Luís Melo

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Luís Melo
Luís Melo em outubro de 2010.
Nome completo Luís Alberto Melo
Nascimento 13 de novembro de 1947 (69 anos)
Curitiba,  Paraná
Nacionalidade Brasil brasilleiro
Ocupação ator, diretor e professor de interpretação
Atividade 1985-presente
IMDb: (inglês)

Luís Alberto Melo (Curitiba, 13 de novembro de 1947)[1] [2] é um ator brasileiro. Atuou por muitos anos sob a batuta do exigente encenador Antunes Filho, tendo sido protagonista de vários espetáculos marcantes, entre eles Vereda da Salvação, Gilgamesh e a peça Trono de Sangue, adaptação da obra Macbeth de Shakespeare, em 1992, considerado por muitos a melhor interpretação de Macbeth no teatro brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ator formado pelo Curso Permanente da Fundação Teatro Guaíra em 1969. Trabalhou em Curitiba como ator e professor de teatro até 1985, tendo tido a oportunidade de ser dirigido por alguns dos mais importantes diretores do teatro paranaense. Ainda em Curitiba, foi dirigido por Emílio de Biasi e Ademar Guerra, no Teatro de Comédia do Paraná. Em 1985, foi para São Paulo, onde se tornou, durante dez anos, o primeiro ator do importante Grupo Macunaíma, dirigido por Antunes Filho.

Foi muito criticado por Antunes Filho quando ingressou na TV, atuando, em 1995, na novela Cara e Coroa (Antônio Calmon), da Rede Globo, como o romântico e sofrido professor Rubinho, apaixonado pela protagonista da história, Fernanda, personagem da atriz Christiane Torloni.[3] Esse personagem fez muito sucesso e lhe trouxe popularidade, tanto que o par acabou por repetir a parceria bem-sucedida também nos palcos, em Salomé (Oscar Wilde), direção de José Possi Neto (1997), trabalho pelo qual Luís foi indicado para o Prêmio Cultura Inglesa como melhor ator de 1997.

Sua estréia marcante em Cara e Coroa também lhe garantiu o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), como melhor ator em TV, e o Prêmio Contigo de revelação masculina do ano.

Logo depois, encenou o monólogo Sonata Kreutzer (Leon Tolstoi), direção de Eduardo Wotzik, recebendo por ele os prêmios Mambembe, APCA e indicação para o prêmio Shell de 1996 como melhor ator de teatro.

Em cinema, atuou em Terra Estrangeira (Walter Salles/Daniela Thomas) (1995), Jenipapo (Monique Gardenberg) (1995), Doces Poderes (Lúcia Murat) (1996), e Por Trás Do Pano (Luís Villaça) (1999). Participou também das novelas O Amor Está no Ar (Alcides Nogueira) (1997) e Pecado Capital (Glória Perez).

Durante sua trajetória nas telenovelas, o ator sempre se destacou em papéis de antagonista principal.[4]. Em novelas e minisséries como O Amor Está no Ar, Pecado Capital, A Padroeira, A Casa das Sete Mulheres, América e JK, destacou-se por representar vilões aclamados pela crítica.

Integrou o elenco das minisséries Hilda Furacão (do romance de Roberto Drummond), direção de Wolf Maia e Auto da Compadecida (Ariano Suassuna). Em 1999, excursionou com o espetáculo Nijinsky - Divino Bufão, estreando como produtor, com direção de Rossela Terranova e Cláudia Schapira, considerado um dos cinco melhores espetáculos do ano pelo Jornal do Brasil, e indicado para o prêmio Shell de melhor ator.

Em 2000, participou da minissérie A Invenção do Brasil, direção de Guel Arraes e da novela O Cravo e a Rosa, direção de Walter Avancini como o prepotente Nicanor Batista. Em 2001, fundou, juntamente com Nena Inoue e Fernando Marés, o ACT – Ateliê de Criação Teatral, espaço voltado à formação e experimentação nas artes cênicas em sua cidade natal, Curitiba.

Em 2002, participou da novela A Padroeira, direção de Walter Avancini, e do espetáculo Cãocoisa e a Coisa Homem, direção de Aderbal Freire Filho, primeira montagem do ACT – Ateliê de Criação Teatral, ganhando o Prêmio Governador do Estado - Troféu Gralha Azul como melhor ator. Em 2003, participou da minissérie A Casa das Sete Mulheres, direção de Jayme Monjardim, recebendo o premio Qualidade Brasil/SP, como melhor ator de teledramaturgia, e do filme Olga, de Jayme Monjardin. Em 2004, iniciou, juntamente com Marcio Abreu, o Grupo de Estudos sobre Tchekhov, que originou o espetáculo Daqui a 200 Anos (2005). Em 2006 entrou em Cobras & Lagartos, interpretando o delicado Orã. Em 2010, vive Creonte no teatro, na peça RockAntygona, baseada na clássica tragédia grega de Sófocles.

Em 2012, co-antagonizou a novela Amor Eterno Amor como o duvidoso Dimas. No ano seguinte, entra para o elenco da telenovela Amor à Vida, como o honesto administrador Atílio, e vive um homem solitário em uma metrópole futurista devastada por escassez e poluição, no espetáculo Ausência, da companhia franco-brasileira Dos à Deux, sob direção de André Curti e Artur Ribeiro, em turnê pelo país.

Luís Melo conversa com Mariana Ximenes na festa de lançamento da novela América, em janeiro de 2005

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Televisão
Ano Título Papel
1985 Cata-Vento Gororóba
1995 Cara e Coroa Rubens Del Rey Villar ( Rubinho)
1997 Anjo Mau Müller
O Amor Está no Ar Alberto
1998 Pecado Capital Ricardo
Hilda Furacão Padre Ciro
1999 Suave Veneno Ramalho
2000 O Auto da Compadecida Diabo
O Cravo e a Rosa Nicanor Batista / Manuel
A Invenção do Brasil Vasco de Athaíde
A Muralha Manuel
2001 A Padroeira Molina
2003 A Casa das Sete Mulheres Bento Manuel
2004 Um Só Coração Cândido Portinari
2005 América Ramiro
2006 Cobras & Lagartos Orã Munhoz
Conchita
JK Coronel Licurgo
2007 Eterna Magia Dr. Rafael (Tio Rafa)
2008 Faça Sua História Delegado Nicanor
Casos e Acasos Linhares
2009 Cinquentinha Joaquim Coutinho
2010 A Princesa e o Vagabundo Conde Graco de Lafayette
A Vida Alheia Delano Silva
Na Forma da Lei João Carlos Viegas
2011 Chico Xavier João Cândido
Morde & Assopra Oséas Guedes
2012 Amor Eterno Amor Dimas
2013 Amor à Vida Atílio Pimenta Camargo/Alfredo Gentil
2015 Além do Tempo Massimo Pasqualino
2016 Sol Nascente Kazuo Tanaka [5]

Trabalhos no cinema[editar | editar código-fonte]

Cinema
Ano Título Papel
1991 Desterro
1995 Útero
1995 Jenipapo Cristo
1996 Terra Estrangeira Igor
1996 Doces Poderes Araponga
1999 Por Trás do Pano Sérgio
2000 O Auto da Compadecida Diabo
2000 Separações
2001 Caramuru - A Invenção do Brasil Dom Vasco de Athayde
2004 Olga Léo Benário
2005 Gaijin - Ama-me como Sou Ramon Salina Bravo Salinas
2008 Encarnação do Demônio Seu Américo
2010 Chico Xavier João Cândido

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • Macunaíma (Mário de Andrade)
  • A Hora e a Vez De Augusto Matraga (Guimarães Rosa)
  • Xica da Silva, (Luis Alberto de Abreu)
  • Paraíso Zona Norte (Nélson Rodrigues)
  • Nova Velha História (do mito Chapeuzinho Vermelho)
  • Trono de Sangue / Macbeth (William Shakespeare)
  • Vereda da Salvação (Jorge de Andrade)
  • Gilgamesh (baseado no poema épico sumério)
  • Sonata Kreutzer (baseado em conto de Tolstoi)
  • Salomé (Oscar Wilde)
  • Nijinski - Divino Bufão (baseado nos diários do genial bailarino e coreógrafo russo)
  • Cão Coisa e a Coisa Homem
  • Daqui a 200 Anos
  • O Que Eu Gostaria de Dizer
  • RockAntygona (baseado na tragédia grega de Sófocles)
  • Ausência (atualmente em cartaz)

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Prêmio Categoria Trabalho Nota
Prêmio APCA Melhor Ator “Trono de Sangue” Venceu
Prêmio Qualidade Brasil - SP Como ator em TV A Casa das Sete Mulheres Venceu
Prêmio de Melhor Ator Melhor Ator Desterro Venceu
Prêmio APCA Como ator em TV Cara e Coroa Venceu
Prêmio “Revista Contigo” Ator revelação em TV Cara e Coroa Venceu
Prêmio Mambembe Melhor Ator “Sonata Kreutzer” Venceu
Shell Venceu
Prêmio APCA Venceu
Molière Venceu
Prêmio APCA Melhor ator teatral “Daqui a 200 Anos” Venceu

Referências

  1. Biografia de Luís Melo no Museu da TV - museudatv.com.br (visitado em 19-6-2013).
  2. Perfil de Luís Melo - "caras.uol" (visitado em 30-8-2013).
  3. Cara & Coroa - Memória Globo (visitado em 27-6-2010).
  4. Luis Melo comemora novo vilão, desta vez ao lado de Cassia Kiss Magro (visitado em 06-06-2012).
  5. «Luis Melo interpretará um japonês dono de empresa de pescados na novela 'Sol Nascente'». Gshow.com. Consultado em 29 de julho de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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