Xica da Silva (telenovela)

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Xica da Silva
Informação geral
Formato Telenovela
Duração (50 minutos Aproximado)
Criador(es) Walcyr Carrasco
País de origem  Brasil
Idioma original (Português)
Produção
Diretor(es) Walter Avancini
Diretor(es) de criação João Camargo
J. Alcântara
Lizâneas Azevedo
Jaques Lagoa
Elenco Taís Araújo
Victor Wagner
Drica Moraes
Giovanna Antonelli
e grande elenco.
Tema de abertura "Xica Rainha" - Marcus Viana, Patrícia Amaral e Transfônica Orkestra
"Xica da Silva" - Jorge Ben Jor
Tema de encerramento "Xica Rainha" - Marcus Viana, Patrícia Amaral e Transfônica Orkestra
"Xica da Silva" - Jorge Ben Jor
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Manchete
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 17 de setembro de 1996 - 11 de agosto de 1997
N.º de episódios 231

Xica da Silva é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela extinta Rede Manchete entre 17 de setembro de 1996 a 11 de agosto de 1997, em 231 capítulos substituindo Tocaia Grande e sendo substituída por Mandacaru.

Escrita por Walcyr Carrasco (sob o pseudônimo Adamo Angel), com colaboração de José Carvalho[1], ela contou com a direção de João Camargo e Jaques Lagoa, J. Alcântara, Lizâneas Azevedo e Walter Avancini que também foi o diretor geral da trama. Xica da Silva foi a única novela cujos protagonistas são baseados em pessoas e fatos reais. Francisca da Silva de Oliveira de fato viveu no Arraial do Tijuco, hoje Diamantina, no século XVIII. Sua vida já foi romanceada por Agripa Vasconcelos no livro "Chica que manda" e também através do filme de Cacá Diegues, que tem o mesmo nome da novela, em 1976. Tudo isso fez com que Taís Araújo fosse a primeira protagonista negra, em uma novela, da história da televisão brasileira.

Contou com Taís Araújo, Victor Wagner, Drica Moraes, Giovanna Antonelli, Murilo Rosa, Carla Regina e Guilherme Piva nos papéis principais da trama.

Foi reapresentada pelo SBT entre 28 de março a 9 de dezembro de 2005, em 218 capítulos, às 21h15.[2]

Xica da Silva foi eleita pelo jornal espanhol 20 minutos como a 8ª melhor telenovela brasileira de todos os tempos.[3]

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Com forte retratação histórica e apelo erótico, Xica da Silva se consolidou como uma trama que retratou um Brasil cruel e impiedoso.

Século XVIII, o Brasil ainda colônia de Portugal, é um grande extrator de pedras preciosas e sua principal fonte de renda são os diamantes, que são descobertos por escravos em garimpos no interior de Minas Gerais (na época o estado era chamado de Capitania Geral de Minas). Entre as cidades com maior número de garimpos estava Arraial do Tijuco (hoje Diamantina) que se desenrola a trama de Xica da Silva, a escrava que virou rainha e escandalizou a sociedade hipócrita de sua época.

Baseada no livro Xica Que Manda de Agripa Vasconcellos, Walcyr Carrasco - sob o pseudônimo de Adamo Angel - levou ao público a história de Xica da Silva, uma mulher negra, escrava e muito inteligente, que conseguiu a independência ao se casar com o homem mais rico do Brasil Colônia.

A trama conta a saga de Xica (Taís Araujo), que junto com sua mãe Maria (Zezé Motta), são escravas do Comendador Felisberto Caldeira Brant (Reynaldo Gonzaga), homem mais importante que foi encarregado pelo Rei de extrair diamantes dos garimpos. Anualmente o comendador deve pagar tributos a Portugal, mas isso não o preocupa já que há uma arca repleta de diamantes que serão entregues ao emissário do rei.

A sociedade do Arraial do Tijuco é basicamente formada pelas famílias Comendador Felisberto, do capitão-mor Gonçalo (Eduardo Dusek) e do Sargento Mor Thomaz Cabral (Carlos Alberto). Para manterem o poder, eles pretendem casar seus filhos.

A família do Comendador é formada por sua esposa Emerenciana (Khristel Byancco), seus filhos Martim (Murilo Rosa), Clara (Adriane Galisteu) e Paulina (Maria Clara Mattos). O Poderoso pretendia casar o único filho varão com Das Dores (Carla Regina, hoje conhecida como Carla Cabral), filha do capitão-mor.

O capitão-mor repleto de interesses é casado com Dona Céu (Eliana Guttman) e além de Das Dores, ainda é pai de Ana (Ingrid Fridman) e Isabel (Ludmila Dayer). Já a família do Sargento Mor é formada por sua segunda esposa Micaela (Teresa Sequerra), seus filhos: Luís Felipe (Fernando Eiras), Santiago (Charles Muller), Xavier (Matheus Petinatti) e Violante (Drica Moraes), a grande vilã da trama.

Com apoio da justiça formada pelo Sargento e Capitão, Comendador Felisberto é a grande autoridade do Arraial e pretende vender Xica e sua mãe para o bordel do capitão do mato Jacobino (Altair Lima). Para se vingar, a escrava se alia a Quiloa (Maurício Gonçalves), um escravo apaixonado por ela e juntos roubam a arca com os diamantes; eles escondem as pedras preciosas para não despertar suspeitas e mais tarde poderem comprar suas cartas de alforria.

Com a chegada do emissário do rei, o Comendador descobre que foi roubado e procura os culpados. Em uma das primeiras cenas da novela, Emerenciana obriga Xica a contar a verdade, como a escrava se nega, a senhora a obriga a engolir um ovo cozido fervente. Xica fica com os lábios todos queimados e impossibilitada de falar.

Sem ter como dar os tributos ao Rei, Comendador Felisberto e sua esposa Emerenciana são condenados a prisão e vão cumprir pena em Portugal, perdendo assim todo patrimônio que possuem. Assim, seus filhos ficam no Brasil sem nenhum sustento e tentam refazer suas vidas.

Com a ruína da família Caldeira Brant, Clara vaga sem rumo quase nua, enquanto Martim e Paulina vão morar na pensão de Dona Benvinda (Miriam Pires) uma velha bruxa que cuidou sozinha de seu neto José Maria (Guilherme Piva), um homossexual que enfrenta os preconceitos da época. A velha bruxa hospeda vários hóspedes entre eles a costureira Elvira (Giovanna Antonelli), com quem pretende casar com seu neto para abafar comentários. No decorrer da trama os dois chegam a se unir, mas a relação se abala quando Xica dá a ele um negro chamado Paulo (Déo Garcez), o que faz José Maria ficar em dúvida entre seus desejos ou as aparências exigidas pela sociedade da época.

Com a prisão do Comendador e na ausência de alguém que ocupe o posto de contratador de diamantes, Xica é vendida para o Sargento Cabral, que a estupra. A negra se torna escrava de Violante, que histérica não perde a oportunidade de humilhá-la. Já Maria foge junto com Quiloa e juntos vão parar no quilombo de Serafina (Leci Brandão).

A partir disso Quiloa lidera uma revolta contra os senhores de escravo e faz de tudo para fugir da opressão da sociedade hipócrita movida pela cobiça dos diamantes. Para comandar a extração dos diamantes chega ao Arraial do Tijuco o Contratador João Fernandes de Oliveira (Victor Wagner), que é o noivo prometido de Violante.

Em uma visita a prometida, João Fernandes se apaixona por Xica e a compra do Sargento Mor. Totalmente encantado pela negra, o contratador faz de tudo para possuí-la mas a escrava se mostra difícil, o que o atiça ainda mais. Percebendo interesse do contratador, Xica se envolve com o extrator de diamantes e consegue sua alforria. A partir disso, o envolvimento entre eles se torna cada vez mais forte a ponto de João Fernandes assumir sua relação com a negra e desfazer seu noivado com Violante, que não suporta ser preterida por uma negra e jura fazer de tudo para acabar com a relação de Xica e João Fernandes.

Sempre desprezada pela sociedade branca do Arraial do Tijuco, Xica em uma cena antológica desfila pelas ruas do vilarejo com roupas finas, antes dedicada somente as mulheres brancas e causa o repúdio nos moradores. É nessa cena que Violante manda uma escrava jogar urina na negra, se tornando o estopim para outros moradores acertarem a ex-escrava com pedras e ovos podres.

Não sendo aceita, Xica resolve se vingar de todos que a desprezaram e não perde a oportunidade de vê-los em péssimo estado. Fugindo da mocinha tradicional que sofre em silêncio, Xica da Silva se vinga de seus algozes e chega a arrancar os dentes de uma escrava, que Violante pagou para seduzir o contratador. A negra transforma sua casa em um palácio vestindo suas mucamas como damas da corte, usando perucas coloridas e fazendo todos curvarem-se diante de seu poder. A ascensão da negra se dá quando João Fernandes manda construir um grande rio, a quem dá o nome de Mar de Xica, e compra um navio.

Paralelo a isso, Martim e Das Dores, antes prometidos, vêem sua relação ruir quando o pai da moça proíbe qualquer envolvimento depois do pai do rapaz ser preso como traidor da Coroa. Os dois resolvem fugir e para que isso dê certo armam um plano: o rapaz irá embora e a moça será dada como morta após ingerir uma erva. Tempo depois, ela acordará, será enterrada pelo amado. A situação se complica quando os dois são desmascarados e Das Dores é presa acusada de bruxaria e condenada a forca.

Para destruir a relação entre Xica e João Fernandes, Violante arma com um negro uma cena, que indica que a ex-escrava trai o contratador e dá certo. O homem mais importante expulsa a amada de casa, que volta a sofrer preconceito, já João Fernandes começa a se envolver com outras mulheres. Enquanto está pobre e na pior, Xica é responsável por libertar Das Dores da forca, ao mandar um garoto roer as cordas. Quando a filha do capitão-mor cai após a corda se romper, todos acreditam se tratar de um milagre. Livre para viver com seu amado, Das Dores se descobre grávida, mas acaba se separando de Martim. O filho dos dois levará a uma grande disputa, já que o pai da moça quer cuidar do filho para que ele possa levar o sobrenome da família adiante. Nesse período, o capitão-mor acaba assassinado.

Apesar das armações de Violante para separar o contratador e a negra, Xica faz as pazes com João Fernandes quando a peste chega ao Arraial do Tijuco e todos fogem quando ele contrai a doença. Voltando as boas com o homem mais importante do local, Xica volta a se vingar de todos. Durante a trama, ela invade a igreja durante um casamento, o local na época era proibido para negros, que cultuavam outra religião. Em uma cena inesquecível, Xica troca o corpo do Sargento Mor Cabral, que morre após levar um golpe durante uma briga ao descobrir que sua esposa Micaela está tendo um caso com seu filho Luis Felipe, por uma ossada de boi. No auge de seu poder, Xica envenena todos os rios, mananciais e poços do lugar para que, sem opção, eles venham se arrastar aos seus pés pedindo água. Como consequência, Violante que se recusa a pedir algo a negra toma um porre homérico e passa uma vergonha diante da cidade inteira, alguns chegam a pensar que ela está cada vez mais louca. A vingança de Xica contra todos chega aos ouvidos de Conde Valadares (Sérgio Britto), o governador de Minas, que vai parar no Arraial, mas nem ele consegue impedir as atitudes da mulher do contratador.

Para acabar com os desmandos de Xica, Violante escreve uma carta a Portugal exigindo a presença de um inquisidor e Frei Expedito (Dalton Vigh) é enviado ao Arraial, o que deixa a todos em alerta. O representante da igreja chega ao vilarejo causando terror e em busca de provas contra uma bruxa. Benvinda e sua amiga Fausta (Lu Grimaldi) fazem de tudo para incriminar Xica, mas a segunda é condenada a fogueira, onde morre queimada. Já a avó de José Maria, morre e quando pensava que ia transferir sua alma para um menino acaba presa em uma cabra.

Em sua busca incessante para acabar com Xica, Violante descobre que foi Maria quem assassinou o capitão-mor. A negra intermediava armas com o pai de Das Dores em troca de diamantes. Quando ele se recusou a seguir com o acordo ela o matou a facadas. Ao descobrirem quem era o assassino, ela foi condenada e esquartejada em praça pública. A negra teve braços e pernas amarrados a cavalos diferentes e quando os animais ouvem barulho de tiros saem em disparada rasgando a mãe de Xica em pedaços. A cena marcou a novela. A ex-escrava nada pôde fazer para salvar a mãe.

Cada vez mais obcecada em destruir Xica, Violante coloca uma negra como espiã na casa da mulher do contratador para colocar um vaso que represente o demônio. O envolvimento de João Fernandes com uma negra não é bem visto pela Coroa Portuguesa que exige que ele regresse aos pais, deixando Arraial do Tijuco sob o comando de Conde Valladares. Sem o apoio do marido, Xica acaba presa acusada de bruxaria.

Prestes a voltar a Portugal e não vendo como libertar a amada do domínio da inquisição, que na época tinha maior poder que o rei, João Fernandes acaba sendo surpreendido por Violante que lhe faz uma proposta: irá retirar a acusação de bruxaria que recai sobre Xica, mas em troca o contratador de diamantes terá que se casar com ela e juntos voltariam a Lisboa. Para salvar a amada, João Fernandes se casa com Violante, que retira a queixa e juntos partem para além mar. Já Xica é liberta e suas escravas são acusadas em seu lugar.

Após passar a noite de núpcias com Violante, João Fernandes abandona a esposa e volta ao Brasil para ficar com Xica, enquanto a vilã da trama enlouquece abandonada em seu castelo. As últimas cenas, após uma passagem de tempo eram a do casamento de Joana (Taís Araújo), filha de Xica (Zezé Motta), onde todos terminam felizes.

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Produção[editar | editar código-fonte]

Ambientada no século XVIII, Xica da Silva não poupou esforços em reproduzir o Brasil da época marcado pela cobiça desenfreada pelos diamantes. Sob pseudônimo de Adamo Angel, Walcyr Carrasco, que em 1996 era contratado do SBT, construiu uma trama repleta de romance, intrigas e mistérios. A abordagem de feitiçarias envolvendo Benvinda não pouparam em efeitos especiais e tecnologia.

Além da grande retratação histórica, os personagens da trama exibida pela Rede Manchete não possuíam um caráter definido em apenas bom ou mal. Xica e sua inimiga Violante eram algumas que possuíam uma dubiedade de caráter. Enquanto a ex-escrava fazia de tudo para ser aceita por uma sociedade hipócrita, chegando ao ponto de esquecer de seus irmãos negros e indo ao extremo de humilhá-los, maltratá-los e até matar quem a traia; Violante mostrava um amor incondicional pelo pai e pelos ensinamentos que lhe foram ensinados. No final, ambas eram vitimas de uma sociedade arcaica, manipuladora e repleta de uma moralidade aplicada apenas a alguns.

Walter Avancini, o diretor da novela, imprimiu uma dinâmica espetacular ao texto, sempre com capricho e não deixou a novela cair no marasmo apesar da quantidade de capítulos: 231. A novela se manteve empolgante, sensual, realista, forte e marcada pelas cenas de violência. Cenas de opressão e agressão física eram constantes, principalmente aos escravos. No primeiro capítulo, o pai de Xica sofre cenas de tortura ao ser pego, tendo os dedos quase quebrados e ao ser obrigado a ficar com a cabeça dentro de um forno quente, porém a cena mais violenta foi a execução de Maria, mãe de Xica. As cenas de violência e eróticas surtiram efeito e a trama se consolidou, marcando média de 18 pontos com picos de 22. A novela anterior Tocaia Grande havia começado com 5 e terminado com 10.

Com a reconstituição fiel a época e o forte apelo erótico, Xica da Silva levou a Rede Manchete, na época já a beira da falência, ao terceiro lugar de audiência. Para isso, a emissora investiu 6 milhões de dólares e construiu em Maricá no Rio de Janeiro a cidade cenográfica de Arraial do Tijuco. Algumas cenas foram gravadas em Minas Gerais e as últimas cenas de Violante em um castelo foram registradas no Palácio do Marques de Pombal em Portugal.

O figurino fiel a época abusou das cores ao criar os figurinos de Xica, enquanto Violante usava cores sobras e raramente fugia do preto. Já os homens usavam cores diversas sem seguir uma regra, mas que demonstravam de alguma forma a posição social de cada um. Os únicos personagens que tinham uma espécie de uniformes eram os dragões (policiais, representantes da lei nos dias de hoje) que usavam peças azuis e amarelas. Foram usadas as mais diversas perucas em inúmeras cores, que eram usadas por aqueles que possuíam determinados títulos de nobreza.

Entre os destaques da trama estão as cenas de nudez, a maioria delas protagonizadas por Adriane Galisteu, interprete de Clara. A atriz Tais Araujo, que na época tinha 17 anos não poderia aparecer nua e a Rede Manchete foi notificada a respeito. Quando a atriz completou 18 anos, Walter Avancini comemorou e após 50 capítulos, Xica apareceu nua. O diretor realizou inúmeros testes para encontrar a intérprete ideal, e Tais Araujo, que estava gravando Tocaia Grande, acabou sendo a escolhida.

Tais Araujo não gostou da situação e pediu que a direção utilizasse dubles em cenas de nus. A direção acatou a ideia e outras atrizes, bem diferente de Tais faziam as cenas eróticas.

Apesar da pouca idade, Tais Araujo não decepcionou como protagonista, mas o grande mérito ficou com Drica Moraes e sua intragável Violante Cabral. A vilã amarga chegou a encontrar um novo amor, o Inquisidor, mas seu ódio era maior a ponto de cometer os maiores absurdos. A novela contou com as participações de Dona Zica da Mangueira, Leci Brandão, Kiko Zambianchi, Eduardo Dusek, da atriz pornô italiana Cicciolina (Ilona Staller), que em breve participação interpretou uma cortesã que dava golpe no povo do Arraial. Durante a novela, o ator Alexandre Lipiani, interprete do padre Eurico foi vitima de um acidente automobilístico e não resistiu. Ele recebeu uma homenagem no último capítulo da novela.

Na fase final da trama a Rede Manchete levou ao telespectador a questão: Com quem o contratador deveria ficar: Só, com Xica ou com Violante? Com isso a emissora dava prêmios aos telespectadores que acertassem o final.

A abertura de Xica da Silva causou polêmica ao utilizar imagens da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, que eram animadas e colocavam a atriz Tais Araujo no lugar de Nossa Senhora da Conceição. Alguns devotos se irritaram e ameaçaram processar a Rede Manchete, o que não se confirmou. Na sequência, Xica era cercada por anjos barrocos na cúpula da igreja e alguns deles carregavam os nomes dos atores, no final um deles tentava despi-la e ela sorri maliciosamente. Já a abertura exibida em 2005, quando o SBT adquiriu os direitos de exibição da obra, continha imagens da novela misturada a arte barroca. As trilhas sonoras nas duas eram diferentes.

A trilha sonora original comercializada pela Rede Manchete tinha a atriz Tais Araujo na capa. O álbum tinha a maioria de suas músicas formadas por temas instrumentais. O tema de abertura era Xica Rainha, escrita por Marcos Viana e interpretada por Patrícia Amaral em conjunto com a Transfônica Orkestra. Na versão exibida pelo SBT em 2005 o tema de abertura era Xica da Silva de Jorge Ben, que não fazia parte da trilha original e havia feito parte do filme homônimo dirigido por Cacá Diegues em 1976.

Com a exibição em 2005, algumas atrizes estreantes que hoje fazem parte do grande elenco da Rede Globo puderam rever seus trabalhos. Tais Araujo disse não se arrepender de nada, já Adriane Galisteu afirmou que a experiência foi traumatizante. Durante essa exibição, Giovanna Antonelli processou o SBT, o acusando de não ter pedido autorização para exibição, a atriz perdeu a ação em estâncias.

Xica da Silva, exibida entre 17 de setembro de 1996 e 11 de agosto de 1997, foi uma novela que apresentou a realidade de um Brasil, até então não apresentado na TV. Com a direção de Jacques Lagoa, J.Alcântara, João Camargo, Lizâneas Azevedo, sob a supervisão geral de Walter Avancini, a novela é uma obra que merece ser revista por apresentar um país atrasado em seus conceitos e com valores que se apresentam dos mesmos vistos nos dias de hoje. Quantos negros não são vítimas de um preconceito atroz, o mesmo de séculos antes, mas que muda quando o dinheiro entra em questão?

A história da Imperatriz do Tijuco é uma obra clara da ganância desmedida e da dubiedade do ser humano que merece ser revista pelo conjunto da obra, mas por ser uma história de lutas, da ascensão de uma negra que se tornou importante, mesmo diante do mundo contrário, afinal não é todo mundo que vai de escrava a rainha. Quem nasce para ser rei nunca perde a majestade e uma obra grandiosa merece destaque e sua atenção.[4]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Taís Araújo Francisca da Silva de Oliveira (Xica da Silva)
Joana da Silva de Oliveira (participação no último capítulo)
Victor Wagner Contratador João Fernandes de Oliveira
Drica Moraes Violante Cabral
Carla Regina Maria das Dores Gonçalo (Das Dores)
Murilo Rosa Martim Caldeira Brant
Carlos Alberto Sargento-Mor Thomaz Cabral
Altair Lima Jacobino
Miriam Pires Bemvinda
Giovanna Antonelli Elvira
Guilherme Piva José Maria (Zé Mulher)
Silvia Buarque Elisa
Marcos Breda Amadeu
Sérgio Britto Conde Valladares
Léa Garcia Bastiana
Mário Cardoso Sebastião
Lu Grimaldi Fausta
Cicciolina Ludovica de Castelgandolfo
Fernando Eiras Luís Felipe Cabral
Teresa Sequerra Michaela Cabral
Alexandre Lippiani Padre Eurico
Andréa Avancini Eugênia
Jayme Periard Félix
Maria Alves Rosa
Maurício Gonçalves Quilôa
Paulo César Grande Evaristo de Sepúlveda Toledo
Eliana Guttman Maria do Céu Gonçalo
Paulo Reis Comandante Lopes Carvalho
Joana Limaverde Catarina
André Di Mauro Dom Duarte
Kristhel Byancco Emerencia Caldeira Brant
Lui Mendes Malé
Ana Cecília Costa Tomásia
Edson Montenegro Mandinga
Rosita Thomaz Lopes Irmã Vasconcelos
Zózimo Bulbul Caetano
Lourdes Mayer Madre Superiora Luzia
José Steinberg Padre Aguiar
Alexia Dechamps Condessa Efigênia
Dalton Vigh Frei Inquisidor Expedito
Thalma de Freitas Caetana
Déo Garcez Paulo
Dona Zica Josefina
Sérgio Fonta Doutor Pedras
Marjorie Andrade Amélia Sepúlveda Toledo
Ivan de Almeida Manuel
Ivano Nascimento Diogo
Érica Marques Benedita
Walney Costa Lourenço
Cláudia Borioni Teodora
Rômulo Arantes Capataz Geraldo
Rita Ribeiro Úrsula Aguiar
Matheus Petinatti Xavier Cabral
Cássia Linhares Cândida
Ademir Zanyor Bartolomeu da Silva de Oliveira
Haroldo de Oliveira Jacinto
Lucimara Martins Maria Benguela
Charles Moeller Santiago Cabral
Maria Clara Mattos Paulina Caldeira Brant
Camacho Costa Bispo Abreu
Iléa Ferraz Fátima
Alexandre Moreno Jerônimo
Carla Tausz Genoveva
Nill Marcondes Mambenfe
Delma Silva Jelena
Ney Padilha Juvenal
Renata Oliveira Ágnes
Luciano Rabelo Amaro
Fernando Vieira Bonifácio
Milena Acosta Pia
Glória Portela Veridiana
Marco Polo Dragão Túlio

Atores Portugueses[editar | editar código-fonte]

António Marques - Teodoro Pereira
Lídia Franco - Guiomar Maria de Assunção Pereira
Anabela Teixeira - Maria da Graça Pereira
Rosa Castro André - Maria Joaquina Pereira
Gonçalo Diniz - Macário

As Crianças[editar | editar código-fonte]

Ludmila Dayer - Isabel Gonçalo
Ingrid Friedman - Ana Gonçalo
Otávio Victoriense - Carlos Cabral

Participações Especiais[editar | editar código-fonte]

Zezé Motta - Maria da Silva/ Xica da Silva (idosa)
Leci Brandão - Serafina
Adriane Galisteu - Clara Caldeira Brant

Atores Convidados[editar | editar código-fonte]

Eduardo Dussek como Capitão Emanuel Gonçalo
Reynaldo Gonzaga como Contratador Felisberto Caldeira Brant
Sérgio Viotti como Conde da Barca

Atriz Convidada[editar | editar código-fonte]

Ângela Leal como Marquesa Carlota

Galeria[editar | editar código-fonte]

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

  • Capa: Taís Araújo
  • Gravadora: Bloch Som e Imagem
  • 1) Xica rainha - Patrícia Amaral, Marcus Viana e Transfônica Orkestra (Tema de abertura)
  • 2) Qüenda - Patrícia Amaral (Tema de Xica)
  • 3) Trindade - Marcus Viana (Tema de Luiz Felipe e Michaela)
  • 4) Concerto de outono - Transfônica Orkestra (Tema de Zé Maria)
  • 5) Caco de estrela - Zezé Motta (Tema de Xica)
  • 6) Toque de alba - Transfônica Orkestra (Tema do Contratador João Fernandes)
  • 7) Canção de ninar - Carla Villar (Tema de Clara)
  • 8) Tema de Xica(Qüenda) - Marcus Viana (Tema de Xica e João Fernandes)
  • 9) Capitão do mato - Tranfônica Orkestra (Tema de Jacobino)
  • 10) Encontro das águas - Eduardo Dusek (Tema de Martim e Das Dores)
  • 11) Escarlate - Marcus Viana e Transfônica Orkestra (Tema de Violante)
  • 12) Canção & Lundu - Collegium Musicum Brasiliensis (Tema do núcleo dos escravos)
  • 13) Coroação do rei do quilombo - Transfônica Orkestra (Tema de Quilôa)
  • 14) Brincadeiras Barrocas
  • 14.1) Antífona de Nossa Senhora
  • 14.2) Travessuras - Transfônica Orkestra (Tema de Úrsula e Xavier Cabral)

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • A novela causou muita polêmica na época por exibir Taís Araujo seminua com apenas 17 anos. A vara da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro notificou publicamente a Rede Manchete além de protestos de setores da sociedade pedindo para retirada da novela do ar.
  • Taís Araújo estava prestes a fazer 18 anos quando começou a fazer a novela, sendo a primeira protagonista de sua carreira. Sua segunda protagonista foi em Da Cor do Pecado quando tinha 24 anos e sua terceira protagonista foi em Viver a Vida, aos 31 anos. Também viveu uma das protagonistas de Cheias de Charme em 2012 aos 33 anos.
  • Xica da Silva levou a Rede Manchete de volta ao segundo lugar na audiência geral da televisão brasileira, depois de alguns anos em crise.[5] Mais uma vez a arma utilizada foi o erotismo e a forte retratação histórica. Para tanto a emissora investiu em torno de 6 milhões de dólares na produção. A novela contou com cerca de 150 figurantes e uma equipe de cerca de 70 profissionais entre câmeras, cenógrafos e pessoal de apoio.
  • Com primorosa e caprichada direção de Avancini, Xica da Silva foi uma novela empolgante, forte, sensual, realista, e não poupou em cenas de violência explícita. São inúmeras as sequências de assassinatos, execuções, estupros e até torturas. Um dos fortes momentos da novela aparece quando Maria, mãe de Xica, é morta tendo seus braços e pernas amarrados a quatro cavalos que, assustados por um tiro, correm em direções contrárias, esquartejando o corpo da negra em praça pública. Além dessa, as cenas que envolviam as bruxarias de Benvinda e Violante não economizaram em tecnologia e realismo.
  • As cenas de nudez ganharam destaque na trama. Adriane Galisteu foi quem mais apareceu nesta condição. Taís Araújo, por sua vez, não tinha idade para aparecer nua. A atriz era menor de idade, e por isso, quando ela fez 18 anos, Avancini comemorou. Uma semana depois do seu aniversário e depois de mais de 50 capítulos de espera, a atriz apareceu nua no capítulo do dia 2 de dezembro de 1996. A expectativa foi tanta que foi produzida uma chamada especial onde o locutor da emissora, Eloy Decarlo, dizia: "no calor do verão, Xica da Silva faz 18 anos". O assunto foi, inclusive, capa da Revista Manchete.
  • Destacou-se na novela a atriz Drica Moraes ao interpretar a vilã Violante, um papel marcante e um dos melhores de sua carreira.
  • O ator Alexandre Lippiani, que vivia o Padre Eurico, faleceu em desastre de automóvel em maio de 1997, antes do final das gravações faltando duas semanas para o final. Ele era dublador de filmes, principalmente do seriado "As Novas Aventuras do Super-homem", onde fazia a voz de Clark Kent.
  • Em 2005, o SBT causou uma grande surpresa no mercado televisivo brasileiro ao anunciar que adquiriu os direitos de exibição da novela; estreou a reprise em 28 de março, indo até 9 de dezembro do mesmo ano, às 22h. A trilha sonora da abertura da novela não era como na Rede Manchete com o tema Xica Rainha da Bloch Som e Imagem. O sucesso da reprise de Xica da Silva, que triplicou a audiência da emissora de Sílvio Santos recolocando-a na vice-liderança no horário, levou a Rede Bandeirantes a comprar os direitos de exibição de outra novela da Rede Manchete, Mandacaru, e reprisá-la no mesmo horário em 2006.[6]
  • O cantor Kiko Zambianchi e os atores Eduardo Conde, Rômulo Arantes e Cássia Linhares não participaram da novela, embora tenham seus nomes citados pela divulgação, na época.
  • O ator Marco Polo gravou os primeiros capítulos no papel de Zé Maria, inclusive aparecendo nas chamadas, mas desistiu do trabalho e foi substituído por Guilherme Piva, que fazia o papel de um "Dragão".
  • Taís Araújo se consagrou como a personagem título da novela, mesmo com as cenas em que aparecia nua e o sucesso de seu trabalho acabou levando a atriz para a Rede Globo.
  • Giovanna Antonelli processou o SBT por ter exibido a novela em 2005 sem a sua autorização. A atriz perdeu em segunda instância, tendo direito apenas a receber os direitos conexos (cerca de 10%).
  • Na abertura original da novela, exibida na extinta Rede Manchete, foram utilizadas fotos da igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto. As pinturas da igreja foram fotografadas e retocadas e animadas e deram origem a abertura que escandalizou os espectadores, pois nela, Xica é colocada no lugar de Nossa Senhora da Conceição que enfeitava a cúpula da igreja barroca. No final da abertura, um anjo tenta arrancar a roupa de Xica vestida de Nossa Senhora.

Países em que foi exibida e repercussão[editar | editar código-fonte]

Xica da Silva foi exibida na TVI (Portugal) em 1997 e reexibida na SIC Gold (Portugal) em 2003. Teve êxito no exterior, sendo transmitida em vários países como Rússia, Bolívia, Porto Rico, Panamá, Paraguai, Guatemala. No Chile a novela foi líder absoluta também em sua reprise.[7] Na República Dominicana a novela foi exibida quatro vezes e a atriz Taís Araújo foi recebida com honras de chefe de Estado.[8][9] Foi transmitida também em Angola,[10] Venezuela,[11] Equador,[12] Honduras,[13] Nicarágua,[14] Argentina,[15] Colômbia, Peru e Estados Unidos.[16][17][18][19] A novela fez sucesso nos Estados Unidos: segundo The New York Post (por Joe Rubi, 2000) foi a novela mais falada no país depois de Dallas (série) e dobrou a audiência da Telemundo; conforme Marc Berman, colunista de Mediaweek Online (2000), Xica recuperou a emissora como um todo. Taís Araújo foi contratada pela Telemundo por um ano para promover a novela e participou de um reality show da emissora. Por conta do êxito de Xica fez participação especial no também sucesso colombiano, Betty, a Feia. Na época foi eleita pela revista People espanhola uma das 50 personalidades mais bonitas do mundo.[20][21][22] De 14 de Novembro de 2006 a 24 de Agosto de 2007, Xica foi reapresentada nos EUA (pela terceira vez), porém, pela TV Azteca America. Em 2009, foi atração novamente na Argentina e conquistou mais um grande êxito: obteve excelente audiência no país a ponto de alcançar excelentes 9.3 pontos de média, ocupando o terceiro lugar isolado no ranking do Ibope. Encerrou sua jornada em terras portenhas como maior êxito fora das duas principais redes daquele ano. No último capítulo marcou 9 pontos de média, a melhor marca da emissora naquele dia.[23] Em 2010, Xica foi transmitida na Colômbia (pela segunda vez), no canal local privado de Bogotá City tv, em 2010 foi reprisada pela Canal 5 Paravisión, em 2014 também foi reprisada pela Unicanal (Canal 8 de TigoStar) do Paraguai, no Chile pelo Telecanal e Chilevision, no Equador por RTS e ecuavisa e na Guatemala (pela segunda vez) no canal 3, onde foi um grande êxito novamente. Em 22 de Julho de 2014 a novela estreou no Continente Africano nos países de Língua Portuguesa pela DSTV1.

Referências

  1. «José Carvalho». Academia Internacional de Cinema (AIC). Consultado em 2016-03-08. 
  2. «SBT reprisa a novela Xica da Silva, da extinta Manchete». Paraná Online. 27 de março de 2005. Consultado em 9 de junho de 2015. 
  3. «Melhor Telenovela Brasileira» (em espanhol). 20 minutos. 8 de janeiro de 2015. Consultado em 9 de janeiro de 2016. 
  4. «Xica da Silva: De Escrava a Rainha». Portal O Planeta TV. Consultado em 7 de janeiro de 2016. 
  5. «"Xica da Silva" comemora dez anos de estréia na TV». Terra. 16 de setembro de 2006. Consultado em 7 de janeiro de 2016. 
  6. «Reprise de "Xica da Silva" consolida horário no SBT». Folha Online. 16 de maio de 2005. Consultado em 7 de janeiro de 2016. 
  7. «Xica da Silva fecha a cortina com bastante audiência» (em espanhol). Lacuarta.com. 26 de março de 2003. Consultado em 8 de janeiro de 2016. 
  8. «Walcyr Carrasco». Observatório da Imprensa. 3 de outubro de 2001. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  9. «Produto Exportação». IstoÉ. 30 de dezembro de 2001. Consultado em 9 de janeiro de 2016. 
  10. «Xica da Silva: Você se lembra do Contratador da novela da TV Manchete?». R7. 8 de fevereiro de 2015. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  11. «Xica da Silva e a paixão pelas telenovelas» (em espanhol). Notitarde.com. 12 de outubro de 1998. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  12. «Veja como está hoje a protagonista da inesquecível novela "Xica da Silva"» (em espanhol). Ecuavisa. 28 de novembro de 2015. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  13. «Conheça as maiores curiosidades de "Xica da Silva", que completa 18 anos». IG. 22 de setembro de 2014. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  14. «Atriz de "Xica da Silva" denuncia racismo nas redes sociais» (em espanhol). El Nuevo Diario. 3 de novembro de 2015. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  15. «Muito mais que uma história de amor» (em espanhol). Clarín. 25 de abril de 2001. Consultado em 9 de janeiro de 2016. 
  16. «Uma escrava brasileira revive os "ratings" da TV latina» (em espanhol). Tiwy.com. 27 de setembro de 2000. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  17. «Globo surpreende e cogita remake de "Xica da Silva", da extinta TV Manchete». IG. 21 de julho de 2013. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  18. «Xica: Feita para a América» (em inglês). The New York Times. 17 de setembro de 2000. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  19. «"Xica da Silva" foi um marco na TV em todos os sentidos». Portal Popcorn. 22 de maio de 2015. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  20. «A manchete do dia». Observatório da Imprensa. 15 de setembro de 2009. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  21. «Xica da Silva». Tele Dramaturgia. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  22. «Tais brilha com luz própria» (em espanhol). People. 28 de abril de 2005. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  23. «Galã da década de 90 diz que foi esquecido e abre bar para sobreviver». Ego.globo.com. 4 de maio de 2014. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
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