Serra (Espírito Santo)

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Município da Serra
""Cidade da Serra"
"Serra City"
O Mestre Álvaro visto da BR-101 entre Planalto Serrano e Vista da Serra II

O Mestre Álvaro visto da BR-101 entre Planalto Serrano e Vista da Serra II
Bandeira da Serra
Brasão da Serra
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 8 de dezembro
Fundação 8 de dezembro de 1556 (460 anos)
Gentílico serrano
Prefeito(a) Audifax Barcelos (REDE)
(2017–2020)
Localização
Localização da Serra
Localização da Serra no Espírito Santo
Serra está localizado em: Brasil
Serra
Localização da Serra no Brasil
20° 07' 44" S 40° 18' 28" O20° 07' 44" S 40° 18' 28" O
Unidade federativa  Espírito Santo
Mesorregião Central Espírito-santense Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008 [1]
Microrregião Vitória Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008 [1]
Região metropolitana Vitória
Municípios limítrofes Vitória, Cariacica, Fundão, Santa Leopoldina
Distância até a capital
Características geográficas
Área 553,254 km² [2]
População 485 376 hab. estatísticas IBGE/2015[3]
Densidade 877,31 hab./km²
Altitude 301 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,739 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 14,850,851 mil (BR: 33º) – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2013[5]
PIB per capita R$ 29 305,32 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[5]
Página oficial
Desenho feito pelo imperador brasileiro Dom Pedro II , em 1860, retratando o Monte Mestre Álvaro.

A Serra é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Serra é o mais populoso município do estado com 494,109 habitantes (2016).[3].

Está localizado na Microrregião de Vitória e na Mesorregião Central Espírito-Santense. Pertence à Região Metropolitana de Vitória e está situado 27 quilômetros ao norte da capital do estado. A sede do município, porém, está mais afastada, ao norte do Monte Mestre Álvaro (grande maciço de origem vulcânica que marca a geografia do município).

Outro ponto importante é a Praia de Jacaraípe, conhecida como sede de campeonatos de surfe, assim como pequenas vilas pesqueiras como Manguinhos. Já na localidade de Nova Almeida, balneário no litoral norte do município, encontra-se, na antiga Igreja dos Reis Magos, o primeiro quadro a óleo pintado no Brasil. Tem ainda outro balneário, a praia de Carapebus.

O comércio varejista do município tem maior destaque no bairro Parque Residencial Laranjeiras, que tem o Shopping Laranjeiras, bem como a Avenida Central, a Primeira Avenida e a Segunda Avenida como pontos de destaque no comércio.

História[editar | editar código-fonte]

Seus fundadores foram Maracajá-guaçu (nome que, traduzido do tupi, significa grande gato-maracajá), pai de Arariboia e chefe dos índios temiminós e o padre jesuíta Brás Lourenço, que, a 8 de dezembro de 1556, terminaram a obra da igreja e, assim, fundaram a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, hoje a cidade da Serra.

Os índios Temiminós haviam mudado para a capitania do Espírito Santo, saídos da atual Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro. Seus líderes eram Maracajá-guaçu e seu filho Arariboia, que eram altamente prestigiados pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho - que havia iniciado a co­lonização do Espírito Santo em 23 de Maio de 1535. Participavam sempre dos prin­cipais eventos e solenidades da capitania. O outro fundador, o padre jesuíta Brás Lourenço, havia chegado de Portugal em 1553, junto com o também padre jesuíta José de Anchieta.

A Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra foi elevada a freguesia por carta régia de 24 de maio de 1752 mas foi somente instalada em 1769, depois de construída a igreja nova matriz, que tinha, por filial, a Ermida de São José.

A então Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra foi elevada à categoria de vila em 1822.

O município da Serra foi criado em 1833, com território desmembra­do do município de Vitória, através da resolução do Conselho de Governo de 2 de abril de 1833 e instalado em 19 de agosto daquele ano.

Em 19 de março de 1849, foi deflagrado um movimento de libertação dos es­cravos em São José do Queimado (atualmente, um distrito da Serra), que foi desmobilizado pela força militar da época e que levou a enforcamento dois dos líderes da revolta: Chico Prego e João da Viúva. O primeiro, enforcado na então Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra e o segundo, enforcado na Vila de São José do Queimado.

Em 6 de novembro de 1870, a sede do município foi elevada à categoria de cidade. A instalação foi solene, com festa orga­nizada pelo deputado provincial Major Joaquim Pereira Franco Pis­sarra e políticos locais no dia do aniversário de Dom Pedro II - 31 de dezembro de 1875. O major Pissarra foi o autor da lei que transfor­mou a vila da Serra em cidade.

No século XIX, a Serra muito se desenvolveu, por ser um entre­posto de comércio para a região norte do estado e, ainda, pela sua produção de açúcar e café. No início do século XX, foi iniciado um processo de decadência. São José de Queimado, hoje distrito da Serra, situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, possuía um porto chamado Porto do Una, onde era embarcada, em grandes canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produ­ção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos im­portados que atendiam às necessidades locais. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra e com o norte do Espírito Santo.

Com o advento da Estrada de Ferro Vitória a Minas e, mais tarde, a Crise Econômica Mundial de 1929, que afetou o comércio de café e, consequentemente a economia da Serra, a vila de São José do Queimado desapareceu, praticamente não restando mais casas no local, a não ser algumas poucas residências de agricultores locais.

Na vila, só existe a ruína da Igreja de São José, pois o comércio passou a acon­tecer diretamente com Vitória e, por consequência, a Vila de Queimado sumiu e a Serra minguou.

Em 1921, foi iniciada a construção da primeira estrada de rodagem entre a Serra e Vitória, idealizada e coordenada a sua construção pelo serrano Cassiano Cardoso Castello, então Secretário de Interior e Justiça do Estado do Espírito Santo, no Governo Nestor Gomes. A via foi concluída em 1923 com mão de obra de presidiários e tinha, como objetivo, interiorizar o desenvolvimento estadual e resgatar os dias de glória da Serra.

Em 11.11.1938 - é editado o Decreto-Lei nº 9.941, que fixa a divisão territorial do Estado, que vigorará sem alteração, de 1 de janeiro de 1939 a 31 de dezembro de 1943, e dá outras providências, assinado por João Punaro Bley, Celso Calmon Nogueira da Gama, Nelson Goulart Monteiro, Lucas A. Zinger e Carlos Femando Monteiro Lindemberg que, assim fixou os limites do município da Serra, compreendido pelos distritos sede, Ita­pocú (hoje Calogi) e Nova Almeida.

O decreto acima foi editado na conformidade das normas gerais fir­madas pela Lei Orgânica Nacional nº 311, de 2 de março de 1938. Nesta época os distritos de Queimado e Carapina eram pertencentes à Vitória e, o atual distrito de Calogi possuía o topônimo de Itapocú.

Em 31.12.1943 - O município da Serra passa a ser constituído dos distritos de Carapina, Nova Almeida - que já foi distrito sede do município de mesmo nome, Queimado, Serra e Calogi (antigo Itapo­cu), conforme o Decreto-Lei nº 15.177/1943. O município teve duas fa­ses distintas de sua economia: a inicial rural, fase em que produzia cana-de-açúcar, café, mandioca e, em menor escala cereais, e ainda, extração de madeiras de lei. Havia um início de agroindústria, um tanto quanto rudimentar, com engenhos de produção de açúcar e aguardente, assim como, produção de farinha e máquinas de beneficiamento de arroz e produção de fubá de milho.

Na década de 50, ini­ciou-se uma grande produção de abacaxi. Os frutos eram vendidos para outros estados do país e, também, exportados para outros países, principal­mente, Argentina.

No início da década de 50 foi iniciada a construção da BR 101, o que promoveu, embora, no início, timidamen­te, o progresso da Serra. O município voltou a experimentar novo desenvolvimento, de uma forma acentuada, a par­tir da década de 60 (século XX).

Na sua primeira fase, rural, a população era quase constante. Houve uma redu­ção após o ano de 1872. Neste ano possuía 11.032 habitantes, fato ocasionado, entre outros, pela abertura da ferrovia EFVM, quando da inauguração do primeiro trecho: Porto Velho - Cariacica (km 17,26) - Alfredo Maia (km 28,873) se deu em 13 de maio de 1904, o que levou os moradores da região a comerciarem diretamente com Vitória. A redução da população da Serra, também se deu pelo êxodo rural, um fenômeno aconteci­do em todo o Brasil.

Em 1960, é dado início à segunda fase, a fase industrial. A Serra possuía uma população de 9.192 habitantes, a partir desta data, começam os investimentos na região e, muda a configura­ção urbana do município; o distrito de Carapina passa por um processo de grande desenvolvi­mento. Em 1963 é iniciado o Porto de Tubarão e, em 1969 é iniciado o CIVIT I, o que levou a população do município da Serra, em 1970 para 17.286 habitantes. Na década de 70, outro investimento de grande porte é iniciado em solo serrano. Em 1976 inicia-se a construção da Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST, que alavancou novo crescimento populacional, pois em 1980, o município já possuía uma população de 82.450 habitantes. No censo do IBGE de 2000 foi encontrada uma população de 330.874, habitantes que, com o advento laminador de tiras a quente da CST e seu projeto para a instalação de seu terceiro alto for­no, novo surto de desenvolvi­mento econômico e crescimento populacional será experimentado.

Demografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a censo populacional do IBGE de 2010, a Serra tem 409.324 habitantes, ocupando o posto de segundo município mais populoso do estado. Porém este número pode ser maior, chegando a 421.677 moradores se considerarmos os bairros que não são contabilizados para o município da Serra, pois o IBGE exclui como população da Serra, os habitantes dos bairros Nossa Senhora do Rosário de Fátima (Bairro de Fátima), Conjunto Carapina I e Hélio Ferraz, considerados como pertencentes à cidade de Vitória. Isto está de acordo com a atual divisão territorial entre os municípios, em vigor pela Lei 1.919 de 3 de janeiro de 1964. Além destes, parte dos bairros Eurico Salles, Jardim Carapina e Carapebus fazem parte da capital de acordo com esta lei.

Evolução demográfica da cidade da Serra[6][7]
Não pertenciam à Serra Nova Almeida (até 1938), Carapina e Queimado (até 1943).

Transporte[editar | editar código-fonte]

Transporte Coletivo

BR 101 - Serra - ES

O município é atendido pelo Sistema Transcol que além de ser o responsável por levar os passageiros aos municípios vizinhos, também a empresa que presta serviços para o transporte dentro da Serra. Para realizar essa complexa operação, o município da Serra foi contemplado com três terminais rodoviários urbanos, quais sejam, os terminais de Carapina, Laranjeiras e Jacaraípe. O terminal de Carapina é localizado no distrito de mesmo nome e recebe em média 50 mil pessoas por dia. Hoje em a estação rodoviária se encontra em estado degradante, fato esse que levou ao governo local anunciar sua reforma prevista para o início em 2013.

Já o Terminal de Laranjeiras, localizado no bairro de mesmo nome, é o maior de todo o estado recebendo por dia volta de 100 mil pessoas. Passou por uma recente reforma em 2009 e por isso conta com três plataformas de embarque além de um complexo de lojas variadas para servir os usuários do Sistema Transcol. Por sua vez, o Terminal de Jacaraípe, situado em distrito homônimo, é o mais novo da cidade e possui uma arquitetura moderna.

Táxis

Além dos ônibus, a cidade possui pontos de táxis espalhados por todo o município. Vale lembrar que corridas para cidades vizinhas o táximetro funcionará com bandeira "2". Tal fato gera um desconforto entre os cidadãos da Grande Vitória, pois as cidades são bem próximas e não tem motivos para se cobrar a mais por isso.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de número cinco (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015). «Estimativa da população 2015 » população estimada » comparação entre os municípios: Espírito Santo». Cópia arquivada desde o original em 9 de outubro de 2015. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  5. a b «IBGE - Espírito Santo - Serra - Infográficos». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 27 de agosto de 2013 
  6. Recenseamentos demográficos em «Coleção digital» (pdf). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 13 de dezembro de 2009 
  7. «Cidades@ - Serra - ES». IBGE. Consultado em 27 de maio de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]