Cuca Legal
Cuca Legal
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|---|---|---|---|
| Informações gerais | |||
| Formato | Telenovela | ||
| Gênero | Comédia romântica | ||
| Criação | Marcos Rey | ||
| Baseado em | Boeing Boeing, de Marc Camoletti | ||
| Direção | Gonzaga Blota Oswaldo Loureiro Jardel Mello | ||
| Elenco |
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| Tema de abertura | "Cuca Legal, Ha Ha Ha", Chico Batera | ||
| País de origem | Brasil | ||
| Idioma original | Português | ||
| Episódios | 119 | ||
| Produção | |||
| Duração | 45 minutos | ||
| Distribuição | TV Globo | ||
| Formato | |||
| Formato de imagem | Preto e branco | ||
| Exibição original | |||
| Emissora | TV Globo | ||
| Transmissão | 27 de janeiro – 13 de junho de 1975 | ||
Cuca Legal é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo de 27 de janeiro a 13 de junho de 1975, em 119 capítulos. Substituiu Corrida do Ouro e foi substituída por Bravo!, sendo a 15.ª "novela das sete" exibida pela emissora.
Escrita por Marcos Rey e dirigida por Gonzaga Blota, Oswaldo Loureiro e Jardel Mello, foi produzida em preto-e-branco.[1][2][3]
Teve Francisco Cuoco, Yoná Magalhães, Suely Franco, Françoise Forton, Mário Lago, Elza Gomes, Sebastião Vasconcelos, Suzana Faini, Ruy Rezende, Hugo Carvana, Rosamaria Murtinho e Juca de Oliveira nos papéis principais.
Enredo
[editar | editar código]Ambientada no Rio de Janeiro, a trama gira em torno de Mário Barroso (Francisco Cuoco), um piloto de aviação solteirão que mantém relacionamento amoroso com três mulheres de diferentes classes sociais: Fátima (Yoná Magalhães), Irene (Suely Franco) e Virgínia (Françoise Forton). Embora acredite amar as três com a mesma intensidade, Mário não consegue decidir qual mulher seria capaz de dar-lhe um filho com a cuca legal. Bem-sucedido na profissão mas emocionalmente inseguro, ele ainda mora com a mãe, Dalva (Elza Gomes), e passa as horas vagas em mesas de bar com o amigo do peito Jacaré (Hugo Carvana), um típico carioca bem-humorado.[3][4]
Para escapar dos apuros em que vive se metendo, Mário conta com a ajuda da mãe, sua melhor conselheira. De fato, há mais de dez anos, Dalva atua como conselheira sentimental e astróloga em um programa de rádio que apresenta sob o pseudônimo de Madame Zaíde. Em casa, ela está sempre na companhia do velho amigo Aureliano Villaça (Mário Lago), um cavalheiro que se veste e se comporta como se ainda estivesse nos anos 30, fazendo constantes referências a ídolos e cenários do passado. Os dois amigos nutrem um amor platônico um pelo outro.[5]
Fátima é a pobre viúva de um empregado da manutenção da empresa de aviação na qual Mário trabalha. Mora com sua irmã, a dona de casa Diva (Suzana Faini), que é casada com Albano (Ruy Rezende), um homem moralista e desempregado que passa todo o tempo livre na praia. Além disso, Fátima foi o primeiro amor do determinado publicitário Diego Pappalardo (Juca de Oliveira), disposto a reconquistá-la e tirar seu rival Mário do caminho. Diego vive com seu irmão, o ciumento advogado Franco Pappalardo (Rogério Fróes), casado com Elizabeth (Lady Francisco), conhecida profissionalmente como Berta Lammar, atriz circense afastada dos picadeiros que sonha, obsessivamente, em voltar à atividade. Tem como marca registrada o jeito extravagante de se vestir.
A outra pretendente é Irene, uma moça de classe média. Sonhadora e ingênua, Irene dá aulas particulares de piano, para compensar a frustração de não ter-se tornado uma pianista profissional. Ela é filha de José Aprígio Proença (Felipe Carone), um ex-chefe de honra dos escoteiros obcecado em promover a disciplina em todos os aspectos do cotidiano, a começar pela organização da vida doméstica. Ele atormenta a mulher, Alba (Miriam Pires), com suas exigências neuróticas, as quais ela aceita sem reclamar, mais preocupada com as dores de cabeça provocadas pela caçula, Maria Lúcia, a Lu (Elizângela), jovem cheia de vida e irresponsável. José ainda abriga a sua irmã Nilzete (Dorinha Duval), uma divertida costureira. Raquel (Chica Xavier) é outra personagem que acata as exigências de José. Doce e compreensiva, é empregada da família há anos e, por ter ajudado na criação das filhas do patrão, é a maior confidente de Irene e Lu.
E, por fim, Virgínia Viana, uma jovem e rica empresária obcecada com os rumos dos negócios do falecido pai. Mora numa linda mansão com sua mãe, a viúva e "desamparada" Joaquina, conhecida também como Kinu (Rosamaria Murtinho), que depois começa a se envolver com Mário, pretendente da filha. Kinu também é mãe de Dennis (Mário Cardoso), jovem aventureiro que está com noivado marcado com a esnobe Elaine (Fátima Freire), filha de Nestor Dias (Sebastião Vasconcelos), rico industrial apaixonado por Kinu.
Elenco
[editar | editar código]| Interprete | Personagem[3][6] |
|---|---|
| Francisco Cuoco | Mário Barroso |
| Yoná Magalhães | Fátima |
| Suely Franco | Irene Proença |
| Françoise Forton | Virgínia Viana |
| Juca de Oliveira | Diego Pappalardo |
| Hugo Carvana | Celso Maranhão (Jacaré) |
| Rosamaria Murtinho | Maria Joaquina Viana (Kinu) |
| Sebastião Vasconcelos | Nestor Dias |
| Elza Gomes | Dalva Barroso / Madame Zaíde |
| Mário Lago | Aureliano Villaça |
| Suzana Faini | Diva |
| Ruy Rezende | Albano |
| Elizângela | Maria Lúcia Proença (Lu) |
| Luiz Armando Queiroz | Cláudio |
| Felipe Carone | José Aprígio Proença |
| Miriam Pires | Alba Proença |
| Rogério Fróes | Franco Papalardo |
| Lady Francisco | Elizabeth Papalardo / Berta Lammar |
| Dorinha Duval | Nilzete Proença |
| Herval Rossano | Fausto |
| Chica Xavier | Raquel |
| Mário Cardoso | Dennis Viana |
| Fátima Freire | Elaine Dias |
| Dary Reis | Durval |
| Cleyde Blota | Beatriz |
| Edson Silva | Vilaboim (Vila) |
| Luiz Magnelli | Edgar Brandão |
| Vinícius Salvatori | Ivo |
| Pedro Farah | Gente-Fina |
| Mário Petraglia | Ricardo |
| Ana Cristina Faria | Lígia |
| Georgiana de Moraes | Marta (Martita) |
Produção
[editar | editar código]O autor Sylvan Paezzo chegou a ser contactado para desenvolver a história, mas a tarefa acabou nas mãos de Marcos Rey, que, assim, fez sua estreia na Globo.[7][8] O argumento de Cuca Legal, baseado na peça Boeing Boeing, do autor francês Marc Camoletti, foi desenvolvido pelo diretor Oswaldo Loureiro e por Paulo Pontes.[7] O título da novela – definida pelo autor como uma crônica do Rio de Janeiro – era uma gíria da época para “tranquilo”.[7]
O telespectador não foi muito receptivo a Cuca Legal, aproveitando a chance para trocar de canal. É que a novela concorrente no horário, Meu Rico Português, exibida na TV Tupi, estava fazendo um grande sucesso. Esse foi um dos fatores decisivos para o término apressado da trama, encerrada com 119 capítulos.[3][8]
Oswaldo Loureiro deixou a direção da novela a partir do capítulo 101, sendo substituído por Jardel Mello. No mesmo ano, Loureiro, em entrevista à revista Amiga, fez a seguinte declaração: "Cuca legal nasceu, cresceu e se perdeu. Uma ideia que tinha tudo para ser abordada da melhor forma possível acabou se diluindo e prejudicando a consistência da história de Marcos Rey. (...) As condições de que dispúnhamos eram as mais precárias possíveis (...) A falta de condições de Cuca Legal acelerou esse processo de degeneração da novela".[3][8]
Exibição
[editar | editar código]Todos os capítulos de Cuca Legal foram perdidos no incêndio ocorrido nos estúdios da TV Globo no Rio de Janeiro, em 1976, restando apenas chamadas de estreia e fotos de bastidores.[carece de fontes]
Em 2024, uma chamada de capítulo da novela Cuca Legal foi recuperada e preservada a partir da postagem no YouTube de uma edição completa do Programa Silvio Santos, na qual a chamada foi exibida originalmente durante um dos intervalos comerciais.[9][10]
Música
[editar | editar código]Nacional
[editar | editar código]| Cuca Legal - Nacional | |
|---|---|
| Trilha sonora de Vários intérpretes | |
| Lançamento | 1975 |
| Gênero(s) | Vários |
| Formato(s) | LP, K7 |
| Gravadora(s) | Som Livre |
| Produção | Eustáquio Sena João Araújo Júlio Medaglia |
Capa: logotipo da novela[11][12]
- Não Me Pergunte Mais - Betinho
- Rei do Mar - Djavan
- Tiu Ru-Ru - Chico Batera
- Retalhos e Remendos - Rick Ferreira
- Pelas Nuvens - Coral Som Livre
- Cuca Legal, Ha Ha Ha - Chico Batera (abertura)
- Linha do Horizonte - Azymuth
- Valsinha Azul - Orquestra Som Livre
- Terceiro Ato - Antônio Carlos & Jocafi
- Adolescentes - Coral Som Livre
- Lero-Lero Social - Carlos Thiago
- Canção Para Um Quase Amor - Orquestra Som Livre
- Tanto Amor Nunca Mais - Luciene Franco
- Coordenação geral: João Araújo
- Produção musical: Eustáquio Sena
Internacional
[editar | editar código]| Cuca Legal - Internacional | |
|---|---|
| Trilha sonora de Vários intérpretes | |
| Lançamento | 1975 |
| Gênero(s) | Vários |
| Formato(s) | LP, K7 |
| Gravadora(s) | Som Livre |
| Produção | Eustáquio Sena João Araújo Júlio Medaglia |
Capa: logotipo da novela[11][12]
- One Day In Your Life - Michael Jackson
- I'll be Holding On - All Downing
- More Than You Know - Chrystian
- Castles - The Futures
- We Can't Make Love Tonight - Terry Winter
- Boogie On Reggae Woman - Stevie Wonder
- If I Ever Lose This Heaven - Sérgio Mendes e Brazil' 77
- The Miracle - The Stylistics
- Love You Just As Long As I Can - Free Spirit
- It's My First Day Without You - Dennis Yost & The Classics IV
- Keep On Keepin' On - The Miracles
- I'm Prisoner - Paul Jones
- Let Me Be Forever - Steve Feldman
- Black Soul (Jungle Bird) - Airto Fogo
Referências
- ↑ «Marcos Rey:Televisão». MarcosRey.com. Consultado em 18 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 29 de junho de 2008
- ↑ «Marcos Rey - Teledramaturgia». Teledramaturgia. Consultado em 18 de janeiro de 2014
- ↑ a b c d e «Cuca Legal - Teledramaturgia». Teledramaturgia. Consultado em 18 de janeiro de 2014
- ↑ «Cuca Legal - Trama Principal». Memória Globo. Consultado em 18 de janeiro de 2014
- ↑ «Cuca Legal - Trama Paralela: Dalva & Aureliano». Memória Globo. Consultado em 18 de janeiro de 2014
- ↑ «Ficha técnica». Memória Globo. Consultado em 18 de janeiro de 2014
- ↑ a b c «Cuca Legal - Curiosidades». Memória Globo. Consultado em 18 de janeiro de 2014
- ↑ a b c Paulo Senna. «Cuca Legal - 1975 - Nostalgia:O Globo». Consultado em 18 de janeiro de 2014
- ↑ Crono Doc (18 de agosto de 2024), (INÉDITO) Chamada de Cuca Legal - Novelas na Globo (1975), consultado em 18 de dezembro de 2024
- ↑ Arquivo Marckezini (18 de agosto de 2024), Programa Silvio Santos - Boa Noite, Cinderela (Globo/1975), consultado em 18 de dezembro de 2024
- ↑ a b «Cuca Legal - Trilha Sonora». Teledramaturgia. Consultado em 18 de janeiro de 2014
- ↑ a b «Trilha Sonora de 'Cuca Legal'». Memória Globo. Consultado em 18 de janeiro de 2014
Ligações externas
[editar | editar código]- * Cuca Legal no IMDb