Éramos Seis (1977)

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a telenovela de 1977. Para outros significados, veja Éramos Seis (desambiguação).
Éramos Seis
Informação geral
Formato Telenovela
Criador(es) Silvio de Abreu
Rubens Ewald Filho
Baseado em Éramos Seis de Maria José Dupré
País de origem  Brasil
Idioma original (em português)
Produção
Diretor(es) Atílio Riccó
Plínio Paulo Fernandes
Elenco Nicette Bruno
Gianfrancesco Guarnieri
Geórgia Gomide
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Tema de abertura "Toda uma Vida", por Ederly Borba
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Tupi
Transmissão original 6 de junho de 1977 - 31 de dezembro de 1977
N.º de episódios 165
Cronologia
Tchan, a Grande Sacada
João Brasileiro, o Bom Baiano
Programas relacionados Éramos Seis

Éramos Seis é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Tupi e exibida de 6 de junho a 31 de dezembro de 1977.[1]

É uma adaptação do romance homônimo de Maria José Dupré lançado em 1943. Foi escrita por Sílvio de Abreu e Rubens Ewald Filho e dirigida por Atílio Riccó e Plínio Paulo Fernandes , sendo esta adaptação a terceira versão desta obra , anteriormente fora exibida pela RecordTV em 1958 e pela mesma Rede Tupi de Televisão em 1967.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Éramos Seis conta a história de Dona Lola, uma bondosa e batalhadora mulher que faz de tudo pela felicidade do marido, Júlio, e dos quatro filhos: Carlos, Alfredo, Julinho e Maria Isabel. A vida de Dona Lola é narrada desde a infância das crianças, quando Júlio trabalha para pagar as prestações da casa onde moram, na Avenida Angélica, passando pela chegada dos filhos à fase adulta e de Dona Lola à velhice. Conforme os anos passam, vão se modificando as coisas na vida de Dona Lola, com as mortes de Júlio e Carlos; o sumiço de Alfredo pelo mundo; a união de Isabel com Felício, um homem separado; a ascensão de Julinho, que se casa com uma moça de família rica - Maria Laura, filha de Assad, patrão de Júlio. O título vem da situação de Dona Lola ao fim da vida, sozinha num asilo: eram seis, agora só resta ela. Também são expostos outros personagens, como os familiares de Lola: na cidade de Itapetininga, interior paulista, moram a mãe, dona Maria (Leonor Lambertini) ; a Tia Candoca (Geny Prado) ; as irmãs Clotilde, solteirona, e Olga, casada com Zeca; na cidade, vive a rica Tia Emília, irmã de seu pai; e as filhas dela, Justina, uma moça com problemas psicológicos, que se comporta como criança, e Adelaide, que viveu na Europa e ao regressar traz ideias avançadas para o Brasil da época.

Produção e exibição[editar | editar código-fonte]

Texto de apresentação de Éramos seis, narrado em off no início do primeiro capítulo:

'' Esta é a história de uma família paulista, a família Lemos. Uma família de gente simples que enfrenta as dificuldades do dia a dia com coragem e otimismo. Uma família muito parecida com a sua. Somente a cidade mudou. São Paulo em 1921 é uma cidade extensa de casas térreas e sobrados, jardins floridos de primaveras, alamedas guarnecidas de plátanos e cortadas pelas linhas dos bondes da Light. São 600 mil habitantes numa época em que começam a se acentuar os contrastes. Os cortiços nos bairros populares, os novos hábitos trazidos pelos imigrantes…

Dona Lola, uma mulher comum. Uma mãe de família como tantas que vocês conhecem. Por isso, através deste retrato de época, faremos uma homenagem ao seu anônimo heroísmo. E como à Srª Leandro Dupré, dedicamos essa novela a todas as mulheres que trabalham '' [2]

Esta foi a terceira versão do livro Éramos Seis, publicado em 1943 por Maria José Dupré. Éramos Seis foi a novela de estreia dos autores Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho. A novela começou exibida às 19 horas, batendo de frente com a novela Locomotivas, da Rede Globo, após o término da primeira fase, Éramos Seis passou a ser exibida às 19h30. A atriz Chica Lopes interpretou Durvalina também na quarta versão da novela, produzida pelo SBT em 1994. A novela foi reprisada em 1980, quando a emissora estava em grave crise e prestes a ter suas concessões cassadas.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Nicette Bruno Dona Lola
Gianfrancesco Guarnieri Júlio
Carlos Augusto Strazzer Carlos
Carlos Alberto Riccelli Alfredo
Maria Isabel de Lizandra Maria Isabel
Ewerton de Castro Julinho
Geórgia Gomide Clotilde
Jussara Freire Olga
Paulo Figueiredo Zeca
Maria Célia Camargo Dona Genu
João José Pompeo Virgulino
Nydia Lícia Tia Emília
Edgard Franco Almeida
Reny de Oliveira Carmencita
Adriano Reys Felício
Carmem Monegal Adelaide
Flávio Galvão Lúcio
Lourdes de Moraes Justina
Leonor Lambertini Dona Maria
Rogério Márcico Alonso
Maria Luiza Castelli Pepa
Silvio Rocha Assad
Lucy Meirelles Karime
Geny Prado Tia Candoca
Paulo Goulart Dr. Azevedo
Carminha Brandão Laila
Amilton Monteiro Marcos
Beth Goulart Lili
Luiz Carlos Braga Alaor
Ruthinéa de Moraes Zulmira
Chica Lopes Durvalina
Gésio Amadeu Raio Negro
Indianara Gomes Maria Laura
Marisa Sanches Dona Benedita
Carmen Marinho Marion
Malu Braga Marta
Wanda Stefânia Carmem

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Lia de Aguiar Madre Superiora
John Herbert Mrs. Hilton
Marivalda Paulette (corista, amante de Zeca)
Paulo Goulart Dr. Azevedo
Roberto Maya José Aranha
Ruy Leal Pai de Lola (em suas lembranças)
Domingos Mattei Neto Enfermeiro

As Crianças[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Paulo César de Martino Carlos (menino)
Douglas Mazzola Alfredo (menino)
Ivana Bonifácio Maria Isabel (menina)
Marcelo Pinsdorf Julinho (menino)
Ana Claudia Pereira Drumond Kouri Carmencita (menina)
Mateus Carrieri Lúcio (menino)
Gladys Regina Miranda Lili (menina)
Maria Cecília Salazar Maria Laura (menina)
Marcos Donizetti Raio Negro (menino)
Márcio Costa Tavinho
Ilene Patrícia Maria Emília
Luciene dos Santos Emiliana
Renato Carrieri Felício Jr.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • A atriz Chica Lopes (1925-2016) ; interpretou a mesma personagem na terceira e quarta versão da novela , ela viveu Durvalina , a empregada de Dona Lola. Jussara Freire e Paulo Figueiredo também estiveram nas duas novelas, mas fazendo pares românticos diferentes: Olga e Zeca em 1977, e Clotilde e Almeida em 1994.Também Lia de Aguiar. Em 1977, a atriz fez uma rápida aparição como a madre superiora do asilo onde Lola termina seus dias. Ela voltou em 1994 em outra participação especial: Dona Marlene, mãe de Júlio. Já o ator Silvio Rocha, o seu Assad em 1977, havia participado anteriormente, na versão de 1967, em que viveu Júlio.
  • Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho criaram um desfecho heroico para o personagem Carlos: ele foi um dos mortos da Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo, junto de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, os jovens que passaram à História através da sigla MMDC. No livro, Carlos também morre, mas em outras circunstâncias. No remake do SBT (em 1994), o destino de Carlos (Jandir Ferrari) foi mantido, embora não por necessidade de liberar o ator para outro trabalho. Fábio Costa em “Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”.
  • Para maior veracidade, Éramos Seis teve externas gravadas na Vila Belmiro , bairro de Santos (SP), cujas ruas ainda conservavam construções antigas. Bem como na estação ferroviária, na Avenida Ana Costa, e no Orquidário. Ainda em São Paulo, no bairro do Bonsucesso.
  • A abertura de Éramos Seis apresentava um álbum de família sendo folheado, enquanto os créditos do elenco surgiam a cada foto de um ator que aparecia. As atrizes Wanda Stefania e Patrícia Mayo foram escaladas para a segunda fase da novela (iriam viver Carmencita e Adelaide, respectivamente), e seus nomes – e fotos – constavam na abertura desde a primeira fase. Mas as atrizes ficaram grávidas e não puderam atuar, sendo substituídas por Reny de Oliveira e Carmem Monegal. Apesar dos créditos terem sido corrigidos na segunda fase, as fotos das atrizes originais permaneceram.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Troféu APCA (1977)[editar | editar código-fonte]

  • Melhor atriz Nicette Bruno

Trilha Sonora[3][editar | editar código-fonte]

  1. Toda uma vida - Ederly Borba (tema de abertura e tema de Lola)
  2. Domingo antigo - Beth Carvalho (tema geral)
  3. Meu prelúdio - Waldyr Azevedo (tema de Julinho e Lili)
  4. Madrinha Lua - Rosinha de Valença (tema de Clotilde)
  5. Modinha - Titulares do Ritmo (tema de Carlos)
  6. Queremos Deus - Wilson Simonal
  7. Acalanto - Nana e Dorival Caymmi (tema de Lola e os filhos pequenos)
  8. A Banda - Chico Buarque
  9. Capricho do Destino - Jacob do Bandolim (tema de Clotilde)
  10. Mal me quer - Nara Leão
  11. Branca - Violinos Mágicos (tema de Clotilde)
  12. Serra da boa esperança - Elizeth Cardoso e Sílvio Caldas
  13. Caiado - Fernando Leno (tema de Olga)

Referências

  1. «Eramos Seis». Teledramaturgia. 12 de setembro de 2015. Consultado em 23 de abril de 2016 
  2. «Éramos Seis (1977)». Teledramaturgia 
  3. «Eramos Seis - Trilha sonora». Teledramaturgia. 12 de setembro de 2015. Consultado em 23 de abril de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]