Malasartes e o Duelo com a Morte

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Malasartes e o Duelo com a Morte
 Brasil
2017 •  cor •  
Direção Paulo Morelli
Produção Andrea Barata Ribeiro
Bel Berlinck
Paulo Morelli
Coprodução Globo Filmes
O2 Filmes
Universal Pictures
Roteiro Paulo Morelli
Narração Lima Duarte
Elenco Jesuíta Barbosa
Isis Valverde
Júlio Andrade
Vera Holtz
Leandro Hassum
Augusto Madeira
Milhem Cortaz
Gênero Aventura
Comédia
Fantasia[1]
Música Beto Villares
Direção de fotografia Adrian Teijido
Figurino Verônica Julian
Distribuição Paris Filmes
Lançamento Brasil 10 de agosto de 2017[1]
Idioma Português
Página no IMDb (em inglês)

Malasartes e o Duelo com a Morte é um filme brasileiro de 2017, escrito e dirigido por Paulo Morelli. O filme é inspirado nas histórias de Pedro Malasartes, um personagem presente nos folclores português e brasileiro. Foi transformado em minissérie de três capítulos exibido pela Rede Globo em dezembro de 2017.[2]

Produção[editar | editar código-fonte]

Inicialmente o roteiro tinha sido escrito para um projeto de série de TV no fim dos anos 1980, mas que acabou engavetada por não existir a tecnologia necessária na época.[3] A história então se transformou num filme lançado em 2017.[1]

É o filme brasileiro com mais efeitos especiais da história, sendo que quase a metade dele foi feito com o auxílio de computação. Do orçamento total de R$ 9,5 milhões, cerca de R$ 4,5 milhões foram investidos em efeitos especiais.[4]

As filmagens só foram realizadas em 2015, entre Jaguariúna, interior de São Paulo, e os estúdios da produtora 02, na capital paulista. Foram necessários dois anos de pós-produção até o longa ficar pronto e envolveu mais de 100 profissionais.

Leandro Hassum e Vera Holtz interpretam, respectivamente, o assistente da Morte e uma bruxa que ajuda a tecer os “fios da vida”. Os personagens estão entre os que mais interagem com a computação gráfica no filme e protagonizaram trapalhadas no set com chroma key.

“O cenário escorregava muito. A gente precisava lutar muito e acertar os caminhos”, conta Holtz. “Em um primeiro momento, há uma dificuldade para se situar. Mas o ator rapidamente toma o cenário para ele a coisa começa a fluir”, diz Hassum.

Lançamento e Bilheteria[editar | editar código-fonte]

O longa foi lançado em  340 salas de cinema espalhadas pelo Brasil.

BILHETERIA NO BRASIL
Data Ingressos Total
11 a 13 de agosto de 2017 50.755 99.936
18 a 20 de agosto de 2017 14.435

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Vivendo no interior do Brasil, o jovem Pedro Malasartes (Jesuíta Barbosa) é um malandro. Com a sua lábia, ele consegue pregar peças em comerciantes e se aproveitar da boa vontade alheia. No entanto, sua incrível esperteza será colocada à prova pela Morte, a ceifadora de almas.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Malasartes recebeu avaliações positivas dos críticos em geral.

Francisco Russo do Adoro Cinema diz[5][editar | editar código-fonte]
"Apesar da irregularidade nas idas e vindas entre os mundos real e fantástico, ainda assim Malasartes e o Duelo com a Morte é um filme divertido, que entrega bons momentos. Muito graças à qualidade do elenco, em especial a capacidade de Jesuíta Barbosa na alternância de expressões faciais em questão de segundos, o que ajuda bastante na composição deste personagem que, obrigatoriamente, precisa conciliar ingenuidade e esperteza. Como revés, há também um Leandro Hassum bastante infantilizado e um didatismo exagerado a partir da repetição do mantra em torno do tal duelo entre Malasates e a morte. Por mais que não tenha atingido todo o potencial possível, devido aos excessos visuais que resultaram em problemas de coesão, trata-se de um bom filme que, ainda por cima, comprova a possibilidade de um cinema comercial no Brasil baseado na cultura popular, sem ser dependente de nomes famosos da televisão ou do música."


Pablo R. Bazarello do CinePop diz[6][editar | editar código-fonte]
"Malasartes é um filme doce e inocente, que parece realmente não ter sido afetado pelas mazelas do mundo. Parece existir num universo à parte, sem mesmo fazer uso do teor mais ácido presente, por exemplo, na citada obra de Suassuna ou nos filmes iniciais dos Trapalhões (que somente com o tempo começaram a ficar mais politicamente corretos). Malasartes é ingenuidade pura, um filme mirado para toda a família, beirando o gênero infantil. Um filme para os tempos de hoje, no qual tranquilamente pode-se levar os filhos menores, sem restrições de idade. Os únicos trechos mais maliciosos presentes na persona do protagonista são as olhadas e a paquera que tenta com a morena que passa sempre nas horas erradas. Os efeitos especiais são um chamariz e parecem ser o carro chefe do filme. Sem dúvidas é uma conquista para o cinema nacional, poder criar pela primeira vez algo dentro dos moldes e impulsionar o cinema de gênero – com a possibilidade de algo assim ser utilizado em outros tipos de filme. Realmente impressiona, em especial a forma como o além mundo é retratado, com as velas que contam os anos de vida de cada pessoa na Terra."


Em forma de minissérie o ator Jesuíta Barbosa. foi bastante elogiado por internautas nas redes sociais por seu desempenho.

Audiência[editar | editar código-fonte]

Em seu primeiro dia de exibição na TV Aberta a minissérie marcou 28,2 pontos de audiência na Grande São Paulo. Sendo lider isolado de Audiência em todo Brasil. Um resultado 50% melhor do que o registrado pela série Cidade Proibida, que teve média de 19 pontos ao longo da temporada.

Data Média
26/12/17 28.2 pontos
27/12/17 29.1 pontos
28/12/17 27.4 pontos

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Indicado Resultado
2018 44º Festival SESC Melhores Filmes Melhor Filme Paulo Morelli Pendente
Melhor Direção Pendente
Melhor Roteiro Pendente
Melhor Ator Jesuíta Barbosa Pendente
Júlio Andrade Pendente
Leandro Hassum Pendente
Melhor Atriz Ísis Valverde Pendente
Melhor Fotografia Adrian Teijido Pendente

Referências

  1. a b c «Malasartes e o Duelo com a Morte». AdoroCinema. Consultado em 18 de Dezembro de 2016. 
  2. «Fim de ano na Globo tem novo especial de Roberto Carlos e minissérie Malasartes» 
  3. «Engavetado há 28 anos, "Harry Potter brasileiro" sai do papel». IG. 13 junho de 2015. Consultado em 25 de novembro de 2015. 
  4. Prado, Pedro (9 de abril de 2017). «Malasartes e o Duelo Com a Morte Será o Filme Com Mais Efeitos Visuais do Brasil». Pipoca Moderna. Consultado em 12 de agosto de 2017. 
  5. AdoroCinema, Malasartes e o Duelo com a Morte: Críticas AdoroCinema, consultado em 28 de dezembro de 2017. 
  6. Marafon, Renato. «Crítica | Malasartes e o Duelo com a Morte – superprodução nacional | CinePOP». cinepop.com.br. Consultado em 28 de dezembro de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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