Vera Holtz

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Vera Holtz
Vera Holtz em 2006
Nome completo Vera Lúcia Fraletti Holtz
Nascimento 7 de agosto de 1953 (62 anos)
Nacionalidade Brasil brasileira
Ocupação atriz
IMDb: (inglês)

Vera Lúcia Fraletti Holtz (Tatuí, 7 de agosto de 1953) é uma atriz brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Após cursar a Escola de Arte Dramática (EAD) e a Escola de Teatro da Uni-Rio, além de outros cursos, Vera estreia profissionalmente em Rasga Coração, de Oduvaldo Vianna Filho, com direção de José Renato, em 1979. Dois anos após, integra o Grupo TAPA, ainda na fase carioca, com o qual realiza diversos espetáculos: O Anel e a Rosa, de Thakaray, 1981; Tempo Quente na Floresta Azul, de Orígenes Lessa, em 1983, e Caiu o Ministério, de França Jr., em 1985, encenações de Eduardo Tolentino de Araújo.

Para se manter, inicialmente trabalhou no Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo – IPT, que a transferiu posteriormente para o Rio de Janeiro, onde desenhava mapas. 

Em 1981, está em Na Terra do Pau Brasil, Nem Tudo Caminha, Viu?, ao lado de Ary Fontoura, exercitando sua face de comediante. No ano seguinte, apresenta-se no vaudeville E Agora, Hermínia, de Maugnier, direção de Bibi Ferreira. Nova oportunidade de comédia surge em 1983, com O Dia em Que Alfredo Virou a Mão, de João Bethencourt. Mesmo ano em que integra a produção Motivo Simples, de Celina Sodré. Diretora com quem volta aos palcos, em 1984, em Sem Sutiã, Uma Revista Feminina, também de Celina Sodré, em parceria com Fátima Valença.

Com muito destaque aparece, em 1985, em Theatro Musical Brazileiro - Partes I (1860/1914) e II (1914/1945), um roteiro de Luís Antônio Martinez Corrêa e Marshal Netherland sobre cenas e canções de peças do século passado. Em 1986, volta a trabalhar com o mesmo diretor em Mahagonny, de Bertolt Brecht, e integra um dos trabalhos mais radicais do encenador Gerald Thomas, Eletra Com Creta. Ópera Joyce, texto de Alcides Nogueira enfocando a vida e a obra do escritor irlandês a tem como estrela, sob a direção de Marcio Aurelio, em 1988, mesmo ano em que integra a equipe de Qualquer Nota, roteiro de Stella Miranda e Flávio Marinho, direção de Flávio Marinho. De volta ao formato musical, integra o elenco de Lamartine para Inglês Ver, roteiro e direção de Antônio de Bonis, em 1989. Atua em Amor Com Amor Se Paga, de França Jr., direção de Amir Haddad, em 1990. No ano seguinte, com Os Fodidos Privilegiados, sob a direção de Antônio Abujamra, destaca-se, mais uma vez, em Um Certo Hamlet, ganhando Prêmio Shell de melhor atriz. No mesmo ano, protagoniza uma controvertida versão de Phaedra, de Jean Racine, novo espetáculo da companhia de Antônio Abujamra, assim como a realização seguinte do diretor, O Retrato de Gertrude Stein Quando Homem, de Alcides Nogueira, em 1992. Na sequência, participa da montagem de A Volta ao Lar, de Harold Pinter, direção de Luiz Arthur Nunes. Com o Bando de Teatro Olodum, numa montagem baiana, capitaneia a produção de Medeamaterial, encenação de Márcio Meirelles para o texto de Heiner Müller, em 1994. Com Pérola, texto e direção de Mauro Rasi, montado em 1995, arrebata os principais prêmios do Rio de Janeiro e São Paulo, num trabalho consagratório, que fica cinco anos em cartaz. Em 2001 volta aos palcos na montagem de Dias Felizes (Felizes Para Sempre), de Samuel Beckett, direção conjunta da dupla Adriano e Fernando Guimarães, com quem volta a trabalhar em 2002, em Não Ficamos Muito Tempo...Juntos, outra pesquisa sobre o universo de Beckett.

Vera Holtz atua assiduamente em novelas na TV Globo, tais como Que Rei Sou Eu?, Vamp, Fera Ferida, O Fim do Mundo, Por Amor, Uga Uga, Desejos de Mulher, Mulheres Apaixonadas, Cabocla, Belíssima, Paraíso Tropical, Três Irmãs, Passione e Avenida Brasil.

Numa análise do espetáculo Medeamaterial, o crítico Jefferson Del Rios observa: [...] Mas há o desempenho de Vera Holtz e a magia aparece. Inteiramente tomada pela personagem, criando com a voz e os gestos um clima de grandeza, ela instaura a força da tragédia grega. O que antes poderia ser mero efeito ou equívoco, atinge, finalmente, dimensões de cerimonial transcendente. Vera Holtz e os meninos atores e percussionistas do Olodum fazem a poesia do espetáculo".1

Vera retornou à TV em 2008 na novela Três Irmãs como a antagonista central Violeta Áquila, recebendo muitos elogios da crítica por sua atuação. [1] Em 2010 atuou em Passione de Sílvio de Abreu, onde interpretou brilhantemente a honesta Candê.

Em 2012, interpretou a antológica Mãe Lucinda, personagem que a imortalizou como "mãe do lixão", na novela de João Emanuel Carneiro, Avenida Brasil.[2] [3]

Em 2013, interpreta mais um papel de destaque, na novela Saramandaia como a obesa Dona Redonda, considerada histórica na teledramaturgia brasileira. Para caracterizar-se como a personagem, Vera teve que usar peruca, maquiagem e enchimento no corpo. [4] [5] Em 2014 interpreta Vic Garcez, no remake de O Rebu. [6] [7] Em 2016 Vera fara um dos personagens principais em A Lei do Amor de Maria Adelaide Amaral e Vicente Villari.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Personagem
1983 Parabéns pra Você vendedora
1988 Bebê a Bordo Madalena[8]
1989 Top Model Irma Lamer
Que Rei Sou Eu? Fanny
1990 Barriga de Aluguel Dos Anjos
Desejo Angélica
1991 Vamp Miss Alice Penn Taylor
1992 De Corpo e Alma Simone Guedes
1993 Fera Ferida Querubina Praxedes de Menezes
1995 A Próxima Vítima Quitéria Quarta-Feira (Quitéria Bezerra)
1996 O Fim do Mundo Florisbela Mendonça
Você Decide (ep: A Troca)
1997 Por Amor Sirléia Pereira
1999 Chiquinha Gonzaga Dona Ló
2000 A Muralha Mãe Cândida Olinto
Uga-Uga Santa Karabastos
2001 Presença de Anita Marta
2002 Desejos de Mulher Bárbara Toledo
2003 Mulheres Apaixonadas Santana Gurgel
2004 Cabocla Generosa
2005 Carga Pesada Catarina
Belíssima Ornela Sabattini
2006 O Profeta Ana
2007 Paraíso Tropical Marion Novaes
2008 Dilemas de Irene Dona Célia
Três Irmãs Violeta Áquila
2010 Passione Maria Candelária Lobato (Candê)
2012 Avenida Brasil Lucinda Pereira (Mãe Lucinda)
2013 Saramandaia Dona Redonda / Bitela
2014 O Rebu Vic Garcez
2016 A Lei do Amor Magnólia Leitão (Meg)

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título
1991 Assim na Tela como no Céu
1992 Meu Nome é João
1993 Capitalismo Selvagem
Diário Noturno
1994 Mil e Uma
1995 Vicente
Menino Maluquinho - O Filme
Carlota Joaquina, Princesa do Brazil
1996 Nos Tempos do Cinematógrapho
2000 Tônica Dominante
2003 Apolônio Brasil, Campeão da Alegria
2005 Bendito Fruto
2006 Anjos do Sol
O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili
2011 Família Vende Tudo
2015 Meus Dois Amores [9]
Maresia [10]
2016 Malasartes e o Duelo com a Morte [11]
Transtornos de uma Obsessiva Compulsiva [12]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Ano Título Ref
1975 As Feiticeiras de Salem [13]
Tribobó City
1978 Visões de Simone Machard
O Interrogatório
1979 Cidade Assassinada
Procura-se uma Imperatriz
Rasga Coração
1980 Queridos Monstrinhos
As Doutoras
1981 Carmem
O Anel e a Rosa
Na terra do Pau-brasil Nem Tudo Caminha, Viu?
1982 La Bohème
E Agora, Hermínia?
1983 O Dia em que Alfredo Virou a Mão
Tempo Quente na Floresta Azul
Motivo Simples
1984 Último Tango em Huahuatenango
Sem Sutiã
1985 Astrofolia
Caiu o Ministério
1986 Mahagonny
Electra Com Creta
1988 Qualquer Nota
1989 A Bela Aborrecida, musical infantil
Ópera Joyce
1990 Lamartine para Inglês Ver
O Protagonista
Amor com Amor se Paga
1991 Um Certo Hamlet
Phaedra
Quartett
1992 O Retrato de Gertrud Stein Quando Homem
Volta ao Lar
1994 Medeiamaterial
1995 Pérola
2000 Theatro e Artes Plásticas
2004 Intimidade Indecente
2012 Palácio de Fim
2014 Timon de Atenas [14]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Trabalho Resultado
1980 Prêmio Mambembe Melhor Atriz de Teatro Infantil Queridos Monstrinhos Indicada
1985 Prêmio Mambembe Astrofolia Venceu
1989 Prêmio Shell Melhor Atriz Coadjuvante A Bela Aborrecida Indicada
1991 Prêmio Shell Melhor Atriz Um Certo Hamlet Venceu
1995 Prêmio Mambembe Pérola Venceu
Prêmio Shell Venceu
Prêmio Sharp Venceu
Prêmio APETESP Venceu
2007 Prêmio Qualidade Brasil Melhor Atriz Coadjuvante Paraíso Tropical  Venceu[15]
2011 Melhores do Ano Passione Indicada
2012 Melhores do Ano Avenida Brasil Indicada
Prêmio Extra de Televisão indicada
Prêmio Quem de Televisão Indicada
Prêmio Contigo! de TV Indicada
2013 Prêmio Quem de Televisão Saramandaia Indicada
2014 Prêmio Quem de Televisão O Rebu Indicada

Notas[editar | editar código-fonte]

1. RIOS, Jefferson del. Vera Holtz revela a magia de Medea. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 05 nov. 1993. Caderno 2, p. 19.Fonte:http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=291 Enciclopédia itaú Cultural teatro

Referências

  1. Macedo Rodrigues. «Irreverência pura». Isto É Gente. Consultado em 29 de dezembro de 2014. 
  2. Diversão Terra. 'Avenida Brasil': Lucinda não é mais suspeita da morte de Max. Página visitada em 20 de outubro de 2012.
  3. Revista Veja. ‘Avenida Brasil’ termina mas não acaba (19 de outubro). Página visitada em 20 de outubro de 2012.
  4. Gshow (19 de junho de 2013). «Vera Holtz leva quatro horas para se transformar em dona Redonda». Fique por dentro - Saramandaia. Consultado em 17 de junho de 2014. 
  5. Carla Bittencourt (05 de junho de 2013). «Veja fotos de Vera Holtz como dona Redonda em 'Saramandaia': 'Demoro quatro horas para me arrumar'». Extra. Telinha. Consultado em 01 de novembro de 2014. 
  6. Gshow (17 de junho de 2014). «Vera Holtz volta à TV para viver ricaça festeira e problemática em 'O Rebu'». Extras - O Rebu. Consultado em 17 de junho de 2014. 
  7. «Vera Holtz, a Vic de ‘O rebu’, conta que se diverte ao contracenar com garotões e se diz festeira como a personagem». Extra. 21 de julho de 2014. Consultado em 12 de outubro de 2014. 
  8. «BEBÊ A BORDO - FICHA TÉCNICA». Memória Globo. 13 de maio de 2015. Consultado em 02 de fevereiro de 2016. 
  9. Meus Dois Amores Um filme de Luiz Henrique Rios
  10. Elenco do Filme 'Maresia'
  11. E começam as filmagens de Pedro Malasartes
  12. Filme 'Transtornos de uma Obsessiva Compulsiva' de Teo Poppovic
  13. Peças de Teatro com Vera Holtz
  14. Luiz Felipe Reis (05 de outubro de 2014). «Vera Holtz é Timon de Atenas no palco». O Globo. Consultado em 29 de dezembro de 2014. 
  15. «São Paulo - 2007 - Prêmio Arte Qualidade Brasil». premioartequalidade.org.br. Consultado em 2016-06-25. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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