Um Só Coração

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Um Só Coração
Informação geral
Formato Minissérie
Gênero Drama
Biografia
Romance
Duração 40 minutos
País de origem Brasil
Idioma original Português
Produção
Elenco Ana Paula Arósio
Erik Marmo
Débora Falabella
Daniel de Oliveira
Edson Celulari
Maria Fernanda Cândido
Marcello Antony
Fernanda Paes Leme
Herson Capri
Ângelo Antônio
Luís Mello
Cássio Gabus Mendes
José Rubens Chachá
Pascoal da Conceição
Eliane Giardini
Betty Gofman
(ver mais)
Tema de abertura "Um Só coração" (Instrumental), Roger Henri
Tema de encerramento "Um Só coração" (Instrumental), Roger Henri
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 6 de janeiro de 20048 de abril de 2004
N.º de episódios 54

Um Só Coração foi uma minissérie televisiva produzida e exibida pela Rede Globo entre 6 de janeiro e 8 de abril de 2004, em 54 capítulos.[1] Escrita por Maria Adelaide Amaral, Alcides Nogueira e Lúcio Manfredi, com colaboração de Rodrigo Arantes do Amaral, a história prestava uma homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo, com direção de Marcelo Travesso Ulysses Cruz e Gustavo Fernandez, direção geral de Carlos Araújo e núcleo de Carlos Manga

Teve Ana Paula Arósio, Erik Marmo, Débora Falabella, Daniel de Oliveira, Edson Celulari, Maria Fernanda Cândido, Marcello Antony, Fernanda Paes Leme, Herson Capri, Ângelo Antônio, Luís Mello, Cássio Gabus Mendes, José Rubens Chachá, Pascoal da Conceição, Eliane Giardini e Betty Gofman nos papéis principais. Foi reprisada pelo Canal Viva entre 7 de janeiro a 19 de março de 2013[2].

Enredo[editar | editar código-fonte]

Quando Yolanda Penteado e Martim Pais se conhecem, no início da década de 1920, ela é uma princesinha do café e ele, filho de uma família tradicional empobrecida. Martim Paes de Almeida é um jovem estudante de medicina que simpatiza com o movimento anarquista. Sua atividade política, totalmente clandestina, acaba lhe rendendo problemas. Quando ele e Yolanda se apaixonam, Guiomar, mãe da moça, é terminantemente contra o namoro da filha com um anarquista, bem como o irmão mais velho, Juvenal. Pior: ela decide casá-la com o primo Fernão, como era da vontade de seu falecido marido. A partir daí, uma série de intrigas e mal-entendidos separam Yolanda de Martim. Mas uma coisa é certa: um jamais conseguirá esquecer o outro. Vale a pena lembrar que, na realidade, o primeiro marido de Yolanda foi Jayme da Silva Telles, cuja aparição na minissérie, nesse papel, não foi autorizada por sua família.

Yolanda, com sua determinação, inteligência e beleza, provoca um escândalo na sociedade paulistana da época: após descobrir a traição do marido, o personagem fictício Fernão, com sua melhor amiga, Elisa, opta pelo desquite num tempo em que muitas mulheres se resignavam. Admirada por todos por sua beleza e personalidade, Yolanda tem entre seus pretendentes Alberto Santos Dumont, o "Pai da Aviação", e o jornalista Assis Chateaubriand. Após o casamento fracassado com Fernão, Yolanda encontra Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, dono do maior parque industrial de São Paulo e fundador do MAM (Museu de Arte Moderna), em 1948. Ambos manterão uma relação de admiração e respeito mútuos, além do espírito empreendedor nas artes. As aventuras amorosas de Ciccillo e o amor de Yolanda por Martim não afetam a amizade do casal.

Os outros núcleos mostram histórias de outros personagens, reais ou fictícios. A família Sousa Borba representa a decadência da sociedade paulistana após a queda da Bolsa de Nova York em 1929. Coronel Totonho é um dos donos de fazenda de café da época que perde tudo e se decide por um trágico destino: o suicídio. O casarão da família é um símbolo da transformação da cidade. Após a crise de 29, o palacete vira um bordel e, após a década de 1930, uma pensão que recebe imigrantes. O maior problema da vida de Maria Luísa, filha de Totonho, é seu pai, que não lhe permite nada. E tudo fica ainda mais difícil depois que ela se apaixona por Madiano Mattei, um pintor anarquista e pobretão. Mas o destino também a separa de seu pintor. Grávida de Madiano, ela o deixa partir para tentar uma vida melhor na França e esconde dele a filha que espera. Enquanto isso, Maria Luísa aceita se casar com Samir, um libanês que enriquecera com o comércio de tecidos. Mas essa união encontra uma série de percalços, como a oposição de Sálua, mãe de Samir, contra o casamento. E o fato de Maria Luísa esconder do marido que tivera uma filha com Madiano, agora adotada por Yolanda.

Na família Sousa Borba, tudo é permitido a Rodolfo, um homem sem escrúpulos e mau-caráter que desperdiça o dinheiro da família no jogo. Mas é extremamente másculo, o que não se pode dizer do seu irmão, Bernardo, outro filho de Totonho. Inteligente, íntegro e sensível, não segue o modelo de masculinidade valorizado pelo pai. Por isso, o coronel chega a contratar uma governanta com o intuito de convencê-la a seduzir o filho. Ela é Ana Schmidt. Aqui, cabe ressaltar, utiliza-se na trama da minissérie o enredo da obra Amar, Verbo Intransitivo, do modernista Mário de Andrade. O desprezo do coronel pelo filho tem um motivo maior: a desconfiança de traição de sua falecida mulher. Filha do anarquista Ernesto da Silva, perseguido por Totonho, Ana aceita trabalhar no casarão em troca da liberdade do pai. Mas ela se tornará uma obsessão para Rodolfo, que fica boquiaberto com sua beleza. Ela encontra o amor nos braços de Joaquim, um padeiro português. Mas a união dos dois causa a ira de Rodolfo, que não desiste de alcançar seu objeto de desejo. Quem sofre com isso é Elisa, casada com Rodolfo, mas que encontra um pouco de carinho nos braços de Fernão, marido de sua melhor amiga Yolanda.

Em meio a todos esses dramas, os artistas da época se unem para a Semana de Arte Moderna de 1922, a partir da ideia da francesa Marinette, esposa do mecenas Paulo Prado. Da Semana de 22, despontam figuras importantes para a história e para a minissérie, como Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, entre outros.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Ana Paula Arósio Yolanda Penteado
Erik Marmo Martim Paes de Almeida
Edson Celulari Cicillo Matarazzo
Débora Falabella Raquel Rosenberg
Daniel de Oliveira Bernardo Sousa Borba
Maria Fernanda Cândido Ana Schmidt
Marcello Antony Rodolfo Sousa Borba
Fernanda Paes Leme Elisa Furtado
Herson Capri Fernão Queiroz Chaves
Ângelo Antônio Madiano Mattei
Eliane Giardini Tarsila do Amaral
Betty Gofman Anita Malfatti
Luís Mello Cândido Portinari
Cássio Gabus Mendes Cassiano Gabus Mendes
José Rubens Chachá Oswald de Andrade
Pascoal da Conceição Mário de Andrade
Mauro Mendonça Bento Crispino Macedo
Tarcísio Meira Antônio de Sousa Borba (Coronel Totonho)
Glória Menezes Camila Matarazzo
Raul Cortez Rogério
Cássia Kis Magro Guiomar Penteado
Yoná Magalhães Lígia do Amaral
Paulo Goulart Avelino
Marcos Winter Luís Martins Gonçalves
Letícia Sabatella Maria Luísa Sousa Borba
Ariclê Perez Madame Claire
Helena Ranaldi Lídia Rosenberg
Antônio Calloni Assis Chateaubriand
Paulo José Dr. Varella
Carlos Vereza David Rosemberg
Renato Scarpin Joaquim
Emiliano Queiroz Juca do Amaral
Daniela Escobar Soledad
Cássio Scapin Santos Dumont
Sérgio Viotti Samuel
Tato Gabus Mendes Paulo Prado
Pedro Paulo Rangel Senador Freitas Valle
Celso Frateschi Ernesto da Silva
Miriam Freeland Patrícia Galvão (Pagu
Chica Xavier Isolina
Maria Luísa Mendonça Maria Bonomi
Leandra Leal Ucha
Max Fercondini João Cândido Sousa Borba (Candinho)
Júlia Feldens Maria Laura Sousa Borba
Cláudio Fontana Jayme Penteado
Luigi Baricelli Wálter Forster
Selma Egrei Olívia Guedes Penteado
Lú Grimaldi Frida Schmidt da Silva
Fernanda Souza Dulce Amaral
Mila Moreira Lola Flores
Flávia Guedes Gilda de Melo e Sousa
Ana Lúcia Torre Sálua
Marly Bueno Lúcia
Camila Morgado Cacilda Becker
Irving São Paulo Geraldo Ferraz
André Frateschi Flávio de Carvalho
Theodoro Cochrane Mário Martins
Rodrigo Penna Miragaia
Jonathan Nogueira Camargo
Marco Pigossi Dráusio
Elias Gleizer Padre Cícero
José Augusto Branco Dr. Araújo
Jorge Pontual Dom Honorato Vilela
Ruy Rezende Blaise Cendrars
Stepan Nercessian Terêncio
Adriano Garib Dr. Osório César
Marly Bueno Lúcia
Maria Clara Mattos Rosa
Charles Myara Raul Bopp
Etty Fraser Dona Ita
Caio Junqueira Nonê
Júlia Almeida Maria Adelaide Amaral (jovem)
Daniel Ávila Rudá de Andrade
Omar Docena Caio
João Vitti Abílio Pereira de Almeida
Bruno Giordano Franco Zampari
Marco Antônio Gimenez Lorival Gomes Machado
Emílio Orciollo Netto Juvenal Penteado
Marcelo Escorel Vianinha
Ranieri Gonzalez Menotti Del Pichia
Fernando Alves Pinto Alberto Cavalcanti
Viviane Araújo Eglantine
Marcelo Várzea Guilherme de Almeida
Christiana Guinle Danuza
Murilo Rosa Frederico
Leopoldo Pacheco Samir Schaim
Dira Paes Magnólia
Magda Gomes Maria José
Paula Manga Gilda Arantes
Mika Lins Elvira
Amanda Lee Luzia
Nina Morena Odila Pujol
Juliano Righetto Waldemar Belizário
Tuna Dwek Marinette Prado
Juliana Lohmann Antônia
Gabriella Hess Guiomarita Penteado
Renata Sayuri Rita
Carlos Sato Kazuo
Miwa Yanagizawa Harumi
Maria Eduarda Manga Maria Laura Sousa Borba (criança)
Tamara Ribeiro Érica
Igor Adamovich João Cândido Sousa Borba (criança)
Isabela Cunha Ucha (criança)
Daniel Henrique Frederico (criança)
Lucas Maia Nonê (criança)

Participações Especiais[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Capa: Ana Paula Arósio

  1. Too Young - Roger Henri
  2. Soledad - Roger Henri
  3. Os Rios que Correm pro Mar - Teresa Cristina
  4. Família Alemã - Roger Henri
  5. Um Só Coração (adaptação da SINFONIA No 5 OP.64) - Roger Henri
  6. Tum Balalaica - Gilbert
  7. Rapaziada do Braz - Jair Rodrigues
  8. João de Barro/ Cabocla Teresa - Trovadores Urbanos
  9. In the Blue of the Evening - Frank Sinatra & Tommy Dorsey
  10. Coração Sozinho (adaptação de Apenas um Coração Solitário) - Roger Henri
  11. Viola Quebrada - Trovadores Urbanos
  12. Ária Paulistana (adaptação da Sinfonia n. 5 Op.64) - Isabella Taviani

Referências

  1. «Conheça os personagens da minissérie "Um Só Coração", da Globo». Folha Ilustrada. 6 de janeiro de 2004. Consultado em 10 de junho de 2016. 
  2. Nilson Xavier (10 de dezembro de 2012). «Canal Viva reprisa minissérie “Um Só Coração” em janeiro». UOL. Consultado em 10 de junho de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]