O Clone

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O Clone
The Clone (EN)[1]
El Clon (ES)[2]
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 70 minutos[3]
Criador(es) Glória Perez
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Jayme Monjardim
Editor(es)
Cinematografia
  • May Martins
  • Gilson Santos
Câmera multicâmera
Elenco
Tema de abertura "Sob o Sol", Sagrado Coração da Terra
Tema de encerramento "Sob o Sol", Sagrado Coração da Terra
Composto por Marcus Viana
Empresa(s) produtora(s) TV Globo
Localização Rio de Janeiro, RJ
Exibição
Emissora original TV Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 1 de outubro de 2001 – 14 de junho de 2002
Episódios 221
Cronologia
Programas relacionados El Clon

O Clone é uma telenovela brasileira produzida pela TV Globo e exibida originalmente de 1 de outubro de 2001 a 14 de junho de 2002 em 221 capítulos, com o último capítulo reexibido no dia subsequente, 15 de junho.[6][5][7] Substituiu Porto dos Milagres e foi substituída por Esperança, sendo a 61.ª novela das oito produzida pela emissora.

Escrita por Glória Perez, com direção de Teresa Lampreia e Marcelo Travesso, teve direção geral de Mário Márcio Bandarra, Marcos Schechtman e Jayme Monjardim, também diretor de núcleo.[7]

Contou com as atuações de Murilo Benício, Giovanna Antonelli, Juca de Oliveira, Reginaldo Faria, Vera Fischer, Stênio Garcia, Dalton Vigh e Daniela Escobar.[5]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Primeira fase

Início dos anos 1980. Leônidas Ferraz é um empresário viúvo com uma vida resumida aos seus negócios, pai de gêmeos idênticos: Diogo e Lucas.[8] Após a morte de sua mãe na cidade do Rio de Janeiro, onde moravam, a jovem muçulmana marroquina Jade volta para a cidade marroquina de Fez para viver com seu tio Ali, que também cuida de outra sobrinha, Latiffa. Seguidor fiel das tradições muçulmanas, Ali busca encontrar bons maridos para as sobrinhas.[8] Diogo e Lucas vão passar uns dias em Fez junto com o padrinho de Diogo, o geneticista Augusto Albieri. Os irmãos conhecem novos amores: Diogo se encanta pela bela Yvete e passam juntos uma noite de amor. Visitando a casa de Ali, um grande amigo de Albieri, Lucas conhece e se apaixona perdidamente por Jade, sendo correspondido, mas são impedidos de ficarem juntos, devido aos costumes muçulmanos, já que Ali quer que Jade se case com Said. Ela se recusa, pois não aceita as tradições muçulmanas e se dispõe a fugir de seu país para se casar com Lucas no Rio de Janeiro. Eles passam a viver uma história de amor encontrando-se perigosamente às escondidas.[8] Ainda em Fez, Diogo é apresentado pelo pai a Yvete, descobrindo que ela é a namorada desconhecida de seu pai e imediatamente a reprova. Yvete não se entrega e cria intrigas para continuar com Leônidas que decide apoiar a namorada. Brigado com o pai, Diogo volta ao Rio de Janeiro e acaba sofrendo um acidente fatal de helicóptero. Leônidas, arrasado e cheio de remorsos, distancia-se de Yvete.[8]

Lucas ainda está em Fez, e como Latiffa se casou com Mohamed, irmão de Said, e se mudará com ele para o Rio de Janeiro, Jade recebe autorização para ir com eles e Lucas. Lá, Lucas decide se casar com ela e levá-la para a casa do pai, mas Leônidas o proíbe. Jade então foge da casa de Latiffa e envia uma carta à casa de Ali em Fez dizendo-lhe que nunca mais voltará. Desesperado, Lucas diz que o casamento é impossível naquele momento.[8] Sem alternativa, Jade volta para Fez e aceita se casar com Said. Mesmo apaixonado por Jade, ele a faz sofrer muito.[8] Depois de mais uma tentativa de fuga com Lucas frustrada, Jade vê que é impossível fugir, e chega à conclusão de que Deus não destinou realmente Lucas à sua vida e rompe com ele.[8] Jade sofre muito no casamento, com a dominação e frieza de Said, e passa a ser uma péssima esposa e dona de casa.[8] Enquanto isso, Albieri também se abala muito com a morte do afilhado e resolve criar um clone humano com células de Lucas para assim "retrazer Diogo". As células de Lucas são acidentalmente usadas para inseminar Deusa, uma mulher que sonha em ser mãe. Acreditando ter feito uma inseminação artificial comum, Deusa dá à luz ao filho sem saber que é um clone.[8] Albieri acaba se afeiçoando enormemente ao filho de Deusa; sua obsessão pelo garoto a assusta, que decide ir embora com o filho de volta para a sua cidade, Belém.[8]

Segunda fase

2001. Jade ainda está casada com Said, mas nunca esqueceu Lucas completamente. Said e Jade tiveram uma filha, Khadija. Said casa-se posteriormente também com a jovem Ranya e tem um filho com ela. Jade fica muito feliz com isso, pois pode convencê-lo a se separar, mas ele não a ouve e só a faz sofrer. Em outro momento, em um ato de fúria com Jade, ele a repudia três vezes, o que significa divórcio, mas se arrepende. No entanto, pelos costumes muçulmanos o marido só pode voltar atrás nessa decisão caso arranje um outro marido para sua mulher, para que este também a repudie. Said então solicita ao amigo Zein, um mulherengo convicto, que se case de fachada com Jade por um dia, para que ela possa voltar para ele depois. Zein se apaixona por Jade, assim tornando-se mais um disputando seu amor. Já Lucas casou-se a bela e fria Maysa, com quem teve uma filha, Mel, que desenvolve sérios problemas com drogas. Léo reencontra Albieri ocasionalmente nos Lençóis Maranhenses. Ele acompanha o padrinho em uma viagem a Fez, onde Albieri visitará seu amigo Ali. Lá, Léo conhece Jade e se apaixona por ela, e vem a disputar com Lucas o amor de Jade. Quando o clone é descoberto, Leônidas briga na justiça com Deusa pela paternidade de Léo, que entra em desespero alegando não saber nada sobre a clonagem e fica horrorizada ao saber que ele não é seu filho biológico.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Murilo Benício Lucas Ferraz[9]
Diogo Ferraz[10]
Leandro Edvaldo (Léo)[11]
Giovanna Antonelli Jade El Adib[12]
Juca de Oliveira Dr. Augusto Albieri[7]
Stênio Garcia Ali El Adib[13]
Reginaldo Faria Leônidas Ferraz[14]
Vera Fischer Yvete Simas de Oliveira Ferraz[14]
Dalton Vigh Said Rachid[15]
Daniela Escobar Maysa Assunção Ferraz[14][16]
Adriana Lessa Deusa Moura da Silva[14][17]
Nívea Maria Edna Albieri[18]
Antonio Calloni Mohamed Rachid[19]
Letícia Sabatella Latiffa El Adib Rachid[20]
Eliane Giardini Nazira Rachid[21]
Jandira Martini Zoraide[5][7]
Débora Falabella Melissa Assunção Ferraz (Mel)[14][22][5][7]
Marcello Novaes Alexandre Cordeiro (Xande)[23]
Solange Couto Jurema Cordeiro (Dona Jura)
Neuza Borges Dalva
Cristiana Oliveira Alice Borges (Alicinha)[5][7]
Cissa Guimarães Clarisse[5]
Marcos Frota Danilo Escobar (Escobar)[24]
Osmar Prado Alberto Lobato (Lobato)
Victor Fasano Otávio Valverde (Tavinho)[25]
Beth Goulart Lidiane Valverde[26]
Luciano Szafir Zein
Nívea Stelmann Ranya Rachid[27]
Raul Gazolla Miro
Juliana Paes Karla Santos[28]
Mara Manzan Odete Santos[28]
Roberto Bonfim Edvaldo
Totia Meireles Laurinda
Elizângela Noêmia
Perry Salles Mustafá Rachid
Sebastião Vasconcellos Abdul Rachid[29]
Sthefany Brito Samira Rachid[30]
Eri Johnson Ligeiro[5]
Guilherme Karan Raposão
Thaís Fersoza Telma Valverde (Telminha)[31]
Sérgio Marone Maurício Valverde (Cecéu)[32]
Thiago Fragoso Fernando Escobar (Nando)[33]
Viviane Victorette Regininha
Maria João Bastos Amália
Myrian Rios Drª. Anita
Francisco Cuoco Padre Matiolli
Murilo Grossi Dr. Júlio
Françoise Forton Drª. Simone
Thalma de Freitas Carol
Sílvio Guindane Basílio
Kika Kalache Aninha
Antônio Pitanga Tião
Ruth de Souza Mocinha da Silva[34]
Léa Garcia Lola
Andressa Koetz Soninha
Ingra Liberato Amina Alib
Jayme Periard Roger
Marcelo Brou Pitoco
Franciely Freduzeski Beta
Eduardo Canuto Gasolina
Paula Pereira Creuza
Maria Clara Gueiros Graça
Michelle Franco Michelle
Carolina Macieira Sumaya Rachid
Yuri Xavier Zé Roberto
Carla Diaz Khadija Rachid[35]
Thiago Oliveira Amin Rachid[36]

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Walderez de Barros Sálua El Adib
Tony Ramos Namorado de Maysa no final
Sílvia Pfeifer Cinira
Tânia Alves Norma
Paulo Betti Armando
Beatriz Segall Miss Penélope Brown
Carla Cabral Dora
Eduardo Martini Cotia
Jonas Bloch Juiz Guimarães[5]
Humberto Martins Aurélio Sobreira
Mário Lago Dr. Molina
Joana Fomm Drª. Cecília
Sérgio Mamberti Dr. Vilela
Roberto Pirillo Dr. Tavares[5]
Caio Junqueira Pedro Lobato (Pedrinho)
Cynthia Falabella Monique Lobato
Mel Ferraz
(episódio: 5–8 de abril)[carece de fontes?]
Nuno Leal Maia Jorge Luís
Alexandre Zacchia Salim Rachid[5]
Cássia Linhares Elba[5]
Danielle Winits Shirley
Karina Bacchi Muna
Fabiana Alvarez Zuleika
Henri Pagnoncelli José Victor
Samara Felippo Namorada de Diogo
Eduardo Galvão Alex[5]
Eloísa Mafalda Vizinha de Jade
João Carlos Barroso Severino[5]
Monica Martelli Selma[5]
Gustavo Ottoni Detetive Ramos[5]
Anja Bittencourt Déia[5]
Nica Bonfim Neuzinha[5]
Pedro Nercessian Junqueira[5]
Nóris Barth Tetê
Luã Ubacker Duda
Milena Paula Milena
Aimée Ubacker Aimée
Ana Paula Botelho Déia
Cláudia Cenci Aisha
Mônica Brahim Mulher de Ali
Zeina Abdou Mulher de Ali
Victor Hugo Curgula Léo (criança)
Pedro Cravo Diogo (criança)
Lucas (criança)
Maria Clara Mendonça Mel (criança)
Haylton Farias Haylton (analista de Lobato)[37][5]
Blota Filho Dr. Simonetti
Alexandre Barbalho Executivo de Leônidas
Cacau Protásio Convidada da festa
Afrânio Gama Dono da boca de fumo
Almir Martins Segurança de Leônidas
Mário Faini Policial
Jardel Mello Médico de Mel
Adalgisa Colombo Ela mesma
Nana Caymmi Ela mesma
Pelé Ele mesmo[38]
Ronaldinho Gaúcho Ele mesmo[39]
Clodovil Ele mesmo[40]
Ana Maria Braga Ela mesma[41]
Louro José Ele mesmo[41]
Oswaldo Sargentelli Ele mesmo[42]
Zeca Pagodinho Ele mesmo[43]
Martinho da Vila Ele mesmo
Molejo Eles mesmos
As Frenéticas Elas mesmas
Alessandro Safina Ele mesmo
Vitor Belfort Ele mesmo
Luciano Huck Ele mesmo
Isabelita dos Patins Ela mesma
Amin Khader Ele mesmo
David Brazil Ele mesmo
Dora Bria Ela mesma[44]
Ney Matogrosso Ele mesmo[45]

Produção[editar | editar código-fonte]

Para escrever a novela, Glória Perez debruçou-se sobre o tema do "cruzamento do antigo com o moderno", mesma premissa que havia usado em Explode Coração (1995). Ela queria juntar algo do futuro – nesse caso, a possibilidade da clonagem humana – com a cultura muçulmana, que segundo ela "procura se preservar tal qual qual era há centenas de anos". Seu interesse por tal cultura veio de quando acompanhava pela televisão as guerras no Oriente Médio e "ficava curiosa para saber mais sobre aquelas pessoas, como viviam, como era seu cotidiano".[46] Ao mesmo tempo, ficou muito impressionada com a ovelha Dolly, que havia sido clonada. Segundo a autora, esses dois temas se entrelaçavam com a ideia de que "de um lado, o universo muçulmano, inteiramente submisso a Deus. De outro, o Ocidente, que declarava, com Nietzsche, 'Deus está morto', e buscava substituí-lo, instituindo novos deuses, os geneticistas, que, em seus laboratórios, tomavam para si a criação da vida".[47] Provisoriamente a trama teve como nomes Segunda Chance e Começar de Novo.[48]

A autora entregou a sinopse em 1999, porém a diretora-geral da emissora, Marluce Dias da Silva, tinha dúvidas se a trama faria sucesso e passou a adiá-la, colocando Laços de Família e Porto dos Milagres antes no ar.[49][50] Enfim, após uma resistência de dois anos, a novela foi em 2001 após diversas reclamações de Glória, que alegou em entrevista que: "O Clone enfrentou uma campanha orquestrada. Houve uma flagrante tentativa de ridicularizar, inviabilizar o projeto. Não me interesso por especular as origens do movimento, mas a ferocidade dele me deu ainda mais certeza de que tinha um sucesso nas mãos".[49] Denise Saraceni foi escalada como diretora, mas pediu desligamento por não confiar no projeto, sendo que Luiz Fernando Carvalho foi escolhido na sequência e também pediu dispensa.[51] Jayme Monjardim ouviu os rumores de pessoas fugindo da produção e ficou curioso para ler a sinopse, se oferecendo para dirigi-la logo após por acreditar no potencial de sucesso: "Me apaixonei na mesma hora e ainda estou apaixonado. Quem tinha que fazer a novela, fez. Acredito muito nessa coisa do destino".[51]

Preparação[editar | editar código-fonte]

Como parte da preparação para a novela, os atores e a equipe assistiram a palestras, filmes e leram textos sobre os costumes muçulmanos, clonagem e drogas. Os atores visitaram clínicas de fertilização e laboratórios de clonagem, tiveram aulas de expressões árabes e prática de orações, além de aulas de dança do ventre para compor seus personagens.[52][53] Para os assuntos referentes à cultura muçulmana, a autora contou com a consultoria dos xeques Jihad Hassan Hammadeh, vice-presidente da World Assembly of Muslim Youth (WAMY), e Abdelbagi Sidahmed Osman, sudanês presidente e Imam da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro. Nas gravações do núcleo muçulmano no Rio de Janeiro, a equipe foi assessorada pelos irmãos marroquinos Karima e Ahmed Elmaataoui, que acabaram incorporados ao elenco como serviçais do personagem de Stênio Garcia.[52] Por conta da novela ser dividida em várias fases, alguns atores foram rejuvenescidos para a primeira fase. Por conta disso, vários atores trabalharam com o rosto repuxado por adesivos. Quando seus personagens envelheceram, eles passam a gravar sem os adesivos.[54] Para este efeito, a equipe de maquiagem contou da ajuda da americana Lynn Barber, ganhadora do Oscar de melhor maquiagem e penteados de 1989 por seu trabalho no filme Driving Miss Daisy.[55]

Gravações[editar | editar código-fonte]

A maior parte das cenas das duas primeiras fases foram gravadas diretamente no Marrocos.

Uma equipe de vinte pessoas, incluindo atores, diretores e produção, viajaram em 10 de julho de 2001 para o Marrocos.[55][56] A equipe passou cerca de um mês no país africano gravando algumas cenas iniciais, e também foram registradas algumas imagens de Marrakech, Quarzazate, Erfoud, Fès e El Jadida. Após as gravações no Marrocos, as cores fortes da região foram imitadas nos Estúdios Globo: "Estamos usando uma textura diferente, trabalhando com uma temperatura de cor bastante alta. Nas externas, usamos uma média de 27 filtros para nos aproximar da luz do Marrocos. E há sempre vários pontos de luz, como janelas e abajures, como referência nas gravações em estúdio", explicou o diretor de fotografia, Adriano Calheiro Valentim.[55] A equipe tentou gravar no Egito, o que foi vedado pelo governo egípcio, e a emissora recorreu a filmar os personagens em imagens sobrepostas que compradas de uma produtora local.[57]

Em janeiro de 2002, época em que Albieri (Juca de Oliveira) e Edna (Nívea Maria) viajaram aos Lençóis Maranhenses, Roseana Sarney, então governadora do Maranhão e pré-candidata à Presidência da República pelo então Partido da Frente Liberal (PFL), teria feito um acordo de merchandising com a TV Globo. Em troca da exibição de cenas de pontos turísticos do estado, o governo arcaria com os custos de transporte e alimentação, e providenciaria a segurança e liberação dos locais para gravação. A Central Globo de Comunicações afirmou que o merchandising foi acertado em contrato, enquanto a informação foi negada pela assessoria de comunicação do governo, que afirmou não ter havido pagamento em dinheiro nem permuta; no entanto, assessores ligados a Roseana confirmaram o acordo. A emissora teria oferecido o acordo de merchandising ao governo, que teria aceitado. Divulgar o Estado, àquele momento, em um programa com grande audiência era "o sonho" da governadora, nas palavras de um assessor próximo a ela.[58] As cenas finais da novela tiveram gravações em Natal, no Rio Grande do Norte. As gravações nas dunas simulavam as areias do deserto do Marrocos.[59]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Glória Perez queria Leticia Spiller como Jade, porém a atriz recusou por não querer deixar a peça O Falcão e o Imperador, na qual também era diretora.[60][49] Ana Paula Arósio foi a opção seguinte, uma vez que a autora já havia trabalhado com ela na minissérie Hilda Furacão, mas ela já estava reservada para Esperança.[61] Gabriela Duarte, Cláudia Abreu e Carolina Ferraz também recusaram por já estarem escaladas para outros trabalhos, até que o diretor Marcos Schechtman sugeriu Giovanna Antonelli, a qual fez testes com outras atrizes para ser aprovada.[62] Convidado para interpretar Lucas, Fábio Assunção recusou por achar a história confusa, enquanto Murilo Benício ganhou o papel após ler a sinopse e se interessar pelo trabalho.[63] Eduardo Moscovis foi convidado para Said, mas alegou esgotamento após passar um ano gravando O Cravo e a Rosa e o personagem ficou com Dalton Vigh, que havia se destacado como protagonista na RecordTV e SBT.[51]

Inicialmente Reginaldo Faria recusou o papel de Leônidas por estar em cartaz no teatro e Raul Cortez o interpretaria, porém travou-se uma briga interna entre as produções de O Clone e As Filhas da Mãe pelo ator, e a segunda saiu vencedora.[51] Reginaldo então foi convencido a conciliar os trabalhos e aceitou o papel.[51] Sílvio de Abreu também conseguiu retirar da novela Thiago Lacerda, que iria interpretar Xande, para levá-lo para As Filhas da Mãe e o papel ficou para Marcello Novaes.[64]José Mayer, que já estava escalado como Ali, foi cedido especialmente por Glória Perez para Manoel Carlos, que o desejava como protagonista da minissérie Presença de Anita, ficando o papel para Stênio Garcia.[65] Glória queria Ivete Sangalo no papel de uma policial que investigaria a clonagem ilegal e se envolveria com Léo, porém a cantora não queria pausar a carreira na música e o papel acabou cortado.[64]

Viviane Victorette ganhou o papel de Regininha após vencer um concurso de novos talentos promovido pelo Caldeirão do Huck.[7] Cerca de 22 atores entraram na trama apenas na terceira fase, entre eles Cristiana Oliveira, Débora Falabella, Marcello Novaes, Solange Couto, Juliana Paes, Mara Manzan, Cissa Guimarães e Victor Fasano.[66][67] No capítulo 127, exibido em 25 de fevereiro de 2002, o ator Luciano Szafir entrou na trama para interpretar Zein, um árabe que abandonou os costumes islâmicos e que se casa com Jade.[68]

Cenografia e figurinos[editar | editar código-fonte]

A cidade cenográfica marroquina da trama foi a primeira a reproduzir o oriente nos Estúdios Globo.

Duas cidades cenográficas foram construídas na Central Globo de Produção: uma réplica em menor escala da medina de Fez e outra simulando o bairro carioca de São Cristóvão. O destaque era a cidade marroquina, a primeira construção do Estúdios Globo a reproduzir o mundo oriental. Era composta de duas ruas principais e seis transversais de, no máximo, 1,8 metros de largura, com paredes largas de oito metros de altura, simulando construções de tijolo e pedras. A rua principal era mais larga pela necessidade de movimentação dos equipamentos de gravação. A cidade abrigava o pátio da casa de Ali (Stênio Garcia), formado por uma fonte e paredes com desenhos em mosaico, a casa de Said (Dalton Vigh) e oito lojas comerciais. Cerca de 50 figurantes atuavam nas gravações na cidade, todos recrutados em testes para se adequar ao tipo físico desejado, e com alguma intimidade com os hábitos e a língua árabe. A boate Nefertiti, de Zein (Luciano Szafir), também foi construída nos estúdios com uma fachada semelhante a uma ruína e decorada com esculturas egípcias, colunas, pirâmide, sarcófagos e múmias integrados aos shows de dança que aconteciam no local.[52]

Cerca de 700 peças do figurino foram compradas no Marrocos pela produtora de arte Tiza de Oliveira e o figurinista Paulo Lois, entre 30 tapetes, 200 lenços, cem pratos de cobre, 40 bules, 150 peças de roupas, cem pares de sapatos, vestidos de noiva, jóias, além de várias outros objetos. O vestido de casamento de Latiffa (Letícia Sabatella), como exemplo, foi adquirido em Fez e foi um dos destaques da gravação da cerimônia. Na segunda fase da trama, passada em 2000, os figurinos ganharam a assinatura de Marília Carneiro.[52] "Além de ser mais barato, tínhamos mais opções, já que os marroquinos vivem do artesanato. Comprei coisas que só lá eu poderia descobrir que existiam, como uma fibra vegetal que eles esfregam nos dentes após as refeições para limpá-los", contou Tiza.[69]

Incidentes[editar | editar código-fonte]

No final de janeiro de 2002, alguns atores da novela foram diagnosticados com dengue, entre eles Stênio Garcia, Elizângela e Reginaldo Faria.[70] Para reverter o tempo perdido, o elenco não ganhou folga no Carnaval e ainda gravaram em dias extras.[71] Além disso, a novela também abordou o assunto da dengue e mostrou como se prevenir.[72]

Participações[editar | editar código-fonte]

O bar de Dona Jura (Solange Couto) recebia frequentemente convidados famosos, como Zeca Pagodinho, Neguinho da Beija-Flor e Ana Maria Braga.[73] O cantor Alessandro Safina, intérprete da canção "Luna", tema de Yvete (Vera Fischer) e Leônidas (Reginaldo Faria), gravou uma participação na trama na cena em que se apresentava no brechó de Yvete. As cenas foram ao ar no capítulo 50, em 27 de novembro de 2001.[74] Antes de interpretar a personagem Monique na trama, Cynthia Falabella substituiu a irmã Débora Falabella em alguns capítulos no papel de Mel, quando Débora teve de se ausentar da trama por motivo de saúde. As cenas foram ao ar no capítulo 181. A semelhança entre as duas irmãs foi tão grande que as cenas de Mel destruindo seu quarto ficaram tão reais que o público não soube distinguir Cynthia de Débora.[75] Humberto Martins fez uma participação nos últimos capítulos da novela. Na história, ele interpretou Aurélio Sobreiras, marido da vilã Alicinha, que veio reivindicar parte dos bens que ela conseguiu dando golpes. As primeiras cenas do personagem foram exibidas no capítulo 218, no dia 11 de junho de 2002.[76]

Exibição[editar | editar código-fonte]

Reprises[editar | editar código-fonte]

Foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo de 10 de janeiro a 9 de setembro de 2011, em 175 capítulos, substituindo Sete Pecados e sendo substituída por Mulheres de Areia.[77][78]

Foi reprisada na íntegra pelo Canal Viva de 9 de dezembro de 2019 a 21 de agosto de 2020, no horário das 23 horas, substituindo O Cravo e a Rosa e sendo substituída por Mulheres Apaixonadas. Foi a segunda novela mais vista da história do canal, sendo superada apenas por sua antecessora.[79][80][81]

Foi reapresentada novamente no Vale a Pena Ver de Novo de 4 de outubro de 2021 a 20 de maio de 2022, em 165 capítulos, substituindo Ti Ti Ti e sendo substituída por A Favorita. Esta reprise foi em comemoração aos vinte anos da estreia da obra, e aos setenta anos das telenovelas brasileiras.[82][83] A reprise começou com classificação indicativa de 10 Anos, porém, em 17 de janeiro de 2022, foi reclassificada pelo Ministério da Justiça como "Não Recomendada para Menores de 12 Anos", por apresentar conteúdo sexual, temas sensíveis e drogas lícitas.[84] Foi a primeira reprise da sessão a ser exibida antes da novela das seis (uma semana antes da estreia de Além da Ilusão), com a extinção de Malhação, a partir de 31 de janeiro.[85]

Exibição internacional[editar | editar código-fonte]

Até 2016, a trama havia sido exportada para 101 países, se tornando a quinta telenovela brasileira mais vendida na história, perdendo apenas para Da Cor do Pecado e Escrava Isaura (104 países), A Vida da Gente (113 países), Caminho das Índias (118 países), e Avenida Brasil, a mais vendida, com 132 países.[86] Nos Estados Unidos, a novela foi exibida pela Telemundo a partir de 15 de janeiro de 2002,[87] enquanto em Portugal a trama foi exibida pela SIC no mesmo ano.[88] Em 7 de abril de 2008, começou a ser reprisada na TV Globo Portugal, para o público português.[89]

Outras mídias[editar | editar código-fonte]

Em 12 de outubro de 2020, O Clone foi disponibilizada na plataforma de streaming Globoplay.[90]

Adaptação internacional[editar | editar código-fonte]

Uma versão hispânica da novela foi produzida pela Telemundo em 2010, levando o título de El Clon, com atores de diversos países da América Latina, com gravações que ocorreram na Colômbia e nos Estados Unidos.[91][92] A emissora mexicana TV Azteca confirmou um remake de O Clone que deveria ir ao ar em 2014 e que teve o título provisório de Amor del Mediterrâneo; no entanto, essa versão nunca se concretizou.[93]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: O Clone (trilha sonora)

A trilha musical incidental de O Clone foi criada pelo músico Marcus Viana, integrante do grupo Sagrado Coração da Terra. O resultado é uma fusão do estilo sinfônico com o universo islâmico musical tradicional e elementos de música pop. As canções foram lançadas no álbum Maktub - Trilhas e Temas de O Clone. O tema de abertura da novela, a canção "Sob o Sol", foi composto pelo músico e interpretado pela cantora Malu Ayres. A novela gerou ainda mais cinco trilhas sonoras. As duas tradicionais, contendo as trilhas nacionais e internacionais, e três trilhas sonoras complementares. Uma com as canções apresentadas no Bar da Jura (Solange Couto), O Clone - O Melhor do Bar da Dona Jura, outra com músicas de dança do ventre, O Clone - O Melhor da Dança do Ventre, e uma terceira com o repertório da boate Nefertiti, Isis Lounge - Temple Of Dance. Jade e Lucas ganharam um tema em inglês, chamado "All For Love", na voz do cantor norte-americano Michael Bolton, e que abre a trilha sonora internacional da novela.[94]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Exibição original

A novela estreou com uma média de 47 pontos, com picos de 53, igualando-se à sua antecessora, Porto dos Milagres, que também havia estreado com média de 47 pontos, medida pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE).[95] Depois do início do reality show Casa dos Artistas, do SBT, a audiência da novela começou a ser prejudicada, sendo superada por dois pontos em 15 de novembro de 2001.[96] Depois do término do programa da concorrente, e devido à grande audiência que vinha alcançando, em fevereiro de 2002, a trama foi esticada em um mês.[97] No dia 29 de abril de 2002, dia em que foi ao ar o encontro entre Léo e Lucas e a crise de abstinência e internação de Mel, a trama alcançou sua maior média até então: 56 pontos e picos de 65, com 73% de participação.[98][99] Em seus primeiros 180 capítulos exibidos, a novela conquistou 45 pontos de média geral, um recorde em relação às seis novelas anteriormente exibidas no horário.[99] Seu último capítulo registrou 62 pontos de média, com picos de 68 e 77% de participação, a maior média desde Laços de Família em 2001 que alcançou 59 pontos.[100] A trama obteve uma média geral de 47 pontos, com 65,2% de televisores ligados na novela ao horário de sua exibição.[101]

Primeira reprise

No primeiro capítulo da primeira reprise no Vale a Pena Ver de Novo, exibido em 10 de janeiro de 2011, a trama estreou com 15 pontos,[102] elevando a média para 18 pontos e picos de 21 na Grande São Paulo com a exibição da morte de Diogo quatro dias depois.[103] Em seu primeiro mês no ar, a reapresentação teve uma média de 16 pontos, cinco a mais do que sua antecessora Sete Pecados.[104] Em 28 de fevereiro, O Clone marcou 20 pontos, um aumento de três pontos na média habitual da reprise até então.[105] No dia 18 de julho, a trama bateu mais um recorde de audiência, cravando 22 pontos, sua maior audiência até então.[106] Em seu último capítulo, exibido no dia 9 de setembro, O Clone marcou 23 pontos com 55% de participação,[107] com média geral de 17 pontos.[108] A reapresentação da telenovela aumentou em quatro pontos a audiência da faixa, sendo o melhor índice desde a reexibição de Alma Gêmea (2009).[109]

Segunda reprise

A segunda reprise reestreou com 17 pontos e picos de 19, mantendo os bons números das tardes da Globo. No entanto, foi a menor audiência em uma estreia do horário, desde Cordel Encantado (2019).[110] O segundo capítulo obteve 15 pontos,[111] e o terceiro capítulo 13 pontos.[112]

Após quatro meses se estagnando entre 14 e 16 pontos, a novela bate seu primeiro recorde no dia 1.° de março de 2022 com 18 pontos.[113] Repetiu a mesma média nos dias 15 e 31 de março.[114][115] No dia 1.° de abril, bateu recorde e marcou 18,4 pontos.[116] Em 10 de maio, supera seu recorde anterior com 19 pontos.[117] Impulsionada pela reestreia de A Favorita, bateu recorde no dia 16 de maio com 20 pontos.[118] Registrou o mesmo índice dois dias depois, mas chegando ao pico máximo de 23 pontos, algo que não era visto desde a reexibição de Laços de Família (2020—21).[119] O último capítulo também registrou 20 pontos.[120] Teve média geral de 15.43 pontos, elevando os índices deixados pela antecessora.[121]

Análise da crítica[editar | editar código-fonte]

Em sua estreia, a revista Veja comentou que a novela era bonita, mas que haviam pontos a esclarecer, como o efeito sonoro que introduzia os personagens principais e as situações de tensão. A revista também elogiou a direção de Monjardim, que "caprichou na parte estética", com cenas que "primam pela beleza dos ângulos escolhidos e pela iluminação perfeita", e notou a "esplendorosa" atuação de Vera Fischer.[122] Amelia Gonzalez dO Globo escreveu uma crítica positiva, dizendo: "Numa troca de olhares sob véus deu para perceber que o casal protagonista da trama de Glória Perez tem química. E é forte". Ela também notou que "além da beleza e do rigor já conhecidos da direção de Jayme Monjardim", os atores deram à trama o tom certo, resultando em "cheiro de sucesso no ar".[123] Por sua vez, Silvia Rogar da Veja disse que a trama era "estapafúrdia" e notou a falta de cuidado com sua produção, cuja iluminação era "das piores que já se viu. Não tem nuances e tinge todos os ambientes de um tom alaranjado. Além disso, nos closes, realça (quando não aumenta) as imperfeições de pele dos atores", e finalizou dizendo que "no tempo de Boni, uma novela da Globo jamais teve esse tipo de problema", e que esses desleixos técnicos levavam a crer que O Clone representava "mais um passo da emissora rumo à mexicanização de seus produtos".[124]

A jornalista Cláudia Croitor da Folha de S.Paulo escreveu uma crítica mista à novela, dizendo que, apesar das "belíssimas paisagens e ótimos efeitos especiais", a novela consistia em "aulas (chatinhas) de cultura islâmica e a clara tentativa de ser o mais politicamente correto possível", criticando também o fato dos personagens muçulmanos falarem cada frase duas vezes, uma em árabe, outra em português, classificando esse fato como "irritante" e dizendo que "legendas seriam menos enfadonhas". Por outro lado, elogiou as atuações do casal de protagonistas e de Vera Fischer, cuja presença "deve ser um dos pontos altos".[125] Passados dois meses de exibição, a mesma revisora notou que havia uma certa monotonia na trama, já que desde a sua estreia, "pouca coisa mudou na história da muçulmana apaixonada por um não-muçulmano e do clone do não-muçulmano", pois o telespectador continuava vendo os mesmos personagens tendo as mesmas reações diante das mesmas situações".[126]

Recepção do público[editar | editar código-fonte]

O Clone estreou pouco depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, o que poderia prejudicar a boa aceitação da trama entre os telespectadores, já que um dos núcleos principais era de personagens muçulmanos. No entanto, a novela tornou-se um sucesso entre o público.[127] O sucesso da telenovela fez crescer a demanda de viagens para o Marrocos, fazendo com que as agências de viagens lançassem pacotes de ida para o país onde se passava a história.[128] A telenovela abordou assuntos como uso de drogas e alcoolismo. Por meio dessa amostra, os número de dependentes que procuraram instituições anti-drogas cresceu consideravelmente.[129] Além disso, a típica pulseira da personagem Jade, que liga o punho a um dedo por uma fina corrente enfeitada com pedras coloridas, chamada iswarah, fez sucesso com vendedores ambulantes e joalheiros.[130] Depois da dança do ventre demonstrada na novela, a procura por aulas da dança chegou a 80%.[131]

Um dos grandes destaques da trama foi Dona Jura, interpretada por Solange Couto. Dona de um bar e do pastel mais famoso da região, ela fez o bordão "não é brinquedo não" virar sucesso nacional.[73] A personagem Odete (Mara Manzan) também foi um sucesso. Na trama, a personagem popularizou o bordão "cada mergulho é um flash" entre os telespectadores.[132] Outros bordões ditos na trama e que se tornaram bastante populares foram: "Bom te ver!", que era dito por Ligeirinho (Eri Johnson) e "excelente!", de seu amigo inseparável Raposão (Guilherme Karam), além de "é ruim, hein?", frase que era sempre dita por Yvete (Vera Fischer), "jogada ao vento", dita por Jade (Giovanna Antonelli), e "tem que ser muito artista", dita por Clarice (Cissa Guimarães). Além disso, um dos bordões mais famosos da novela foi "você vai arder no mármore do inferno", frase que continuou a ser dita principalmente por religiosos.[133]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

O Clone rendeu a Glória Perez inúmeros prêmios no Brasil e no exterior. Prêmios foram concedidos para a autora pelo FBI e a Drug Enforcement Administration (DEA) – os dois principais órgãos do governo norte-americano responsáveis pelo controle do tráfico de drogas, em razão da campanha pelos dependentes químicos. Gloria também foi homenageada pela Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (Abrad) e recebeu o prêmio Personalidade dos anos 2001 e 2002, concedido pelo Conselho Estadual Antidrogas do Rio de Janeiro.[134] Em 2013, um ranking listando os 50 maiores programas dos últimos 50 anos, elaborado em Cannes pela The WIT, empresa especializada em pesquisar tendências de conteúdo televisivo e programação digital pelo mundo, classificou O Clone em sua lista, figurando como o único programa brasileiro.[135] Além disso, a trama foi eleita pelo jornal espanhol 20 minutos como a segunda melhor telenovela brasileira, atrás de Avenida Brasil, e uma das cinquenta melhores de todos os tempos pelo portal Terra.[136][137]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Indicado Resultado
2001 Melhores do Ano Música-Tema "A Miragem" (Marcus Viana) Venceu
2002 Troféu Imprensa[7] Melhor Novela Glória Perez Venceu
Melhor Atriz Giovanna Antonelli Indicado
Vera Fischer Indicado
Troféu Internet[138] Melhor Novela Glória Perez Venceu
Melhor Atriz Giovanna Antonelli Venceu
Prêmio APCA 2002[139] Melhor Atriz Eliane Giardini Venceu
Melhor Atriz Revelação Sthefany Brito Venceu
Meus Prêmios Nick[140] Atriz Favorita Giovanna Antonelli Venceu
Prêmio Qualidade Brasil RJ[141] Melhor Telenovela Glória Perez Venceu
Melhor Autora de Telenovela Glória Perez Venceu
Melhor Ator de Telenovela Murilo Benício Venceu
Melhor Atriz de Telenovela Giovanna Antonelli Venceu
Melhor Ator Coadjuvante de Telenovela Stênio Garcia Venceu
Melhor Atriz Coadjuvante de Telenovela Jandira Martini Venceu
Melhor Atriz Revelação de Telenovela Carla Diaz Venceu
Prêmio Austregésilo de Athayde[142][143] Melhor Telenovela Glória Perez Venceu
Melhor Ator Murilo Benício Venceu
Melhor Ator Revelação Thiago Fragoso Venceu
Melhor Atriz Revelação Débora Falabella Venceu
Melhores do Ano[144] Melhor Atriz Giovana Antonelli Venceu
Melhor Ator Murilo Benício Indicado
Melhor Ator Coadjuvante Juca de Oliveira Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante Eliane Giardini Indicado
Letícia Sabatella Venceu
Solange Couto Indicado
Melhor Atriz Revelação Débora Falabella Venceu
Melhor Atriz Infantil Carla Diaz Venceu
Sthefany Brito Indicado
Troféu Radar Atriz Revelação Adriana Lessa Venceu
Festival de Cinema e Televisão de Natal[145] Atriz Revelação Viviane Victorette Venceu
Prêmio Contigo! de TV[146] Melhor Novela Glória Perez Venceu
Melhor Autor Venceu
Melhor Atriz Giovanna Antonelli Indicado
Melhor Ator Murilo Benício Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante Letícia Sabatella Venceu
Melhor Ator Coadjuvante Antonio Calloni Venceu
Melhor Par Romântico Murilo Benício e Giovana Antonelli Venceu
Melhor Vilã/vilão Cristiana Oliveira Indicado
Melhor Tema de Abertura "Sob o Sol" (Sagrado Coração da Terra) Indicado
Melhor Diretor Jayme Monjardim Venceu
Melhor Atriz Infantil Carla Diaz Venceu
Melhor Cenário Raul Travassos, May Martins e Gilson Santos Venceu
Melhor Figurino Paulo Lóes e Marília Carneiro Venceu
2003 Prêmio INTE[147][7] Melhor Atriz Giovanna Antonelli Venceu
Melhor Autor Glória Perez Venceu
Melhor Telenovela Venceu

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

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