Auditório Ibirapuera

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Auditório Ibirapuera
Ibirapuera Auditorium.jpg

Auditório Ibirapuera à noite.

História
Arquiteto
Período de construção
Arquitetura
Material
Altura
24 metros
Administração
Proprietário
Localização
Endereço
Coordenadas

O Auditório Ibirapuera é um edifício concebido por Oscar Niemeyer para apresentações de espetáculos musicais, situado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, Brasil. Em julho de 2014, passou a se oficialmente chamado de Auditório Ibirapuera - Oscar Niemeyer[1].

Histórico[editar | editar código-fonte]

Auditório Ibirapuera no Parque do Ibirapuera.
Vista da fachada sul, com parede retrátil para concertos ao ar livre.

O auditório completa o grupo de edifícios no Parque Ibirapuera, como concebido originalmente pelo arquiteto Oscar Niemeyer em 1950.[2] Em relação à proposta original que está faltando apenas a praça de acesso que separa a Oca, que serviria como a principal entrada para o parque.

A construção do auditório foi alvo de intensa polêmica, que não se esgotou com sua inauguração, em outubro de 2005, pois, em virtude de o conjunto arquitetônico do Parque Ibirapuera ser tombado, o acréscimo de novas construções ao conjunto sofreu críticas e embargos judiciais, até ser permitido o início da obra em 2002.

Em 2008 o Grammy Latino brasileiro foi apresentado no Auditório Ibirapuera.

Concepção arquitetônica[editar | editar código-fonte]

O prédio possui simplicidade volumétrica singular, sendo composto de um bloco único, que em planta tem a forma de um trapézio e, em corte, a forma de um triângulo e, assim como os demais prédios do parque, e grande parte da obra do arquiteto, o auditório é inteiramente branco, composto de concreto armado e pintura impermeabilizante na cor branca.

O bloco único contrapõe-se à arquitetura usual de salas para concertos com o chamado "palco italiano", exemplificado pela Ópera de Paris e pelos Teatros Municipais de São Paulo e Rio de Janeiro. As características destes espaços se manifesta em edifícios com três volumes principais: o foyer ou entrada, seguido pela plateia e seus acessos, culminando com a caixa cênica e seu urdimento altíssimo criando uma "corcova" tipica dos edifícios de Óperas. No Auditório Ibirapuera o arquiteto passou um traço unindo os três volumes, criando um sólido em forma de cunha.

Auditório com Moema ao fundo

Destaque para a impressionante perspectiva, que cria um edifício pequeno e não intrusivo ao ser visto de frente, com a ilusão de ótica reduzindo o tamanho da parte alta do prédio exatamente ao mesmo tamanho do encontro da rampa com a grama, duas vezes menor no trapézio em planta. Isto gera uma sensação de "criação de espaço" ao se entrar na plateia, que não cabe na percepção do prédio que temos, iludida.

O conjunto formado pelo auditório juntamente com a Oca, que é uma semiesfera, composto de dois edifícios de volumes puros e brancos, é considerado por Niemeyer, o mais importante do projeto, do ponto de vista arquitetônico. A articulação do conjunto seria feita por uma grande praça cívica e uma marquise com passarela, que não foram realizadas.[3]

Uma marquise, executada em metal pintado de vermelho, cobre o acesso principal e devido à sua forma e cor dá identidade ao prédio, caracterizando-o e o diferenciando dos demais. Por este motivo, o elemento foi transformado em logomarca do auditório e batizado oficialmente de "Labareda".

Organização interna[editar | editar código-fonte]

Se por fora a volumetria é simples, por dentro o auditório tem junto a entrada, na parte mais baixa o foyer. O conjunto palco/platéia ocupa a porção oposta, mais alta. Os espaços estão divididos:

Interior do Auditório Ibirapuera

No nível térreo:

  • foyer;
  • conjunto palco/plateia

No subsolo:

  • bar;
  • administração;
  • escola de música;
  • camarins.
Eventos na platéia externa do Auditório Ibirapuera

O auditório possui uma porta traseira de 18m de largura que, aberta, permite a pessoas situadas no lado de fora, no gramado do Parque chamado de plateia Externa do Auditório, acompanhem o que está a ser apresentado no palco.[4] O uso da platéia externa depende da autorização da prefeitura e Conselho Gestor do Parque Ibirapuera, pois eventos mal planejados podem levar a super lotação e causar danos substanciais ao parque. Membros do Conselho Gestor Gestor do Parque, órgão de gestão do Parque Ibirapuera, como Thobias Furtado do Parque Ibirapuera Conservação colaboram incentivando a prefeitura a montar um planejamento anual e aprovar o calendário junto aos usuários, garantindo um melhor controle e aproveitamento da área pelo Auditório e parque[5].

Crítica[editar | editar código-fonte]

Em 28 de setembro de 2014, foi publicado na Folha de S.Paulo o resultado da avaliação feita pela equipe do jornal ao visitar os sessenta maiores teatros da cidade de São Paulo. O local foi premiado com quatro estrelas, "bom", com o consenso: "Com projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012), tem belo hall de entrada (espaçoso, mas com poucos locais para se sentar) e escultura assinada por Tomie Ohtake. O café, aos fundos, é pequeno e dispõe de poucas opções de bebidas e salgados. A sala é bastante confortável, e a visibilidade é boa de todos os assentos. A programação contempla shows e espetáculos de todos os estilos —o local abrigou, em março [de 2014] (...) a MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo)."[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Lei nº 16.046, de 18 de Julho de 2014» (PDF). Diário Oficial de São Paulo. 19 de julho de 2014 
  2. Fernando Serapião, Auditório completa conjunto edificado no parque Ibirapuera. PROJETODESIGN Edition 309, November 2005. Accessed 24 April 2007.
  3. Mônica Junqueira de Camargo. Sobre o projeto de Oscar Niemeyer para o entorno do Teatro no Parque Ibirapuera. Minha Cidade 125, March 2005. Accessed 24 April 2007.
  4. Le Moniteur-expert.com - Oscar Niemeyer livre un auditorium « réversible »
  5. Lobel, Fabrício. «Órgão gestor quer vetar shows no parque Ibirapuera». Folha de S.Paulo 
  6. Fabiana Seragusa e Rafael Balago (28 de setembro de 2014). «Especial avalia os 60 maiores teatros de SP; veja lista com acertos e falhas». Folha de S.Paulo. www1.folha.uol.com.br. Consultado em 4 de janeiro de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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