Final Feliz

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Disambig grey.svg Nota: Para o álbum da banda Onda Choc de 1995, veja Final Feliz (álbum). Para o filme de 2002, veja Crazy Little Thing.
Final Feliz
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 50 minutos
Criador(es) Ivani Ribeiro
País de origem  Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Mário Márcio Bandarra
Wolf Maya
Paulo Ubiratan
Produtor(es) Manoel Alves
Elenco Natália do Valle
José Wilker
Lílian Lemmertz
Walmor Chagas
Lídia Brondi
Buza Ferraz
Milton Moraes
Elza Gomes
Stênio Garcia
Irving São Paulo
Miriam Pires
Roberto Maya
Adriano Reys
Priscila Camargo
Célia Biar
Tema de abertura "Flagra", Rita Lee
Exibição
Transmissão original 29 de novembro de 1982 - 3 de junho de 1983
Episódios 161

Final Feliz é uma telenovela brasileira, produzida e exibida no horário das 19 horas pela Rede Globo, entre 29 de novembro de 1982 e 3 de junho de 1983, em 161 capítulos, substituindo Elas por Elas e sendo substituída por Guerra dos Sexos. É a 30ª "novela das sete" exibida pela emissora.

Escrita por Ivani Ribeiro e dirigida por Paulo Ubiratan, Wolf Maia e Mário Marcio Bandarra, com direção de núcleo de Paulo Ubiratan.

Contou com Natália do Valle, José Wilker, Milton Moraes, Adriano Reys, Roberto Maya, Priscila Camargo, Lílian Lemmertz e Lídia Brondi nos papéis principais.

Enredo[editar | editar código-fonte]

O inescrupuloso usineiro César Brandão (Roberto Maya) resolve forjar sua própria morte e fugir do país, deixando sua mulher, Maria Luíza (Lilian Lemmertz), e as filhas Débora (Natália do Valle) e Suzy (Lídia Brondi), na miséria. Dona de um temperamento difícil, a impetuosa Débora é apaixonada por Leandro (Adriano Reys), noivo de sua prima Mirtô (Priscila Camargo), e vive às turras com o irmão desta, o barqueiro grosseirão Rodrigo (José Wilker). Inicialmente, os dois nutrem uma antipatia gratuita um pelo outro - antipatia essa que esconde um sentimento maior. Acabam apaixonados e vivem um tumultuado romance, devido ao temperamento difícil dos dois. Já a retraída Maria Luiza é cortejada pelo cardiologista Wagner (Walmor Chagas), grande amigo da família, ficando dividida entre ele e a paixão que ainda nutre por César, que ela acredita estar morto.

Já a doce Suzy envolve-se liricamente com o veterinário Paulo (Buza Ferraz), rapaz de origem humilde, que, por engano, descobre-se doente e com pouco tempo de vida, escondendo esse fato da família e da amada, o que acaba sufocando o amor dos dois e causando sofrimento para ambos. Paulo é filho da sofrida Marina (Miriam Pires), funcionária de César, que luta para educar o filho caçula Rafael (Irving São Paulo), um adolescente alegre e portador de autismo, que constrói uma bela amizade, baseada no carinho e na compreensão, com Mestre Antônio (Stênio Garcia), um simplório pescador cearense, amigo e sócio de Rodrigo.

Há também a história da trambiqueira Dona Sinhá (Elza Gomes), uma cômica e simpática velhinha, que fornece coelhos assados para o restaurante Casablanca, de Augusta (Aracy Cardoso), e passa a ter seus passos vigiados por Olegário (Oswaldo Louzada), pai de Maria Luíza, e Alaor (Milton Moraes), sócio de César, que, ao estranharem o comportamento da idosa, acabam descobrindo que Dona Sinhá cria gatos, e não coelhos!

Filho de Alaor, Ivan (Ney Sant'anna) é um jovem adepto do naturalismo, casado com a filha de Augusta, Lucinha (Cissa Guimarães), uma fumante inveterada, que passa por problemas na gravidez por conta de seu vício, e é atormentada pela sogra Jandira (Célia Biar), que possui um ciúme exagerado de Alaor, e mantém o marido sob rédea curta.

Ao longo da trama, César volta ao Brasil para atormentar Maria Luiza e as filhas, e acaba misteriosamente assassinado. Ao final descobre-se que o culpado é seu cúmplice, França (José Augusto Branco).

Produção[editar | editar código-fonte]

Ambientada em Pernambuco e no Ceará, Final Feliz retratou características do Nordeste, principalmente através da usina de açúcar de Alaor (Milton Moraes) e César (Roberto Maya), em Recife, e da pesca da lagosta praticada por Mestre Antônio (Stênio Garcia), em Fortaleza.

A abertura de Final Feliz, idealizada pelo designer Hans Donner e sua equipe, teve produção cuidadosa. Imagens de beijos e bofetadas que ficaram famosas na história do cinema – como em …E o Vento Levou (Victor Fleming /1939) e Casablanca (Michael Curtiz/1942) – eram exibidas em sequência rápida, com atores conhecidos, como Rodolfo Valentino, Marilyn Monroe e Clark Gable. Ao final, numa montagem, as mesmas estrelas do cinema apareciam caracterizadas e assistindo às cenas, numa fictícia plateia de cinema. A direção da abertura foi de Roberto Cardim, e a música-tema era Flagra, de Rita Lee.

Através da personagem Lucinha (Cissa Guimarães), Ivani Ribeiro promoveu uma campanha antitabagismo em Final Feliz, contrariando o merchandising de fabricantes de cigarro, até então habitual nas telenovelas. Ivani Ribeiro é o pseudônimo de Cleide Freitas Alves Ferreira, que então estreava na Globo, após uma longa e bem-sucedida carreira em outras emissoras. Começou no rádio, na década de 1950, e, a partir de 1965 passou a escrever telenovelas. Entre alguns de seus sucessos até então estavam A Deusa Vencida (TV Excelsior, 1965), A Muralha (TV Excelsior, 1968) e Mulheres de Areia (TV Tupi, 1973). Final Feliz foi a única novela inédita de Ivani Ribeiro na Globo. Os demais trabalhos foram remakes ou adaptações de outros folhetins de sua autoria.

Por sua interpretação como o pescador Mestre Antônio, Stênio Garcia ganhou os prêmios Destaque do Ano e da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). A empatia do personagem e a boa repercussão da novela fizeram com que o ator fosse convidado pelo governo do Ceará para promover o turismo no estado durante um ano. O personagem chegou a dar nome a um prato cearense, o “escaldadinho”. O ator se inspirou em um pescador cearense, Mestre Agripino, e no filme japonês, Dersu Uzala (Akira Kurosawa / 1975) para construir seu personagem.

Final Feliz marca a estreia dos atores Cláudio Marzo e Irving São Paulo na Globo. O comportamento de Rafael (Irving São Paulo), marcado por atitudes infantis e por uma linguagem simples, foi construído sob a consultoria do psiquiatra Stanislau Krinsky. Final Feliz foi o último trabalho da atriz Elza Gomes, que faleceu em 17 de maio de 1984.

Final Feliz foi o primeiro trabalho de ator que Wolf Maya fez com Ivani Ribeiro. Também foi a primeira novela em que exerceu duas funções: as de ator e diretor. Ele interpretou um delegado, e ensaiou seus primeiros textos para a novela com José Wilker (Rodrigo) e adicionou os óculos escuros Ray-Ban ao figurino do personagem. Final Feliz destacou as belezas naturais do litoral cearense, como as praias de Morro Branco e Canoa Quebrada. A novela foi vendida para diversos países, como Espanha, Itália, Paraguai, Peru, Portugal e Suíça. [1]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Intérprete Personagem
Natália do Valle Débora Brandão
José Wilker Rodrigo Mendonça
Lilian Lemmertz Maria Luiza Fonseca Brandão
Walmor Chagas Dr. Wagner Queiroz
Buza Ferraz Paulo Queiroz de Souza
Lídia Brondi Suzana Brandão (Suzy)
Stênio Garcia Mestre Antônio Araújo
Miriam Pires Marina de Souza
Roberto Maya César Brandão
Irving São Paulo Rafael Queiroz de Souza (Rafa)
Priscila Camargo Mirtes Mendonça (Mirtô)
Adriano Reys Leandro
Elza Gomes Dona Sinhá
Milton Moraes Alaor Sampaio
Célia Biar Jandira Sampaio
Ney Santanna Ivan Sampaio
Cissa Guimarães Lúcia Sampaio (Lucinha)
Oswaldo Louzada Olegário Fonseca
Aracy Cardoso Augusta
José Augusto Branco França
Wolf Maya Delegado Alberto Paixão
Ênio Santos Messias
Angelina Muniz Gláucia
Francisco Milani Vasco
Tetê Pritzl Ana Maria
Cininha de Paula Kátia
Lúcia Alves Yolanda
Patricia Bueno Maria de Lourdes (Lourdes)
Tony Ferreira Gastão Nicolini
Alexandre Marques Sérgio (Serginho)
Ana Magdalena Patrícia (Patty)
Eduardo Lago Augusto (Guto)
Suzana Queiroz Gabriela (Gaby)

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Cláudia Magno Bartira Araújo (falsa)
Reny de Oliveira Bartira Araújo (verdadeira)
Armando Bógus Alfredo
Tony Ferreira Detetive Gastão Nicolini
Paulo Figueiredo Chico Paiva
Otávio Augusto Basílio
Thaís de Campos Lenita
Augusto Olímpio Soneca
Felipe Carone Mendigo
Leina Krespi Elza
Leonardo José Inácio
Lys Beltrão Secretária de César
Agildo Ribeiro Ele mesmo

Reprise[editar | editar código-fonte]

Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 3 de setembro de 1984 a 8 de fevereiro de 1985, substituindo Água Viva e sendo substituída por Elas por Elas (sua antecessora original), em 115 capítulos.

Exibição internacional[editar | editar código-fonte]

A novela foi vendida para diversos países, como Espanha, Itália, Paraguai, Peru, Portugal, Suíça e Uruguai.[2]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional[editar | editar código-fonte]

Internacional[editar | editar código-fonte]

  • "Try My Side" – The Chi-Lites
  • "Got To Be There" – Chaka Khan (tema de Suzy e Paulo)
  • "Everybody" – Madonna
  • "It Started With a Kiss" – Hot Chocolate (tema de Ivan e Lucinha)
  • "Never Gonna Let You Go" – Sérgio Mendes (tema de Débora e Leandro)
  • "Saddle Up" – David Christie
  • "Let's Get Started" – Voyage
  • "Maneater" – Daryl Hall & John Oates (tema de Débora)
  • "I'm Never Gonna Say Goodbye" – Billy Preston (tema de Débora e Rodrigo)
  • "Don't Go" – Yazoo
  • "Bluer Than Blue" – Ruby Wilson (tema de Mirtô e Leandro)
  • "The Lion Sleeps Tonight" – Soothsayer (tema de Dona Sinhá)
  • "On My Own" – Montezuma (tema de Maria Luiza e Wagner)
  • "Knock Me Out" – Gary's Gang

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Por sua interpretação como o pescador Mestre Antônio, inspirado em um pescador cearense, Mestre Agripino, e no filme japonês Dersu Uzala, de 1975, do diretor Akira Kurosawa, para construir seu personagem, Stênio Garcia ganhou os prêmios Destaque do Ano e da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). O ator também foi convidado pelo Governo do Estado do Ceará para promover o turismo no Ceará durante um ano. O personagem ainda foi o nome dado a um prato cearense, o “escaldadinho”.[2][3]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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