Belém (Pará)

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Disambig grey.svg Nota: Para a cidade palestina, veja Belém (Palestina). Para outros significados, veja Belém (desambiguação).
Município de Belém
"Cidade das Mangueiras"[1]
"Belém do Pará"
"Cidade Morena[2] "
Do topo, em sentido horário: Teatro da Paz; plantas vitória-régia no Museu Paraense Emílio Goeldi; vista da cidade; Mercado Ver-o-Peso e Catedral Metropolitana de Belém.

Do topo, em sentido horário: Teatro da Paz; plantas vitória-régia no Museu Paraense Emílio Goeldi; vista da cidade; Mercado Ver-o-Peso e Catedral Metropolitana de Belém.
Bandeira de Belém
Brasão de Belém
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 12 de janeiro
Fundação 12 de janeiro de 1616 (400 anos) [3]
Emancipação 12 de janeiro de 1616 (400 anos)
Gentílico belenense ou belemense[3]
Lema 1º: Vereat aeternum tutius latent ("Eterna Primavera/Escondida é mais segura")
2°: Rectionr cum retrogradus ("É mais reta se olharmos o passado")
3°: Nequaquam minima est ("De modo algum és a menor")
Prefeito(a) Zenaldo Coutinho (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Belém
Localização de Belém no Pará
Belém está localizado em: Brasil
Belém
Localização de Belém no Brasil
01° 27' 21" S 48° 30' 14" O01° 27' 21" S 48° 30' 14" O
Unidade federativa Pará Pará
Mesorregião Metropolitana de Belém[4]
Microrregião Belém IBGE/2008[4]
Região metropolitana Belém
Municípios limítrofes Ananindeua (leste) e Barcarena (Balsa)
Distância até a capital 2 140 km[5]
Características geográficas
Área 1 064,918 km² [6]
Distritos Belém (sede), Icoaraci, Mosqueiro, Outeiro [7]

[8]

População 1 439 561 hab. IBGE/2015[9]
Densidade 1 351,8 hab./km²
Altitude 10 m
Clima equatorial Am
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,746 (PA: 1º) – alto PNUD/2010[10]
PIB R$ 25 772 207 mil (BR: 22º) – IBGE/2013[11]
PIB per capita R$ 18 074,07 IBGE/2013[11]
Página oficial
Prefeitura www.belem.pa.gov.br
Câmara www.cmb.pa.gov.br

Belém é um município brasileiro e capital do estado do Pará. Pertencente à Mesorregião Metropolitana de Belém e à Microrregião de Belém,[12] localiza-se na Região Norte do Brasil, distante 2 140 quilômetros da capital federal, Brasília.[5] sua área é de 1 064,918 km².

Com uma população de 1 439 561 habitantes, é a segunda cidade mais populosa da Região Norte e a décima-primeira do Brasil. Possuindo um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os municípios do norte brasileiro.

Em seus 400 anos de história, Belém vivenciou momentos de plenitude, entre os quais o período áureo da borracha, no início do século XX, quando recebeu inúmeras famílias europeias, que influenciaram grandemente a arquitetura local, sendo conhecida na época como Paris n'América. Atualmente, apesar de ser cosmopolita e moderna em vários aspectos, Belém não perdeu o ar tradicional das fachadas dos casarões e das igrejas do período colonial.[13] Nas últimas duas décadas, passou por um forte movimento de verticalização, devido novas tendências na construção civil local e o plano de valorização do espaço da cidade originada na década de 40 na Avenida Presidente Vargas.[14]

A cidade exerce significativa influência como metrópole regional, influenciando mais de oito milhões de pessoas nos estados do Pará, Amapá e Tocantins, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político.[15] Conta com importantes fortificações, igrejas, monumentos, parques e museus, como o Theatro da Paz, o museu Emílio Goeldi, o parque Mangal das Garças, o mercado do Ver-o-Peso e eventos culturais e religiosos de grande repercussão, como o Círio de Nazaré.[16]

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros povos e colonização europeia[editar | editar código-fonte]

Forte do Castelo

A região onde encontra-se a cidade de Belém foi, em meados do século XVIII um pequeno lugarejo, moradia dos índios xucurus.[6]

A implantação do núcleo do município remonta ao contexto da conquista da foz do rio Amazonas - inicio da ocupação militar da União da Ibérica na região em 1580 - e defesa da entrada da Amazônia de estrangeiros por forças luso-espanholas - devido disputa pelo domínio do território das drogas do sertão - na época da Dinastia Filipina, sob o comando do capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, que em 12 de janeiro de 1616 fundou o Forte do Presépio,[17] [18] dando origem ao povoado inicialmente denominada de Feliz Lusitânia,[19] e foi elevado à categoria de município com a denominação de Santa Maria de Belém do Pará.[20] Posteriormente foi denominada sucessivamente por: Santa Maria do Grão Pará; Santa Maria de Belém do Grão Pará; até a atual Belém.[21]

Em 1621, para assegurar a posse do território foi criado o Estado do Maranhão e Grão Pará, com sede em São Luiz. Mas em 1751, devido a importância econômica e política de Belém, o nome do Estado mudou para Estado do Grão Pará e Maranhão, com sede transferida para Belém, tornando a primeira capital da Amazônia.[17] [21]

Nesse período, junto com a atividade de coleta das drogas do sertão (especiarias extraídas do sertão), a economia era baseada também na agricultura de subsistência, complementada por atividade de pecuária e pesca, praticada por pequenos produtores que habitavam na ilha do Marajó e na ilha de Vigia.[22]

Distante dos núcleos decisórios das regiões Nordeste e Sudeste do Brasil e fortemente ligada a Portugal, Belém reconheceu a Independência do Brasil apenas em 15 de agosto de 1823, quase um ano após a sua proclamação.

Ciclo da borracha[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Ciclo da borracha
Belém no século XIX

Durante o ciclo da borracha, Belém foi considerada uma das cidades brasileiras mais desenvolvidas, não só por sua posição estratégica - próximo ao litoral - mas também porque sediava um maior número de casas bancárias, residências de seringalistas e outras importantes instituições.[23]

O apogeu foi entre 1890 e 1920, quando a cidade contava com tecnologias que as cidades do sul e sudeste brasileiros ainda não possuíam[24] , como por exemplo: Cinema Olympia - o mais antigo do Brasil em funcionamento - um dos mais luxuosos e modernos da época (inaugurado em 21 de abril de 1912 auge do cinema mudo); Teatro da Paz, um dos mais belos do Brasil, inspirado no Teatro Scala de Milão; Mercado Ver-o-Peso,[nota 1] a maior feira livre da América Latina;[25] [26] [27] [28] Palácio Antônio Lemos; Praça Batista Campos e vários outros.[29]

Assim, foram atraídas nesse período, levas de imigrantes estrangeiros, como portugueses, franceses, japoneses, espanhóis e outros grupos menores, a fim de desenvolverem a agricultura nas terras da Zona Bragantina.

A comarca da capital, com sede em Belém, envolvia além do seu município, os de Acará, Ourém e Guamá. Possuía quinze freguesias: Nossa Senhora da Graça da Sé, Sant'Ana da Campina, Santíssima Trindade e Nossa Senhora de Nazaré do Desterro. No interior as de São José do Acará, São Francisco Xavier de Barcarena, Nossa Senhora da Conceição de Benfica, Sant'Ana de Bujaru, Nossa Senhora do Ó do Mosqueiro, Sant'Ana do Capim, São Domingos da Boa Vista, São João Batista do Conde, São Miguel do Guamá, Nossa Senhora da Piedade de Irituia e Divino Espírito Santo de Ourém.[22]

Observa-se que, nessa época, o indígena teve participação direta na economia local, estando reservado nas áreas afastadas dos centros urbanos, vivendo sua própria cultura, depois de ter enfrentado os colonizadores em muitos conflitos. Cresceu, em contrapartida, o comércio de escravos, trazidos para os trabalhos gerais e surgiu a figura do caboclo, que já se desenvolvia com a miscigenação.

Cabanagem[editar | editar código-fonte]

Igreja de Nossa Senhora das Mercês, construída no século XVIII.
Ver artigo principal: Cabanagem

A cabanagem foi uma revolta social ocorrida no Império do Brasil, na então Província do Grão-Pará (atual Estado do Pará), ocorrendo de 1835 a 1840 (período regencial) devido à irrelevância política à qual a província foi relegada após a Independência do Brasil e o cenário de pobreza extrema do paraense. A Cabanagem é um dos maiores conflitos já ocorridos na história do país.[30]

Considerada de participação mais autenticamente popular da história do país, única em que a população efetivamente derrubou o governo local. Grão-Pará recebeu o título de Imperial Município, conferido por dom Pedro II (1840-1889).

A denominação "cabanagem" remete ao tipo de habitação da população pobre ribeirinha, formada principalmente por mestiços, escravos livres e índios. Embora a elite fazendeira tivessem moradias melhores, sentia a falta de participação nas decisões do governo central, dominado pelas províncias do Sudeste e do Nordeste.[22]

A guerra durou cerca de cinco anos e provocou a morte de mais de 40 000 pessoas (30% da população do Grão-Pará), tribos inteiras foram exterminadas, visto como exemplo a tribo mura.[31]

Verticalização[editar | editar código-fonte]

Nas últimas duas décadas, o município passou por uma grande verticalização, a partir das áreas mais altas e mais valorizadas, devido novas tendências na construção civil local e o plano de valorização do espaço da cidade originada na década de 40, iniciado na Avenida Presidente Vargas. Verificou-se: o aumento das densidades construídas e a elevação acentuada da altura dos edifícios; novas modalidades de seletividade social, caracterizadas por arrojados projetos arquitetônicos; a incorporação de sofisticados equipamentos de lazer na área condominial; os altos preços dos imóveis. Criando a tendência à segregação sócio-espacial para segmentos sociais de alta classe e de alta classe média. [14]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Belém localiza-se na microrregião homônima e na Mesorregião Metropolitana de Belém, com uma área de 1.064,918 km² e uma densidade de 1.351,8 hab./km²,[6] sendo a décima-terceira maior capital estadual no Brasil em área territorial. Trinta e nove ilhas, situadas no Oceano Atlântico, fazem parte de seu território, com destaque para a ilha de Mosqueiro, com 211,7923 km² - a mais extensa destas - e as ilhas de Caratateua (31,4491 km²) e Cotijuba e Combu, com 15,8071 km² e 14,9360 km², respectivamente. Todas as ilhas do município possuem, juntas, um total de 329,9361 km². Limita-se com os municípios de Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara do Pará e Barcarena, além das baías do Marajó e Guajará.[32] [33]

O solo da região apresenta características de textura média e indiscriminadas, além de concrecionários lateríticos, as mesmas vistas na região Bragantina. A topografia é baixa e pouco variável, com seu ponto de altitude máxima alcançando os 25 metros, na ilha de Mosqueiro. Boa parte da área urbana de Belém encontra-se entre 3 e 4 metros, fazendo com que a cidade receba influência notável das marés altas.[32]

Cerca de 54,73% da cobertura vegetal de Belém encontra-se alterada, o que é considerado alarmante pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - instituto de pesquisa responsável pela captura de imagens espaciais dos municípios brasileiros. Os principais motivos que levam a essa elevada alteração no espaço natural de Belém, é a ocupação urbana de determinadas áreas, associadas ao desmatamento. Levando em conta sua área territorial, o município é classificado como um dos de maior índice de desmatamento no país.[32]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas registrados
em Belém por meses (INMET, 1961-1964 e 1967-presente)[34]
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 118,2 mm 10/01/1971 Julho 111 mm 13/07/1974
Fevereiro 161,2 mm 13/02/2013 Agosto 80,4 mm 11/08/1969
Março 136,9 mm 23/03/1985 Setembro 67,4 mm 23/09/1964
Abril 200,8 mm 25/04/2005 Outubro 74,4 mm 07/10/2005
Maio 103,5 mm 07/05/1974 Novembro 67 mm 01/11/1995
Junho 99,7 mm 20/06/1996 Dezembro 121,4 mm 21/12/1989

Belém é a capital mais chuvosa do Brasil,[35] devido seu clima equatorial influenciado diretamente pela presença da floresta amazônica.[36] A amplitude térmica é baixa, com temperatura média anual de 26 °C,[37] chegando a 32 °C em alguns períodos.[38] As precipitações são muito abundantes e acontecem na maioria dos dias do ano, sem a ocorrência de uma estação seca real, e ocorrem principalmente sob a forma de chuva,[39] podendo virem acompanhadas de raios.[40] O índice pluviométrico é de aproximadamente 3 000 mm/ano, concentrados entre os meses de janeiro a maio, sendo março o mês de maior precipitação (447 mm).[41] Com mais de 2 000 horas de sol por ano,[42] a umidade relativa do ar é elevada durante todo o ano, com médias mensais entre 85% e 95%, e a média anual é de 87%.[43] Em algumas ocasiões, também são registrados episódios de ventania, cujas rajadas podem ultrapassar 50 km/h.[44]

Está na zona climática Afi (classificação de Köppen), que coincide com o clima de floresta tropical, permanente úmido, com ausência de estação fria e temperatura do mês menos quente, acima de 18 °C.[32]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1964 e a partir de 1967, a menor temperatura registrada em Belém foi de 18,5 °C em 26 de agosto de 1984,[45] e a maior atingiu 37,3 °C nos dias 20 de março de 1982 e 12 de dezembro de 2003.[46] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 200,8 mm (milímetros) em 25 de abril de 2005,[34] enquanto em um mês o recorde é de 776,2 mm, registrados em fevereiro de 1980.[47] O menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 43 %, em 19 de julho de 2003.[48]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Belém Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 35,9 34,8 37,3 35 35,2 35 35,3 36,7 35,4 35,4 36,4 37,3 37,3
Temperatura máxima média (°C) 30,9 30,5 30,4 30,8 31,3 31,7 31,7 32,1 32,1 32,2 32,3 31,9 31,5
Temperatura média (°C) 25,6 25,4 25,5 25,6 25,8 26 25,7 26 26 26,4 26,5 26,2 25,9
Temperatura mínima média (°C) 22,1 22,2 22,4 22,6 22,6 22,1 21,7 21,7 21,7 21,6 21,9 22 22,1
Temperatura mínima absoluta (°C) 19,4 18,8 19,8 19,2 20 19,8 19 18,5 18,8 18,9 18,6 19 18,5
Precipitação (mm) 385,5 412,5 447,1 353,4 305,5 155,3 155,5 126,4 144,8 114,6 118,2 203 2 921,7
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 24 24 26 24 23 16 15 12 15 12 13 17 221
Umidade relativa (%) 89,7 91 91 91 88 86 85 84 84 83 83 86 86,8
Horas de sol 139,4 102,5 103,6 121,9 181,6 225,9 252,4 263,5 230,5 233,4 204,6 182,3 2 241,6
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[37] [38] [49] [41] [50] [42] [43] recordes de temperatura de 1961 a 1964 e 1967-presente).[46] [45]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os rios que passam por Belém são o rio Amazonas, rio Maguari e rio Guamá. A Baía do Guajará é uma baía que banha diversas cidades do estado do Pará, inclusive sua capital. É formada pelo encontro da foz do rio Guamá com a foz do rio Acará.[51]

Poluição ambiental[editar | editar código-fonte]

A rede de abastecimento chega a 80% das residências, mas somente 6,5% da descarga domiciliar está conectada à rede coletora de resíduos, o que provoca o descarte inadequado dos dejetos em 14 bacias que abastecem a cidade, 11 delas ligadas ao rio Guamá.[53]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Vista da região central da cidade.

A população de Belém é de 1 439 561 habitantes, conforme estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015, o que a coloca na posição de décima-primeira cidade mais populosa brasileira. Em nível regional, é o segundo município mais populoso da Região Norte do Brasil, superada apenas por Manaus, possuindo também a segunda maior densidade demográfica desta macrorregião (1.315 hab/km²).[54] Do total de habitantes, 47,29 % são homens e 52,71 % são mulheres; e 99,14 % vivem em área urbana e 0,86 % em área rural. A taxa de fecundidade era de 1,7 filhos por mulher em 2010, e mais da metade da população (70,39%) tinha entre 15 e 64 anos de idade..[55] Em 2008, 97,63% de sua população era alfabetizada e, em 2010, 3,54% viviam em situação de extrema pobreza.[55] [56]

Sua região metropolitana é a segunda mais populosa da Amazônia, a 11ª mais populosa do país[57] e a 178ª do mundo.[58] É classificada como uma das capitais com melhor qualidade de vida do Norte do Brasil.[59] [60]

Estimativa populacional da Região Metropolitana de Belém (RMB), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 1950 - 242 000; 1955 - 303 000; 1960 - 378 000; 1965 - 477 000; 1970 - 601 000; 1975 - 726 000; 1980 - 827 000; 1985 - 966 000; 1990 - 1 129 000; 1995 - 1 393 000; 2000 - 1 748 000; 2010 - 2 335 000.[61]

De acordo com um estudo genético de 2013, a ancestralidade da população de Belém foi assim descrita: 53,70% de contribuição europeia, 29,50% de contribuição indígena e 16,8% de contribuição africana.[62]

De acordo com um estudo genético de 2011, a ancestralidade da população de Belém seria a seguinte: 69,70% de contribuição europeia, 19,40% de contribuição indígena e 10,9% de contribuição africana.[63]

Religião[editar | editar código-fonte]

Círio de Nossa Senhora de Nazaré, uma das maiores celebrações religiosas do mundo

A maior parte da população na cidade é católica, porém é possível encontrar pessoas adeptas das mais diversas religiões, as principais são: espiritismo, protestantismo, judaísmo, neopaganismo e também estão muito presentes as religiões afro-brasileiras trazidas da África pelos escravos. Cerca de 72,10% da população de Belém é católica, 18,30% são protestantes, 1,53% são de orientação Espírita, 0,19% são seguidores de religiões de origem africana e 0,1% são judeus.[64] [65]

Católicos[editar | editar código-fonte]

Religião predominante no estado e o município de Belém sedia o evento religioso Círio de Nazaré, que acontece anualmente no segundo domingo de outubro, reunindo cerca de dois milhões de fiéis. O Círio, em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, é a maior festa cristã do país e a maior procissão católica do mundo, sendo celebrada desde 1793, no município de Belém do Pará.[66]

Atualmente, as manifestações de devoções religiosas estendem-se por quinze dias, durante a chamada quadra Nazarena. Entre os pontos altos dessa manifestação, destacam-se: romaria fluvial, romaria rodoviária, moto-romaria, transladação, procissão do Círio, o Círio propriamente dito e o recírio. A capital paraense possui inúmeras igrejas, capelas e santuários, das quais se destacam a Catedral Metropolitana de Belém, a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré e a Igreja de Santo Alexandre.

Evangélicos[editar | editar código-fonte]

No início do século XX, a Igreja Batista da cidade recebeu dois missionários batistas suecos oriundos dos Estados Unidos: Daniel Berg e Gunnar Vingren. Missionários vieram para o Brasil embalados pelo trabalho missionário nos EUA, sob a autorização do reverendo Nelson ficavam à frente do trabalho enquanto esse ia aos EUA em busca de fundos para a obra. Enquanto fora, os missionários aproveitavam a oportunidade para pregar o pentecostalismo ao qual tinha se convertido ainda nos Estados Unidos. Devido às dissensões, acabaram sendo convidados a se retirarem em 1910, formando sua própria congregação com o grupo que concordava com os novos ensinos.[67] Mais tarde essa congregação seria chamada Igreja Evangélica Assembleia de Deus,[68] a maior igreja evangélica do Brasil e a maior igreja pentecostal do mundo. Assim Belém se tornou o berço da doutrina pentecostal evangélica.[69] e já foi palco de grandes eventos religiosos.

Depois do catolicismo, a evangélica é a segunda religião mais praticada na cidade e possui um grande números de casas de oração, dentre as quais as principais são: Assembleia de Deus (tendo sua fundação nacional primeiramente em Belém), Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Universal do Reino de Deus e Igreja Batista.[70]

Outras denominações evangélicas presentes na cidade: Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Igreja Adventista do Sétimo Dia e Testemunhas de Jeová.

Judeus[editar | editar código-fonte]

A maioria dos judeus em Belém chegaram à cidade no século XIX, oriundos do Marrocos, descendentes dos refugiados da Inquisição na Espanha e em Portugal (1496). Os judeus se dirigiram para a região com intuito de poder praticar sua fé com liberdade e enriquecer com o crescente extrativismo da região, facilitados por ser uma cidade portuária atingida pela carta régia, que abriu os portos do país para nações amigas. Muitos migraram diretamente para Belém, fundando a primeira Comunidade Judaica da Amazônia e do Brasil República, alguns se espalharam no interior ao longo do Rio Amazonas, depois migrando para a capital devido fortalecimento da comunidade .[71] [72]

Em 1824 foi inaugurada a primeira sinagoga do Brasil Império, a "Eshel Abraham", e o primeiro cemitério judaico do país em 1842. Com a proclamação da república e a separação da Igreja do Estado, em 1889, esse fluxo foi intensificado, aliado ao Ciclo da Borracha, que estava vivendo seu apogeu nesse período.[73] [74]

Belém sedia a Congregação Israelita do Pará, com três sinagogas — Eshel Abraham (1824), Shaar Hashamaim (1889) e uma unidade Beit Chabad — uma necrópole israelita, um cemitério judeu e uma Hebraica campestre. Todos as cinco construções citadas inicialmente estão situadas no centro urbano da capital, na tríplice divisa dos bairros da Campina, Batista Campos e Nazaré.

Segundo Censo, a capital paraense é o domicílio de 1.346 judeus - o município concentra quase 70% dos judeus do estado - sendo a quinta cidade com o maior concentração no país e a primeira no Norte.[75] A comunidade é predominantemente sefaradita.

Orla do distrito de Icoaraci

Política[editar | editar código-fonte]

Região Metropolitana[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Região Metropolitana de Belém

Criada por lei complementar federal em 1973 alterada em 1995, 2010 e em 2011, a Região Metropolitana de Belém (RMB), com 2 381 661 habitantes IBGE/2014, compreende os municípios de Ananindeua, Belém, Benevides, Marituba, Santa Bárbara do Pará, Santa Isabel do Pará e Castanhal. Devido ao intenso processo de conurbação, hoje a Região Metropolitana de Belém é um dos maiores aglomerados urbanos da Região Norte. É a 177ª maior área metropolitana do mundo e 12ª do Brasil.[76]

Cidades próximas como Abaetetuba e Barcarena encontram-se sob influência direta de Belém, sendo que as duas já ultrapassaram a marca de cem mil habitantes. A região do "Entorno de Belém", compreende municípios em um raio de até 60 quilômetros a partir da cidade, apresentando integração contínua, com uma população que se aproxima de 3 milhões de pessoas.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

O município de Belém possui ao todo, sete cidades-irmãs,[77] a saber:

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Bairros[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lista de bairros de Belém

O município possui um total de 75 bairros oficiais, distribuídos em 8 distritos administrativos, a saber:[78] Distrito Administrativo de Belém (DABEL), Distrito Administrativo do Bengui (DABEN), Distrito Administrativo do Entroncamento (DAENT), Distrito Administrativo do Guamá (DAGUA), Distrito Administrativo de Icoaraci (DAICO), Distrito Administrativo de Mosqueiro (DAMOS), Distrito Administrativo de Outeiro (DAOUT) e Distrito Administrativo da Sacramenta (DASAC).

Economia[editar | editar código-fonte]

Atividades Econômicas em Belém - (2012)[79]
Porto com o Mercado Ver-o-Peso ao fundo.

A economia belenense baseia-se primordialmente nas atividades do comércio, serviços e turismo, embora seja também desenvolvida a atividade industrial com grande número de indústrias alimentícias, navais, metalúrgicas, pesqueiras, químicas e madeireiras.

A Grande Belém localiza-se na região mais dinâmica do estado e juntamente com o município de Barcarena, integra o segundo maior parque industrial da Amazônia. A cidade conta com os portos brasileiros mais próximos da Europa e dos Estados Unidos (Belém, Miramar e Outeiro), sendo que o Porto de Belém é o segundo maior movimentador de containers da Amazônia. Com a revitalização dos distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua, a implantação da Hidrovia do Tocantins e com a chegada da Ferrovia Norte-Sul, a cidade aguarda um novo ciclo de desenvolvimento.

O Círio de Nazaré, a maior procissão cristã do planeta, movimenta a economia da Cidade. No período há aquecimento na produção industrial, no comércio, no setor de serviços e no turismo.[16] [65] A cidade começa a explorar o mercado da moda, com os eventos Belém Fashion Days (está entre os 5 maiores eventos de moda do País) e o Amazônia Fashion Week (maior evento de moda da Amazônia).

Centros comerciais[editar | editar código-fonte]

Grande porte (mais de 25 mil metros quadrados de ABL - Área Bruta Locável)[editar | editar código-fonte]

  • Castanheira Shopping Center - 42,5 mil m² de ABL[80]
  • Shopping Bosque Grão Pará - 60 mil m² de ABL[81]
  • Shopping Pátio-Belém - 39.980 m² de ABL[80]
  • Boulevard Shopping - 40 mil m² de ABL[82]
  • Parque Shopping Belém - 33 mil m² de ABL[83]

Médio e Pequeno porte[editar | editar código-fonte]

  • IT Center[84]
  • Galeria São Pedro
  • Shopping São Brás[85]
  • Small Shopping[86]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura e turismo de Belém

A capital paraense desponta como grande roteiro turístico do Brasil, sendo a segunda cidade mais visitada da Amazônia.[carece de fontes?] Proporciona diversas possibilidades de cultura e lazer tanto em eventos culturais e religiosos de grande repercussão quanto em pontos turísticos, sendo rica em construções históricas e importantes fortificações, igrejas, parques e museus.[carece de fontes?]

Algumas das atrações turísticas em Belém são:

Praça do Relógio
Interior do Theatro da Paz
  • Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré - A Basílica de Nazaré é a única basílica da Amazônia Brasileira - sua história e simbolismo religioso exercem uma profunda influência no imaginário religioso paraense - elevada no dia 31 de maio de 2006 à categoria de Santuário Mariano Arquidiocesano, passou a denominar-se Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré.
  • Bioparque Amazônia – Crocodilo Safari[carece de fontes?]
  • Bondinho de Belém.[87]
  • Complexo Feliz Lusitânia - Localizado no bairro da Cidade Velha, faz parte do centro histórico revitalizado. O complexo contempla a Catedral Metropolitana de Belém, praça Dom Frei Caetano, Casa das Onze Janelas, Corveta Museu Solimões, Forte do Presépio e o complexo de Santo Alexandre (onde encontra-se a Igreja e o Museu de Arte Sacra do Pará, considerado um dos mais belos do Brasil).
  • Complexo Ver-o-Peso - Composto pela Feira do Açaí, as praças do Relógio (relógio original da Inglaterra), Pescador, dos Velames, o Solar da Beira e o Mercado Municipal. O "Mercado de Ferro", como era conhecido o Ver-o-Peso, foi todo transportado da Inglaterra e eleito uma das 7 maravilhas do Brasil.
  • Complexo Ver-o-Rio - Numa área de cinco mil metros quadrados de frente para a baía do Guajará, o projeto alia contemplação da natureza com a praticidade na utilização do espaço urbano.
  • Estação das Docas – É um complexo de arte, lazer e gastronomia. A Estação, como é conhecida, possui um moderno terminal fluvial, o Amazon River, com ancoradouro flutuante, capaz de aportar até 4 embarcações de 70 pés. Diariamente são realizados diversos passeios fluviais pela orla e ilhas de Belém.
  • Espaço São José Liberto[88] – Era um antigo presídio da capital. Em 2002 deu lugar ao Espaço, que abriga o Museu de Gemas do Pará, o Polo Joalheiro, a Casa do Artesão e uma capela. Hoje, o local é referência para o mercado joalheiro paraense por conta das joias em ouro e gemas produzidas pelo talento dos ourives e designers paraenses.
  • Estádio Olímpico do Pará - Com capacidade para 50 000 torcedores, foi inaugurado em 1978 e reformado em 2002. Recebeu quatro jogos da seleção brasileira (1990, 1997, 2005 e 2011) e o público recorde foi de 65 000 pessoas (11 de Julho de 1999) no jogo do Clube do Remo e Paysandu Sport Club, antes da reforma. Desde 2002, é realizado no Mangueirão o GP Brasil Caixa de Atletismo, atraindo grande público. Detém o maior público já registrado nesta modalidade na América Latina.
  • Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia - Com uma área total de 64 000 metros quadrados e 25 000 metros quadrados de área construída totalmente integrada ao ambiente amazônico, o Hangar está equipado com recursos de última tecnologia e preparado para qualquer tipo de evento, como feiras, congressos, convenções, encontros, seminários, simpósios e exposições.
  • Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves[89] [90]
  • Mangal das Garças - Localizado às margens do rio Guamá, em pleno centro histórico, o parque é resultado da revitalização de uma área de 40 000 metros quadrados, no entorno do Arsenal da Marinha.
  • Orla de Icoaraci – Situada no Distrito de Icoaraci, distante aproximadamente 20 km do centro, encontram-se bares e restaurantes, áreas de lazer e feiras de artesanato. O distrito destaca-se como importante polo de artesanato em cerâmica.
  • Palácio Antônio Lemos - Hoje, é sede da prefeitura.
  • Palácio Lauro Sodré - Sede do Museu do Estado do Pará desde 1994[91]
  • Parque da Residência - Residência oficial dos governadores do estado, agora é a sede da Secretaria Executiva de Cultura (SECULT) do estado do Pará.
  • Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi - Criado em 6 de outubro de 1866, é a mais antiga instituição de pesquisas da região Amazônica e referência mundial na Amazônia.[92] > O Parque Zoobotânico está situado no centro urbano de Belém, com uma área de 5,2 hectares. É o mais antigo do Brasil no seu gênero.[93]
  • Planetário Sebastião Sodré da Gama - O primeiro planetário do norte e considerado um dos mais modernos do país.
  • Praça Batista Campos
  • Theatro da Paz – Inspirado no Teatro alla Scala de Milão, é o maior e mais antigo da Amazônia, construído em 1878 com recursos auferidos da exportação de látex, no Ciclo da Borracha. É considerado um dos mais luxuosos do Brasil.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

O município possuía, em 2009, 380 estabelecimentos de saúde, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo 280 deles privados e 100 públicos - com 73 destes sendo municipais, 19 estaduais e 8 federais.[94] Neles havia 3 686 leitos para internação.[94] Em 2013, 94,6% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia.[95] Em 2013, foram registrados 21 878 nascidos vivos, ao mesmo tempo que o índice de mortalidade infantil foi de 20,1 óbitos de crianças menores de cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos.[95]

Educação[editar | editar código-fonte]

Biblioteca Central Clodoaldo Beckmann, da Universidade Federal do Pará (UFPA)

.

A Universidade Federal do Pará (UFPA) é considerada a melhor universidade do estado e uma das melhores da região Norte, segundo o Índice Geral de Cursos (IGC) de 2013 - indicador criado por Ministério da Educação para avaliar a qualidade das instituições de ensino superior do país.[96] [97]

Há seis universidades e faculdades públicas sediadas em Belém ou com campus na cidade, a saber: Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA), Instituto Federal do Pará (IFPA),Universidade do Estado do Pará (UEPA), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Universidade de Taubaté (UNITAU). Entre as instituições de nível superior de caráter privado, destacam-se as seguintes: Faculdade Educacional da Lapa (FAEL),Faculdade Pan Amazônica (FAPAN), Centro de Educação da Amazônia (CEAMA), Centro Universitário do Pará (CESUPA), Escola Superior da Amazônia (ESAMAZ), Faculdade de Belém (FABEL), Faculdades Integradas Ipiranga, Faculdade Teológica Batista Equatorial (FATEBE), Faculdade do Pará (FAP), Faculdade de Estudos Avançados do Pará (FEAPA), Faculdade Ideal (FACI), Faculdade Integrada Brasil-Amazônia (FIBRA), Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (IESAM), Associação Proativa do Pará (APPA), Universidade da Amazônia (UNAMA), Universidade Paulista (UNIP) e UNIBRASM - Sustentável dos municípios.

Belém possui algumas bibliotecas públicas, a saber: Biblioteca Central da Universidade Federal do Pará, Biblioteca Clara Galvão, Biblioteca Irmãos Guimarães, Biblioteca do Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Nacional (IPHAN), Biblioteca Municipal Avertano Rocha e Biblioteca Pública Arthur Vianna.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Os serviços de comunicação em Belém se dão principalmente através das emissoras de TV, Rádios e jornais impressos.

A televisão Paraense é composta por várias emissoras, algumas são afiliadas das grandes redes de TV, enquanto outras atuam apenas como retransmissoras de TV, sem a inserção de programação local. Os canais abertos disponíveis são: TV Cultura do Pará (TV Cultura), TV Boas Novas Belém (Boas Novas), SBT Pará (SBT), TV Liberal (Rede Globo), TV Record Belém (Rede Record), RBA TV (Rede Bandeirantes), TV Grão Pará (Rede Gazeta), TV Metropolitana (Rede Brasil), Rede Vida, Record News, TV Ideal, TV Aparecida, TV Nazaré, TV Canção Nova, RIT, TV Igreja Mundial, Rede TV Belém (Rede TV!) e TV Novo Tempo. As transmissões digitais no Estado do Pará iniciaram no dia 26 de julho de 2009, a emissora pioneira na implantação dessa tecnologia foi a RBA TV.[98]

Os jornais de maior circulação e com um número de leitores muito alto, são os jornais Diário do Pará, O Liberal e jornal Amazônia.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Em 2012, Belém possuía uma frota de 348 088 veículos.[99]

  • Aeroporto Internacional de Belém -, distante 12 km do centro, o sítio aeroportuário possui área de 5 615 783,22 metros quadrados e transformou-se em um exemplo do padrão que a Infraero implementa nos aeroportos. Atualmente denominado de Aeroporto Internacional de Val-de-Cans, opera com a capacidade de atender a demanda de 2,7 milhões de passageiros por ano, em 2007 teve um movimento operacional de 2 119 552 passageiros. Sendo responsável pelo incremento do turismo na região, escoamento da produção e captação de novos investimentos. Conta com uma arquitetura futurista, projetada para aproveitar a iluminação natural do local e tem seu interior ornamentado com plantas da região amazônica que se encontram em uma fonte capaz de imitar o barulho das chuvas, que caem todos os dias na região. Possui estacionamento para aeronaves com 11 posições e 700 vagas para veículos.[100]
  • Aeroporto Júlio Cesar - Avenida Júlio César;
  • Aeroclube do Pará - Avenida Júlio César;
  • Terminal Rodoviário Hildegardo da Silva Nunes - Avenida Cipriano Santos;
  • Terminal Hidroviário de Belém - Avenida Marechal Hermes;
  • Ferry-Boat (Belém-Marajó);
  • Ferry-Boat (Belém-Barcarena);
  • Terminal Turístico da Estação das Docas - Avenida Boulevard Castilhos França;

Telecomunicações[editar | editar código-fonte]

A Rede Metrobel - Rede Metropolitana de Educação e Pesquisa de Belém, financiada pela Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP, foi criada com a finalidade de integrar em alta velocidade as instituições públicas e privadas de pesquisa e educação superior em Belém e mais recentemente, o Governo do Estado do Pará por meio da PRODEPA[101] .

Além da UFPa e do Governo do Estado do Pará, fazem parte também:

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura e turismo de Belém

Bairros históricos[editar | editar código-fonte]

Igreja de Santo Alexandre na Cidade Velha
Ver artigo principal: Cidade Velha (Belém)
  • Cidade Velha - conhecido como Centro Histórico de Belém, tem como característica principal a herança arquitetônica do período Brasil Colônia. Sendo uma das maiores referenciais do patrimônio histórico e cultural do estado - núcleo colonial da capital, que nasceu com a construção do Forte do Presépio (hoje chamado Forte do Castelo) a mando da Coroa portuguesa no início do século XVI para proteção dos invasores estrangeiros. Na Cidade Velha surgiu a primeira rua da cidade, que liga a Feira do Açaí ao Largo da Sé e onde se encontram bares e restaurantes simples antigos e prédios coloniais históricos, com azulejos portugueses, muitos tombados IPHAN.[102]

Outro lugar famoso do bairro é a Praça do Relógio, onde localiza-se um relógio inglês com 12 metros de altura, levantado na década de 30. Nela, também está localizada o complexo histórico Feliz Lusitânia a Catedral Metropolitana, a praça Dom Pedro II, igreja das Mercês, a sede da prefeitura e o Mangal das Garças.

  • Engenho Murucutu - Ruínas do antigo engenho de cana-de-açúcar próspero, movido a vapor, que contava com muitos escravos. Foi destruído à época da Cabanagem, construído no século XVIII. Destaca-se a Capela de Nossa Senhora da Conceição 1711, em estilo neoclássico, cuja construção é atribuída a Antônio José Landi.
Panorama da cidade de Belém a partir da Praça da República.

Museus[editar | editar código-fonte]

Há diversos museus no município. Alguns destes são: Museu Paraense Emílio Goeldi, Corveta Museu Solimões, Museu das Onze Janelas (artistas brasileiros do século XX), Museu da Primeira Comissão Demarcadora de Limites, Museu da Santa Casa de Misericórdia, Museu da Universidade Federal do Pará, Museu de Gemas do Pará, Museu de Artes de Belém, Museu de Arte do CCBEU, Museu de Artes Populares, Museu de Arte Sacra, Museu do Círio, Museu do Estado do Pará, Museu do Forte do Presépio, Museu do Judiciário, Museu Naval da Amazônia, Museu da Navegação e Museu do Porto de Belém.

Culinária[editar | editar código-fonte]

A Belém gastronômica é um interessante caldeirão de misturas étnicas. A comida indígena paraense – única, verdadeiramente brasileira, segundo o filósofo José Arthur Gianotti - tem sabores africanos, portugueses, alemães, japoneses, libaneses, sírios, judeus, ingleses, barbadianos, espanhóis, franceses e italianos. Os povos que chegaram à capital se encantaram com a cozinha nativa e, aos poucos, foram incorporando seus ingredientes.[103]

A culinária belenense tem forte influência indígena. Possui pratos típicos como: pato no tucupi com jambu, o tacacá, a maniçoba, entre outras delícias como o açaí. Há quem diga que o sabor dos peixes e das frutas é realmente diferente. Os elementos encontrados na região formam a base de seus pratos. Com mais de uma centena de espécies comestíveis, as frutas regionais podem ser encontradas no Ver-o-Peso, feiras livres, mercados e supermercados do município; elas são responsáveis diretas pelo sabor das sobremesas que enriquecem a mesa paraense. Destacam-se: açaí, bacaba, cupuaçu, castanha-do-pará, bacuri, pupunha, tucumã, muruci, piquiá e taperebá.

Principais mercados municipais[editar | editar código-fonte]

  • Mercado do Ver-o-Peso (1688): é a maior feira livre da América Latina e também o símbolo de Belém e sua maior atração turística. Localizado na área da Cidade Velha e diretamente às margens da baía do Guajará, abastece a cidade com produtos alimentícios do interior paraense, fornecidos principalmente por via fluvial. Foi eleito entre as 7 Maravilhas do Brasil. O posto fiscal criado em 1688 no porto do Piri que, a partir de então, foi popularmente denominado lugar de Ver-o-Peso, deu origem ao nome do mercado, já que era obrigatório ver o peso das mercadorias que saiam ou chegavam à Amazônia, arrecadando-se os impostos correspondentes.[104]
  • Mercado de São Brás (1911): na Praça Floriano Peixoto, próximo à antiga "Estação de Ferro de Bragança", foi construído na primeira década do século XX, em função da grande movimentação comercial gerada pela ferrovia Belém/Bragança. Na mesma época, o intendente Antônio Lemos estabeleceu uma política para descentralizar o abastecimento da cidade, até então o Ver-o-Peso. O abastecimento começou a ser expandido para os bairros, a exemplo do que ocorreu em São Brás. O mercado de São Brás foi inaugurado no dia 21 de maio de 1911, em estilo art nouveau e neoclássico. Em suas dependências, funcionam lojas de artesanato, produtos agrícolas, domésticos e vestuário.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Em Belém estão sediados os três principais clubes de futebol do Pará: Remo, Paysandu e Tuna Luso.[105] Os principais clubes de futebol são Clube do Remo e Paysandu Sport Club, conhecidos por sua rivalidade. Outro tradicional clube de futebol do Pará é a Tuna Luso, fundada pela comunidade portuguesa de Belém. Contabilizando Belém tem 6 títulos nacionais, sendo com o Paysandu Sport Club 2 títulos do Campeonato Brasileiro - Série B e 1 título da Copa dos Campeões de 2002,[106] com o Clube do Remo 1 Campeonato Brasileiro - Série C e com a Tuna Luso Brasileira 1 Campeonato Brasileiro - Série B e 1 Campeonato Brasileiro - Série C e mais 5 títulos regionais com o Paysandu Sport Club que detém o título da copa norte e o Clube do Remo que detém três títulos da Copa norte e um título do Campeonato Nacional Norte-Nordeste.

O Grand Prix Brasil de Atletismo é realizado em Belém desde 2002 no Estádio Olímpico do Pará. Em 2004, Belém reuniu cerca mais de 42 mil pessoas no Estádio, batendo o recorde de público em competições de atletismo na América do Sul.[107] [108]

Entre os atletas que estiveram em Belém destacam-se: Jadel Gregório, um dos melhores do mundo no salto triplo; Maurren Higga Maggi, estrela nacional do salto em distância; Fabiana Meurer, uma das revelações do salto com vara no circuito internacional; os fundistas Hudson de Souza e Fabiano Peçanha; e Sandro Viana, Vicente Lenilson, André Domingos e Sabine Heitling, que competem nos 3 mil metros com obstáculos.[107] Jadel Gregório é campeão pan-americano, vice-campeão mundial e dono da melhor marca mundial entre os triplistas em atividade, com 17,90 metros. Maurren foi medalha de prata no Mundial Indoor de Valência, em março, e é recordista sul-americana da prova, com 7,26 metros e entre os atletas internacionais, os norte-americanos, J. J. Johnson (100 m e 200 m) e Joel Broen (110 m com barreiras); o queniano Julius Nyamu (3000 m com obstáculos); o cubano Osniel Tosca (salto triplo); os jamaicanos Maurice Wignall (110 m com barreiras); e Sheri-Ann Brooks (100 m e 200 m). Alguns dos principais destaques são a norte-americana Sheena Tosta, número dois do mundo em 2007 nos 400 m com barreira, e a cubana Yumisleidi Cumba, atual campeã olímpica do arremesso de peso.

Anualmente Belém recebe o Rallye Iles du Soleil ou Rallye Transamazone, uma das mais importantes regatas do iatismo mundial.[109] [110] Sendo um evento anual para exibir o potencial turístico das cidades inlcuídas no percusso.[111] O rallye também destaca outros municípios paraenses: Luis Correa; Soure ( Na Ilha do Marajó); Belém; São Sebastião da Boa Vista; Breves; Porto de Moz; Almeirim; Monte Alegre; Alter do Chão; Santarém, e; Afuá.[112] [113]

Em 2002, Belém foi uma das quatro sedes brasileiras que receberam competições dos Jogos Sul-Americanos de 2002. A cidade sediou as disputas de Atletismo, natação, boxe e luta. Os locais de competição foram o Ginásio da Escola Superior de Educação Física e o Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão.

Moda[editar | editar código-fonte]

Belém realiza dois eventos de moda: o Belém Fashion Days, que hoje está entre os 5 maiores eventos de moda do País, e o Amazônia Fashion Week, o maior evento da Amazônia, onde a moda percorre por uma semana os principais pontos turísticos da cidade. Merece destaque também a produção de joias.[110]

Em outubro de 2009, o III Salão do Brasil em Paris teve mais de 50 expositores. Entre os produtos brasileiros, franceses e visitantes de outros países viram no Salão as joias do Pará, criadas e produzidas por profissionais do Polo Joalheiro, no Espaço São José Liberto.

Eventos[editar | editar código-fonte]

NHo Garnier Sampaio (H-37) liderando a romaria fluvial do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em 2005.

Por ser o município mais antigo da Amazônia e com todas as condições infraestruturais, como o Aeroporto Internacional, Belém é palco de grandes eventos. Estando entre as 10 cidades brasileiras mais citadas para a realização de grandes eventos, de acordo com pesquisa nacional feita por SEBRAE/FBC&VB (2002), possuindo, além da gastronomia, diversas atrações de lazer e turismo na Região Metropolitana.[114] [115]

A capital possui eventos fixos de grande dimensões, como por exemplo: o Círio de Nazaré (maior evento religioso do país - anual); Feira Amazônica do Livro (a 4ª maior feira do gênero no país - anual); Feira Supernorte (maior evento empresarial do Norte do país com 45 mil participantes - anual); FITA - Feira Internacional de Turismo da Amazônia (18 mil participantes), Belém Fashion Days (está entre os 5 maiores eventos de moda do País) e o Amazônia Fashion Week (maior evento de moda da Amazônia), dentre outros[110] [116]

A cidade conta atualmente com: o Hangar Centro de Convenções da Amazônia, atualmente um dos maiores do País e o maior da Amazônia, para a realização de diversos tipos de eventos; o CENTUR, o maior centro de debates e manifestações culturais do norte do Brasil; o Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), um dos mais completos do país, passando pelos espaços multiusos em diversos hotéis.[117]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Notas

  1. Por ter sua estrutura de ferro, o Mercado Ver-o-Peso era inicialmente conhecido como "Mercado de Ferro"

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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