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Suave Veneno

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Suave Veneno
Informações gerais
Formato Telenovela
Gêneros
Criação Aguinaldo Silva
Baseado em Rei Lear, de William Shakespeare
Roteiristas Ângela Carneiro
Fernando Rebello
Filipe Miguez
Maria Helena Nascimento
Marília Garcia
Direção Daniel Filho
Ricardo Waddington
Elenco
Tema de abertura "Suave Veneno", Nana Caymmi
Compositores Cristovão Bastos
Aldir Blanc
País de origem Brasil
Idioma original português
Episódios 209
Produção
Duração 60 minutos
Distribuição TV Globo
Formato
Formato de imagem 480i (SDTV)
Exibição original
Emissora TV Globo
Transmissão 18 de janeiro – 17 de setembro de 1999
Cronologia
Programas relacionados
Roda de Fogo

Suave Veneno é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo de 18 de janeiro a 17 de setembro de 1999, em 209 capítulos.[1] Substituiu Torre de Babel e foi substituída por Terra Nostra, sendo a 57ª "novela das oito" exibida pela emissora.

Teve a autoria de Aguinaldo Silva, com colaboração de Ângela Carneiro, Maria Helena Nascimento, Filipe Miguez, Fernando Rebello e Marília Garcia. Teve direção de Marcos Schechtman, Alexandre Avancini e Moacyr Góes com direção geral de Ricardo Waddington e Marcos Schechtman e direção de núcleo de Daniel Filho e Ricardo Waddington.

Conta com José Wilker, Glória Pires, Letícia Spiller, Patrícia França, Ângelo Antônio, Kadu Moliterno, Betty Faria e Irene Ravache nos papéis principais.[1]

O poderoso empresário Waldomiro Cerqueira (José Wilker), nordestino de origem humilde, é o centro de sua família. Todos são, direta ou indiretamente, dependentes dele e da sua empresa Marmoreal. Maria Regina (Letícia Spiller), a filha mais velha, é uma das principais executivas da empresa, assim como seu marido, Figueira (Kadu Moliterno). Maria Antônia (Vanessa Lóes), a do meio, não trabalha, mas seu marido, Augusto Ivan (Tarcísio Filho), também é executivo da Marmoreal, tendo se casado com ela por interesse na presidência da empresa. A filha mais nova, Márcia Eduarda (Luana Piovani), é responsável pelo setor de marketing. A ex-esposa de Waldomiro, Eleonor (Irene Ravache), ganha a vida como marchand, mas recebe pensão do ex-marido e, como todo o resto da família, mora no condomínio construído por ele. Ela ainda se considera mulher de Waldomiro e é uma mãe zelosa, preocupada com o futuro das filhas.

Maria Regina nutre certo desprezo pela origem pobre do pai. Graduada nas melhores universidades do país, ela se julga mais qualificada para assumir seu posto à frente da Marmoreal e, frequentemente, suas decisões entram em conflito com a política de Waldomiro. Preocupado em preservar a área de onde extrai sua matéria-prima, o empresário resiste às constantes propostas de empresas estrangeiras para aumentar a cota de mármore que exporta. Maria Regina tenta convencer as irmãs e a mãe de que a postura do pai é ultrapassada e que, como herdeiras, elas têm direito de tomar decisões em relação às empresas. Além de usurpar as empresas do pai, ela forja uma acusação de assédio sexual contra Figueira para separar-se dele, e começa a se relacionar com o motorista Adelmo (Ângelo Antônio) para se vingar do marido. No entanto, ela passa a nutrir uma paixão obsessiva pelo rapaz, até mesmo se humilhando em algumas ocasiões.

A situação da família se agrava com o surgimento de Maria Inês (Glória Pires), uma enigmática mulher que Waldomiro socorre durante um assalto. Mais tarde, quando ele está rodando no táxi que utiliza para rodar pela cidade, ele a reencontra. Os dois sofrem um acidente de trânsito, e Inês perde a memória. Waldomiro a leva para casa e cuida da sua recuperação. Com o tempo, ele acaba se apaixonando pela moça, o que desagrada a todos da família. Na verdade, a entrada de Maria Inês na vida de Waldomiro faz parte de um plano de vingança criado pela advogada Clarice Ribeiro (Patrícia França), filha bastarda do empresário. Em certo momento da trama, Maria Inês desaparece, levando consigo valiosos diamantes, e Waldomiro fica desorientado e vulnerável aos ataques da família. Aproveitando-se do momento, Maria Regina assume a presidência da Marmoreal no lugar do pai, que não oferece grande resistência. Ele divide o poder entre as filhas e se afasta. A trama dá outra reviravolta depois que Clarice é assassinada misteriosamente. Maria Inês reaparece, dessa vez com uma personalidade completamente diferente e com o nome de Lavínia, sua verdadeira identidade.[2]

Por sua vez, Eleonor conhece o talentoso pintor Eliseo (Rodrigo Santoro), e oferece ajuda para vender seus quadros. Ele se envolve romanticamente com Márcia Eduarda, e após se separarem após crises no namoro, se envolve com Eleonor. Ele é enganado pelo marchand Marcelo Barone (Fulvio Stefanini), um vigarista que o convence a falsificar obras de Michelangelo e Salvador Dalí, o que leva à prisão de Eliseo. Uálber Cañedo (Diogo Vilela), é um guru homossexual que atua como consultor espiritual, com seu secretário Edilberto (Luiz Carlos Tourinho), com quem mantém um relacionamento afetivo. Durante a novela, Uálber descobre que tem, de fato, habilidades paranormais, mas não consegue usar seus poderes diante do público. Uálber e Edilberto são moradores de outro condomínio construído por Waldomiro: o Bege Bahia, onde também vivem Fortunato (Nelson Xavier), braço-direito do empresário, e a interesseira Marina (Deborah Secco), irmã pobre de Augusto Ivan, sempre à caça de um marido rico. Ela se envolve com Renildo (Rodrigo Faro), um jogador de futebol que se torna ídolo do Flamengo.[3] Também no Bege Bahia vive Carlota Valdez (Betty Faria), recatada moradora do condomínio, que à noite costuma fazer algo que classifica de "o inominável". Posteriormente, forma um triângulo amoroso com Waldomiro e Lavínia.[2]

Ator[1] Personagem[4][5]
José Wilker Waldomiro Cerqueira
Glória Pires Lavínia de Alencar / Maria Inês Ferreira de Souza
Irene Ravache Eleonor Berganti de Cerqueira
Letícia Spiller Maria Regina Berganti de Cerqueira e Figueira
Ângelo Antônio Adelmo de Alencar
Patrícia França Clarice Ribeiro
Betty Faria Carlota Valdez
Diogo Vilela Uálber José da Silva Cañedo
Fúlvio Stefanini Marcelo Barone / João Pedro de Souza Botelho
Rodrigo Santoro Eliseu Vieira
Luana Piovani Márcia Eduarda Berganti de Cerqueira
Kadu Moliterno Álvaro Figueira
Nívea Maria Emiliana Loureiro de Barros (Nana)
Nuno Leal Maia Felisberto Morel (Gato)
Nelson Xavier Fortunato Queiroz
Ana Rosa Geni Queiroz (Geninha)
Eva Todor Maria do Carmo da Silva Cañedo
Jorge Dória Genival Cañedo
Deborah Secco Marina da Silva Coelho
Rodrigo Faro Renildo Soares Bezerra
Luiz Carlos Tourinho Edilberto Ferreira
Daniela Faria Adriana Queiroz
Tarcísio Filho Augusto Ivan da Silva Coelho
Vanessa Lóes Maria Antonia Berganti de Cerqueira Coelho
Tuca Andrada Rubem Ásfora
Samara Felippo Gilvânia Marques (Gil)
Heitor Martinez Claudionor
Nívea Stelmann Eliete Soares
Mateus Rocha Leonardo da Silva Coelho (Léo)
Silvia Bandeira Consuelo
Sérgio Viotti Alceste Berganti
Elias Andreato Clóvis Soares Bezerra
Totia Meirelles Matilde
Leonardo Vieira Mauro do Valle
Cassiano Carneiro Josué
Angela Rebello Gladys
Tácito Rocha Dr. Faria
Luís Antônio Pillar Dr. Cláudio Moreira
Ivan Cândido Sandoval de Freitas
Lafayette Galvão Tide
Ilva Niño Maria José (Zezé)
Mariah da Penha Lucilene Barbosa da Silva
Guilherme Corrêa Heitor
Léa Garcia Selma Ribeiro
Edwin Luisi O Desconhecido
Ricardo Pavão Delegado Altair Vasconcelos
Leonardo Miranda Brother
Joel da Silva Alfredo
Nica Bonfim Wanda
Emília Rey Claraíde
Dill Costa Sirlene
Élcio Romar Oswaldo
Vinícius de Oliveira Adelmo de Alencar Júnior (Júnior)
Cecília Dassi Patrícia Elizabeth Cerqueira Figueira (Patty)
Herval Silveira Rafael Cerqueira Figueira (Rafa)

Participações especiais

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Ator/Atriz Personagem[1][5]
Alexandra Marzo Lili Carabina
Antônio Calloni Hanif
Célia Biar Madre
Elisângela Nazaré Cañedo
Fausto Silva Ele mesmo
Giulio Lopes Waldecir
Jairo Mattos Fausto, se envolve e engana Marina
Jardel Mello Dr. Joffily, terapeuta de Inês
Jonas Mello Audálio da Silva
Jorge Cherques Joaquim, proprietário de bar
Licurgo Spinola Vanderley
Luís Melo Delegado Ramalho
Luka Ribeiro Duda
Lupe Gigliotti Josephina
Marcélia Cartaxo Lisbela, enfermeira que cuida de Inês
Othon Bastos Elpídio
Pitty Webo Daniela
Tadeu di Pietro Dr. Fernando, psicóloga de Inês
Thelma Reston Isaura
Roberto Frota Almeida, presidente da Associação Comercial
Waldyr Sant'anna Delegado

Produção

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A premissa de Suave Veneno foi baseada na história de um nordestino que ficou milionário com uma empresa de mármore e era chamado de "Rei do Mármore" pelos jornais. O autor Aguinaldo Silva também buscou inspiração em Rei Lear de William Shakespeare, onde na peça original, o rei da Bretanha decide dividir o reino ente suas três filhas. Na telenovela, Waldomiro Cerqueira, também é pai de três filhas, que logo no primeiro capítulo decidem interpelar o pai sobre a divisão de poderes da empresa Marmoreal.[2] Além da referência a Rei Lear, o autor fez em Suave Veneno alusão a outro personagem clássico. Eleonor foi inspirada na rainha inglesa Leonor da Aquitânia.[6] O autor também se baseou no filme Vertigo de Alfred Hitchcock, que por sua vez se baseou no romance policial The Living and the Dead.[7] Os atores tinham que decorar os textos ipsis litteris, respeitando uma exigência do autor de os personagens não usarem linguagem coloquial. Para tanto, cada núcleo do elenco foi ensaiado por diretores de teatro, com base em textos de peças de teatro como Antígona e A morte do caixeiro viajante.[8]

Suave Veneno já estava pronta antes de outra telenovela de sua autoria, A Indomada (1997), ir ao ar. No entanto, até sua estreia, a obra passou por diversas modificações. Por exemplo, a história em sua quase totalidade girava em torno da disputa pelo poder da marmoraria de Waldomiro Cerqueira, mas o autor achava que faltava algo e resolveu acrescentar "um certo mistério" à trama.[7] O nome do folhetim, a princípio, seria Suave Curare, por ideia do próprio autor, contudo, devido a afirmação de um numerólogo que o nome não daria bom retorno e o fato de que uma empresa de cosméticos já tinha patenteado o nome e suas possíveis variações, o autor e emissora optaram por Suave Veneno. "Curare" é um veneno indígena que mata rapidamente e dificilmente tem cura.[7] Apesar do contrato de Aguinaldo Silva com a TV Globo indicar o contrário, que na época previa um descanso de 18 meses entre uma novela e outra, o autor foi convocado antes do tempo, fazendo com que o texto de Suave Veneno fosse escrito às pressas.[7]

As primeiras cenas da novela foram gravadas em meados de novembro de 1998.[9] A equipe de produção optou por utilizar pouco dos recursos de uma cidade cenográfica, preferindo realizar mais cenas externas, de acordo com as orientações da direção da novela, de modo a conferir maior realismo às cenas. A produção chegou a fazer uma parceria com os moradores de uma rua no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, onde muitas cenas da novela foram gravadas. Assim, Suave Veneno teve apenas uma fachada cenográfica.[6] Algumas das cenas iniciais da novela foram gravadas na cidade de Macaúbas, na Chapada Diamantina, interior da Bahia, na atividade de extração do Mármore Azul, uma das poucas jazidas da pedra ornamental encontradas no planeta.[10]

Escolha do elenco

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Inicialmente, a atriz Isabel Fillardis interpretaria a advogada Clarice Ribeiro, mas a uma semana do início das gravações Patrícia França assumiu o seu lugar.[11] Por volta da metade da obra, houve a entrada de novos personagens, como o marchand Marcelo Barone, interpretando por Fúlvio Stefanini, que tinha um pacto com o diabo e se envolveu com Eleonor. O personagem foi ligeiramente inspirado no de Al Pacino do filme Advogado do Diabo lançado em 1997.[12] Outro personagem adicionado à trama foi o de Gilvânia, interpretada por Samara Felippo, iria se envolver com Eliseu. Da mesma forma que o acontecido com Isabel Fillardis, Gilvânia seria interpretada primeiramente por Mylla Christie, mas foi substituída às pressas por Samara Felippo às vésperas do início das gravações de sua personagem.[13]

Exibição

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Pôster da telenovela no Globoplay

Suave Veneno foi a 57ª telenovela a ser exibida no horário das oito pela TV Globo, estreando em 18 de janeiro de 1999, com classificação indicativa de imprópria para menores de 14 anos.[14][15] O autor expressou descontentamento com a data de estreia da novela, que aconteceu durante o período de férias no verão brasileiro.[16] Logo após, a emissora pediu para que o autor aumentasse em 62 capítulos a telenovela, para cobrir o atraso na produção da novela seguinte, Terra Nostra, prorrogando sua exibição.[12] O último capítulo da trama foi exibido em 17 de setembro de 1999, uma sexta-feira, totalizando 209 capítulos.[1][17]

O tema de abertura da trama foi interpretado por Nana Caymmi e leva o mesmo título da novela.[15] A vinheta consistia em um líquido, representando hipoteticamente o "suave veneno", caindo pelas pedras de mármore e vai aos poucos se espalhando. Com o reflexo causado, uma imagem da boca de uma mulher é mostrada. O líquido vai se espalhando cada vez mais, até que os olhos de um homem aparece na tela. Logo após, um corpo nu feminino é apresentado refletido no líquido. No final, esse corpo junta-se ao título da telenovela.[18]

Em 2009, o programa Video Show fez uma reportagem especial sobre os 10 anos do final da telenovela.[19] Ainda, no mesmo programa, foi apresentada em um resumo dentro do quadro Novelão entre 26 e 30 de novembro de 2012 em 5 capítulos, substituindo O Beijo do Vampiro e antecedendo América.[20]

Suave Veneno foi exibida em Portugal através da rede de televisão SIC.[21] Foi também exibida em diversos outros países, entre eles Argentina, Cabo Verde, Estônia, Letônia, República Dominicana, Rússia e Venezuela.[6]

Outras mídias

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Em 1º de julho de 2024, foi disponibilizada na íntegra pelo Globoplay, como parte do Projeto Resgate.[22]

Trilha sonora

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Duas trilhas sonoras foram lançadas para Suave Veneno. A trilha internacional da novela alcançou o 5º lugar dos álbuns mais vendidos em 1999 no eixo Rio-São Paulo, segundo a Nelson Oliveira Pesquisa e Estudo de Mercado (NOPEM).[23] Várias das canções executadas na novela converteram-se em sucessos nas paradas musicais brasileira. A canção "Sozinho", composta por Peninha e interpretada por Caetano Veloso, obteve uma das maiores repercussões da trilha nacional da telenovela, levando o álbum Prenda Minha, de Caetano Veloso, a vender por volta de um milhão de cópias.[24] Também conquistaram boas colocações entre as mais tocadas nas rádios as canções "Mais Feliz", de Adriana Calcanhotto, e "That I Would Be Good", de Alanis Morisette.[25][26]

Suave Veneno Nacional
Suave Veneno
Trilha sonora de Suave Veneno
Lançamento 1999
Gênero(s) MPB
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre
Direção Mariozinho Rocha
Produção Alberto Rosenblit

Capa: Patrícia França como Clarice

N.º TítuloMúsicaNome(s) Personagem Duração
1. "Suave Veneno"  Nana CaymmiAbertura 2:57
2. "Mais Feliz"  Adriana CalcanhotoMaria Regina e Adelmo 3:55
3. "Pela Vida Inteira"  KiloucuraEliete 3:45
4. "É o Amor"  Maria BethâniaLavínia 4:18
5. "Frisson"  Banda EvaMarina 2:35
6. "Sozinho"  Caetano VelosoEliseu 3:09
7. "Gostoso Veneno" (part. Djavan)AlcioneRenildo 3:54
8. "Canzone Per Te"  Zizi PossiEleonor 3:41
9. "Bem Maior (Longer)"  Roupa NovaUálber 4:04
10. "Nascente" (part. Ed Motta)Flávio VenturiniClarice e Adelmo 3:20
11. "Firmamento (Wrong Girl To Play With)"  Orlando MoraisMárcia 3:54
12. "Xereta"  Claudinho e BuchechaClaudionor 3:42
13. "Casa, Comida e Paixão"  Elba RamalhoWaldomiro 3:00
14. "Tu Me Acostumbraste"  JoannaCarlota 4:18
Duração total:
50:38

Internacional

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Suave Veneno Internacional
Suave Veneno
Trilha sonora de Suave Veneno
Lançamento Maio de 1999
Gênero(s)
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre
Direção Mariozinho Rocha
Produção Alberto Rosenblit

Capa: Diogo Vilela como Uálber Cañedo

N.º TítuloMúsicaNome(s) Personagem Duração
1. "Do You Know Where You're Going To"  Mariah CareyCarlota 3:45
2. "Y ¿Si Fuera Ella?"  Alejandro SanzWaldomiro e Lavínia 5:19
3. "To Love You More"  Celine DionMárcia 5:26
4. "Believe"  CherGeral 3:57
5. "Sailing"  'N SyncAdriana 4:34
6. "Canto Della Terra (Radio Version)"  Andrea BocelliEleonor 3:58
7. "That I Would Be Good"  Alanis MorissetteMaria Regina e Adelmo 4:09
8. "You Get What You Give"  New RadicalsGeral 4:55
9. "Big Big World"  EmiliaMarina 3:21
10. "As" (part. Mary J. Blige)George MichaelGilvânia 4:39
11. "Una Historia de Amor"  La SociedadNana 3:42
12. "Everything I Do (I Do It For You)"  BrandyUálber 4:05
13. "Doo Wop (That Thing)"  Lauryn HillGeral 3:55
14. "Yo Se Que Es Mentira"  Amaury GutierrezGeral 4:14
Duração total:
60:12

Repercussão

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Audiência

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A novela estreou com uma média de audiência de 43 pontos, medida pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE). Nos dias seguintes, foi sofrendo uma queda de audiência, chegando a marcar 31 pontos na Grande São Paulo; o autor atribuiu esta queda devido à novela ter estreado na época do Carnaval.[27] No entanto, com o passar das semanas, passou a marcar 40 pontos de audiência,[28] passando para 43 pontos nas semanas seguintes.[12] O último capítulo de Suave Veneno, exibido em 17 de setembro de 1999, marcou uma média de 52 pontos, representando uma queda em comparação com suas antecessoras.[29][30] A trama registrou uma média geral de 38 pontos, abaixo dos 43 de sua antecessora Torre de Babel.[31] À época, um índice desses era considerado inaceitável para a TV Globo, que esperava entre 50 e 55 pontos.[32][33][34]

Um fato que ajudou a derrubar a audiência da emissora foi o sucesso do Programa do Ratinho, exibido pelo SBT na mesma faixa de horário. A esse respeito, Aguinaldo Silva declarou: "O Ratinho foi um verdadeiro tsunami na televisão brasileira. Aquilo foi dramático! Quando entrava o comercial na Globo, a audiência fugia toda para o SBT. A diferença é que, ao contrário do que o Ratinho apregoava, ele nunca conseguiu ganhar de Suave Veneno. O máximo que conseguiu foi chegar a 5 pontos de diferença na hora do intervalo comercial".[35]

Avaliação da crítica

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Na semana de estreia de Suave Veneno, Carolina Arêas, do Jornal do Brasil, elogiou a atuação de José Wilker e Irene Ravache, opinando que esta última protagonizou a melhor cena da estreia, de acordo com a autora. No entanto, disse que Letícia Spiller poderia "relaxar um pouco na pele de sua Maria Regina", para que não corresse o risco de transformar-se numa vilã como a Ângela de Torre de Babel, interpretada por Claudia Raia.[36] Luiz Zanin Oricchio, d'O Estado de S. Paulo, elogiou a produção do folhetim como um todo, mas que com exceção da caracterização de vilã de Letícia Spiller, que segundo ele, "beirava a caricatura", era uma novela "gostosa de ver".[37] Patrícia Kogut, jornalista d'O Globo, considerou que a "mão certeira" do autor fazia de Suave Veneno uma "trama atraente e dinâmica". Ela também elogiou a direção geral da telenovela, bem como a atuação de parte do elenco, mas criticou as atuações de Spiller e Tarcísio Filho, que as considerou como teatrais.[38]

Ao final da telenovela, Artur Xexéo, escrevendo para o Jornal do Brasil, elegeu Suave Veneno como "um dos trabalhos recentes mais interessantes do gênero", destacando como o folhetim conseguiu retratar aspectos característicos da sociedade brasileira à época, como a luta entre empresários inescrupulosos, como Maria Regina.[39] Por sua vez, Leila Reis, d'O Estado de S. Paulo chamou a trama de "o maior equívoco de Aguinaldo Silva", que parecia desorientado ao escrever a novela, ao passo em que considerou a personagem Maria Regina como a "maior coerência no enredo" e uma das vilãs "mais malignas da história das telenovelas", intitulando-a como "exagerada, ranheta, bufante e gratuitamente malévola".[40] Em retrospecto, Maria Regina foi considerada por alguns veículos de comunicação como uma das maiores vilãs da história da televisão brasileira.[41][42]

Controvérsia

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O Grupo Gay da Bahia (GGB), autointitulado como o mais antigo grupo militante homossexual do Brasil, chegou a entrar com uma representação no Ministério Público e outra na Secretaria Nacional dos Direitos Humanos contra o autor e a emissora, alegando atitude homofóbica perante os personagens Uálber (Diogo Vilela) e Edilberto (Luiz Carlos Tourinho). O presidente do grupo, Luiz Mott, disse que "Aguinaldo errou a mão completamente", ao avaliar que "Edilberto foi exposto ao ridículo e vítima de agressões físicas", citando como exemplo uma cena em que o personagem leva um puxão de orelha e é chamado de "lombriga de pobre". causando "um profundo desgosto ver o gay retratado daquela forma preconceituosa". Também, o juiz Siro Darlan, da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro, cassou os alvarás que permitiam as gravações dos personagens de Vinícius de Oliveira, Cecília Dassi e Herval Silveira, que eram crianças, pois teria reprovado as gravações num albergue de crianças.[34]

Paródias

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Suave Veneno foi alvo de paródias no programa Casseta e Planeta Urgente sob os nomes de "Suado Moreno" e "Suado e Fedendo", além do "Jornal da Marmoreal".[43] No mesmo programa, ocorreu uma participação de Leticia Spiller como Maria Regina em 2001.[44] No segundo episódio da quarta temporada do sitcom Sai de Baixo em 1999, intitulado "Se a minha pizza falasse", o elenco acabou por fazer uma sátira à telenovela em uma homenagem a José Wilker.[45]

Prêmios e indicações

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Ano Prêmio Categoria Indicado Resultado Ref.
1999 Prêmio Extra de Televisão Melhor Atriz Letícia Spiller Venceu [46]
Melhor Revelação em Televisão Luiz Carlos Tourinho Venceu
Festival de Cinema e Televisão de Natal Melhor Atriz Letícia Spiller Venceu [47]
Prêmio Globo de Melhores do Ano Melhor Atriz em Telenovela Letícia Spiller Indicado
Prêmio Magnífico Melhor Ator José Wilker Venceu [48]
Destaque no Ano Nívea Stelmann Venceu
TV Press Ator Revelação Luiz Carlos Tourinho Venceu [49]
2000 Troféu Imprensa Melhor Telenovela Aguinaldo Silva Indicado [50]
Melhor Atriz Letícia Spiller Indicado

Referências

  1. a b c d e «Suave Veneno - Ficha Técnica». Memória Globo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 27 de março de 2022 
  2. a b c «Suave Veneno - Trama principal». Memória Globo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 28 de maio de 2025 
  3. «Suave Veneno - Tramas paralelas». Memória Globo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 28 de maio de 2025 
  4. «Suave Veneno - Personagens». Memória Globo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 27 de março de 2022 
  5. a b «Teledramaturgia - Suave Veneno». Observatório da TV. Consultado em 28 de maio de 2025 
  6. a b c «Suave Veneno - Bastidores». Memória Globo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 28 de maio de 2025 
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  9. «Suspense dá o tom da substituta de 'Torre de Babel'». O Globo. 11 de novembro de 1998. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  10. Padiglione, Cristina (4 de janeiro de 1999). «Globo reinicia as gravações de "Mulher'». Folha de S.Paulo. Consultado em 8 de fevereiro de 2013 
  11. Fernandes, Lilian (29 de novembro de 1998). «Uma nova justiceira no horário nobre». O Globo. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  12. a b c Valladares, Ricardo (11 de agosto de 1999). «O diabo das 8». Veja. Consultado em 2 de novembro de 2012 
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  16. «Data de estréia é ruim, diz autor». Folha de S. Paulo. 17 de janeiro de 1999. Consultado em 28 de maio de 2025 
  17. «A megera é domada». Diário de Cuiabá. 7 de setembro de 1999. Consultado em 28 de maio de 2025 
  18. «Suave Veneno (1999): Abertura». Memória Globo. Consultado em 27 de março de 2022 
  19. «Letícia Spiller relembra o final de sua primeira vilã, na novela Suave Veneno». gshow. 17 de setembro de 2009. Consultado em 28 de maio de 2025 
  20. «Novelão: relembre as primeiras emoções de Suave Veneno, de 1999». Globoplay. 26 de novembro de 2012. Consultado em 24 de fevereiro de 2018 
  21. «Estreia de 'Ilha dos Amores' foi a segunda mais vista de sempre». Diário de Notícias. 28 de março de 2007. Consultado em 28 de maio de 2025 
  22. «Suave Veneno chega ao Globoplay». gshow. 1 de julho de 2024. Consultado em 1 de julho de 2024 
  23. Vicente, Eduardo (Março de 2002). «Música e Disco no Brasil: A trajetória da indústria nas décadas de 80 e 90» (PDF). Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. p. 231. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  24. Folha da Região (31 de julho de 1999). «Peninha agora quer sucesso como cantor». Folha da Região. Consultado em 29 de novembro de 2018 
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  26. «As mais tocadas». Jornal do Brasil 173 ed. 12 de outubro de 1999. p. 4B. Consultado em 14 de outubro de 2023 – via Biblioteca Nacional do Brasil 
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  28. Camacho, Marcelo (17 de março de 1999). «Vilã Recauchutada». Veja. Consultado em 2 de novembro de 2012 
  29. Brasil, Jorge (2 de junho de 2008). «Último capítulo de Duas Caras teve a pior audiência da história». M de Mulher. Consultado em 14 de março de 2018 
  30. «"Belíssima" se iguala a "Senhora do Destino"; veja ibope de últimas novela». Folha de S. Paulo. 7 de julho de 2006. Consultado em 14 de março de 2018 
  31. «Autor faria "Suave Veneno" diferente». Folha de S. Paulo. 29 de agosto de 1999. Consultado em 27 de maio de 2025 
  32. Ricco, Flávio; Vanucci, José Armando (2017). Biografia da televisão brasileira - Volume 1 e 2. [S.l.]: Matrix. ISBN 9788582304150 – via Google Books 
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Ligações externas

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