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Ciranda de Pedra (1981)

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Ciranda de Pedra
Ciranda de Pedra (1981)
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Romance
Duração 50 minutos
Criador(es) Teixeira Filho[1]
Baseado em Ciranda de Pedra, de Lygia Fagundes Telles
Elenco
País de origem  Brasil
Idioma original (português)
Episódios 155[1]
Produção
Diretor(es) Reynaldo Boury[1]
Wolf Maya[1]
Tema de abertura "Céu cor-de-rosa", Quarteto em Cy[1]
Exibição
Emissora original TV Globo[1]
Transmissão original 18 de maio[1] - 14 de novembro de 1981[1]
Cronologia
As Três Marias
Terras do Sem-Fim
Programas relacionados Ciranda de Pedra (2008)

Ciranda de Pedra é uma telenovela brasileira produzida pela TV Globo e exibida de 18 de maio a 14 de novembro de 1981, em 155 capítulos,[2] substituindo As Três Marias e sendo substituída por Terras do Sem-Fim. Foi a 22ª "novela das seis" exibida pela emissora.

Escrita por Teixeira Filho, que adaptou o romance homônimo de Lygia Fagundes Telles, e dirigida por Reynaldo Boury e Wolf Maya.[1]

Contou com Eva Wilma, Armando Bógus, Adriano Reys, Norma Blum, Lucélia Santos, Priscila Camargo, Sílvia Salgado e Edson Celulari nos papéis principais.

Trama[editar | editar código-fonte]

A história se passa no Jardim Europa, na capital paulista, na década de 40, e conta a trajetória de Laura Prado (Eva Wilma), uma bela mulher que se dedica às artes e é casada com o áspero Natércio Prado (Adriano Reys), que sempre a oprime. Ele é um homem rico e de comportamento tradicional. Os dois vivem juntos e com as suas três filhas: Bruna (Sílvia Salgado), a mais velha, Otávia (Priscila Camargo), a filha do meio, e Virgínia (Lucélia Santos), a mais nova.

Por causa das constantes crises em seu casamento, Laura sofre um grande trauma e chega a ser internada como louca pelo marido. Os dois se separam, e a família acaba se dividindo. Laura, com a saúde frágil e sem dinheiro, fica com Virgínia, e Natércio com as irmãs, Otávia e Bruna.[1]

Laura resolve morar em Vila Mariana, na casa do seu médico neurologista, Daniel (Armando Bógus), por quem nutre um enorme carinho. Ele sempre fora apaixonado por ela, acreditando que agora ela possa libertar-se das garras do ríspido marido, tendo a chance de reconquistá-la. Além disso, Daniel acredita que o problema de saúde de Laura não seja mental, e sim físico. Uma coisa que ele não sabe é que Laura esconde um grande segredo: Vírginia não é filha de Natércio e, sim, dele.

Enquanto Laura e Vírginia vivem juntas, Natércio vive com Otávia e Bruna na sua linda mansão. As meninas têm que lidar com a arrogância e hostilidade da malvada Frau Herta (Norma Blum). Frau Herta sempre foi apaixonada por Natércio, sem ser correspondida. Com a separação do casal, ela tem em mãos a chance perfeita para se tornar a senhora Silva Prado.

Outro núcleo importante é o de Eduardo (Marcelo Picchi). Ele é vizinho de Daniel e mora com sua mãe, Bibiana (Joyce de Oliveira) e sua avó, Bela (Elza Gomes). Eduardo se apaixona perdidamente por Vírginia, mas vai disputá-la com Luís Carlos (Roberto Pirillo), um típico galanteador, namorado de infância da moça.

A partir de então, as histórias paralelas da trama se passam no Jardim Europa e em Vila Mariana simultaneamente.

Produção[editar | editar código-fonte]

Teixeira Filho se baseou no romance homônimo de Lygia Fagundes Telles. Porém para a novela, o autor focou-se apenas na fase em que a personagem Virginia (Lucélia Santos) é adolescente[1][3].

Um dos grandes desafios do autor foi tratar na novela os temas escabrosos que tinham no livro, como por exemplo, divórcios, separações, adultério, esquizofrenia, impotência masculina e homossexualidade. Como não poderia se explorar esses temas de maneira profunda, apenas foram colocados de maneira leve ou sugestiva[3].

Lucélia Santos estava interpretando a vedete Luz del Fuego para o filme de David Neves, quando foi chamada para a novela. Ela teve que mudar completamente o visual para viver a personagem. A atriz lembra que compor a recatada Virgínia foi difícil, exatamente porque ela possuía um comportamento oposto ao da vedete, cuja vida foi marcada por escândalos. Virgínia era uma jovem da década de 1940, meiga e ingênua. A atuação de Lucélia Santos recebeu vários elogios da crítica e do público na época, ainda fazendo com que estampasse a capa da Playboy de novembro de 1981.[1][3].

A telenovela apresentou uma minuciosa constituição da cidade de São Paulo nos anos 40. Algumas cenas externas nos jardins da mansão da família e na Vila Mariana foram gravadas na cidade de Petrópolis e em Santa Teresa, no Rio de Janeiro[3].

Os cenários da novela foram de Mário Monteiro e Leila Moreira. Os figurinos foram assinados por Maria Lúcia Areal.[1]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem[4]
Eva Wilma Laura Prado
Lucélia Santos Vírginia Prado
Armando Bógus Dr. Daniel
Adriano Reys Natércio Nataniel do prado
Norma Blum Frau Herta
Priscila Camargo Otávia Prado
Sílvia Salgado Bruna Prado
Roberto Pirillo Luís Carlos Dória
Marcelo Picchi Eduardo Schneider
Edson Celulari Sérgio
Fábio Junqueira Pedro Vivaldi
Paulo Ramos Rogério
Alzira Andrade Margarida Oliveira
Mônica Torres Letícia Dória
Castro Gonzaga Cícero Dória
Ana Lúcia Torre Celina Dória
Neuza Amaral Idalina Dias
Djenane Machado Enfª. Guiomar Dias
Maria Helena Dias Drª. Lígia
José Augusto Branco Dr. Alceu Ladeira
Maria Helena Velasco Luciana
Elza Gomes Bela Schneider
Joyce de Oliveira Bibiana Schneider
Lupe Gigliotti Mariana Oliveira
Ênio Santos Francisco Oliveira
Henriqueta Brieba Ana Dória Cassini
Manfredo Colassanti Benito Cassini
Arthur Costa Filho Manoel Vivaldi
Gilda Sarmento Vicênza Vivaldi
Patrcia Parker Elvira
Márcia Gastaldi Creuza
Rose Addario Enfª. Beatriz
Ivan de Almeida Juvenal
Helena Adelsohn Ana Maria
Lana Magdala Julieta
Pedro Rocha Anselmo

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Dênis Derkian Conrado
Jorge Cherques Casemiro Garcia
Chico Tenreiro Péricles
Joséphine Hélene Lena Pamposo
Severino Seu Beijo
Percy Aires Padre Aluísio
Andréa Beltrão Sandra Gomes

Elenco de apoio[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Ana Magdala Julieta
Cleston Teixeira Firmino
Helena Adelsohn Ana Maria
Márcia Gastaldi Creuza
Patrícia Parker Elvira
Pedro Rocha Anselmo
Rose Addario Beatriz
Thaís de Campos Sílvia[5]

Exibição[editar | editar código-fonte]

Foi reprisada no programa TV Mulher, entre 03 de janeiro a 08 de abril de 1983 substituindo Escrava Isaura e sendo substituída por Chega Mais [3].

Exibição Internacional[editar | editar código-fonte]

Ciranda de Pedra foi vendida para cerca de 40 países, como Argentina, Colômbia, Chile, China, Estados Unidos, França, Itália, Marrocos e Suíça.[1]

Outras Versões[editar | editar código-fonte]

Ciranda de Pedra ganhou uma nova versão, escrita por Alcides Nogueira. Porém, esta não é um remake, mas sim uma nova adaptação do romance de Lygia Fagundes Telles. A estreia ocorreu em 5 de maio de 2008. A nova versão, ao contrário desta, agradou à autora do romance.

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

  1. "Mona Lisa" - Sandra Sá
  2. "Eu Vou Ter Sempre Você (You'll Never Know)" - Antônio Marcos
  3. "Dez Anos (Diez Años)" - Gal Costa
  4. "Frenesi" - Maria Creusa
  5. "The Trolley Song" - João Gilberto
  6. "Céu Cor-de-rosa (Indian Summer)" - Quarteto Em Cy[1]
  7. "Coquetel Para Dois (Cocktail For Two)" - Ronnie Von
  8. "Trevo de Quatro Folhas" - Nara Leão
  9. "Serenata Ao Luar (Moonlight Serenade)" - Pholhas
  10. "Quantas Quantas São (Jingle Jangle Jingle)" - Santa Cruz
  11. "Serenata" - Cauby Peixoto
  12. "Dançando Com Lágrimas Nos Olhos (Dancing With Tears In My Eyes)" - Altemar Dutra[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p Globo, Memória. «Ciranda de Pedra (1981)». Consultado em 13 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 25 de junho de 2012 
  2. «Ciranda de Pedra - 1ª Versão - Ficha Técnica». Memória Globo 
  3. a b c d e Nilson Xavier (18 de maio de 2021). «Ciranda de Pedra, um dos melhores trabalhos de Eva Wilma, estreava há 40 anos». TV História. Consultado em 15 de novembro de 2021 
  4. Globo, Memória. «Ficha Técnica». Consultado em 13 de janeiro de 2012 
  5. Nilson Xavier. «Ciranda de Pedra (1981)». Teledramaturgia. Consultado em 16 de junho de 2020