha-4-do-metro-de-sp-passam-a-funcionar-das-9h-as-16h.jhtm
  13. http://www.metro.sp.gov.br/aplicacoes/news/tenoticiasview.asp?id=6565H436I7&categoria=6561F2&idioma=PO
  14. a b Tiago Dantas (15 de agosto de 2011). «Novas estações devem tirar 20% dos passageiros da Sé». Jornal da Tarde (14 966). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. pp. 3A. ISSN 1516-294X. Consultado em 4 de setembro de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]