Cachoeiro de Itapemirim
Cachoeiro de Itapemirim | |
|---|---|
Cidade de Cachoeiro de Itapemirim Casa de cultura Roberto Carlos Pico do Itabira Floresta Nacional de Pacotuba | |
| Hino | |
| Lema | Meu Pequeno Cachoeiro |
| Gentílico | cachoeirense[1] |
![]() | |
| Coordenadas: 20° 50′ 56″ S, 41° 06′ 46″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Espírito Santo |
| Municípios limítrofes | Castelo, Vargem Alta, Itapemirim, Atílio Vivácqua, Muqui, Alegre e Jerônimo Monteiro |
| Distância até a capital | 138 km[2] |
| Fundação | 25 de março de 1867 (159 anos) |
| Emancipação | 23 de novembro de 1864 (161 anos)[3] |
| Distritos | Lista
|
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Theodorico de Assis Ferraço[1] (PP, 2025–2028) |
| Área | |
| • Total [1] | 864,583 km² |
| • Urbana (IBGE/2019) [1] | 39,65 km² |
| População | |
| • Total (Censo IBGE/2022) [1] | 185 786 hab. |
| • Posição | ES: 5º |
| • Estimativa (IBGE/2025) | 198 342 hab. |
| Densidade | 214,9 hab./km² |
| Clima | tropical quente úmido (Aw)[5] |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2010) [6] | 0,746 — alto |
| PIB (IBGE/2021) [7] | R$ 6 146 964,29 mil |
| • Per capita (IBGE/2021) | R$ 28 971,61 |
| Sítio | www.cachoeiro.es.gov.br (Prefeitura) cachoeirodeitapemirim.es.leg.br (Câmara) |
Cachoeiro de Itapemirim é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se no sul capixaba,[8] estando situado a cerca de 140 km a sudoeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 860 km², sendo que 40 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 198 342 habitantes em 2025, sendo então o quinto mais populoso do estado e o mais habitado fora da Região Metropolitana da Grande Vitória.
O município é composto por onze distritos, sendo eles: Burarama, Cachoeiro de Itapemirim (sede), Conduru, Coutinho, Córrego dos Monos, Gironda, Gruta, Itaoca, Pacotuba, São Vicente e Vargem Grande do Soturno. A cidade é nacionalmente conhecida por causa da música Meu Pequeno Cachoeiro composição de Raul Sampaio, cantada por Roberto Carlos, nascido na cidade.
História
[editar | editar código]"A primeira tentativa de povoamento das terras que atualmente compreendem o município de Cachoeiro de Itapemirim ter-se-ia verificação no inicio do século XVIII, quando chegaram imigrantes de Campos, Muribeca, Guarapari e Vitória, atraídos pelo ouro existente nas Minas de Castelo, então dominadas pelos índios Puris. À procura dos veios auríferos, os pioneiros subiam o rio Itabapoana e abriam picadas na floresta. Esse primeiro ciclo colonizador, entretanto, foi interrompido quando o Governo Português proibiu a exploração das minas, sendo as áreas reocupadas pelo gentio. Na segunda década do século XIX, fizeram-se concessões de sesmarias ao tenente Luís José Moreira e, posteriormente, a Francisco Gomes Coelho, José Pereira de Almeida e José da Silva Quintais, mas o povoamento não progrediu. Seguindo o curso do Itapemirim, chegaram em 1820, o capitão Manuel José Esteves de Lima e grande comitiva, tentados pelo rumor das notícias fantasiosas que circulavam a respeito de riquezas existentes na Capitania do Espírito Santo."[9]
A região era dominada pelos temidos índios puris que, porém, não chegaram a ser obstáculo aos primeiros desbravadores, atraídos pelo ouro nas minas descobertas nas regiões compreendidas por Castelo. A primeira incursão exploradora organizada ocorreu entre 1820 e 1825, época em que foi concedida ao tenente Luís José Moreira meia légua de terras. Na mesma época foram constituídos postos de policiamento, denominados quartéis de pedestres, para proporcionar garantia aos habitantes que haviam se instalado no lugar, próximo do obstáculo rural do encachoeiramento do rio, ponto de parada dos raros tropeiros que desciam do sertão e iam se acomodando nessas paragens e plantando suas lavouras.
O Governador Rubim fez construir à margem sul do rio o Quartel da Barca, que foi uma homenagem a António de Araújo e Azevedo - Conde da Barca, ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra de Dom João VI. Com essa iniciativa os povoadores tiveram proteção contra as incursões dos índios puris e botocudos, que hostilizavam aqueles que percorriam a região à procura do ouro que os rios prometiam, ou até mesmo os lavradores que desejavam trabalhar a terra com plantação de cana-de-açúcar.
Por determinação do governador Rubim havia um patrulhamento realizado por pedestres, que descia do Cachoeiro até a Vila de Itapemirim, prosseguindo até o Quartel de Boa Vista, situado na barreira do Siri, em frente a Ilha das Andorinhas, regressando ao ponto de partida, alternando em sentido contrário com a patrulha do Quartel de Boa Vista. A patrulha de pedestre era construída por negros livres, comandada por um alferes.
Os quartéis tiveram seus efetivos aumentados, e foi nos seus arredores que começou a formação dos primeiros núcleos populacionais com pequenas plantações de mandioca, bananeiras e cana-de-açúcar. A pesca e a caça davam condições fartas aos habitantes. Começava a lenta penetração no território dos silvícolas para o domínio dos desbravadores.
Os fazendeiros de Itapemirim começavam a estender suas propriedades pelas margens do rio, sendo que, onde hoje está plantada na cidade foram fazendas pertencentes, outrora, a alguns deles, entre os quais citamos Joaquim Marcelino da Silva Lima (Barão de Itapemirim), figura principal do sul do território naquela época, Manuel José Esteves de Lima, um português que criou cidades e povoações no sul do Estado.
O progresso
[editar | editar código]Grandes latifundiários dominavam a região de Itapemirim. Da Vila, estendiam sua soberania até Cachoeiro.
Os Gomes Bittencourt, que eram adversários políticos de Silva Lima, subiram pela margem esquerda até o atual bairro Aquidaban, enquanto o Barão de Itapemirim dominava toda margem direita, até as terras do Bananal próximo a Duas Barras.
Durante a fase da cana-de-açúcar Cachoeiro era um povoado perdido à margem do Rio Itapemirim. O início da transformação ocorreu na década de 50 do século XIX. De um lado do rio existiam vinte fazendas de açúcar, em sua maioria desenvolvidas a vapor. Essas fazendas abasteciam de aguardente e açúcar toda a província e exportava ainda, em grande quantidade, para o Rio de Janeiro.
A arrecadação do sul da província era basicamente café e um pouco de cana, que já vivia sua fase de decadência.
A primeira casa construída em Cachoeiro de Itapemirim foi de Manuel de Jesus Lacerda no ano de 1846, logo depois foram surgindo as primeiras casas comerciais no centro da vila próxima à antiga matriz do Senhor dos Passos, sede da freguesia de São Pedro de Cachoeiro de Itapemirim. As casas se concentravam na rua Moreira, marginal ao rio, ou pelas suas transversais. Seu nome também constava na lista de Joaquim Pires de Amorim forneceu, dentre os cidadão que se estabeleceram no lugar entre os anos de 1840 a 1855.
Os outros nomes relacionados são os de Pedro Dias do Prado, Inácio de Loiola e Silva (que possuía a Fazenda da Conceição), José Pires do Amorim (Fazenda Boa Esperança), Antônio Francisco Moreira (Fazenda da Gruta), Antônio Pinto da Cunha, José Pinheiro de Sousa Werneck (Fazenda Santa Teresa do Sumidouro), Bernadino Ferreira Rios e Francisco de Sousa Monteiro (Fazenda Monte Líbano).
Curiosamente, encabeçando a lista, aparece o nome do suíço Jean Moulaz, que já se achava na região desde 1837, segundo consta em documento lavrado em 1841. Quanto a Manuel de Jesus Lacerda, consta que era proprietário da Fazenda Cobiça. Fazenda Bananal de Cima e Fruteira de Baixo (do Barão de Itapemirim), a Fazenda Valão (de Severiano Monteiro de Sousa), a fazenda Aquidaban (de Ildefonso de Silveira Viana), a Fazenda Pau Brasil (de Francisco Salles Ferreira), a Fazenda Fruteira de Cima (de Aurélia Souto Machado, casada com Manuel de Araújo Souto Machado), a fazenda Safra (da viúva Josefa Souto Belo, administrada pelo irmão, Major Urbano Rodrigues Souto).
Pelos seus empreendimentos e coragem esse primeiro núcleo de povoadores foi bastante elogiado junto à Corte pelo presidente da província, Sebastião Machado Nunes, quando de sua visita à região do Itapemirim.
Desenvolvimento do comércio
[editar | editar código]Manuel Cipriano da Franca Horta estabeleceu a primeira casa de comércio, numa das dependências do Armazém do Barão de Itapemirim, após abrir um pequeno colégio que teve curta duração.
A partir da criação da Freguesia de São Pedro das Cachoeiras do Itapemirim, em 16 de julho de 1856, o lugarejo não parou de crescer. O povoado contava com cerca de três mil e quinhentas pessoas, das quais aproximadamente duzentas e dez pessoas eram escravas.
O comércio foi aos poucos se desenvolvendo, surgiram as casas comerciais de Loiola & Silva, Jorge & Irmão, Quintais & Viveiros, Jerônimo Francisco, Bernardino Ferreira Rios, Luís Bernardino da Costa (que tinha um serviço de pranchas para transporte de mercadorias), Marques Guardia & Cia., Pedro Teixeira Duarte, Casa Mineira, Casa Samuel (do francês Samuel Levy, que aqui chegou vendendo jóias) e Manuel José de Araújo Machado.
A primeira ponte da cidade
[editar | editar código]Era presidente da Câmara o doutor Gil Goulart. De acordo com o presidente da província ficou resolvido que se arranjasse com os capitalistas de Cachoeiro dinheiro emprestado para construir uma ponte sobre o Rio Itapemirim.
A construção foi entregue ao tenente-coronel Ildefonso da Silveira Viana, que a apresentou concluída no dia 10 de junho de 1887. Ela foi construída pois a cidade tinha necessidade de uma ponte que permitisse a ligação entre as duas margens. Sua estrutura metálica foi importada da Inglaterra.
O local mais apropriado estava situado entre as casas de negócios dos portugueses, capitão Luís Bernardino da Costa e Manuel José de Araújo Machado, quase em frente à via de que dava acesso ao Largo de São João, do lado sul, com acesso ao lado norte à Chácara de Gil Goulart.
A ponte tinha cento e quatorze metros de comprimento, três metros e meio de largura, dezesseis de altura. Foram construídas ainda as praças Gil Goulart, na extremidade norte da ponte, e a Coronel Silveira, no lado sul.
As despesas com a construção da ponte foram amortizadas com dinheiro arrecadado de pedágio, possivelmente o primeiro do Estado. Esse sistema vigorou até 1920, quando a passagem foi liberada ao povo gratuitamente. Com a era do automóvel a ponte se tornou obsoleta, obrigando a construção da ponte Fernando Abreu, inaugurada em 3 de fevereiro de 1954, ao lado da antiga, que teve sua estrutura metálica vendida como sucata em 1965. O custo da ponte foi de Rs. 47:610$912, mas depois de concluída seu valor chegou a mais de 60:000$000 réis.
Navegação do Rio Itapemirim
[editar | editar código]Nos primórdios de Cachoeiro, isto é, em 1868, o seu vigário Manuel Leite Sampaio Melo relatava ao presidente da província que o rio Itapemirim, nas ocasiões das secas, forçava os canoeiros a levarem pás e enxadas para irem abrindo caminho em valas, minuciando: " A razão é ser ele todo cheio de voltas e bastante entulhado de paus; tem meses que fazem as viagens em quatro dias e outros em oito e nove".
A findar a Guerra do Paraguai, o capitão Henrique Deslandes, paranaense de Paranaguá, que lutara como voluntário, foi-se estabelecer no Espírito Santo, montando atelier fotográfico em Vitória. De lá, transferiu-se para Vila de Itapemirim.
O progresso da região, aquele movimento crescente de cargas e passageiros, animou-o a pleitear, junto ao Governo, concessão a vapor do Rio Itapemirim, tendo firmado contrato com lei provincial de 1872. O Capitão Deslandes fez uma sociedade com Manuel Ferreira Braga (Braga & Deslandes), adquirido, na Barra do Itapemirim, o trapiche de Silva Lima & Braga, cujo primeiro proprietário fora o Barão de Itapemirim.
Somente a 3 de abril do ano seguinte ao compromisso firmado, era inaugurado o serviço, com quatro vapores: dois de rodas e dois de hélices. Pouco depois, foi providenciada a aquisição de mais dois vapores e uma barca de passageiros, e encomendado outro vapor na Inglaterra. Muito embora o calado das embarcações atendesse o especificado no contrato, nas grandes secas a navegação era completamente interrompida durante meses. A acomodação dos passageiros era o que deixava muito a desejar: era apertada na ré, com todo o desconforto. Tantos tropeços relegaram o vapor ao desprezo dos passageiros e do transporte de cargas, permanecendo quase que sempre só para carregar malas do correio.

Em 3 de abril do ano seguinte, Simão Rodrigues Soares, da Barra do Itapemirim, conseguiu dos cofres geral e provincial reinaugurar a navegação com um novo vaporzinho, o Três de Abril.
A evolução com a ferrovia
[editar | editar código]A ideia do projeto com a ferrovia foi apresentada à Assembleia Provincial pelo historiador, jornalista e deputado estadual Basílio Carvalho Daemon em 31 de outubro de 1872. Portanto, quatorze anos antes de bater a primeira estaca.
A princípio a concessão foi dada ao capitão Henrique Deslandes e depois transferida ao Visconde de São Salvador de Matosinhos, presidente da Companhia de Navegação Espírito Santo e Caravelas. Um vapor foi fretado para transportar de Antuérpia até a Barra do Itapemirim parte do material da ferrovia.
Em 8 de dezembro de 1886, o engenheiro Pedro Scherer iniciou a montagem da locomotiva e o assentamento dos trilhos. A estrada tinha 71 km de extensão. Partia da Vila de Cachoeiro até a estação do entroncamento de Matosinhos, em Duas Barras, de onde seguia em um ramal para Castelo e em outro para Alegre.
A ferrovia tinha bitola estreita e três locomotivas Baldwin, pesando cada uma 27 toneladas. As opções eram, um carro de primeira classe; dois mistos; dois de segunda classe; dois de correio e bagagem; 18 vagões fechados; seis abertos; um para transporte de animais; um para explosivos; dois para madeiras e seis de lastros.
Anos mais tarde, a linha da Estrada de Ferro Caravelas passou a ser propriedade do Lloyd Brasileiro.[10] Em 1907, se submeteu ao poder da Leopoldina, já que estava hipotecada a uma empresa de Londres. O traçado de Cachoeiro a Alegre passou a integrar o chamado sul da Leopoldina, ligando Cachoeiro a Carangola (no estado de Minas Gerais).
O novo ramal até Minas foi inaugurado em 24 de novembro de 1913. Já naquela época, a capital capixaba do café tinha vínculos mais estreitos com o Rio de Janeiro, a capital Federal, do que com Vitória. No final do século passado, os trilhos do Rio e de Vitória se aproximaram de Cachoeiro.
Com dificuldades, a Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo[11] concluiu seu primeiro trecho em 1895: o de Vitória-Viana. Em 1900, estava pronto o trecho Vitória-Domingos Martins. No ano de 1903, foi inaugurada a Estação Ferroviária de Cachoeiro de Itapemirim, de estilo inglês, e sendo uma das poucas até então a possuir dois andares em seu interior.[12] Em 1910, a ferrovia sulista completava a tão sonhada ligação entre Vitória e Cachoeiro. Como tinha passado tanto tempo, tudo já havia mudado. Desde 1903, já tinham chegado a Cachoeiro os trens da Leopoldina, com matriz no Rio, contribuindo, assim, para fortalecer os laços econômicos entre o Rio de Janeiro e a nossa cidade.
Ao longo de muitos anos, a ferrovia acompanharia todo o desenvolvimento econômico da cidade, principalmente em seus núcleos urbanos e rurais. O município possuía um dos grandes pátios ferroviários do Brasil, sempre em constante movimentação entre as linhas da Estrada de Ferro Leopoldina e a linha da Estrada de Ferro Itapemirim, responsável pelo escoamento do abacaxi e da cana da região ao Porto da Barra do Itapemirim e pelo transporte de passageiros veranistas do município às praias de Marataízes, no litoral capixaba.[13]
Geografia
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O município está situado no sul do estado, às margens do rio Itapemirim, ocupando uma área de 876,8 mil km². A sua sede localiza-se a 20º50'56" de latitude sul e 41º06'46" de longitude oeste, a uma altitude média de 35 metros, sendo o bairro de menor altitude Centro - 35 metros - e o de maior altitude Condomínio Residencial Montanha - 210 metros. O cidade fica a 139 quilômetros da capital, Vitória.
A cidade de Cachoeiro de Itapemirim situa-se na zona fisiográfica Serrana do Sul, às margens do rio Itapemirim, no ponto em que este deixa o planalto cristalino - onde forma corredeiras ("cachoeiros", "cachões") - e entra na planície litorânea. Entre os vários picos das redondezas sobressaem o do Itabira (700m) e os do Frade (470m) e da Freira. Esses picos fazem parte da frente escarpada e contínua de serras, que, constituídas por uma série de cabeços e pontões, se alinham na fachada costeira do sul do estado.
Clima
[editar | editar código]Cachoeiro de Itapemirim possui um clima tropical, com verões úmidos e quentes. É considerada uma das cidades mais quentes do Espírito Santo, juntamente com Colatina, Castelo e Alegre. Isso deve-se ao fato da cidade ser cercada por morros, que em alguns pontos ultrapassam os 500 metros, como é o caso do Morro das Andorinhas. Essas formações impedem a circulação do ar, causando o calor e a sensação de abafamento. Em determinados meses do ano como, em dezembro, janeiro e fevereiro, a temperatura fica mais elevada em Cachoeiro de Itapemirim e o calor, muitas vezes excessivo, combinado com a umidade proveniente do Rio Itapemirim, proporciona a formação de nuvens de temporais, que vêm acompanhadas de chuva, ventos fortes e ocasionalmente granizo, que em sua maioria duram entre 15 e 40 minutos. Apesar de sua curta duração, esses temporais são capazes de trazer transtornos à cidade. Nos meses de março, abril e maio, a temperatura ainda é alta, mas não costuma passar dos 35 °C. Apesar de existirem exceções, elas geralmente são ocasionais.
Já nos meses de junho, julho, agosto e setembro, a temperatura da cidade entra em declínio, com a chegada das frentes frias, que trazem chuva, alta nebulosidade e geralmente frio. Nos dias em que essas frentes frias atuam na cidade, a temperatura chega a não passar dos 20°C. Em sua maioria os dias de inverno em Cachoeiro não são quentes, as temperaturas normalmente ficam em torno de 23°C - 26°C, mas com a aproximação da Primavera as mesmas podem chegar aos 30°C. As temperaturas mínimas nas noites sem nenhuma nebulosidade, ou seja, céu limpo, podem chegar aos 15 °C e até abaixo disso com a atuação das massas de ar polares, provenientes da região da Antártida. Os mesmos mares de morros, que no Verão causam todo o calor de Cachoeiro de Itapemirim, provocam no Inverno o frio intenso. Os morros represam grande parte do ar frio, que nas noites sem nebulosidade desce para a superfície, resfriando-a rapidamente. São nesses dias que os casos de temperatura próxima aos 10°C, são vistos, porém são exceções e só ocorrem com fortes ondas de frio. Nesses meses a temperatura máxima média é de 28°C e a mínima de 15°C. Com certeza, Cachoeiro de Itapemirim tem suas particularidades, oferecendo assim, frio e calor. Nos últimos anos o frio em Cachoeiro tem aumentado significativamente, trazendo à população acostumada com o forte calor a sensação de muito frio.
Segundo dados Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1980 e de 1990 a 1992, a menor temperatura registrada em Cachoeiro do Itapemirim foi de 9 °C em 1° de junho de 1979,[14] e a maior atingiu 42,5 °C em 9 de janeiro de 1969,[15] sendo também a maior já observada no estado do Espírito Santo e uma das quinze maiores registradas pelo INMET no país.[16] No dia 1º de julho de 2021, a estação meteorológica do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), no distrito de Pacotuba, registrou a temperatura mínima de 8,8 °C, sendo essa, a mais baixa já registrada oficialmente na cidade. Os maiores de acumulados de precipitação em 24 horas foi de 168 mm em 22 de abril de 1973 e 101 mm em 11 de dezembro de 1978.[17]
| Dados climatológicos para Cachoeiro do Itapemirim | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 42,5 | 42 | 41,3 | 38,9 | 37 | 36,6 | 36,7 | 36,7 | 39,6 | 42,3 | 39,3 | 40,5 | 42,5 |
| Temperatura máxima média (°C) | 32,7 | 33,4 | 33,1 | 30,7 | 28,7 | 27,8 | 27,1 | 28,2 | 28,4 | 29 | 30,2 | 31,3 | 30,1 |
| Temperatura média compensada (°C) | 26,4 | 26,6 | 26,2 | 24,3 | 22,2 | 21 | 20,4 | 21,3 | 22,3 | 23,4 | 24,4 | 25,1 | 23,6 |
| Temperatura mínima média (°C) | 22,2 | 22,1 | 21,8 | 20,5 | 18,3 | 16,8 | 16,3 | 16,8 | 18 | 19,7 | 20,6 | 21,4 | 19,5 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 13,3 | 10,8 | 12,3 | 11,2 | 11,6 | 9 | 8,8 | 11,2 | 11,7 | 13,7 | 14,2 | 16,3 | 8,8 |
| Precipitação (mm) | 117,7 | 86 | 94,2 | 99,3 | 61,2 | 25,1 | 43,9 | 38,7 | 57,1 | 120,4 | 171,3 | 171,5 | 1 086,3 |
| Dias com precipitação (≥ 1 mm) | 9 | 7 | 7 | 8 | 7 | 4 | 6 | 4 | 6 | 11 | 12 | 12 | 93 |
| Umidade relativa compensada (%) | 77 | 76 | 77 | 80 | 81 | 80 | 80 | 77 | 77 | 79 | 79 | 80 | 78,6 |
| Insolação (h) | 249,2 | 209 | 236,8 | 190,9 | 202,3 | 196,5 | 204,5 | 202,5 | 159,6 | 151,9 | 152,6 | 188 | 2 343,8 |
| Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[18][19][20][21][22][23][24] recordes de temperatura de 1961 a 1982 e de 1990 a 1992).[14][15] e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). | |||||||||||||
Distritos
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O município Cachoeiro de Itapemirim é subdividido em 10 distritos e a sede, sendo eles:
- Cachoeiro de Itapemirim (Sede)
- Pacotuba (criado pela Lei Estadual n.º de 1.313, de 30-12-1921)
- Conduru (criado pela Lei Estadual n.º 1657, de 08-10-1927)
- Burarama (criado pela pela Lei Estadual n.º 2.665, de 08-07-1932, como "Floresta")
- Itaoca (criado pela pela Lei Estadual n.º 779, de 29-12-1953)
- Vargem Grande de Soturno (criado pela pela Lei Estadual n.º 779, de 29-12-1953)[25]
- Córrego dos Monos (criado pela Lei Municipal nº 6048 de 17-12-2007)
- Coutinho (criado pela Lei Municipal nº 6048 de 17-12-2007)
- Gironda (criado pela Lei Municipal nº 6048 de 17-12-2007)
- Gruta (criado pela Lei Municipal nº 6048 de 17-12-2007)
- São Vicente (criado pela Lei Municipal nº 6048 de 17-12-2007)
População por distrito
[editar | editar código]| DISTRITOS | POPULAÇÃO (2010)[26] | POPULAÇÃO (2022)[27] |
|---|---|---|
| Gruta | 1.053 | 698 |
| Coutinho | 1.271 | 1.146 |
| Burarama | 1.396 | 1.710 |
| São Vicente | 1.501 | 1.583 |
| Corrego dos Monos | 2.264 | 2.315 |
| Gironda | 2.610 | 2.923 |
| Pacotuba | 2.663 | 2.311 |
| Conduru | 2.737 | 2.766 |
| Vargem Grande do Soturno | 4.394 | 4.596 |
| Itaoca | 5.441 | 5.180 |
| Sede | 164.569 | 160.558 |
| TOTAL | 189.889 habitantes | 185.784 |
Política
[editar | editar código]Embora a emancipação política tenha ocorrido em 1867, somente a partir de 1914 Cachoeiro de Itapemirim passou a ser governado por prefeitos. Antes, denominava-se intendente a principal autoridade do executivo, cargo que era por vezes acumulado com o de presidente da Câmara.
Hino
[editar | editar código]O hino da cidade de Cachoeiro de Itapemirim é de autoria do cantor e compositor cachoeirense Raul Sampaio, chamado de Meu Pequeno Cachoeiro, e decretado oficialmente como hino da cidade pela lei municipal n° 1072/66, em 28 de julho de 1966.[28]
Economia
[editar | editar código]Principal centro econômico do sul do Espírito Santo, Cachoeiro de Itapemirim é o segundo polo mais importante do estado, depois da conurbação de Vitória, a capital.
Cachoeiro possui uma das maiores jazidas de mármore do Brasil e é um centro internacional de rochas ornamentais, sendo o responsável pelo abastecimento de 80% do mercado brasileiro de mármore. A cidade é berço de grandes empresas, com destaque para a Viação Itapemirim[29] e a Itabira,[30] a maior Fábrica de Cimento do Grupo João Santos, segundo maior produtor de cimento do País.
Cachoeiro de Itapemirim é hoje, sobretudo, um centro de extrativismo e beneficiamento mineral (mármores, granitos e moagem de calcário). Na indústria sobressai a produção de cimento, calçados e laticínios, havendo também significativa pecuária e cafeicultura. Polo educacional do sul capixaba, o município conta com estabelecimentos de ensino superior.
Desenvolvimento econômico
[editar | editar código]Até meados do século XIX, o povoamento deste território e suas imediações tiveram pouco desenvolvimento pois, ainda, iniciava-se a expansão cafeeira mineiro-fluminense na região. Na realidade o seu povoamento ocorreu nas primeiras décadas do século XVIII, pela incansável busca de ouro em Castelo, situadas no alto curso da Bacia do Rio Itapemirim em afluente o Rio Castelo. Entretanto, mesmo sendo o ouro a base da economia naquele momento, foi o café o grande responsável pelo crescimento desta região.
Com a expansão da Companhia de Jesus (a ordem que congregava os jesuítas), no tempo do Marquês de Pombal, o surgimento de povoamento foi de curta duração. Geograficamente, o acesso a região era difícil, caracterizada como região montanhosa, com seus vales em garganta, bastante inclinados, formando ladeiras e, ainda, coberta de florestas fechadas. O que contribuiu para que até o século XIX ficasse desconhecida e de posse dos nativos. O combate aos indígenas, se tornou cada vez mais intenso, dificultando o estabelecimento dos mineradores. Cachoeiro de Itapemirim era entreposto de comercialização dos produtos agrícolas, tornando-se centro urbano, com funções mais diversificadas com o advento da chegada do café. A exploração desse interior montanhoso veio das regiões do sul do Rio de Janeiro e oeste de Minas Gerais, por serem limites com o sul do Estado do Espírito Santo.
O processo de expansão agrícola, liderado pelo café, iniciou-se através dos desmatamentos das florestas para a formação dos cafezais, seguindo o curso do Rio Itapemirim, vindos do Rio e de Minas. O Estado do Espírito Santo é marcado historicamente por grandes correntes imigratórias. As primeiras que se destacam são as formadas por austríacos e alemães. Especificamente para o sul do Estado dirigiam-se os italianos, solidificando não o só o jeito de viver, mas em especial o estilo da produção cafeeira em bases familiares, uma vez que a Abolição da Escravatura ocorreu no final do século XIX, o regime passou a ser o de relação de parceria. O ramal de extensão da Estrada de Ferro Leopoldina implantado em 1912, servia para o escoamento da produção cafeeira. A ferrovia era ligada ao Estado de Minas Gerais e ao Município de Castelo e o porto Itapemirim era também utilizado para o escoamento. Com a decadência do café, a atividade primária que substituiu foi a pecuária, sobretudo a leiteira. A criação da Cooperativa de Laticínio (SELITA), antecedida pela fundação do Sindicato Rural dos Lavradores e Criadores, em 1934, foi de fundamental importância para que a pecuária se tornasse base de apoio para a economia do Sul do Espírito Santo.
Apesar da predominância da pecuária apareceu recentemente e nova cafeicultura com o plantio em curva de nível, utilizando técnicas mais avançadas com o apoio de órgãos federais. Cachoeiro de Itapemirim foi a décima cidade do país e a primeira do Estado a adquirir luz elétrica, com uma usina instalada na Ilha da Luz. Sua situação geográfica favoreceu também a implantação de indústrias devido à facilidade dos meios de transporte, além das condições naturais propícias. Inicialmente as primeiras indústrias eram estatais e com maquinários importados, onde algumas chegaram a funcionar e outras foram passadas para iniciativa privada. Os dados do censo demostraram que até 1960, o crescimento desse setor foi lento, porém gradual. Mas, de 1960 a 1970, o incremento foi bem maior no que diz respeito ao número de estabelecimentos que surgiram, número de pessoal ocupado e o valor das transformações industriais. A partir da década de 80 até os dias de hoje, o ramo de maior desenvoltura na economia municipal é de extração de minerais, classificando o município de: Capital do Mármore e Granito.
Hoje, o município de Cachoeiro de Itapemirim é o núcleo urbano mais importante do sul do Estado do Espírito Santo, estando situada na sua parte central a uma distância de 136 km de Vitória, beneficiado por boas rodovias permitindo a concentração e a distribuição de bens e serviços para municípios vizinhos. Cachoeiro de Itapemirim polariza econômica e politicamente um conjunto de 20 municípios, que formam a região macro sul, onde residem 15,7% da população capixaba, ocupando 17,7% do território estadual.[carece de fontes]
Turismo
[editar | editar código]Há grandes atrativos turístico-geológicos como o Frade e a Freira, o Pico do Itabira, Pedra da Ema e o Pico da Pedra da Penha que é considerado o ponto mais alto do município de onde pode-se ver o Oceano Atlântico, possuindo uma trilha em meio a mata que é possível chegar ao seu cume, no qual, possui uma capela de Nossa Senhora da Penha e um cruzeiro, em suas proximidades existe a Cachoeira Alta.
No âmbito cultural, a Casa de Cultura Roberto Carlos, reconhecida como patrimônio histórico do município, atrai muitos turistas por ser o lugar onde nasceu e viveu por anos o cantor Roberto Carlos. A casa foi comprada pela prefeitura municipal e aberta a visitação no dia 13 de novembro de 2000, expondo fotos e demais curiosidades sobre o cantor.[31]
Nesse mesmo âmbito, outro patrimônio histórico do município é a sua antiga Estação Ferroviária, hoje Museu Ferroviário Domingos Lage. Inaugurada em 1903 e pertencente à antiga Estrada de Ferro Leopoldina, foi o principal ponto de ligação de Cachoeiro com a capital Vitória, com o Rio de Janeiro e com as demais cidades do Sul do Espírito Santo e da Zona da Mata Mineira. A estação encerrou suas atividades na segunda metade de 1996, após a inauguração de uma variante que desviou o trajeto da linha férrea para fora do perímetro urbano. Com a entrega do prédio à Prefeitura municipal e após o seu tombamento, foi inaugurado o Museu Ferroviário Domingos Lage em 2007, que conta por meio de acervos fotográficos e materiais, toda a trajetória da ferrovia e a sua contribuição histórica no desenvolvimento da cidade. O local também cede espaço para atividades culturais.[32][33]
Além disso, o município acolhe a única fábrica de pios de ave da América do Sul, a Fábrica de Pios Maurílio Coelho com mais de 100 anos de existência. Os pios são feitos em madeiras nobres proveniente de raízes de árvores extraídas no passado.
Outras fotos
[editar | editar código]- Praça Jerônimo Monteiro
- Vista da Catedral de São Pedro
- Praça de Fátima
- Edifício Bernardino Monteiro
- Interior da Igreja Matriz Nosso Senhor dos Passos
- Vista noturna da Ponte de Ferro Demisthóclides Baptista
- Vista parcial da cidade
- Vista do Centro de Cachoeiro de Itapemirim
- Formação rochosa "Frade e a Freira"
- Serra do Bairro Tijuca
- Uma ponte sobre o Rio Itapemirim
- Antiga estação Ferroviária do distrito de Conduru
- Cachoeira Bom Jardim no distrito de São Vicente
Cultura
[editar | editar código]No município, promovem anualmente muitos eventos com artistas locais e nacionais. Muitos eventos são promovidos por empresas particulares e também pela própria prefeitura. Todos os anos acontece também, a Feira do Mármore e Granito no parque de Exposições Carlos Caiado Barbosa, que atrai espectadores de diversos países. No ramo mineral, o mármore e o granito influenciam diretamente a cultura e economia local e nacional. Apesar de ser condicionado por acesso restrito, o evento organizado por empreendedores privados e, pela prefeitura municipal, a Feira do Mármore e Granito atrai muitos olhares, principalmente por parte juventude empreendedora.
Teatro
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A cidade de Cachoeiro de Itapemirim já contou com vários outros espaços para a cultura, porém o atual é o Teatro Municipal Rubem Braga. Já passaram vários atores e cantores nacionalmente reconhecidos.
Música
[editar | editar código]A música em Cachoeiro de Itapemirim é muito importante para a cidade pois revelou um dos maiores cantores do Brasil, o "Rei" Roberto Carlos, além de outros ídolos e bandas como Sérgio Sampaio, Anderson Freire e Adil de Paula, conhecido como Zuzuca do Salgueiro, este último nascido em 14 de agosto de 1936, saiu de Cachoeiro aos 15 anos, indo para o Rio de Janeiro onde se consagrou com a autoria de “Festa para um rei negro” que se popularizou como “Pega no ganzê, pega no ganzá” que acabou se tornando o hino oficial de torcidas de futebol em 25 países.
Transporte
[editar | editar código]O município dispõe de um sistema integrado de transporte urbano operado pelo Consórcio de Mobilidade Urbana Novo Trans, que conta com as empresas de ônibus Flecha Branca, Santa Luzia, Real e Costa Sul como titulares. Todos os ônibus seguem o mesmo padrão de pintura, exibindo o nome e brasão do município, sendo que os veículos urbanos e distritais são distintos pelas cores azul e verde, respectivamente. Atualmente, o consórcio atende a todos os distritos do município por meio das empresas correspondentes e suas áreas de atuação:
Viação Flecha Branca: Distrito Sede, distrito da Gruta, comunidades de Estação Cobiça (distrito de Soturno), Monte Líbano (distritos de Gironda e Itaoca) e Olho d'água (distrito de Coutinho);
Viação Santa Luzia: Distritos de Itaoca e São Vicente e comunidade de São Miguel (distrito de Conduru);
Viação Real: Distritos de Burarama, Conduru e Pacotuba. (As comunidades de Alegria São José, Jaboticabeira, Boa Conserva e Campos Eliseos são atendidas apenas pelo itinerário Burarama x Conduru sem destino a cidade de Cachoeiro);
Viação Costa Sul: Distritos de Córrego dos Monos, Gironda e Vargem Grande de Soturno.[34]
Cachoeiro de Itapemirim também é acessada pela Linha do Litoral da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, que liga a cidade a Niterói, ao Rio de Janeiro e à capital do estado, Vitória. O transporte ferroviário de passageiros na cidade foi desativado em meados da década de 1980,[35][36] após a circulação dos últimos trens regulares e turísticos[37] destinados à capital capixaba, embora já não houvesse mais o funcionamento da ligação de longa distância de passageiros entre Cachoeiro e a capital fluminense desde 1980,[38] com a ferrovia ficando restrita ao transporte de cargas a partir de então.
Na década de 1990, os trilhos da linha foram retirados do Centro da cidade, após a inauguração de uma variante fora do perímetro urbano. Em seguida, com a privatização da SR-3 da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), a linha é concedida a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) para o transporte de cargas,[39] juntamente a um curto trecho restante do Ramal Sul do Espírito Santo, também da antiga Leopoldina, entre o bairro de Morro Grande e o distrito de Coutinho.[40][41]
Esportes
[editar | editar código]A cidade tem dois clubes de futebol: o Cachoeiro FC, que manda seus jogos no Estádio Moreira Rebello,[42] e o Estrela do Norte FC, que manda seus jogos no Estádio do Sumaré.[43]
Cachoeiro é terra natal do jogador de futebol Maxwell Andrade, que já jogou no Cruzeiro, Ajax, Inter de Milão, Barcelona e Paris Saint-Germain e foi convocado para a Copa do Mundo FIFA de 2014;[44] e também do lateral Ramon, que já jogou no Internacional, Corinthians, Vasco e Flamengo[45] e hoje é comentarista esportivo do canal SporTV.[46]
Também nasceram na cidade Larissa França, atleta de voleibol de praia, e Carolline Dias Minto, atleta de handebol, além da jovem promessa do basquetebol brasileiro Didi Louzada, escolhido na 35ª posição no Draft da NBA de 2019, atualmente joga pelo Basquetebol do Clube de Regatas do Flamengo do NBB.[47]
Cidadãos ilustres
[editar | editar código]- Newton Braga – escritor, jornalista e advogado, idealizador do "Dia de Cachoeiro"[48]
- Rubem Braga – escritor e jornalista
- Roberto Carlos – cantor e compositor
- Raul Sampaio – cantor e compositor, autor do hino da cidade "Meu Pequeno Cachoeiro"
- Sérgio Sampaio – cantor e compositor
- Ernane Galvêas – economista, ex-Ministro da Fazenda e ex-Presidente do Banco Central do Brasil
- João Baptista Herkenhoff – jurista, pioneiro da implementação de penas alternativas
- Carlos Imperial – produtor, compositor, diretor, apresentador e jornalista
- Luz del Fuego – atriz, dançarina e escritora
- Luís Capucho – músico e compositor
- Anderson Freire – músico e compositor
Ver também
[editar | editar código]Referências
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- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «História - Cachoeiro de Itapemirim». Consultado em 10 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2025
- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2022). «Unidades territoriais do nível Distrito - Cachoeiro de Itapemirim». Consultado em 10 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2025
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Bibliografia
[editar | editar código]- Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) (2020). «Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROATER) 2020-2023: Cachoeiro de Itapemirim» (PDF). Consultado em 10 de novembro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 28 de novembro de 2021
Ligações externas
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Media relacionados com Cachoeiro de Itapemirim no Wikimedia Commons- Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim
- Câmara Municipal

