Esplendor

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Esplendor
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 45 min. (aproximadamente)
Criador(es) Ana Maria Moretzsohn
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Elenco Letícia Spiller
Floriano Peixoto
Murilo Benício
Joana Fomm
Cássia Kis Magro
Christine Fernandes
Caio Blat
Osmar Prado
Max Fercondini
Ver Mais
Tema de abertura "Que Não Se Vê", Caetano Veloso
Exibição
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 31 de janeiro de 200023 de junho de 2000
N.º de episódios 125 capítulos (original)
Cronologia
Último
Último
Força de um Desejo
O Cravo e a Rosa
Próximo
Próximo

Esplendor foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 18 horas, entre 31 de janeiro e 23 de junho de 2000, em 125 capítulos, substituindo Força de um Desejo e sendo substituída por O Cravo e a Rosa. Foi a 56ª "novela das seis" exibida pela emissora e a primeira trama do horário a ser exibida na década de 2000.

Escrita por Ana Maria Moretzsohn, com a colaboração de Glória Barreto, Daisy Chaves e Izabel de Oliveira e dirigida por Luciano Sabino, Ary Coslov e Maurício Farias, com direção geral e de núcleo de Wolf Maya.[1] [2]

Contou com Letícia Spiller, Murilo Benício, Floriano Peixoto, Christine Fernandes, Caio Blat, Osmar Prado, Max Fercondini, Joana Fomm, Gracindo Júnior e Cássia Kis Magro nos papéis principais da trama.

História[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Cidade do Rio de Janeiro, 1958. Flávia Cristina (Letícia Spiller) é uma moça determinada que sustenta o irmão mais novo, Bruno (Caio Blat), mas não percebe que ele é um mau-caráter, um marginal que a explora. Ao tentar defendê-lo de um agiota, Flávia pensa ter matado o homem, e, receosa de ser descoberta pela polícia, foge para o Sul do Brasil, sem perceber que sua mala carrega dólares roubados pelo irmão.

Na viagem, Flávia Cristina conhece Flávia Regina (Christine Fernandes), uma moça fisicamente parecida com ela que está indo trabalhar como governanta na Vivenda do Sombrio, numa cidadezinha chamada Esplendor. Flávia Regina resolve acompanhá-la, mas um acidente com o ônibus põe Regina em coma no hospital, enquanto Flávia Cristina é confundida com ela e levada para a casa de seus patrões.

Na Vivenda do Sombrio, o pequeno Gui (Thiago de Los Reyes) vê o espírito de sua mãe. Gui é um menino arredio e triste, que não fala desde a morte dela, em um acidente aéreo. Seu autoritário pai, Frederico Berger (Floriano Peixoto), é um rico industrial, que nunca se recuperou da perda da mulher, Elisa, e tornou-se um homem taciturno, que contagia, com sua tristeza, a todos na família.

Ao chegar à mansão dos Berger, Flávia assume a identidade da amiga, para fugir ao crime que pensa ter cometido, e espera resolver toda a situação quando Regina sair do coma. Porém, ela não esperava que seu irmão, Bruno, fosse procurá-la, em busca dos dólares, ameaçando-a de a levar à polícia por falsa identidade. Ela também sofre com a perseguição de Cristóvão (Murilo Benício), outro canalha, protegido da família Berger, o qual pretende conquistá-la.

A amarga e agressiva Olga (Joana Fomm) vive presa a uma cadeira de rodas desde o nascimento da filha, Marisa (Adriana Garambone). Casada com o médico Hugo Norman (Gracindo Júnior), ela sofre com o ciúme que sente de Adelaide (Cássia Kis Magro), irmã de Frederico Berger, uma mulher sofrida, mas o oposto da personalidade de Olga, cuidando, com todo o carinho, de todos na Vivenda do Sombrio, apesar de sua doença crônica.

Olga, com ódio dos Berger, une-se a Cristóvão, namorado de Marisa, para punir Frederico. No passado, seu único filho homem, Pedro, morrera num acidente, e ela acredita ser Frederico o responsável. Cristóvão também guarda um desejo de vingança, uma vez que sua família morrera na fábrica dos Berger.

Enquanto Flávia Cristina conquista a todos na Vivenda do Sombrio (incluindo o amargo Frederico Berger), Flávia Regina acorda do coma e descobre que sua amiga se apossara da sua identidade. Para desmascará-la, une-se a Cristóvão.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Produção[editar | editar código-fonte]

Para compor visualmente seu primeiro papel como protagonista, Floriano Peixoto atuou com aplique nos cabelos e uma prótese de cicatriz no rosto, e trabalhou postura, projeção vocal e interiorização. Thaís Fersoza e Zezé Motta usaram megahair, e Cássia Kiss, um aplique de 60 cm no cabelo. Alguns atores, como Max Fercondini, Juliana Knust, Letícia Spiller e Thaís Fersoza, tiveram aulas de equitação e piano.[3]

A Vivenda do Sombrio é, na verdade, a mansão em estilo vitoriano onde funciona o Centro Cultural Petrópolis, administrado pelo artista plástico Luiz Áquila. A cenografia envelheceu as paredes do imóvel para enfatizar o aspecto de abandono. Um paisagista, contratado especialmente para a novela, cobriu as paredes da mansão com heras falsas e disfarçou as esculturas do local com plantas. As imagens do Canyon de Fortaleza, de Cambará do Sul, na Serra Gaúcha, foram inseridas por computadores na frente da casa. Para reforçar o aspecto fantasmagórico, a névoa característica da paisagem do Sul do Brasil foi reproduzida artificialmente e objetos no interior da casa foram cobertos com lençóis brancos. Cadeiras de espaldar do século XIX e um piano de meia cauda dão o toque conservador dos Berger.[3] A mesma casa já havia sido utilizada na cenografia da novela Direito de Amar, em 1987, como a mansão do Sr. de Montserrat (Carlos Vereza).[3]

Outras locações foram no Projac e em outros pontos do Rio de Janeiro, Petrópolis, região serrana do estado, em Santa Teresa, no centro do Rio e no Grajaú.[3]

Tônia Carrero retornava às novelas globais após 12 anos, seu último trabalho fora Sangue do meu sangue, no SBT.[4]

A princípio, a novela teria apenas 70 capítulos, mas a produção de O Cravo e a Rosa, sua sucessora, estava extremamente atrasada. ''Esplendor foi prorrogada para 125 capítulos. "Esplendor deveria ter 70 capítulos e dobrou de tamanho. Não botei na sinopse a carta que eu tinha na manga, uma personagem que saía do coma — diz Ana Maria Moretzsohn. — Sinopse é também um produto de venda, tem que ser feita para convencer de que ali há material para uma novela.[5]

Audiência[editar | editar código-fonte]

A estreia da novela marcou uma média de 32 pontos, com picos de 38.[6]

Em 4 de março, 25 de março, 14 de abril e 15 de abril de 2000, registrou sua menor audiência: 20 pontos.

No penúltimo capítulo, exibido em 22 de junho de 2000, bateu seu recorde, com 35 pontos de média. O índice se repetiu no último capítulo.

Teve média de 28 pontos, considerada razoável para o horário, que exigia 30.[7]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Letícia Spiller interpretou a protagonista principal Flávia.
Murilo Benício interpretou o antagonista principal Cristovão.
Cássia Kis Magro interpretou a co-protagonista Adelaide.
Caio Blat interpretou o grande vilão Bruno.
Ator Personagem
Letícia Spiller Flávia Cristina Sampaio
Floriano Peixoto Frederico Berger
Murilo Benício Cristóvão Rocha
Cássia Kis Magro Adelaide Berger
Joana Fomm Olga Norman
Gracindo Júnior Dr. Hugo Norman
Caio Blat Bruno Sampaio
Ângela Figueiredo Elisa Berger
Ítalo Rossi seu Vicente
Tônia Carrero Mimi Melodie
Zezé Motta Irene
Caco Ciocler Lázaro
Max Fercondini Frederico Berger Júnior (Freddy)
Adriana Garambone Marisa Norman
Osmar Prado Rodolfo Bernardes
Cláudia Alencar Laura Bernardes
Guilherme Piva Neves
Christine Fernandes Flávia Regina
Luiz Guilherme Augusto
Lucinha Lins Sílvia Mallet
Guga Coelho Caçula
Marcelo Saback Mariano
Juliana Knust Helena Bernardes
Walter Breda José
Anselmo Vasconcelos Delegado Rajão
Thaís Fersoza Érica Berger
Henri Castelli Dino
Thiago de Los Reyes Guilherme Berger
Karine Carvalho Suzy Mallet
Edward Boggis Otávio
Biju Martins Sandro
Ângela Rebello Gertrudes
Chico Tenreiro Ivo
Elísio Lage Cássio
Daniele Guerreiro Nina
Luiz Cláudio Júnior Pablo

Elenco de apoio[editar | editar código-fonte]

em ordem alfabética

Ator Personagem
Bemvindo Sequeira David Martins
Carlos Gregório Dr. Carlos
Flávio Galvão Arnaldo
Henrique César Delegado de polícia
Marcelo Serrado Piloto
Rosaly Papadopol Mariota
Sérgio Loroza Santos

Músicas[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Capa: Letícia Spiller, Murilo Benício e Floriano Peixoto representados em desenhos como um cartaz de cinema

  1. "Love Is a Many Splendored Thing" - The Lettermen
  2. "Nem Eu" - Dick Farney
  3. "Cachito" - Nat King Cole
  4. "Canção da Volta" - Elizeth Cardoso
  5. "The Great Pretender" - The Platters
  6. "A Volta do Boêmio" - Nelson Gonçalves
  7. "Who's Sorry Now?" - Connie Francis
  8. "Bernardine" - Pat Boone
  9. "Blue Gardenia" - Cauby Peixoto
  10. "The Diary" - Neil Sedaka
  11. "Muito Jovem (Just Young)" - Celly Campello
  12. "Se Todos Fossem Iguais a Você" - Silvinha Telles
  13. "Abandono" - Ângela Maria
  14. "Mocinho Bonito" - Dóris Monteiro
  15. "Johnny B. Good" - Chuck Berry
  16. "Estrada do Sol" - Lúcio Alves
  17. "Que Não Se Vê (Come Tu Me Vuoi)" - Caetano Veloso

Referências

  1. Memória Globo. Esplendor - Trama Principal. Visitado em 25 de janeiro de 2014.
  2. XAVIER, Nilson. Esplendor - Teledramaturgia. Visitado em 25 de janeiro de 2014.
  3. a b c d e Esplendor Memória Globo. Visitado em 24 de julho de 2013.
  4. Esplendor Teledramaturgia. Visitado em 24 de julho de 2013.
  5. O Passo Inicial das Tramas Associação de Roteiristas. Visitado em 24 de julho de 2013.
  6. Mônica Santos (1 de fevereiro de 2000). 'Esplendor' mostra o suspense prometido Diário do Grande ABC. Visitado em 30 de março de 2015.
  7. Média Geral das Novelas Globais de 1975 á 2010 Portal Ibope Notícias. Visitado em 24 de julho de 2013.