Esplendor

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Esplendor
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero drama
romance
suspense
Duração 45 min. (aproximadamente)
Criador(es) Ana Maria Moretzsohn
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Elenco
Tema de abertura Que Não Se Vê (Come Tu Mi Vuoi)

Caetano Veloso

Exibição
Emissora original Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 31 de janeiro - 24 de junho de 2000
Episódios 125
Cronologia
Força de um Desejo
O Cravo e a Rosa

Esplendor é uma telenovela brasileira de época produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 18 horas, de 31 de janeiro a 24 de junho de 2000, em 125 capítulos,[1] substituindo Força de um Desejo e sendo substituída por O Cravo e a Rosa. Foi a 56ª "novela das seis" exibida pela emissora e a primeira trama do horário a ser exibida na década de 2000.

Escrita por Ana Maria Moretzsohn, com a colaboração de Glória Barreto, Daisy Chaves e Izabel de Oliveira e dirigida por Luciano Sabino, Ary Coslov e Maurício Farias, com direção geral e de núcleo de Wolf Maya.[2][1]

Contou com as participações de Letícia Spiller, Floriano Peixoto, Murilo Benício, Caio Blat, Christine Fernandes, Cássia Kis Magro, Gracindo Júnior e Joana Fomm.[1]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Rio de Janeiro, 1958. Flávia Cristina é uma moça determinada que sustenta o único irmão Bruno, mas não percebe que ele é um mau-caráter, um marginal que a explora. Ao tentar defendê-lo de um agiota, Flávia pensa ter matado o homem, e, receosa de ser descoberta pela polícia, foge para o sul do Brasil, sem perceber que sua mala carrega dólares roubados pelo irmão.

Na viagem conhece Flávia Regina, uma moça fisicamente parecida com ela que está indo trabalhar como governanta na Vivenda do Sombrio, numa cidadezinha fictícia chamada Esplendor. Flávia Regina resolve acompanhá-la, mas um acidente com o ônibus põe Regina em coma no hospital, enquanto Flávia Cristina é confundida com ela e levada para a casa de seus patrões.

Produção[editar | editar código-fonte]

As gravações externas da trama ocorreram em Cambará do Sul, Rio Grande do Sul, onde foram gravadas as imagens da protagonista chegando na fictícia cidade de Esplendor.

Originalmente Uga Uga, trama de Carlos Lombardi no horário das 19h estava escalada para substituir Força de um Desejo, porém ele não entregou a tempo um número de capítulos suficientes para que fosse avaliada e aprovada dentro do prazo limite, e Ana Maria Moretzsohn teve que ser escalada às pressas. Para não perder tempo, a emissora criou a trama com menos capítulos, cenários e personagens que as anteriores. Os atores protagonistas também tiverem que ser escalados às pressas e enfrentar o forte ritmo de gravação inicial.[3] A trama teve os títulos provisórios de Sem Saída e Sabor da Vingança, mas recebeu o título de Esplendor em referencia a cidade fictícia onde a história se passa.[4] A trama marcava o retorno de Tônia Carrero às novelas globais após doze anos, onde seu último trabalho foi a telenovela Sangue do Meu Sangue, no SBT.[1] A princípio, a novela teria apenas setenta capítulos, mas a produção de O Cravo e a Rosa, sua sucessora, estava extremamente atrasada. Esplendor foi prorrogada para 125 capítulos. A autora Ana Maria Moretzsohn declarou que não havia colocado na sinopse, que uma personagem sairia do coma. Segundo ela, isso seria uma "carta na manga" e que a "sinopse é também um produto de venda, tem que ser feita para convencer de que ali há material para uma novela".[5]

Cenografia[editar | editar código-fonte]

A Vivenda do Sombrio é, na verdade, a mansão em estilo vitoriano onde funciona o Centro Cultural Petrópolis, administrado pelo artista plástico Luiz Aquila. A cenografia envelheceu as paredes do imóvel para enfatizar o aspecto de abandono. Um paisagista, contratado especialmente para a novela, cobriu as paredes da mansão com heras falsas e disfarçou as esculturas do local com plantas. As imagens do canyon de Fortaleza, de Cambará do Sul, na Serra Gaúcha, foram inseridas por computadores na frente da casa. Para reforçar o aspecto fantasmagórico, a névoa característica da paisagem do sul do Brasil foi reproduzida artificialmente e objetos no interior da casa foram cobertos com lençóis brancos. Cadeiras de espaldar do século XIX e um piano de meia cauda dão o toque conservador da família Berger.[6] A mesma casa já havia sido utilizada na cenografia da novela Direito de Amar, em 1987, como a mansão do Sr. de Montserrat, personagem de Carlos Vereza.[6]

A fictícia cidade homônima foi construída no Projac, o complexo de estúdios da emissora. Cenas externas foram feitas em diferentes pontos do Rio de Janeiro: em Petrópolis, região serrana do estado, onde ficava a mansão de Frederico Berger (Floriano Peixoto); em Santa Teresa, onde se situava a fachada da mansão de Hugo Norman (Gracindo Júnior); e no Grajaú, na Zona Norte, onde se localizava o edifício em que Flávia Cristina (Letícia Spiller) morava com seu irmão Bruno (Caio Blat).[6]

Figurino e caracterização[editar | editar código-fonte]

Para compor visualmente seu primeiro papel como protagonista, Floriano Peixoto atuou com aplique nos cabelos e uma prótese de cicatriz no rosto, e trabalhou postura, projeção vocal e interiorização. Thaís Fersoza e Zezé Motta usaram megahair, e Cássia Kiss, um aplique de 60 cm no cabelo. Alguns atores, como Max Fercondini, Juliana Knust, Letícia Spiller e Thaís Fersoza, tiveram aulas de equitação e piano.[6]

Para garantir a fidelidade da reconstituição de época, a equipe da novela teve a assessoria do historiador Francisco José Vieira, que forneceu informações sobre hábitos e costumes da década de 1950. Cenografia, figurino, produção de arte e caracterização se basearam na pesquisa de jornais, revistas e filmes da época.

A figurinista Yurika Yamasaki confeccionou – e também comprou em brechós e lojas importadas de roupas usadas – peças características dos anos 1950, como vestidos godês, anáguas, sobretudos, casacas e outros modelos. O figurino do protagonista Frederico Berger remete aos anos 1940, com sobretudo e capas sóbrios, quase sempre pretos, já que ele era um personagem em eterno luto, traumatizado pelo passado e parado no tempo. Já o figurino do seu par romântico, Flávia Cristina, funcionava como o contraponto: vestidos com cores claras e alegres, refletindo a luminosidade do Rio de Janeiro. Na cena em que sua personagem aparece em um sonho, a atriz usou uma cópia de um vestido da atriz americana Grace Kelly.

Audiência[editar | editar código-fonte]

Exibição Primeiro episódio Último episódio Média geral Referências
Original
32 pontos
36 pontos
27,5 pontos
[7]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Letícia Spiller Flávia Cristina Sampaio
Floriano Peixoto Frederico Berger
Murilo Benício Cristóvão Rocha
Cássia Kis Adelaide Berger
Joana Fomm Olga Faria Norman
Gracindo Júnior Hugo Norman
Caio Blat Bruno Sampaio
Christine Fernandes Flávia Regina Pereira
Caco Ciocler Lázaro Povoa
Tônia Carrero Mimi Melody
Ítalo Rossi Vicente Almeida
Ângela Figueiredo Elisa Berguer
Zezé Motta Irene da Silva
Osmar Prado Rodolfo Bernardes
Cláudia Alencar Laura Bernardes
Thiago de Los Reyes Guilherme Berger (Gui)
Max Fercondini Frederico Berger (Fred)
Juliana Knust Helena Bernardes
Adriana Garambone Marisa Faria Norman
Marcos Palmeira[carece de fontes?] Francisco Hodges
Lucinha Lins Lígia Mallet
Guilherme Piva Marcelo Neves
Luiz Guilherme Augusto Silveira
Guga Coelho Luciano (Caçula)
Marcelo Saback Mariano Rodrigues
Karine Carvalho Suzy Mallet
Anselmo Vasconcelos Antônio Rajão
Thaís Fersoza Érica Berger
Henri Castelli Dino Ferreira
Edward Boggis Otávio Guerreiro
Ângela Rebello Gertrudes Santos
Chico Tenreiro Ivo Martins
Bijú Martins Sandro da Silva
Danielli Guerreiro Nina Rodrigues
Elísio Lage Cássio Arantes
Luiz Cláudio Júnior Pablo Bernardes

Participações Especiais[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Marcelo Serrado David Martins
Flávio Galvão Arnaldo Ferreira
Rosaly Papadopol Mariota


Música[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Capa: Letícia Spiller, Murilo Benício e Floriano Peixoto

TítuloMúsicaPersonagens Duração
1. "Love Is a Many Splendored Thing"  The LettermenFlávia e Frederico 02:38
2. "Nem Eu"  Dick FarneyNorman 02:45
3. "Cachito"  Nat King ColeLaura e Rodolfo 02:49
4. "Canção da Volta"  Elizeth CardosoAdelaide 03:23
5. "The Great Pretender"  The PlattersCristóvão 02:37
6. "A Volta do Boêmio"  Nelson GonçalvesTema Geral 03:01
7. "Who's Sorry Now?"  Connie FrancisFlávia Regina 02:16
8. "Bernardine"  Pat BooneNúcleo Jovem 02:08
9. "Blue Gardenia"  Cauby PeixotoMimi e Vicente 03:11
10. "The Diary"  Neil SedakaMarisa 02:15
11. "Muito Jovem (Just Young)"  Celly CampelloFred e Nina 02:26
12. "Se Todos Fossem Iguais a Você"  Sylvia TellesFlávia 03:31
13. "Abandono"  Ângela MariaOlga 03:00
14. "Mocinho Bonito"  Doris MonteiroBruno 01:50
15. "Johnny B. Good"  Chuck BerryNúcleo Jovem / Vinhetas de Intervalo 02:42
16. "Estrada do Sol"  Lucio AlvesFrederico 02:10
17. "Que Não Se Vê (Come Tu Mi Vuoi (Ao Vivo))"  Caetano VelosoAbertura 03:31
Duração total:
46:23

Referências

  1. a b c d e XAVIER, Nilson. «Esplendor - Teledramaturgia». Consultado em 25 de janeiro de 2014 
  2. Memória Globo. «Esplendor - Trama Principal». Consultado em 25 de janeiro de 2014 
  3. «Pressa é a palavra de ordem em "Esplendor"». Folha de S. Paulo. 30 de janeiro de 2000. Consultado em 26 de agosto de 2017 
  4. «De 'Vale tudo' a 'Cama de gato': quando as novelas tiveram outro nome». Extra Online. Consultado em 21 de maio de 2020 
  5. «O Passo Inicial das Tramas». Associação de Roteiristas. Consultado em 24 de julho de 2013. Arquivado do original em 2 de abril de 2015 
  6. a b c d e «Esplendor». Memória Globo. Consultado em 24 de julho de 2013 
  7. Mônica Santos (1 de fevereiro de 2000). «'Esplendor' mostra o suspense prometido». Diário do Grande ABC. Consultado em 30 de março de 2015