A Sucessora

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A Sucessora
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 50 minutos
Criador(es) Manoel Carlos
Baseado em A Sucessora de Carolina Nabuco
País de origem  Brasil Brasil
Idioma original (português)
Produção
Diretor(es) Herval Rossano
Gracindo Júnior
Sérgio Mattar
Elenco Susana Vieira
Rubens de Falco
Nathália Timberg
Paulo Figueiredo
(ver mais)
Tema de abertura "Odeon", Nara Leão
Exibição
Emissora original Brasil Rede Globo
Transmissão original 9 de outubro de 1978 - 2 de março de 1979
Episódios 125

A Sucessora é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 18 horas, entre 9 de outubro de 1978 e 2 de março de 1979, em 125 capítulos, substituindo Gina e sendo substituída por Memórias de Amor.[1] Foi a 16ª "novela das seis" exibida pela emissora. Escrita por Manoel Carlos, adaptando para televisão o romance homônimo de Carolina Nabuco, com direção de Herval Rossano, Gracindo Júnior e Sérgio Mattar.

Contou com Susana Vieira, Rubens de Falco, Paulo Figueiredo, Lisa Vieira e Nathalia Timberg nos papéis principais da história.

Enredo[editar | editar código-fonte]

No estado do Rio de Janeiro dos anos 20, a inocente Marina (Susana Vieira) é uma jovem da decadente aristocracia rural fluminense (D. Pedro II havia pernoitado na fazenda de sua família). Criada na fazenda em um ambiente de simplicidade, Marina se apaixona por um galante hóspede de seus pais, o rico viúvo Roberto Stein (Rubens de Falco), proprietário de uma elegante mansão na rua Paissandu, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. A paixão é fulminante e os dois se casam. Marina, agora madame Stein, muda-se para a mansão carioca, onde deve ocupar a posição de senhora da casa. Mas logo descobre que não será uma tarefa fácil.

Além das dificuldades para se adaptar ao luxo dos Stein, Marina tem de conviver com a forte presença de Alice, a falecida esposa de Roberto. Apesar de morta, Alice continua a ser lembrada e cultuada pelos empregados da casa, a começar pela governanta, Juliana (Nathalia Timberg). Apaixonada pelo patrão, Juliana não deixa que a falecida seja esquecida e cria um clima sombrio na casa. Idealizada por todos com quem convivera, a presença de Alice é reforçada por um retrato de corpo inteiro da falecida, pendurado na sala principal da mansão. Marina também sofre com as intrigas criadas por Juliana. Seria Juliana parte de uma conspiração comandada pela própria Alice (que estaria viva)? Marina estaria enlouquecendo? São questões levantadas ao longo da trama. O primo de Marina, Miguel (Paulo Figueiredo), é completamente apaixonado por ela, se transformando em mais um estorvo em seu casamento. Ele se une a Adélia (Lisa Vieira) na tentativa de separá-la de Roberto.

Já Germana (Arlete Salles), irmã de Roberto, é moderna e irreverente, contrariando os padrões de comportamento da época por sustentar o marido, Vasco (Kadu Moliterno), muito mais jovem que ela.

Produção[editar | editar código-fonte]

Foi realizada uma reprodução cuidadosa do Rio de Janeiro da década de 1920. A pesquisa histórica ficou a cargo de Ana Maria Magalhães. A escritora brasileira Carolina Nabuco, então com 88 anos, contribuiu para a pesquisa da produção ao descrever fatos históricos como a construção dos hotéis Copacabana Palace e Glória, no Rio de Janeiro. Carolina era filha do diplomata e abolicionista Joaquim Nabuco (1849-1910). Pelas mãos de Zenilda Barbosa, o figurino de A Sucessora chamava a atenção pela fidelidade com que reproduzia a moda e os costumes dos anos 1920. Nas festas, houve detalhamento nos chapéus, joias, cabelos e roupas com muito brilho, seda e rendas. [2] As cenas passadas na fazenda de Marina (Susana Vieira) foram gravadas na Fazenda Indiana, na zona oeste do Rio de Janeiro, e na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, no município de Seropédica (RJ). A abertura, criada por Hans Donner, Sérgio Liuzzi e Nilton Nunes, mostrava uma sequência de cartões-postais românticos da década de 1920 ao som de Odeon, de Ernesto Nazareth e Vinicius de Moraes, cantado por Nara Leão. Os cartões foram cedidos à produção da novela pela colecionadora Ismênia Dantas, mulher do ator Nélson Dantas e mãe dos atores Daniel Dantas e Andréa Dantas. [2]

Na época da exibição da novela, muitos acreditaram, erradamente, que sua trama se baseava em Rebecca, livro da inglesa Daphne Du Maurier lançado quatro anos depois do romance A Sucessora (1934). As semelhanças entre as duas histórias foram destacadas em artigo publicado no The New York Book Review e, no Brasil, pelo crítico literário do Correio da Manhã, Álvaro Lins. [2]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Susana Vieira como Marina Bécker Stein.
Rubens de Falco como Roberto Stein.
Nathalia Timberg como Juliana.
Ator/Atriz Personagem
Susana Vieira Marina Bécker Stein
Rubens de Falco Roberto Stein
Nathalia Timberg Juliana
Paulo Figueiredo Miguel Bécker
Liza Vieira Adélia
Arlete Salles Germana Stein
Kadu Moliterno Vasco Stein
Francisco Dantas Dr. Moretti
Mário Cardoso Pedro Monte
Célia Biar Filomena Bécker
Heloísa Helena Madame (Violeta) Sanches
Ary Coslov Munhoz
Sônia de Paula Isabel
Patrícia Bueno Laurita
Tetê Pritzl Luísa
Miriam Pires Guilhermina
Beatriz Veiga Emília
Carmen Monegal Vanice
Gracindo Júnior Epaminondas
Ankito Edmundo Macedo
Jorge Cherques (Antenor) Lopes
Munira Haddad Ondina
Paulo Pinheiro Antônio
Sidney Marques Tião
Cahuê Filho Padre Manfredo
Rosana Penha Lúcia de Góes
D'artangnan Mello José
Jotta Borroso Benedito
Reginaldo Daniel Edu
Patrícia Parker Branca
Luís Vasconcelos Pedro
Marcos Toledo Arthur Neves
Pietro Mário Padre Eládio
Apolo Correia Carlos
Lony Nunes Olívia Munhoz
Alessandra Vieira Alice Bécker
Telma Lima Leonor
Joana Rocha Ana
Alcebíades Bandeira Júlio
Celi Peterson Aparecida

Reprises[editar | editar código-fonte]

Foi reapresentada em Vale a Pena Ver de Novo entre 17 de novembro de 1980 e 8 de maio de 1981 substituindo Dona Xepa e sendo substituída por Te Contei?, em 125 capítulos (sendo a primeira a ser exibida na íntegra, algo que nunca mais se repetiu com as suas sucessoras)[3].

Foi reexibida pelo Vídeo Show, no quadro Novelão, de 6 a 10 de agosto de 2012, substituindo Pedra sobre Pedra e sendo substituída por Saramandaia, em 5 capítulos[3]. .

Em 2016, foi, novamente, exibida no quadro, entre os dias 18 e 22 de julho, simultaneamente com a novela Escrito nas Estrelas, substituindo Top Model[3]. .

Plágio[editar | editar código-fonte]

Quando a novela apareceu nas telas brasileiras, muitos pensaram que o enredo fora retirado do romance Rebecca de Daphne du Maurier , com quem a história de Marina guarda muitas ligações. Na verdade, a obra de du Maurier foi publicada em 1938, ou seja, 4 anos depois de A sucessora de Carolina Nabuco, tanto que a autora de Rebecca foi acusada de plágio. Em 1941, a escritora inglesa rejeitou todas as acusações ao escrever uma carta ao New York Times na qual afirmava nunca ter ouvido falar de Carolina ou de seu romance até o ano anterior. Os editores também negaram qualquer correspondência entre as duas obras literárias. Apesar das tentativas de negar as coincidências entre Rebecca e A Sucessora, Carolina estava convicta de que sua obra havia sido plagiada, inclusive pelo fato de seu editor francês - a quem a escritora enviou a tradução de sua obra - também ser a editora que mais tarde publicaria Rebecca na França. Em 1940 com o lançamento no Brasil do filme Rebecca, a mulher inesqucível, de Alfred Hitchcock, os advogados do diretor inglês tentaram convencer o advogado de Nabuco a fazer com que esta assinasse um documento em que a escritora brasileira alegasse que as semelhanças entre os dois textos fossem "coincidências". Embora os advogados tenham prometido a Nabuco que ela seria "ricamente recompensada", ela se recusou a assinar o documento.

DVD[editar | editar código-fonte]

Em março de 2014, foi lançada em DVD pela Globo Marcas.[4]

Outras Versões[editar | editar código-fonte]

Teve duas versões produzidas na América Latina: Manuela, em 1991, na Argentina, Isabella, una Mujer Enamorada, em 1999, no Peru e Infierno en el paraíso, em 1999, no México.

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «A Sucessora». Teledramaturgia. Consultado em 14 de dezembro de 2015 
  2. a b c «Bastidores». memoriaglobo. Consultado em 11 de abril de 2022 
  3. a b c «A Sucessora: 40 anos de um clássico do horário das 18h». Observatório da TV. 9 de outubro de 2018. Consultado em 26 de outubro de 2021 
  4. Nilson Xavier (4 de março de 2014). «Chega às lojas o DVD da clássica novela "A Sucessora", com Susana Vieira». Uol. Consultado em 14 de dezembro de 2015