O Farol (minissérie)

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Disambig grey.svg Nota: Para a canção de Ivete Sangalo, veja O Farol (canção). Para outros significados, veja O Farol (filme).
O Farol
Informação geral
Formato minissérie
Criador(es) Paulo Halm
Baseado em conto de Oswaldo Orico
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Wilson Solon
Adolph Rosenthal
Elenco Ângelo Antônio
Paulo Gorgulho
Othon Bastos
Denise Milfont
Vanessa Barum
Exibição
Emissora original Rede Manchete
Transmissão original 15 de abril - 2 de maio de 1991
Episódios 11
Cronologia
Ilha das Bruxas
Na Rede de Intrigas

O Farol é uma minissérie brasileira que foi produzida pela Rede Manchete e exibida de 15 de abril a 2 de maio de 1991 em 11 capítulos[1]. Escrita por Paulo Halm e baseada no conto “Luz na Tempestade”, do livro “Marabaixo” (1960), de Osvaldo Orico e direção de Wilson Solon e Adolfo Rosenthal, tendo Wilson Solon como diretor geral. A trilha sonora é de autoria do cantor Oswaldo Montenegro, onde a música "O Farol" é tocada em sua versão instrumental na abertura e no encerramento da minissérie.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Os presidiários Romão e Dinorá chegam a uma ilha deserta, distante do continente, para cumprir pena. Lá, entram em contato com o velho faroleiro Clemêncio, sua filha Sula e a fiel Bá. Com os detentos, chega um náufrago misterioso chamado Zoroastro, que não se recorda de como foi parar no mar, e que cai nas graças de Sula, que tem quinze anos, mesmo ela falando ter dezessete.

A solidão do farol aumenta a tensão de Romão e Dinorá. Junto aos planos de fuga surge o desejo. O primeiro envolve-se com Das Dores (mesmo ela sendo casada com João, que acaba sendo um marido ausente), o segundo tenta eliminar Zoroastro para se apossar de Sula. Desde o primeiro momento, Bá acha estranho o misterioso Zoroastro e pede para que Sula não mantenha contatos com ele, o que acaba não acontecendo, pois ela sempre acaba se encontrando com ele.

Com o isolamento na ilha, os personagens começam a ter delírios e sonhos surrealistas. Sula chega a sonhar que Zoroastro pode voar, já que o vê admirando as gaivotas todos os dias, chegando a dizer que viu suas asas e que estava sobrevoando por entre as nuvens, fazendo uma alusão ao mito de Ícaro. Joaquim chega a ver algumas vezes sua mulher Maria, às vezes acompanhada de sua filha.

Em um determinado momento, Zoroastro fica incomodado com o fato de uma gaivota ter batido contra o farol e mestre Clemêncio diz a ele que é por conta de que as aves se atraem pela luz do farol. Zoroastro consente com a morte do animal. Em um determinado momento, enquanto contempla as aves, Dinorá acaba sendo atacado por uma delas e, para defendê-la, Zoroastro acidentalmente empurra Dinorá que cai nos rochedos e é encontrado por Tomé e Clemêncio sem vida.

Enquanto ocorre uma chuva diluviana, para orientar a quem navega, Mestre Clemêncio tenta subir no farol, mas acaba passando mal e é socorrido por Zoroastro e Tomé, levando-o de volta para sua casa. Zoroastro se coloca a disposição para cuidar do farol, já que era preferido por Mestre Clemêncio para sucedê-lo.

Enquanto isso, Romão, ao tentar colocar em prática seu plano de fuga da ilha, tendo falado para Maria das Dores sua intenção de ir ao continente no barco de La Luna para poderem viver juntos num futuro próximo, encontra Joaquim, onde após um conflito, Joaquim acaba recebendo um disparo de arma de fogo feito por Romão (arma de João, que foi dada por Das Dores à ele), que consegue alcançar o barco e deixar a ilha. O disparo, porém, pegou Joaquim de raspão. Sula acaba indo até o farol e encontra com Zoroastro.

A noite prossegue com uma terrível tempestade onde La Luna acaba decidindo seguir a orientação de sua tripulação (João e Benito), por retornar à ilha e para isso, seguem a luz do farol. Momentos após, descobrem que Romão estava no barco e ao tentar convencê-los a continuar a rota para o continente, ele é pego e amarrado pelos braços. La Luna, aos poucos, consegue levar o barco de volta à ilha orientando-se pelo farol.

Zoroastro ao ver as aves chocando-se com o farol por conta da luz, acaba desligando o farol durante a tempestade, desorientando o capitão La Luna. Momentos antes, o Mestre Clemêncio sonhou que o farol tinha se apagado e ao acordar, viu que realmente a luz do farol estava apagada e vai até o farol. Ao final, uma tragédia: com o farol apagado, o barco do capitão La Luna – o todo-poderoso da ilha – acaba sendo levado para os rochedos[1]. La Luna e Benito conseguem deixar o barco por um bote e voltar à ilha, mas João e Romão acabam afundando com o barco. O fato de Romão ter afundado no mar e de, anteriormente, Dinorá ter caído contra os rochedos, confirmou a previsão sombria de Tomé que, ao recebê-los na ilha quando chegaram, apontando para o pequeno cemitério da ilha, alegou que ali terminariam seus dias.

Diante do farol, Clemêncio diz a La Luna que sente que o farol não é o mesmo, que ele perdeu seu encanto e que ele não é mais o guia da luz como ele mesmo se afirmava. La Luna dirige-se ao galpão para conversar com Zoroastro e ao perguntar a razão de desligar a luz, Zoroastro responde que era para salvar as gaivotas. Em razão disso, um barco vem até a ilha para levar Zoroastro cumprir pena de prisão. Antes, porém, Zoroastro despede-se de Sula.

Clemêncio assume que o farol seria desativado, especialmente pelo fato da tragédia que aconteceu. Ocorre que Joaquim decide ficar na ilha, e trazer sua família. Assim, Clemêncio, Tomé, Joaquim e La Luna continuam suas vidas em torno do farol. Aprisionado e atormentado, o misterioso Zoroastro lembra-se das gaivotas sobrevoando a ilha livremente, imaginando poder saltar e voar como elas.

No final, apesar de ter dito que acreditava no fim do encanto, Clemêncio afirma que não morreu em razão de ele mesmo ser o próprio farol, como se ele e o luminoso fossem um só. Sula percebe que há alguns pedaços do que seriam asas artesanais onde Bá atribui que foram deixadas por Zoroastro. Ao caminhar pela praia da ilha, Sula observa ao longe, na montanha as asas artesanais inteiras sendo alçadas e abertas por Zoroastro onde, ao encontrá-lo, eles se despedem e finalmente ele alça voo em direção à liberdade, como as gaivotas. Era um homem comum, como assume Clemêncio, mas reconhece que La Luna acertara ao dizer que a figura misteriosa de Zoroastro era mais um mistério do mar.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Ângelo Antônio Zoroastro
Paulo Gorgulho Romão
Vanessa Barum Sulamita (Sula)
Chiquinho Brandão Dinorá
Denise Milfont Maria das Dores (Das Dores)
Othon Bastos Capitão de La Luna
Sérgio Britto Mestre Clemêncio
Vanja Orico
Álvaro Freire Tomé
Vicente Barcellos João
Paulo Barbosa Joaquim
Isaura Oliveira Inês
Jurandir de Oliveira Benito
Malu Moraes Marisa

Reprises[editar | editar código-fonte]

Foi reprisada em duas ocasiões: de 23 de março a 4 de abril de 1992, em 11 capítulos, e entre 7 de novembro a 18 de novembro de 1994, em 10 capítulos.

Referências

  1. a b «O Farol». Teledramaturgia. 30 de abril de 2015. Consultado em 7 de novembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]