Estação Penha (São Paulo)

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Estação Penha.
Metrô-SP icon.svg Penha
Uso atual Estação de Metrô Estação de metrô
Proprietário Bandeira do estado de São Paulo.svg Governo do Estado de São Paulo
Administração Metrô-SP icon.svg Metrô de São Paulo
Linhas 3red.png Vermelha
Sigla PEN
Posição Superfície
Plataformas Central
Serviços Acesso à deficiente físico Táxi Escada rolante Estacionamento
Conexões Terminal rodoviário
Informações históricas
Nome antigo Aricanduva (fase de projeto)
Inauguração 31 de maio de 1986 (32 anos)
Projeto arquitetônico Companhia do Metropolitano de São Paulo
Localização
Coordenadas 23° 32' S 46° 32' 33" O
Endereço Avenida Conde de Frontin, s/n,
Vila Matilde
Município Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo
Próxima estação
Sentido
Palmeiras–Barra Funda
3red.png Sentido
Corinthians–Itaquera
Carrão Vila Matilde
Penha

A Estação Penha é uma das estações da Linha 3–Vermelha do Metrô de São Paulo. Foi inaugurada em 31 de maio de 1986. Está localizada na Avenida Conde de Frontin, conhecida como Radial Leste, no distrito da Vila Matilde, situada a poucos metros do distrito do mesmo nome (lado norte), no qual recebe o mesmo nome. Está integrada com um Terminal de Ônibus Urbano e ligada a um amplo estacionamento para automóveis. Situa-se entre dois bairros: a Penha de França ao norte e a Vila Aricanduva ao sul.

História[editar | editar código-fonte]

Estação da Linha 3[editar | editar código-fonte]

O projeto da estação Penha do metrô surgiu na metade da década de 1970, dentro do projeto de implantação da Linha Leste-Oeste. Inicialmente era chamada de Aricanduva, por sua proximidade com o rio e complexo viário homônimos. Durante a fase de projeto, Penha foi incluída num grupo de 8 estações com projetos padronizados em 19 módulos de concreto destinados a facilitar sua implantação (vide seção características).[1]

Os primeiros terrenos para a implantação da estação foram desapropriados através do Decreto Municipal Nº 14.400 4 de março de 1977, reforçadas pelo Decreto Municipal Nº 18.899 de 28 de julho de 1983.[2][3] Apesar das áreas serem desapropriadas desde 1977, as obras da estação (agora chamada) Penha foram iniciadas apenas em meados de 1982, dada a falta de recursos nas obras do metrô (que acabara de passar da esfera municipal para a estadual).[4]

Prometidas para serem entregues em dezembro de 1984 [5],as obras da estação Penha atrasaram várias vezes e foram entregues apenas em 31 de maio de 1986 pelo governador Franco Montoro, com a presença dos ministros do Trabalho Almir Pazzianotto Pinto e Meio Ambiente Deni Lineu Schwartz. Durante a desorganizada cerimônia de inauguração ocorreu uma superlotação da estação e dos trens cerimoniais, obrigando as autoridades a dividirem o apertado espaço com a população, que deixou a estação apinhada (incluindo casos de crianças perdidas dos pais). Essa foi a primeira vez na história que um prefeito de São Paulo, no caso Jânio Quadros, não compareceu a uma cerimônia de inauguração do metrô.[6]

Estação da Linha 2[editar | editar código-fonte]

A Companhia do Metropolitano de São Paulo apresentou em meados de 2012 o projeto de expansão da Linha 2 verde rumo a Guarulhos, de forma que a linha passará pela estação Penha, que ganhará uma estação de integração, aproveitando terrenos desapropriados pelo metrô em 1983. Projetada pela empresa Systra, as obras da estação Penha, com previsão de 35 mil m2 de área construída utilizando o método de vala à céu Aberto (VCA), foram contratadas em 29 de julho de 2014 junto ao consórcio formado pelas construtoras C.R. Almeida S/A Engenharia e Obras, Ghella S.p.A. (Itália) e Consbem Construções e Comércio Ltda , pelo valor de R$ 1.856.407.514,03 (trecho Penha-Penha de França). Atualmente, as obras encontram-se paralisadas por falta de recursos do estado e sem previsão de retomada.[7][8][9][10]

Características[editar | editar código-fonte]

Estação semi-enterrada, composta por 19 blocos de concreto pré moldado de 15 m X 12,50 m com mezanino de distribuição sobre plataforma central em superfície, estrutura em concreto aparente e cobertura espacial metálica treliçada. Possui acesso para pessoas portadoras de deficiência física através de rampas.[11] Possui capacidade de até 20 mil passageiros por dia, numa área construída de 12.170 m², sendo [1][12] :

Áreas[editar | editar código-fonte]

Bloco Tamanho (m²)
Plataforma 2700
Mezanino 1600
Salas técnicas 850
Salas operacionais 380
Acessos 1800
Terminais de ônibus 4700
Sanitários públicos 140

Equipamentos[editar | editar código-fonte]

Equipamento Quantidade
Escadas Rolantes 8
Bloqueios 16
Bilheterias 2
Elevadores 1

Acidente[editar | editar código-fonte]

No dia 16 de maio de 2012 houve uma colisão de trens entre as estações Penha e Carrão, sentido Centro, causando um grande congestionamento e ferindo dezenas de passageiros transportados nos trens. Foi a primeira colisão da história do Metrô de São Paulo. Tudo indica que foi uma falha no sistema de automatização que devia parar a composição caso esteja a pelo menos 150 metros distanciada da que esteja à sua frente. No entanto, a composição não parou, o que resultou no choque dos trens a uma velocidade de 10 km/h. As equipes de resgate chegaram imediatamente para socorrer os passageiros e a linha teve que ficar interrompida entre as estações Corinthians–Itaquera e Tatuapé, onde neste trecho foi necessário implantar o sistema PAESE para fazer a integração gratuita para prosseguir viagem. [13]

Tabela[editar | editar código-fonte]

Linha Terminais Estações Principais destinos Duração das viagens (min) Intervalo entre trens (min) Funcionamento
3
Vermelha
Palmeiras–Barra FundaCorinthians–Itaquera 18 Barra Funda, Santa Cecília, República, Sé, Brás, Belém, Tatuapé, Penha, Vila Matilde, Artur Alvim, Itaquera 32 2 Diariamente, das 4h40 à 0 hora. Aos sábados, até a 1 hora de domingo.
Sigla Estação Inauguração Capacidade Integração Plataformas Posição Notas
PEN Penha 31 de maio de 1986 20 mil passageiros hora/pico Bilhete Único da SPTrans - Terminal de ônibus urbano Central Superfície Estação com estrutura de concreto aparente, cobertura metálica treliçada

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b SETUBAL, Olavo (1979). São Paulo: a cidade, o habitante, a administração: 1975-1979. [S.l.]: Prefeitura de São Paulo. p. 77 
  2. Prefeitura de São Paulo (4 de março de 1977). «Decreto Municipal Nº 14.400». Portal Leis Municipais. Consultado em 5 de março de 2019 
  3. Prefeitura de São Paulo (28 de julho de 1983). «Decreto Municipal Nº 18.899». Portal Leis Municipais. Consultado em 5 de março de 2019 
  4. Carlos de Oliveira (3 de janeiro de 1982). «Itaquera ainda espera o metrô». Folha de S.Paulo, ano 61, edição 19268, página 13. Consultado em 5 de março de 2019 
  5. «Mensagem nº 9 do Governador do Estado» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo, página 40. 6 de março de 1982. Consultado em 5 de março de 2019 
  6. Simone Galib (1 de junho de 1986). «Sufoco no metrô». Folha de S. Paulo, ano 66, edição 20878, 3º caderno, página 29. Consultado em 5 de março de 2019 
  7. Governo do estado de São Paulo (15 de outubro de 2012). «Alckmin anuncia edital para as obras de extensão da Linha 2-Verde do Metrô rumo a Guarulhos». Portal do Governo. Consultado em 5 de março de 2019 
  8. «Estações Penha e Penha de França da Linha 2 - Verde do Metrô/SP». Systra. Consultado em 5 de março de 2019 
  9. «Processo 4138221302». Imprensa Oficial do estado de São Paulo. Consultado em 5 de março de 2019 
  10. «Relatório de Empreendimentos» (PDF). Metrô de São Paulo. Janeiro de 2019. Consultado em 5 de março de 2019 
  11. [1] Metrô de São Paulo
  12. «Metrô de São Paulo- Características das estações» (PDF). Themag Engenharia. Consultado em 5 de março de 2019 
  13. G1 SP (16 de maio de 2012). «Passageiros são socorridos após acidente na Linha Vermelha do Metrô». G1. Consultado em 5 de março de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Carrão
Distância: 2.280 metros
Linha 3–Vermelha do Metrô
Penha
Sucedido por
Vila Matilde
Distância: 1.183 metros
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