Boteco

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Mesa de um boteco com suas tradicionais comidas e bebidas

Boteco ou botequim é um estabelecimento comercial onde se vendem bebidas em geral e pequenos lanches.[1]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Boteco" é uma derivação regressiva de "botequim". Já "botequim" deriva de "botiquim", que era o diminutivo de "botica" no tempo em que esta última palavra significa "loja em geral" e não "farmácia, como acontece atualmente.[2] "Botica" deriva do grego apothéke, que significa "depósito", "casa de bebidas" ou "loja em que se vendiam gêneros a retalho".[3]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o boteco ("buteco") ou botequim ficou, tradicionalmente, conhecido como um lugar que serve de encontro entre boêmios e onde se procura uma boa bebida, petiscos baratos e uma conversa sem compromisso. Em Belo Horizonte, nacionalmente conhecida como a "capital nacional do boteco", existem cerca de 12 000 estabelecimentos, mais bares per capita do que qualquer outra cidade do mundo.[4] O Mercado Central de Belo Horizonte aglomera vários exemplos dos tradicionais botecos da capital mineira, com famosos tira-gostos que fazem, deste, um dos pontos de parada obrigatória para aqueles que pretendem conhecer o boteco tradicional.[5]

Comidas típicas[editar | editar código-fonte]

Em várias cidades brasileiras, os botecos mais simples - e que frequentemente parecem pecar por condições sanitárias duvidosas, são chamados de "copo-sujo" ou "pé-sujo", além dos diminutivos "botequim" e "butiquim".

Jiló

Dentre as iguarias mais peculiares dos botecos, podemos citar o tradicional fígado acebolado, o chouriço apimentado ou o jiló frito, acompanhados pela cerveja, o chope, a caipirinha ou a famosa cachaça.

Existe, inclusive, uma famosa e concorrida disputa entre os botecos de Belo Horizonte para eleger quem possui a melhor e mais tradicional comida de boteco. Este festival chama-se Comida di Buteco e foi criado em 1999 pelo gastrônomo Eduardo Maya.[6] Da capital mineira, espalhou-se por outras capitais e cidades do interior.

Bebidas típicas[editar | editar código-fonte]

Expressões usuais[editar | editar código-fonte]

Saideira: expressão comumente utilizada em referência à última bebida que se pretende tomar, como em um ritual de despedida do estabelecimento;

Desce mais uma!: expressão comumente utilizada para solicitar, ao atendente, uma nova dose de bebida;

Mais uma rodada!: expressão comumente utilizada para solicitar, ao atendente, uma nova dose de bebida para um cliente e seus respectivos acompanhantes;

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 279.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 279.
  3. Dicionário Brasileiro da língua portuguesa: Encyclopaedia Britannica do Brasil, 7ªEd., 1982
  4. - Reportagem do New York Times sobre os botecos belorizontinos
  5. - Endereços dos botecos do tradicional Mercado Central de Belo Horizonte
  6. - Site oficial do festival Comida di Buteco.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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