Centros Integrados de Educação Pública

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CIEP Nelson Rodrigues, em Nova Iguaçu

Os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), popularmente apelidados de Brizolões, foram um projeto educacional de autoria do antropólogo Darcy Ribeiro, que os considerava "uma revolução na educação pública do País".[1] Implantado inicialmente no estado do Rio de Janeiro, no Brasil, ao longo dos dois governos de Leonel Brizola (1983 – 1987 e 1991 – 1994), tinha, como objetivo, oferecer ensino público de qualidade em período integral aos alunos da rede estadual.[2]

O horário das aulas estendia-se das 8 às 17 horas, oferecendo, além do currículo regular, atividades culturais, estudos dirigidos e educação física. Os CIEPs forneciam refeições completas a seus alunos, além de atendimento médico e odontológico. A capacidade média de cada unidade era para mil alunos.[3]

O projeto objetivava, adicionalmente, tirar crianças carentes das ruas, oferecendo-lhes os chamados "pais sociaisfuncionários públicos que, residentes nos CIEPs, cuidavam de crianças também ali residentes.

Características arquitetônicas[editar | editar código-fonte]

O projeto arquitetônico dos edifícios é da autoria de Oscar Niemeyer, tendo sido erguidas mais de 500 unidades. Uma de suas características é a utilização de peças pré-moldadas de concreto, barateando a sua construção.[4]

As escolas são constituídas por três estruturas:

No segundo governo de Leonel Brizola, alguns CIEPs passaram a contar com piscinas.[carece de fontes?]

Posteridade[editar | editar código-fonte]

Os governos que sucederam aos de Brizola não deram continuidade administrativa ao projeto, desvirtuando-lhe a sua principal característica: o ensino integral. Desse modo, as unidades construídas e operacionais tornaram-se escolas comuns, com o ensino em turnos. As demais, parcialmente concluídas, foram simplesmente abandonadas, assim como desativada e desmontada a "fábrica de escolas", a instalação que produzia as suas peças pré-moldadas de concreto.

O programa inspiraria os Centros de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAICs), adotados em âmbito nacional a partir de 1990, durante o Governo Collor.[5]

O governo do prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (2009-2016) se inspirou no exemplo dos CIEPs para criar as escolas do amanhã, escolas municipais com ensino em tempo integral. Em homenagem a Leonel Brizola, a unidade responsável pela logística, armazenamento e construção das escolas do amanhã foi denominada "Fábrica de Escolas do Amanhã Governador Leonel Brizola".[6]

Referências

  1. [1]
  2. GOMES, Candido Alberto. Darcy Ribeiro. Coleção educadores. Recife; Fundação Joaquim Nabuco. Editora Massangana. 2010. ISBN 978-85-7019-527-2
  3. RIBEIRO, Darcy. Cieps: a educação como prioridade. Carta: falas, reflexões e memórias. Brasília. Gabinete do Senador Darcy ribeiro, nº 3, 1994
  4. RIBEIRO, Darcy. O livro dos Cieps. Rio de janeiro. Bloch. 1986.
  5. SALES. Luís Carlos. O valor simbólico do prédio escolar. Teresina; Editora gráfica da Universidade Federal do Piauí-EDUFPI, 2000. p. 63/64. ISBN 85-7463-021-7
  6. Rio Cidade Olímpica. Disponível em http://www.cidadeolimpica.com.br/fabrica-de-escolas/. Acesso em 19 de abril de 2016.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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