Thalma de Freitas

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Thalma de Freitas
Freitas em show de Appolo Nove, São Paulo, 2006.
Nome completo Thalma de Freitas
Nascimento 14 de maio de 1974 (48 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileira
Etnia afro-brasileira
Ocupação
Período de atividade 1990–presente
Prêmios Kikito do Ferstival de Gramado de melhor atriz coadjuvante (2004)
Carreira musical
Gênero(s)
Instrumento(s)
Gravadora(s) EMI Brazil
Afiliações
Página oficial
www.thalma.me

Thalma de Freitas (Rio de Janeiro, 14 de maio de 1974) é uma atriz, cantora e compositora brasileira, que ganhou notoriedade por seus trabalhos na televisão, como Zilda em Laços de Família (2000), Carol em O Clone (2001), Dalila em Kubanacan (2003) e Baiana em Bang Bang (2005).[1] No cinema, Thalma ganhou destaque por interpretar Ana em O Xangô de Baker Street (2001) e Maria da Ajuda em As Filhas do Vento (2004), pelo qual venceu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Gramado. Em 2019, recebeu aclamação da crítica musical por seu álbum Sorte!, desenvolvido com o norte-americano John Finbury, pelo qual foi indicada ao Grammy de melhor álbum de jazz latino.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Como atriz

Thalma de Freitas atuou em diversas novelas entre elas Laços de Família, O Clone, Kubanacan, Começar de Novo, Bang Bang e dois filmes: O Xangô de Baker Street de Miguel Faria Jr., interpretando Ana Candelária, a namorada brasileira de Sherlock Holmes e As Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo, interpretando a primeira fase de Jú. Por esse trabalho, Thalma dividiu com Taís Araújo, o Kikito de melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Gramado.

Como cantora

A cantora é filha do pianista, arranjador, compositor e maestro Laércio de Freitas. Iniciou a carreira profissional fazendo musicais na cidade de São Paulo, em 1992, com o espetáculo "Noturno" da Cia dos Menestréis, dirigida por Oswaldo Montenegro. Em 1993, fez Hair, dirigida por Jorge Fernando que em 94 a convidou para o musical Nas Raias da Loucura estrelado por Claudia Raia, espetáculo este que a levou em 95 de volta a cidade natal do Rio de Janeiro. Em 1996, Jorge Fernando convida Thalma para atuar na novela Vira Lata, seu primeiro trabalho somente como atriz. Paralelamente fazia backing vocal para o músico Zé Ricardo e apresentou-se em bares cariocas acompanhada pelo cantor e violonista Alexandre Vaz no show Café+Leite, interpretando composições de autores da nova geração da MPB, como Paulinho Moska, Seu Jorge e Adriana Calcanhoto. De Freitas (como é conhecida) também atuou no projeto Humaitá pra Peixe em duo com seu pai e como convidada de diversos artistas como Seu Jorge, Cabeza de Panda e Wax Poetic.

Em 1996, Thalma lança o single "Eu Quero Tanta Coisa" que também ganhou um clip pra MTV Brasil. Nesse mesmo ano lança o álbum autointitulado "Thalma" com muito R&B, Baladas e Dance Music. Com regravações e inéditas de composições em parceria e solo, um dueto com Alexandre Lucas "Só Falta Você Deixar", "Eu Sei" da Legião Urbana em uma versão mais black, "Perigosa" de As Frenéticas em hidden track. Por falta de divulgação esse belíssimo trabalho não teve um destaque merecido.

Em 2004, lançou o CD solo, com canções clássicas como "Doce de coco" (de Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho), "Beija-me" (Roberto Martins e Mário Rossi) e contemporâneas, como "Tranquilo" (de Kassin) e "Cordeiro de Nanã" (Mateus e Dadinho), que foi escolhida para compor a trilha sonora da telenovela Senhora do Destino. Seu pai, Laércio de Freitas, participou do álbum ao piano junto a outros luminares do samba carioca: Wilson das Neves (bateria) e Bebeto (contrabaixo). Thalma de Freitas também atua como crooner da big band Orquestra Imperial. Fez participação especial na música Ela Disse, com Marcelo D2. Em 2011, ela fez uma participação especial no CD do cantor Daniel Peixoto, Mastigando Humanos.[3]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel
1996 Vira Lata Dolores Moura de Cavalcante
Xica da Silva Caetana
1998 Dona Flor e Seus Maridos Marilda
Malhação Wanderléia Matoso Gonçalves
Labirinto Glória (Glorinha)
1999 Andando nas Nuvens Maria José (Zezé)
2000 Laços de Família Zilda Carvalho
2001 O Clone Carolina (Carol)
2003 Kubanacan Dalila Ribeiro de Andrade
2004 Começar de Novo Elvira Nogueira
2005 Bang Bang Regina da Silva (Baiana)
2006 Lu Gisele
2007 Som Brasil Ela mesma (ep: Noel Rosa)
Sete Pecados Berenice de Oliveira (Berê)
2009 Caras & Bocas Magaly Franco
Som Brasil Ela mesma (ep: Tim Maia)
2010 Malhação Nathália Diniz
2012 Malhação: Intensa como a Vida Luiza Lima Svensson

Filmes[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel
2001 O Xangô de Baker Street Ana
Bufo & Spallanzani Risoleta [4]
2003 O Corneteiro Lopes Estrela
2005 As Filhas do Vento Maria da Ajuda "Ju" (jovem)
2006 Alabê de Jerusalém Marian
2009 Heaven Garden Língua do Inferno
2013 Mundo Invisível Hóspede
2017 Erase Me Ângela
2019 Dulcinea Martha

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ano Capa Gravadora
1996 Thalma Selo Chaos (Sony Music)
2004 Thalma de Freitas Selo Cardume (EMI)
2007 Carnaval Só No Ano Que Vem (Orquestra Imperial) Som Livre
2019 Sorte! Green Flash Music

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Premiação Categoria Indicação Resultado
2004 Festival de Gramado Melhor Atriz Coadjuvante As Filhas do Vento Venceu
2020 Grammy Awards Melhor Álbum de Jazz Latino Sorte!: Music By John Finbury Indicado

Referências

  1. «Em diáspora: Thalma de Freitas fala sobre as mudanças no Brasil desde que viveu Zilda em Laços de Família há 20 anos». www.uol.com.br. Consultado em 21 de janeiro de 2022 
  2. «Thalma de Freitas é a única representante do Brasil no Grammy 2020». G1. Consultado em 21 de janeiro de 2022 
  3. «Cumplicidade de Thalma de Freitas com Daniel Peixoto». rollingstone.com.br. Rolling Stone. Consultado em 28 de maio de 2012. Arquivado do original em 17 de outubro de 2011 
  4. «Bufo & Spallanzani». Cinemateca Brasileira. Consultado em 23 de junho de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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