Auditório Ibirapuera

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Auditório Ibirapuera
Auditório Ibirapuera à noite.
Construção
Arquiteto Oscar Niemeyer
Proprietário Prefeitura de São Paulo

O Auditório Ibirapuera é um edifício concebido por Oscar Niemeyer para apresentações de espetáculos musicais, situado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, Brasil.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Auditório Ibirapuera no Parque do Ibirapuera.
Vista da fachada sul, com parede retrátil para concertos ao ar livre.

O auditório completa o grupo de edifícios no Parque Ibirapuera, como concebido originalmente pelo arquiteto Oscar Niemeyer em 1950.[1] Em relação à proposta original que está faltando apenas a praça de acesso que separa a Oca, que serviria como a principal entrada para o parque.

A construção do auditório foi alvo de intensa polêmica, que não se esgotou com sua inauguração, em outubro de 2005, pois, em virtude de o conjunto arquitetônico do Parque Ibirapuera ser tombado, o acréscimo de novas construções ao conjunto sofreu críticas e embargos judiciais, até ser permitido o início da obra em 2002.

Em 2008 o Grammy Latino brasileiro foi apresentado no Auditório Ibirapuera.

Concepção arquitetônica[editar | editar código-fonte]

O prédio possui simplicidade volumétrica singular, sendo composto de um bloco único, que em planta tem a forma de um trapézio e, em corte, a forma de um triângulo e, assim como os demais prédios do parque, e grande parte da obra do arquiteto, o auditório é inteiramente branco, composto de concreto armado e pintura impermeabilizante na cor branca.

O bloco único contrapõe-se à arquitetura usual de salas para concertos com o chamado "palco italiano", exemplificado pela Ópera de Paris e pelos Teatros Municipais de São Paulo e Rio de Janeiro. As características destes espaços se manifesta em edifícios com três volumes principais: o foyer ou entrada, seguido pela plateia e seus acessos, culminando com a caixa cênica e seu urdimento altíssimo criando uma "corcova" tipica dos edifícios de Óperas. No Auditório Ibirapuera o arquiteto passou um traço unindo os três volumes, criando um sólido em forma de cunha.

Auditório com Moema ao fundo

Destaque para a impressionante perspectiva, que cria um edifício pequeno e não intrusivo ao ser visto de frente, com a ilusão de ótica reduzindo o tamanho da parte alta do prédio exatamente ao mesmo tamanho do encontro da rampa com a grama, duas vezes menor no trapézio em planta. Isto gera uma sensação de "criação de espaço" ao se entrar na plateia, que não cabe na percepção do prédio que temos, iludida.

O conjunto formado pelo auditório juntamente com a Oca, que é uma semiesfera, composto de dois edifícios de volumes puros e brancos, é considerado por Niemeyer, o mais importante do projeto, do ponto de vista arquitetônico. A articulação do conjunto seria feita por uma grande praça cívica e uma marquise com passarela, que não foram realizadas.[2]

Uma marquise, executada em metal pintado de vermelho, cobre o acesso principal e devido à sua forma e cor dá identidade ao prédio, caracterizando-o e o diferenciando dos demais. Por este motivo, o elemento foi transformado em logomarca do auditório e batizado oficialmente de "Labareda".

Organização interna[editar | editar código-fonte]

Interior do Auditório Ibirapuera
  • No nível térreo:
    • foyer;
    • conjunto palco/plateia
  • No subsolo:
    • bar;
    • administração;
    • escola de música;
    • camarins.

O auditório possui uma porta traseira de 18 m de largura que, aberta, permite a pessoas situadas no lado de fora, no gramado do Parque chamado de plateia Externa do Auditório, acompanhem o que está a ser apresentado no palco.[3]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Em 28 de setembro de 2014, foi publicado na Folha de S.Paulo o resultado da avaliação feita pela equipe do jornal ao visitar os sessenta maiores teatros da cidade de São Paulo. O local foi premiado com quatro estrelas, "bom", com o consenso: "Com projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012), tem belo hall de entrada (espaçoso, mas com poucos locais para se sentar) e escultura assinada por Tomie Ohtake. O café, aos fundos, é pequeno e dispõe de poucas opções de bebidas e salgados. A sala é bastante confortável, e a visibilidade é boa de todos os assentos. A programação contempla shows e espetáculos de todos os estilos —o local abrigou, em março [de 2014] (...) a MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo)."[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fernando Serapião, Auditório completa conjunto edificado no parque Ibirapuera. PROJETODESIGN Edition 309, November 2005. Accessed 24 April 2007.
  2. Mônica Junqueira de Camargo. Sobre o projeto de Oscar Niemeyer para o entorno do Teatro no Parque Ibirapuera. Minha Cidade 125, March 2005. Accessed 24 April 2007.
  3. Le Moniteur-expert.com - Oscar Niemeyer livre un auditorium « réversible »
  4. Fabiana Seragusa e Rafael Balago (28 de setembro de 2014). «Especial avalia os 60 maiores teatros de SP; veja lista com acertos e falhas». Folha de S.Paulo. www1.folha.uol.com.br. Consultado em 4 de janeiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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