Maria, Maria

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a telenovela. Para a canção, veja Maria, Maria (canção).
Maria, Maria
Logotipo da novela
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 40 minutos Aproximado
Criador(es) Manoel Carlos
Baseado em Maria Dusá de Lindolfo Rocha
Desenvolvedor(es) Rede Globo
País de origem  Brasil
Idioma original (Português)
Produção
Diretor(es) Herval Rossano
Elenco Nívea Maria
Cláudio Cavalcanti
Roberto Pirillo
Gilberto Martinho
Roberto Bomfim
Haroldo de Oliveira
Ana Ariel
Emiliano Queiroz
Carlos Duval
Ísis Koschdoski
Felipe Wagner
Dorinha Duval
Patrícia Bueno
Elisa Fernandes
Mário Gusmão
Agnes Fontoura
Antônio Patiño
Renato Restier
Lourdes Mayer
Lafayette Galvão
Ary Coslov
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Tema de abertura "Olha Maria", Orquestra Som Livre
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Globo
Transmissão original 30 de janeiro23 de junho de 1978
N.º de episódios 125
Cronologia
Sinhazinha Flô
Gina

Maria, Maria é uma telenovela brasileira que foi produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo entre 30 de janeiro e 23 de junho de 1978, em 125 capítulos, substituindo Sinhazinha Flô e sendo substituída por Gina.[1] Foi a 14ª "novela das seis" exibida pela emissora.

Escrita por Manoel Carlos, adaptada do romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha, e dirigida por Herval Rossano.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Em suas andanças pelo castigado sertão brasileiro, o tropeiro Ricardo Valeriano Brandão encontra a família de Raimundo Alves – gente miserável que aceita qualquer coisa por um pedaço de carne seca ou um punhado de sal. E o velho Raimundo não hesita em oferecer a filha mais velha, a bela e simplória Maria, em troca de alguns mantimentos, pois sabe que ela terá uma vida melhor se for embora com o desconhecido – e será uma boca a menos a saciar. Ricardo aceita a oferta mas libera Maria de seu compromisso de partir consigo. A moça prefere permanecer ao lado dos irmãos mais novos e Ricardo parte rumo ao seu destino, deixando para trás a imagem da bela sertaneja esfomeada que não lhe sairá da cabeça. Maria, por sua vez, também não consegue esquecer o seu bem-feitor e nutre a esperança de que algum dia ele retorne para tirar-lhe daquela vida miserável.

No movimentado povoado de Xique-Xique, na Chapada Diamantina, Ricardo se depara com uma moça idêntica a Maria Alves, não fosse suas vestes e seus modos de mulher fina e despachada. Vai ter com ela crente de que era a mesma esfomeada que deixara semanas antes no sertão, mas a moça não gosta dos modos do tropeiro e o trata com desdém. Sentindo-se desprezado e completamente atordoado, Ricardo humilha a moça diante de todos, o que provoca os brios dos amigos dela, prontos a lhe defender. Na fuga Ricardo mata acidentalmente um dos valentões e temeroso de seu destino parte para os garimpos.

Nesse mesmo tempo, chega a Xique-Xique, a senhora Dona Rosária e uma moça que acolhera – a sertaneja Maria Alves que deixara a família após a morte do pai para tentar a vida e reencontrar seu tropeiro bem-feitor. Na nova cidade, Maria começa a ser confundida com a mais ilustre figura local: Maria Dusá. Mulher deslumbrante, de fino trato, desejada pelos homens e invejada pelas mulheres, Dusá é uma criatura expansiva e de grande influência entre os poderosos das redondezas. Em pouco tempo fica sabendo da presença de sua sósia na cidade, o que lhe faz lembrar do incidente com o tropeiro que a insultara. Curiosa, ela mesma vai conhecer a outra Maria e fica sabendo da triste história da moça pobre que perdera a família por conta da miséria, e cujo objetivo na vida era reencontrar o seu grande amor. Disposta a ajudar Mariazinha (como passa a tratá-la), Dusá parte no encalço de Ricardo para defazer o mal-entendido e levá-lo de volta aos braços de sua amada.

Mas Ricardo Valeriano Brandão tornara-se um homem amargo e desiludido, o que lhe deu forças para enriquecer nos garimpos e esquecer aquela que o fizera sofrer. Maria Dusá, por sua vez, não resiste àquele homem de caráter tão forte e acaba se apaixonando por ele. E esquecendo de seu compromisso com Maria Alves.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Nívea Maria interpretou a protagonista Maria.

Trilha sonora [2][editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Foi a terceira telenovela do autor Manoel Carlos, a primeira na Globo.
  • Teve Nívea Maria em dois papéis e interpretações distintas: Maria Alves, pobre, com olhar singelo e gestos simples; e Maria Dusá, uma aristocrata.

Referências

  1. «Maria, Maria». Teledramaturgia. Consultado em 14 de dezembro de 2015. 
  2. «Maria, Maria - Trilha Sonora». Teledramaturgia. Consultado em 14 de dezembro de 2015.