Farmácia

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Farmácia (do grego φάρμακον / pharmakôn : que significa em mesmo tempo "remédio" e "veneno") em termos gerais, é a ciência praticada por profissionais formados em uma faculdade de farmácia (farmacêuticos), tem como objeto de estudo o fármaco, drogas e medicamentos e seus usuários, análises clínicas e toxicológica e a análise de alimentos, e como objetivo a pesquisa, desenvolvimento e produção de novos medicamentos, vacinas, cosméticos e correlatos humano e veterinário. utilizando-se como fonte plantas, animais, seres vivos em geral e minerais, estuda da manipulação de fármacos, criação e aplicação de métodos de controle de qualidade, estudo de formas de aplicação de orientação ao usuário quanto ao uso racional do medicamento, criação e aplicação de métodos de identificação e dosagem de tóxicos, estudos bioquímicos, toxicológicos e farmacológico, análise biológica, bromatológica, microbiológica e ambiental.

História da Farmácia[editar | editar código-fonte]

Marsilius Ficinus (Florence), Um médico mostra os frascos que contêm as substâncias que podem ser usadas para boticário, 1508.

No Brasil, junto com os primeiros colonizadores vieram o barbeiro-cirurgião, o aprendiz-de-boticário e os jesuítas que traziam consigo a caixa de botica, uma arca de madeira contendo medicamentos. Ela também estava presente em todas as embarcações que atravessavam o Atlântico, nas entradas e bandeiras e expedições militares navais ou terrestres. Aos poucos, as lojas de boticas foram se estabelecendo nos núcleos mais populosos e sofriam a concorrência das lojas de barbeiros. Outros concorrentes até o século XIX eram os padeiros, os ourives, os negociantes de fazendas secas. Contudo, a manipulação de medicamentos passou com o tempo a ser efetuada apenas pelas boticas. Os primeiros boticários eram pessoas de origem humilde, filhos de boticários, pedreiros, carpinteiros, alfaiates, etc. Apenas no século XVIII começaram a se estabelecer no Brasil boticários devidamente preparados para a função.[1]

Em Portugal exercem em Farmácia obrigatoriamente na categoria de Farmacêuticos - os Farmacêuticos Licenciados em Farmácia (antigo curso universitário de 6 anos) e Ciências Farmacêuticas (antiga Licenciatura de 6 anos - pré-Bolonha, actual Mestrado Integrado de 5 anos - pós-Bolonha). Na categoria de técnicos, actuam dois profissionais - os técnicos de farmácia, Licenciados em Farmácia (presente curso politécnico de 4 anos) e Técnicos de Farmácia (grau adquirido após o registo de prática até 1999). A profissão de técnico de farmácia é regulamentada pelo Departamento da Modernização e Recursos da Saúde do Ministério da Saúde. A ciência que trata das bases para a farmácia de oficina é, entre outras, a farmacologia, farmácia clínica, farmácia galénica e farmacoterapia. Em relação aos ajudantes de farmácia, as suas funções de atendimento nas farmácias são consideradas ilegais.

Farmacêutico[editar | editar código-fonte]

Uma farmácia histórica.
Ver artigo principal: Farmacêutico

Os farmacêuticos são profissionais da saúde, especialistas no preparo e utilização de medicamentos e suas consequencias ao organismo humano ou animal. De uma maneira geral, podem trabalhar numa farmácia, hospital, na indústria, em laboratórios de análises clínicas, desenvolver novos medicamentos, praticar acupuntura, entre outras funções e lugares.

Em Portugal, o primeiro documento conhecido sobre a profissão data de 1449 e é um alvará do El-Rei D. Afonso V liberando mestre Ananias e boticários árabes para exercerem a atividade.[1]

Disciplinas que compõem a Ciência Farmacêutica[editar | editar código-fonte]

Anatomia humana, embriologia humana, histologia, genética, fisiologia, imunologia geral e clínica, patologia, parasitologia geral e clínica, bioestatística e estatística, epidemiologia, farmacoepidemiologia, microbiologia geral e clínica, micologia, virologia, hematologia clínica, biofísica, química geral, química orgânica, química inorgânica, química analítica qualitativa e quantitativa, análise orgânica, química farmacêutica, matemática aplicada à farmácia, biofísica, físico-química, bioquímica clínica, biologia molecular, botânica, farmacognosia, fitoquímica, farmacologia, farmacocinética, farmacodinâmica, farmacotécnica, farmacoterapêutica, líquidos corporais, identificação e análise de matéria prima de medicamentos, toxicologia, higiene social, saúde coletiva, cosmetologia, dispensação farmacêutica, administração/economia, deontologia/legislação farmacêutica, atenção farmacêutica, controle de qualidade biológico e fisíco-quimíco, tecnologia farmacêutica de cosméticos, homeopatia, farmácia hospitalar, Gestão de Empresas Farmacêuticas e bromatologia, bioquímica dos alimentos, microbiologia dos alimentos, cálculos unitários, biofarmácia, farmácia clínica, fisiopatologia, nutrição clínica, citologia clínica e citopatologia, toxicologia clínica, análise instrumental, fitoterapia, toxicologia em alimentos, citogenética, tecnologia dos alimentos, farmácia comunitária, química medicinal, física farmacêutica, biotecnologia, enzimologia industrial, semiologia farmacêutica e prescrição.

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Curso de formação[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Uma farmácia moderna.

Embora tenha sido encontrado na Torre do Tombo, em Lisboa documento de 1799 que estipulava a criação da disciplina de fármacia, em São Paulo, acredita-se que a matéria só passou a ser lecionada com a chegada da Família Real no século seguinte.[1]

No Brasil, Farmácia é um curso de graduação que forma profissionais da saúde com pensamento crítico e humanístico, comprometido com a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde individual e coletiva; capacidade técnica e ética para desenvolver as atividades do exercício profissional farmacêutico, com ênfase nas áreas de medicamentos,alimentos e análises clínicas.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, o primeiro documento conhecido sobre a profissão data de 1449 e é um alvará do El-Rei D. Afonso V liberando mestre Ananias e boticários árabes para exercerem a atividade.[1]

Em Portugal exercem em Farmácia obrigatoriamente na categoria de Farmacêuticos - os Farmacêuticos Licenciados em Farmácia (antigo curso universitário de 6 anos) e Ciências Farmacêuticas (antiga Licenciatura de 6 anos - pré-Bolonha, actual Mestrado Integrado de 5 anos - pós-Bolonha). Na categoria de técnicos, actuam dois profissionais - os técnicos de farmácia, Licenciados em Farmácia (presente curso politécnico de 4 anos) e Técnicos de Farmácia (grau adquirido após o registo de prática até 1999). A profissão de técnico de farmácia é regulamentada pelo Departamento da Modernização e Recursos da Saúde do Ministério da Saúde. A ciência que trata das bases para a farmácia de oficina é, entre outras, a farmacologia, farmácia clínica, farmácia galénica e farmacoterapia. Em relação aos ajudantes de farmácia, as suas funções de atendimento nas farmácias são consideradas ilegais.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

A cobra enrolada na taça.
Cruz verde, usada em Portugal.
  • A cobra enrolada na taça é conhecida como o símbolo da farmácia, e tem origem na Antigüidade grega. Segundo as literaturas antigas, o símbolo da farmácia ilustra o poder (cobra) da cura (taça). Existe a lenda que conta que uma cobra enrolou-se no cajado de Hipócrates e quando estava para picá-lo, ele olhou para a serpente e disse: “se queres me fazer mal, de nada adiantará que me firas, pois tenho no corpo o antídoto contra tua peçonha. Se estás com fome, te alimentarei”. Então ele pegou a taça onde fazia misturas de ervas medicinais, colocou leite e ofereceu à serpente, esta desceu do cajado, enrolou-se na taça e bebeu o leite. Desta forma criou-se o símbolo da medicina (a cobra envolvendo o cajado) e o símbolo da farmácia (a cobra envolvendo a taça).

Outra lenda sobre a origem do símbolo de farmácia está relacionada à morte de Esculápio (deus da saúde na mitologia greco-romana, também denominado por Asclépio) fulminado por um raio lançado por Zeus como punição por ressuscitar mortos pelo poder das ervas, arte aprendida com o centauro Quiron. Com a morte de Esculápio, a cobra enrolada em seu cajado, símbolo de seu poder sobre as doenças, foi adotada por Hígia, filha de Esculápio que passou a ser a deusa responsável pela saúde dos homens, tendo o cálice com a cobra enrolada como símbolo de seu poder sobre as doenças.

  • Pedra - No Brasil, o Conselho Federal de Farmácia, em sua resolução no. 471 de 28 de fevereiro de 2008, estabelece o Topázio Imperial Amarelo como a pedra oficial da Farmácia.
  • Cruz grega verde - Em Portugal e alguns outros países, usa-se uma cruz grega verde para assinalar uma farmácia.

Especialidades[editar | editar código-fonte]

Acupuntura

Administração de laboratório clínico

Administração farmacêutica

Administração hospitalar

Análises ambientais

Análises clínicas (Humana e Animal)

Assistência domiciliar em equipes multidisciplinares

Atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência

Auditoria farmacêutica

Bacteriologia clínica

Banco de cordão umbilical

Banco de leite humano

Banco de sangue

Banco de Sêmen

Banco de órgãos

Biotecnologia

Bioinformática

Biofarmácia

Biologia molecular

Bioquímica clínica 

Bromatologia

Circulação extracorpórea

Citogenética

Citologia clínica

Citologia oncótica

Citopatologia

Citoquímica

Controle de qualidade e tratamento de água, potabilidade e controle ambiental

Controle de vetores e pragas urbanas

Cosmetologia

Docência e pesquisa

Exames de DNA

Farmacologia básica e clínica

Farmacoterapia

Farmacêutico na análise físico-química do solo e da água

Farmácia antroposófica

Farmácia clínica

Farmácia comunitária

Farmácia de dispensação

Farmácia estética

Fracionamento de medicamentos

Farmácia dermatológica

Farmácia homeopática

Farmácia hospitalar

Farmácia industrial

Farmácia magistral

Farmácia nuclear (radiofarmácia)

Farmácia oncológica

Farmácia pública

Farmácia veterinária

Farmácia-escola

Farmacocinética clínica

Farmacoepidemiologia

Fitoterapia

Gases e misturas de uso terapêutico

Genética humana

Gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde

Hematologia clínica

Hemoterapia

Histotecnologia

Histopatologia 

Histoquímica

Homeopatia

Imunocitoquímica

Imunogenética e histocompatibilidade

Imunohistoquímica

Imunologia clínica

Imunopatologia

Segurança no trabalho, saúde ocupacional e responsabilidade social

Micologia clínica

Microbiologia clínica

Nutrição parenteral

Psicobiologia

Parasitologia clínica

Química farmacêutica e medicinal

Reprodução humana

Saúde pública

Sorologia

Toxinologia

Toxicologia analítica

Toxicologia clínica

Toxicologia ambiental

Toxicologia de alimentos

Toxicologia desportiva

Toxicologia farmacêutica

Toxicologia forense

Toxicologia ocupacional

Toxicologia veterinária

Vacinologia

Vigilância sanitária

Virologia clínica

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ver também: Lista de fármacos


Referências

  1. a b c d Santos Filho, Licurgo de Castro. História geral da medicina brasileira. São Paulo: HUCITEC; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1977. 436p.


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Saiba mais sobre Farmácia
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Faculdades de Farmácia em Portugal[editar | editar código-fonte]


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