Costinha (humorista)

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Costinha
Nome completo Lírio Mário da Costa
Nascimento 25 de março de 1923
Vila Isabel, Rio de Janeiro Bandeira do Distrito Federal (Brasil) (1891–1960).gif Distrito Federal
Nacionalidade brasileiro
Morte 15 de setembro de 1995 (72 anos)
Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro
Ocupação Humorista e Ator
Atividade 1954 - 1995
IMDb: (inglês)

Lírio Mário da Costa (Rio de Janeiro, 25 de março de 1923Rio de Janeiro, 15 de setembro de 1995), mais conhecido como Costinha, foi um humorista e ator brasileiro.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no bairro de Vila Isabel,[2] na cidade do Rio de Janeiro, capital federal na época BRASIL, Costinha vem de família de cunho artístico: seu pai foi palhaço de circo, chamado Bocó, que ele conheceria somente depois de adulto, quando seu pai estava em um asilo.[3] A infância circense iria influenciar a trajetória do humorista de forma definitiva. Porém, a situação estável da família muda quando ele completa treze anos: seu pai e grande ídolo abandona a família. Na época, ainda menino, Costinha tem de deixar a vocação artística e pegar no batente. Foi, dentre outras profissões, contínuo, garçom de botequim, engraxate e apontador de jogo do bicho. Esse convívio ao lado de tipos urbanos e, muitas vezes, marginais do Rio dos anos 40, seria muito importante nos personagens feitos pelo humorista posteriormente.

Em 1942, emprega-se como faxineiro da Rádio Tamoio.[4] Pelo novo veículo ganha sua grande chance, sendo radioator em importantes programas da época como Cadeira de Barbeiro, Recruta 23 e mesmo na primeira versão radiofônica da Escolinha do Professor Raimundo. Fez parte do elenco de grandes emissoras como a Record e também a Mayrink Veiga. Foi ainda cômico no Teatro de Revista, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro.

Em seguida, se tornaria um astro nacional pelas piadas obscenas e pelas famosas imitações de "bichinha". Costinha fez diversas propagandas, incluindo as das Loterias do Rio de Janeiro (onde chegou a ser dirigido pelo cinemanovista Cacá Diegues). Lançou a série de discos de humor nos anos 70 e 80 O Peru da Festa e As Proibidas do Costinha pelo selo CID.

No cinema, sua participação foi intensa desde os anos 50. Sua primeira participação foi em Anjo do Lodo de Luiz de Barros. O filme foi a segunda adaptação do livro Lucíola de José de Alencar às telas. Voltaria às ordens de Lulu de Barros em O Rei do Samba, biografia do lendário sambista Sinhô.

Desempenhou papéis secundários e pontas das chanchadas com atores como Wilson Grey, Wilson Viana e tantos outros daquela geração. A produtora dominante da época, a Atlântida, tinha astros cômicos como Oscarito e diretores como Carlos Manga. Já a secundária mas não menos importante, Herbert Richers, apostava em outros nomes da época, como Ankito e em realizadores como Victor Lima e J.B. Tanko.

Costinha logo é chamado pela segunda para desempenhar papéis secundários. Às vezes conseguia ser bandido (De Pernas pro Ar), um aspone do Carlos Imperial (Garota Enxuta) ou mesmo um fotógrafo de jornal (É de Chuá). Outros filmes do período na época são feitos ao lado de Zé Trindade.

Com a chegada de movimentos cinematográficos mais ambiciosos e pretensamente intelectuais de Gláuber e seus pares, o espaço de comediantes oriundos da chanchada foi a televisão. Nos anos 60, pouquíssimas comédias ou filmes populares foram feitos no Brasil comparados com a década anterior. Uma exceção é um ciclo de fitas policiais e nazi-exploitation (Os Carrascos Estão Entre Nós). Porém, nomes como Oscarito, Grande Otelo, Ankito se viram mais sem o meio cinematográfico e sem o estrelato de antes. No caso de Costinha, seu início na televisão ocorreu por meio da TV Excelsior.[2]

Os anos setenta trazem os velhos comediantes de volta às telas. O cinema volta a ser popular. Seja em filmes urbanos (Como Ganhar na Loteria Sem Perder a Esportiva), homenagens à chanchada (Salário Mínimo), filmes de juventude (Amor em Quatro Tempos) ou mesmo em pornochanchadas (Histórias Que As Nossas Babás Não Contavam). Outra coisa típica da década foram as paródias em que ele desempenhou o personagem principal em diversos filmes. Isso ocorre em fitas como O Libertino, O Homem de Seis Milhões de Cruzeiros Contra as Panteras, Costinha, o Rei das Selvas, Costinha e o King Mong, As Aventuras de Robinson Crusoé… neste último, faz par com Grande Otelo, dom direção de Mozael Silveira. Atuou em diversas peças de teatro, programas como Apertura (Rede Tupi), Aperte o Cinto e Domingo de Graça (Rede Manchete), "Costinha em 3 atos e 1/2" (SBT), Planeta dos Homens, Os Trapalhões e Chico Anysio Show (Rede Globo).

Gravou vários discos de piadas, incluindo os da série O Peru da Festa. Trata-se de uma série de cinco LPs, pela gravadora CID. Todos vinham com a tarja "Proibida a execução pública e a venda para menores de 21 anos", não só pelas piadas consideradas pesadas, mas pelas capas sugestivas. No primeiro volume, Costinha parecia estar nu, com uma mesa tapando suas partes íntimas e um peru assado sendo servido sobre ela. Seu último papel foi como "Seu Mazarito" na Escolinha do Professor Raimundo(1990/1995).

Em 4 de setembro de 1995, Costinha deu entrada no Hospital Pan-Americano, no Rio de Janeiro, com falta de ar, falecendo no dia 15 do mesmo mês aos 72 anos, de enfisema pulmonar. Foi enterrado no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.[2]

Foi casado com Irany Pereira da Costa, com quem teve quatro filhos naturais e adotou outros três.

Participações na TV[editar | editar código-fonte]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Costinha lançou ao todo seis LPs de piadas.

  • Costinha(anedotas) 1971 - Continental
  • O Peru da Festa 1 (CID) 1981
  • O Peru da Festa 2 (CID) 1982
  • O Peru da Festa 3 (CID) 1983
  • As Proibidas do Costinha 1 1988
  • Mazarito da Escolhinha 1991

Série "O Peru da Festa"[editar | editar código-fonte]

O Peru da Festa é uma série de 5 LPs de piadas gravadas pelo humorista brasileiro Costinha e lançados pela gravadora CID. Trata-se de uma série de cinco LPs, pela gravadora CID. Todos vinham com a tarja "Proibida a execução pública e a venda para menores de 21 anos", não só pelas piadas consideradas pesadas, mas pelas capas sugestivas. No primeiro volume, por exemplo, Costinha parecia estar nu, com uma mesa tapando suas partes íntimas e um peru assado sendo servido sobre ela.

A piada contada na faixa 9 do vol. 2 (chamada "A Maria e o Português") foi usada pelos Mamonas Assassinas quando da composição da faixa Vira-Vira.[9]

Os volumes 4 e 5 são coletâneas com as melhores piadas dos discos anteriores.

Datas de Lançamento[editar | editar código-fonte]

  • Março de 1981 - O Peru da Festa Vol.1
  • Julho de 1981 - O Peru da Festa Vol.2
  • Julho de 1983 - O Peru da Festa Vol.3

O Peru da Festa Vol.1[editar | editar código-fonte]

O Peru da Festa Vol.1
Álbum ao vivo de Costinha
Lançamento 3 de março de 1981
Gênero(s) Piadas, Comédia
Formato(s) Long Play 12"
Gravadora(s) CID
Cronologia de Costinha
O Peru da Festa Vol.2
(1981)
Faixas

1. Abertura (Vampiro) [ao Vivo] - 5:51
2. Morreu uma Bichinha (ao Vivo) - 4:52
3. A Velhinha (ao Vivo) - 6:36
4. A Perereca (ao Vivo) - 5:11
5. Duas Bichas (ao Vivo) - 6:19
6. Camarada na Praça (ao Vivo) - 6:15
7. Moça na Igreja (ao Vivo) - 3:47
8. Português no Médico (ao Vivo) - 4:59
9. Garotinho em Casa (ao Vivo) - 7:32
10. Brasileiro du Cacete (ao Vivo) - 5:39

O Peru da Festa Vol.2[editar | editar código-fonte]

O Peru da Festa Vol.2
Álbum ao vivo de Costinha
Lançamento 6 de julho de 1981
Gênero(s) Piadas, Comédia
Formato(s) Long Play 12"
Gravadora(s) CID
Cronologia de Costinha
O Peru da Festa Vol.1
(1981)
O Peru da Festa Vol.3
(1983)
Faixas

1. Putaria [Abertura] (Ao Vivo) - 2:02
2. Mulher Casada (Ao Vivo) - 1:52
3. Brasileiro (Ao Vivo) - 2:10
4. Caipira (Ao Vivo) - 3:26
5. A Bichinha na Cinelândia (Ao Vivo) - 2:43
6. A Mulher Casada (Ao Vivo) - 2:54
7. A Mulher da Perna de Pau (Ao Vivo) - 2:17
8. O Português na Suruba (Ao Vivo) - 1:57
9. A Maria e o Português (Ao Vivo) - 2:24
10. Na Casa da Bichinha (Ao Vivo) - 2:39
11. Camisa de Vênus (Ao Vivo) - 1:59
12. A Noiva (Ao Vivo) - 2:33
13. A Bichinha na Padaria (Ao Vivo) - 2:34
14. O Gigante e o Anãozinho (Ao Vivo) - 2:37
15. A Bichinha no Alfaiate (Ao Vivo) - 4:28

O Peru da Festa Vol.3[editar | editar código-fonte]

O Peru da Festa Vol.3
Álbum ao vivo de Costinha
Lançamento 12 de Julho de 1983
Gênero(s) Piadas, Comédia
Idioma(s) Português
Formato(s) Long Play 12"
Gravadora(s) CID Entertainment LTDA.
Cronologia de Costinha
O Peru da Festa Vol.2
(1963)
O Peru da Festa Vol.4
(1983)
Faixas

1. Abertura - O Garoto no Colégio (Ao Vivo) - 2:45
2. O Sargento e o Viado (Ao Vivo) - 4:10
3. Casal de Noivos (Ao Vivo) - 3:45
4. O Capataz (Ao Vivo) - 2:51
5. A Dúvida da Menina (Ao Vivo) - 3:52
6. O Viado Chegou em Casa (Ao Vivo) - 3:10
7. A Bichinha e o Namorado (Ao Vivo) - 1:55
8. O Português e a Noiva (Ao Vivo) - 3:20
9. Uma Bunda no Ônibus (Ao Vivo) - 3:20
10. Dois Viados Se Encontrando (Ao Vivo) - 2:47
11. A Moça Com Duas Pernas de Pau (Ao Vivo) - 2:23

Notas e referências

Notas

  1. A ficha do filme Agüenta Firme, Izidoro menciona um ator chamado Mário Costa, não está claro que este ator é o Costinha.

Referências

  1. «Arquivo G1: Costinha morreu há 12 anos». G 1. Consultado em 17 de março de 2016. 
  2. a b c JANSEN, Thiago (15 de setembro de 2009). «15 de setembro de 1995 – Costinha faz o Brasil chorar». Jornal do Brasil. Consultado em 21 de outubro de 2015. 
  3. «Humorista Costinha morre aos 72 no Rio». Folha de S. Paulo. Consultado em 17 de março de 2016. 
  4. BRANDÃO, Lívia (16 de setembro de 2010). «Internautas e fãs prestam homenagem a Costinha no 15º aniversário de morte do humorista». O Globo. Consultado em 21 de outubro de 2015. 
  5. Cinemateca Brasileira, Anjo do Lôdo (sic) [em linha]
  6. Cinemateca Brasileira, Agüenta Firme, Izidoro [em linha]
  7. Cinemateca Brasileira, O Rei do Samba [em linha]
  8. Cinemateca Brasileira, Carnaval Barra Limpa [em linha]
  9. independent.co.uk/ Obituary: Mamonas Assassinas