Kadu Moliterno
| Kadu Moliterno | |
|---|---|
Moliterno em 1999. | |
| Nome completo | Carlos Eduardo Moliterno |
| Outros nomes | Kadu |
| Nascimento | 20 de junho de 1952 (73 anos) São Paulo, SP |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Ocupação | ator |
| Atividade | 1970–presente |
| Cônjuge |
|
| Filho(a)(s) | 3 |
Carlos Eduardo Moliterno (São Paulo, 20 de junho de 1952)[1] é um ator brasileiro. Moliterno começou a atuar na televisão com papéis em As Pupilas do Senhor Reitor e Tilim (ambos em 1970), mas sua carreira ganhou maior destaque nas telenovelas O Príncipe e o Mendigo (1972) e O Pulo do Gato (1978), que o tornaram um dos atores mais populares de sua geração. A partir da década de 1980, ganhou reconhecimento nacional na novela Paraíso (1982) e na série Armação Ilimitada (1985–88). Nos anos seguintes, tornou-se recorrente em telenovelas e teve personagens importantes em diversas produções da TV Globo.[2]
Primeiros anos
[editar | editar código]Carlos Eduardo Moliterno nasceu em São Paulo em 20 de junho de 1952, filho do tenista Savério Moliterno e da dona de casa Zeni Magalhães Moliterno.[3] Desde a infância, Kadu é adepto da prática de esportes, sendo influenciado por seu pai a praticar tênis, ginástica olímpica e também pesca submarina.[3] Durante a juventude, trabalhou como contínuo em uma agência de publicidade. Ele foi convidado para participar de uma campanha editorial como modelo fotográfico para a revista Cláudia.[3] Realizou outros trabalhos e acabou iniciando carreira como ator, quase que por acaso, com pequenas participações na televisão.[3]
Carreira
[editar | editar código]Trabalhos iniciais como ator (1970—1979)
[editar | editar código]A carreira como ator começou ao fazer uma participação especial na novela As Pupilas do Senhor Reitor, em 1970, na RecordTV, onde ele interpretou o adolescente Pedro das Dornas na fase inicial da trama. O diretor Dionísio Azevedo estava à procura de um ator que se assemelhava com Fúlvio Stefanini, intérprete de Pedro na fase adulta, e viu a foto dele no ensaio da revista Cláudia, chamando-o para a produção.[4] Em seguida, interpretou Raul na novela infantil Tilim, ainda na Record, a qual era ambientada em um orfanato e acompanhava um garoto em meio a uma vida hostil.[5]
Foi convidado por Perry Salles, Miriam Mehler e Cláudio Corrêa e Castro para o elenco da peça Abelardo e Heloísa, onde ele foi dirigido por Flávio Rangel.[3] Interpretando o personagem Robert de Montboissier,[6] ele conta que foi este trabalho que o fez sentir o que era "verdadeiramente ser ator".[3] "Quando a luz se acendeu no palco, eu vi o que era a minha profissão, ter que diariamente ir para o teatro", descreveu Moliterno.[3] Ao mesmo tempo, teve seu primeiro protagonista na televisão na novela de romance medieval O Príncipe e o Mendigo com dois personagens. Ele interpretou o miserável Tom Canty e o Príncipe Eduardo VI, que se conhecem por acaso e percebem que são idênticos. A trama se desenvolve com os dois personagens decidindo trocar de lugar para conhecer as diferentes realidades da vida entre eles.[7] Sua interpretação foi elogiada pelo crítico Nilson Xavier, o qual escreveu que a novela fora valorizada "com sua dupla interpretação – seu porte físico foi um elemento importante na integração ator-personagem".[8]
"Vim com a peça Abelardo e Heloísa para o Rio e fui parar na casa de Janete Clair, porque uma amiga dela me disse: ‘Vá lá e fale com ela’. Eu fui, toquei a campainha, e Janete veio atender de óculos. Ela me olhou e perguntou: ‘Pois não?’. Falei: ‘Eu sou o Carlos Eduardo, ator de São Paulo, tal pessoa me mandou aqui’. E ela: ‘Impressionante, eu estava escrevendo agora um personagem que tem a sua cara. Suba aqui, por favor. Você faz o quê?’. Eu repeti que era ator e disse que estava em cartaz no teatro. Janete falou: ‘Leve esse bilhete para a dona Guta Mattos. Diga que esse personagem que estou escrevendo, o Osvaldo, é para você, está bem?’. Saí de lá dando pulos de alegria, não acreditei. Fui até Guta e falei: ‘Estive na casa de Janete. Ela me deu um papel".
— Moliterno sobre o encontro com Janete Clair no início de sua carreira.
Durante uma temporada da peça Abelardo e Heloísa no Rio de Janeiro, foi até a porta da autora Janete Clair para lhe pedir um papel em uma de suas telenovelas. Coincidentemente, ela escrevia um personagem que se encaixava no seu perfil. Assim, fez sua estreia na TV Globo interpretando o motorista Oswaldo na novela Selva de Pedra, em 1972, um dos maiores sucessos de audiência da história da televisão brasileira.
Após Selva de Pedra, Moliterno foi contratado pela TV Tupi em 1976 para fazer uma participação especial na reta final da novela A Viagem, no papel de Caíto.[3] Ficou contratado na emissora até 1977 e, neste período, teve personagens importantes em O Julgamento (1976), como o ex-seminarista André, jovem que tornou-se revoltado com a fé católica,[9] e em Um Sol Maior (1977), no papel do jovem Beto.[10]
Em sua volta para a TV Globo em 1978, interpretou o surfista Billy na novela das dez O Pulo do Gato. Seu personagem é um jovem de pouca cultura e um dos três "garotões" usados pelo personagem Bubby Mariano (Jorge Dória) para o seu "pulo do gato", que consiste em juntar jovens para dar golpes em socialites carentes.[11] O personagem fez sucesso e ele ficou conhecido com a identidade de Billy. Para o papel, ele comprou uma prancha de surf e passou a praticar diariamente.[3] Poucos meses depois, interpretou o playboy Vasco na novela A Sucessora. Seu personagem, na verdade, é sustentado pela esposa mais velha Germana (Arlete Salles) e lida com o autoritarismo dela.[12] Em 1979, interpretou o jovem candidato a prefeito Neco na novela rural Cabocla, de Benedito Ruy Barbosa.[13]
Protagonismo na TV Globo e sucesso definitivo (1980—1989)
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No início da década de 1980, estreou no horário das oito em Água Viva, de Gilberto Braga, onde ele interpretou o bom partido Bruno Fraga Simpson, filho da personagem Stella (interpretada por Tônia Carrero). Seu personagem é um herdeiro, fotógrafo de moda e melhor amigo do protagonista Nelson (Reginaldo Faria). Formou um triângulo amoroso com os personagens Janete (Lucélia Santos) e Marcos (Fábio Junior), mas acabou se envolvendo com Sandra (Glória Pires).[14]
Ele voltou a contracenar como par romântico de Glória Pires em As Três Marias (1980), onde ele interpretou o publicitário Lucas, um homem mulherengo que, sempre cercado de mulheres, acaba se apaixonando pelo jeito retraído de Maria José (papel de Pires).[15] Em 1981, voltou ao horário nobre em mais uma colaboração com Gilberto Braga em Brilhante. Interpretou Afonso, um jovem que quer ascender socialmente após não ter sucesso financeiro como nadador. Formou par romântico com Carla Camurati que interpretava Sônia, a quem ele se aproximou por interesse mas acabou apaixonando-se verdadeiramente.[16] No teatro, atuou no musical Doce Vampiro, em 1982, sob a direção Luciano Alabarse.[17]
O primeiro papel como protagonista em novelas da TV Globo veio com Zeca, em Paraíso, obra de Benedito Ruy Barbosa exibida no horário das seis. Interpretando um peão boiadeiro inquieto e corajoso, ele vive um romance proibido com Santinha (Cristina Mullins), assim chamada por lhe atribuírem milagres na infância. O relacionamento enfrenta a oposição feroz de Mariana (Eloísa Mafalda), mãe da jovem, uma beata amarga que sonha ver a filha seguir a vida religiosa. Para complicar ainda mais, Zeca carrega a fama de “Filho do Diabo”, alimentada pela crença de que seu pai guarda uma garrafa com um diabo em seu interior.[18][19]
Em 1983, atuou em Eu Prometo voltando a colaborar com Janete Clair após mais de dez anos de sua estreia na Globo. Ele interpretou Conrado, um homem que saiu do Rio Grande do Sul com a filha em busca de novas oportunidades no Rio de Janeiro, deixando a esposa Kely (Renée de Vielmond) sem notícias. Ele se aproxima de Lucas (Francisco Cuoco), conseguindo um emprego com ele, e vira disputa amorosa das irmãs Adriana (Julia Lemmertz) e Daisy (Fernanda Torres), filhas de Lucas.[20][21] No ano seguinte, interpreta Werner em Partido Alto, novela de Glória Perez e Aguinaldo Silva. Seu personagem, novamente, é um surfista rico e charmoso. Ele é disputado pelas mulheres mas foge de relacionamentos até conhecer Celina, interpretada por Glória Pires em sua terceira parceria como par romântico com Kadu.[22]
Foi em Partido Alto que o ator iniciou sua dupla com André De Biase, que interpretava seu melhor amigo na trama e tornou-se seu amigo na vida pessoal. Os dois levaram até o diretor Daniel Filho um esboço de projeto que envolvia esportes e aventura para televisão. O diretor gostou da ideia e o concretizou na série Armação Ilimitada, que estreou em 1985 trazendo os dois como os protagonistas Juba (Moliterno) e Lula (De Biase) ao lado Zelda Scott, interpretada por Andréa Beltrão, que interpretava a namorada dos dois. O seriado foi um sucesso e permaneceu quatro anos no ar, em três temporadas, e foi considerado um marco revolucionário na televisão por sua alta produção nas cenas de ação e trama ousada.[23][24] Após o encerramento da série, foi realizado o spin-off Juba & Lula, focado na amizade da dupla e com temas de ecologia e esporte e exibido no período da tarde nas férias escolares.[25]
Amadurecimento dos personagens (1990—1999)
[editar | editar código]Durante a década de 1990, Moliterno deixou de lado a imagem de jovem surfista mulherengo e recebeu novos personagens com perfis mais maduros e sérios. Na série Fronteiras do Desconhecido, em uma rápida passagem pela Rede Manchete, interpretou Orlando no episódio "A Matéria dos Sonhos", que contava uma história sobrenatural.[26] Em seguida, atua como um dos personagens principais de O Dono do Mundo (1991), novela escrita por Gilberto Braga para o horário das oito. Ele deu vida a Rodolfo, um jornalista rico, de bom caráter e viúvo que morava na Itália e decide ficar no Brasil após se apaixonar por Stella (Glória Pires), recém separada, com quem estudou na faculdade.[27]
Colaborou com Gilberto Braga novamente na minissérie Anos Rebeldes em 1992 na pele do professor de história Inácio Avelar. No romance político ambientado na ditadura militar, ele é um homem politizado mas moderado, que vai contra os métodos "pouco ortodoxos" da esquerda. Mesmo assim, ele vira alvo da repressão. Envolve-se com Natália (Betty Lago), uma mulher infeliz no casamento, mas o estilo de vida caro dela vira um problema na relação.[28] Entre 1992 e 1993, fez participações em episódios do seriado Você Decide e na novela Renascer como Rafael, rapaz que entra na trama para reatar o romance com Lu (Leila Lopes).[29] Esteve ainda na série Sex Appeal (1993) no papel de Renato, um herdeiro de uma indústria têxtil que torna-se um possível patrocinador para o concurso de moda que se concentra a trama.[30]
Em 1994, obteve destaque na minissérie Memorial de Maria Moura como o padre José Maria. O personagem entra em conflito com a castidade ao se apaixonar por Bela (Bia Seidl), uma mulher casada, e acaba indo contra os dogmas da igreja a ter relações com ela, gerando uma gravidez inesperada. Após ela ser assassinada pelo marido, revolta-se e integra o bando de Maria Moura (Glória Pires), formado por pessoas injustiçadas, para conquistar as terras de seu pai.[31] No mesmo ano, fez uma participação especial nos primeiros capítulos de Pátria Minha, interpretando o filho do casal Raul (Tarcísio Meira) e Tereza (Eva Wilma), que morre num acidente.[32] Exercitou o seu lado cômico na novela Quatro por Quatro, de Carlos Lombardi, como o atrapalhado Samuel Spadafora, um detetive particular, no qual ele se inspirou no personagem Mário Fofoca, personagem de Luis Gustavo em Elas por Elas.[3]
Dois anos mais tarde, retorna às novelas em Vira Lata (1996), outra de Carlos Lombardi, na pele do policial Romeu Buonaventura, amigo do protagonista Bráulio (Murilo Benício).[33] Em 1997, realiza sua sexta parceria com Glória Pires ao protagonizarem o remake Anjo Mau, de Maria Adelaide Amaral, onde esteve como o empresário Rodrigo Medeiros. Ele é um rapaz que tenta ajudar o pai nos negócios da família, mas não consegue ter a confiança do pai (José Lewgoy) que o considera fraco e manipulável. Ele está de casamento marcado com a interesseira Paula (Alessandra Negrini), mas torna-se alvo do amor de Nice (Pires), ambiciosa babá que começa a trabalhar na casa da família Medeiros com objetivo de ascender socialmente.[34][35]
Após participações especiais em Você Decide e A Turma do Didi (ambas em 1998), encerrou o decênio no núcleo protagonista da novela Suave Veneno (1999), escrita por Aguinaldo Silva para o horário das oito. Em Suave Veneno, ele interpretou o executivo Álvaro Figueira, o esposo da grande vilã perversa Maria Regina, interpretada por Letícia Spiller, que o humilha constantemente.[36]
Prosseguimento da carreira (2000—2010)
[editar | editar código]Moliterno iniciou a nova década em mais uma parceria com Aguinaldo Silva no horário das oito em Porto dos Milagres, em 2001, no papel do médico Rodrigo. Seu personagem se envolve com Dulce (Palomma Duarte) e tem um forte senso de justiça, denunciando as ilegalidades do prefeito Félix (Antônio Fagundes), a quem o tem como inimigo.[37] No ano seguinte, realiza participação no início da novela Desejos de Mulher como o advogado Heitor, pivô da separação de Fernanda (Deborah Evelyn) com Chico Maia (Eduardo Moscovis).[38] Ainda em 2002, foi convidado para estrelar o elenco adulto da 9.ª temporada de Malhação, onde interpretou o esportista Cézar Rodrigues, que sofre um erro médico e perde 4cm de sua perna, impossibilitando-o de seguir sua vida profissional no esporte. Este é o motivo do conflito entre o romance dos protagonistas, sendo o filho dele e a filha do médico responsável.[39]
Em agosto de 2003, fez uma participação especial na novela Kubanacan ao lado de Thaís de Campos, interpretando um casal. Ele é o cientista Dr. Emanuel Moralez, responsável pela criação da fórmula da fênix que os protagonistas procuram.[40] Em 2004, entrou para o elenco da novela Celebridade, de Gilberto Braga, na reta final como o editor Daniel Freire, que ocupa o lugar na revista Palavra após a morte de Queiroz (Otávio Müller).[41] Fez uma aparição nos capítulos finais de Da Cor do Pecado, ainda em 2004, como um locutor de um torneio de surfe.[42] Por fim, integrou o elenco principal da novela Como Uma Onda, de Walther Negrão, no papel de Amarante, um pescador líder na aldeia de pescadores em que a trama se passa. Ele é casado com Lavínia (Maria Fernanda Cândido) e filho de Francisquinha (Laura Cardoso) e é dado como morto no mar no decorrer da novela, mas é salvo por uma mulher que passa a cuidar dele.[43]
Ele voltou a exercitar o seu lado cômico em Bang Bang, novela de 2005 escrita por Mário Prata e Carlos Lombardi, no papel de Jesse James, um bandoleiro que se hospeda na cidade Albuquerque ao lado de Billy The Kid (Evandro Mesquita) para fugir da polícia. Para esconder suas identidades, eles se travestem de Denaide e Henaide, respectivamente, duas irmãs solteironas.[44]
Em 2007, ele interpretou o seringalista Antônio de Sousa Braga na minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes. Na trama, ele é opositor de Chico Mendes no território da então República do Acre, sendo contra os impostos cobrados pelo novo governo e que assumiu a presidência do local após um golpe de Estado.[45] Retornou às telenovelas em 2008 como Gaspar em Beleza Pura, escrita por Andréa Maltarolli para o horário das sete. Seu personagem é um cirurgião-plástico na Clínica Beleza Pura e envolve-se com expansiva Ivete, personagem de Zezé Polessa. No decorrer da trama, ele descobre ser o pai de Rakelli (Isis Valverde).[46]
Em 2009, foi escalado para o remake Paraíso, vinte e sete anos depois de protagonizar a primeira versão da novela. Nesta, ele assume o papel de Raul Bertoni, proprietário do bar mais frequentado da cidade. Ele disputa o amor de Zuleika (Cristiana Oliveira) com o próprio pai, Nono (José Augusto Branco), quando ambos se apaixonam por ela.[47][48] Entrou para o elenco da segunda temporada da série adolescente Geral.com, em 2010, no papel do pai da protagonista, Caco.[49] Fez uma participação especial no episódio "Amores Mortais" da série criminal Na Forma da Lei, como Thales.[50]
Retorno ao teatro e projetos recentes (2011—presente)
[editar | editar código]Kadu participou novamente de Malhação em sua 19.ª temporada, dessa vez como o piloto internacional Nelson, trabalhando ao lado de Virgínia Cavendish, que interpretava sua esposa na trama.[51] Em seguida, apareceu na nona temporada do reality show Dança dos Famosos, ocupando o 4.° lugar na competição.[52]
Em 2014, renovou contrato com a TV Globo e foi escalado para o elenco da série As Canalhas, exibida no GNT, fazendo uma participação no episódio "Cléo, A Vidente Talentosa", estrelado por Guida Vianna.[53][54] Neste período, o ator retornou a uma peça de teatro após 30 anos longe dos palcos. Ele estrelou a peça Corra que Minha Ex-Mulher Vem Aí com os Divorciados, comédia de Cláudio Simões que aborda o tema de separação com humor. Ele interpreta Juvêncio, um homem que está iniciando um novo relacionamento.[55] No início de 2015, voltou às novelas sendo convidado para o elenco de Alto Astral, escrita por Daniel Ortiz para o horário das sete. Moliterno interpretou um vilão, diferente do perfil de bom moço habitual em sua carreira, na pele de Pedro Romantini, um homem que não tem amor pela própria família e está envolvido com corrupção.[56]
No ano seguinte, assinou com a emissora RecordTV para integrar o elenco da produção A Terra Prometida no papel do vilão Acã, um guerreiro que trai o povo hebreu para os cananeus.[57] Em 2017, participou da novela medieval Belaventura, escrita por Gustavo Reiz, desempenhando o papel do duque Otoniel, um rei justo e responsável pelo fim de uma guerra.[58] Em 2019, interpretou o divertido e esportista Dagoberto na novela Topíssima. Seu personagem assemelha-se ao perfil típico de seus principais trabalhos na televisão. Ele é um policial aposentado, dono de uma casa no Recreio que abriga estudantes universitários. "Ele é a minha cara, fui escolhido a dedo. É um personagem que pega onda, gosta de aventura e tem espírito de garoto", descreveu Moliterno sobre o personagem.[59] Em 2019, ainda, esteve na série independente Chuteira Preta, que relata o submundo do futebol.[60]
Em 2023, o ator retornou ao cinema no filme de suspense Níobe, dirigido por Fernando Mamari. O filme aborda a corrupção e se passa ao longo de um único dia, quando o presidente da República, Naya (papel de Kadu), convida o principal general do exército do país para um jantar cheio de empresários poderosos e garotas de programas de luxo lideradas por Rita (Bárbara França), que começam a ter uma influência maior do que o esperado nas negociações.[61]
Vida pessoal
[editar | editar código]Relacionamentos
[editar | editar código]Na década de 1980, viveu um breve romance com a atriz Ingra Lyberato.[62] Em 1986, conheceu Ingrid Saldanha, vinte anos mais nova que ele, quando ela tinha apenas catorze anos de idade.[63] Os dois desenvolveram um relacionamento mais que durou 16 anos. Juntos, tiveram três filhos: Kauai, nascido em 1992; Lanai, nascida em 1996; e, Kenui, nascido em 1998.[64] O relacionamento dos dois ficou marcado por polêmicas. Em fevereiro de 2006, durante o carnaval, o ator agrediu a esposa com um soco no rosto em uma discussão dentro do carro. Ele foi condenado pela Justiça a prestar serviços comunitários.[65] Em entrevista, Saldanha relatou que o ator sempre a agrediu ao longo do relacionamento.[66]
Em janeiro de 2014, iniciou um breve relacionamento com a modelo Brisa Ramos,[67] e novamente protagonizou polêmicas envolvendo agressões.[68] Ramos prestou queixa contra o ator e publicou em suas redes sociais que, em cinco meses de namoro, sofreu três episódios de agressão e descobriu diversas traições por parte de Moliterno na internet.[68] A acusação foi negada pelo ator, que alegou estar sendo chantageado.[69]
Em 2015, conheceu a fisiculturista Cristianne Rodriguez e iniciou um namoro.[70] Os dois se casaram em janeiro de 2017 com uma cerimônia discreta no Havaí.[71] O ator possui um amor pela região, frequentando as praias do Havaí por anos. Os três filhos de Kadu possuem nome havaianos.[71] Em 2025, o casal participou do reality show Power Couple Brasil, da RecordTV, que reunia casais de celebridades em uma mansão na competição por um prêmio.[72]
Teatro
[editar | editar código]| Ano | Título | Personagem | Direção | Ref. |
|---|---|---|---|---|
| 1971–72 | Abelardo & Heloísa | Robert de Montboissier | Flávio Rangel | [73] |
| 1973 | Bodas de Sangue | Antunes Filho | [74] | |
| 1974 | Godspell | Robin | Altair Lima | [75] |
| 1975 | Lição de Anatomia | Carlos Mathus | [76] | |
| 1978 | A Bruxinha que Era Boa | Pedrinho | Jorge Botelho | [77] |
| 1982 | Doce Vampiro | Luciano Alabarse | [78] | |
| 1999 | Tabroadway | Vários personagens | Luiz Carlos Tourinho | [79] |
| 2015 | Corra que Minha Ex-Mulher Vem Aí com os Divorciados | Juvêncio | Cláudio Simões | [55] |
Filmografia
[editar | editar código]Televisão
[editar | editar código]| Ano | Título | Personagem | Notas |
|---|---|---|---|
| 1970 | As Pupilas do Senhor Reitor | Pedro das Dornas (jovem) | Episódios: "23–26 de março" |
| Tilim | Raul Aguiar | ||
| 1971 | Quarenta Anos Depois | ||
| 1972 | O Príncipe e o Mendigo | Eduardo Tudor, Eduardo VI de Inglaterra | |
| Tom Canty | |||
| Selva de Pedra | Oswaldo | ||
| 1976 | A Viagem | Caíto | Episódios: "20 de fevereiro–27 de março" |
| O Julgamento | André Mello | ||
| 1977 | Um Sol Maior | Alberto | |
| 1978 | O Pulo do Gato | Billy | |
| A Sucessora | Vasco Steen | ||
| 1979 | Cabocla | Manoel Junqueira Caldas (Neco) | |
| 1980 | Água Viva | Bruno Fraga Simpson | |
| As Três Marias | Lucas | ||
| 1981 | Brilhante | Afonso Negreiros | |
| 1982 | Paraíso | José Eleutério Ferrabraz (Zeca / Filho do Diabo) | |
| 1983 | Eu Prometo | Conrado | |
| 1984 | Partido Alto | Werner Schoenberg (Alemão) | |
| 1985–88 | Armação Ilimitada | Juba | |
| 1989 | Juba & Lula | ||
| 1990 | Fronteiras do Desconhecido | Orlando | Episódio: "A Matéria dos Sonhos" |
| 1991 | O Dono do Mundo | Rodolfo Steiner | |
| 1992 | Anos Rebeldes | Inácio Avelar | |
| 1992 | Você Decide | Daniel | Episódio: "Antes Que o Amor Acabe" |
| 1993 | Gomes | Episódio: "Laços de Afeto" | |
| Fernando | Episódio: "A Chantagem" | ||
| Renascer | Rafael Menezes | Episódios: "11–13 de março" | |
| Sex Appeal | Renato Lührman | ||
| 1994 | Memorial de Maria Moura | Padre José Maria de Jesus | |
| Pátria Minha | Gustavo Pellegrini | Episódios: "18–21 de julho" | |
| Quatro por Quatro | Samuel Spadafora (Samuca Espada) | ||
| 1996 | Vira Lata | Romeu Buonaventura | |
| Você Decide | Eduardo | Episódio: "Remédio Duvidoso" | |
| Pedro | Episódio: "Bala Perdida" | ||
| 1997 | Rondinelli | Episódio: "Norma" | |
| Guilherme | Episódio: "O Desfalque" | ||
| Malhação | Paulo Camargo Faria | Episódios: "18–22 de maio" | |
| Anjo Mau | Rodrigo Arantes Medeiros | ||
| 1998 | Você Decide | Doni | Episódio: "Sexo Falado é Sexo?" |
| A Turma do Didi | Rei | Episódio: "25 de outubro" | |
| 1999 | Suave Veneno | Álvaro Figueira | |
| 2000 | Brava Gente | Passos | Episódio: "Entre o Céu e a Terra" |
| 2001 | Porto dos Milagres | Dr. Rodrigo Feitosa | |
| 2002 | Desejos de Mulher | Heitor | Episódio: "21 de janeiro" |
| Malhação | César Rodrigues | Temporada 9 | |
| 2003 | Kubanacan | Dr. Emanuel Moralez | Episódios: "21–28 de agosto" |
| 2004 | Celebridade | Daniel Freire | Episódios: "11 de maio–25 de junho" |
| Da Cor do Pecado | Carlos Noronha | Episódio: "9 de julho" | |
| Como uma Onda | Antônio Amarante (Amarante) | ||
| 2005 | Bang Bang | Jesse James / Denaide Johnson | |
| 2007 | Amazônia | Paulo Souza Borges | |
| 2008 | Beleza Pura | Gaspar Monteiro Saldanha | |
| Faça Sua História | Felipe | Episódio: "A Guerra de Tróia" | |
| 2009 | Paraíso | Raul Bertoni (Bertoni) | |
| 2010 | Geral.com | Caco | Temporada 2 |
| Na Forma da Lei | Thales Fonseca | Episódio: "Amores Mortais" | |
| 2011 | Malhação | Nelson Tavares | Temporada 19 |
| 2012 | Dança dos Famosos | Participante (4° lugar) | Temporada 9 |
| 2014 | As Canalhas | Paulo Roberto | Episódio: "Cleo" |
| 2015 | Alto Astral | Pedro Romantini | Episódios: "11 de fevereiro–3 de abril" |
| Vai que Cola | Juca | Episódio: "Ajolescente" | |
| 2016 | A Terra Prometida | Acã Kalil | |
| 2017 | Belaventura | Rei Otoniel Montebelo e Luxemburgo II | |
| 2019 | Topíssima | Dagoberto da Costa[80] | |
| Chuteira Preta | Cedenir | ||
| 2025 | Power Couple Brasil | Participante (6º lugar) | Temporada 7 |
Cinema
[editar | editar código]| Ano | Título | Personagem |
|---|---|---|
| 1973 | A Noite das Fêmeas | Carlos |
| 1976 | A Árvore dos Sexos | Eduardo |
| 1977 | A Virgem | Valdo Camargo Leitão (Vado) |
| 2004 | Tainá 2 - A Aventura Continua | Professor Gaspar Lopes |
| 2023 | Níobe | Presidente Naya |
Prêmios e indicações
[editar | editar código]| Associações | Ano | Categoria | Nomeações | Resultado | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| Troféu Top of Business | 2013 | Destaque do Ano | Conjunto de Trabalhos | Venceu | [81] |
Referências
- ↑ «Site oficial». Consultado em 24 de agosto de 2009. Arquivado do original em 23 de setembro de 2009
- ↑ Danilo Perreló (28 de fevereiro de 2015). «Kadu Moliterno entra em 'Alto astral' como o misterioso Pedro: 'A orientação que recebi foi para fazê-lo sem carisma'». Extra. Consultado em 14 de abril de 2015
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 «Kadu Moliterno». memoriaglobo. 29 de outubro de 2021. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ «Artigo: o ator Kadu Moliterno faz um balanço de seu retorno aos palcos». redeglobo.globo.com. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ Xavier, Nilson. «Tilim». Teledramaturgia. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ Cultural, Instituto Itaú. «Abelardo e Heloísa». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ «70 anos das novelas no Brasil: confira grandes sucessos da Record TV – Portal GCMAIS». 21 de dezembro de 2021. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ Xavier, Nilson. «O Príncipe e o Mendigo». Teledramaturgia. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ Xavier, Nilson. «O Julgamento». Teledramaturgia. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ Xavier, Nilson. «Um Sol Maior». Teledramaturgia. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ «O Pulo do Gato». Teledramaturgia
- ↑ Xavier, Nilson. «A Sucessora». Teledramaturgia. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ Xavier, Nilson. «Cabocla (1979)». Teledramaturgia. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ «Água Viva». Teledramaturgia. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ Xavier, Nilson. «As Três Marias». Teledramaturgia. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ Xavier, Nilson. «Brilhante». Teledramaturgia. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ Cultural, Instituto Itaú. «Doce Vampiro». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ tvpress. «'Paraíso' fez sucesso em 1982 e chegou a ter cenas censuradas». Terra. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ Xavier, Nilson. «Paraíso (1982)». Teledramaturgia. Consultado em 15 de abril de 2026
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