Cabocla (1979)

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Cabocla
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero drama
romance
Duração 50 minutos
Criador(es) Benedito Ruy Barbosa
Baseado em Cabocla de Ribeiro Couto
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Herval Rossano
Elenco
Tema de abertura "Mágoas de Caboclo" por Nelson Gonçalves
Exibição
Emissora original Rede Globo
Transmissão original 4 de junho - 15 de dezembro de 1979
Episódios 170
Cronologia
Programas relacionados Cabocla (1959)
Cabocla (2004)

Cabocla é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 4 de junho a 15 de dezembro de 1979 em 170 capítulos.[1][2] Substituiu Memórias de Amor e foi substituída por Olhai os Lírios do Campo, sendo a 18ª "novela das seis" exibida pela emissora.

Em Portugal, a telenovela foi transmitida à noite pela RTP 2 entre 1982 e 1983.

Baseada no romance homônimo de Ribeiro Couto, foi adaptada por Benedito Ruy Barbosa sob direção de Herval Rossano. É a segunda adaptação da obra após a versão de 1959 da TV Rio.

Contou com as participações de Glória Pires, Fábio Júnior, Roberto Bonfim, Neuza Amaral, Gilberto Martinho, Arlete Salles, Simone Carvalho, Kadu Moliterno e Cláudio Corrêa e Castro.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Em 1924, Joaquim se surpreende quando o médico diz que seu filho, Luís Jerônimo, está com uma lesão no pulmão. Este é aconselhado pelo clínico a deixar o Rio de Janeiro. Ele vai para a fazenda do coronel Boanarges, que fica localizada na pequena e fictícia Vila da Mata, no Espírito Santo, em busca de um ar mais puro. Na fazenda do primo, o rapaz conhece Zuca, e os dois se apaixonam. Zuca é afilhada do coronel e noiva do destemido peão Tobias, que não se conforma de jeito nenhum em perder a cabocla para o forasteiro. Zuca e Luís Jerônimo vão enfrentar inúmeras dificuldades para viverem esse amor. A briga pelo poder local de Vila da Mata é destacada na figura dos dois coronéis da história: Boanerges e Justino. No meio dessa disputa, surge a paixão entre Belinha e Neco – ela, filha de Boanarges, e ele, filho de Justino. Os dois enfrentam a oposição das duas famílias para poderem ficar juntos. Neco abandona os estudos e decide dedicar-se à política local. Já Boanerges, para afastar sua filha de Neco, resolve levá-la para um convento. Ela é mandada embora, por não ter vocação, e decide enfrentar o pai para viver o seu amor. Joaquim, pai de Luís Jerônimo, se apaixona por Pequetita, e os dois vão viajar para a Europa. O romance entre Zuca e Luís é ameaçado com a chegada de Pepa a Vila da Mata. Apaixonada pelo forasteiro, ela tenta de todas as formas separar o casal. No entanto, para surpresa de todos, Pepa se acaba envolvendo com o coronel Justino e engravida dele. Neco surge como o novo líder político na região. Através do seu personagem, a novela passa a tratar da importância do voto consciente. Nos seus discursos contra os coronéis da região, o personagem Neco sempre apregoa: "O voto não se vende". No final da trama, Justino apoia a candidatura de Boanarges, pondo um fim à disputa política entre os dois. Luís Jerônimo chega a voltar para o Rio de Janeiro, mas não consegue de jeito nenhum esquecer Zuca. Ele consegue recuperar-se da tuberculose e acaba comprando uma fazenda na região. Contra a vontade dos pais, Zuca se casa com Luís numa igreja vazia. Os dois têm uma filha. O peão Tobias se casa com Mariquinha, filha do coronel Justino. Belinha e Neco se casam diante de uma plateia emocionada. Meses depois, Justino tem um filho e um neto – filho de Mariquinha e Tobias. Pepa está novamente grávida, e o filho de Belinha e Neco, prestes a nascer. Como amigos, o coronel Boanarges sobe ao palanque para discursar ao lado do genro.

Produção e curiosidades[editar | editar código-fonte]

As primeiras cenas da novela foram gravadas numa fazenda em Conservatória, distrito da cidade de Valença, no interior do Rio de Janeiro. Também teve uma grande mensagem socioeducativa por meio do personagem Neco (Kadu Moliterno). Abordou-se a importância do voto consciente na trama de Neco que em seus discursos contra os coronéis da região, o político sempre apregoava: “O voto não se vende”.

Cabocla foi a estreia de Glória Pires como protagonista de novelas. Nos dois últimos capítulos, a atriz adoeceu e foi substituída por Christiane Grossi, que era focalizada apenas de perfil. A atriz foi escalada para o papel depois do seu desempenho em Dancin' Days (1978). O romance homônimo de Ribeiro Couto já tinha sido adaptado pela extinta TV Rio em 1959. Nessa época, as novelas não eram diárias, e os protagonistas Zuca e Luís Jerônimo foram interpretados por Glauce Rocha e Sebastião Vasconcelos. Arlete Salles faria apenas uma participação especial, no primeiro capítulo, como Pepa, uma das mulheres com as quais Luís Jerônimo (Fábio Júnior) se envolve no Rio de Janeiro, antes de chegar a Vila da Mata. A convite de Herval Rossano, no entanto, a personagem acabou voltando à trama.[carece de fontes?]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem[1]
Glória Pires Zuca
Fábio Júnior Luís Jerônimo
Cláudio Corrêa e Castro Coronel Boanerges
Gilberto Martinho Coronel Justino
Roberto Bonfim Tobias
Fátima Freire Mariquinha
Simone Carvalho Belinha
Kadu Moliterno Neco
Arlete Salles Pepa
Neuza Amaral Emerenciana
Milton Moraes Joaquim
Ana Ariel Siá Bina
Yara Salles Generosa
Maurício do Valle Tomé
Patrícia Bueno Tina
Carlos Duval Zé da Estação
Gianfrancesco Guarnieri Padre Genésio
Sandra Barsotti Rosa
Ísis Kochdoski Pequetita Novais
Roberto Murtinho Dr. Edmundo Esteves
Íris Nascimento Ritinha
Cosme dos Santos Zaqueu
Oswaldo Louzada Felício
Lutero Luiz Desidério
Antônio Pompêo Pedrinho
Benjamin Cattan Jorge Adib
Rafael de Carvalho Fernando Romero, Barão de Pindamonhangaba
Marlene Figueiró Julieta
Gilberto Costa Nastácio
Paulo Pinheiro Vigário Gabriel
Augusto Olímpio Chico da Venda
Kleber Drable Capitão Macário
José Maria Monteiro Xexéu
Cahuê Filho Dr. Teles
Francisco Dantas Delegado André

Reprises[editar | editar código-fonte]

Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 9 de novembro de 1981 a 19 de março de 1982, substituindo Te Contei? e sendo substituída por Marron Glacê, em 95 capítulos.

Versões[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

  1. Andorinha - Gilson
  2. Pelo Sinal - Ruy Maurity
  3. Confidência - Fafá de Belém
  4. Assim é Meu Sertão - Sérgio Reis
  5. Morro Velho - Milton Nascimento
  6. Mágoas de Caboclo - Nelson Gonçalves (tema de abertura)
  7. Amora - Renato Teixeira (tema de Zuca)
  8. Você Vai Gostar - Vanusa
  9. Até Parece Um Sonho - Odair José
  10. Gosto de Maçã - Cauby Peixoto
  11. Cavalo Zaino - José Toledo (tema de Boanerges)
  12. Andorinha Preta / Sabiá Laranjeira - Nara Leão
  13. O Trem Tá Feio - Banda de Pau e Corda

Referências

  1. a b «Bastidores». Teledramaturgia. Consultado em 19 de janeiro de 2013 
  2. «Cabocla - 1.ª versão». Memória Globo 
  3. «Globo fará remake de 'Cabocla' em 2004». Diário do Grande ABC. 19 de novembro de 2003. Consultado em 24 de setembro de 2017