Luz del Fuego

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Luz del Fuego
Luz del Fuego em sua primeira obra, Trágico Black-Out, em 1947.
Nome completo Dora Vivacqua
Data de nascimento 21 de fevereiro de 1917
Local de nascimento Cachoeiro de Itapemirim, Espirito Santo
Nacionalidade Brasil Brasileira
Data de morte 19 de julho de 1967 (50 anos)
Local de morte Ilha do Sol, Rio de Janeiro
Ocupação Dançarina, naturista, atriz, escritora e feminista
Movimento Naturismo e existencialismo
Assinatura Assinatura de Luz del Fuego.png

Dora Vivacqua (Cachoeiro de Itapemirim, 21 de fevereiro de 1917Rio de Janeiro, 19 de julho de 1967), mais conhecida pelo nome artístico Luz del Fuego, foi uma dançarina, naturista, atriz, escritora e feminista brasileira. Destacou-se como pioneira na implementação do naturismo no Brasil entre os anos 1940 e 1950, tendo sido a fundadora do primeiro reduto naturista da América Latina e a primeira nudista brasileira. É também reconhecida por sua contribuição na luta pela emancipação das mulheres.

Nascida no Espírito Santo, Dora pertencia a uma família de intelectuais e políticos, que realizava em sua residência reuniões literárias com a presença de relevantes personalidades do modernismo brasileiro, em Belo Horizonte, onde se estabeleceu em 1920. Bacharelada em Ciências e Letras, optou por apresentar-se no picadeiro de um circo sob o pseudônimo "Luz Divina", em 1944, antes de o substituir por "Luz del Fuego", dançando com um casal de serpentes enrolado em seu corpo quase sempre nu. As performances da moça logo provocaram furor por todo o país e transformaram-na em uma das principais atrações dos populares teatros de revista. Embora repudiada pelos mais conservadores, que a consideravam "uma ameaça aos bons costumes", Luz del Fuego atraia enorme público para os seus espetáculos e tornou-se uma das vedetes mais conhecidas dos anos 1950 no Brasil, recebendo propostas para excursionar pelo exterior.

Por suas apresentações enfrentou forte repressão das autoridades em algumas cidades, sendo, em várias delas, expulsa ou impedida entrar. No final dos anos 1940, começou a expor os seus ideais existencialistas, naturistas, em defesa dos direitos da mulher e da liberdade de expressão, e em combate aos preconceitos sociais. Escreveu dois livros, em um dos quais lançava a teorização do movimento naturista brasileiro e, como resultado, viu-o ser banido das livrarias. Tentou candidatar-se a deputada federal com um partido político por ela fundado, mas impedido de ser registrado, e aventurou-se esporadicamente em algumas produções cinematográficas ao longo dos anos 1950. Por meio de uma autorização que recebeu da Marinha do Brasil, foi viver em uma ilha por ela rebatizada de Ilha do Sol, onde fundou o Clube Naturalista Brasileiro.

Apesar da popularidade de seus espetáculos, a artista sofreu dificuldades financeiras em seus últimos anos de vida. Luz del Fuego foi assassinada, juntamente com o seu caseiro, por dois pescadores na Ilha do Sol, em 19 de julho de 1967. Seus corpos foram lançados ao mar, mas recuperados em 2 de agosto. Sua história foi tema do documentário A Nativa Solitária, de 1954, recuperado pelo Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES), de cujo acervo faz parte, bem como um filme que leva o seu nome lançado em 1982. Em 2010, Luz del Fuego foi incluída na lista "Musas que fizeram a história do Rio", elaborada pelo portal G1.

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Embora tenha nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, Luz del Fuego viveu grande parte de sua infância e toda a sua adolescência em Belo Horizonte, Minas Gerais. Na imagem, visão parcial da capital mineira por volta de 1930.

Dora Vivacqua nasceu em 21 de fevereiro de 1917, em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo.[1] Décima-quinta filha de Etelvina e Antônio Vivacqua, mudou-se com a sua família para Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1920, quando tinha três anos de idade.[2] Oriunda de uma tradicional família de políticos e intelectuais descendente da imigração italiana no Espírito Santo,[1] [3] residiu no chamado Salão Vivacqua nos anos seguintes, onde saraus mensais frequentados por Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava eram realizados.[4] Em Minas, descobriu o serpentário da Fundação Ezequiel Dias, que logo se tornou o seu lugar preferido, e começou a participar, aos quatro anos, dos saraus promovidos pela turma modernista de Belo Horizonte.[5] Concluiu o ensino superior e bacharelou-se em Ciências e Letras.[6]

Desde muito cedo, Dora exibiu comportamento rebelde, recusando-se a acatar ordens ou opiniões sobre o que fazia. Costumava caminhar pela praia de Marataízes somente com roupa íntima e bustiê improvisado com lenços. Nos carnavais, sempre aparecia com curtas fantasias confeccionadas por si, e tinha verdadeira aversão às convenções sociais e às ideologias conservadoras que lhe eram impostas.[7] Certa vez, aos vinte anos, fugiu para o Rio de Janeiro, e, após ser encontrada pela família, foi enviada ao Colégio da Imaculada Conceição, em Botafogo, do qual se retirou após atingir a maioridade, à época, 21 anos.[2]

Em 1929, a família retornou para Cachoeiro, onde, em 19 de agosto de 1932, o pai de Dora foi assassinado por um grupo de pessoas que, dias antes, ele expulsara de um dos seus terrenos.[2] Com o falecimento do marido, Etelvina resolveu retornar para Belo Horizonte com as filhas que não se tinham casado ainda, mas Dora, pouco tempo depois, foi morar no Rio de Janeiro sob a tutela de Attilio, um de seus irmãos. No Rio, foi introduzida ao meio artístico e cultural pelo radialista César Ladeira, da Rádio Mayrink Veiga, e, mais tarde, conheceu José Mariano Carneiro da Cunha Neto, no Cassino da Urca, que a levou aos locais frequentados pela elite brasileira.[7] Embora inicialmente tranquilizada, a família Vivacqua logo enfretou problemas com o comportamento da garota, especialmente o seu irmão.[7] Contrariando-o, ela ingressou na equipe de um circo aos quinze anos e Atillio, então eleito deputado constituinte, decidiu mandá-la de volta para Belo Horizonte a fim de evitar o envolvimento de seu nome em escândalos.[8] [2]

Após retornar para Minas, foi morar com a irmã Angélia e o marido da mesma, Carlos, que começou a assediá-la. Quando flagrado pela esposa, ele convenceu-a de que foi Dora a responsável pelo acontecido e fez a família considerá-la esquizofrênica, o que resultou no internamento da moça no Instituto Raul Soares por um período de dois meses em 1936.[9] Quando deixou o manicômio, a jovem havia perdido dez quilos e, por sugestão de seu irmão Achilles, que com ela estava preocupado, foi morar na fazenda de Archilau, um outro irmão seu. Lá, desfrutava de imensa liberdade apesar de sempre estar acompanhada do filho do administrador da fazenda, para quem resolveu aparecer um dia como "Eva" usando apenas três folhas de parreira amarrados aos seios e à região do púbis, e duas cobras-cipós envoltas em seus braços. Ao ser repreendida pelo irmão, Dora agrediu-o e, consequentemente, foi uma vez mais internada em uma clínica psiquiátrica, desta vez na Casa de Saúde Dr. Eiras, no Rio de Janeiro. Achiles novamente interveio a seu favor e, após deixar o local, ela foi viver com outra irmã, Mariquinhas, em Cachoeiro.[2]

O espírito rebelde da jovem, porém, ainda era muito vívido e, em novembro de 1937, Dora fugiu de volta para Rio, onde reatou o romance com Mariano, mas nunca quis oficializar a relação, que durou cinco anos.[7] Novamente na, à época, capital do país, conseguiu, com o auxílio de Fernando de Sousa Costa, então Ministro da Agricultura, ingressar em um aeroclube para adquirir um brevê e, pouco depois, começou a praticar paraquedismo, mas parou de o fazer por exigência de Mariano. As desavenças entre o casal intensificaram-se quando Dora se decidiu matricular em um curso de dança de Eros Volúsia. Mariano exigia-lhe o abandono das aulas, mas ela o ignorou. Deixou-o após descobrir que ele matinha uma relação amorosa com outra mulher.[2]

O sucesso de Luz del Fuego e as teorias naturistas[editar | editar código-fonte]

Depois de pôr um fim ao seu romance com Mariano, Dora decidiu seguir a carreira artística.[7] Em 1944, estreou como atração principal no picadeiro do Circo Pavilhão Azul sob o pseudônimo Luz Divina e, apresentando espetáculos de dança na companhia de um casal de serpentes, a quem chamava Cornélio e Castorina, sobre o seu corpo semi ou, por vezes, totalmente nu.[9] A artista foi inspirada pela leitura de um livro sobre as histórias de mulheres macedônicas que praticavam a dança com aqueles animais e, após pesquisas no Instituto Vital Brazil, concluiu serem as jiboias as menos perigosas, portanto, as mais apropriadas para aquela finalidade.[1] [7] O nome artístico "Luz del Fuego" foi sugerido por um amigo seu, o palhaço Cascudo, e era, na realidade, o nome de um batom argentino há pouco lançado no Brasil.[2]

Embora não dominasse habilmente a dança nem a atuação,[5] Luz del Fuego conquistou imensa popularidade com os seus espetáculos, que impediram diversos circos de irem à falência.[2] Essa popularidade permitiu-lhe, ainda em 1944, estrear nos palcos de um teatro de revista chamado Recreio, propriedade de Walter Pinto, no Rio de Janeiro, na peça Tudo é Brasil.[10] Em 1947, a dançarina embarcou em uma excursão por Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde se apresentou em danceterias noturnas por três meses.[11] De volta ao Brasil, iniciou uma série de espetáculos pelas danceterias do Norte e Nordeste do país, em 1949, tendo sido impedida de apresentar-se pelas autoridades no Maranhão e submetida a restrições em Fortaleza.[12] [13]

A artista retornou aos teatros em maio de 1950, com papel de destaque na peça Cutuca Por Baixo, ao lado das atrizes Dercy Gonçalves e Linda Batista, novamente no Recreio, realizando apresentações nudísticas de danças folclóricas com cinco serpentes.[14] [5] [15] A produção rendeu muitos lucros, teve mais de duzentas apresentações e atraiu 195 393 espectadores em apenas dois meses de exibição.[16] [17] "Era atração de bilheteria! Toda gente queria ver como era a moça das cobras", afirmou Agnello Macedo, do Correio da Manhã, em agosto de 1950.[18] Luz foi, então, contratada pelos atores Juan Daniel e Mary Daniel, proprietários do Teatro Follies, em Copacabana, para estrelar Eva no Paraíso, que se converteu em outro êxito e fez o jornal A Manhã chamar-lhe "a atração máxima do momento".[19] [20] Apesar de não ser creditada com o seu nome de batismo, a família Vivacqua não ficou contente para com a profissão adotada por Dora, especialmente o seu irmão Attilio, que fora eleito senador e considerava a associação prejudicial à imagem dele enquanto político. Numa entrevista com a Revista do Rádio, em 1950, del Fuego apontou os seus familiares como os seus principais "perseguidores", enfatizando Attilio, que se utilizava do cargo para impedi-la de exibir-se em teatros e danceterias.[21]

Anos antes, porém, del Fuego descobrira os filósofos existencialistas e as colônias nudistas da Europa e resolvera aprofundar os seus conhecimentos sobre os temas. Já adepta do nudismo, decidiu ser a precursora de sua implementação no Brasil, explicando: "Já Adão e Eva andavam nus. Quando se nasce, não se traz roupa sobre o corpo. As vestes são artifícios dos quais os homens se valem para encobrir coisas naturais".[22] Em 1948, a dançarina começou a expor seus ideais e tentou resgatar a prática dos primeiros habitantes do Brasil muito comum em países europeus desde 1903.[23] [24] Com a publicação do livro A Verdade Nua, lançava a teorização do movimento naturista brasileiro. Num trecho da obra, escreveu: "Um nudista é uma pessoa que acredita que a indumentária não é necessária à moralidade do corpo humano. Não concebe que o corpo humano tenha partes indecentes que se precisem esconder".[2] Em 1951, fundou Naturalismo, a primeira revista do país a exibir genitálias em suas publicações, que teve 21 edições até 1954.[24]

Não demorou muito para voltar a sofrer repressões, pois no Brasil, àquela época, nem sequer era permitido o uso de maiô de duas peças nas praias e as suas ideias e apresentações trouxeram-lhe vários problemas, como acusações de atentado ao pudor e aos "bons costumes", diversas multas e intimações a delegacias.[2] Numa atuação em São Paulo, em 1951, por exemplo, foi detida durante o espetáculo devido aos seus trajes e acabou por ser multada, embora tenha declarado: "Nunca me apresentei tão vestida no palco!".[25] Numa de suas passagens por Belo Horizonte, em 1952, causou alvoroço entre a população e recebeu ordens do prefeito para deixar a cidade imediatamente.[6] Em 1953, um grupo católico de Juiz de Fora, liderado pelo bispo Dom Justino José de Sant'Ana, da arquidiocese local, conseguiu fazer com que as autoridades não a permitissem apresentar-se no município.[26] Casos semelhantes foram registrados noutras regiões, como em Sergipe e Valença, tendo sido, em ambas, impedida de atuar.[27] [28] Também em 1953, foi detida e condenada a seis meses de prisão por ultraje ao pudor e desacato à autoridade numa festa carnavalesca, mas absolvida, e orientada a submeter-se a exames de sanidade, em 1955, por um representante do Ministério Público, que sugeriu o seu internamento num manicômio.[29] [30] Os métodos que utilizava para promover as suas ideias, como uma aparição no Viaduto do Chá, em São Paulo, fantasiada de Iemanjá e completamente sem roupas, ou apresentações seminua em carros abertos na Avenida Atlântica, no Rio, em que dançava e exibia as serpentes aos que ali estivessem presentes, também resultaram em detenções.[5] [31] Luz del Fuego, porém, tinha amantes influentes — como políticos e militares —, que resolviam quaisquer problemas em que se envolvesse e, quando livre, não hesitava em se dirigir às rádios e praças para tornar pública as pressões que sofria.[2]

Tentou lançar-se na carreira política com a fundação do Partido Naturalista Brasileiro, em 7 de setembro de 1949, que defendia o estabelecimento de espaços públicos nos quais famílias pudessem criar uma relação harmoniosa com a natureza totalmente despidos e cujo slogan, "Menos roupa e mais pão! Nossa lema é ação!", repercutiu em todo o país.[24] [2] A naturista o promovia durante as suas excursões pelo país, distribuindo panfletos com as escritas: "Para a fome, temos o pão. Para a sede, a água. Para a imoralidade, a nudez!".[21] O partido conseguiu 50 000 assinaturas apoiando-o, mas não foi registrado devido à perda dos documentos em um acidente aéreo, como revelou a própria Luz, em setembro de 1950: "Já estava quase registrado meu partido. Para que ele fosse realmente forte, eu queria obter a adesão de um grande figurão da política. Por isso, dirigi-me ao senhor Salgado Filho, que me recebeu muito bem, dizendo que ia entender-se com o senador Getulio Vargas para esse fim. Na última viagem que ele empreendeu ao Sul, levou consigo o meu memorial que continha as 50 000 assinaturas de adeptos do P.N.B. Faça ideia, agora, como sofri, quando tive noticia do trágico desastre em que pereceu o senador Salgado Filho, pois, como sabia, o documento assinado pelos meus eleitores também havia sido queimado no horrível desastre...".[32] Embora se tenha noticiado aquilo, à época, sabe-se, hoje, que foi Attilio quem pôs fim aos documentos.[2]

No decorrer dos anos 1950, del Fuego realizou diversas apresentações pelas regiões Norte,[33] Sul e Sudeste do país,[34] [35] e recebeu convites para excursionar pelos Estados Unidos e pela Europa, bem como para realizar um espetáculo para o Rei Faruk do Egito.[36] [37] Além disso, continuou a destacar-se nos palcos de teatros como o Recreio — com as suas apresentações baseadas no folclore brasileiro —,[38] o República e o Follies.[35] [39] Para O Nú Através dos Tempos, que estreou em 1951, no República, por exemplo, a dançarina atraiu 293 975 espectadores em apenas um mês.[40] Sobre o espetáculo, um repórter do periódico A Manhã declarou: "De há muito o Teatro República não registra sucesso igual!".[34] Juntamente com Elvira Pagã, foi chamada "as responsáveis por provocar verdadeiras explosões de gargalhadas" pelo Diário da Noite, em referência ao êxito Balança Mas Não Cai, do Teatro Carlos Gomes.[41] O sucesso da moça também lhe permitiu protagonizar os filmes Folias Cariocas,[42] No Trampolim da Vida e Não Me Digas Adeus,[43] fê-la estampar a capa da revista americana Life e consagrou-a como uma das vedetes mais populares de sua época no Brasil.[44] [2] Em 1959, após quatro meses a atuar em outro êxito, Mulher... Só Daquele Jeito, no Teatro Carlos Gomes, recebeu propostas para realizar apresentações em Las Vegas, nos Estados Unidos, remuneradas com mil dólares diários — à época, cerca de 150 000 cruzeiros.[45]

Ilha do Sol e o Clube Naturalista Brasileiro[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Ilha do Sol
Fotografia da Ilha do Sol, onde Luz del Fuego fundou a primeira colônia nudista da América Latina.

Quando A Verdade Nua foi lançada, as autoridades brasileiras conservadoras logo trataram de eliminar quaisquer sinais da publicação nas livrarias,[46] e a obra passou, então, a ser comercializada somente por reembolso postal. Todo o dinheiro arrecadado com as vendas seria utilizado para a fundação do clube naturalista que Luz del Fuego tanto almejava. Na primeira metade dos anos 1950, a atriz obteve uma autorização da Marinha do Brasil para viver na ilha Tapuama de Dentro, que possui mais de oito mil metros quadrados, e a rebatizou de Ilha do Sol. Lá, fundou o Clube Naturalista Brasileiro, em 1951,[5] o primeiro do gênero na América Latina e sobre o qual matinha rígido controle, não permitindo a entrada de bebidas alcoólicas, proferir palavras de baixo calão nem a prática de relações sexuais na colônia, distinguindo nitidamente naturalismo de libertinagem.[2] [47] Também não era permitida a entrada de menores de idade e, caso uma pessoa fosse comprometida, o parceiro tinha de estar ciente de sua visita à ilha.[48] Luz promovia a prática de atividades esportivas, como vôlei, banhos de sol e mar, e exibia aos presentes peças teatrais e filmes — em geral, documentários sobre as colônias nudistas europeias.[2] Pela iniciativa, recebeu uma carta dos organizadores da Confederação Nudista da América do Norte, em 1952, parabenizando-a.[49]

A Ilha do Sol não foi incluída na lista dos roteiros turísticos do Rio de Janeiro, mas tornou-se extremamente popular e atraiu, inclusive, personalidades do cinema americano, como Errol Flynn, Lana Turner, Ava Gardner, Glenn Ford, Brigitte Bardot e Steve MacQueen.[9] Segundo o Correio da Manhã, mais de três milhões de mineiros visitaram a ilha.[50] O local foi incluído nos registros da Federação Internacional Naturalista da Alemanha e conseguiu 240 sócios, mas todos que desembarcassem na ilha apenas podiam permanecer se ficassem completamente despidos.[1] Com a colônia, Luz del Fuego tornou-se a primeira nudista brasileira e, em 1964, foi entrevista por um correspondente brasileiro para uma matéria que seria publicada pela revista alemã Frieden Leden.[3] [24]

Últimos anos e assassinato[editar | editar código-fonte]

Por volta dos anos 1960, Luz del Fuego foi morar na Ilha do Sol. Àquela altura, com mais de 40 anos de idade, ela não atraia mais o interesse de influentes homens como antes e passava por dificuldade financeiras.[2] Entre 1960 e 1961, atuou em Carnaval da Ilha do Sol, no Teatro João Caetano, com Wilza Carla e Costinha,[51] [52] e, em 1962, apresentou-se em Campos do Jordão e recebeu propostas para excursionar pela América do Sul.[53] No enanto, afastou-se dos teatros de revista nesse mesmo ano, retornando somente 1964 com espetáculos em São Paulo.[54] [55] Numa entrevista concedida à Revista do Rádio, em 1965, Luz afirmou ter-se ausentado dos teatros para dedicar-se à reforma da Ilha do Sol, com a qual gastou trinta milhões de cruzeiros em construções, inclusive com a construção de um restaurante nudista. "Quando comprei e fui morar na Ilha do Sol, aquilo não passava mesmo de um recanto deserto, dentro da Baía de Guanabara. Não havia nenhuma casa. Dediquei-me, então, à construção de várias moradias, permanecendo ali meses seguidos sem vir ao Rio", justificou ela.[54] A artista pretendia reabrir a ilha em março para os festejos do Quarto Centenário do Rio.[55] Ainda àquele ano, a dançarina estrelou Boas Em Liquidação, com Sônia Mamede, no Teatro Rival, que registrou boa bilheteria,[56] e foi convidada pela Federação Internacional de Nudistas para viajar à Alemanha, onde concorria ao título de "Mais Bela Nua do Mundo".[54]

Em outubro de 1965, Luz queixou-se à polícia da visita de malfeitores à Ilha do Sol.[57] Nela embarcaram os irmãos pescadores Alfredo Teixeira Dias e Mozart "Gaguinho" em busca de fortuna.[58] Meses depois, del Fuego novamente dirigiu-se às autoridades e denunciou-os pela prática de ações criminosas na região, inclusive pelo assassinato de um outro pescador, tendo informado à polícia o local onde Alfredo estava homiziado.[1] [59] Na noite de 19 de julho de 1967, uma quarta-feira, Alfredo convocou o irmão para ir à Ilha do Sol para conversar com Luz, porém, revelou durante o percusso que a pretendia assassinar para vingar-se da artista. Quando a dupla chegou à Ilha, os cães da dançarina fizeram alarde e ela apareceu em seguida, portando um revólver. Alfredo, então, disse-lhe que a embarcação por ela utilizada para transporte estava a ser furtada e convenceu-a a ir com ele atrás dos "criminosos". Ao se afastarem da ilha, ele desferiu-lhe violento golpe na região da cabeça, que a fez cair. Em seguida, abriu-lhe o abdome com golpes de arma branca. Os dois retornaram à ilha, onde encontraram o caseiro Edigar Lira, e com ele fizeram o mesmo.[59] Alfredo e Mozart, então, amarraram os corpos a pedras e lançaram-nos ao mar,[9] e depois retornaram à ilha para saquear a residência da vítima.[58]

O desaparecimento de del Fuego repercutiu nos noticiários de todo o país e chegou a ser encarado como um golpe de publicidade por alguns meios de comunicação.[58] Tal hipótese foi descartada após o delegado Rui Dourado, da Terceira Delegacia Distrital, encontrar, no dia 23, a residência da artista em desordem e verificar por meio de um levantamento que objetos de valor foram furtados.[60] Foram detidos nesse dia Agildo dos Santos, ex-funcionário de Luz, e o portuário Hélio Luís dos Santos, ex-amante da artista e apontado como o principal suspeito por tê-la agredido duas semanas antes,[61] mas os policiais prosseguiriam com as buscas pela Ilha do Sol, por Niterói e por ilhas vizinhas, onde acreditavam estar escondido Mozart, o segundo suspeito, visto que havia, meses antes, assaltado a residência da naturista três vezes, e à procura de dois pedreiros que trabalhavam para Luz e haviam desaparecido após o acontecido.[62] No dia 25, a embarcação da dançarina foi encontrada próxima à Ilha do Braço Forte por portuários, que perceberam nela manchas de sangue e resolveram comunicar às autoridades. Também os familiares da nudista afirmaram, nesse mesmo dia, não saber onde ela estava.[61] Cada vez mais convencidos de que a atriz havia sido assinada, os policiais iniciaram buscas pelo mar.[60]

Os corpos de del Fuego e de Edgar apenas foram encontrados em 2 de agosto.[63] A cerimônia fúnebre da artista ocorreu no dia seguinte, no cemitério São João Batista, e foi realizada por amigos e alguns familiares de Luz; Edigar foi sepultado no dia 4.[63] [8] Após ser detido, Alfredo, inicialmente, pôs a culpa no ex-amante da artista, Hélio. Segundo a sua versão, ele e Mozart pescavam quando o portuário os abordou, mostrando-lhes a embarcação em que estavam as vítimas e oferecendo-lhes recompensa para que se desfizessem dos corpos, tendo os dois aceitado a proposta.[63] Já o seu irmão realizou tentativas de fugas, que resultaram em uma troca de tiros com policiais e no assassinato de Júlio Pereira da Silva, investigador de polícia.[64] Mozart entregou-se às autoridades no dia 15 de agosto por intermédio de seu advogado e, no mesmo dia, foi acareado com Alfredo pelo delegado Godofredo Ferreira, revelando toda a verdade sobre o homicídio. O interrogatório foi realizado no prédio da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio e Mozart inocentou Hélio.[59] Tanto ele quanto o irmão foram condenados a 31 anos de prisão, em 1968.[65]

Legado e reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Naturismo e feminismo[editar | editar código-fonte]

Luz del Fuego destacou-se por, como defende Milton Cunha, colunista do periódico O Dia, ser uma mulher muito à frente de seu tempo.[66] Prezava a liberdade de expressão e foi a responsável por trazer ao Brasil movimentos que não existiam à época, como o ecologismo e o naturismo, sofrendo repressão e perseguição dos "defensores da moral".[67] "Infelizmente, o Brasil ainda é um país onde poucos compreendem o nudismo. Mas é necessário que alguém desperte o povo brasileiro para que compreenda a natureza, assim como Moisés despertou os Judeus para a liberdade", disse Luz a um repórter da Revista do Rádio, em 1952.[22] Por ser a pioneira na prática do naturismo no Brasil, o dia 21 de fevereiro, data de nascimento de del Fuego, é considerado o "Dia do Naturismo" no país.[9] Com a fundação do Partido Naturalista Brasileiro, como observou Ricardo Fernandez, do A Cena Muda, em 1950, ela "revolucionou a política, lutando contra os preconceitos sociais", que, nas palavras da própria, constituem empecilhos ao progresso de qualquer nação, e "[por] um programa diferente destinado a libertar os oprimidos".[68] Os ideais da artista permitiram a instituição da primeira área naturista oficial do país em 1983, na Praia do Pinho, em Santa Catarina. Em 1988, foi fundada a Federação Brasileira de Naturismo (FBrN), órgão responsável pela organização e controle das atividades naturistas no país e, em 1996, as Normas Éticas do Naturismo Brasileiro foram estabelecidas.[47]

A dançarina também se destaca como ícone para o movimento feminista brasileiro,[69] pois desde os anos 1950 lutava pela liberdade feminina. Numa entrevista concedida ao periódico A Cena Muda, em 1950, relatou: "Defenderei com destemor a causa da mulher brasileira, tornando realidade uma antiga e justa aspiração do povo brasileiro que os preconceitos sociais jamais permitiram!".[68] Luz certa vez declarou ao Diário Carioca que a luta pelos direitos da mulher, muito perseguida pelos preconceitos socais, estava entre os principais objetivos de seu partido político.[33] Jória Motta Scolforo, do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, reconheceu a contribuição de del Fluego para este movimento, dizendo: "[Luz] possui papel de destaque no Espírito Santo como uma das precursoras na busca por um espaço no qual a mulher pudesse se mostrar e agir conforme as suas convicções e vontades".[1] Cristina Agostinho, escritora e biógrafa, chamou-a "mulher de vanguarda" por "desafiar os preconceitos da época".[5] Similarmente, Friedmann Wendpap, colunista do Gazeta do Povo, nomeou-a "sagaz" e afirmou que ela "transitava nas bordas da vanguarda", prosseguindo: "A vedete das vedetes fez do Rio o laboratório das suas inovações e ali encontrou a conjunção de pessoas que moldam o futuro; artistas, intelectuais, loucos de todo gênero que reverberaram os arroubos de Luz del Fuego e os amaciaram para alcançarem a condição de modismos, de coisa prafrentex".[70]

Em 2010, a naturista foi incluída na lista "Musas que fizeram a história do Rio", elaborada portal G1.[71] Em 2011, na exposição "Brasil Feminino" — que narrava a trajetória da mulher brasileira na sociedade desde o período colonial —, realizada durante o XVI Encontro Nacional do Programa Nacional de Leitura, na Biblioteca Nacional Brasileira, a dançarina foi nomeada uma das "heroínas do século XX".[72] Em 2013, uma colunista do Correio Braziliense escreveu que del Fuego, assim como a francesa Simone de Beauvoir, notabilizou-se por "mostrar que muitas das diferenças entre os gêneros são frutos mais de uma imposição cultural do que biológica".[73] Numa exposição realizada pela pintora pernambucana Nathália Queiroz, em 2015, del Fuego foi considerada, assim como Rita Lee, Nina Simone e a escritora Pagu, uma das representantes do empoderamento feminino.[74] Naquele mesmo ano, durante a exposição "Tarsila e Mulheres Modernas no Rio" — que apresentou mulheres que desempenharam papéis revolucionários em suas áreas entre o fim do século XIX ao término da Segunda Grande Guerra —, realizada pelo Museu de Arte do Rio, del Fuego foi citada entre as mulheres que "atuaram na desconstrução da vida puritana, questionaram a ordem patriarcal da sociedade e advogaram a emancipação da mulher", promovendo uma "biopolítica de corrosão do poder".[75] Em 2016, a edição brasileira do site BuzzFeed colocou-a em oitavo lugar no catálogo "14 mulheres brasileiras que fizeram história".[76]

Obras literárias e produções cinematográficas[editar | editar código-fonte]

No final dos anos 1940, Luz del Fuego escreveu dois livros: o primeiro, Trágico Black-Out, publicado em 1947, é um romance noir que traz relatos comprometedores sobre a sua vida, como o abuso que sofreu de seu cunhado, Carlos, que a fez ser enviada ao manicômio Casa de Saúde Dr. Eiras, e alusões à sua provável prostituição, bem como críticas à sociedade conservadora; o segundo, A Verdade Nua, uma autobiografia, foi publicado no ano seguinte e, como mencionado antes, expõe os ideais de sua filosofia naturista e as suas ideias naturalistas de vegetarianismo e nudismo.[2] [5] [7]

Luz del Fuego foi tema de um documentário produzido em 1954 intitulado A Nativa Solitária, que hoje faz parte do acervo do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES), responsável pela restauração da obra em 2013,[1] e de um filme que leva o seu nome, lançado em 1982, dirigido por David Neves e estrelado por Lucélia Santos.[77] No Festival de Gramado de 1982, a produção venceu os troféus de "Melhor Ator" e "Melhor Atriz" entregues para Walmor Chagas e Lucélia, respectivamente.[78] A biógrafa Cristina Agostinho, autora do livro Luz del Fuego: a bailarina do povo (1994), porém, discordou da maneira com Luz foi retratada no filme, que "cometeu uma série de erros de informação e se pautou pela mitologia em torno da prostituta", segundo ela.[5]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Ano Espetáculo Local
1944 Tudo é Brasil Teatro Recreio[10] [14]
1950 Cutuca Por Baixo
Cutuca Por Baixo Teatro Santana[79]
Festival de Danças Brasileiras Teatro Recreio[80]
Eva no Paraíso Teatro Follies[81]
1951 É Rei, Sim Teatro Recreio[82]
Balança Mas Não Cai Teatro Carlos Gomes[41]
A Fruta de Eva (O Nu Através dos Tempos) Teatro República[83] [35]
1952
A Verdade Nua Teatro Follies[84]
Teatro República[85]
É Grande Rei Teatro Madureira[86]
1953
Teatro Odeon[87]
O que é que o bikine tem? Teatro Recreio[88]
1954 É Sopa no Mel Teatro República[89]
1955 Dança Teatro João Caetano[90]
Esta Mulher É de Morte Pauliceia[91]
1959 Momo e Bambolê Teatro Paramount[92]
Mulher... Só Daquele Jeito Teatro Carlos Gomes[45]
1960-61 Carnaval da Ilha do Sol Teatro João Caetano[51]
1964
São Paulo[55]
1965 Boas Em Liquidação Teatro Rival[56]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Lançamento Título Direção/Produção*
1946 No Trampolim da Vida Alexandre Wulfes*[93]
1947 Não Me Digas Adeus Luis Moglia Barth[94]
1948 Folias Cariocas Manuel Jorge e Hélio Thys[42]
Poeira de Estrelas Moacyr Fenelon[95]
1952 Saúde e Nudismo Desconhecido[96]
1954 A Nativa Solitária Francisco de Almeida Fleming[97]
1957 Cururu, o Terror do Amazonas Kurt Siodmak[98]
1959 Comendo de Colher Al Ghiu[99]
1969 Tarzan e o Grande Rio Robert Day[100]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Bibliografias[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]