Alma Gêmea

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Alma Gêmea
Alma Gémea (PT)
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 50 minutos
Criador(es) Walcyr Carrasco
País de origem Brasil
Idioma original português brasileiro
Produção
Diretor(es) Jorge Fernando[1]
Câmera Multicâmera
Roteirista(s) Thelma Guedes
Elenco
Tema de abertura "Alma Gêmea", Fábio Júnior
Compositor da música-tema Peninha
Empresa(s) de produção Central Globo de Produção
Exibição
Emissora de televisão original Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 20 de junho de 2005 – 10 de março de 2006
N.º de episódios 227

Alma Gêmea é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo de 20 de junho de 2005 a 10 de março de 2006, em 227 capítulos,[3] substituindo Como uma Onda e sendo substituída por Sinhá Moça. Foi a 66ª "novela das seis" exibida pela emissora. Escrita por Walcyr Carrasco, com colaboração de Thelma Guedes, teve direção de Fred Mayrink e Pedro Vasconcelos e direção geral e direção de núcleo de Jorge Fernando.

Contou com Eduardo Moscovis, Priscila Fantin, Flávia Alessandra, Liliana Castro, Sidney Sampaio, Bia Seidl, Elizabeth Savalla e Ana Lúcia Torre nos papéis principais.[2]

Produção[editar | editar código-fonte]

Antes do início das gravações, elenco e equipe da telenovela assistiram à palestras com o antropólogo Giovani José da Silva e Carlos Eduardo Sarmento, professor da Fundação Getulio Vargas, respectivamente sobre cultura indígena e costumes socioeconômicos, culturais e políticos da década de 1940. Além disso, o antropólogo deu aulas de linguagem indígena para Priscila Fantin, André Gonçalves, Francisco Carvalho, Maria Silvia, Júlia Lemmertz e Thaíssa Ribeiro. Esses atores também contaram com a orientação da pesquisadora de prosódia Íris Gomes da Costa. Fernanda Souza, Emilio Orciollo Netto e Emiliano Queiroz fizeram aulas de prosódia caipira com Silvia Nobre. Marcelo Barros ganhou noções de prosódia nordestina. Liliana Castro fez aulas de piano com Claudia Castelo Branco e aprendeu passos de balé com Cissa Rondinelli. Eduardo Moscovis foi à Roselândia, em Cotia, São Paulo, conhecer as técnicas de enxertos e plantações de rosas – no local há mais de 300 espécies de roseiras. Malvino Salvador treinou em restaurantes de São Paulo o manuseio de utensílios culinários e a fabricação de pão. Para dar a vida à vilã Cristina, a atriz Flávia Alessandra assistia a filmes de terror, suspense, obsessão e loucura, em busca de inspiração para compor as diversas fases da personagem. A atriz também dispensava dublê nas cenas mais difíceis. Alexandre Barillari visitou o Presídio Ary Franco, no Rio de Janeiro, onde conversou com detentos para ajudar na composição do vilão Guto.

Cenografia[editar | editar código-fonte]

A trama teve cenas gravadas na Gruta do Lago Azul, em Bonito, Mato Grosso do Sul.

As cenas de Serena na comunidade indígena – incluindo seu nascimento, a morte da mãe, seu crescimento, a invasão e destruição da aldeia, até a partida para São Paulo – foram distribuídas por Bonito, no Mato Grosso do Sul, Carrancas, em Minas Gerais, e o bairro de Camorim, no Rio de Janeiro. Em Bonito, a produção de cerca de 70 profissionais contou com a ajuda de bombeiros, militares do Exército e uma equipe de rapel para transportar os equipamentos. No Camorim foi construída uma aldeia cenográfica feita basicamente de palha e madeira, com 13 ocas – incluindo a oca comunitária do pajé, a da mãe de Serena e a sala de aula onde Cleyde ensinava às crianças. Ali foram realizadas as cenas da invasão dos garimpeiros e do incêndio, que contaram com a participação de 80 figurantes. Pedaços da aldeia foram usados nas gravações em Bonito e em Carrancas. As primeiras gravações em São Paulo incluíram cenas de Serena passando por locais históricos da cidade, como a Estação Júlio Prestes, a Pinacoteca do Estado, o Museu do Ipiranga e a Catedral da Sé, além de cenas na Vila dos Ingleses com cerca de 20 atores figurantes.

A cidade cenográfica de Roseiral construída dos Estúdios Globo (antigo Projac) foi inspirada em várias localidades, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro da época em que se passa a trama. Também foram usadas como referências cidades do interior de São Paulo, como Bernardino de Campos (onde nasceu o autor Walcyr Carrasco) e a estância hidromineral Águas de Santa Bárbara; e municípios do Paraná, como Castro, Morretes, Antonina e Lapa. Erguida em uma área de nove mil metros quadrados, Roseiral comportava as casas de Rafael e Agnes, o prédio residencial de Vera, a vila da pensão de Divina, além de igreja, loja de flores, farmácia, estação ferroviária, barbearia, mercearia, prefeitura, cinema, sorveteria, consultório médico e sapateiro, alguns com interior. A estufa, um dos cenários relevantes da trama, ganhou uma parte externa na cidade cenográfica e interior em estúdio. Este foi um dos ambientes mais trabalhosos por conta da manutenção das rosas. As flores tinham de ser guardadas em geladeira, a uma temperatura entre oito e 12 graus, e não podiam ficar em locais abafados. Rosas artificiais foram misturadas às naturais para compor o cenário.

Figurino e caracterização[editar | editar código-fonte]

A década de 1920 da trama foi caracterizado por um figurino com cortes retos, sem cintura e bustos achatados para as mulheres, e roupas mais estreitas, acinturadas, com boca das calças mais fechada e uso do chapéu coco para os homens. Na década de 1940, seguiu-se o tom das comédias italianas do início da década de 1950, com referências, entre outras, a filmes do cineasta italiano Federico Fellini. Um dos destaques é Cristina, que abusava das cores vermelha, roxo e vinho, como uma típica vilã de desenho animado. Também teve repercussão a composição da personagem Kátia, de Rita Guedes, uma mistura das atrizes Veronica Lake, Lana Turner e Rita Hayworth e de Jessica Rabbit, personagem da animação Uma Cilada para Roger Rabbit, de Robert Zemeckis. A maior dificuldade encontrada pela equipe de maquiagem foi a caracterização dos índios. A solução para atender à agilidade da televisão e não se distanciar muito das referências do real foi adotar o carimbo.

Foi encomendada uma maquiagem especial à prova d'água para que a pintura resistisse ao suor das gravações e aos mergulhos no rio. Diariamente, os atores e figurantes eram carimbados e depois pintados com a tinta, em um processo que levava, em média, 40 minutos. Priscila Fantin ainda teve de escurecer os cabelos e alisá-los todos os dias. No núcleo da cidade, as atrizes usaram meias-perucas para fazer a diferenciação entre as duas fases da novela. Nicette Bruno e Walderez de Barros usaram uma peruca grisalha na década de 1940. Os atores, embora na vida real os homens já usassem gomalina nos anos 1920, só adotaram o recurso na segunda fase da trama, uma licença da equipe de caracterização para marcar a diferença.

Acusações de plágio[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2005, Walcyr foi acusado de plágio pelo escritor Carlos de Andrade, autor do livro Chuva de Novembro. Ele entrou com um processo exigindo 10% do faturamento da novela e alegando que ela era um plágio do seu livro. Chuva de Novembro conta a história do músico Caio, que se apaixona por Caressa, a quem dá uma rosa amarela. A prima Regina fica enciumada e arma um plano para matar Caressa, fazendo Caio viver uma vida solitária. Na novela, os personagens seriam Rafael, Luna e Cristina.[4] Um tempo depois, a escritora Shirley Costa também acusou Walcyr Carrasco de plágio; segundo ela, alguns detalhes de cenas e da história da novela foram copiadas do seu livro Rosácea. A escritora garantiu que o livro chegou às mãos do autor. Um primeiro laudo confirmou a ação de plágio.[5] Em abril de 2009, Carrasco foi absolvido da acusação. O perito identificou 185 pontos em comum nas duas obras, mas alegou não poder afirmar que seja plágio.[6] Em setembro do mesmo ano, alguns dias após o início da reprise da trama, a escritora recorreu da decisão e o processo foi reaberto.[7] Porém, em janeiro de 2010, o autor foi novamente absolvido pela Justiça. O juiz concluiu que "não houve plágio algum, posto que os textos comparados não apresentam pontos de identidade, características originais de enredo ou técnica de criação". Ele ainda diz que "os pontos semelhantes podem ser encontrados em diversas outras obras como mitologia grega, romances trovadorescos, contos nibelungos, literatura infanto-juvenil e nas próprias telenovelas".[8]

Enredo[editar | editar código-fonte]

A trama começa no ano de 1927, e é mostrado o grande amor entre Rafael (Eduardo Moscovis), um botânico que cria rosas, e Luna (Liliana Castro), uma jovem bailarina, doce e delicada. Quando os dois se conhecem é amor à primeira vista. Em poucos dias, eles se casam e logo têm um filho. Entretanto, no dia em que Luna faz sua primeira apresentação como bailarina principal, no Theatro Municipal de São Paulo - dia que deveria ser o mais feliz da vida do casal, ocasião que Rafael a presenteia com uma linda rosa branca preparada exclusivamente para ela, a rosa Luna - uma tragédia se abate sobre o casal. No meio de tanta felicidade, há um espinho: Cristina (Flávia Alessandra), a governanta da casa, é também prima de Luna. Amargurada, Cristina sente-se injustiçada. Luna é rica, casada com Rafael – a quem Cristina sempre desejou – e, para completar, herdou da avó as joias da família, que Luna usa no dia de sua estreia. Ao saírem do espetáculo, Luna e Rafael são surpreendidos por dois bandidos – sendo que um, Guto (Alexandre Barillari), é um admirador de Cristina –, que roubam as joias de Luna. Rafael, para defender a mulher, reage ao assalto e Guto, assustado, atira na direção do botânico. Luna, ao perceber que o marido será atingido, coloca o corpo na frente do dele para defendê-lo e leva o tiro no lugar de Rafael, e morre. Enquanto Rafael se desespera com a morte da mulher, num casebre distante nasce Serena (Priscila Fantin), filha de uma índia com um garimpeiro.

Serena cresce em uma aldeia indígena com estranhos comportamentos. Às vezes, olha para um lago e vê uma flor que ela não conhece – uma rosa branca – refletida nas águas. Em outros momentos, desenha casas grandes que não existem na região, o que chama a atenção de Cleyde (Júlia Lemmertz), a professora da aldeia. Cleyde acha um mistério o que ocorre com Serena, mas o pajé da aldeia explica que Serena tem um sonho dentro de si e, se o sonho for forte demais, ela terá que, um dia, buscá-lo. Vinte anos se passam. Serena vai crescendo e, enquanto isso, Rafael nunca esqueceu Luna. Tornou-se um homem sério e fechado em si mesmo e nunca mais foi capaz de criar uma nova espécie de rosa. Quando Serena se torna moça, um jovem índio, José Aristides (André Gonçalves), a pede em casamento. Ela fica em dúvida mas, após receber a notícia da morte da mãe e presenciar a invasão da aldeia por garimpeiros – sendo que um deles é seu pai –, decide partir em busca de seu sonho. Serena parte rumo a São Paulo, mais especificamente Roseiral, e, ao chegar na região, vai trabalhar como empregada na casa de Rafael. Quando os dois se veem, Serena o reconhece sem saber de onde, emocionada. Ele a encara surpreso. Há um momento mágico entre os dois. Por um instante, Rafael fica estranhamente perturbado. Em seguida, ele a trata de forma rude e ela sai assustada, mas acaba sendo contratada por Cristina para trabalhar na casa. O primeiro momento de Serena na casa é de grande emoção. Ela sente algo pelo lugar e, ao se encontrar com Felipe (Sidney Sampaio), filho de Luna, imediatamente sente um impulso de mãe para filho.

Ao mesmo tempo, mais importante que tudo, resta um amor que fala mais alto do que Rafael e Serena conseguem entender. Inicia-se assim a história entre Rafael e Serena, uma trama envolta em mistério, marcada por acontecimentos inexplicáveis e sempre cercada de muita emoção. Cristina e sua ambiciosa mãe, Débora (Ana Lúcia Torre), sentem que Serena representa uma ameaça aos seus planos: obter a fortuna de Rafael através de seu casamento com Cristina. O misticismo está presente na novela não só nos fenômenos que ocorrem com Serena, mas também através da personagem Alexandra (Nívea Stelmann), esposa do médico Eduardo (Ângelo Antônio). Ela sofre de esquizofrenia e chega a Roseiral acompanhada pela enfermeira Nair (Rosane Gofman), após receber alta do hospital onde estava internada. Com a orientação do terapeuta Julian (Felipe Camargo) e de sua assistente Sabina (Aisha Jambo), Alexandra descobre que seu problema é espiritual: a voz que a manda praticar agressões e suas premonições estão relacionadas à aproximação de espíritos. O tratamento com Julian ajuda Alexandra a voltar a ser feliz, o que salva seu casamento com Eduardo – antes de sua volta a Roseiral, o médico havia tido um envolvimento com Vera (Bia Seidl), a irmã de Rafael.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Priscila Fantin Serena Anauê
Eduardo Moscovis Rafael de Souza Dias
Flávia Alessandra Cristina Ávilla Saboya Dias
Ana Lúcia Torre Débora Ávilla Saboya
Alexandre Barillari Augusto Casali (Guto)
Drica Moraes Olívia Médici Siqueira
Malvino Salvador Vitório Santini
Luigi Baricelli Raul de Carvalho Siqueira
Fernanda Souza Mirna Gonçalves da Silva
Emílio Orciollo Netto Crispim Gonçalves da Silva
Cecília Dassi Mirella de Médici Siqueira
Sidney Sampaio Felipe Ávilla Blanco Dias
Kayky Brito Gumercindo Parreira
Fernanda Machado Dalila Santini
Rodrigo Phavanello Roberval Silvério / Roberval Albuquerque
Nívea Stelmann Alexandra Montenegro
Ângelo Antônio Dr. Eduardo Montenegro
Bia Seidl Vera Souza Dias
Marcelo Faria Jorge Amadeu
Elizabeth Savalla Agnes Ávilla Blanco
Walderez de Barros Adelaide Ávilla
Neusa Maria Faro Divina Santini
Fúlvio Stefanini Osvaldo Santini
Nicette Bruno Ofélia Santini
Rita Guedes Kátia Dantas
Felipe Camargo Dr. Julian Enke
Bruna di Tullio Madalena
Erik Marmo Hélio Santini
Aisha Jambo Sabine Bel-Lac
Tammy Di Calafiori Nina Santini
Andréa Avancini Terezinha
Lady Francisco Generosa
Marcelo Barros Alaor
Thiago Luciano Ivan dos Santos
Carla Daniel Zulmira dos Santos
Ernesto Piccolo Eurico
Emiliano Queiroz Bernardo dos Santos (Tio Nardo)
Umberto Magnani Elias
Rosane Gofman Nair
Keruse Bongiolo Judith
Michel Bercovitch Ciro
Ronnie Marruda Abílio Pedreira
Mariah da Penha Clarice Pedreira
Hilda Rebello Dona Filó
David Lucas Terê Dias
Renan Ribeiro Carlito de Médici Siqueira
Pamella Rodrigues Paulina Pedreira
Caroline Smith Ritinha

Participações Especiais[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Liliana Castro Luna Ávilla Blanco Dias
André Gonçalves José Aristides Anauê
Rodrigo Faro Zacarias
Luiz Gustavo Romeu Albuquerque
Betty Faria Marielza
Júlia Lemmertz Professora Cleyde
Othon Bastos Padre Álvaro
Louise Cardoso Doralice
Thaíssa Carvalho Aliena Anauê
Luciana Rigueira Jacira Anauê
Marcos Suchara Josias Anauê
Maria Silvia Jaçuí Anuê
Alexandre Zacchia Percival
Carolyna Aguiar Mafalda
Carvalhinho Padre
Castro Gonzaga Marcelino
Daniel Barcellos Dr. Ermelino
Duse Nacaratti Feiticeira
Francisco Carvalho Pajé José Anauê
Fred Mayrink Cantor do Clube da Cidade de Roseiral
Ilva Niño Almerinda
Jaime Leibovitch Juíz
Carlos Gregório Sr. Rodriguez
Luciano Vianna Xavier
Jorge Cherques Psiquiatra de Alexandra
Jorge Fernando Papai Noel
José Augusto Branco Argemiro
Júlio Braga Contador de Dr. Santos
Mário Cardoso Dr. Santos (advogado de Rafael)
Maurício Machado Baltazar Alvarim
Nina de Pádua Eliete
Roberto Bataglin Dr. Pandolfo
Ana Beatriz Braga Serena (criança)
Victor Hugo Cugula José Aristides (criança)
Haylton Faria Delegado
Rômulo Medeiros Padre
Adilson Girardi Guarda

Audiência[editar | editar código-fonte]

Exibição original

Sua estreia, em 20 de junho de 2005, substituindo Como uma Onda, obteve 36 pontos, com picos de 38.[9] O segundo capítulo da trama repetiu o sucesso da estreia, apresentando 36 pontos com picos de 39.[9] Em seus seis primeiros meses, a trama alcançou uma média de 37 pontos, e 59% de share, considerada a maior audiência da década.[10] Em 23 de janeiro de 2006, a trama alcançou recorde absoluto de audiência. Foram registrados 46 pontos de média.[11] Esse recorde foi superado uma semana depois, em 30 de janeiro, quando alcançou média de 48 pontos e picos de 53. Ficou apenas um ponto atrás de Belíssima, que em horário nobre marcou 49 pontos. No capítulo foram exibidas as cenas em que Mirna joga Cristina no chiqueiro.[12]

No dia 6 de março de 2006, a trama alcançou 49 pontos, com 75% de share.[13] No capítulo final da história, Alma Gêmea conquistou a maior média de fim de novela das 18 horas desde Sonho Meu, em 1994: 53 pontos com picos de 56, índice de novela das 20h.[14] Seu capítulo final bateu Belíssima, então trama do horário nobre na época.[15] Teve média geral de 39 pontos, a maior audiência do horário da década de 2000 e do século 21.[16][17]

Reprise

Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 24 de agosto de 2009 a 12 de março de 2010, em 145 capítulos, substituindo Senhora do Destino e sendo substituída pela mesma sucessora original Sinhá Moça. Foi a última novela a ser exibida pelo Vale a Pena Ver de Novo na década de 2000.[18][19][20][21][22][23] Sua reprise foi ao ar garantindo liderança com 18 pontos e 20 de pico. Os capítulos seguintes da trama foram surpreendentes, até mesmo superando alguns da antecessora, Senhora do Destino. No dia 20 de janeiro de 2010, segundo dados consolidados do IBOPE. Alma Gêmea no Vale a Pena Ver de Novo marcou média de 22 pontos no intervalo em que foi exibida, entre 14h36 e 15h51. Cama de Gato (exibida entre 18h10 e 18h57) e Tempos Modernos (exibida entre 19h22 e 20h14) marcaram 21 pontos cada.[24] No último capítulo, como em sua exibição original e sua reprise, atingiu pico de 33 pontos e uma média de 30 pontos no IBOPE, com 65% de participação. Durante toda reprise, Alma Gêmea teve ótimo desempenho, ultrapassando outras novelas inéditas da emissora Cama de Gato, Tempos Modernos e Malhação.[25]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional[editar | editar código-fonte]

Capa: Eduardo Moscovis

Alma Gêmea - Nacional
Trilha sonora
Gravação 2005
Gênero(s) Vários
Idioma(s) Português
Formato(s) CD
Download Digital
Gravadora(s) Som Livre
Cronologia de
Internacional
(2005)
N.º TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "Índia (India)"  Roberto CarlosSerena 03:45
2. "Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor"  Milton NascimentoHélio 04:02
3. "Um Segredo e Um Amor (Secret Love)"  SandyMirela 04:37
4. "Margarida"  Roupa NovaMirna 03:40
5. "Alma Gêmea"  Fábio Jr.Abertura 04:46
6. "Eterno Amor (True Love)"  Cídia e DanFilipe 02:45
7. "Uma Vez Mais"  Ivo PessoaRafael e Serena 03:26
8. "Diz Nos Meus Olhos (Inclemência)"  Zélia DuncanCristina 04:01
9. "Eu Não Existo Sem Você"  Maria BethâniaAgnes e Ciro 05:06
10. "Linda Flor (YaYa) (Ai, YoYo)"  Gal CostaOlívia 04:39
11. "A Vida Que a Gente Leva"  Leila PinheiroDalila 03:32
12. "Estrada do Sertão"  Elba RamalhoCrispim e Mirna 04:48
13. "Todo Seu Querer"  FagnerOlívia e Vitório 02:49
14. "Um Sonho de Verão (Moonlight Serenade)"  Jussara SilveiraKátia 03:46
15. "Acidente de Amor"  Gino & GenoCrispim 03:50
16. "Suíte dos Índios"  Mú CarvalhoNúcleo dos Índios 04:18

Internacional[editar | editar código-fonte]

Capa: Fernanda Souza e Emílio Orciollo Netto

Alma Gêmea - Internacional
Trilha sonora
Lançamento 2005
Gênero(s) Vários
Idioma(s) Português
Formato(s) CD
Download Digital
Gravadora(s) Som Livre
Cronologia de
Nacional
(2005)
N.º TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "My Funny Valentine"  Rod StewartRafael e Serena 02:50
2. "Moonlight Serenade"  Carly SimonHélio e Sabina 04:32
3. "Mr.Lonely"  FabiannoTema de Locação: Roseiral 02:39
4. "La Vie En Rose"  Stringe OrchestraTema de Locação: Roseiral 03:06
5. "Amapola"  The Royal Phillarmonic OrchestraTema de Locação: Roseiral 03:57
6. "Al Di Lá"  PaoloVitório e Olívia 02:53
7. "Fly Me To The Moon"  Frank SinatraRaul e Dalila 02:38
8. "Blue Moon"  SNZOlívia
Intervalo comercial
02:41
9. "Mitsy"  Ivo PessoaTema de Locação: Roseiral 03:57
10. "The Lover"  John K. SteffenTema de Locação: Roseiral 03:56
11. "At Last"  Kenny G featuring Artur SandovalZulmira e Eurico 04:08
12. "Sway"  Dean MartinGeral 02:46
13. "Frenesí"  MontserratGeral 03:09
14. "Mambo Nº 8"  Mambo ProjectNúcleo da Pensão da Divina 03:53

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Troféu Leão Lobo (2005)

Prêmio Contigo (2005)

APCA (2005)

Melhores do Ano - Domingão do Faustão (2005)

Prêmio Qualidade Brasil (2006)

Prêmio Top of Business (2005)

Prêmio Comigo Ninguém Pode (2005)

  • Emílio Orciollo Neto

PopTv (2005)

  • Melhor Novela

Exibição internacional[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Memória Globo. «Alma Gêmea - Trama Principal». Consultado em 18 de janeiro de 2014 
  2. a b «Alma Gêmea – Galeria de personagem». Memória Globo. Consultado em 30 de outubro de 2015. Arquivado do original em 4 de fevereiro de 2014 
  3. Memória Globo. «Alma Gêmea - Ficha Técnica». Consultado em 21 de dezembro de 2008 
  4. «Justiça: Alma Gêmea acusado de plágio por escritor». Estrelando. 25 de outubro de 2005 
  5. «Walcyr Carrasco é acusado de plagiar livro em novela». UOL. 26 de dezembro de 2007. Consultado em 12 de agosto de 2014 
  6. «Alma Gêmea: Walcyr Carrasco se livra de acusação de plágio». 180 graus. 3 de abril de 2009. Consultado em 12 de agosto de 2014 
  7. «Três autores acusam novela da Globo de plágio, diz coluna». Área Vip. 8 de setembro de 2009. Consultado em 12 de agosto de 2014 
  8. «Walcyr Carrasco é absolvido novamente em acusação de plágio». Diário do Grande ABC. 26 de janeiro de 2010. Consultado em 12 de agosto de 2014 
  9. a b Swerts, Flávia (25 de junho de 2005). «Alma Gêmea recupera audiência das 18h para Globo». Terra Tecnologia. Consultado em 10 de julho de 2010 
  10. «"Alma Gêmea" é trama das 18h com maior audiência». Folha Ilustrada. 3 de janeiro de 2006. Consultado em 2 de outubro de 2015 
  11. Carlos Ramos (25 de janeiro de 2006). «Alma Gêmea bate recorde audiência». O Fuxico. Consultado em 2 de outubro de 2015 
  12. Vera Jardim (31 de janeiro de 2006). «Alma Gêmea crava 48 pontos e fica só um ponto atrás de Belíssima». O Fuxico. Consultado em 2 de outubro de 2015 
  13. «Alma Gêmea: Últimos capítulos esquenta audiência». Estrelando. 7 de março de 2006. Consultado em 2 de outubro de 2015 
  14. Redação Terra (13 de março de 2006). «Ibope de "Alma Gêmea" ultrapassa o do BBB6». Terra Gente & Tv. Consultado em 2 de outubro de 2015 
  15. Redação Estadão Online (10 de março de 2006). «Chega ao fim a novela global Alma Gêmea». O Estado de S. Paulo. Consultado em 2 de outubro de 2015 
  16. Feltrin, Ricardo (18 de setembro de 2008). «Ibope de novelas desaba na Globo». Uol Notícias. Consultado em 19 de julho de 2017 
  17. Redação Terra (10 de março de 2006). «Último capítulo de "Alma Gêmea" tem audiência de novela das oito». Terra Gente & Tv 
  18. «Alma Gêmea estreia na segunda, dia 24, no Vale a Pena Ver de Novo». Rede Globo. 27 de julho de 2009. Arquivado do original em 12 de outubro de 2013 
  19. «Vale a pena ver de novo Mirna e Crispim de Alma Gêmea juntos. Dupla é sucesso!». Rede Globo. 28 de setembro de 2009 
  20. «Conheça quem é quem em Alma Gêmea, que estreia no Vale a Pena Ver de Novo». Rede Globo. 23 de agosto de 2009. Arquivado do original em 5 de setembro de 2014 
  21. «Alma Gêmea estreia na segunda, dia 24, no Vale a Pena Ver de Novo». Rede Globo. 18 de agosto de 2009. Arquivado do original em 13 de novembro de 2014 
  22. «Vale a Pena Ver de Novo: Alma Gêmea está de volta a partir de agosto». Rede Globo. 27 de julho de 2009. Consultado em 13 de novembro de 2014. Arquivado do original em 12 de outubro de 2013 
  23. «Alma Gêmea estreia na segunda, dia 24, no Vale a Pena Ver de Novo». Rede Globo. 18 de agosto de 2009. Consultado em 13 de novembro de 2014. Arquivado do original em 13 de novembro de 2014 
  24. «Reprise de "Alma Gêmea" tem audiência maior que novelas das 18h e 19h». Folha de S. Paulo. 21 de janeiro de 2010 
  25. «'Alma gêmea' tem média de 33 pontos no Ibope no último capítulo». Extra - Alma Gêmea. 12 de março de 2010 
  26. Redação APCA (2005). «Melhor atriz - Flávia Alessandra Melhores da APCA - Premiados de 2005» 🔗. Associação Paulista de Críticos de Artes. Arquivado do original em 28 de setembro de 2011 
  27. Redação Associação Prêmio Qualidade Brasil (2006). «Prêmio Qualidade Brasil 2006 – São Paulo». Associação Prêmio Qualidade Brasil 
  28. «Alma Gêmea - Curiosidades». Memória Globo. Globo.com. Consultado em 12 de julho de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]