Maria Bonomi

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Painel Etnias, de Maria Bonomi. Memorial da América Latina, São Paulo.

Maria Anna Olga Luisa Bonomi (Meina, 8 de julho de 1935) é uma renomada artista plástica ítalo-brasileira que trabalha como gravadora, escultora, pintora, muralista, curadora, figurinista, cenógrafa e professora.[1]

Neta de Giuseppe Martinelli, construtor do primeiro arranha-céu da América Latina, o Edifício Martinelli, datado de 1929, emigrou para o Brasil em 1946, fixando-se em São Paulo. No início da década de 1950, estudou pintura e desenho com Yolanda Mohalyi e Karl Plattner (1919-1989). Em 1954, inicia-se na gravura, com Lívio Abramo.

Realizou sua primeira exposição individual em 1956, na cidade de São Paulo. No mesmo ano, recebe uma bolsa de estudos da Ingram-Merrill Foundation e estuda no Pratt Institute Graphics Center, em Nova York. Paralelamente, na Columbia University, estuda gravura e teoria da arte.

De volta ao Brasil, frequenta a oficina de gravura em metal de Johnny Friedlaender (1912-1992), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1959. Em 1960, em São Paulo, funda o Estúdio Gravura, com Lívio Abramo, de quem foi assistente até 1964. A partir dos anos 1970, passa a dedicar-se também à escultura. Produz também grandes painéis para espaços públicos.

Em 1999, defende sua tese de doutorado Arte Pública. Sistema Expressivo/Anterioridade, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).[2]

Em 2001, foi agraciada com a comenda da Ordem do Rio Branco e, em 25 de outubro de 2010, recebeu a Ordem do Ipiranga, no grau Grande Oficial, pelo Governo do Estado de São Paulo.[3]

A artista foi uma das personagens reais retratadas pelos autores Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral na minissérie Um Só Coração, exibida em 2004 pela Rede Globo, tendo sido interpretada pela atriz Maria Luísa Mendonça.

Mostras[editar | editar código-fonte]

Maria Bonomi participou da 36ª Bienal de Veneza, 1972; da 2ª Bienal de Havana (Cuba), 1986; da 11ª Bienal Ibero Americana de Arte-Litografia del Fin de Siglo a 200 Años de su Invención, no Museo del Palacio de Bellas Artes na Cidade do México, 1998. No Brasil tem participado frequentemente de exposições em São Paulo e no Rio de Janeiro.[4]

Referências

  1. LAUDANNA, Mayra. Maria Bonomi: da gravura à arte pública. São Paulo: EDUSP/Imprensa Oficial, 2007.
  2. Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. Maria Bonomi
  3. «A artista plástica Maria Bonomi é homenageada no Palácio dos Bandeirantes». Memorial da América Latina. 4 de novembro de 2010. Consultado em 12 de março de 2018.. Arquivado do original em 12 de junho de 2018 
  4. Governo do Estado de São Paulo. Catálogo do Patrimônio Artístico do Estado. Maria Anna Olga Luisa Bonomi


Ligações externas[editar | editar código-fonte]