A Próxima Vítima (telenovela)

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A Próxima Vítima
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero suspense
drama
Duração 50 minutos (aproximadamente)
Criador(es) Sílvio de Abreu
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Jorge Fernando
Elenco
Tema de abertura "Vítima", Rita Lee & Roberto de Carvalho
Tema de encerramento "Vítima", Rita Lee & Roberto de Carvalho
Exibição
Emissora de televisão original Rede Globo
Transmissão original 13 de março - 3 de novembro de 1995
N.º de episódios 203
Cronologia
Programas relacionados

A Próxima Vítima é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das oito de 13 de março a 3 de novembro de 1995, em 203 capítulos,[1] substituindo Pátria Minha e substituída por Explode Coração. Foi a 50.ª "novela das oito" exibida pela emissora.

Escrita por Sílvio de Abreu,[2] com colaboração de Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral, com direção de Jorge Fernando, Rogério Gomes, Marcelo Travesso e Alexandre Boury, contou com a direção geral e núcleo de Jorge Fernando.

Contou com as participações de Tony Ramos, Susana Vieira, José Wilker, Aracy Balabanian, Cláudia Ohana, Natália do Vale, Paulo Betti e Tereza Rachel.[1]

Em 2012, foi eleita pelo Portal Terra uma das cinquenta melhores novelas de todos os tempos.[3]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Ana é amante de Marcelo há vinte anos, com quem tem três filhos. É uma mulher forte, batalhadora e dona de uma cantina italiana. Marcelo, por sua vez, é um aproveitador e mau-caráter, casado por interesse com uma mulher bem mais velha, a rica Francesca Ferreto, mas vive um tórrido romance com a jovem, inescrupulosa e fogosa Isabela Ferreto, sobrinha de Francesca, além de manter sua relação de anos com Ana. Isabela é noiva do rico e apaixonado Diego, que desconhece seu verdadeiro caráter.

A mansão dos Ferreto é o cenário para as traições de Marcelo e Isabela. Lá também mora o casal Eliseo e Filomena, irmã de Francesca, que controla os negócios da família com mão de ferro. Dominadora, manipula a vida de muitos personagens, principalmente a do marido, um homem humilhado e submisso. Carmela, a irmã mais nova de Francesca e Filomena, também vive na mansão. Ambiciosa e ressentida por ter sido abandonada pelo marido, ela vê na filha Isabela sua grande esperança para conseguir um lugar de destaque no mundo. Ao longo da novela, Carmela se envolve com o jovem Adriano. Na mesma mansão, mora a quarta irmã Romana, a irmã mais velha das quatro, que sustenta o gigolô Bruno. Elegante e rica, adora dinheiro e sabe desfrutar muito bem dos prazeres que ele proporciona. Tem um temperamento forte como o de Filomena, a quem não suporta, sendo a única mulher da trama com personalidade e força para enfrentá-la.

Com o passar do tempo, Francesca descobre o romance entre Marcelo e Ana e fica inconformada com o fato de ele ter três filhos com a amante. Logo no início da trama, Marcelo e Ana, convencidos por Filomena, partem para uma viagem para Itália em lua de mel. Cesca, ao descobrir, resolve viajar para surpreender seu marido com a amante e surge a notícia de que ela foi morta por envenenamento na própria sala do aeroporto.

Uma série de assassinatos, aparentemente sem motivo e conexão entre si, ocorre no desenrolar da trama. Instigada com a sequência de mortes inexplicáveis, a jovem estudante de direito Irene tenta descobrir não só o assassino, mas quem será a próxima vítima. Ela inicia uma minuciosa investigação dos fatos, depois de ter o pai Hélio e a tia Júlia também assassinados. Irene descobre uma lista com códigos. É a famosa lista do "Horóscopo Chinês" com a data de nascimento de todas as sete vítimas.

Enquanto Irene trabalha como detetive, novas mortes vão acontecendo. A já citada lista do Horóscopo Chinês, recebida pelas vítimas antes do crime, é só o que há de comum entre todas as mortes.

Zé Bolacha é um alegre caminhoneiro, contador de histórias, que adora Guimarães Rosa e faz citações poéticas. Ele acaba se envolvendo com Irene, bem mais jovem que ele. Ela, por sua vez, é filha de Helena, que se interessa por Juca, filho de Bolacha, formando um quadrilátero de paixões entre as duas famílias.

Simplório e verdadeiro, Juca é meio-irmão de Marcelo e dono de uma barraca de frutas no mercado municipal de São Paulo. No início da trama, Juca é alheio ao amor de Helena e é perdidamente apaixonado por Ana. Ao decorrer dos capítulos, o verdureiro fica no centro do triângulo amoroso, e acaba terminando com a "bonitona do Morumbi".

Em uma de suas principais tramas paralelas, o autor abordou a questão do preconceito de brancos contra negros e vice-versa. A intenção era discutir se na verdade o grande preconceito no Brasil era o social, mais do que o racial. Para isso, um dos núcleos dramáticos é composto por uma família negra de classe média. O pai, Kleber Noronha, é um contador íntegro que trabalha para várias empresas. Casado com Fátima, uma secretária executiva, ele constrói uma família bem-sucedida. Os filhos são Sidney, um gerente de banco, Jefferson, estudante de direito, e Patrícia, que sonha em ser modelo.

A relação homossexual entre Jefferson e Sandro, filho de Marcelo e Ana também foi outro ponto alto da trama. O envolvimento entre os dois rapazes causou grande impacto no público, também por serem um negro e um branco.

Lucas, no início da trama, aparece internado numa clínica para dependentes químicos. Na trajetória do personagem mostrava-se a dificuldade enfrentada por ex-dependentes em se manter distantes dos entorpecentes.

Quitéria Bezerra, conhecida como Quitéria Quarta-feira, é uma prostituta, e a melhor amiga de Ana.

Já a personagem Júlia Braga, uma milionária que chega ao Brasil e se envolve numa campanha em prol dos menores de rua, serviu para discutir a questão do abandono no Brasil. A personagem foi inspirada na artista plástica Yvone Bezerra de Mello e em seu livro As ovelhas Desgarradas e Seus Algozes. A artista se dedicava intensamente à causa na época e ajudava algumas das crianças que foram mortas na chacina da Candelária em 1993.

Número Personagem Como morreu Signo do horóscopo chines Capítulo Data da exibição
1 Giggio de Angelis Morte que ocasionou as demais. Ele foi assassinado a tiros em 1968. Em 1995, foi por queima de arquivo. Em 2000, foi por vingança. . 3 de novembro de 1995
2 Leontina Mestieri A sela do cavalo no qual andava foi afrouxada de propósito. Ela caiu e bateu a cabeça em uma pedra. Javali 3 de novembro de 1995
3 Paulo Soares (Arnaldo Roncalho) Foi atropelado pelo Opala preto. Foi a primeira morte mostrada ao público. Cavalo Capítulo 1 13 de março de 1995
4 Hélio Ribeiro Foi envenenado por um uísque na sala VIP do aeroporto Tigre Capítulo 6 18 de março de 1995
5 Josias da Silva Foi empurrado na linha do trem Cão Capítulo 35 25 de abril de 1995
6 Júlia Braga Seu Uno foi fechado pelo Opala preto. O assassino saiu do Opala, e apontou uma arma para ela, atirando em seu peito sem lhe dar a menor chance de defesa. Morreu horas mais tarde no hospital. Serpente Capítulo 60 20 de maio de 1995
7 Ivette Bezerra Já havia sofrido um atentado e passou a fingir uma total invalidez. Ao ser descoberta pelo assassino, não escapou do segundo atentado e foi morta com uma coronhada em casa. Cabra Capítulo 91 26 de junho de 1995
8 Kléber Noronha Foi empurrado no poço do elevador do prédio onde morava Dragão Capítulo 136 17 de agosto de 1995
9 Ulysses Carvalho Morto numa explosão no depósito de gás da pizzaria . Capítulo 178 5 de outubro de 1995
10 Eliseo Giardini Última vítima do assassino, foi asfixiado por monóxido de carbono após levar uma coronhada na garagem da mansão dos Ferreto . Capítulo 199 30 de outubro de 1995

Paralelo aos assassinatos misteriosos em série, outros dois assassinatos ocorreram na trama.

Número Personagem Como morreu Data da exibição
1 Andréia Barcelos Secretária do Frigorífico Ferreto, assassinada com um tiro por Isabela Ferreto e teve seu carro jogado numa represa Capítulo 117 26 de julho de 1995
2 Romana Ferreto Foi afogada por Bruno na piscina da mansão dos Ferreto enquanto estava dopada. Bruno executava um plano de Isabela. Capítulo 190 19 de outubro de 1995
Assassinos e assassinatos
  • Versão brasileira - Adalberto Vasconcellos matou dez pessoas: Giggio di Angelis, as sete testemunhas do crime por queima de arquivo, Eliseo Giardini (a testemunha verdadeira) e Ulysses Carvalho (o informante), Isabela matou Andréa e Bruno matou Romana por vingança, Olavo matou Adalberto no final da trama.
  • Versão internacional - Eliseo matou Giggio. Bruno matou Eliseo. Ulisses assassinou as sete testemunhas do assassinato do Giggio por vingança, forjou a própria morte e suicidou-se no final da trama ao ser descoberto por Olavo e Miroldo.

Na versão brasileira, veiculada em 1995, Ulisses Carvalho e Eliseo Giardini são as vítimas principais, já que Eliseo sabia que o assassino era Adalberto e Ulysses era um informante. Ao descobrir que Eliseo era a única e verdadeira testemunha de seu crime no passado e quando Ulysses não era mais necessário, assassinou os dois.

Na versão reprisada no ano 2000 (internacional), como Ulysses forjara a própria morte, significava que Eliseo era a principal vítima, já que este assassinara Giggio. Subornadas, as sete testemunhas acusaram um contador do frigorífico que era pai de Ulysses. Quando descobre que seu pai morre na prisão, ele e Bruno, seu filho, decidem se vingar das testemunhas e de Eliseo, este assassinado por último.

Produção[editar | editar código-fonte]

Os bairros da Mooca e do Bixiga serviram de cenário para as gravações externas.

A atriz Regina Duarte foi a primeira escolha do autor Sílvio de Abreu para viver a protagonista Ana. Com a recusa da personagem, a atriz Susana Vieira aceitou o papel. A atriz Malu Mader havia sido escolhida para interpretar a vilã Isabela Ferreto, mas declinou do convite por causa da sua primeira gravidez. Seu filho João nasceu em maio de 1995, enquanto a novela estava no ar. Com isso a atriz Cláudia Ohana assumiu o papel.

Fernanda Montenegro interpretaria Romana Ferreto, que entraria no início da trama logo após a morte de Francesca (Thereza Rachel), porém a atriz estava com outros projetos. Na sinopse, Romana travaria guerra pelo poder contra Filomena (Aracy Balabanian). Rosamaria Murtinho atendeu uma ligação surpresa do próprio Silvio de Abreu e aceitou o papel, mesmo sem saber os detalhes.

A cidade de São Paulo voltava a ser locação em uma novela das 8, após quase 5 anos. Os bairros da Mooca e do Bixiga foram os mais salientados, devido à grande concentração de descendentes de italianos. Além de servirem de cenário para muitas gravações, também foram inspiração para as cidades cenográficas da novela.[4]

O autor Silvio de Abreu retratou os negros da novela como pessoas de classe média alta, indo em contrapartida a trabalhos exibidos anteriores. A intenção do autor era não criar polêmicas, e mostrar uma segunda face da moeda que não era tão explorada na televisão.[5]

Primeira novela do ator Alexandre Borges na Rede Globo. Sua estreia no veículo foi na novela Guerra sem Fim, em 1993, da Rede Manchete, sendo que sua estreia na Globo foi na minissérie Incidente em Antares, exibida no ano anterior, em (1994).

A atriz Cláudia Raia fez uma participação especial na última cena do último capítulo, como uma mulher que acabara de ser assassinada em uma praça pública.

Castro Gonzaga fez uma pequena participação como o tio do detetive Paulo Soares/Arnaldo Roncalho (Reginaldo Faria). Já Renata Schumann interpretou Sabrina Rodrigues de Melo, filha de Olavo (Paulo Betti).

Devido à grande repercussão sobre o final da novela, o diretor Jorge Fernando cogitou exibir as principais cenas (como a revelação do verdadeiro assassino) ao vivo dentro dos estúdios. Porém ele desistiu da ideia, pois alguns atores tinham compromissos artísticos a cumprir. A solução encontrada foi gravar o final duas horas antes de ir ao ar, para evitar vazamentos[6].

O ator Paulo Betti se inspirou no detetive Peter Falk, do filme "Asas do desejo" para compor seu personagem[7].

A telenovela foi acusada de plágio pelo escritor e advogado Péricles Crispim. Segundo ele, a novela foi baseada em Por um Raio de Luz, sinopse que ele enviou à Globo em 1991. Ele entrou na Justiça pedindo a suspensão da novela, porém teve seu pedido indeferido[8].

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator[9][1] Personagem[9][1]
José Wilker Marcelo Rossi
Susana Vieira Ana Carvalho
Tony Ramos José Carlos Mestieri (Juca)
Cláudia Ohana Isabela Ferreto Vasconcellos
Aracy Balabanian Filomena Ferreto Giardini (Filó)
Gianfrancesco Guarnieri Eliseo Giardini
Natália do Vale Helena Braga Ribeiro
Lima Duarte José Mestieri (Zé Bolacha)
Vivianne Pasmanter Irene Braga Ribeiro
Marcos Frota Diego Bueno
Paulo Betti Detetive Olavo Rodrigues de Melo
Vera Holtz Quitéria Bezerra (Quitéria Quarta-Feira)
Cecil Thiré Adalberto Vasconcellos
Yoná Magalhães Carmela Ferreto Vasconcellos (Cacá)
Nicette Bruno Nina Giovanni
Flávio Migliaccio Vitório Giovanni (Vitinho)
Rosamaria Murtinho Romana Ferreto
Otávio Augusto Ulysses Carvalho
Tereza Rachel Francesca Ferreto Rossi
Glória Menezes Júlia Braga
Alexandre Borges Bruno Biondi
Zezé Motta Fátima Noronha
Antônio Pitanga Kléber Noronha
Patrícia Travassos Solange Lopes
Vera Gimenez Andréa Barcellos
Mila Moreira Carla
Norton Nascimento Sidney Noronha
Isabel Fillardis Rosângela Moraes
André Gonçalves Sandro Carvalho Rossi
Lui Mendes Jefferson Noronha
Deborah Secco Carina Carvalho Rossi
Selton Mello Antônio Mestieri (Tonico)
Pedro Vasconcelos Lucas Braga Ribeiro
Georgiana Góes Iara Mestieri
Roberto Bataglin Cláudio Ramos
Camila Pitanga Patrícia Noronha
Eduardo Felipe Giulio Carvalho Rossi
Liana Duval Ivete Bezerra
José Augusto Branco Josias da Silva
Lídia Mattos Diva da Silva
Vítor Branco Alfredo Duarte
Edgard Amorim Miroldo (Miro)
Catarina Abdalla Marizete Farias
Andréa Avancini Teca
Nizo Neto Marco
Lucy Mafra Alcina
Hilda Rebello Zulmira
Marcelo Barros Cuca
Patrick de Oliveira Arizinho
Renata Schumann Sabrina Rodrigues de Melo
Washington Gonzales Eduardo da Silva (Duda Maluco)
Lugui Palhares Adriano do Amaral
Dalmo Cordeiro Gilberto (Giba)

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Carlos Eduardo Dolabella Giggio de Angelis
Francisco Cuoco Hélio Ribeiro
Maria Helena Dias Leontina Giovanni Mestieri
Reginaldo Faria Paulo Soares / Arnaldo Roncalho
Emiliano Queiroz Antônio Quintela
Castro Gonzaga Pedro Roncalho
Danielle Winits Ana (jovem)
Élcio Romar Detetive Eurípedes Lopes
Jonas Bloch Delegado Régis
Mauro Mendonça Otávio Bueno
Tânia Scher Márcia Bueno
Marco Miranda Dr. Edson
Marcus Alvisi Dr. Milton
Ricardo Warnick Pedro Paulo
Denise Del Cueto dona Clarisse
Samir Murat Roberval Correa
Lafayette Galvão Dr. Osnir
José Steinberg Sérgio
Norma Geraldy Úrsula Ferreto
Vanda Lacerda Anunciata Ferreto
Lícia Magna Magda Ferreto
Susana Werner Liane
Renata Vasconcellos Modelo
Antônio Fagundes Dr. Astrogildo
Cláudia Raia Mulher misteriosa assasinada no último capítulo

Reprises[editar | editar código-fonte]

Foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo entre 10 de julho e 8 de dezembro de 2000, substituindo Tropicaliente e antecedendo Roque Santeiro.[10]

Foi reexibida na íntegra pelo Canal Viva de 9 de setembro de 2013 a 18 de junho de 2014, substituindo Renascer e sendo substituída por A Viagem, às 16h15.[11]

A partir de 17 de fevereiro de 2014, a Rede Globo inverteu os horários do Vale a Pena Ver de Novo e Sessão da Tarde, fazendo com que o Viva apresentasse A Próxima Vítima mais cedo, às 14h30, para que o público acompanhe as novelas nas duas emissoras das Grupo Globo.[12]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

A trama abordou a história de uma família de negros de classe média alta, com um detalhe muito chamativo: uma demonstração rara de consciência racial perante os costumes da sociedade brasileira daquela época. Sidney e o pai não gostavam do namoro de sua irmã e filha mais nova Patrícia com um jovem branco e louro, em contraponto ao mito fundador da cultura comportamental brasileira que prega que a mistura racial anula o racismo. Uma pesquisa comprovou que os telespectadores apontavam como real as situações vividas por essa família. Eles também consideravam como positiva a maneira como a classe negra estava sendo abordada na novela[13].

O ator André Gonçalves, que interpretava o homossexual Sandrinho afirmou que, por conta do seu personagem, sofria constantes ameaças e xingamentos, chegando até a ser agredido nas ruas.[14]

Uma das cenas mais marcantes da novela aconteceu no capítulo 50, exibido em 9 de maio de 1995, quando Isabela é empurrada da escada da mansão por Diego no dia do seu casamento, logo depois de descobrir que Isabela o traía com Marcelo. Outra sequência de cenas chocantes foi no capítulo 171, exibido em 27 de setembro de 1995: depois de descobrir que Isabela o traia, Marcelo começa a cortá-la com uma faca, deixando-a toda machucada e desfigurada. Esta última cena foi considerada altamente misógina, e foi o estopim para que um grupo de feministas se manifestasse contra a novela acerca do excesso de agressões que a personagem Isabela sofria. O argumento principal foi de que a novela banalizava a violência contra a mulher.[15]

Respondendo às críticas, o autor Sílvio de Abreu afirmou que a personagem estava sofrendo os castigos por ser uma vilã, e que segundo ele, "o mal não tem sexo".[16]

O assunto sobre quem era o assassino da trama gerou polêmicas nos capítulos finais, inclusive entre as classes política e sindical. Alguns senadores e líderes sindicais chegaram a palpitar sobre a identidade do verdadeiro assassino.[17][18]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Horário # Eps. Estreia Final Posição Temporada Classificação geral
Data Primeiro
capítulo
Data Último
capítulo
Segunda—Sabádo
20:40
203
13 de março de 1995
52
3 de novembro de 1995
64 #1 1995 51

O primeiro capítulo da trama obteve 52 pontos de média.[19]

A menor audiência da trama é de 40 pontos, alcançada no dia 13 de maio de 1995.

A audiência da trama sempre manteve-se na casa dos 50 pontos, algumas vezes um pouco abaixo disso. A partir de 19 de junho de 1995, todas as médias semanais da novela ficaram acima dos 50 pontos.

No dia 16 de outubro de 1995 alcançou recorde de 60 pontos.

Nos dias 31 de outubro e 1 de novembro de 1995, a trama alcançou sua segunda maior audiência. Foram registrados 63 pontos em ambos os dias.

Seu último capítulo teve média de 64 pontos, e picos de 68, ainda que uma alta audiência frustou a Rede Globo que esperava 70 pontos. Mesmo assim, terminou com a maior audiência de um último capítulo de novela das oito em 3 anos, desde De Corpo e Alma[20][21]

A trama teve média de 51 pontos, tornando-se um fenômeno de audiência.[22]

Exibição Internacional[editar | editar código-fonte]

A Próxima Vítima foi vendida para mais de 20 países, entre os quais, Cuba, Estados Unidos, Guatemala, Hungria, Letônia, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Portugal, República Dominicana, República Tcheca, Rússia, Uruguai e Venezuela.[23]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional[editar | editar código-fonte]

A Próxima Vítima
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 1995
Gênero(s) Vários
Duração 52:37
Formato(s) LP, K7, CD
Gravadora(s) Som Livre
Cronologia de Vários intérpretes
A Próxima Vítima Internacional

Capa : Camila Pitanga

N.º TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "Quem é Você"  SimoneCarmela 3:10
2. "Sereia"  Lulu SantosTônico e Carina 4:34
3. "Pacato Cidadão"  SkankTema de Locação 4:03
4. "Trilhas (Traces)"  Guilherme ArantesHelena 3:27
5. "Happy Hour"  Eduardo DusekPatrícia e Cláudio 4:05
6. "Aliás"  DjavanMarcelo 3:21
7. "Vítima"  Rita Lee & Roberto de CarvalhoAbertura 4:17
8. "Pareço Um Menino"  Fábio Jr.Zé Bolacha 4:28
9. "Aleluie-me, Baby"  Bad Girls[2]Isabela 4:05
10. "Catedral (Cathedral Song)"  Zélia DuncanIrene 2:50
11. "Alguém Que Olhe Por Mim (Someone To Watch Over Me)"  Cauby Peixoto (part. esp. Gal Costa)Sidney 3:45
12. "Io Che Amo Solo a Te"  Sergio Endrigo[2]Ana e Marcelo 3:47
13. "Estação São Paulo"  Adriana Ribeiro (part. esp. Demônios da Garoa)Locação São Paulo 3:16
14. "E Lucevan Le Stelle"  Fernando Portari[2]Juca 3:14

Internacional[editar | editar código-fonte]

A Próxima Vítima - Internacional
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 1995
Gênero(s) Vários
Duração 01:00:30
Formato(s) LP, K7, CD
Gravadora(s) Som Livre
Cronologia de Vários intérpretes
A Próxima Vítima Nacional

Capa Selton Mello

N.º TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "Black Roses"  Inner CircleIrene 4:27
2. "I Live My Life for You"  FirehouseTonico e Carina 4:18
3. "Be My Lover (Radio Edit)"  La BoucheTema de locução: São Paulo 4:00
4. "I Got a Name"  Jim CroceZé Bolacha e Irene 3:08
5. "More Than a Woman"  Flava To Da BoneIsabela 4:02
6. "Bizarre Love Triangle"  Frente!Carmela 1:58
7. "No More I Love You's"  Annie LennoxHelena 4:50
8. "Let's Stay Together"  Bobby Ross AvilaPatrícia 4:40
9. "Holding On To You"  Terence Trent D'Arby[2]Isabela, Marcelo e Bruno 6:00
10. "Around The World"  East 17Tônico e Carina 4:30
11. "That's The Way"  Double YouTema de Francesca 3:20
12. "Independent Love Song"  Scarlet[2]Carla e Sidney 3:48
13. "Tough Girl"  MartineTeca e Marco 4:30
14. "Fotonovela"  Alexis San NicolasTema de locução: Boate de Quitéria 4:17

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

APCA (1995)
  • Melhor novela[24]
  • Melhor atriz - Aracy Balabanian (Empatada com Laura Cardoso por Irmãos Coragem)[24]
  • Melhor ator coadjuvante - Flávio Migliaccio[24][25]
Prêmio Contigo! (1996)
  • Melhor novela[26]
  • Participação especial feminina - Rosamaria Murtinho[26]
  • Participação especial masculina - Alexandre Borges[26]
  • Melhor vilã - Cláudia Ohana[26]
  • Melhor figurino - Helena Brício[26]
  • Melhor autor - Sílvio de Abreu[26]
  • Melhor diretor - Jorge Fernando[26]
  • Melhor maquiagem - Lindalva Veronez[26]
  • Melhor cenário -[26]
  • Melhor abertura - Hans Donner[26]
Troféu Imprensa (1995)
  • Melhor novela
  • Melhor atriz - Aracy Balabanian

Referências

  1. a b c d e Teledramaturgia. «A Próxima Vítima - Elenco». Consultado em 11 de outubro de 2013 
  2. a b c d e f Memória Globo. «A Próxima Vítima». Consultado em 10 de novembro de 2009 
  3. «Las 50 mejores telenovelas de todos los tiempos» (em espanhol). Portal Terra. Consultado em 13 de março de 2012 
  4. «São Paulo vira cenário em "A Próxima Vítima"». Folha de S.Paulo. 19 de fevereiro de 1995. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  5. «Autor afirma que não quer polêmica». Folha de S.Paulo. 16 de julho de 1995. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  6. «Olavo revela assassino em cena gravada 2 horas antes de ir ao ar». Folha de S.Paulo. 29 de outubro de 1995. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  7. «Filme serve de inspiração». Folha de S.Paulo. 29 de outubro de 1995. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  8. «Advogado pede suspensão de novela da Rede Globo». Folha de S.Paulo. 9 de setembro de 1995. Consultado em 15 de dezembro de 2017 
  9. a b Memória Globo. «Ficha Técnica». Consultado em 10 de novembro de 2009 
  10. «Globo reprisa "A Próxima Vítima", mas promete exibir final diferente». Folha Ilustrada. 7 de julho de 2000. Consultado em 27 de julho de 2015 
  11. João da Paz (6 de setembro de 2013). «A Próxima Vítima, de Silvio de Abreu, volta ao ar no canal Viva». Notícias da TV. Consultado em 27 de julho de 2015 
  12. «Viva muda horário de novela para evitar concorrência com a Globo». Notícias da TV. UOL. 4 de fevereiro de 2014. Consultado em 7 de fevereiro de 2014 
  13. «Novela disfarça preconceito racial e agrada telespectadores». Folha de S.Paulo. 16 de julho de 1995. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  14. «Ator da Globo sofre agressão». Folha de S.Paulo. 9 de janeiro de 1997. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  15. «Feministas condenam agressão a Isabela». Folha de S.Paulo. 22 de outubro de 1995. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  16. «"O mal não tem sexo", rebate Silvio de Abreu». Folha de S.Paulo. 22 de outubro de 1995. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  17. «Palpite de ACM estava certo». Folha de S.Paulo. 4 de novembro de 1995. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  18. «Vicentinho queria Zé Bolacha». Folha de S.Paulo. 4 de novembro de 1995. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  19. «Patria Minha tem pior audiência em três anos». Folha de S.Paulo. 15 de março de 1995. Consultado em 26 de março de 2015 
  20. «Ibope divulga dados sobre último capítulo de A Próxima Vítima». Folha de S.Paulo. 7 de novembro de 1995. Consultado em 26 de março de 2015 
  21. «Rede Globo esperava audiência maior». Folha de S.Paulo. 4 de novembro de 1995. Consultado em 6 de maio de 2019 
  22. «20 anos de A Próxima Vítima». 13 de março de 2015. Consultado em 26 de março de 2015. Arquivado do original em 2 de abril de 2015 
  23. name="Próxima"
  24. a b c Associação Paulista de Críticos de Arte. «Os Melhores da APCA». Consultado em 10 de novembro de 2009 [ligação inativa]
  25. Memória Globo. «Biografia Flávio Migliaccio». Consultado em 10 de novembro de 2009 
  26. a b c d e f g h i j Contigo!. «1º Prêmio Contigo! (1996) - Vencedores». Consultado em 10 de novembro de 2009. Arquivado do original em 7 de julho de 2012 

[1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. «Folha de S.Paulo - Rede Globo esperava audiência maior - 4/11/1995». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 11 de agosto de 2019