As Filhas da Mãe

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As Filhas da Mãe
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Comédia romântica
Duração 50 minutos
Criador(es) Sílvio de Abreu
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Jorge Fernando
Câmera Multicâmera
Roteirista(s) Alcides Nogueira
Bosco Brasil
Sandra Louzada
Elenco
Tema de abertura "Alô, Alô, Brasil", Eduardo Dusek[1]
Exibição
Emissora de televisão original Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 27 de agosto de 2001[2]18 de janeiro de 2002
N.º de episódios 125

As Filhas da Mãe[3] é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 19 horas, entre 27 de agosto de 2001 e 18 de janeiro de 2002, em 125 capítulos [2], substituindo Um Anjo Caiu do Céu e sendo substituída por Desejos de Mulher. Foi a 62ª "novela das sete" exibida pela emissora. Foi escrita por Sílvio de Abreu com a colaboração de texto de Alcides Nogueira, Bosco Brasil e Sandra Louzada, direção de Marcelo Travesso e Marcus Alvisi, e direção geral e de núcleo de Jorge Fernando.[4]

Contou com Fernanda Montenegro, Raul Cortez, Cláudia Raia, Andréa Beltrão, Bete Coelho, Regina Casé, Alexandre Borges e Thiago Lacerda nos papéis principais da trama. [5][6]

Produção[editar | editar código-fonte]

As primeiras cenas da novela foram gravadas em Paris e Londres.

Originalmente a novela se chamaria A Incrível Batalha das Filhas da Mãe no Jardim do Éden, porém a direção considerou-a muito longa, abreviando para Filhas da Mãe no Jardim do Éden e, posteriormente, apenas As Filhas da Mãe, utilizando o original como subtítulo na abertura.[7] Miguel Falabella escreveria a novela junto com Silvio de Abreu, uma vez que o projeto era focado na comédia e ele tinha uma vasta experiência no gênero, porém o autor teve que desistir da co-autoria quando Sai de Baixo foi solicitada para mais duas temporadas.[8] A novela teve cenas primeiras gravadas em Los Angeles, Paris, Londres e Roma, onde se davam as histórias iniciais das quatro principais personagens.[9] Silvio citou como referência a novela O Sheik de Agadir, de 1966, para o mistério do sumiço de Fausto.[10]

A abertura da novela era representada através de bonecos marionetes, manipulados por membros da companhia teatral O Navegante e contando o enredo inicial da história.[11] No começo de cada capítulo era mostrado um rap explicando o que tinha acontecido no dia anterior.[11] A novela foi aprovada para ter 200 capítulos iniciais, com possibilidades de estiramento em até 250 caso tivesse grande repercussão, porém, devida a baixa audiência e a rejeição do público, acabou sendo cortada para 125 em novembro de 2001.[12] Desejos de Mulher, que estava programada para estrear apenas em maio de 2002, teve que ser adiantada às pressas para cobrir o horário a partir de janeiro.[13]

Cenografia e figurinos[editar | editar código-fonte]

O bairro de Vila Havana foi inspirado na arquitetura de Santa Teresa, no Rio de Janeiro.

O figurino da personagem de Fernanda Montenegro foi inspirado na famosa colecionadora de arte Peggy Guggenheim, que marcou época com visuais exóticos.[14] Já o personagem de Tony Ramos teve o visual inspirado em uma mistura de Elvis Presley com o fator latin lover de Rudolph Valentino, enquanto Lavínia Vlasak usava peças sessentistas inspiradas nas clássicas peças românticas de Audrey Hepburn e nas coleções do estilista Hubert de Givenchy; Raul Cortez teve peças mais clássicas e sóbrias referenciadas pelos visuais refinados de Fred Astaire; Alexandre Borges incorporou não só o figurino, mas a personalidade sedutora de John F. Kennedy, Jr.; já Patricya Travassos apresentou uma mistura de cores latinas e floridas inspirada na pintora Frida Kahlo e na atriz Carmen Miranda.[14]

As peças da personagem de Cláudia Raia foram as mais complexas, compostas pelo figurinista Cao Albuquerque com uma equipe de três outros estilistas para criar um visual glamouroso e, ao mesmo tempo, moderno para que pudesse ser utilizado no dia-a-dia, tendo como referência a atriz italiana Sophia Loren.[14] Uma cidade cenográfica em uma área de 12 mil m² foi construida nos Estúdios Globo, dividido entre as moradias dos personagens, o resort Jardim do Éden e o fictícia bairro carioca de de Vila Havana – inspirado em Santa Teresa, bairro do Rio de Janeiro –, onde moravam, entre outros, as famílias os personagens Manolo e Rosalra.[15]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Luiz Fernando Guimarães foi convidado para interpretar Manolo, porém o ator optou por protagonizar o sitcom Os Normais, passando o personagem para Tony Ramos.[16] Sílvio escreveu a personagem Dagmar especialmente para Cláudia Jimenez, que só aceitou interpretá-la após confirmar que Miguel Falabella não seria co-autor, uma vez que os dois tinham uma relação estremecida na época.[17] A direção quis aproveitar o sucesso do casal formado por Priscila Fantin e Mário Frias – ele era o campeão de cartas da emissora – em Malhação e escalou-os novamente como principal par romântico jovem da trama.[18][19]

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Na década de 1960 Lucinda (Fernanda Montenegro) foi ludibriada a trocar o amor de Arthur (Raul Cortez) pelos falsos galanteios de Fausto (Francisco Cuoco), que passava a imagem de bom moço, mas na verdade era um grande alpinista social pilantra. Após matar um homem que tentou estuprá-la em legítima defesa, ela teve que deixar o Brasil quando o próprio marido ameaçou incriminá-la pelo ocorrido para ficar em posse dos bens. Em Hollywood e sob o nome de Lulu de Luxemburgo, ela despontou como uma grande diretora de cinema, sendo premiada oito vezes no Oscar. Após 35 anos, Lulu finalmente pode voltar ao Brasil quando descobre que seu ex-marido desapareceu misteriosamente após aplicar um golpe nos sócios, Arthur e Manolo (Tony Ramos). Porém ela terá que ficar cara-a-cara com suas três filhas, as quais ela abandonou nos primeiros anos de vida, sem saber que elas se tornaram mulheres fúteis que só pensam em dinheiro. A mais nova, Alessandra (Bete Coelho), sempre sonhou em se tornar uma grande escritora, mas nunca teve criatividade para desenvolver algo concreto, gastando todo o dinheiro que tinha durante os anos que morou em Roma.

A irmã do meio, Tatiana (Andréa Beltrão) também não conseguiu se tornar diretora e, igualmente, gastou cada centavo, tendo passado os últimos anos trabalhando como vendedora de pipoca em Londres. Já a mais velha, Ramona (Claudia Raia), nasceu Ramon e se descobriu transexual, se mudando para Paris, onde fez a cirurgia de redesignação sexual sem que as irmãs soubessem, guardando o segredo até o dia de reencontrá-las. A vida delas vem a baixo quando elas descobrem que existe uma quarta herdeira, fruto de um relacionamento secreto do pai, Rosalva (Regina Casé), mulher simples que nem imagina quem é o pai ou que sua vida está prestes a mudar. Abalada pela morte do marido e pela descoberta das inúmeras traições dele, ela cria com muito custo os quatro filhos: Pedro (Pedro Garcia Netto), Zeca (Bruno Gagliasso) – que vivem disputando Érika – Amanda (Ana Beatriz Cisneiros) e Joana (Priscila Fantin), que treina para ser boxeadora contra a vontade da mãe e desperta o interesse de Diego (Mário Frias), filho de Manolo e o desgosto de sua vida, uma vez que o pai queria que ele lutasse boxe, mas o garoto sonha mesmo em se tornar músico.

Manolo está mesmo as voltas com sua noiva, a ex-stripper Aurora (Cláudia Ohana), uma mulher cômica sem nenhum refinamento, que tenta se adequar a vida de emergente. Já Raul nunca foi feliz no amor e, apesar de ser noivo da jovem Valentine (Lavínia Vlasak), nunca esqueceu Lulu e fica estremecido quando sabe de sua volta. Ele tem dois filhos: o modelo Ricardo (Reynaldo Gianecchini), que detesta o universo das passarelas pela futilidade e encontra o amor nos braços da atrapalhada aspirante a atriz Dagmar (Cláudia Jimenez), uma bela moça acima do peso, e Leonardo (Alexandre Borges), um homem extremamente machista e que adora demonstrar sua virilidade, contrastando este conservadorismo com o que sente por Ramona ao descobrir que ela é transexual. Quem fica de olho nas quatro irmãs é o ambicioso Adriano (Thiago Lacerda), afilhado de Fausto e que almeja colocar a mão nas empresas, nem que pra isso precise seduzir cada uma delas.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/atriz Personagem
Fernanda Montenegro Lucinda Maria Barbosa Cavalcante (Lulu de Luxemburgo)
Raul Cortez Arthur Brandão
Cláudia Raia Ramona Barbosa Cavalcante / Ramón Barbosa Cavalcante
Andréa Beltrão Tatiana Barbosa Cavalcante
Bete Coelho Alessandra Barbosa Cavalcante
Regina Casé Rosalva dos Anjos Rocha[20]
Thiago Lacerda Adriano Araújo[21]
Alexandre Borges Leonardo Brandão[21]
Tony Ramos Manolo Gutierrez[22]
Cláudia Ohana Aurora Áurea (Orora)
Priscila Fantin Joana Rocha dos Anjos
Mário Frias Diego Gutierrez
Reynaldo Gianecchini Ricardo Brandão[21]
Cláudia Jimenez Dagmar Cerqueira
Lavínia Vlasak Valentina Ventura (Valentine)
Tuca Andrada Nicolau Rocha (Nico)
Patrycia Travassos Milagros Quintana
Bruno Gagliasso José Carlos Rocha dos Anjos (Zeca)[23]
Pedro Garcia Netto Pedro Rocha dos Anjos
Diogo Vilela Webster Pereira
Virgínia Cavendish Maria Leopoldina Pereira
Viviane Novaes Érika
Lulo Scroback Waldeck Ventura
Yoná Magalhães Violante Ventura
Flávio Migliaccio Barnabé
Elias Gleiser Deodoro Rocha (Seu Dedé)
Nelson Xavier Mauro das Flores
Cleyde Yáconis Georgina Gutierrez (Gorgo)
Emiliano Queiroz João Alberto
Jacqueline Laurence Margot de Montparnasse
Cristina Pereira Divina
Gustavo Falcão Faísca
Marcelo Barros Polenta
Hilda Rebello Dona Geralda
Ana Beatriz Cisneiros Amada Rocha dos Anjos
Felipe Latgé Felipe Augusto Pereira (Felipinho)
Isabella Cunha Maria Elizabeth Pereira

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator/atriz Personagem
Francisco Cuoco Fausto Cavalcante
Fernanda Torres Lulu de Luxemburgo (jovem)
Cláudio Lins Fausto Cavalcante (jovem)
Henrique Taxman Artur Brandão (jovem)
Edson Celulari Edmilson Rocha
Carolina Dieckmann Luise de Mershéél
Rosamaria Murtinho Dona Cissa Italiana
Roberto Bataglin Mr. Andrews
Ana Carbatti Luzineide
Cláudia Lira Dalete
Henri Pagnoncelli Comendador Mengion
Maria Alves Jussara
Joana Medeiros Milena
Malu Valle Sandra
Mário Cardoso Dr. Aírton
Daniela Cicarelli Larissa
Henri Castelli Pércio
Norton Nascimento Investigador Marcelo
Bárbara Paz Caroline Alves
Nelson Freitas Clóvis
Isadora Ribeiro Madalena
Angelita Feijó Hudeny
Maurício Gonçalves Martinez
Silvio de Abreu Mestre de cerimônia do Oscar

Música[editar | editar código-fonte]

Volume 1[editar | editar código-fonte]

As Filhas da Mãe: Volume 1
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 30 de agosto de 2001
Gênero(s)
Duração 55:21
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre

A primeira trilha sonora da telenovela foi lançada em 30 agosto maio de 2001 pela Som Livre, mesclando músicas do repertório nacional com do internacional e trazendo na capa o logo de abertura.[24]

Lista de faixas
N.º Título Música Personagem tema Duração
1. "Ela é Bamba"   Ana Carolina Rosalva 3:43
2. "Acima do Sol"   Skank Joana e Diego 3:25
3. "Odara"   Lulo Scroback Waldeck 3:31
4. "Primavera"   Maria Bethânia Lulu e Arthur 3:16
5. "Sem Parar"   Gabriel, o Pensador Tatiana 3:42
6. "Dream"   John Pizzarelli Ricardo 3:20
7. "Janela Indiscreta"   Lulu Santos Leonardo 3:47
8. "Química Perfeita"   Banda Eva e Netinho Manolo e Aurora 3:45
9. "São Paulo-SP"   Fernanda Abreu Geral 3:45
10. "Os Olhos do Meu Amor"   Sylvia Massari Ricardo e Dagmar 3:20
11. "Orora"   Exaltasamba Aurora 3:24
12. "You Don't Know Me"   Diane Schuur & B.B. King Ramona e Leonardo 3:15
13. "Mero Detalhe"   Lenine Adriano 3:31
14. "Fuck the Fashion"   Vinny Alessandra 3:38
15. "Dancing in the Dark"   Diana Krall Lulu e Arthur 3:27
16. "Vai Pegar"   Zé Ricardo Webster 3:31
17. "Alô Alô Brasil"   Eduardo Dusek Abertura 3:11

Volume 2[editar | editar código-fonte]

As Filhas da Mãe: Volume 2
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 18 de setembro de 2001
Gênero(s)
Duração 52:11
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre

A segunda trilha sonora da telenovela foi lançada em 18 de setembro de 2001 pela Som Livre, mesclando músicas do repertório nacional com do internacional e trazendo Reynaldo Gianecchini estampando a capa.[25]

Lista de faixas
N.º Título Música Personagem tema Duração
1. "Mirame a Los Ojos"   Paulina Rubio Milagros 3:43
2. "When You Told Me You Loved Me"   Jessica Simpson Valentine 3:25
3. "Me, Myself & I"   Jive Jones Pedro e Érika / Zeca e Érika 3:31
4. "Emotion"   Destiny's Child Ricardo e Valentine 3:16
5. "Baila Sexy Thing"   Zucchero Alessandra 3:42
6. "I Believe in You"   'N Sync Nico e Rosalva 3:20
7. "Eternal Flame"   Atomic Kitten Joana e Diego 3:47
8. "Your Song"   Billy Paul Geral 3:45
9. "Dance Anymore"   Double You Adriano 3:45
10. "Pra Você Eu Digo Sim"   Rita Lee Lulu e Arthur 3:20
11. "Se Nos Muere El Amor"   Ricardo Arjona Violante e Barnabé 3:24
12. "Addicted To Love"   Adriana Mezzadri Violante 3:15
13. "Colo de Menina"   Rastapé Rosalva 3:31
14. "Selfish"   'N Sync Webster 3:38
15. "Hero"   Enrique Iglesias Ramona e Leonardo 3:27
16. "The Land"   Ibiza Geral 3:31

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Classificação indicativa[editar | editar código-fonte]

O Ministério da Justiça tentou bloquear a novela de ser exibida antes das 20h, alegando que a temática do transexualidade era muito delicada para se tratar em um horário assistido por crianças e adolescentes.[26] Cláudia Raia, interprete da personagem, considerou a decisão discriminatória com as transexuais, uma vez que a personagem nem se quer abordaria a redesignação sexual ou abordaria temáticas sobre sexo, alegando que programas com alto teor sexual cisgênero eram exibidos livremente em qualquer horário: "É uma hipocrisia só. Todos os domingos a gente vê bundas em profusão na tevê e ninguém fala nada. Ramona é a mocinha. É como se ela fosse a Regina Duarte da novela".[26] Pouco tempo antes da estreia a novela foi liberada para o horário.[26]

Declarações contra as classes D e E[editar | editar código-fonte]

A recepção desastrosa de As Filhas da Mãe fez com que o autor Silvio de Abreu fizesse declarações públicas controversas. Durante entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Silvio alegou que a baixa audiência da novela devia-se às classes D e E, que não se preocupavam em opções de qualidade: "O que para as classes A e B é estimulante e positivo, para a D é incompreensível: todo o "feedback" que eu tinha de conhecidos era de que a novela era uma maravilha, quando vi as pesquisas, caí do cavalo. O problema da TV é que quem manda na audiência é uma maioria que só busca entretenimento, uma imensidão de gente que consome sandalinha, biscoito, cerveja e móveis pagos em 538 prestações".[27] Além disso, autor também alegou que seu texto era muito sofisticado para uma população com baixo nível intelectual: "Eu queria fazer algo mais sofisticado, o público não entendia nada da novela. Não sabem o que é Oscar, Hollywood ou transexual, não têm referências, e, mesmo que eu explicasse, continuariam não entendendo. Não há compreensão intelectual".[27][28] Logo após o fim da novela, Silvio preparou um workshop para discutir metodos de trabalho sobre o controverso tema de "Como aumentar a audiência sem apelar para o populacho".[29] As declarações do autor contrastavam, ironicamente, com a exibição da "novela das oito" Porto dos Milagres na mesma época, pautada em personagens humildes e temáticas extremamente populares e fora do luxo, cuja audiência batia os 65 pontos.[30]

Audiência[editar | editar código-fonte]

O primeiro capítulo marcou 39 pontos, com picos de 42, mantendo a mesma média da estreia da telenovela anterior, Um Anjo Caiu do Céu.[31] Porém, logo nos primeiros dias a trama começou a perder audiência, fechando a primeira semana com 31 pontos de média, cinco a menos que a novela anterior e dez a menos do que Uga Uga marcava um ano antes.[32] Após duas semanas a novela já marcava 29 pontos apenas, se tornando a trama menos vista da emissora, atrás de Malhação[32] Em novembro, dois meses após a estreia, a trama mantinha médias entre 25 e 27 pontos.[33] Por esse fato a emissora decidiu encurtar drasticamente a novela – que tinha previsão inicial de 200 capítulos com possibilidades de ser esticada até 250 – para encerrá-la com 125 capítulos equatro meses antes do previsto, o que fez com que sua sucessora tivesse que ser adiantada as pressas.[34] As Filhas da Mãe só não se tornou a telenovela menos assistida da Rede Globo durante sua exibição pelo fato da emissora passar por uma situação pior ainda com a "novela das seis", A Padroeira, que chegava a amargar 19 pontos.[35] Na reta final, porém, a novela chegou a atingir também 19 pontos e sua média semanal ficava entre 20 e 25 pontos, números nunca antes atingidos por uma "novela das sete".[36] O último capítulo surpreendeu e marcou 37 pontos.[37] As Filhas da Mãe teve média geral de 28 pontos, a menor registrada na história do horário e considerado muito insatisfatório, uma vez que a emissora tinha a metade 35 para o horário.[38]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado Ref.
2001 Troféu APCA Melhor Ator Tony Ramos Venceu [39]
Melhores do Ano Melhor Atriz Fernanda Montenegro Indicado
Melhor Ator Raul Cortez
Melhor Atriz Coadjuvante Cláudia Raia
Melhor Ator Coadjuvante Alexandre Borges Venceu
2002 Troféu Imprensa Melhor Ator Tony Ramos [40]
Prêmio Contigo! Melhor Atriz Fernanda Montenegro Indicado
Melhor Ator Tony Ramos
Melhor Atriz Infantil Ana Beatriz Cisneiros
Melhor Par Romântico Alexandre Borges e Cláudia Raia

Referências

  1. Memória Globo. «As Filhas da Mãe - Trilha Sonora». Consultado em 21 de janeiro de 2014 
  2. a b Memória Globo (julho de 2010). «As Filhas da Mãe - Trama Principal». Rede Globo. Memoriaglobo.globo.com. Consultado em 21 de janeiro de 2014 
  3. Memória Globo (julho de 2010). «As Filhas da Mãe - Curiosidades». Rede Globo. Memoriaglobo.globo.com. Consultado em 21 de janeiro de 2014 
  4. Memória Globo (julho de 2010). «As Filhas da Mãe - Ficha Técnica». Rede Globo. Consultado em 21 de janeiro de 2014 
  5. Redação Folha Online (24 de agosto de 2001). «Conheça os personagens de "As Filhas da Mãe"». Site da Folha de S.Paulo. Consultado em julho de 2010  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. Calixto, Leandro (26 de agosto de 2001). «"Filhas da Mãe" traz elenco de consagrados». Jornal Vale Paraibano. Jornal.valeparaibano.com.br. Consultado em julho de 2010  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  7. «Zapping Fernando Miragaya». Folha de Londrina. Consultado em 1 de abril de 2018 
  8. «"Já fui até go go boy"». Terra. Consultado em 1 de abril de 2018 
  9. «Bete Coelho acerta contas com a televisão». Folha de S.Paulo. Consultado em 1 de abril de 2018 
  10. «Novela: "As Filhas da Mãe" busca opção ao óbvio». Folha de S.Paulo. Consultado em 1 de abril de 2018 
  11. a b «Baú da TV: As Filhas Da Mãe completa 15 anos». O Planeta TV. Consultado em 1 de abril de 2018 
  12. «Novela 'As Filhas da Mãe' será encurtada». Diário do Grande ABC. Consultado em 1 de abril de 2018 
  13. «Desejos de Mulher é "novelão" adaptado para as 19h». Terra. Consultado em 1 de abril de 2018 
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  15. «PRODUÇÃO». Globo. Consultado em 1 de abril de 2018 
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  17. «"Nunca vivi um romance com um homem"». Terra. Consultado em 1 de abril de 2018 
  18. «Cobiçado pelas moças». Terra. Consultado em 1 de abril de 2018 
  19. «Galã em ascensão». O Mossoroense. Consultado em 1 de abril de 2018 
  20. Redação Globo.com (8 de julho de 2009). «Conheça as mil faces de Regina Casé na tela da Rede Globo». Rede Globo. Consultado em julho de 2010  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
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  28. «15 novelas problemáticas que a Globo prefere esquecer». UOL. Consultado em 1 de abril de 2018 
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  40. Redação Terra (9 de março de 2008). «Silvio Santos anuncia melhores de 2007 com Troféu Imprensa». Terra Gente & Tv. Exclusivo.terra.com.br. Consultado em julho de 2010  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]