A Viagem (1975)

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A Viagem
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Drama
Duração 50 minutos
Criador(es) Ivani Ribeiro
Baseado em Nosso Lar e E a Vida Continua..., de Chico Xavier
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Edison Braga
Elenco
Tema de abertura "Tornado", The Wiz
Exibição
Emissora original Rede Tupi
Transmissão original 1 de outubro de 1975 – 27 de março de 1976
Episódios 141
Cronologia
Programas relacionados A Viagem (1994)

A Viagem é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Tupi e exibida entre 1.º de outubro de 1975 e 27 de março de 1976, com 141 capítulos, substituindo Ovelha Negra e sendo substituída por Xeque-Mate na faixa das 20 horas. Escrita por Ivani Ribeiro e dirigida por Edison Braga, foi inspirada nos livros Nosso Lar e E a Vida Continua..., ambos psicografados pelo médium Chico Xavier. Herculano Pires, um dos maiores estudiosos do espiritismo, prestou consultoria para a elaboração dos capítulos.[1]

Contou com as participações de Eva Wilma, Tony Ramos, Cláudio Correia e Castro, Elaine Cristina, Rolando Boldrin, Altair Lima, Adriano Reys, Irene Ravache e Ewerton de Castro.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Pego em flagrante em uma tentativa de roubo, Alexandre mata o funcionário da agência bancária que o surpreende e tenta fugir. Porém, o irmão Raul e o cunhado Téo o entregam à polícia. Só sua irmã Diná é que se esforça para defendê-lo. Vai procurar o renomado advogado, César Jordão, para que represente Alexandre, mas se depara com um homem revoltado e disposto a fazer de tudo para condená-lo, uma vez que o morto era seu grande amigo. Assim sendo, Alexandre é condenado e, para não passar o resto da vida apodrecendo na cadeia, suicida-se, prometendo vingança "senão nessa vida, na outra".

Com o suicídio de Alexandre, o médico e amigo da família, Dr. Alberto Menezes, põe-se a tentar ajudar a mãe dele, Dona Izaura, e a todos da família, dada a tragédia. Alberto é apaixonado por Estela, outra filha de Izaura, que vive as voltas com a filha problemática Maria Lúcia, que criou sozinha já que o marido Ismael é um mau caráter que a abandonou. Raul, o irmão que denuncia Alexandre, vive um casamento mais que feliz com Andrezza e se dá muito bem com a sogra, Dona Guiomar. Diná é uma mulher bonita, charmosa, casada com um homem mais jovem, Téo, o que provoca crises de ciúme. O Dr. César, com quem Diná passa a viver uma relação de amor e ódio, culpando-o por tudo de ruim que aconteceu a seu irmão, é viúvo e pai de dois filhos, o jovem César Júnior e o garoto Dudu. Todavia, Alexandre, noutro plano, passa a atormentar a vida de todos, cumprindo o que prometera antes de morrer, como por exemplo: deixar Júnior, filho de César Jordão, drogado; e tornando Téo um marido violento. Seus principais alvos são o advogado, o irmão e o cunhado. Diná e César se apaixonam, bem como Téo e Lisa, antes namorada de Alexandre. A única pessoa que se dá conta da negra influência maligna de Alexandre sobre os vivos é o Dr. Alberto, adepto do Espiritismo, que tenta fazer algo através de suas reuniões mediúnicas.

Morre o advogado César e, depois, morre Diná. Eles se reencontram na colônia espiritual "Nosso Lar" e de lá, juntos, com seu amor capaz de superar todas as barreiras, tentam (e afinal conseguem) reverter a influência perversa de Alexandre, que está preso no "Vale das Sombras", sobre os seus entes queridos na Terra.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Seguindo até então a ordem de trilhas sonoras comumente lançadas pela Rede Tupi, a trilha internacional foi lançada primeiro nas lojas, e depois lançou-se a trilha nacional, quando a trama já se encontrava em sua metade final. Por esse motivo, o disco internacional foi um grande sucesso de vendas e de repercussão na trama, enquanto que o disco nacional passou quase despercebido dentro e fora da trama, sendo até hoje uma raridade em sebos e lojas virtuais.

Nacional

  1. "Moça criança" – Agepê – Tema de Estela
  2. "Ganhar e perder" – Adriana
  3. "Noche de ronda" – Gregório Barrios
  4. "Assim, tudo está bem" – Gilbert
  5. "Tenho" – Wilson Miranda
  6. "Beco sem saída" – Sílvio Caldas
  7. "Pecado" – Gregório Barrios
  8. "Carta de alforria" – Luiz Américo
  9. "Triste adeus" – Gilbert
  10. "Se você vai" – Márcio Prado
  11. "Pulsars" – Kate Lyra
  12. "Tema R" – Aloísio

Internacional

  1. "Tornado" – Original Cast "The Wiz"
  2. "Goodbye my love, goodbye (Vocal version)" – Danny Stinger
  3. "Io ti propongo (Proposta)" – Iva Zanicchi
  4. "You won't have to tell me goodbye" – Blue Magic
  5. "Sans amour" – Gilbert
  6. "Peccato d'amore" – Tommy Cooper and The Supersound Crew
  7. "Noi innamorati… d'improvviso" – Fred Bongusto
  8. "Just as soon as the feeling's over" – Margie Joseph
  9. "Just like yesterday" – Sebastian
  10. "I love you (Natalie)" – Rosemary
  11. "Ammazzate oh!" – Luciano Rossi
  12. "Paopop" – Enrico Intra

Audiência[editar | editar código-fonte]

Teve média geral de 22 pontos[3] e provavelmente foi um dos últimos grandes sucessos da Rede Tupi e da autora, Ivani Ribeiro, pelo menos como novela das oito. Vale lembrar, que, a época, ela rivalizava com Janete Clair como as maiores autoras das décadas de 1970 e 1980 no país, e enfrentava forte concorrência com Pecado Capital, que facilmente alcançou 55 pontos em São Paulo,[4] enquanto que A Viagem não passava dos 20. O último grande sucesso seria também de Ivani — O Profeta, exibida dois anos depois, outra vez concorrendo fortemente com Janete Clair, com O Astro. Dessa vez, ambas as autoras apresentavam histórias semelhantes.

Referências

  1. «A Viagem - 1975». Teledramaturgia. Consultado em 23 de abril de 2016 
  2. «A Viagem (1975)». Teledramaturgia 
  3. gabrielfarac.blogspot.com/1976/03/a-viagem-audiencia-detalhada.html
  4. gabrielfarac.blogspot.com/1976/06/pecado-capital-audiencia-detalhada.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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