Nicette Bruno

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Nicette Bruno
Nicette Bruno, em maio de 2008.
Nome completo Nicete Xavier Miessa
Nascimento 7 de janeiro de 1933 (83 anos)
Niterói,  Rio de Janeiro
Nacionalidade  brasileira
Ocupação Atriz e empresária
Atividade 1945 – atualidade
Cônjuge Paulo Goulart (1954–2014)
Outros prêmios
Prêmio ABCT

1947: Atriz revelação — A Filha de Iório
1958: Melhor atriz — Pedro Mico

Prêmio Governo do Estado do Rio de Janeiro

1958: Melhor atriz — Pedro Mico

Prêmio Molière

1974: Melhor atriz — O Efeito dos Raios Gama Sobre as Margaridas do Campo

Troféu APCA

1978: Melhor atriz — Éramos Seis
1980: Melhor atriz — Como Salvar Meu Casamento
1998: Melhor atriz — Somos Irmãs

Prêmio Shell

1998: Melhor atriz — Somos Irmãs
2006: Troféu Especial — Realizações teatrais ao longo de mais de duas décadas

Troféu Leão Lobo

2006: Melhor atriz coadjuvante — Alma Gêmea

Troféu Eusélio Oliveira

2011: Conjunto da obra

Troféu Tropeiro

2015: Destaque nacional na dramaturgia

19º Brazilian International Press Awards

2016: Lifetime Achievement Award

IMDb: (inglês)

Nicete Xavier Miessa,[1] mais conhecida como Nicette Bruno, (Niterói, 7 de janeiro de 1933) é uma consagrada atriz brasileira e empresária teatral. Nicette começou muito jovem sua carreira, atuando em Romeu e Julieta, de William Shakespeare, em 1945. Com um currículo extenso em várias produções de teatro, cinema e televisão.

É uma das referências na história da teledramaturgia do país. Nicette também foi uma pioneira da televisão. Estreou na TV Tupi tão logo foi inaugurada, em 1950, fazendo participações esporádicas em recitais e teleteatros, como em A Corda.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Única filha de Sinésio Campos Xavier e da atriz Eleonor Bruno. Nicette começou a carreira artística em influência da própria família, em que praticamente todos os parentes se dedicaram à arte. Quando Nicette tinha apenas quatro anos, declamava e cantava no programa infantil do Alberto Manes, na Rádio Guanabara. Aos cinco anos, começou a estudar piano, no Conservatório Nacional, e a se apresentar como pianista, no mesmo programa, e aos seis, ingressou no balé no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.[3]

Quando tinha onze anos, entrou para o grupo de teatro da Associação Cristã de Moços. Depois, passou pelo Teatro Universitário, de Jerusa Camões, e pelo Teatro do Estudante, dirigido pelo Paschoal Carlos Magno e Maria Jacintha. Aos catorze anos, já era profissional de teatro, contratada pela Companhia Dulcina-Odilon, da atriz Dulcina de Morais.[3]

Em 1952, Nicette conheceu o ator Paulo Goulart, durante a peça Senhorita Minha Mãe, de Louis Verneuil, com quem se casa em 26 de fevereiro de 1954, uma sexta-feira véspera de Carnaval, na Igreja de Santa Cecília, em São Paulo. A cerimônia foi seguida de festa no Teatro Íntimo Nicette Bruno (TINB).[4] Eles tiveram três filhos: Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho – que seguiram a carreira dos pais. Com 56 anos de casamento, tinham sete netos e dois bisnetos.[5] Junto com o marido, a atriz conheceu o kardecismo há mais de quatro décadas, em virtude da morte de um parente seu. A doutrina, que eles transmitiram aos três filhos, os ajudou a superar a perda.[6] Ficou viúva em 2014, quando Paulo Goulart faleceu em decorrência de câncer.[7]

Vida profissional[editar | editar código-fonte]

Em 1945, atuou como Julieta na peça Romeu e Julieta, de William Shakespeare.[3] Sua estreia oficial aconteceu em 1947, na peça A Filha de Iório, de Gabriel D’Annunzio. Sua atuação lhe valeu a medalha de ouro de Atriz Revelação pela ABCT (Associação Brasileira de Críticos Teatrais). Durante sua adolescência, participou de diversas peças de destaque, como Anjo Negro, de Nelson Rodrigues e O Fantasma de Canterville, baseado em Oscar Wilde.

Aos dezessete anos, fundou, em São Paulo, o Teatro de Alumínio, na Praça das Bandeiras, edifício sede do Teatro Íntimo Nicette Bruno (TINB), companhia criada em 1953. Paulo e Nicette inauguraram o TINB com a peça Ingênua Até Certo Ponto, de Hugh Herbert, com direção de Armando Couto. Em 1958, atuou na premiada criação de Aparecida, em Pedro Mico, de Antônio Callado. Durante as décadas de 1950 e 1960, integrou praticamente todas as principais companhias de teatro do país.[2]

Em 1959, na TV Continental ganhou um papel da destaque, interpretando a personagem-título no seriado ao vivo Dona Jandira em Busca da Felicidade. Sua primeira telenovela foi Os Fantoches (1967), de Ivani Ribeiro, na TV Excelsior. Nos anos 1960 nas extintas emissoras TV Excelsior e Tupi, atuou em novelas de sucesso na época como A Muralha, O Meu Pé de Laranja Lima, Rosa-dos-Ventos, Papai Coração, Éramos Seis e Como Salvar Meu Casamento. Depois, ao transferir-se para a Rede Globo encarnou ainda personagens célebres em novelas como Sétimo Sentido, Louco Amor, Selva de Pedra, Bebê a Bordo, Rainha da Sucata, Mulheres de Areia, entre outros sucessos.[8]

Em 1962, Nicette e seu marido, a convite de Cláudio Corrêa e Castro, moraram em Curitiba, trabalhando no Teatro Guaíra, lecionando artes cênicas para o projeto Curso Permanente de Teatro e fazendo parte do Teatro de Comédia do Paraná (TCP), em que produziram diversas montagens, como Um Elefante no Caos, de Millôr Fernandes, A Megera Domada, de Shakespeare e O Santo Milagroso, de Lauro César Muniz.[9]

Sua primeira participação no cinema foi no filme Querida Susana (1947), sob a direção de Alberto Pieralisi. Participou também dos filmes Canto da Saudade (1952),[10] Esquina da Ilusão (1953), A Marcha (1972),[11] Vila Isabel (1998), Zoando na TV (1999), Seja o que Deus Quiser! (2002), A Guerra dos Rocha (2008) e A Casa das Horas (2010), porém sem nunca deixar o teatro.[12]

Em 2001, após ter se afastado por um bom tempo da televisão, encarnou Dona Benta durante quatro anos na segunda versão para a TV do Sítio do Pica-Pau Amarelo, ganhando grande notoriedade com este papel.[13] Em 2005, volta às telenovelas interpretando Ofélia em Alma Gêmea. Em 2006, faz uma breve porém significativa participação especial no primeiro capítulo de O Profeta como Tia Cleide. Em 2007, é a vez da humilde e bondosa Dona Juju em Sete Pecados.

Em 2010, dá vida à personagem Júlia Spina em Ti Ti Ti.[14] No ano seguinte, interpreta Iná, em A Vida da Gente.[15] Em 2012, interpreta a matriarca Dona Leonor em Salve Jorge.[16] Em 2013, Nicette trabalhou na novela Joia Rara, interpretando a personagem Santinha.[17] No mesmo ano, Nicette e a sua filha Beth Goulart foram as apresentadoras da cerimônia de premiação da 25ª edição do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro.[18] Em 2014, a atriz estreou a peça Perdas e Ganhos. O monólogo da escritora Lya Luft, com direção da filha da atriz, Beth Goulart, é uma homenagem ao marido, o ator Paulo Goulart.[19] Em 2015, na novela I Love Paraisópolis, de Alcides Nogueira e Mário Teixeira, Nicette foi Izabelita, uma viúva, acionista majoritária da Pilartex e sofre do Mal de Alzheimer.[20]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel Prêmios e Indicações
1945 Romeu e Julieta Julieta
O Fantasma de Canterville
1947 A Filha de Iório Ordella Prêmio ABCT - Atriz revelação
Dias Felizes
Já é Manhã no Mar
3200 Metros de Altitude
1948 Anjo Negro
O Balão Que Caiu no Mar
1949 O Sorriso de Gioconda
Os Homens
1952 Senhorita Minha Mãe
Amor Versus Casamento
1953 Ingênua Até Certo Ponto
Week-end
É Proibido Suicidar-se na Primavera
1954 Ingenuidade
1955 Bife, Bebida e Sexo
1957 Os Amantes
Paixão da Terra
A Vida Não É Nossa
1958 Pedro Mico Aparecida[21] Prêmio ABCT - Melhor atriz
Prêmio Governo do Estado do Rio de Janeiro - Melhor atriz
Inimigos Íntimos
1962 Zefa entre os Homens Zefa[22]
1963 Um Elefante no Caos
1964 A Megera Domada
1965 O Santo Milagroso
1967 Boa Tarde, Excelência
1968 Os Últimos
O Olho Azul da Falecida
1974 O Efeito dos Raios Gama Sobre as Margaridas do Campo Prêmio Molière - Melhor atriz
O Prisioneiro da Segunda Avenida
1976 Classe Média, Televisão Quebrada
1980 Dona Rosita, a Solteira
Mãos ao Alto, São Paulo!
1982 Agnes de Deus
1984 Boa Noite, Mãe Mãe
1986 Trilogia da Louca
1987 Aviso Prévio
1988 À Margem da Vida
1989 Meu Reino por um Cavalo
1990 Flávia, Cabeça, Tronco e Membros
1991 Céu de Lona
1994 Enfim sós
1996 Gertrude Stein, Alice Toklas & Pablo Picasso
1997 Roque Santeiro
1998 Somos Irmãs Prêmio Shell - Melhor atriz
Troféu APCA - Melhor atriz
2000 Crimes Delicados
2003 Sábado, Domingo e Segunda
2005 As Alegres Canções da Montanha
2006 O Homem Inesperado Marta[23]
2014 Perdas e Ganhos

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel Prêmios e Indicações
1952 A Corda
1958 Suspeita
1959
-
1963
Dona Jandira em Busca da Felicidade Dona Jandira
1967 Os Fantoches Estela
1968 A Muralha Margarida Olinto
Legião dos Esquecidos
1969 Sangue do Meu Sangue Clara
1970 A Gordinha Mônica
O Meu Pé de Laranja Lima Cecília
1971 A Fábrica Clara
1972 Signo da Esperança
Camomila e Bem-me-quer Margot
1973 Divinas & Maravilhosas Helena
Rosa-dos-ventos Madre Maria das Neves
1976 Papai Coração Sílvia
1977 Éramos Seis Lola Troféu APCA - Melhor atriz
1978 Salário Mínimo Zilda
1979 Como Salvar Meu Casamento Dorinha Troféu APCA - Melhor atriz
1981 Obrigado Doutor irmã Júlia
1982 Sétimo Sentido Sara
1983 Louco Amor Isolda
1984 Meu destino é pecar Clara Castro
1985 Tenda dos Milagres Joana
1986 Selva de Pedra Fanny
1988 Bebê a Bordo Branca
1990 Rainha da Sucata Neiva Pereira
1992 Perigosas Peruas Vivian Bergman
1993 Mulheres de Areia Julieta Sampaio (Juju)
1994 Incidente em Antares Lanja Vacariano
1995 A Próxima Vítima Nina Giovanni
Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados Zezé
1997 O Amor Está no Ar Úrsula
1998 Labirinto Edite
1999 Andando nas Nuvens Judite Mota
2000 Aquarela do Brasil Glória
2001
-
2004
Sítio do Picapau Amarelo Dona Benta
2005 Alma Gêmea Ofélia Troféu Leão Lobo - Melhor atriz coadjuvante
2006 O Profeta Tia Cleide (participação especial)
2007 Sete Pecados Julieta Verona (Dona Juju)
2008 Dicas de Um Sedutor Rosa
Nada Fofa Dona Nice
2010 Ti Ti Ti Júlia Spina
2011 A Vida da Gente Iná
2012 As Brasileiras Isaura
Salve Jorge Leonor Flores Galvão
2013 Joia Rara Santinha
2015 I Love Paraisópolis Izabelita[24]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel
1947 Querida Susana
1952 O Canto da Saudade A Própria
1953 Esquina da Ilusão
1972 A Marcha
1998 Vila Isabel
1999 Zoando na TV Dona Xênia
2002 Seja o que Deus Quiser! Velha maluca
2008 A Guerra dos Rocha Nonô
2010 A Casa das Horas Dona Celeste

Obras[editar | editar código-fonte]

Em 2010, Nicette lançou o livro Grandes pratos e pequenas histórias de amor em parceria com o seu marido Paulo Goulart. Este livro de culinária traz receitas que o casal criou ou simplesmente testou em seus almoços de domingo, ao lado da família e dos amigos.[25]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Entre os prêmios e homenagens que coleciona, está Prêmio ABCT de Atriz Revelação na peça A Filha de Iório (1947), Prêmio ABCT e o Prêmio Governo do Estado do Rio de Janeiro de Melhor Atriz no espetáculo teatral Pedro Mico (1958), Prêmio Molière de Melhor Atriz na peça O Efeito dos Raios Gama Sobre as Margaridas do Campo (1974).[26] Nicette foi três vezes premiada com o Troféu APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), como Melhor Atriz na peça Somos Irmãs (1998), nas novelas Éramos Seis (1978) e Como Salvar Meu Casamento (1980). Em 1998, ganhou o Prêmio Shell de Melhor Atriz pelo trabalho na peça teatral Somos Irmãs.[27]

Em 2006, a família Goulart foi homenageada na 18.ª edição do prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro. Paulo Goulart, Nicette Bruno e seus filhos Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho receberam um Troféu Especial, pela união e trabalho desenvolvidos nos palcos em mais de vinte anos de carreira.[28] No mesmo ano, Nicette ganhou o Troféu Leão Lobo na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante pela atuação em Alma Gêmea.[29] Foi homenageada na 21ª edição do Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema, onde recebeu o Troféu Eusélio Oliveira pelo conjunto da obra, em 2011.[30] Na 8ª edição do Festival de Cinema da Lapa, a atriz recebeu o Troféu Tropeiro, uma homenagem que contempla profissionais da dramaturgia de destaque nacional que tenham nascido ou atuado no Paraná, em 2015.[31] Em maio de 2016, Nicette recebeu o prêmio Lifetime Achievement Award no 19º Brazilian International Press Awards.[32]

Referências

  1. Conheça os nomes reais dos famosos Terra
  2. a b NICETTE BRUNO MemóriaGlobo.
  3. a b c «Biografia de Nicette Bruno». Netsaber. 
  4. Família de Paulo Goulart e Nicette Bruno domina palcos paulistanos Veja São Paulo. (Setembro, 2009).
  5. "A brasa não apaga" IstoÉ Gente.
  6. Eles são espíritas IstoÉ Gente.
  7. Velório de Paulo Goulart será no Theatro Municipal, em São Paulo UOL entretenimento. (Março, 2014).
  8. Bruno, Nicette (1933) Itaú Cultural.
  9. Paulo Goulart e Nicette Bruno viveram em Curitiba na década de 60 - Casal trabalhou no Teatro de Comédia do Paraná Site Bem Paraná
  10. Canto da Saudade (A Lenda do Carreiro) UOL entretenimento.
  11. Afonso Schmidt - Filme de A Marcha (1) Novo Milenio.
  12. Participação de Nicette Bruno em curta-metragem tem mais impacto do que filme dedicado a Pelé O Globo. (Junho, 2011).
  13. «Fotos das personagens vividas por Nicette Bruno». Conta Mais. 
  14. «Ti Ti Ti: Nicette Bruno está confirmada». Estrelando. 
  15. «A Vida da Gente: Nicette Bruno se destaca como a avó mais fofa da TV». Extra. 
  16. Nicete Bruno será a milionária muquirana em 'Salve Jorge' IG. (Setembro, 2012).
  17. Joia Rara Gshow.
  18. Prêmio 'Shell' de Teatro anuncia vencedores da 25ª edição do Rio de Janeiro Jornal do Brasil. (Março, 2013).
  19. Espetáculo 'Perdas e Ganhos' traz Nicette Bruno a Campinas RAC. (Novembro, 2014).
  20. No papel de personagem com mal de Alzheimer em ‘I love Paraisópolis’, Nicette Bruno diz como lida com suas lembranças Extra. (Julho, 2015).
  21. Fruto da Terra: Nicette Bruno Guia de Niterói.
  22. “Zefa entre os homens”: coronéis usam a fé para explorar o povo Funarte.
  23. Paulo Goulart e Nicette Bruno apresentam "O Homem Inesperado" Gazeta do Povo. (Novembro, 2011).
  24. «Conheça o apartamento de Izabelita, um dos cenários luxuosos da nova novela». GShow. 14 de abril de 2015. 
  25. Grandes pratos e pequenas histórias de amor Travessa.
  26. Nicete Bruno Genética de artista IstoÉ Gente.
  27. Nicette Bruno Itaú Cultural.
  28. Família Goulart é homenageada no Prêmio Shell ofuxico. (Abril, 2006).
  29. Ceará do Pânico comemora prêmio nos braços da namorada terra. (Abril, 2006).
  30. Nicette Bruno vive solitária em filme e é homenageada em festival terra. (Junho, 2011).
  31. Nicette Bruno é homenageada em festival de cinema em Curitiba CARAS. (Novembro, 2015).
  32. Guilherme Arantes e Nicette Bruno no Press Awards 2016 Acontece. (Abril, 2016).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Elaine Guerini (2004). Nicette Bruno e Paulo Goulart: tudo em familia 1ª ed. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo [S.l.] p. 256. 12.0.812.953. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Nicette Bruno