Xica da Silva (telenovela)

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Xica da Silva
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero drama
romance
suspense
ficção histórica
fantasia
Duração 50 minutos Aproximado
Criador(es) Walcyr Carrasco
País de origem  Brasil
Idioma original (Português)
Produção
Diretor(es) Walter Avancini
Diretor(es) de criação João Camargo
J. Alcântara
Lizâneas Azevedo
Jaques Lagoa
Elenco Taís Araújo
Victor Wagner
Drica Moraes
e grande elenco.
Tema de abertura "Xica Rainha" - Marcus Viana, Patrícia Amaral e Transfônica Orkestra
"Xica da Silva" - Jorge Ben Jor
Tema de encerramento "Xica Rainha" - Marcus Viana, Patrícia Amaral e Transfônica Orkestra
"Xica da Silva" - Jorge Ben Jor
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Manchete
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 16 de setembro de 1996 - 11 de agosto de 1997
N.º de episódios 231

Xica da Silva é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela extinta Rede Manchete entre 16 de setembro de 1996 a 11 de agosto de 1997, em 231 capítulos substituindo Tocaia Grande e sendo substituída por Mandacaru.

Escrita por Walcyr Carrasco (sob o pseudônimo Adamo Angel), com colaboração de José Carvalho[1], ela contou com a direção de João Camargo e Jaques Lagoa, J. Alcântara, Lizâneas Azevedo e Walter Avancini que também foi o diretor geral da trama. Xica da Silva foi a única novela cujos protagonistas são baseados em pessoas e fatos reais. Francisca da Silva de Oliveira de fato viveu no Arraial do Tijuco, hoje Diamantina, no século XVIII. Sua vida já foi romanceada por Agripa Vasconcelos no livro "Chica que manda" e também através do filme de Cacá Diegues, que tem o mesmo nome da novela, em 1976. Tudo isso fez com que Taís Araújo fosse a primeira protagonista negra, em uma novela, da história da televisão brasileira.

Contou com Taís Araújo, Victor Wagner, Drica Moraes, Giovanna Antonelli, Murilo Rosa, Carla Regina e Guilherme Piva nos papéis principais da trama.

Xica da Silva foi eleita pelo jornal espanhol 20 minutos como a 6ª melhor telenovela brasileira de todos os tempos.[2]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Com forte retratação histórica e apelo erótico, Xica da Silva se consolidou como uma trama que retratou um Brasil cruel e impiedoso.

Século XVIII, o Brasil ainda colônia de Portugal, é um grande extrator de pedras preciosas e sua principal fonte de renda são os diamantes, que são descobertos por escravos em garimpos no interior de Minas Gerais (na época o estado era chamado de Capitania Geral de Minas). Entre as cidades com maior número de garimpos estava Arraial do Tijuco (hoje Diamantina) que se desenrola a trama de Xica da Silva, a escrava que virou rainha e escandalizou a sociedade hipócrita de sua época.

Baseada no livro Xica Que Manda de Agripa Vasconcellos, Walcyr Carrasco - sob o pseudônimo de Adamo Angel - levou ao público a história de Xica da Silva, uma mulher negra, escrava e muito inteligente, que conseguiu a independência ao se casar com o homem mais rico do Brasil Colônia.

A trama conta a saga de Xica (Taís Araujo), que junto com sua mãe Maria (Zezé Motta), são escravas do Comendador Felisberto Caldeira Brant (Reynaldo Gonzaga), homem mais importante que foi encarregado pelo Rei de extrair diamantes dos garimpos. Anualmente o comendador deve pagar tributos a Portugal, mas isso não o preocupa já que há uma arca repleta de diamantes que serão entregues ao emissário do rei.

A sociedade do Arraial do Tijuco é basicamente formada pelas famílias Comendador Felisberto, do capitão-mor Gonçalo (Eduardo Dusek) e do Sargento Mor Thomaz Cabral (Carlos Alberto). Para manterem o poder, eles pretendem casar seus filhos.

A família do Comendador é formada por sua esposa Emerenciana (Khristel Byancco), seus filhos Martim (Murilo Rosa), Clara (Adriane Galisteu) e Paulina (Maria Clara Mattos). O Poderoso pretendia casar o único filho varão com Das Dores (Carla Regina, filha do capitão-mor.

O capitão-mor repleto de interesses é casado com Dona Céu (Eliana Guttman) e além de Das Dores, ainda é pai de Ana (Ingrid Fridman) e Isabel (Ludmila Dayer). Já a família do Sargento Mor é formada por sua segunda esposa Micaela (Teresa Sequerra), seus filhos: Luís Felipe (Fernando Eiras), Santiago (Charles Muller), Xavier (Matheus Petinatti) e Violante (Drica Moraes), a grande vilã da trama.

Com apoio da justiça formada pelo Sargento e Capitão, Comendador Felisberto é a grande autoridade do Arraial e pretende vender Xica e sua mãe para o bordel do capitão do mato Jacobino (Altair Lima). Para se vingar, a escrava se alia a Quiloa (Maurício Gonçalves), um escravo apaixonado por ela e juntos roubam a arca com os diamantes; eles escondem as pedras preciosas para não despertar suspeitas e mais tarde poderem comprar suas cartas de alforria.

Com a chegada do emissário do rei, o Comendador descobre que foi roubado e procura os culpados. Em uma das primeiras cenas da novela, Emerenciana obriga Xica a contar a verdade, como a escrava se nega, a senhora a obriga a engolir um ovo cozido fervente. Xica fica com os lábios todos queimados e impossibilitada de falar.

Sem ter como dar os tributos ao Rei, Comendador Felisberto e sua esposa Emerenciana são condenados a prisão e vão cumprir pena em Portugal, perdendo assim todo patrimônio que possuem. Assim, seus filhos ficam no Brasil sem nenhum sustento e tentam refazer suas vidas.

Com a ruína da família Caldeira Brant, Clara vaga sem rumo quase nua, enquanto Martim e Paulina vão morar na pensão de Dona Benvinda (Miriam Pires) uma velha bruxa que cuidou sozinha de seu neto José Maria (Guilherme Piva), um homossexual que enfrenta os preconceitos da época. A velha bruxa hospeda vários hóspedes entre eles a costureira Elvira (Giovanna Antonelli), com quem pretende casar com seu neto para abafar comentários. No decorrer da trama os dois chegam a se unir, mas a relação se abala quando Xica dá a ele um negro chamado Paulo (Déo Garcez), o que faz José Maria ficar em dúvida entre seus desejos ou as aparências exigidas pela sociedade da época.

Com a prisão do Comendador e na ausência de alguém que ocupe o posto de contratador de diamantes, Xica é vendida para o Sargento Cabral, que a estupra. A negra se torna escrava de Violante, que histérica não perde a oportunidade de humilhá-la. Já Maria foge junto com Quiloa e juntos vão parar no quilombo de Serafina (Leci Brandão).

A partir disso Quiloa lidera uma revolta contra os senhores de escravo e faz de tudo para fugir da opressão da sociedade hipócrita movida pela cobiça dos diamantes. Para comandar a extração dos diamantes chega ao Arraial do Tijuco o Contratador João Fernandes de Oliveira (Victor Wagner), que é o noivo prometido de Violante.

Em uma visita a prometida, João Fernandes se apaixona por Xica e a compra do Sargento Mor. Totalmente encantado pela negra, o contratador faz de tudo para possuí-la mas a escrava se mostra difícil, o que o atiça ainda mais. Percebendo interesse do contratador, Xica se envolve com o extrator de diamantes e consegue sua alforria. A partir disso, o envolvimento entre eles se torna cada vez mais forte a ponto de João Fernandes assumir sua relação com a negra e desfazer seu noivado com Violante, que não suporta ser preterida por uma negra e jura fazer de tudo para acabar com a relação de Xica e João Fernandes.

Sempre desprezada pela sociedade branca do Arraial do Tijuco, Xica em uma cena antológica desfila pelas ruas do vilarejo com roupas finas, antes dedicada somente as mulheres brancas e causa o repúdio nos moradores. É nessa cena que Violante manda uma escrava jogar urina na negra, se tornando o estopim para outros moradores acertarem a ex-escrava com pedras e ovos podres.

Não sendo aceita, Xica resolve se vingar de todos que a desprezaram e não perde a oportunidade de vê-los em péssimo estado. Fugindo da mocinha tradicional que sofre em silêncio, Xica da Silva se vinga de seus algozes e chega a arrancar os dentes de uma escrava, que Violante pagou para seduzir o contratador. A negra transforma sua casa em um palácio vestindo suas mucamas como damas da corte, usando perucas coloridas e fazendo todos curvarem-se diante de seu poder. A ascensão da negra se dá quando João Fernandes manda construir um grande rio, a quem dá o nome de Mar de Xica, e compra um navio.

Paralelo a isso, Martim e Das Dores, antes prometidos, vêem sua relação ruir quando o pai da moça proíbe qualquer envolvimento depois do pai do rapaz ser preso como traidor da Coroa. Os dois resolvem fugir e para que isso dê certo armam um plano: o rapaz irá embora e a moça será dada como morta após ingerir uma erva. Tempo depois, ela acordará, será enterrada pelo amado. A situação se complica quando os dois são desmascarados e Das Dores é presa acusada de bruxaria e condenada a forca.

Para destruir a relação entre Xica e João Fernandes, Violante arma com um negro uma cena, que indica que a ex-escrava trai o contratador e dá certo. O homem mais importante expulsa a amada de casa, que volta a sofrer preconceito, já João Fernandes começa a se envolver com outras mulheres. Enquanto está pobre e na pior, Xica é responsável por libertar Das Dores da forca, ao mandar um garoto roer as cordas. Quando a filha do capitão-mor cai após a corda se romper, todos acreditam se tratar de um milagre. Livre para viver com seu amado, Das Dores se descobre grávida, mas acaba se separando de Martim. O filho dos dois levará a uma grande disputa, já que o pai da moça quer cuidar do filho para que ele possa levar o sobrenome da família adiante. Nesse período, o capitão-mor acaba assassinado.

Apesar das armações de Violante para separar o contratador e a negra, Xica faz as pazes com João Fernandes quando a peste chega ao Arraial do Tijuco e todos fogem quando ele contrai a doença. Voltando as boas com o homem mais importante do local, Xica volta a se vingar de todos. Durante a trama, ela invade a igreja durante um casamento, o local na época era proibido para negros, que cultuavam outra religião. Em uma cena inesquecível, Xica troca o corpo do Sargento Mor Cabral, que morre após levar um golpe durante uma briga ao descobrir que sua esposa Micaela está tendo um caso com seu filho Luis Felipe, por uma ossada de boi. No auge de seu poder, Xica envenena todos os rios, mananciais e poços do lugar para que, sem opção, eles venham se arrastar aos seus pés pedindo água. Como consequência, Violante que se recusa a pedir algo a negra toma um porre homérico e passa uma vergonha diante da cidade inteira, alguns chegam a pensar que ela está cada vez mais louca. A vingança de Xica contra todos chega aos ouvidos de Conde Valadares (Sérgio Britto), o governador de Minas, que vai parar no Arraial, mas nem ele consegue impedir as atitudes da mulher do contratador.

Para acabar com os desmandos de Xica, Violante escreve uma carta a Portugal exigindo a presença de um inquisidor e Frei Expedito (Dalton Vigh) é enviado ao Arraial, o que deixa a todos em alerta. O representante da igreja chega ao vilarejo causando terror e em busca de provas contra uma bruxa. Benvinda e sua amiga Fausta (Lu Grimaldi) fazem de tudo para incriminar Xica, mas a segunda é condenada a fogueira, onde morre queimada. Já a avó de José Maria, morre e quando pensava que ia transferir sua alma para um menino acaba presa em uma cabra.

Em sua busca incessante para acabar com Xica, Violante descobre que foi Maria quem assassinou o capitão-mor. A negra intermediava armas com o pai de Das Dores em troca de diamantes. Quando ele se recusou a seguir com o acordo ela o matou a facadas. Ao descobrirem quem era o assassino, ela foi condenada e esquartejada em praça pública. A negra teve braços e pernas amarrados a cavalos diferentes e quando os animais ouvem barulho de tiros saem em disparada rasgando a mãe de Xica em pedaços. A cena marcou a novela. A ex-escrava nada pôde fazer para salvar a mãe.

Cada vez mais obcecada em destruir Xica, Violante coloca uma negra como espiã na casa da mulher do contratador para colocar um vaso que represente o demônio. O envolvimento de João Fernandes com uma negra não é bem visto pela Coroa Portuguesa que exige que ele regresse aos pais, deixando Arraial do Tijuco sob o comando de Conde Valladares. Sem o apoio do marido, Xica acaba presa acusada de bruxaria.

Prestes a voltar a Portugal e não vendo como libertar a amada do domínio da inquisição, que na época tinha maior poder que o rei, João Fernandes acaba sendo surpreendido por Violante que lhe faz uma proposta: irá retirar a acusação de bruxaria que recai sobre Xica, mas em troca o contratador de diamantes terá que se casar com ela e juntos voltariam a Lisboa. Para salvar a amada, João Fernandes se casa com Violante, que retira a queixa e juntos partem para além mar. Já Xica é liberta e suas escravas são acusadas em seu lugar.

Após passar a noite de núpcias com Violante, João Fernandes abandona a esposa e volta ao Brasil para ficar com Xica, enquanto a vilã da trama enlouquece abandonada em seu castelo. As últimas cenas, após uma passagem de tempo eram a do casamento de Joana (Taís Araújo), filha de Xica (Zezé Motta), onde todos terminam felizes.

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Produção[editar | editar código-fonte]

Em 1996, Walcyr Carrasco era contratado do SBT. Porém a Manchete o contratou para escrever esta novela. Walcyr então, utilizou o pseudônimo de Adamo Angel, definido como escritor esotérico e com formação pela USP[3]. Por vários meses, o autor escreveu a novela usando uma identidade falsa. Essa identidade secreta do autor foi descoberta somente em abril de 1997[4].

Walter Avancini, o diretor da novela, imprimiu uma dinâmica espetacular ao texto, sempre com capricho e não deixou a novela cair no marasmo apesar da quantidade de capítulos: 231. A novela se manteve empolgante, sensual, realista, forte e marcada pelas cenas de violência. Cenas de opressão e agressão física eram constantes, principalmente aos escravos. No primeiro capítulo, o pai de Xica sofre cenas de tortura ao ser pego, tendo os dedos quase quebrados e ao ser obrigado a ficar com a cabeça dentro de um forno quente, porém a cena mais violenta foi a execução de Maria, mãe de Xica. As cenas de violência e eróticas surtiram efeito e a trama se consolidou, marcando média de 18 pontos com picos de 22. A novela anterior Tocaia Grande havia começado com 5 e terminado com 10.

Com a reconstituição fiel a época e o forte apelo erótico, Xica da Silva levou a Rede Manchete, na época já a beira da falência, ao terceiro lugar de audiência. Para isso, a emissora investiu 6 milhões de dólares e construiu em Maricá no Rio de Janeiro a cidade cenográfica de Arraial do Tijuco. Algumas cenas foram gravadas em Minas Gerais e as últimas cenas de Violante em um castelo foram registradas no Palácio do Marques de Pombal em Portugal.

O figurino fiel a época abusou das cores ao criar os figurinos de Xica, enquanto Violante usava cores sobras e raramente fugia do preto. Já os homens usavam cores diversas sem seguir uma regra, mas que demonstravam de alguma forma a posição social de cada um. Os únicos personagens que tinham uma espécie de uniformes eram os dragões (policiais, representantes da lei nos dias de hoje) que usavam peças azuis e amarelas. Foram usadas as mais diversas perucas em inúmeras cores, que eram usadas por aqueles que possuíam determinados títulos de nobreza.

O diretor realizou inúmeros testes para encontrar a intérprete ideal, e Tais Araujo, que estava gravando Tocaia Grande, acabou sendo a escolhida[5].

A trama contou com a participação de alguns atores portugueses como Antônio Marques, Lídia Franco, Rosa Castro André e Anabela Teixeira, que foram convidados pelo diretor Walter Avancini[6].

Entre os destaques da trama estão as cenas de nudez, a maioria delas protagonizadas por Adriane Galisteu, interprete de Clara. A atriz Tais Araujo, que na época tinha 17 anos não poderia aparecer nua e a Rede Manchete foi notificada a respeito[7]. Xica apareceu nua no capítulo do dia 28 de novembro de 1996, três dias após completar 18 anos[8]. Tais Araujo não gostou da situação e pediu que a direção utilizasse dubles em cenas de nus.

A atriz Tais Araújo recusou gravar uma cena onde insinuava que sua personagem Xica estava fazendo sexo anal com João Fernandes (Victor Wagner). A rebeldia da atriz incomodou o diretor Walter Avancini, que passou a criticá-la. Em sua defesa, Taís afirmou que Xica era conhecida pela sua inteligência e não pelo erotismo[9].

A trama também contou com a atriz pornô italiana Cicciolina (Ilona Staller), que em breve participação interpretou uma cortesã que dava golpe no povo do Arraial[10].

A abertura de Xica da Silva causou polêmica ao utilizar imagens da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, que eram animadas e colocavam a atriz Tais Araujo no lugar de Nossa Senhora da Conceição. Alguns devotos se irritaram e ameaçaram processar a Rede Manchete, o que não se confirmou. Na sequência, Xica era cercada por anjos barrocos na cúpula da igreja e alguns deles carregavam os nomes dos atores, no final um deles tentava despi-la e ela sorri maliciosamente. Já a abertura exibida em 2005, quando o SBT adquiriu os direitos de exibição da obra, continha imagens da novela misturada a arte barroca. As trilhas sonoras nas duas eram diferentes.

A trilha sonora original comercializada pela Rede Manchete tinha a atriz Tais Araujo na capa. O álbum tinha a maioria de suas músicas formadas por temas instrumentais. O tema de abertura era Xica Rainha, escrita por Marcos Viana e interpretada por Patrícia Amaral em conjunto com a Transfônica Orkestra. Na versão exibida pelo SBT em 2005 o tema de abertura era Xica da Silva de Jorge Ben, que não fazia parte da trilha original e havia feito parte do filme homônimo dirigido por Cacá Diegues em 1976.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Atores Portugueses[editar | editar código-fonte]

As Crianças[editar | editar código-fonte]

  • Ludmila Dayer - Isabel Gonçalo
  • Ingrid Friedman - Ana Gonçalo
  • Otávio Victoriense - Carlos Cabral

Participações Especiais[editar | editar código-fonte]

Atores Convidados[editar | editar código-fonte]

Atriz Convidada[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Reprise[editar | editar código-fonte]

Foi reapresentada pelo SBT entre 28 de março a 9 de dezembro de 2005, em 218 capítulos, às 21h15[11].

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Alguns historiadores afirmaram que a trama não retratava a realidade dos fatos e que ela havia se perdido no tempo. Diziam que a verdadeira Xica era feia e banguela e não tinha a sensualidade da personagem. A novela também errava quanto ao censo, pois na época em que se passa a novela havia mais homens do que mulheres (a novela mostrava o contrário). Quanto aos objetos usados na novela diziam que muitos deles pertencem ao século XIX, inclusive os calçamentos das ruas que surgiu neste século[12].

Durante a reprise de 2005 algumas atrizes ficaram constrangidas em rever as cenas da novela. Entre elas Adriane Galisteu, que afirmou que a trama a deixou traumatizada. Ela também contou que foi convidada apenas pra fazer 4 capítulos, mas que teve sua participação ampliada. O fato dela sempre aparecer nua a incomodava bastante, já que sua participação estava condicionada à nudez[13].

Exibição internacional[editar | editar código-fonte]

Xica da Silva estreou na TVI (Portugal) a 15-12-1996 e terminou a 03-11-1997[14]. Foi reexibida na SIC Gold (Portugal) em 2003. Teve êxito no exterior, sendo transmitida em vários países como Rússia, Bolívia, Porto Rico, Panamá, Paraguai, Guatemala. No Chile a novela foi líder absoluta também em sua reprise.[15] Na República Dominicana a novela foi exibida quatro vezes e a atriz Taís Araújo foi recebida com honras de chefe de Estado.[16][17] Foi transmitida também em Angola,[18] Venezuela,[19] Equador,[20] Honduras,[21] Nicarágua,[22] Argentina,[23] Colômbia, Peru e Estados Unidos.[24][25][26][27] A novela fez sucesso nos Estados Unidos: segundo The New York Post (por Joe Rubi, 2000) foi a novela mais falada no país depois de Dallas (série) e dobrou a audiência da Telemundo; conforme Marc Berman, colunista de Mediaweek Online (2000), Xica recuperou a emissora como um todo. Taís Araújo foi contratada pela Telemundo por um ano para promover a novela e participou de um reality show da emissora. Por conta do êxito de Xica fez participação especial no também sucesso colombiano, Betty, a Feia. Na época foi eleita pela revista People espanhola uma das 50 personalidades mais bonitas do mundo.[28][29][30] De 14 de Novembro de 2006 a 24 de Agosto de 2007, Xica foi reapresentada nos EUA (pela terceira vez), porém, pela TV Azteca America. Em 2009, foi atração novamente na Argentina e conquistou mais um grande êxito: obteve excelente audiência no país a ponto de alcançar excelentes 9.3 pontos de média, ocupando o terceiro lugar isolado no ranking do Ibope. Encerrou sua jornada em terras portenhas como maior êxito fora das duas principais redes daquele ano. No último capítulo marcou 9 pontos de média, a melhor marca da emissora naquele dia.[31] Em 2010, Xica foi transmitida na Colômbia (pela segunda vez), no canal local privado de Bogotá City tv, em 2010 foi reprisada pela Canal 5 Paravisión, em 2014 também foi reprisada pela Unicanal (Canal 8 de TigoStar) do Paraguai, no Chile pelo Telecanal e Chilevision, no Equador por RTS e ecuavisa e na Guatemala (pela segunda vez) no canal 3, onde foi um grande êxito novamente. Em 22 de Julho de 2014 a novela estreou no Continente Africano nos países de Língua Portuguesa pela DSTV1.

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

Xica da Silva
Trilha sonora de Vários artistas
Lançamento 1996
Duração 48:35
Formato(s) CD
Gravadora(s) Bloch Som e Imagem
Produção Marcus Vianna
  1. Xica rainha - Patrícia Amaral, Marcus Viana e Transfônica Orkestra (Tema de abertura)
  2. Qüenda - Patrícia Amaral (Tema de Xica)
  3. Trindade - Marcus Viana (Tema de Luiz Felipe e Michaela)
  4. Concerto de outono - Transfônica Orkestra (Tema de Zé Maria)
  5. Caco de estrela - Zezé Motta (Tema de Xica)
  6. Toque de alba - Transfônica Orkestra (Tema do Contratador João Fernandes)
  7. Canção de ninar - Carla Villar (Tema de Clara)
  8. Tema de Xica(Qüenda) - Marcus Viana (Tema de Xica e João Fernandes)
  9. Capitão do mato - Tranfônica Orkestra (Tema de Jacobino)
  10. Encontro das águas - Eduardo Dusek (Tema de Martim e Das Dores)
  11. Escarlate - Marcus Viana e Transfônica Orkestra (Tema de Violante)
  12. Canção & Lundu - Collegium Musicum Brasiliensis (Tema do núcleo dos escravos)
  13. Coroação do rei do quilombo - Transfônica Orkestra (Tema de Quilôa)
  14. Brincadeiras Barrocas / Antífona de Nossa Senhora / Travessuras - Transfônica Orkestra (Tema de Úrsula e Xavier Cabral)

Referências

  1. «José Carvalho». www.aicinema.com.br. Academia Internacional de Cinema (AIC). Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  2. 20minutos.es. «Mejor Telenovela Brasileña». listas.20minutos.es. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  3. «Manchete contrata esotérico para escrever "Xica da Silva"». Folha de São Paulo. 4 de junho de 1996. Consultado em 3 de dezembro de 2017 
  4. «As Tias" cancelado; A cara de Angel; Remake; Desaprovação». Folha de São Paulo. 17 de abril de 1997. Consultado em 3 de dezembro de 2017 
  5. «Protagonista tem 17 anos». Folha de São Paulo. 21 de julho de 1996. Consultado em 6 de agosto de 2017 
  6. «Portugueses atuam em 'Xica da Silva'». Folha de São Paulo. 21 de julho de 1996. Consultado em 5 de dezembro de 2017 
  7. «Nudez de 'Xica da Silva' fica adiada». Folha de São Paulo. 24 de novembro de 1996. Consultado em 6 de agosto de 2017 
  8. «"Xica" despida perde audiência». Folha de São Paulo. 30 de novembro de 1996. Consultado em 6 de agosto de 2017 
  9. «Polêmica pode levar Taís Araújo à Globo». Folha de São Paulo. 26 de maio de 1997. Consultado em 5 de dezembro de 2017 
  10. «Cicciolina chega para atuar em 'Xica'». Folha de São Paulo. 1 de junho de 1997. Consultado em 5 de dezembro de 2017 
  11. Daniel Castro (27 de fevereiro de 2005). «SBT reprisa 'Xica da Silva' e refaz 'Beija'». Folha de São Paulo. Consultado em 5 de dezembro de 2017 
  12. Daniel Castro (1 de dezembro de 1996). «Xica da Silva era feia e banguela». Folha de São Paulo. Consultado em 5 de dezembro de 2017 
  13. Daniel Castro (19 de junho de 2005). «Atrizes de "Xica da Silva" se dizem traumatizadas e constrangidas com a reprise da novela picante». Folha de São Paulo. Consultado em 5 de dezembro de 2017 
  14. «Cronologia 1995-1999» (PDF) 
  15. «La Cuarta: Xica da Silva baja el telón con batatazo de sintonía». 5 de março de 2016. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  16. «Walcyr Carrasco - Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito». Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito. 3 de outubro de 2001 
  17. «ISTOÉ Gente Online». www.terra.com.br. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  18. «Xica da Silva: Você se lembra do Contratador da novela da TV Manchete?». R7. 8 de fevereiro de 2015. Consultado em 10 de janeiro de 2016 
  19. «Xica da Silva e a paixão pelas telenovelas» (em espanhol). Notitarde.com. 12 de outubro de 1998. Consultado em 10 de janeiro de 2016 
  20. «Así luce hoy la protagonista de la recordada novela 'Xica da Silva'». Ecuavisa. 28 de novembro de 2015 
  21. «Conheça as maiores curiosidades de "Xica da Silva", que completa 18 anos». rd1.com.br. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  22. Diario, El Nuevo. «Actriz de "Xica da Silva" denuncia racismo en las redes sociales». El Nuevo Diario (em espanhol) 
  23. «Mucho más que una historia de amor». edant.clarin.com. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  24. «Uma escrava brasileira revive os "ratings" da TV latina» (em espanhol). Tiwy.com. 27 de setembro de 2000. Consultado em 10 de janeiro de 2016 
  25. «Globo surpreende e cogita remake de "Xica da Silva", da extinta TV Manchete». rd1.ig.com.br. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  26. «'XICA'; Made for America». The New York Times. 17 de setembro de 2000. ISSN 0362-4331 
  27. «"Xica da Silva" foi um marco na TV em todos os sentidos». 15 de fevereiro de 2016. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  28. «A manchete do dia - Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito». Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito. 15 de setembro de 2009 
  29. «Xica da Silva». Teledramaturgia 
  30. «Historias : People en Español». 11 de outubro de 2008. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  31. «Galã da década de 90 diz que foi esquecido e abre bar para sobreviver». Ego 
Wikiquote
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24.