Praça dos Três Poderes

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Vista aérea da praça.

Praça dos Três Poderes, em Brasília, no Brasil, é um amplo espaço aberto entre os três edifícios monumentais que representam os três poderes da República: o Palácio do Planalto (Executivo), o Supremo Tribunal Federal (Judiciário) e o Congresso Nacional (Legislativo). Como em quase todos os logradouros da cidade, a parte urbanística foi idealizada por Lúcio Costa e as construções foram projetadas por Oscar Niemeyer.

Características[editar | editar código-fonte]

A Praça dos Três Poderes. Em primeiro plano a escultura "Os Candangos" com o Palácio do Planalto ao fundo.

A Praça dos Três Poderes, localizada no extremo leste do Plano Piloto, é um espaço aberto que mede aproximadamente 120 x 220 metros, de modo que os prédios representativos dos poderes não se sobressaíssem um diante dos outros, em atenção ao princípio de que os poderes são harmônicos e independentes e, portanto, têm o mesmo peso.

Não é uma praça tradicional, pois não possui árvores nem qualquer outro elemento que proporcione sombra às pessoas que nela permanecem. De vegetação, somente as palmeiras imperiais que circundam a grande superfície de água à altura do Congresso Nacional.

Como os edifícios em volta da praça, nas orientações norte e sul, ocupam área reduzida em relação à área total do logradouro, obteve-se um efeito escultórico impressionante. Durante a noite, causa expressivo efeito o jogo de luzes dirigidos às colunas dos brancos palácios, sugerindo estarem suspensos no ar.

Além dos palácios, a Praça dos Três Poderes, inclui as esculturas Os Guerreiros, de Bruno Giorgi (mais conhecida como Os Candangos[1]), considerado um símbolo de Brasília, e A Justiça, escultura de Alfredo Ceschiatti, em frente ao STF. Pode-se ver ainda a Pira da Pátria e o Marco Brasília, em homenagem ao ato da Unesco que considerou a cidade Patrimônio Cultural da Humanidade.

Na face leste da praça está o Museu Histórico de Brasília, em cuja fachada se pode admirar uma escultura da cabeça de Juscelino Kubitschek. Na Praça encontra-se ainda o Pombal, uma escultura de Niemeyer, em concreto, encomenda da primeira dama Eloá, mulher do presidente Jânio Quadros.

A praça também abriga o Mastro da Bandeira, um monumento de autoria de Sérgio Bernardes de cem metros de altura. A Lei 5.700/71 determina a presença perene de uma bandeira nacional. Segundo o Livro Guinness dos Recordes, esta é a maior bandeira hasteada do mundo medindo, 286 m2. Ela é substituída todo primeiro domingo de cada mês em cerimônia solene.[2][3]

Na face oeste, está o Panteão da Pátria, construído em homenagem ao presidente Tancredo Neves e que poderá vir a abrigar os restos mortais de ilustres figuras brasileiras. Sua forma sugere a imagem de uma pomba. No salão principal podem ser admirados o vitral de Marianne Peretti e o painel sobre Inconfidência Mineira, de João Câmara. No Salão Vermelho, pode-se apreciar o painel de Athos Bulcão. Já tiveram seus nomes inscritos no livro de aço lá exposto, os nomes de várias personalidades históricas.

O Espaço Lúcio Costa, situado sob o piso da praça, mostra uma maquete de Brasília, com 179 metros quadrados.

O Espaço Oscar Niemeyer, está localizado na parte posterior da Praça dos Três Poderes. É uma edificação cilíndrica, com área de 433m2, onde se podem admirar os trabalhos (painéis, desenhos e fotos) que representam as obras deste arquiteto. Apesar de um pouco retirado, com relação aos demais monumentos, é considerado parte da praça.

A Praça dos Três Poderes é ponto de visitação turística e de concentrações populares, não só as cívicas, como a troca da guarda do palácio presidencial e o hasteamento da bandeira, mas também das grandes manifestações de reivindicação e protesto.

Vista panorâmica da Praça dos Três Poderes: a esquerda (sul) o poder judiciário (Supremo Tribunal Federal - nº 3), no centro o poder legislativo (Congresso Nacional - nº 12) e a direita a sede do poder executivo (Palácio do Planalto - nº 16).

Congresso Nacional[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Congresso Nacional (edifício)

Em seus depoimentos, Oscar Niemeyer declara que o Edifício do Congresso Nacional é sua realização predileta. Cartão-postal de Brasília, com sua concepção plástica arrojada, a sede do Poder Legislativo brasileiro é um conjunto de construções onde se destacam as duas cúpulas representando os plenários: a cúpula maior (côncava) do plenário da Câmara dos Deputados e a cúpula pequena (convexa), que abriga o plenário do Senado Federal.

Na face voltada para a Praça dos Três Poderes, possui um espelho d’água. No anexo I, formado por dois prédios verticais de 28 pavimentos, com cem metros de altura, funciona a administração das duas casas legislativas. Ao longo dos anos, outros anexos foram sendo construídos, fora da área da praça, para novos gabinetes parlamentares e instalação de escritórios para as atividades de apoio.

Compõem o prédio o Salão Negro, o Salão Verde, o Salão Nobre, os Plenários da Câmara e do Senado, bem como as galerias (que unem o prédio principal aos anexos tanto na Câmara como no Senado) e a chapelaria no Senado. Na chapelaria existe um pequeno museu com o mobiliário do antigo Senado, que funcionou no Palácio Monroe no Rio de Janeiro. O Congresso possui um acervo artístico expressivo, com obras de Di Cavalcanti, Alfredo Ceschiatti, Marianne Peretti, Fayga Ostrower, Carybé e Maria Bonomi.

Supremo Tribunal Federal[editar | editar código-fonte]

O edifício do Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

O prédio de colunas externas segue o mesmo modelo criado para o Palácio do Planalto e o Palácio da Alvorada. Prédio moderno, o Supremo possui obras de arte distribuídas por seus espaços e um museu com um plenário da antiga sede do Rio de Janeiro, além de móveis, togas e objetos pessoais de ex-ministros. Em exposição permanente, a história das leis e de todas as Constituições do país.

O prédio situado na praça é usado para solenidades e para as sessões plenárias. Os serviços administrativos funcionam em anexos construídos ao longo do tempo.

Palácio do Planalto[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Palácio do Planalto

Conhecido oficialmente como Palácio do Planalto, é a sede do Poder Executivo do Brasil. É revestido de mármore branco e da fachada principal, voltada para a Praça dos Três Poderes, são visíveis apenas quatro andares, embora a edificação possua subsolos e anexos administrativos.

As reuniões ministeriais são realizadas no amplo salão onde está instalada a imponente mesa oval, no segundo andar. O Gabinete Presidencial está localizado no terceiro andar, ao lado dos Gabinetes Civil e de Segurança Institucional. Uma ampla rampa, em espiral, une esses dois pisos. Ainda no segundo andar, estão localizados os salões Leste e Oeste, onde são realizadas as cerimônias de entrega de credenciais de diplomatas estrangeiros, assinaturas de leis e tratados ou de posse de ministros de Estado.

Palavras de Lúcio Costa[editar | editar código-fonte]

  • Eu queria que a Praça dos Três Poderes fosse um Versalhes, não um Versalhes do rei, mas um Versalhes do povo, tratado com muito apuro.
  • Meu objetivo era acentuar o contraste da parte civilizada, de comando do país, com a natureza agreste do cerrado.
  • Só depois [que ficou pronta] é que verifiquei o quanto [a Praça dos Três Poderes] se assemelha à Praça da Concórdia, em Paris.
  • A Praça dos Três Poderes é um exemplo contemporâneo, com o valor, a presença das tradicionais praças antigas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Dois Guerreiros ou Os Candangos homenageia quem construiu Brasília». Consultado em 18 de setembro de 2015 
  2. «Atrações turísticas». STF. fevereiro de 2007. Consultado em 27 de maio de 2012 
  3. «PATRIOTISMO - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público». patriotismo.org.br. 2012 [última atualização]. Consultado em 21 de agosto de 2012  Verifique data em: |date= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]