Charles Möeller

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Charles Möeller
Charles Möeller, em 2015
Nascimento 30 de abril de 1967 (52 anos)
Santos, SP
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Diretor de Teatro musical
Atividade 1988 – presente

Charles Möeller (Santos, 30 de abril de 1967) é um ator, diretor, cenógrafo, autor e figurinista brasileiro, atuante no teatro e na televisão. Ao lado de Claudio Botelho, forma a Möeller & Botelho, produtora responsável pelo renascimento do teatro musical no Rio de Janeiro, desde meados de 1990 e que mantém-se ativa até os dias atuais.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi no SESC de Santos que, aos 13 anos, fez seu primeiro curso de teatro, e participou de uma montagem amadora de "Morte e Vida Severina", de Chico Buarque e João Cabral de Melo Neto, interpretando o Anjo da Morte.

Em 1985, iniciou sua carreira de ator no teatro profissional na peça "O Noviço", com direção de Neyde Veneziano, interpretando o papel-título, Carlos.

Aos 16 anos, passou para a faculdade de Arquitetura, a qual cursou por um ano. Completou sua formação no Conservatório de Artes e Música (na Faculdade do Carmo, na Ponta da Praia), onde fez licenciatura de artes cênicas e artes musicais.

Apaixonado desde muito cedo por teatro, Charles começou, aos 14 anos, a viajar para São Paulo para assistir espetáculos. Em uma dessas idas à capital paulista, assistiu a uma trilogia do diretor e criador do CPT – Centro de Pesquisa Teatral, Antunes Filho: "Romeu e Julieta", "Nelson 2 Rodrigues" e "Macunaíma". Ali decidiu para sempre o que queria ser e fazer na vida. "A gente não escolhe ser ator. É algo que você é ou você não é. Eu não consigo ter outra imagem na minha cabeça, durante minha infância, que não seja querer fazer teatro, querer pertencer a este mundo", disse ele em uma entrevista.

Aos 18 anos, mudou-se de vez para São Paulo, onde participou, por três anos, do CPT – Centro de Pesquisa Teatral, fundado pelo diretor Antunes Filho. Neste período, passou a fazer assistência de cenografia para J.C. Serroni, com quem trabalhou em espetáculos como "Xica da Silva" (direção de Antunes Filho/1988), "Jogo de Cintura" (texto e interpretação de Jandira Martini e Marcos Caruso, com direção de José Renato/1988) e "Paraíso Zona Norte" (junção de 'A Falecida' e 'Os Sete Gatinhos', de Nelson Rodrigues, com adaptação e direção de Antunes Filho/1989).

Da cenografia, ele chegou aos figurinos. Em 1989, trabalhou com Gabriel Vilella em “O Concílio do Amor”, montagem do grupo Boi Voador. Por seu trabalho com os figurinos deste espetáculo, Charles ganhou os prêmios Mambembe, Shell, Apetesp e Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). O espetáculo foi apresentado de 16 de novembro de 1989 a 23 de dezembro de 1990, no Centro Cultural São Paulo, e contava, no elenco, com Mônica Salmaso, Jairo Mattos, Cacá Amaral e João Fonseca, entre outros.

Em 1990, Charles foi convidado para estrear na TV, interpretando o personagem Jota na novela ‘Mico Preto’, de Marcílio Moraes, Leonor Bassères e Euclydes Marinho; e direção de Dennis Carvalho e Denise Saraceni. Seu personagem era filho de Arnaldo, interpretado por Miguel Falabella.

Em 1991, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde assinou a cenografia e o figurino de "O Alienista", de Machado de Assis e direção de Almir Telles; "Dorotéia", de Nelson Rodrigues e direção de Carlos Augusto Strazzer; e "Hello Gershwin", musical de George Gershwin com direção de Marco Nanini, quando trabalhou pela primeira vez com Claudio Botelho. No mesmo ano, atuou em ‘A História de Ana Raio e Zé Trovão’, na TV Manchete. A novela, de Marcos Caruso e Rita Buzzar, tinha direção geral de Jayme Monjardim. Charles interpretava Werner.

Em 1995, ele participou da novela ‘A Idade da Loba’, de Alcione Araújo e Regina Braga, e direção geral de Jayme Monjardim. Na trama, uma produção da TV Plus / Band, ele interpretava Tadeu.

Em 1996/1997, Charles integrou o elenco de um dos maiores sucessos da TV Manchete, a novela ‘Xica da Silva’, escrita por Walcyr Carrasco (sob o pseudônimo de Adamo Angel) e dirigida por Walter Avancini. Xica da Silva trouxe de volta à Rede Manchete o terceiro lugar no ranking da televisão, fazendo com que a emissora recobrasse seu prestígio depois de anos de crise. A novela consagrou talentos como Taís Araújo, Drica Moraes, Giovanna Antonelli, Guilherme Piva e Murilo Rosa, entre outros. Charles interpretava Santiago, filho do Sargento-Mor Cabral (Carlos Alberto) e irmão de Violante (Drica Moraes), Luiz Felipe (Fernando Eiras) e Xavier (Matheus Petinatti).

Trabalhou como ator em espetáculos como "Colombo" (direção: Marcus Alvisi), "Lago 22" (direção: Jorge Takla), "A Gaivota" (direção: Jorge Takla), "Masther Harold e os Meninos" (direção: Antonio Mercado) e "Outra Vez" (direção: Sérgio Vitti).

Participou do grupo Os Fodidos Privilegiados, onde trabalhou com os diretores Antônio Abujamra e João Fonseca em "Exorbitâncias, uma Farândula Teatral" (ator, figurino e cenografia); "O Casamento" (figurino e cenografia), pelo qual recebeu o Prêmio Shell pelo figurino; "Auto da Compadecida" (figurino e cenografia); e "Os Libertinos: Tróilo e Créssida" e "Os Libertinos: Timon de Atenas" (cenografia).

Sob a direção de Ana Kfouri, fez a cenografia e o figurino de "Volúpia" e "Gula", ambos com roteiro da diretora.

Assinou também os cenários e figurinos dos espetáculos "De Rosto Colado", de Irving Berlin e direção de Marco Nanini; "O Médico e o Monstro", de Robert Louis Stevenson; "O Jovem Torless", de Robert Musil; "Os Fantástikos", musical de Schmidt & Jones; "Futuro do Pretérito", de Regiana Antonini; "Na Bagunça do Teu Coração", de João Máximo e Luiz Fernando Vianna, com direção de Bibi Ferreira; "Amor de Poeta", de Tiago Santiago, direção de André Mauro; e "Candide", opereta de Leonard Bernstein, com direção de Jorge Takla.

Em 2002, Charles fez a adaptação de "A Diabólica Moll Flanders", de Daniel Defoe. Para este espetáculo, protagonizado por Ary Fontoura, assinou também a direção e o cenário.

Charles também criou cenários e figurinos para óperas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e de São Paulo, entre elas "Cavalleria Rusticana", "La Bohème", "La Traviatta" e "Madama Butterfly".

Na TV Globo, Charles participou também de episódios dos programas Você Decide e A Vida como ela é.

Como diretor, Charles participou das minisséries da TV Globo ‘Dalva e Herivelto: Uma Canção de Amor’, de 2010, onde assinou a direção dos números musicais; e ‘Chiquinha Gonzaga’, de 1999, onde fez assistência de direção e a concepção artística no Theatro Municipal.

Em 2015, Charles assina o texto e a direção do sitcom 'Acredita na Peruca', protagonizado por Luiz Fernando Guimarães, e exibido em maio, pelo canal Multishow.

Trabalhos na TV[editar | editar código-fonte]

Ator de TV[editar | editar código-fonte]

Telenovelas[editar | editar código-fonte]

1996 - Xica da Silva (TV Manchete) - Santiago

1995 - A Idade da Loba (TV Plus / Band) - Tadeu

1991 - A História de Ana Raio e Zé Trovão (TV Manchete) - Werner

1990 - Mico Preto (TV Globo) - Jota

Seriados[editar | editar código-fonte]

1998 - Você Decide - episódio O Intruso (TV Globo)

1997 - Você Decide - episódio Vida Dupla (TV Globo)

1996 - A Vida como Ela é... (TV Globo)

1992 - Você Decide - episódio O Carrasco Nazista (TV Globo)

Diretor de TV[editar | editar código-fonte]

Minisséries / Seriados[editar | editar código-fonte]

2015 - Acredita na Peruca (Multishow) - Texto e direção

2010 - Dalva e Herivelto: Uma Canção de Amor (TV Globo) – Direção dos números musicais

1999 - Chiquinha Gonzaga (TV Globo) – Assistência de direção / Concepção artística no Theatro Municipal

Autor de TV[editar | editar código-fonte]

Minisséries / Seriados

2015 - Acredita na Peruca (Multishow) - Texto e direção

Trabalhos no Teatro[editar | editar código-fonte]

Ator de Teatro[editar | editar código-fonte]

1996 - A Gaivota - direção: Jorge Takla

1995 - Exorbitâncias, uma Farândula Teatral - direção: Antônio Abujamra

1994 - Lago 22 - direção: Jorge Takla

1992 - Colombo - direção: Marcus Alvisi

1990 - Masther Harold e os Meninos - direção: Antonio Mercado

1989 - Outra Vez - direção: Sérgio Viotti e Dorival Carper

1985 - O Noviço - direção: Neyde Veneziano

1980 - Morte e Vida Severina (montagem amadora no SESC de Santos)

Direção Teatral[editar | editar código-fonte]

2016 - Rocky Horror Show

2016 - O Que Terá Acontecido à Baby Jane

2015 - Versão Brasileira - Möeller & Botelho - 25 Anos de Musicais

2015 - Kiss, me Kate - O Beijo da Megera

2015 - Nine - Um Musical Felliniano

2014 - Os Saltimbancos Trapalhões - O Musical

2014 - Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos

2013 - Como Vencer na Vida sem Fazer Força

2012 - Milton Nascimento - Nada Será Como Antes - O Musical

2012 - O Mágico de Oz

2011 - Judy Garland - O Fim do Arco-Íris

2011 - Um Violinista no Telhado

2011 - As Bruxas de Eastwick

2010 - Hair

2010 - Gypsy

2010 - Versão Brasileira

2009 - O Despertar da Primavera

2009 - Avenida Q

2008 - A Noviça Rebelde

2008 - Beatles num Céu de Diamantes

2008 - Gloriosa - A Vida de Florence Foster

2007 - Sete - O Musical

2007 - Sassaricando - E o Rio Inventou a Marchinha

2006 - Ópera do Malandro em Concerto

2006 - Sweet Charity

2005 - Lado a Lado com Sondheim

2004 - Tudo é Jazz

2004 - Lupicínio e Outros Amores

2004 - Cristal Bacharach

2003 - Ópera do Malandro

2003 - Magdalena

2002 - Suburbano Coração

2002 - O Fantasma do Theatro

2002 - A Diabólica Moll Flanders

2001 - Um Dia de Sol em Shangrilá

2000 - Company

2000 - Cole Porter - Ele Nunca Disse que Me Amava

1998 - O Abre Alas

1997 - As Malvadas

Autor/Adaptador[editar | editar código-fonte]

2014 - Os Saltimbancos Trapalhões - O Musical (Adaptação)

2012 - Milton Nascimento - Nada Será Como Antes - O Musical

2008 - Beatles num Céu de Diamantes

2007 - Sete - O Musical

2004 - Cristal Bacharach

2002 - A Diabólica Moll Flanders - adaptação baseada em livro de Daniel Defoe

2001 - Um Dia de Sol em Shangrilá

2000 - Cole Porter - Ele Nunca Disse que Me Amava

1997 - As Malvadas

Cenógrafo/Figurinista[editar | editar código-fonte]

2016 - Rocky Horror Show - figurino

2008 - Beatles num Céu de Diamantes - figurino e cenografia

2007 - Sassaricando - E o Rio Inventou a Marchinha - cenografia

2006 - Ópera do Malandro em Concerto - figurino e cenografia

2003 - Magdalena - figurino e cenografia

2002 - O Fantasma do Theatro - figurino e cenografia

2002 - Suburbano Coração - figurino e cenografia

2002 - A Diabólica Moll Flanders - cenografia

2001 - Os Libertinos: Tróilo e Créssida - cenografia

2001 - Os Libertinos: Timon de Atenas - cenografia

2000 - Candide - figurino e cenografia

1999 - Gula - figurino e cenografia

1998 - Amor de Poeta - figurino e cenografia

1998 - Auto da Compadecida - figurino

1997 - Volúpia - figurino e cenografia

1997 - O Casamento - figurino e cenografia * Prêmio Shell de figurino

1997 - Na Bagunça do Teu Coração - figurino e cenografia

1996 - Os Fantástikos - figurino e cenografia

1996 - Futuro do Pretérito - figurino e cenografia

1995 - O Jovem Torless - figurino

1995 - Exorbitâncias, uma Farândula Teatral - figurino e cenografia

1994 - O Médico e o Monstro - figurino e cenografia

1993 - De Rosto Colado - figurino e cenografia

1991 - O Alienista - figurino e cenografia

1991 - Hello Gershwin - cenografia

1991 - Dorotéia - figurino e cenografia

1989 - O Concílio do Amor - figurino * Prêmios Mambembe, Shell, Apetesp e Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA)

1989 - Paraíso Zona Norte - assistente de cenografia de J.C. Serroni

1988 - Jogo de Cintura - assistente de cenografia de J.C. Serroni

1988 - Xica da Silva - assistente de cenografia de J.C. Seroai

Coreógrafo[editar | editar código-fonte]

2014 - Os Saltimbancos Trapalhões - O Musical[1]

Trabalhos na Ópera[editar | editar código-fonte]

Candide - Opereta cômica em dois atos - figurino e cenografia (2000 / 2002)

Cavalleria Rusticana - figurino e cenografia

La Bohème - figurino e cenografia

La Traviatta - figurino e cenografia

Madame Butterfly - figurino e cenografia

Prêmios[editar | editar código-fonte]

2010 Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Diretor Teatral Musical para Charles Möeller e Claudio Botelho por Gypsy

2009 Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Direção Teatral Musical: Charles Möeller & Claudio Botelho por O Despertar da Primavera Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) – GRANDE PRÊMIO DA CRÍTICA para Charles Möeller e Claudio Botelho pela contribuição ao Teatro Musical Brasileiro

2008 Prêmio Shell pela direção de 7 – O Musical Prêmio APTR de Teatro de Melhor Autor por 7 – O Musical Prêmio Shell para Charles Möeller e Claudio Botelho na Categorial Especial, pela expressiva contribuição ao gênero musical no cenário carioca

1997 Prêmio Shell de figurino por O Casamento Prêmio Sharp de melhor espetáculo por As Malvadas

1989 Prêmios Mambembe, Shell, Apetesp e Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) por cenário e figurinos em O Concílio do Amor

Referências

  1. «Charles Möeller». AbroadwayEAqui.com.br. 1 de julho de 2015. Consultado em 12 de dezembro de 2015