Belém (Pará)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Belém
  Município do Brasil  
Do topo, em sentido horário: Catedral Metropolitana de Belém; Mercado Ver-o-Peso; plantas vitória-régia no Museu Paraense Emílio Goeldi; vista da cidade; Forte do Presépio e Teatro da Paz.
Do topo, em sentido horário: Catedral Metropolitana de Belém; Mercado Ver-o-Peso; plantas vitória-régia no Museu Paraense Emílio Goeldi; vista da cidade; Forte do Presépio e Teatro da Paz.
Símbolos
Bandeira de Belém
Bandeira
Brasão de armas de Belém
Brasão de armas
Hino
Lema Os estados do Norte estão conosco e nos seguem
Apelido(s) "Cidade Morena"[1]
"Cidade das Mangueiras"[2]
"Metrópole da Amazônia"
Gentílico belemense
belenense[3]
Localização
Localização de Belém no Pará
Localização de Belém no Pará
Mapa de Belém
Coordenadas 1° 27' 21" S 48° 30' 14" O
País Brasil
Unidade federativa Pará
Região intermediária[4] Belém
Região imediata[4] Belém
Região metropolitana Belém
Municípios limítrofes Ananindeua, Cachoeira do Arari, Barcarena, Marituba, Santa Bárbara do Pará e Santo Antônio do Tauá
Distância até a capital 2 140 km[5]
História
Fundação 12 de janeiro de 1616 (405 anos)
Emancipação 12 de janeiro de 1616 (405 anos)
Aniversário 12 de janeiro
Administração
Distritos
Prefeito(a) Edmilson Rodrigues (PSOL, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [6] 1 059,458 km²
População total (estatísticas IBGE/2021[7]) 1 506 420 hab.
 • Posição PA: 1º; BR: 11°
Densidade 1 421,9 hab./km²
Clima Equatorial (Af)
Altitude 10 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[8]) 0,746 alto
 • Posição PA: 1º
PIB (IBGE/2016[9]) R$ 29 426 953,03 mil
 • Posição BR: 21º; PA: 1º
PIB per capita (IBGE/2016[9]) R$ 20 350,00
Outras informações
Padroeiro(a) Santa Maria de Belém
Sítio belem.pa.gov.br (Prefeitura)
cmb.pa.gov.br (Câmara)

Belém (frequentemente chamado de Belém do Pará)[10] é um município brasileiro e capital do estado do Pará,[11] fundado em 12 de janeiro de 1616 por portugueses às margens da Baía do Guajará e Rio Guamá,[12][13] na região Norte do Brasil[14] a uma latitude 01º27'21" sul e longitude 48º30'16" oeste.[15] estando a cerca de 2 120 km da capital federal, Brasília.[16]

Devido ser integrante da Amazônia Oriental[14] resulta em um clima quente úmido[17][18] e na capital mais chuvosa do Brasil. É o município mais populoso do Pará e o segundo da região Norte[19] com uma população de 1 506 420 habitantes.[20][21] Classificada como uma das capitais com melhor qualidade de vida da região Norte brasileira com IDH 0,746 (alto),[8] ocupando a 22.ª posição no ranking de IDH por capital.[22][20]

Em seus 400 anos de história, Belém vivenciou momentos de plenitude, como o período áureo da borracha no século XX, recebendo imigrantes europeus que influenciaram a arquitetura e economia local, sendo conhecida na época como “Paris Tropical” e “Francesinha do Norte”[23] tornando-se cosmopolita e moderna em vários aspectos[24] sem perder tradicionalismo das fachadas das edificações coloniais.[25][26] Nas últimas duas décadas, passou por um forte movimento de verticalização, devido a novas tendências na construção civil e ao plano urbano de valorização da década de 40 na Avenida Presidente Vargas.[27]

A cidade exerce significativa influência como metrópole regional, abrangendo mais de oito milhões de pessoas nos estados do Pará, Amapá e parte do Maranhão, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político.[28][29] Conta com importantes e históricas fortificações, igrejas, monumentos, parques e museus, como o: Theatro da Paz, Museu Emílio Goeldi, Parque Mangal das Garças, Mercado do Ver-o-Peso[30] e eventos culturais e religiosos de grande repercussão como o Círio de Nazaré.[31]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo Belém tem origem em hebraico: בית לחם; romaniz.: Beit Lehem, lit. "Casa do Pão". Inicialmente o município foi denominado em 1616 de "Santa Maria de Belém do Pará" ou "Nossa Senhora de Belém do Grão Pará" (Maria, mãe de Jesus),[12][32] abreviado como Belém do Pará (denominação dada por Filipe III de Espanha),[10] em referência ao dia de natal; quando o capitão Francisco Caldeira Castelo Branco (antigo Capitão-Mor do Rio Grande do Norte) partiu em 1615 da cidade de São Luís para defender a Conquista do Pará.[33]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História de Belém do Pará

Primórdios e colonização europeia[editar | editar código-fonte]

A região onde encontra-se Belém do Pará, era inicialmente a aldeia Mairi moradia dos índios Tupinambás e Pacajás.[12][32] Onde em 1580, ocorreu a implantação de seu núcleo colonial com o capitão Castelo Branco, a mando do rei da União Ibérica/Dinastia Filipina D. Manuel[12] objetivando ocupar a Conquista do Pará/Império das Amazonasa e defender a Amazônia Oriental dos estrangeiros que disputavam as drogas do sertão.[32][34] Fundando assim em 12 de janeiro de 1616 na área do igarapé do Piry, o povoado Feliz Lusitânia com[32] um fortim denominado Forte do Presépio/Forte do Castelo e[32][35][36] a capela da padroeira Nossa Senhora de Belém.[12]

A conquista do Amazonas, por Antônio Parreiras, Museu Histórico do Pará.
Forte do Presépio, construído em 1616.
Planta Geral da cidade de Belém, 1791, segundo Alexandre Rodrigues Ferreira.

Ocorreu um período de batalhas contra os estrangeiros (holandeses, ingleses, franceses) e contra as tribos indígenas no processo de colonização/escravização.[12][32] Com a vitória ainda em 1616, o povoado foi elevado à categoria de município, com a denominação de "Santa Maria de Belém do Pará" ou "Nossa Senhora de Belém do Grão Pará", a mando de Felipe da Espanha.[12][32][37] Posteriormente "Santa Maria de Belém do Grão Pará"; até à atual Belém.[38]

Em 1621, para assegurar a posse do território o Rei Filipe II de Portugal transformou a Conquista do Pará em Capitania do Grão-Pará e,[34] também criou o Estado do Maranhão com sede em São Luiz (Capitanias: Grão-Pará, Maranhão e, Ceará)[39] - renomeado em 1654 para Estado do Maranhão e Grão-Pará (devido a importância econômica de Belém),[40][41] e em 1751 para Estado do Grão-Pará e Maranhão, o qual foi dividido em 1772.[42]

Em 1625, devido sua posição estratégica na foz do Amazonas os portugueses instalaram um entreposto fiscal comercial denominado Casa de Haver o Peso/Mercado Ver-o-Peso,[10][43] para arrecadação de tributos dos produtos europeus trazidos para Belém,[43] e dos extraídos da Amazônia destinados aos mercados internacionais, como as drogas do sertão e a carne bovinha da Ilha do Marajó.[44]

Em 1627, a importância do entreposto elevou-se com a criação da primeira légua patrimonial pelo Governador do Estado Francisco Coelho, doada via carta de sesmaria à Câmara de Belém.[10][45] Uma porção de terra em forma de arco de légua (com 41 100 ) iniciando as margens do rios Pará e Guamá[45] em direção ao interior[12] originando o bairro do Marco da Légua,[46] alavancou um aumento populacional.[40]

Mas apesar da importância, os serviços administrados pela Câmara de Belém entraram em crise financeira.[10] Então em julho de 1687, afim de solucionar, os parlamentares endereçaram uma representação ao rei Filipe II, solicitando a concessão dos tributos do haver-o-peso, a qual foi atendida no ano seguinte.[10] Assim a partir de 1751 Belém alcançou o primeiro auge comercial, e em 1772 o nome do Estado mudou para Estado do Grão Pará e Maranhão,[47][48] com a sede transferida para Belém, tornando a primeira capital da Amazônia.[12][35][38]

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Igreja de Nossa Senhora das Mercês, construída no século XVIII, destacando-se no contexto da Cabanagem, na batalha do "Trem de Guerra"

Devido à distância da região aos núcleos decisórios da região Sudeste e governo central do Brasil e ainda ser fortemente ligada a Portugal a pedido da elite local,[35] Belém reconheceu a Independência do Brasil em 15 de agosto de 1823 - quase um ano após a proclamação -[49][50][51] levando a Província do Grão-Pará a uma irrelevância política por D. Pedro I e a extrema pobreza com surtos de doenças,[35] gerando um descontentamento popular chamado de revolta da Cabanagem/Guerra dos Cabanos (devido os manifestantes residirem em cabanas de barro),[52] entre os anos de 1835 a 1840 (comandada por Félix Clemente Malcher, Antônio Vinagre, Francisco Pedro Vinagre, Eduardo Angelim e Vicente Ferreira de Paula), influenciados: pela Revolução Francesa.[35]

Catedral de Belém no século XIX

Assim em 1835, os cabanos comandados por Antônio Vinagre invadiram o palácio do governo de Belém e executaram o então presidente da província Bernardo Lobo de Sousa e as demais autoridades, iniciando o primeiro governo sob o poder do militar Clemente Malcher. Que traiu o movimento com repressão e ameaças de deportações após fidelidade ao Imperador português. Então, os revoltosos o assassinaram, colocando no poderio Francisco Vinagre. Repetindo o ocorrido, o novo líder também revelou-se traidor a negociar com o governo central. Sendo deposto dando lugar ao jornalista Eduardo Angelim.[53]

O governo federal com apoio de tropas europeias combateram os revoltosos ao longo de cinco anos em batalhas sangrentas resultando em cerca de 30 mil mortos,[54] forçando os sobreviventes irem para o interior formar comunidades quilombolas e grupos indígenas, iniciando a atividade de agricultura de subsistência ou integrando a atividade de extração do látex da seringueira, que iniciava na região, com o objetivo de produzir a borracha com o crescimento da indústria automotiva.[35][55]

Em 1866, foi permitida a abertura dos rios amazônicos à navegação dos navios mercantes estrangeiros, contribuindo para um novo desenvolvimento da capital.[56] Para consolidar este ato e firmar a presença imperial após a Cabanagem, foi anunciado que D. Pedro II viria a cidade oficializar a abertura.[23] Sendo assim, foi construído um Arco Triunfal cenográfico pela Companhia do Amazonas para recepção do mesmo.[23] Nesse período a fotografia passou a ter maior presença e difusão em Belém, com o fotografo português Felipe Augusto Fidanza junto ao Imperador D. Pedro II em 1867, um grande incentivador desta arte.[23]

Arco Triunfal para a visita de D. Pedro II a Belém. Fotografia de F. A. Fidanza (1867)

Em 1870, o aumento vertiginoso da importância comercial para o cenário internacional (europeia e norte-americana) com a exportação do látex, devido a monopolização do mercado, iniciando assim o Ciclo da Borracha.[55] Além da presença dos negros escravos que representavam quase metade da população da cidade.[57]

O apogeu deste ciclo foi entre 1890 e 1920, quando a cidade contava com tecnologias que as cidades da regiões sul e sudeste brasileiros ainda não possuíam,[24] como por exemplo: o Cinema Olympia - o mais antigo do Brasil em funcionamento - um dos mais luxuosos e modernos da época (inaugurado em 1912);[58][59] Teatro da Paz, um dos mais belos do Brasil, inspirado no Teatro Scala de Milão;[59] Mercado Ver-o-Peso[nota 1] (eleito uma das 7 Maravilhas do Brasil)[60] a maior feira livre da América Latina;[61][62][63] Palácio Antônio Lemos;[59] Praça Batista Campos;[59][64] Estrada de Ferro de Bragança,[65] atraído levas de imigrantes estrangeiros, como portugueses, franceses, japoneses, espanhóis a fim de desenvolverem a agricultura e a colonização na Zona Bragantina formada por uma vasta área despovoada.[66]

Embora a cidade estivesse abalada pela revolta da Cabanagem (1835-1840) a Casa de Haver o Peso funcionou até 1839,[67] quando em outubro o presidente Bernardo de Souza Franco extinguiu a repartição fiscal e arrendou para a venda de peixe fresco até 1847,[67] quando terminou o contrato e foi demolida.[10][68]

Neste período foram construídas grandes edifícios e obras de infraestrutura, como a construção do Palácio Antônio Lemos em 1868, para ser o Palácio Municipal, durante o governo de Rufino Enéas Gustavo Galvão, Visconde de Maracaju (atual sede da prefeitura municipal).[69] Em 1869, Calandrine de Chermont iniciou a construção do Theatro da Paz com a influência da arquitetura neoclássica, sendo inaugurado com a companhia de Vicente Pontes de Oliveira, encenando o drama As duas órfãs de Adolphe d'Ennery[70] (um dos mais luxuosos teatros-monumentos do Brasil).[70]

Belém no século XIX

Em 1883, o govenador Rufino Enéas iniciou a construção da Estrada de Ferro de Bragança (Ferrovia Belém-Bragança), para transportar a produção agrícola da região, seguindo o traçado terreste-fluvial do Caminho dos Tupinambás[nota 2] que ligava Belém ao Maranhão.[65][72] Que antes ocorria somente via rio Caeté, posteriormente também servindo para condução do gado vindo do Piauí.[73] Sendo inaugurado somente em 1908 quando alcançou sua extensão máxima.[74]

No final do século XIX, o discurso de progresso e controle social baseado no saneamento (política de limpeza da cidade retirando de próximo ao centro os cortiços e pobreza) estimulado pelo receio das elites republicanas em relação à massa de trabalhadores (livres e escravos) que se aglomerava nas cidades e se organizavam politicamente, mas ainda sendo interpretada como “selvagem”.[75] Ocorrendo a expulsando dos populares dos centros e forçando a segregação em novos bairros periféricos, na tentativa dos republicanos construírem um “novo homem”, o trabalhador submisso mas ao mesmo tempo produtivo.[75]

A população negra concentrada no bairro do Umarizal, ganhou destaque por sua força cultural principalmente em 1848, para a primeira festa do Divino Espírito Santo (por Mestre Martinho) originando: os cordões de bumbá, as pastorinhas e sambas noturnos.[75] Pórem houve um período de negação da cultura afro-brasileira durante o plano de urbanização do Antônio Lemos, onde os negros residentes no Umarizal foram transferidos à bairros periféricos da cidade (Pedreira, Guamá, Jurunas, Cremação, Sacramenta).[75] Essa dispersão tornou o bairro da Pedreira um centro de batuques e sambas e nos arredores, com a macumba modernizado e sincretizado, do antigo batuque de babaçuê, de candomblé da Bahia, de umbanda carioca e, traços da pajelança cabocla.[75]

O ritmo carimbó ao longo da primeira metade do século XX também sofreu repressão devido origem indígena com influência negra.[75] Tanto que em 1880, chegou inclusive a sofrer proibição governamental na cidade através no “Código de Posturas de Belém” (Lei 1 208/1880):[76] "É proibido(...) fazer batuques ou samba, tocar tambor, carimbó, ou qualquer outro instrumento que perturbe o sossego durante a noite".[76]

Em 1899, ocorreu a demolição da Casa de Haver o Peso[10][68] e construído em seu lugar na Praça do Pelourinho/avenida Boulevard Castilhos Franca o Mercado Municipal de Peixe/Mercado de Ferro[77] por La Rocque Pinto & Cia seguindo a estética da art nouveau próximo ao Mercado Municipal da Carne[78][79][79]

Século XX[editar | editar código-fonte]

A partir de 1897, o dinheiro gerado com a comercialização do látex foi importante na reestruturação urbana e modernização de Belém com referência ao estilo arquitetônico de Paris (art déco da belle époque europeia)[23] no início do governo do intendente Antônio Lemos via projeto Paris n'América (do francês: Petit Paris) marcando o período "Belle Époque de Belém" ou "Período Áureo da Borracha".[23] Em 1902, o projeto foi finalizado com a construção de diversos palacetes, bolsa de valores, grandes teatros, igrejas, necrotério, grandes praças com lagos e chafarizes, infraestrutura sanitária, calçamento de quilômetros de vias com pedras importadas da Europa, construção da malha de esgoto nos principais bairros, aterramento de rios e córregos, alargamento de vias e criação de avenidas e boulevards, com arborização de centenas mudas de mangueira indianas, a fim de construir túneis sombreados.[80]

Belém, anos 1910. Arquivo Nacional

Neste momento, a fotografia aparece como elemento significativo registrando as transformações urbanas do período, servindo de propaganda política das realizações do então governo estadual.[23] Estes registros resultaram no "Álbum de Belém" produzido em 1902 em Paris, com capa em baixo relevo, sob direção de Felipe Augusto Fidanza e texto de Henrique Santa Rosa.[81][82] Construindo uma imagem idealizada, reinventando um imaginário socio-cultural à moda parisiense e lenista.[23] Com destaque para: o Cine Olympia (1912), o cinema mais antigo em funcionamento no Brasil,[58][83][84]

Apesar da intensa modernização dos bairros centrais, alguns como o Umarizal, ainda apresentavam formas antigas de ocupação do espaço, como: vilas estreitas, cabanas cobertos com palha ou lona, vacarias portuguesas, revelando a origem social humilde dos habitantes.[85] As vacarias, estábulos precários atrás de residências em áreas alagadiças “na baixa”, que forneciam leite in natura e cultivavam flores para ornamento de caixões.[85]

A partir da década de 1940, o município passou por outras duas grandes mudanças urbanísticas, devido novas tendências na construção civil e o plano de valorização do espaço da cidade, as vacarias foram loteados originando passagens com residências de alvenaria,[85] e nas áreas mais altas e valorizadas iniciou-se o processo de verticalização a partir da avenida Presidente Vargas.[27] Verificou-se: o aumento das densidades construídas e a elevação da altura dos edifícios; novas modalidades de seletividade social caracterizadas por arrojados projetos arquitetônicos; a incorporação de sofisticados equipamentos de lazer na área condominial com alta dos preços, criando à segregação sócio-espacial para a média e alta classe.[27]

Na década de 1950 os bairros na na zona norte e da zona sul apresentavam índices de crescimento demográfico muito expressivos, o da Marambaia alcançou um índice de 112,04%, Sacramenta 210,69%, e; Sousa 201,22%.[86] Estes chamados de bairros populares, em contraste com os velhos bairros, como o: Comércio com diminuição de 15,57%; Reduto 23, 21%, e; a Cidade Velha um crescimento de 23,25%.[86] Na década de 1960 continuaram sendo os bairros mais populosos com cerca de 280 mil pessoas.[87] Devido serem ocupadas por uma população pobre e bastante prolífera, residentes em pequenas moradias precárias em ocupações desordenadas, caracterizada por ruas tortuosas com matos nas margens lodosas de igarapés e arruamentos.[87] Enquanto a área central se esvaziava devido invasão do comércio e da elite local, os bairros iniciais da zona leste se estabilizam em amplos quarteirões com largas avenidas.[87]

Neste período os terrenos sem alagamentos da Primeira Légua Patrimonial já estavam ocupados, com o avanço das rodovias como a Belém-Brasília iniciada na década de 1950 e a de acesso ao distrito de Icoaraci[88] seguindo o traçado da antiga Estrada de Ferro de Bragança, também conhecida como ferrovia Belém-Bragança, que inicialmente fora ocupada por fazendas, alavancaram o crescimento urbano e a expansão imobiliária (de modo desordenado e carente de infraestrutura porém progressivamente valorizada) nas áreas de várzea (área de expansão), através da construção de conjuntos habitacionais e assentamentos populacionais com amplos quarteirões e largas avenidas.[87][89] destinados aos remanejados das obras de infraestrutura realizadas no centro,[89] nos eixos viários das Rodovias BR-316 e Augusto Montenegro, conhecida como “Nova Belém”/"Segunda Légua Patrimonial de Belém" (em 1899 devido a Lei de Terras, que doou as terras ao Intendência Municipal) como a Cidade Nova e a Nova Marambaia.[88][90][91] Mas essa expansão inicialmente não teve muito êxito desejado devido a infraestrutura de mobilidade não ter acompanhado aumentando os custos de deslocamento ao centro.[88]

Em 1960, ocorreu a fundação do campus principal da Universidade Federal do Pará em Belém (campus universitário do Guamá).[92] Quando iniciou a desativação da ferrovia Belém-Bragança, devido à queda nos investimentos e no faturamento com o avanço das rodovias, assim em 1965 o Ministro da Aviação Juarez Távora (do então governo de Humberto de Alencar Castelo Branco) ordenou a destruição das locomotivas e das principais estações ferroviárias do estado,[93] substituindo a Estação Ferroviária de São Brás por uma Estação Rodoviária, através do interventor Alacid Nunes, disfarçando a vingança pelo fato ocorrido em 1930, quando foi pressionado por políticos e militares paraenses à nomear Magalhães Barata interventor local.[93]

A partir da década de 1990, houve a segunda expansão na área da Nova Belém, com construções de condomínios de alta renda na rodovia Augusto Montenegro.[89]

Panorama dos edifícios do bairro Umarizal em 2015.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Vista da região central da cidade
Baía do Guajará (Paraná-Guaçu).
Vista aérea a partir do Rio Guamá.

Belém conta com uma área de 1 059,458 km²[20] a uma altitude de dez metros ao nível médio do mar,[6] sendo a décima terceira maior capital brasileira em área territorial, que divide-se em duas partes: área Continental com 176,5658 km² e, área Insular com 329,9361 km² composta de quarenta e duas ilhas[18] (que formam 65% de todo o território).[13]

Belém limita-se com os municípios de Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara do Pará e Barcarena, além das baías do Marajó e Guajará.[18][94]

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[95] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Belém.[4] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Belém, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belém.[96][97][98][99]

Geologia[editar | editar código-fonte]

Belém apresenta um solo com uma textura média e indiscriminada, cercada por terrenos alagadiços e igarapés, com grande atuação intempérica com concrecionários lateríticos,[100] as mesmas vistas na região Bragantina. A topografia é baixa e pouco variável, com ponto de altitude máxima de 25 metros, na ilha de Mosqueiro. Boa parte da área da cidade encontra-se entre 3 e 4 metros, fazendo com que esta sofra influência das marés altas.[18]

As unidades litoestratigráficas (camadas rochosas) são do grupo Barreiras (composto por 8 fácies litológicas), com sedimentos Pós-Barreiras e, a Unidade Cobertura Detrítica-Laterítica.[100] Onde: o primeiro é formado por 8 litológicas, porém apresenta argilitos, siltitos e intercalações de lentes de arenitos; a segunda são sedimentos inconsolidados (solos) de cor amarelada, formados por grãos de quartzo arredondados e de granulação fina, sobrepostos às rochas do Grupo Barreiras, mas lateritizadas, e; a terceira geralmente recoberta por latossolos amarelados.[100]

Cerca de 54,73% da cobertura vegetal encontra-se alterada (situação alarmante conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE), devido a ocupação urbana associada ao desmatamento. Levando em conta a área territorial, o município é classificado como um dos de maior índice de desmatamento no país.[18]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os rios que passam por Belém são o rio Maguari e rio Guamá, localizado no nordeste do Pará, cuja bacia hidrográfica drena uma área de 87 389,54 km². A Baía do Guajará banha diversas cidades do estado, inclusive a capital, formado pelo encontro da foz do rio Guamá com a foz do rio Acará.[101][102]

A rede de abastecimento chega a 80% das residências, mas somente 6,5% da descarga domiciliar está conectada à rede coletora de resíduos, provocando o descarte inadequado dos dejetos em 14 bacias que abastecem a cidade, 11 delas ligadas ao rio Guamá.[103]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Belém por meses (INMET)[104][105]
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 118,2 mm 10/01/1971 Julho 111 mm 13/07/1974
Fevereiro 161,2 mm 13/02/2013 Agosto 80,4 mm 11/08/1969
Março 195,6 mm 09/03/2020 Setembro 67,4 mm 23/09/1964
Abril 200,8 mm 25/04/2005 Outubro 74,4 mm 07/10/2005
Maio 125,6 mm 20/05/1935 Novembro 157,8 mm 23/11/2020
Junho 99,7 mm 20/06/1996 Dezembro 121,4 mm 21/12/1989
Período: 01/01/1931 a 30/09/1964 e 01/01/1967-presente

Belém é um local de chuva abundante[17] devido o clima tipicamente equatorial (Af, classificação climática de Köppen-Geiger),[19] com temperatura média anual de 26,5 °C chegando a 27,1 °C em alguns períodos, somando mais de 2 234 horas de sol ao ano;[nota 3][106] com amplitude térmica baixa e umidade relativa do ar elevada.[18]

Possui precipitação média anual de 2 834 mm[18] e índice pluviométrico superior a 3 000 mm concentrados entre os meses de dezembro a maio, sendo março e abril os de maior precipitação.[106] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 200,8 mm em 25 de abril de 2005.[104] O mês de maior precipitação foi março de 2020, com 931,1 mm, enquanto outubro de 1997 registrou apenas 8,2 mm, o menor da série histórica.[107]

Meio ambiente e ecologia[editar | editar código-fonte]

O Bosque Rodrigues Alves, uma área de preservação construída em 1883 na Zona Leste do município, no bairro Marco, um dos símbolos do embelezamento da capital na Epoca da Borracha.[108][109] Contém uma área de 150 mil m², que mantem parte da natureza originária da área antes da expansão de Belém na década de 1950.[110] Em 2002, o Bosque integrou a rede de espaços de preservação natural e histórica Botanic Gardens Conservation Internacional (BGCI).[111]

Em 1993, foi criada a "Área de Proteção Ambiental da Região Metropolitana de Belém" - APA Belém (Decreto 1 551), uma unidade de conservação de uso sustentável, abrangendo os municípios de Belém e Ananindeua, com objetivos de: Assegurar a potabilidade da água dos mananciais (lagos Água Preta e Bolonha, do rio Aurá e respectivas bacias hidrográficas); Ordenar o uso do solo; Promover o saneamento ambiental e a urbanização das áreas; Recuperar as áreas degradadas, incluindo reflorestamento; Preservar e recuperar a biodiversidade da várzea, igapó e terra firme; Preservar o Sítio Histórico do Engenho do Murutucu; Tratar e reciclar os resíduos sólidos; Implementar a educação ambiental comunitária; Garantir pesquisas científicas desenvolvidas pelas entidades; Propiciar o desenvolvimento de atividades educativas e turísticas em espaços demarcados.[112]

Em 2005, foi criado o Sistema de Meio Ambiente do Município De Belém (Lei 8 489), que faz a gestão do patrimônio ambiental municipal dos recursos naturais, visando o planejamento e a execução dos processos de construção, preservação e restauração do meio ambiente e do equilíbrio ecológico.[113]

Estima-se que a população local produza, em média, mil toneladas de lixo por dia.[114] Desse apenas 8 toneladas passam por processo de reciclagem, via coleta seletiva municipal e, também através das treze cooperativas de reciclagem e a associação de catadores,[115] com posterior envio a empresas especializadas.[114]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
187261 997
189050 064−19,2%
190096 56092,9%
1920236 402144,8%
1940206 331−12,7%
1950254 94923,6%
1960402 17057,7%
1970642 51459,8%
1980949 54547,8%
19911 244 68831,1%
20001 279 8612,8%
20101 393 3998,9%
Fonte: IBGE[116]

Belém é o município mais populoso do Pará com uma população estimada de 1 499 641 habitantes,[20] com uma densidade de aproximadamente 131 523 hab/km²,[20][117] sendo o município mais populoso do Pará, o 2º da região Norte e o 11ª do Brasil.[19][117][118]

De acordo com o Censo Demográfico de 2010, 734.391 habitantes eram mulheres (equivalendo a 50,78% da população), e 659.008 homens (representando 45,57% da população);[19] Com a maior parte da população (67,83%, 980 878 habitantes) com idade entre 15 e 64 anos,[nota 4][119] Comparando com a atualidade, houve um crescimento populacional de 3,64%, possuindo assim a 2ª segunda maior densidade demográfica desta macrorregião (1 315 hab/km²),[120] onde 1 381 475 vivem em zona urbana, enquanto que apenas 11 924 vivem em zona rural.[19] Em 2008, 97,63% de sua população era alfabetizada.[121][122]

Sua região metropolitana (RMB) é a segunda mais populosa da Amazônia (2 402 437 hab), a 14.ª mais populosa do país[nota 5][118] e a 178ª do mundo. É classificada como uma das capitais com melhor qualidade de vida do Norte brasileiro.[123][124]

De acordo com um estudo genético de 2013, a ancestralidade da população de Belém é composta por: 53,70% de contribuição europeia, 29,50% de contribuição indígena e 16,8% de contribuição africana.[125]

Com uma população de 1 499 641 habitantes, segundo estimativa do IBGE em 2020,[21] e o 12.º município mais populoso do Brasil. Ocupa a 22.ª posição no ranking de IDH por capital (0,746, alto)[22] e a sexta posição na lista de maiores IDH da região Norte.

Região metropolitana[editar | editar código-fonte]

Panorama da região central da cidade em 2016
Ver artigo principal: Região Metropolitana de Belém

Criada por lei complementar federal em 1973, cuja disposição normativa foi alterada em 1995, 2010 e em 2011, a Região Metropolitana de Belém (RMB), com 2 381 661 habitantes IBGE/2014, compreende os municípios de Ananindeua, Belém, Benevides, Marituba, Santa Bárbara do Pará, Santa Isabel do Pará e Castanhal. Devido ao intenso processo de conurbação, hoje a Região Metropolitana de Belém é um dos maiores aglomerados urbanos da Região Norte. É a 177ª maior área metropolitana do mundo e 11ª do Brasil.[118][126]

Segurança e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Em 2018, Belém foi a capital brasileira com mais assassinatos violentos do país, obtendo uma taxa de 77 casos para cada cem mil habitantes, segundo estudo sobre os níveis de violência nos municípios brasileiros com mais de cem mil habitantes, utilizando informações de homicídios contabilizados no Ministério da Saúde.[127]

Segue a evolução das taxas de homicídios estimadas na capital paraense no período de 2007 a 2017, conforme tabela:[128]

Taxa estimada de homicídios das capitais brasileiras (2017)
Taxa estimada de homicídios Variação %
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2007 a 2017 2012 a 2017 2016 a 2017
37,0 52,7 49,4 65,3 49,8 56,4 60,2 59,0 61,5 76,7 74,3 101,1 31,8 -3,1

Religião[editar | editar código-fonte]

Manto de Nossa Senhora de Nazaré na basílica homônima. O Círio de Nazaré é uma das maiores celebrações religiosas do mundo.

O catolicismo é a religião predominante no estado e no município de Belém,[31] seguido do protestantismo (como a Assembleia de Deus, Batista, Quadrangular e Universal) e das afro-brasileiras (como Umbanda, Candomblé, Tambor de Mina e Pajelança) com diversas casas de culto/oração.[129][130] Porém é possível encontrar pessoas adeptas das mais diversas crenças, a saber: espiritismo, judaísmo, neopaganismo.[131]

Belém sedia o evento religioso Círio de Nazaré que acontece anualmente no mês de outubro desde 1793,[132] reunindo cerca de dois milhões de devotos de Nossa Senhora de Nazaré em cultos e procissões religiosas[31][13] (sendo uma das maiores festas cristã do Brasil)[31][13] durante quinze dias formando a "quadra Nazarena". Entre as manifestação, destacam-se: romaria fluvial, moto-romaria, transladação, a procissão do Círio no domingo e o recírio.[133]

A capital paraense possui inúmeras igrejas, capelas e santuários em sua maioria católico, das quais destacam-se: Catedral Metropolitana de Belém; Basílica Santuário de Nazaré (única da Amazônia elevada à categoria de Santuário Mariano Arquidiocesano e em processo de tombamento como patrimônio histórico iniciado em 1992);[134] Igreja de Santo Alexandre (atual Museu de Arte Sacra);[135] Santuário de Fátima;[136] Igreja das Mêrces, Igreja do Carmo.[137]

Em novembro de 1910, a Igreja Batista da cidade recebeu dois missionários batistas suecos oriundos dos Estados Unidos: Daniel Berg e Gunnar Vingren, que vieram embalados pelo trabalho missionário do movimento cristã-evangélico pentecostalismo (ao qual aderiram nos Estados Unidos).[138][139] Sob a autorização do reverendo Nelson, que seguiu em viagem aos Estados Unidos em busca de recursos para a obra, estes ficaram à frente do trabalho local, aproveitando a oportunidade para pregar o pentecostalismo. Devido às dissensões sobre o batismo no Espírito Santo, foram convidados a se retirarem em 1910, formando sua própria instituição religiosa em Belém, chamada inicialmente de Missão da Fé Apostólica, com o grupo que concordava com os novos ensinamentos,[138][140] que mais tarde em janeiro de 1918 mudou definitivamente para a denominação Assembleia de Deus.[138]

Primeira Igreja Presbiteriana de Belém.

A maioria dos judeus em Belém chegaram no século XIX oriundos do Marrocos fundando a primeira Comunidade Judaica da Amazônia e do Brasil República, descendentes dos refugiados da inquisição na Espanha e em Portugal (1496) com intuito de poder praticar livremente sua fé e enriquecer com o crescente extrativismo da região.[141] A imigração foi facilitada por esta ser uma cidade portuária atingida pela carta régia, que abriu os portos do país para nações amigas.[141] Alguns espalharam-se no interior ao longo do Rio Amazonas, posteriormente migrando para a capital devido fortalecimento da comunidade.[141] Segundo Censo a capital paraense é o domicílio de 1 346 judeus - concentrando quase 70% dos judeus do estado - sendo a quinta cidade com o maior concentração no país e a maior do Norte.[142] Também possui uma comunidade muçulmana e uma mesquita, que integra o Centro Islâmico Cultural do Pará.[143]

Em 1824, foi inaugurada a primeira sinagoga judaica brasileira, denominada "Eshel Abraham",[144] preservando a religião e a cultura sefaradi-marroquina dos imigrantes.[145] Em 1889, esse fluxo migratório foi intensificado com a proclamação da república, a separação da igreja do Estado e o apogeu do Ciclo da Borracha.[146] Belém sedia a Congregação Judaica do Pará com mais duas sinagogas: "Shaar Hashamaim" (1889) e uma unidade "Beit Chabad" (1842) — a primeiro necrópole judaica do país.[144][145]

Em 1860, o reverendo escocês Richard Holden desembarcou em Belém, enviado pela Igreja Episcopal dos Estados Unidos,[147] devido ser um posto de distribuição de bíblias, e junto à expectativa de que o Rio Amazonas fosse aberto à navegação internacional, onde tentou criar uma comunidade anglicana, mas sem sucesso, pois usou a imprensa local para difundir a religião, escrevendo artigos em jornais que provocaram a ira do então bispo católico da cidade, Dom Antônio de Macedo Costa.[147]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

Belém nasceu com foros de cidade, porém a data e o ato de criação perderam-se na deficiência da documentação e arquivamento, como também os nomes das primeiras autoridades que integraram a fase inicial da administração municipal.[148] Contudo, conforme Palma Muniz há indícios da existência de um Senado da Câmara, a partir de 1625, que tomara decisões sobre a problemática com os índios, como por exemplo, a forma de administração das aldeias indígenas.[148]

Palácio Antônio Lemos, sede da prefeitura de Belém desde o século XIX
Palácio Lauro Sodré (antigo palácio do governo, atual museu do estado do Pará).

Em 1655, provavelmente fora a data da elevação do município à categoria de cidade (conforme Ofício de 1733), quando os oficiais da Câmara comunicaram ao Governo da Capitania que o Rei os deixou a mercê durante setenta e oito anos, solicitando assim terem os mesmos privilégios da cidade do Porto.[148] A mais antiga vereação da Câmara conhecida é de 1661, constituída pelos vereadores: Bernardino de Carvalho, Manoel Álvares da Cunha, Gaspar da Rocha Porto Carneiro, Braz da Silva e Manoel Braz.[148] Em 1673, o governador Pedro César de Meneses transferiu a sede da capitania do Grão-Pará e Maranhão (unificados desde 1623) da cidade de São Luis à Belém, porém em 1688 o Rei revogou a transferência retornando à São Luis.[148] Em 1737 a sede governamental foi transferida novamente à Belém e, em 1815, as Capitanias Gerais brasileiras foram transformadas em Províncias; ficando Belém como Capital da Província do Grão-Pará.[148]

Em virtude da Proclamação da República, em 1889, a Câmara Municipal de Belém foi extinta em 1889 (conforme Lei nº 3), substituída pelo Conselho Municipal.[148] Com a Lei Orgânica dos Municípios criada em 1891, os municípios passaram a ser governados por um Intendente Municipal, com funções executivas e um Conselho Municipal, com funções deliberativas.[148] Em consequência a esta lei, ocorreram as primeiras eleições municipais republicanas meste mesmo ano, cujo mandato compreendeu o triênio de 1891 a 1894, empossando o eleito D. Gama Abreu (Barão de Marajó), como Intendente.[148] O período de 1897 a 1911, administrado por Intendente Antônio José de Lemos, é considerado a fase áurea do município de Belém, quando ocorreu o projeto de embelezamento e desenvolvimento do perímetro urbano da cidade, com melhorias como: calçamentos de granito; construção do Mercado de Ferro; Quartel dos Bombeiros; Asilo de Mendicidade; Necrotério Público; rede de esgotos; praças ajardinadas; suntuosos prédios; expansão do bairro do Marco; iluminação pública com rede elétrica; bondes elétricos; surgimentos dos grandes jornais diários “A Província do Pará” e a “Folha do Norte”. Porém, a derrocada do ciclo da borracha e a Primeira Guerra Mundial estancaram o crescimento da grande metrópole da Amazônia.[148]

A Reforma da Constituição do Estado de 1914, mudou a administração do município, pois ficou composta por um Conselho Municipal de 12 membros, eleito diretamente, e por um Intendente municipal, nomeado pelo Governador do Estado. O primeiro nomeado foi Antônio Martins Pinheiro, que tomou posse em 14 de setembro de 1914, e o Presidente eleito para o Conselho Municipal foi Dionísio Auzier Bentes.[148] Após da Revolução de 1930, o primeiro Intendente de Belém foi Ismael de Castro. Após a reconstitucionalização de 1945, os municípios voltarem a ter o direito de eleger seus prefeitos (conforme ei Federal 1 645 de 1952), tendo ocorrido a primeira eleição em Belém, em 27 de setembro de 1953, quando venceu Celso Carneiro da Gama Malcher. Com o processo de redemocratização nacional iniciado em 1985, após o golpe de 1964, Belém elegeu, nesse mesmo ano, Fernando Coutinho Jorge como prefeito da capital paraense.[148]

Conforme a Lei Orgânica Municipal (baseado no Estatuto da Cidade de 2001), o Poder Público Municipal tem como prioridades básicas a elevação da qualidade de vida e a redução das desigualdades sociais entre as periferias e as regiões urbanas do município, através de ações do projeto "cidade integral", definidas em diretrizes estratégicas nas áreas de "menor índice de qualidade de vida", que vem sendo construída através da participação popular e controle social.[149] A Lei Orgânica também institui as diretrizes gerais para a elaboração orçamentária para o exercício financeiro do município, relativas às despesas com pessoal e encargos sociais e as possíveis alterações na legislação tributária.[149]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

O município de Belém possui, ao todo, sete cidades-irmãs;[150] a saber:

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Baseado no Plano Diretor Urbano de Belém (Lei 8 655)[92][151] que instituí o aumento da autonomia municipal e uma gestão mais democrática de desenvolvimento urbano,[151] configurou-se o município em 71 bairros oficiais, distribuídos em oito unidades básicas de planejamento, nomeadas Zonas ou Distritos Administrativos, a saber:[152] Belém (DABEL); Benguí (DABEN); Entroncamento (DAENT); Guamá (DAGUA); Icoaraci (DAICO); Mosqueiro (DAMOS); Outeiro (DAOUT), e; Sacramenta (DASAC).[92][153]

Distritos administrativos Nº de bairros Bairros Mapa de Belém e seus bairros
Centro (DABEL) 8 Batista CamposCampinaCidade VelhaMarcoNazaréRedutoSão BrásUmarizal
Benguí (DABEN) 8 Benguí • Cabanagem • Coqueiro • Parque VerdePratinha • São Clemente • Tapanã • Una
Entroncamento (DAENT) 10 Águas Lindas • Aurá • Castanheira • Curió-Utinga • Guanabara • MangueirãoMarambaiaSouza • Universitário • Val-de-Cans
Guamá (DAGUA) 6 CanudosCondorCremaçãoGuamáJurunasMontese (Terra Firme)
Icoaraci (DAICO) 9 Águas NegrasAgulhaCampina de IcoaraciCruzeiroMaracacueiraParacuriParque GuajaráPonta GrossaTenoné
Mosqueiro (DAMOS) 19 Aeroporto • Ariramba • Baía do Sol • Bomfim • Carananduba • Caruará • Chapéu Virado • Farol • Mangueiras • Maracajá • Marahú • Murubira • Natal do Murubira • Paraíso • Porto Arthur • Praia Grande • São Francisco • Sucurijuquara • Vila
Outeiro (DAOUT) 4 Água Boa • Brasília • Itaiteua • São João do Outeiro
Sacramenta (DASAC) 7 Barreiro • Fátima • Maracangalha • Miramar • Pedreira • Sacramenta • Telegráfo
Total 71

Economia[editar | editar código-fonte]

Atividades Econômicas em Belém - (2012)
Panorama da cidade de Belém a partir da Praça da República.

Na época colonial, semelhantes a outros núcleos portugueses do litoral atlântico, a atividade econômica, na Amazônia, iniciou-se com a lavoura da cana-de-açúcar, que não progrediu devido às dificuldades naturais da mata e dos rios. Mesmo assim, alguns engenhos reais foram construídos, em Belém, no atual bairro da Cidade Velha (antes chamado de Cidade), ao norte do então Igarapé do Pyri (do Arsenal da Marinha ao Ver-o-Peso). A partir de 1823, devido a escassez de mão-de-obra, alguns engenhos foram levados a fabricar aguardente devido seu maior consumo e valor, a mudar para propriedades de menor porte, denominados molinetes.[154] Instalados do outro lado do Igarapé do Piri, devido proibição de serem vizinhos dos engenhos reais do bairro, formando-se ao sul do igarapé, contornando a Baía do Guajará, formando o bairro da Campina (cuja divisa era a então Travessa São Mateus, atual Padre Eutíquio).[154] Com o fechamento das lavouras da cana-de-açúcar, os portugueses, especialmente os religiosos, com a ajuda dos índios domesticados, iniciaram a coleta das "drogas do sertão” (plantas medicinais e aromáticas) que se estendeu até o século XIX, utilizando os rios como vias de acesso, em cujas margens surgiram os primeiros povoados e vilas da região, a partir das missões, quartéis e fortalezas.[154] A partir do século XX, a economia belenense baseia-se primordialmente nas atividades do comércio e serviços, contando com os portos brasileiros mais próximos da Europa e dos Estados Unidos, embora na região metropolitana seja também bem desenvolvida a atividade industrial (no ramo alimentício, naval, pesqueiro, metalúrgico e, químico),[155] que juntamente com o município de Barcarena, integra o segundo maior parque industrial da Amazônia.[155] Também no distrito de Icoaraci, distante cerca de 20 km de Belém, a economia fortaleceu a cultura, abrigando o maior polo de produção artesanato em cerâmica marajoaras e tapajônicas país, resguardando outra característica da região.[156] A Feira do Paracuri, localizado na orla do distrito em plena margem da baía do Guajará.[157][158]

Porto com o Mercado Ver-o-Peso ao fundo.
Sede do banco Banpará em Belém

As produções da agricultura urbana centram-se no cultivo de produtos tradicionais (típicos/culturais), como espécies frutíferas, sendo eles: Açaí (45,2%), Macaxera (41,9%), Cupuaçu (35,5%) e Maxixe (25,8%), em algumas casos temperos e hortas.[159] Embora com destaque a estes quatro produtos, outros também são relevantes no contexto do município: Carirú, Côco e Cheiro Verde.[159] Diante desta perspectiva, a agroindústria parece ser uma possibilidade promissora, mas em vários pequenas unidades de produção, devido a mão de obra local não ser abundante e as áreas terem limitações ambientais (Áreas de Proteção Ambiental - APA e Refúgio de Vida Silvestre - Revis).[159] Baseado nesta possibilidade, em 2016 o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) através da Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB/Ideflor) iniciou o Projeto Agrovárzea, afim de incentivar a agricultura familiar e o turismo rural em comunidades de populações tradicionais nas Áreas de Proteção, nos Refúgios Silvestre e, na região insular da capital (Combú, Sítio Bom Jesus, Abacatal, Santo Amaro e, Ponta Negra).[160]

O Agrovárzea cria Unidades de Referência Tecnológica (URT), com atividades referentes ao manejo adequado de sistemas agroflorestais, priorizando a diversificação da produção e focado nas espécies nativas, junto à conservação da biodiversidade e geração de renda através da venda direta, principalmente na ilha do Combu.[160] Também, promove aos participantes outras atividades, como intercâmbios de métodos, vivências rurais, feiras em instituições e capacitações abordando temas como elaboração de roteiro turístico e hospitalidade.[160] Em 2016, em paralelo ao projeto, a Prefeitura de Belém fez convênio de cooperação com a Agência de Inovação Tecnológica (Universitec) da Universidade Federal do Pará (UFPA), levando as ilhas do estuário de Belém, capacitação tecnológica para o incentivo da cadeia produtiva do açaí e do cacau, aproveitando os conhecimentos tradicionais na ilha do Combu, onde se produz chocolates e licores,[161] nas várzeas orgânicas de cacau.[162] Um desenvolvimento sustentável dos ribeirinhos que trabalham com produtos da biodiversidade local, que ganham espaços no mercado internacional.[162]

Outra frente nas ilhas foram desenvolvidas para beneficiar toda a cadeia produtiva da agricultura familiar, em um ciclo que vai desde o processo de produção até a comercialização: desenvolvimento das agriculturas familiares, da produtos orgânicos e do frango verde, (sem antibióticos, fortalecedores, ou quimioterápicos); Financiamento para unidades habitacionais e melhorias das instalações, compatíveis com as atividades de produção; Projeto Polo Gastronômico da Amazônia, que dá concessão de incentivos fiscais para que empresários do ramo de alimentação comprarem produtos oriundos das ilhas; Indicação nos cardápios a localização do produtor para passeios no plantio, que inclui café da manhã e observação de plantas nativas como a andiroba, a pupunha, o cupuaçu e a gigantesca samaumeira;[161] Produzir as merendas escolares da rede municipal de ensino com os produtos das ilhas.[162]

Na ilha de Jussara, no furo do Maracujá, a extração do açaí é a principal atividade econômica da agricultura familiar com o projeto de Colheita Comunitária dos Açaizais.[163][164] Com uma exploração racional (cultura do manejo): uso de forma programada seguindo os princípios agroecológicos; destinando à comercialização do palmito apenas as árvores que não frutificam com qualidade; redução de perdas com descarte adequado conservando espécies nativas que proporcionam a alimentação dos animais.[164] Garantindo a renda familiar durante todo o ano e,[163] um ganho de quase 80%.[164] Antes da aplicação da cultura do manejo, na entressafra o preço da rasa do açaí (28 quilos) ultrapassava R$ 250 e, nos períodos de colheita, uma unidade de plantio pode render lucros de cerca de R$ 1 500 por semana.[165] Mas o destaque é a ampla participação feminina no processo,[163][164][165][166] iniciado em 1990 com o "Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém" (MMIB) e com a nova ruralidade, que abrange as ilhas no entorno de Belém (principalmente Cotijuba, Nova, Jutuba, Paquetá, Tatuoca, Urubuoca).[167] Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) as mulheres são as responsáveis por negociação do crédito rual junto às instituições assistenciais e agentes financeiros, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).[163] Complementando a renda, o Movimento de Mulheres realiza: produção e venda de priprioca (erva aromática e medicinal com perfume amadeirado) para a empresa Natura; confecção de biojoias com conchinha, palha da costa, folha de ajirú e semente de açaí, e; Turismo de Base Comunitária (TBC).[168] A biojóia é fruto do projeto profissionalizante “Escola Ribeirinha de Cotijuba”, em parceria do Instituto Peabiru com a loja Renner e a designer Tita Maria.[169]

Interior do Shopping Pátio Belém

Os maiores centros comerciais da cidade por área bruta locável (ABL) são: Shopping Bosque Grão Pará (44.682 m² de ABL),[170] Castanheira Shopping Center (42,5 mil m²),[171] Boulevard Shopping (40 mil m²),[170][172] o Shopping Pátio-Belém (37.179 m²) e,[170] Parque Shopping Belém (31.275 mil m²).[170] Entre os principais mercados municipais, está o pioneiro Mercado do Ver-o-Peso (1688) (tradicionalmente chamado de Verópa), visitado por 50 mil pessoas que movimentam 1 milhão de reais diariamente, aclamado como o símbolo da cidade e[173][174] como uma das 7 maravilhas brasileiras via voto popular.[60] Este abastece a cidade com produtos alimentícios do interior fornecidos por via fluvial, que Inicialmente era um entreposto fiscal em 1625,[10][43] que arrecadava os impostos das mercadorias que saiam ou chegavam à Amazônia.[44] Composto pela Feira do Açaí, as praças do Relógio (relógio inglês),[175] do Pescador e, dos Velames, o Solar da Beira e os mercados de Peixe ou de Ferro (como era conhecido o Ver-o-Peso) e o de Carne ou Bolonha (importado da Inglaterra). Outro ponto comercial e histórico importante é o Mercado de São Brás, onde comercializam artesanato, produtos agrícolas, domésticos e vestuário.[176] Localizado na Praça Floriano Peixoto, próximo à antiga estação da Ferrovia Belém Bragança,[176] construído em 1911 em estilo arquitetônico art nouveau e neoclássico, em função da grande movimentação comercial gerada pela ferrovia e política do intendente Antônio Lemos de descentralização do abastecimento da cidade expandindo aos bairros.[176]

Em 2002, um antigo presídio da capital (1749) após reformado deu lugar ao Espaço São José Liberto (atual Museu de Gemas do Pará, Polo Joalheiro e Casa do Artesão), referência para o mercado joalheiro nortista por conta das joias em ouro e gemas produzidas por designers paraenses, além da exposição das cerâmicas: marajoara, tapajônica e muiraquitã que chegam a ter até 500 milhões de anos de história geológica.[177][178] Em 2007, devido o crescimento populacional da região metropolitana e carência de um centro público de convenções e exposições de grande porte, foi construído o Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, com área de 24 mil m²,[179] aproveitando a estrutura de um antigo hangar de aeronaves (grandes vãos livres e pé direito monumental).[180]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura e turismo de Belém
NHo Garnier Sampaio (H-37) liderando a romaria fluvial do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em 2005.

Por ser um dos municípios mais antigos da Amazônia e devido suas boas condições infraestruturais, como o Aeroporto Internacional, Estádio Olímpico com arena poliesportiva e centros de convenções (Hangar e Centur), Belém é palco de grandes eventos.[181] Estando entre as 10 cidades brasileiras mais citadas para a realização deste tipo de negócios, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE/FBC&VB (2002), possuindo, além da gastronomia, diversas atrações de lazer e turismo na Região Metropolitana.[182][183][184]

A capital paraense desponta como sendo a segunda cidade mais visitada da Amazônia no ramo turístico, rica em construções históricas e importantes fortificações, aliado a natureza.[185] Proporciona diversas opções fixas de cultura e lazer, tanto em eventos culturais como religiosos de grandes dimensões, como: o Círio de Nazaré, a bi-centenária e maior procissão cristã do país, reunindo mais de 2 milhões de pessoas, ocorrendo o aquecimento da economia local e na produção industrial;[31] a anual Feira Pan-amazônica do Livro (quarta maior brasileira do gênero); o maior evento empresarial anual do norte, a Feira Supernorte (com 45 mil participantes); FITA - Feira Internacional de Turismo da Amazônia (com 18 mil participantes); a cidade começa a explorar o mercado da moda com os eventos anuais Belém Fashion Days e a Amazônia Fashion Week (maior evento de moda da região Norte).[186][155]

Além dos pontos turísticos mais conhecidos, existem tranquilas opções de lazer nas 18 ilhas que cercam a capital, lar de ribeirinhos e de uma natureza preservada, onde pequenas canoas carregam frutos e peixes para a cidade.[161] Ao atravessar o rio Guamá em cerca de 20 minutos, a transição entre cidade e natureza é evidente, com os sons da floresta acompanhados por uma temperatura amena.[161] Frequentadas no fim de semana, no horário do almoço até o entardecer, onde banham-se ao rio e degustam pratos típicos em cerca de 12 restaurantes, destacando-se as ilhas do Combu e a dos Papagaios, onde ocorre uma revoada de aves ao amanhecer (espécie Amazona amazonica).[161] Para os que dispõem de mais tempo, existe as ilhas de Mosqueiro (com 17 km de praias de água doce com movimento de maré - “o rio com ondas”)[187] e Outeiro, mais distantes.[161]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Requalificação urbana[editar | editar código-fonte]

Área revitalizada da Estação das Docas

A partir de 1995, iniciou o Movimento Orla Livre, que debate sobre a ocupação irregular das margens do rio Guamá e da Baia do Guajará, com 30 km de extensão, foi sendo apropriada por inúmeros portos, estancias e, palafitas desde o ciclo da borracha.[188] Lutando para o usufruto por parte da população com projetos urbanísticos de espaços de lazer e cultura, turismo, da valorização do patrimônio histórico e habitação com sustentabilidade, requalificando o ambiente urbano e modernização portuária (Plano de Gestão Integrada da Orla de Belém, Plano Diretor Urbano, Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS. Áreas de Preservação Permanente - APP).[189][190]

Neste sentido foram construídos, inicialmente: o complexo Ver-o-Rio - na antiga desembocadura do Igarapé das Almas[191] - que alia contemplação da natureza com contribuição econômica e amostra da cultura gastronômica.[192] a Praça Princesa Isabel e; a Vila da Barca, em um processo de valorização e apropriação de áreas na orla da cidade, seguindo a determinação do Estatuto da Cidade (lei 10 257/2001)[193] A atuação do Orla Livre intensificou-se durante os anos de 2012 a 2014, combatendo a implantação de vários projetos imobiliários residenciais às margens do rio Guamá e da Baía do Guajará, que são Áreas de Preservação Permanente (APP).[189]

No ano de 2000 outras iniciativas ganharam destaques, como: a Estação das Docas; armazéns de ferro do antigo porto construídos em 1902 administrado pela Companhia Docas do Pará (CDP), foram transformados em espaço de turismo, cultura e gastronomia,[188] (adicionando mais 540 metros de orla livre para a cidade), seguindo a tendência urbanística das cidades de Nova York e Buenos Aires;[188] o Parque Zoobotânico Mangal das Garças, resultado de uma intervenção, concluída em janeiro de 2005 próximo ao centro histórico, em uma antiga área alagadiça com extenso aningal de 40 mil m² às margens do Rio Guamá,[194] onde atualmente são registradas mais de 300 mil visitas ao ano, no espaço com restaurante, viveiro de aningas e borboletas,[195] macrorregiões florísticas do Pará; Portal da Amazônia.[194] cuja execução iniciou-se em dezembro de 2006, com intervenção territorial de 6 km de extensão ao longo do rio Guamá.[190]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Conforme o Plano Diretor Urbano de Belém (Lei 8 655),[92][151] uma subdivisão do bairro Universitário, classificada como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), estabelecida a partir da década de 1960 com a expansão urbana em direção à periferia, preparada para receber ações de urbanização e regularização fundiária.[92] Que a partir de 2013, recebeu ações do Programa Proinveste de melhoria no ordenamento espacial e na mobilidade urbana, com o prolongamento e duplicação de avenidas (Independência, João Paulo II, Perimetral da Ciênca) que ligam o centro da cidade ao municípios do interior.[196]

Em 2018, Belém possuía uma frota de 451 776 veículos no total, sendo 231 131 automóveis, 120 936 motocicletas, 18 800 motonetas, 29 167 camionetes, 18 342 camionetas, 8 859 caminhões, 3 814 ônibus, 2 097 micro-ônibus e 1 101 caminhões-trator, além de 10 440 outros tipos de veículos.[197]

O Aeroporto Internacional de Val-de-Cans em Belém fica a 12 km do centro da cidade, operando com a capacidade de atender a 2,7 milhões de passageiros ao ano, obtendo em 2007 um movimento operacional de 2 119 552 passageiros. Sendo responsável pelo incremento do turismo, escoamento da produção e captação de investimentos. Conta com uma arquitetura futurista, projetada para aproveitar a iluminação natural e tem seu interior ornamentado com plantas da região amazônica que se encontram em uma fonte que imita o barulho da chuva abundante na região. Possui estacionamento para aeronaves com 11 posições e 700 vagas para veículos.[198]

Saúde[editar | editar código-fonte]

A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (SESMA) é a gestora do Sistema Único de Saúde (SUS) em âmbito municipal, tendo as funções de elaborar, executar, monitorar e avaliar as políticas públicas de saúde, com cobertura descentralizada nos oito distritos administrativos e articuladas com o governo estadual e federal. O Plano Municipal de Saúde (PMS), referente ao Plano Plurianual de Governo (PPA) do quadriênio 2018-2021, é o instrumento norteador das ações e serviços locais de saúde, denominado Programações Anuais de Saúde (PAS).[199]

Desde 2020, a rede básica de saúde do SUS Municipal conta com dois hospitais Pronto Socorro, um Hospital de retaguarda, um hospital Geral no distrito de Mosqueiro, atendimento domiciliar com equipes de EMAD e EMAP, cinco UPAs, 107 ESF, onze NASF, 54 USF e 29 UBS (sendo nove com serviço de urgência). A rede de atendimento de doenças crônicas é composta pelos hospitais: Ophir Loiola, Universitário João de Barros Barreto, Santa Casa de Misericórdia do Pará, Gaspar Viana, Dom Luiz; Casa do Idoso.[199]

Em 2017, o município possuía uma taxa média de mortalidade infantil, entre menores de cinco anos de idade, de 13,55 óbitos para cada mil nascimentos, sendo registrados 19 409 nascidos vivos.[200]

Educação e ciência[editar | editar código-fonte]

Biblioteca Central Clodoaldo Beckmann, da Universidade Federal do Pará (UFPA)

Um estudo publicado pela revista Exame/Macroplan aponta Belém como a quarta pior capital do Brasil quando se trata de educação. O estudo baseia-se nos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mede a habilidade dos alunos em matemática, ciências e leitura.[201] Entre as capitais estaduais, Belém ocupa a 23º posição, com índice em educação de 0,369, ficando à frente apenas de Macapá, Porto Velho e Maceió.[201]

Em relação ao ensino superior, a Universidade Federal do Pará (UFPA) foi eleita a melhor universidade do estado e da região Norte em 2013, segundo o Índice Geral de Cursos.[202][203] Há seis universidades públicas ou institutos sediados em Belém, a saber: Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA),[204] Instituto Federal do Pará (IFPA),Universidade do Estado do Pará (UEPA), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).[205]

Belém possui algumas bibliotecas públicas, a saber: Biblioteca Central da Universidade Federal do Pará, Biblioteca Clara Galvão, Biblioteca Irmãos Guimarães, Biblioteca do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Biblioteca Municipal Avertano Rocha e Biblioteca Pública Arthur Vianna.[206]

Conforme o Plano Diretor Urbano de Belém (Lei 8 655),[92][151] os espaços institucionais se destacam no cenário do município, com maior concentração na parte sul, mas especificamente no bairro Universitário (distrito DAENT), classificada como Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA), vetado para fins habitacionais, destinadas as instituições de ensino e pesquisa que se estabeleceram partir da década de 1960 com a expansão urbana em direção à periferia,[92] a saber: Companhia de Pesquisa dos Recursos Minerais (CPRM); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental); Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa); Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); Universidade Federal do Pará (UFPA); Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa); Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte); Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá (PCT-Guamá);[92] Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP); Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi.[207]

REDECOMEP, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), com objetivo de implementar nas regiões metropolitanas brasileiras uma rede de fibra óptica unindo instituições de pesquisa e de educação superior.[208][209] Desde 2007, na região Metropolitana de Belém temos a ramificação Rede Metropolitana de Educação e Pesquisa Metrobel com uma extensão de 52 quilômetros.[209]

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Atual sede do jornal O Liberal, localizado no bairro do Marco.

Na área de telefonia, a cidade é reconhecido no serviço de "Discagem Direta a Distância (DDD) pelo código de área 91. O setor de comunicação em Belém e no Pará tem como principais atuantes dois conjuntos de empresas familiares (duopólio), a saber: A família Maiorana,[210] proprietária do conglomerado de mídia Grupo Liberal, composta pela emissora televisiva TV Liberal (retransmissora da Rede Globo),[211] rádios Liberal AM e FM, os jornais impressos O Liberal e Amazônia, e a empresa de eventos Bis Entretenimento; A família Barbalho,[210] proprietária do conglomerado de mídia Grupo Rede Brasil Amazônia, composta pela emissora televisiva RBA TV (retransmissora da Rede Bandeirantes),[211] das rádios Clube, 99FM e Diário FM e do jornal impresso Diário do Pará.[212][213] Também há outros jornais em menor circulação na cidade, entre eles o já descontinuado Província do Pará e o ainda existente, e independente Jornal Pessoal, do jornalista Lúcio Flávio Pinto.[214][215][216]

Outros veículos de comunicação em Belém são rádios, jornais impressos de menor circulação e emissoras televisivas, que em sua maioria atuam apenas como retransmissoras, sem a inserção de programação local, onde os canais abertos disponíveis são: Rede Cultura do Pará (TV Cultura), Boas Novas Belém (Boas Novas), SBT Pará (SBT), RecordTV Belém (RecordTV), TV Grão Pará (TV Gazeta), TV Metropolitana (Rede Brasil), Rede Vida, Record News, TV Ideal, TV Aparecida, TV Nazaré, TV Canção Nova, RIT, Rede Mundial, RedeTV! Belém (RedeTV!) e TV Novo Tempo. As transmissões digitais na região iniciaram em julho de 2009, com a emissora RBA TV (no padrão ISDB-TB, serviços de HDTV e one-seg).[217]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura e turismo de Belém

Música e dança[editar | editar código-fonte]

Banda Calypso durante o "Show da Emancipação", em 2009.
Gaby Amarantos foi a pioneira do gênero ainda como líder da Banda Tecno Show, em 2002.
Pinduca, música de carimbó

Devido sua posição geográfica estratégica, Belém foi rota de muitas companhias de navegação internacionais durante o Ciclo da Borracha, na década de 1950 ocorreu a "rede de difusão cultural transatlântica", que levou ao aparecimento das aparelhagens sonoras, das festas de gafieiras e dos cabarés, que contribuíram para a chegada da música afro-latino-caribenha (boleros e merengues) e início do circuito bregueiro na cidade[218] Os ritmos mais populares são o calypso, brega paraense, tecnobrega, carimbó e, a guitarrada.[219] Fortalecendo na década de 1970, quando as rádios populares de Belém começaram a captar sinais de países como Suriname, Guianas e Bolívia, difundindo a cúmbia, merengue, salsa, zouk, unificando tudo no gênero musical da lambada.[220]

Até o final da década de 1950, o carimbó era visto apenas como uma manifestação folclórica, sendo que nesse mesmo período a maioria dos compositores estavam nas cidades do interior paraense.[221] Após um período de proibição governamental no município de Belém (lei 1 028)[222][223] devido origem indígena e negra, o carimbó ressurgiu como um autêntico ritmo musical "amazônida parauara" (chamado também por “samba de roda do Marajó” e “baião típico de Marajó”),[224] e como uma das principais fontes rítmicas (matriz) de gêneros contemporâneos como o tecnobrega.[224]

O processo de popularização do carimbó ocorreu do interesse de setores estudantis e de classe média politizada,[225] envolvidos nos debates de experimentação estética e artística das décadas de 1960 (moderna música popular brasileira), inaugurado com o aparecimento da Bossa Nova e os movimentos antigolpe de 1964.[60][225] Em Belém, foram realizados vários eventos musicais até a década de 1970, como por exemplo: em 1967 o Festival de Música Popular Paraense; o festival da Casa de Juventude Católica (CAJU), e; em 1968/1969 uma série de festivais universitários,[60] gerando grupos folclóricos e bandas de baile, popularizando-se também nas rádios.

O carimbó sofreu influências, passando de tradicional para um ritmo moderno, com a adição de instrumentos elétricos (como a guitarra),[226] entrando assim no circuito cultural mais amplo da indústria regional, quando gravações em long play explodiram, assim como as apresentações na televisão e nas rádios,[227] levando alguns artistas a terem reconhecimento no cenário nacional e internacional.[225][228] A exemplo dos músicos compositores: Lucindo,[229] Pinduca, Arraial do Pavulagem, Cupijó e, Verequete.[230]

Na década de 1990 a lambada deu lugar a outros ritmos mais vendáveis nacionalmente, surgindo o brega pop (criação dos radialistas Jorge Reis, Rosenildo Franco e Marquinho Pinheiro para diferenciar o brega paraense).[220] Nomes como compositores Tonny Brasil, Kim Marques, Adilson Ribeiro, Alberto Moreno, Edílson Moreno, Wanderley Andrade e Nelsinho Rodrigues tornaram-se figuras conhecidas nas rádios.[220] Nessa época, produtores nas periferias da cidade passaram a gravar o brega e a lambada com batidas e melodias eletrônicas em CDs caseiros, que foram impulsionados pela venda em camelôs, transformando em sucessos no Norte e no Nordeste brasileiro ritmos como o tecnobrega, brega pop e o calypso.[231]

Em 2014, o ritmo carimbó tornou-se patrimônio Cultural Imaterial brasileiro, aprovado por unanimidade no IPHAN.[232][233][234] Esta expressão espalhou-se também pela Região nordeste do Brasil[230] nas últimas décadas. O dia 26 de agosto anualmente é celebrado como o Dia Municipal do Carimbó e foi instituído em 2004.[235]

Atrações e eventos[editar | editar código-fonte]

O início do carnaval paraense datam de 1695 a 1844, marcados pela celebração do entrudo trazido pelos colonizadores portugueses.[236] Seguido pelo pós-entrudo ou era do samba de 1844 a 1934, com baile de máscaras, batalha de confetes e, corso carnavalesco.[236] Ao contrário dos grandes centros urbanos brasileiros, Belém não possui uma tradição carnavalesca com desfile de agremiações.[237] Assim, para não coincidir com a Região Sudeste do país, os desfiles locais são realizados antes da data nacional, na Aldeia de Cultura Amazônica Davi Miguel, semelhante aos Carnavais de Vitória e Santos.[238]

Ao chegar o carnaval, a cidade esvazia, devido a maior parte da população se deslocar ao interior do estado do Pará para curtir os blocos carnavalescos,[237] com destaque aos municípios de Abaetetuba, Cametá, Colares, Curuçá, Vigia e, Tucuruí.[239] Mas em contrapartida, o festejo do carnaval inicia na primeira semana de janeiro, com o Pré-carnaval da Cidade Velha,[240] uma realização da Liga dos Blocos da Cidade Velha (LBCV),[241] com o circuito dos blocos guiados por trios elétricos concentrados na Avenida Almirante Tamandaré.[240] Em 2020, seis produtoras locais se uniram para realizar o Circuito Mangueirosa, projeto de entretenimento com objetivo de resgatar o Carnaval paraense durante o pré-carnaval e,[237] divulgar a diversidade musical da região,[237][242] incluindo 50 atrações, divididas em três etapas diárias: iniciando com a etapa Pitiú, atrações no palco aberto; seguido de um cortejo guiado por trio elétrico, chamado Revoada; finalizando com o Banzeiro, um festejo indoor pago.[237]

Patrimônio arquitetônico e espaços culturais[editar | editar código-fonte]

Casarões coloniais da rua Marquês de Pombal, na Cidade Velha.
Interior do Theatro da Paz

Em 1940, ocorreram os primeiros tombamentos do patrimônio arquitetônico (de valor histórico-cultural) realizados via Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reconhecendo a Coleção Arqueológica e Etnográfica, do Museu Paraense Emílio Goeldi,[134] que possui aspectos sobre a ocupação pré-colonial da Amazônia Oriental.[243] Em 1941, seguindo a proposta modernista de construção de uma identidade nacional, foram escolhidos os períodos colonial e o barroco como representes da arte e arquitetura brasileira, tombando neste sentido as seguintes igrejas: Sé, Carmo, São João Batista, Mercedários e, Santo Alexandre.[134][243]

Nas décadas de 1970 e 1980, os tombamentos completam alguns conjuntos arquitetônico do século XIX e XX, como: o Palacete Pinho; as avenidas José Malcher e Nazaré,[134] formado por sobrados azulejados, forma de moradia mais modesta;[243] o Ver-o-peso e áreas adjacentes, que inclui os mercados municipais e as praças Pedro II e do Relógio,[26][244] por conter um relógio inglês inaugurado em 1930 em homenagem a Antonio de Silveira Campos (revolucionário do Forte de Copacabana).[245]

Em 1981 foi tombado o Engenho Murutucu,[134] onde produziam cana-de-açúcar no século XVII.[246][247] Sendo na época uma obra de engenharia rural amazônida inovadora, contando com sistema de força por maré represada.[248] Destaca-se no local, a Capela Carmelita da Conceição de 1711,[247][249] cuja reforma foi realizada por Antônio Landi, que incorporou traços neoclássicos.[250][251]

A partir do ano 2000, o Instituto do Patrimônio protegeu algumas das principais manifestações culturais e/ou religiosas do estado,[243] como: o Círio de Nazaré (também patrimônio da humanidade na UNESCO) e, o Carimbó, ritmo e dança nortista.[243] Em 2012, foi a vez do conjunto arquitetônico dos bairros Cidade Velha e Campina e,[134][243] do Largo das Mercês e sua área de entorno, conhecido por Núcleo Histórico de Belém (ou Complexo Feliz Lusitânia),[26] na região leste da cidade, que concentra a maior parte do patrimônio[252] com mais de duas mil edificações tombadas, dentre: palacetes, palácios, sobrados e, casas comerciais.[26] Reconhecendo a importância e a dimensão do conjunto com toda a sua trajetória e transformações.[243] Contempla também a Catedral Metropolitana, igreja das Mercês, sede da prefeitura, praça Frei Caetano, Casa das Onze Janelas, Corveta Museu Solimões e Igreja de Santo Alexandre (Museu de Arte Sacra).[253]

Existem outras atrações turísticas em Belém, como:[254][255] a Basílica de Nazaré (1909), o bonde elétrico, Ver-o-Peso, Ver-o-Rio,[192][256] Palácio Antônio Lemos (1883);[257] Planetário Sebastião Sodré da Gama (1999); Praça Batista Campos (1904); Theatro da Paz (1878).[30]

Na década de 1950, iniciou o movimento regional e popular parauára "Raio Que o Parta" - predominantemente nos município de Belém, Cametá, e Soure - objetivando trazer a região as novidades da arquitetura modernista que ocorrerá no sudeste do Brasil[258] (os estilos Art Nouveau e Art Déco foram os antecedentes da arquitetura local) quando os mestres de obra e engenheiros civis tentaram modernizar as construções das residências burguesas ou edifícios públicos, inovando com a criação de mosaicos de azulejo nas fachadas (principalmente na platibanda).[258] O uso do azulejo era um material comum nas construções dos burgueses, mas tinha um valor elevado. Em contrapartida os cacos de azulejos que eram rejeitados nas obras, passaram a ser usado pela população carente, demonstrando ser possível ter modernidade com baixo custo e criatividade.[258] Na maioria das obras, os mosaicos formavam figuras geométricas com linhas semelhantes à raios, em referência às formas modernistas. Fazendo parte de uma "produção não oficial" que caracterizava a maioria das metrópoles do terceiro mundo, sendo assim tachado de modismo e não erudito.[258] Este também se manifestou por meio de outros elementos estéticos, como molduras de janelas com laterais inclinadas; pestanas protegendo portas e janelas; telhado inclinado para dentro do terreno; painéis em combongós cimentados ou esmaltados em cores fortes; apoio de marquises e coberturas com colunas em forma de "V"; em muretas e em contornos de jardineiras.[258]

Também há diversos museus no município, a saber: Corveta Museu Solimões, Museu das Onze Janelas (artistas do século XX), Museu da Primeira Comissão Demarcadora de Limites, Museu da Santa Casa de Misericórdia, Museu da Universidade Federal do Pará, Museu de Gemas do Pará, Museu de Artes de Belém, Museu de Arte do CCBEU, Museu de Artes Populares, Museu de Arte Sacra, Museu do Círio, Museu do Estado do Pará no Palácio Lauro Sodré;[257] Museu do Forte do Presépio, Museu do Judiciário, Museu Naval da Amazônia, Museu da Navegação e Museu do Porto de Belém.[135] O Parque Zoobotânico Museu Paraense Emílio Goeldi criado outubro de 1866, é a mais antiga instituição de pesquisas da Amazônia,[259] situado no centro urbano com uma área de 5,2 hectares.

Pintura[editar | editar código-fonte]

Uma tradição familiar tipicamente ribeirinha enriquece a cultura e embeleza os barcos da região, através dos artistas tipográficos Abridores de Letras, que batizam as embarcações pintando os nomes com uso de letras coloridas e decoradas,[260] para justamente chamar a atenção.[261] Assim em 2014, foi criado o projeto “Letras que Flutuam” na Universidade Federal do Pará via edital Amazônia Cultural, que identificou 41 pintores nos municípios de Belém, Barcarena, Abaetetuba, e Igarapé-Miri;[261][262] com o objetivo de conscientizar a nova geração a preservar e expandir para outras áreas essa tradição que está enfraquecida.[262]

A origem dessa arte tipográfica ocorreu em um intercâmbio gráfico, através de visualizações da arte nas embarcações entre os municípios ribeirinhos, onde o abridor de letras era influenciado ao ver a pintura de outros artistas durante as navegações.[262]

Culinária[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Culinária do Pará
A culinária da capital possui diversas comidas típicas regionais. Dentre elas, o tacacá (esquerda), que caracteriza-se como uma iguaria típica da cozinha amazônica, assim como a fruta do açaí (direita).

A Belém gastronômica é um caldeirão de misturas étnicas, segundo o filósofo José Arthur Gianotti - tem sabores africanos, portugueses, alemães, japoneses, libaneses, sírios, judeus, ingleses, barbadianos, espanhóis, franceses e italianos, que chegaram à capital se encantaram com a cozinha nativa indígena – verdadeiramente brasileira - aos poucos foram incorporando seus ingredientes.[263]

A forte influência indígena, criou pratos típicos como: pato no tucupi, tacacá, maniçoba, tucunaré cozido, caruru, normalmente acompanhados com jambu e farinha dágua,[12] entre outras delícias como o açaí. Há quem diga que o sabor dos peixes e das frutas é realmente diferente. Os elementos encontrados na região formam a base de seus pratos e o sabor das sobremesas que enriquecem a mesa paraense. Destacam-se: açaí, bacaba, cupuaçu, castanha-do-pará, bacuri, pupunha, tucumã, muruci, piquiá e taperebá.[264][265][266] Aproveitando essas peculiaridades, a região faz grande divulgação da culinária, sediando o Festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense e o Festival Internacional do Chocolate e Cacau Amazônia.[161]

O mais representativo prato típico do estado é degustar o vinho do açaí (versão pura da fruta) em uma cumbuca/tigela, com pouco açúcar (para não virar sobremesa), acompanhado de farinha d´água ou de tapioca e um elemento salgado e frito, como camarão, charque frito, peixe.[267][268] Este último muito encontrado nas barracas do Mercado Ver-o-Peso.[268] sendo escolhido símbolo da culinária através de voto popular durante o aniversário de 400 anos do município.[269]

Na cidade existe o restaurante Remanso do Bosque, um dos 50 melhores restaurantes da América Latina, sucesso devido um cardápio baseado em ingredientes típicos da Amazônia.[270][271]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Estádio do Pará (Mangueirão), durante o clássico jogo Re-Pa, com capacidade de 45 mil pessoas, sendo inaugurado em 1978.
Arena Guilherme Paraense (Mangueirinho), inaugurada em 2016, com capacidade para 12 mil pessoas.

Em Belém estão sediados os três principais clubes de futebol do Pará: Paysandu, Remo e Tuna Luso, conhecidos por sua rivalidade,[272] contabilizam 6 títulos nacionais, sendo: o Paysandu com dois títulos do Campeonato Brasileiro - Série B, uma Copa dos Campeões de 2002, Copa Norte e Copa Verde;[273][274] com o Remo com um Campeonato Brasileiro - Série C, três Copa Norte e um Campeonato Nacional Norte-Nordeste;[273][274] e a Tuna com um Campeonato Brasileiro - Série B e Série C.[275]

O Estádio Olímpico do Pará (conhecido por Mangueirão) projetado pelo arquiteto Alcyr Meira,[276][277] recebeu quatro jogos da seleção brasileira (1990, 1997, 2005 e 2011). Em 1999, obteve um público recorde de 65 mil pessoas na final do Campeonato Paraense entre Remo e Paysandu.[278][279]

Em 2002, Belém foi uma das quatro sedes brasileiras que receberam competições dos Jogos Sul-Americanos, sediando as disputas de Atletismo, natação, boxe e luta.[280]

Desde 2002, é realizado no Mangueirão o Grande Prêmio de Atletismo, quando em 2004 reuniu mais de 42 mil pessoas durante a apresentação dos atletas Maurren Maggi e Leonard Byrd, batendo recorde de público em competições na América do Sul.[281][282]

Belém também recebe a regata náutica Rallye Iles du Soleil ou Rallye Transamazone,[283] evento internacional anual que destaca o potencial turístico das cidades no percurso.[284]

Feriados municipais[editar | editar código-fonte]

Os feriados municipais de Belém incluem as seguintes datas: dia 2 de novembro, celebra a Sexta-feira Santa, e; dia 8 de dezembro, celebra a padroeira Nossa Senhora da Conceição (Lei 6 306 de 1967).[285] Além dos feriados, também o ponto facultativo com folga aos servidores que trabalham em órgãos públicos municipais, no dia 12 de janeiro, que celebra o aniversário de fundação do município.[286]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Por ter sua estrutura de ferro, o Mercado Ver-o-Peso era inicialmente conhecido como "Mercado de Ferro"
  2. Citado na segunda seção “Maranhão Taboa Segunda” do "Pequeno Atlas do Maranhão e Grão-Pará" do cartógrafo João Teixeira Albernaz I por volta de 1630. Posteriormente recebera outros nomes: Estrada de Bragança, avenida Tito Franco e atualmente avenida Almirante Barroso.[71]
  3. No período de 1981 à 2010: 18.5 °C a menor temperatura, registrada em 26 de agosto de 1984 e; 37.3 °C a maior temperatura, registrada em 12 de dezembro de 2003 - conforme pesquisa do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
  4. Faixa etária da população de Belém, conforme IBGE: 19 853 habitantes (1,37%) menores de 1 ano de idade; 185 363 habitantes (12,81%) de 1 a 9 anos; 119 561 habitantes (8,26%) de 10 a 14 anos; 980 878 habitantes (67,83%) de 15 a 64 anos; 87 543 habitantes (6,05%) de 65 a 99; e 201 habitantes (0,01%) com 100 anos ou mais.
  5. Estimativa populacional da Região Metropolitana de Belém (RMB), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 1950 - 242 000; 1955 - 303 000; 1960 - 378 000; 1965 - 477 000; 1970 - 601 000; 1975 - 726 000; 1980 - 827 000; 1985 - 966 000; 1990 - 1 129 000; 1995 - 1 393 000; 2000 - 1 748 000; 2010 - 2 335 000.

Referências

  1. «Cidade morena comemora 403 anos». Jornal O Liberal.com. Consultado em 21 de setembro de 2020 
  2. 11.01.20 7h00. «Mangueiras centenárias dão alimento e abrigo». Jornal O Liberal. Consultado em 21 de setembro de 2020 
  3. «Brasil, Pará, Belém, Panorama». Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2012 
  4. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  5. Atlas Geográfico do Brasil. «Capitais dos estados». Consultado em 14 de maio de 2012. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2018 
  6. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (15 de janeiro de 2013). «Áreas dos Municípios». Consultado em 10 de fevereiro de 2018. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2018 
  7. IBGE, IBGE (27 de agosto de 2021). «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de 2021» (PDF). ibge.gov.br. Consultado em 28 de agosto de 2021 
  8. a b «Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil - Belém». Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD. 2010. Consultado em 25 de dezembro de 2016 
  9. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2016». Consultado em 10 de fevereiro de 2018. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2019 
  10. a b c d e f g h i Celma Chaves e Ana Paula Claudino Gonçalves (28 de março de 2013). «O mercado público em Belém: arquitetura e inserção urbanística» (PDF). IV Colóquio Internacional sobre o comércio e cidade. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Consultado em 8 de março de 2018 
  11. «Lei orgânica do município de Belém». Prefeitura Municipal de Belém. Consultado em 5 de junho de 2020 
  12. a b c d e f g h i j Brönstrup,, Silvestrin, Celsi; Gisele,, Noll,; Nilda,, Jacks, (2016). Capitais brasileiras : dados históricos, demográficos, culturais e midiáticos. Col: Ciências da comunicação. Curitiba, PR: Appris. ISBN 9788547302917. OCLC 1003295058. Consultado em 30 de abril de 2017. Resumo divulgativo 
  13. a b c d Bol Listas (8 de janeiro de 2018). «Açaí, jambu e a Amazônia: 10 curiosidades sobre o Pará». Portal UOL. Consultado em 7 de março de 2018 
  14. a b André Lima (13/04/2013). "Queimadas na Amazônia Oriental em anos de Seca Extrema: fontes de combustível e propágulo de incêndios florestais" (PDF) ISBN 9788517-000669. . Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). XVI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Foz do Iguaçu, PR. Acessado em 22/02/2021.
  15. «Coordenadas Geográficas de Belém, Pará». Geógrafos Informações Geográficas. Consultado em 18 de setembro de 2020 
  16. «Distância Entre Belém e Brasília». Geógrafos. Consultado em 24 de fevereiro de 2021 
  17. a b «Belém: capital mais chuvosa do Brasil comemora 399 anos hoje». Somar Meteorologia. 12 de janeiro de 2015. Consultado em 19 de junho de 2015 
  18. a b c d e f g Anuário Estatístico do Município de Belém - 2011 (2011). «Caracterização do Território» (PDF). Prefeitura municipal de Belém. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  19. a b c d e Cidades Sustentáveis. «Indicadores de Belém, PA». Consultado em 24 de fevereiro de 2021 
  20. a b c d e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Cidades e Estados, Belém (PA)». Consultado em 24 de fevereiro de 2021 
  21. a b «Pará - Belém - Informações Completas». Ferramenta Cidades. IBGE. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  22. a b Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (30 de julho de 2013). «No Pará, apenas capital tem IDHM superior a média nacional». G1 Pará. Atlas do IDHM Pnud 2013. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  23. a b c d e f g h Simone de Oliveira Moura. «Fotografia e cidade: em busca do mundo almado» (PDF). Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP). Consultado em 14 de maio de 2018 
  24. a b «Programa de Saneamento Básico da Bacia da Estrada Nova (BR-L1369)». Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID. Avaliação Financeira e Orçamentária do Município de Belém - PA. 5 páginas. 2013. Consultado em 4 de maio de 2016 
  25. «Conheça Belém do Pará, Cidade sede do Evento». Congresso Brasieiro de Trauma Ortopédico. 2015. Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  26. a b c d Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. «Conjuntos Urbanos Tombados, Belém (PA)» 
  27. a b c Janete Marília Gentil Coimbra de Oliveira (1 de junho de 2007). «A verticalização nos limites da produção do espaço - Parâmetros comparativos entre Barcelona e Belém.». IX Coloquio Internacional de Geocrítica da UFPA. Consultado em 1 de outubro de 2015 
  28. «REGIC 2018: Campinas/SP, Florianópolis/SC e Vitória/ES passam a estar entre as 15 Metrópoles do país». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 25 de junho de 2020 
  29. «Regiões de Influência das Cidades 2018» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 25 de junho de 2020. Consultado em 25 de junho de 2020 
  30. a b «Página - IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  31. a b c d e «O Círio de Nazaré é a maior festa cristã do país». Gazeta do Povo. 6 de agosto de 2008. Consultado em 14 de maio de 2012 
  32. a b c d e f g «Brasil, Pará, Belém, História». Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2012. Consultado em 8 de março de 2018 
  33. «Círio de Nazaré, a festa da fé como comunhão solidária» (PDF). Programa de pós-graduação em teologia. Faculdade Jesuíta de Teologia. 2008. Consultado em 3 de julho de 2018 
  34. a b «Capitania do Grão-Pará». Atlas Digital da América Lusa. Consultado em 27 de dezembro de 2017 
  35. a b c d e f da Costa TAVARES, Maria Goretti (2008). «A Formação Territorial do Espaço Paraense». Universidade Federal do Pará (UFPa). Revista ACTA Geográfica nº 3 - Ano II. ISSN 1980-5772. doi:10.5654/actageo2008.0103.0005. Consultado em 4 de maio de 2016 
  36. «Veja como foi a fundação de Belém em 1616 e conheça sua história». G1 Pará. 9 de janeiro de 2016. Consultado em 4 de maio de 2016 
  37. «Histórico Belém do Pará». Ferramenta Cidades. IBGE. 2015. Consultado em 4 de maio de 2016 
  38. a b «Pesquisa e exploração dos aromas amazônicos». Com Ciência. Consultado em 21 de abril de 2012 
  39. «A formação territorial do espaço paraense: dos fortes à criação de municípios» 
  40. a b Célia Cristina da Silva Tavares (2006). "A escrita jesuítica da história das missões no Estado do Maranhão e GrãoPará (século XVII)" (pdf) . Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). XII Encontro Regional de História. Acessado em 21/09/2020.
  41. José Manuel Azevedo e Silva. "O modelo pombalino de colonização da amazónia" (pdf) . Universidade de Coimbra. Acessado em 21/09/2020.
  42. Luiza Moretti. Atlas Digital da América Lusa, ed. «Grão-Pará e Maranhão». Consultado em 18 de outubro de 2021 
  43. a b c Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. «Ver-o-Peso (PA)». Complexo arquitetônico e paisagístico Ver-o-Peso 
  44. a b «Mercado de carne vai sair em duas etapas». Diário do Pará. Consultado em 27 de fevereiro de 2018 
  45. a b Andrea de Cássia Lopes Pinheiro (2015). «Caracterização e Quadros de Análise Comparativa da Governança Metropolitana no Brasil: arranjos institucionais de gestão metropolitana» (PDF). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Governo do Brasil. Consultado em 9 de março de 2018 
  46. João Marcio Palheta da Silva e Christian Nunes da Silva. «O traçado da primeira légua patrimonial (LPLP) e da linha de preamar média (LPM) de 1831 da cidade de Belém». Consultado em 9 de março de 2018 
  47. «Pará também nasceu de uma divisão». Jornal Diário do Pará 
  48. «A formação territorial do espaço paraense: dos fortes à criação de municípios». Consultado em 20 de outubro de 2015 
  49. Monteiro, Glauce (2008). «Adesão do Pará à Independência, uma revolução sem mudanças». Universidade Federal do Pará. Consultado em 21 de setembro de 2020 
  50. Monteiro, Glauce (14 de agosto de 2017). «Pesquisadora da UFPA explica a história do feriado de 15 de agosto». Universidade Federal do Pará. Consultado em 21 de setembro de 2020 
  51. Monteiro, Glauce (15 de agosto de 2017). «15 de agosto: adesão do Pará à independência do Brasil». ZÉ DUDU. Consultado em 21 de setembro de 2020 
  52. Isabela Azevedo (3 de maio de 2017). Agência Brasil, ed. «Na Trilha da História: Revolução dos Cabanos questionava independência sem direito à justiça social». Consultado em 18 de outubro de 2021 
  53. Ferreira da Silva, Tiago (18 de dezembro de 2009). «Cabanagem (1835-1840) - Revolta do Período Regencial». Portal História Brasileira. História Brasileira. Consultado em 2 de janeiro de 2017 
  54. Magda Ricci (2007). «Cabanagem, cidadania e identidade revolucionária: o problema do patriotismo na Amazônia entre 1835 e 1840». Consultado em 18 de outubro de 2021 
  55. a b «Como o ciclo da Borracha levou prosperidade para o norte do Brasil». Conhecimento Científico. 26 de novembro de 2018. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  56. «Brasil, Pará, Belém, História». Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2012. Consultado em 8 de março de 2018 
  57. da Fonseca Palha, Bárbara (2011). Escravidão negra em Belém: mercado, trabalho e liberdade (1810-1850) (Tese de pós-graduação). Universidade Federal do Pará - UFPA. Consultado em 15 de março de 2021 
  58. a b «Cine Olympia comemora 103 anos com programação especial em Belém». G1 Pará. Pará. 21 de abril de 2015. Consultado em 10 de outubro de 2017 
  59. a b c d «Uma viagem no tempo pela Belém da Belle Époque - UFPA». Universidade Federal do Pará. 17 de julho de 2013. Consultado em 21 de maio de 2018 
  60. a b c d «Mercado Ver-O-Peso de Belém escolhido uma das Sete Maravilhas Brasileiras». Partido Trabalhista Brasileiro. Consultado em 3 de março de 2021 
  61. «Reforma do Ver-o-Peso é urgente e necessária ao turismo e cultura de Belém». Rede Pará. Consultado em 3 de março de 2021 
  62. Daniel Ribeiro. «Mercado Ver-o-Peso, em Belém, ganha vida de madrugada». UOL Viagem. Consultado em 11 de agosto de 2013 
  63. Mayara Maciel (3 de junho de 2015). «Plantas Aromáticas do Ver-o-Peso». Museu Goeldi. Consultado em 11 de julho de 2015 
  64. «Belém, já são quase 400 anos de história». Diário do Pará Online. Consultado em 27 de março de 2014 
  65. a b G1 Pará. «Conheça as belezas e as histórias do município de Santa Izabel do Pará». Consultado em 15 de março de 2018 
  66. «História - município de Marituba - Pará». Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social do Pará. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  67. a b «Baía de Guajará : Mercado Ver-o-Peso : Belém (PA)». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 8 de março de 2018 
  68. a b «Mercado Ver-o-Peso, Belém, Pará». Basilio Fundaj. Consultado em 10 de novembro de 2017 
  69. «Palacete Azul (Belém, PA)». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Consultado em 17 de setembro de 2020 
  70. a b Paula Vanessa Luz de Abreu (2006). «A morfologia do plano de expansão da cidade de Belém e a estrutura fundiária do município no século XIX». Programa de Pós-graduação em arquitetura e urbanismo. Universidade Federal do Pará. Consultado em 15 de março de 2018 
  71. De Souza, Renata Durans Pessoa (2016). «A área de expansão de Belém: Um espaço de múltiplas vivências» (PDF). Programa de Pós-graduação em arquitetura e urbanismo da UFPa. Consultado em 22 de agosto de 2017 
  72. Capistrano de Abreu. «Os caminhos antigos e o povoamento do Brasil». História do Brasil. Organização Consciência. Consultado em 15 de março de 2018 
  73. Sara Concepción C. Centurión (2014). «Rastros indígenas» (PDF). Universidade Federal do Pará. Consultado em 15 de março de 2018 
  74. Quaresma, Luis Augusto Barbosa; Maia, Maíra Oliveira (2019). «A Estrada de Ferro Belém-Bragança (EFB): memórias e usos para além da integração1». Revista Iberoamericana de Turismo- RITUR. doi:10.2436/20.8070.01.117. Consultado em 15 de março de 2021 
  75. a b c d e f Bernardo Mesquita e Renato Mattiusso Alves (2015). «A repressão na história do carimbó no Pará». ANAIS VII ENABET 2015. Universidde de são Paulo (USP). Consultado em 12 de março de 2018 
  76. a b da Costa, Tony Leão (2011). «Carimbó e Brega: Indústria cultural e tradição na música popular do norte do Brasil». Revista Estudos Amazônicos, vol. VI, nº 1, pp. 149-177. Consultado em 14 de agosto de 2017 
  77. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Boulevard Castilhos França : Belém (PA)». Biblioteca Catálogo On-line 
  78. INRC Ver-o-Peso e Iphan Pará. «O Mercado e a Cidade de Belém, um pouco da história do Ver-O-Peso». Ver-o-histórico. UFPa. Consultado em 27 de fevereiro de 2018 
  79. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Boulevard Castilhos França : Belém (PA)». Biblioteca Catálogo On-line 
  80. Oswaldo Gama Neto (2016). Universidade Federal do Pará, ed. «Arborização urbana em Belém: um diálogo entre tempos» (PDF). Consultado em 18 de outubro de 2021 
  81. «Leilão livros colecionismo». Felipe A. Fidanza. Leiloeiro Público. 29 de novembro de 2012. Consultado em 15 de maio de 2018 
  82. «Álbum de Belém». 29 de novembro de 2012 
  83. «Cine Olympia, em Belém, comemora 100 anos». Planeta Tela. Consultado em 10 de novembro de 2017 
  84. «Livro conta a história de patrimônios culturais». Diário Online - Pará (em inglês). Consultado em 21 de novembro de 2017 
  85. a b c Rodrigues, Venize Nazaré Ramos (26 de julho de 2013). «Umarizal das vacarias aos espigões. (Belém 1950/2000)» (PDF). XXVII Simpósio Nacional de História. Bairro e Memória. Consultado em 5 de novembro de 2018 
  86. a b «Os bairros de Belém». O Pará nas Ondas do Rádio. Universidade Federal do Pará. Consultado em 20 de julho de 2017 
  87. a b c d Pimentel, Márcia Aparecida da Silva; Santos, Viviane Corrêa (2012). «A ocupação das várzeas na cidade de Belém: Causas e consequências socioambientais.» Especial, v. 2 ed. Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Revista Geonorte (4): 34 à 45. ISSN 2237-1419. Consultado em 9 de agosto de 2017 
  88. a b c Donato, Alexandre Valente Moreira; de Oliveira, Janete Marília Gentil C. «Produção de condomínios fechados e especulação imobiliária na rodovia Augusto Montenegro» (PDF). Encontro Nacional de Geógrafos. ISSN 2176-1213. Consultado em 20 de julho de 2017 
  89. a b c De Souza, Renata Durans Pessoa (2016). «A área de expansão de Belém: Um espaço de múltiplas vivências» (PDF). Programa de Pós-graduação em arquitetura e urbanismo da UFPa. Consultado em 22 de agosto de 2017 
  90. Soares, Antonio Carlos Lobo (2009). «IMPACTOS DA URBANIZAÇÃO SOBRE PARQUES PÚBLICOS: ESTUDO DE CASO DO PARQUE ZOOBOTÂNICO DO MUSEU GOELDI (BELÉM – PA)» (PDF). Programa de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Urbano. Consultado em 20 de julho de 2017 
  91. Donato, Alexandre Valente Moreira; de Oliveira, Janete Marília Gentil C. «PRODUÇÃO DE CONDOMÍNIOS FECHADOS E ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA NA RODOVIA MÁRIO COVAS, REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM.». Encontro Nacional de Geógrafos. Consultado em 20 de julho de 2017 
  92. a b c d e f g h Barbosa, Jacilino Estumano (18 de abril de 2012). «O uso do solo na cidade universitária, Contribuições para o ordenamento de espaços institucionais em Belém (PA)». Universidade Federal do Pará (UFPa). Revista GeoAmazônia. Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia: 72. ISSN 1980-7759. doi:10.17551/2358-1778/geoamazonia. Consultado em 14 de março de 2018. Resumo divulgativo 
  93. a b «Informações para gestão territorial, diagnóstico do potencial turístico» (PDF). Programa de integração mineral em municípios da Amazônia. Ministério de Minas e Energia do Brasil. 1998. Consultado em 5 de novembro de 2016 
  94. «Dados Gerais: Limites». City Brazil. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  95. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2018 
  96. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  97. Vitor Oliveira França, Julia Celia Mercedes Strauch, Cesar Ajara (2014). «Método dasimétrico inteligente: uma aplicação na mesorregião metropolitana de Belém». Revista Brasileira de Cartografia. Laboratório de Sistemas de Informações Espaciais (LSIE) da Universidade de Brasília (UNB). ISSN 1808-0936. Consultado em 13 de março de 2018 
  98. «Análise da distribuição espaço-temporal da chuva, na Mesorregião Metropolitana de Belém-Pará». Revista Caminhos de Geografia. Instituto de Geografia Universidade Federal do Pará. 2017. ISSN 1678-6343. Consultado em 13 de março de 2018 
  99. «Mesorregião Metropolitana de Belém». ATLAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO NAS REGIÕES METROPOLITANAS BRASILEIRAS. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Consultado em 13 de março de 2018 
  100. a b c «Iconografia histórica e a geologia no centro histórico de Belém do Pará». Grupo de Mineralogia e Geoquímica Aplicada - GMGA. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  101. «A Capital Belém». Welcome Brasil Org. Consultado em 27 de março de 2014 
  102. NINNI, Karina (22 de março de 2010). Abundância problemática. Caderno Planeta. Jornal O Estado de S.Paulo
  103. «Classificação das Cidades». Ancestralidade Africana. 31 de agosto de 2013. Consultado em 24 de março de 2014 
  104. a b c d Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «Estação: BELÉM (82191)». Consultado em 13 de novembro de 2020 
  105. a b c INMET (1979). «Normais Climatológicas do Brasil (1931-1960)» 2 ed. Rio de Janeiro. Consultado em 13 de novembro de 2020 
  106. a b c d Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «Normais Climatológicas do Brasil no Período de 1981 à 2010». Consultado em 24 de fevereiro de 2021 
  107. a b c INMET. «Banco de dados meteorológicos». Consultado em 13 de novembro de 2020 
  108. Correa, Homero Vilar (10 de agosto de 2014). «A representação social de áreas verdes em cidades: o caso bosque rodrigues alves - jardim botânico da amazônia». Revista Margens Interdisciplinar (11): 70–88. ISSN 1982-5374. doi:10.18542/rmi.v8i11.3243. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  109. 23.11.19 12h00. «Bosque Rodrigues Alves é patrimônio nacional e riqueza local». O Liberal. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  110. «Prefeitura Municipal de Belém: Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves festeja 128 anos». belem.pa.gov.br. 2012. Consultado em 20 de março de 2012 
  111. Lueni Pantoja Souza (2016). "O bosque rodrigues alves como patrimônio cultural: o processo de urbanização de belém e a (res) significação da paisagem urbana" (PDF) ISBN 978.85.99907.07-8. . XVIII Encontro Nacional de Geógrafos.
  112. «Área de Proteção Ambiental da Região Metropolitana de Belém». Consultado em 5 de junho de 2020 
  113. «Lei Ordinária 8 489/2005 de Belém, Sistema de Meio Ambiente do Município de Belém». Leis Municipais. Consultado em 5 de junho de 2020 
  114. a b Arthur Nunes, Giovanni (13 de abril de 2020). «A importância das cooperativas de reciclagem». TV Liberal. Consultado em 9 de junho de 2020 
  115. «Separando o Lixo, associação de catadores de Belém ajudam famílias a garantirem trabalho e renda mantendo a cidade limpa». Agência Belém. Consultado em 9 de junho de 2020 
  116. «IBGE Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  117. a b «Brasil tem mais de 206 milhões de habitantes, segundo o IBGE». Globo Comunicação. Economia. 30 de agosto de 2016. Consultado em 28 de dezembro de 2016 
  118. a b c «IBGE divulga as estimativas populacionais dos municípios em 2015». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 28 de agosto de 2015. Consultado em 28 de agosto de 2015 
  119. «Censo demográfico 2010 - Belém». Ferramentas Cidades IBGE. Consultado em 25 de dezembro de 2016 
  120. «Nota técnica - Estimativas da população dos municípios brasileiros com referência em 1 de julho de 2014» (PDF). São Paulo: IBGE. 1 de julho de 2014. Consultado em 8 de maio de 2015 
  121. «Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil - Belém». Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 25 de dezembro de 2016 
  122. «Cidade de Belém - Aspectos econômicos e sociais». Sua Pesquisa. Consultado em 24 de fevereiro de 2015 
  123. «Belém». Portal A-Brasil. Consultado em 21 de abril de 2012 
  124. «Palmas é a 2ª melhor capital do norte em qualidade de vida». Portal Amazônia. Consultado em 18 de dezembro de 2007 
  125. «Revisitando a ancestralidade genética dos brasileiros usando marcadores AIM». doi:10.1371/journal.pone.0075145&representation=pdf 
  126. «Geografia de Belém». Ache Tudo e Região. Consultado em 27 de março de 2014 
  127. «Estudos apontam que Belém é a capital com mais mortes violentas no Brasil». G1 Pará. 18 de junho de 2018. Consultado em 18 de setembro de 2020 
  128. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) (2019). "Atlas da Violência - Retratos dos homicídios nos municípios brasileiros" (PDF) . Ministério da Economia. Acessado em 16/09/2020.
  129. «A intolerância emerge contra a religião de matriz africana em Belém». Amazônia Real. 9 de janeiro de 2019. Consultado em 10 de março de 2021 
  130. Campelo, Marilu Márcia Campelo; de Luca, Taissa Tavernard (2007). «As duas africanidades estabelecidas mo Pará» 4 ed. ISSN 1981-1225. Consultado em 10 de março de 2021. Resumo divulgativoRevista Aulas, Dossiê Religião 
  131. Lima, Flávia (22 de novembro de 2019). «Religiões de matriz africana pedem mais tolerância e respeito». Câmara Municipal de Belém. Consultado em 10 de março de 2021 
  132. G1 Pará (12 de outubro de 2014). «Milhares de fiéis acompanham procissão do Círio de Nazaré no PA». Grupo Globo. Consultado em 1 de agosto de 2015 
  133. Dossiê Iphan, Círio de Nazaré. [S.l.]: IPHAN. 2004. pp. 48 50 
  134. a b c d e f Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). «Bens tombados e processos de tombamento em andamento - Pará (atualização: 17/11/2017)» (PDF). Consultado em 19 de abril de 2018 
  135. a b «Cultura Pará - Museus e Galerias». Cultura Pará. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  136. «Santuário de Fátima». Foursquare (em inglês). Consultado em 21 de setembro de 2020 
  137. «Igreja do Carmo». Carmo Belém. Consultado em 21 de setembro de 2020 
  138. a b c Mensageiro da Paz. «Os primeiros passos da Assembleia de Deus no Brasil». Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD. Consultado em 27 de julho de 2015 
  139. Favretto, Angélica (26 de abril de 2017). «Quais são e qual o perfil das 10 igrejas evangélicas mais numerosas do Brasil». Gazeta do Povo. Consultado em 19 de janeiro de 2021 
  140. Pereira, José. dos Reis, ed. História dos Batistas do Brasil 1882-1981. Rio de Janeiro: Juerp 
  141. a b c Henrique Veltman (2005). «Os hebraicos da Amazônia» (PDF). Comitê israelita do Amapá. Consultado em 4 de outubro de 2015 
  142. Nogueira, Dina Paula Santos (1 de janeiro de 2015). «Identidade e Tradição: Um estudo sobre as mulheres da Comunidade Judaica de Manaus» (PDF). Consultado em 9 de setembro de 2015 
  143. Pará, Diário do (1 de março de 2014). «Centro Islâmico Cultural é inaugurado». Jornal Diário do Pará. Consultado em 21 de setembro de 2020 
  144. a b «História, a comunidade Judaica no Brasil». Confederação Israelita do Brasil - Conib. Consultado em 3 de junho de 2020 
  145. a b Benveniste, Liliana; Benveniste, Marcelo (12 de janeiro de 2017). «Belém do Pará, primeira comunidade judaica no Brasil República.». eSefarad. Consultado em 3 de junho de 2020 
  146. «Sinagogas na floresta: judeus na Amazônia». Guia do Estudante Abril. Consultado em 27 de março de 2014 
  147. a b Kickhofel, Oswaldo. "Apontamentos de História da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil". Centro de Estudos Anglicanos. s/d. Página visitada em 6 de julho de 2015.
  148. a b c d e f g h i j k l Estatística Municipal de Belém (PDF). Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará. [S.l.]: Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças do Pará. 2011. pp. 10–11 
  149. a b Câmara Municipal de Belem - CMB (2002). «Lei 8160/02 | Lei nº 8160 de 02 de setembro de 2002». Lei Orgânica do Município de Belém. Jusbrasil. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  150. «MUNICÍPIO DE BELÉM». Cidade Brasil. Consultado em 27 de março de 2014 
  151. a b c d Farias, Rosa Sulaine Silva (2004). Planejamento e gestão participativos em Belém-PA: o congresso da cidade 2001-2004 (PDF). [S.l.]: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Consultado em 2 de maio de 2018 
  152. «Determinantes do Aleitamento Materno no Município de Belém - Pará» (PDF). Congresso CONNEPI IFAL. Consultado em 27 de março de 2014 
  153. Plano Municipal de Turismo de Belém 2020 (PDF). Belém: Coordenadoria Municipal de Turismo – BELEMTUR. 2020. p. 16 
  154. a b c Pinheiro, Andréa. «A questão habitacional na Região Metropolitana de Belém» (PDF). Organização Habitare. Consultado em 6 de novembro de 2018 
  155. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. «História de Belém do Pará». Coordenadoria Municipal de Turismo - BelémTur. Consultado em 19 de janeiro de 2021 
  156. Jornal o Globo (28 de agosto de 2015). «Lar de ribeirinhos, ilhas de Belém oferecem atrações turísticas pouco exploradas» 
  157. «Icoaraci (PA), artesanato marajoara e sabor amazônico». Infonet. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  158. Comunidade do distrito do Icoaraci mantém viva a cultura da cerâmica marajoara - G1 Pará - Vídeos - Catálogo de Vídeos - Catálogo de Vídeos, consultado em 17 de setembro de 2020 
  159. a b c Wandscheer, Elvis Albert Robe; Medeiros, Rosa Maria Vieira (2012). «Agricultura urbana em Belém do Pará: atividade produtiva, dinâmicas, socioeconômicas e organização espacial». Geo UERJ - Ano 14, v. 1 (23): 192 à 222. ISSN 1415-7543. Consultado em 22 de março de 2017 
  160. a b c Silva, Denise (6 de setembro de 2017). «Projeto Agrovárzea implanta viveiro em propriedade rural na APA Metropolitana de Belém». Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor). Consultado em 4 de maio de 2018 
  161. a b c d e f g «Lar de ribeirinhos, ilhas de Belém oferecem atrações turísticas pouco exploradas». O Globo. 28 de agosto de 2015 
  162. a b c Roberta Corrêa (4 de março de 2016). «Prefeitura propõe plano de desenvolvimento para a agricultura familiar ribeirinha». Prefeitura de Belém. Consultado em 15 de maio de 2018 
  163. a b c d Araújo, Osny (7 de fevereiro de 2015). «Mulheres se destacam na produção do açaí nas ilhas do Pará». Amazônia na Rede e EBC. Consultado em 5 de julho de 2018 
  164. a b c d Lopes, Iolanda (3 de fevereiro de 2015). «Mulheres se destacam na produção do açaí das ilhas de Belém». Revista Pará Mais. Consultado em 5 de julho de 2018 
  165. a b «Em Belém, colheita de açaí é liderada por mulheres na região das ilhas». Globo Comunicação. G1 Pará. 10 de março de 2015. Consultado em 3 de julho de 2018 
  166. Oliveira, Sidney. «Mulheres assumem o comando na produção de açaí em ilha do Pará». Ciência e Saúde. Consultado em 5 de julho de 2018 
  167. de Queiroz, Silvaneide Santos (2015). «Dinâmica econômica e social na Amazônia rural: o Protagonismo do Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém - MMIB». Sistema de Bibliotecas da Unicamp. Faculdade de Engenharia Agrícola - FEAGRI UNICAMP. Consultado em 5 de julho de 2018 
  168. «Mulheres transformam sonho em renda na ilha de Cotijuba, no Pará». Amazônia Real. 11 de outubro de 2017. Consultado em 5 de julho de 2018 
  169. «Movimento das Mulheres das Ilhas de Belém lança site de vendas de biojóias». Instituto Peabiru. 30 de junho de 2016. Consultado em 5 de julho de 2018 
  170. a b c d «Lista de Shopping Centers». Associação Brasileira de Shopping Centers - ABRASCE. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  171. PA, Do G1 (30 de dezembro de 2012). «Veja o horário de funcionamento de estabelecimentos nesta segunda». G1 Pará. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  172. Online, DOL-Diário. «Inauguração do Boulevard Shopping». Jornal Diário do Pará. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  173. «Ver-o-Peso é eleito símbolo dos 400 anos de Belém». Belém 400 anos. G1 Pará. 23 de dezembro de 2015. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  174. «Cartão postal de Belém, mercado do Ver-o-peso inspira fotógrafos». G1 Pará. Portal G1 Globo. Consultado em 22 de março de 2018 
  175. «PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM». Prefeitura Municipal de Belém. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  176. a b c Redação (21 de maio de 2013). «Belém: Mercado de São Brás completa 102 anos». Amazônia na Rede 
  177. «São José, espaço para sempre liberto». Agência Pará de Notícias. Consultado em 5 de março de 2021 
  178. «História». Espaço São José Liberto. Consultado em 5 de março de 2021 
  179. Governo do Pará. «Hangar, Centro de Convenções da Amazônia». Paraturismo. Consultado em 22 de junho de 2016 
  180. Governo do Pará. «Hangar - Centro de Convenções da Amazônia». Overmundo. Consultado em 22 de junho de 2016 
  181. «Hangar, Centro de Convenções e Feiras da Amazônia». OverMundo. Consultado em 21 de abril de 2012 
  182. «Case da Paratur e Belém Convention Bureaux é premiado pela ADVB». uruatapera.com. Consultado em 5 de março de 2021 
  183. «O Destino é Belém do Pará». Belém Convention & Visitors Bureau. Consultado em 27 de março de 2014 
  184. «Leituras obrigatórias para aula 23/3/20: captação de eventos, e; Turismo de eventos e sazonalidade». Escola de Turismologia da UniRio. Consultado em 5 de março de 2021 
  185. «Bate-Papo com Michel Pinho». SESC São Paulo. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  186. «TURISMO E LAZER». Prefeitura Municipal de São Sebastião da Boa Vista. Consultado em 27 de março de 2014 
  187. do Turismo, Ministério (2010). Caderno de viagem (PDF). Projeto Caravana Brasil. [S.l.]: Embratur 
  188. a b c «Reforma de armazéns cria área turística». Folha de S.Paulo. 16 de maio de 2000. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  189. a b Magalhães, Rafael Caldeira. Resistência e utopia em Belém: relações teóricas entre o saneamento básico e o espaço urbano (PDF). [S.l.]: Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR) 
  190. a b Ponte, Juliano Pamplona Ximenes (31 de maio de 2006). «Sustentabilidade, desenvolvimento e planejamento urbano: reconfiguração de margens fluviais em Belém (PA)». Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (1). 27 páginas. ISSN 2317-1529. doi:10.22296/2317-1529.2006v8n1p27. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  191. «Terminal Petroquímico de Miramar, Nicolau Bentes Gomes». Companhia Docas do Pará (CDP). Consultado em 2 de maio de 2018 
  192. a b Gomes, Andre (28 de Junho de 2017). «Estudo analisa a sustentabilidade do espaço "Ver-o-Rio" na orla de Belém». Universidade Federal do Pará (UFPa). Consultado em 2 de maio de 2018 
  193. Vargas, Heliana Comin; de Castilho, Ana Luisa Howard (2015). Intervenções em centros urbanos: Objetivos, estratégias e resultados. Google Livros: Manole. ISBN 9788520437681 
  194. a b «História do Mangal das Garças». Consultado em 17 de setembro de 2020 
  195. «Mangal das Garças tem movimento bom no primeiro final de semana após reabertura». Agência Pará de Notícias. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  196. «Duplicação da avenida perimetral». Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (SEDOP). Resumo de obras. Consultado em 14 de março de 2018 
  197. «Frota de veículos 2018». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  198. «Cidade». Feincartes - Feira Internacional de Artesanato e Decoração. Consultado em 27 de março de 2014 
  199. a b Secretaria Municipal de Saúde (2017). Plano Municipal de Saúde (PMS) de Belém 2018-2021 (PDF) (Relatório técnico) 
  200. Ministério da Saúde DATASUS. «Taxa de mortalidade infantil, Belém (Pará)». Ferramenta Cidades - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Consultado em 2 de fevereiro de 2021 
  201. a b «Educação de Belém é uma das piores do Brasil». Diário do Pará. 7 de maio de 2017. Consultado em 9 de junho de 2020 
  202. Camila Pati (23 de dezembro de 2014). «As melhores universidades do Brasil, segundo o MEC». Info Exame. Consultado em 16 de outubro de 2015 
  203. Flávia Foreque, Daniela Mercier e José Marques (19 de dezembro de 2014). «Veja a avaliação das faculdades do país em 2013». Folha de S.Paulo. Consultado em 16 de outubro de 2015 
  204. UFOP participa do Projeto Rondon. Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP: [s.n.] 19 de julho de 2012 
  205. Revista Pará Mais (20 de janeiro de 2021). «Instituições superiores de ensino no Pará não alcançam nota máxima do Índice Geral de Cursos" (IGC), no entanto a nota 4 foi obtida por sete instituições, veja o ranking». Consultado em 22 de janeiro de 2021 
  206. «Biblioteca Arthur Vianna». Fundação Cultural do Estado do Pará. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  207. «Museu Paraense Emílio Goeldi altera salários de concursos para 20 vagas». G1 São Paulo. 27 de julho de 2012. Consultado em 18 de fevereiro de 2021 
  208. «REDECOMEP». Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC-UFPA). 4 de novembro de 2016. Consultado em 18 de fevereiro de 2021 
  209. a b «Metrobel - Metrobel». Ponto de Presença (PoP) RNP no Pará. Consultado em 18 de fevereiro de 2021 
  210. a b «Maiorana vs Barbalho: a caça ao poder no Pará». PORTAL DIÁRIO DO AÇO. Diário do Aço. 31 de julho de 2007. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  211. a b Pinto, Lúcio Flávio (6 de outubro de 2009). «Quem é o pioneiro?». Tv em Questão. Observatório da Imprensa. ISSN 1519-7670. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  212. Brasil, Kátia (13 de maio de 2016). «Profissão jornalista: a greve nas empresas da família Barbalho que mudou o jornalismo no Pará». Economia e Negócios. Amazônia Real. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  213. Netília Silva dos Anjos Seixas (2016). "Os jornais de Belém e as manifestações políticas relativas ao governo Dilma Rousseff" (PDF) . Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). XXXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo. Acessado em 08/02/2021.
  214. «Pela sobrevivência do Jornal Pessoal, de Lúcio Flávio Pinto - Portal dos Jornalistas». Portal dos Jornalistas. Consultado em 7 de junho de 2017 
  215. «Lúcio Flávio Pinto e o Jornal Pessoal: 25 anos de resistência». Sul21. 4 de fevereiro de 2013 
  216. «"Jornal Pessoal": a saga de um repórter solitário na Amazônia». Ricardo Kotscho. 2 de dezembro de 2016 
  217. «Sinal digital por todo o país». Set Portal. 4 de dezembro de 2009. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  218. Farias, Bernardo (2011). «O Merengue na formação da música popular urbana de Belém do Pará: Reflexão sobre as conexões Amazônia-Caribe». Universidde Federal da Bahia (UFBA). Revista Brasileira do Caribe. 11 (22): 227-265. ISSN 1984-6169. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  219. «MÚSICA, deixe-se encantar pelos nossos ritmos». Conheça o nosso Pará. Governo do Estado do Pará. Consultado em 12 de março de 2018 
  220. a b c Box1824 (10 de abril de 2018). «Vanguarda musical do Pará: história e contemporaneidade». Medium (em inglês). Consultado em 1 de junho de 2020 
  221. Costa, Tony Leão da (2008). Música do Norte (PDF). Intelectuais, artistas populares, tradição e modernidade na formação da “MPB” no Pará (anos 1960 E 1970) (Tese de Mestrado em História Social). Belém: Universidade Federal do Pará. 242 páginas 
  222. Gabbay, Marcello M. (2010). «Representações sobre o carimbó: tradição versus modernidade» (PDF). Intercom. IX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Norte. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  223. da Costa, Tony Leão (2011). «Carimbó e Brega: Indústria cultural e tradição na música popular do norte do Brasil» (PDF). Revista Estudos Amazônicos, vol. VI, nº 1, pp. 149-177. Consultado em 14 de agosto de 2017 
  224. a b Gabbay, Marcello M. (2010). «Representações sobre o carimbó: tradição versus modernidade» (PDF). Intercom. IX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Norte. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  225. a b c da Costa, Tony Leão (2011). «Carimbó e Brega: Indústria cultural e tradição na música popular do norte do Brasil» (PDF). Revista Estudos Amazônicos, vol. VI, nº 1, pp. 149-177. Consultado em 14 de agosto de 2017 
  226. «Deixe-se encantar pelos nossos ritmos». Governo do Pará. Consultado em 28 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 5 de novembro de 2016 
  227. Marques, Emile (23 de agosto de 2017). «Dia municipal do Carimbó é comemorado nesse fim de semana em Belém.». Gshow. Consultado em 11 de setembro de 2018 
  228. «Músicos paraenses celebram o carimbó de Verequete». Portal Leia Já. Consultado em 10 de abril de 2018 
  229. «Dossiê IPHAN» (PDF). IPHAN. Outubro de 2013. Consultado em 21 de maio de 2017 
  230. a b Mendes, Laysa (29 de maio de 2014). «Carimbó». Pesquisa Escolar Online. Fundação Joaquim Nabuco - FUNDAJ. Consultado em 20 de junho de 2016 
  231. «"Cheias de Charme" detectou o fenômeno musical paraense do tecnobrega». GaúchaZH. 12 de maio de 2012. Consultado em 1 de junho de 2020 
  232. Azevedo, Leno (2015). A história de um compositor. Google Livros: Buqui Livros. Consultado em 16 de janeiro de 2016 
  233. «Carimbó do PA é declarado patrimônio cultural imaterial do Brasil». G1 Pará. 11 de setembro de 2014 
  234. «Carimbó é agora patrimônio imaterial brasileiro». Ministério da Cultura. 11 de setembro de 2014 
  235. «Festa para o folclore e Verequete». Diário Online - Cultura (em inglês). Consultado em 9 de fevereiro de 2017 
  236. a b Tatiane do Socorro Correa Teixeira (2011). "Carnaval belenense em tempos de guerra (1935-1945)" (PDF) . XXVI Simpósio Nacional de História – Associação Nacional de História (ANPUH).
  237. a b c d e «Circuito Mangueirosa: o resgate do Carnaval de Belém do Pará». Brasil de Fato. Consultado em 18 de setembro de 2020 
  238. G1 (22 de fevereiro de 2019). «Desfiles do Carnaval de Belém começam nesta sexta-feira; veja a programação». Consultado em 23 de fevereiro de 2019 
  239. 27.02.19 15h41. «Principais destinos do carnaval paraense já estão sem vaga para hospedagem». Jornal O Liberal. Consultado em 18 de setembro de 2020 
  240. a b «Belém encerra programação de carnaval neste final de semana». Rede Pará de Notícias. Consultado em 18 de setembro de 2020 
  241. «Pré-carnaval da Cidade Velha tem início neste final de semana». Rede Pará de Notícias. Consultado em 18 de setembro de 2020 
  242. «Circuito Mangueirosa faz o resgate do carnaval de rua». Portal Cultura. Consultado em 18 de setembro de 2020 
  243. a b c d e f g «Belém do Pará comemora 400 anos». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 11 de janeiro de 2016. Consultado em 19 de abril de 2018 
  244. «Belém do Pará comemora 400 anos». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Consultado em 19 de abril de 2018 
  245. «Praça do Relógio - Belém (PA)». Biblioteca Central do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). IBGE. Consultado em 2 de maio de 2018 
  246. Diário Oline. «Ruínas do Engenho Murutucu em discussão» 
  247. a b Iphan. «Engenho do Murucutu: ruínas e Capela de Nossa Senhora da Conceição (Belém, PA)» 
  248. Lucila Vilar. «Um pouco mais sobre os vestígios do Murutucu» 
  249. Iberê Fernando de Oliveira Martins. «Arqueologia e Etnicidade na Amazônia Oriental: O caso do Engenho Murutucu em Belém do Pará» (PDF) 
  250. PA, Do G1 (13 de julho de 2015). «UFPA organiza visitas guiadas ao sítio arqueológico do Murutucu». G1 Pará. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  251. Iberê Fernando de Oliveira Martins. «Arqueologia e Etnicidade na Amazônia Oriental: O caso do Engenho Murutucu em Belém do Pará» (PDF) 
  252. Superintendência do Iphan no Pará (2011). Oficina de apresentação dos resultados do levantamento cadastral e maquetes eletrônicas (PDF) (Relatório técnico). Consultado em 15 de janeiro de 2021. Resumo divulgativo 
  253. Cybelle Salvador Miranda (2006). Cidade Velha e Feliz Lusitânia: Cenários do patrimônio cultural em Belém (PDF) (PDF). Belém: Universidade Federal do Pará - UFPa 
  254. «O que fazer em Belém: passeios e atrações turísticas». RentCars Eireli. 19 de fevereiro de 2019. Consultado em 9 de junho de 2020 
  255. Morato Gomes, Filipe (20 de novembro de 2019). «Um roteiro pelo centro de Belém (ou o que fazer em Belém!)». Alma de Viajante. Consultado em 9 de junho de 2020 
  256. «Pontos Turísticos Complexo Turístico Ver-O-Rio - Belém - Guia da Semana». Guia da Semana (em inglês). Consultado em 2 de maio de 2018 
  257. a b «Cultura Pará - Museus e Galerias». Cultura Pará. Consultado em 24 de março de 2014 
  258. a b c d e «Raio que o parta, modernidade com baixo custo». Diário do Pará. 8 de fevereiro de 2011. Consultado em 3 de julho de 2018 
  259. «Cientistas brasileiros firmam centros de pesquisa na Amazônia». Jornal Hoje. Consultado em 14 de maio de 2012 
  260. «Documentário sobre os 'abridores de letras' é exibido em Belém | Portal Cultura». Portal Cultura. 24 de abril de 2018. Consultado em 3 de julho de 2018 
  261. a b «'Abridores de letras' embelezam os barcos que cruzam os rios do Pará». G1 Pará. É do Pará. 28 de fevereiro de 2015. Consultado em 3 de julho de 2018 
  262. a b c André, Rafaela (10 de janeiro de 2014). «Abridores de letras da Amazônia». Universidade Federal do Pará. Jornal Beira do Rio. Consultado em 3 de julho de 2018 
  263. Carpinelli, Luciana (5 de maio de 2018). «Conheça mais o Brasil: Belém do Pará – COZINHANDO PARA 2 OU 1». Cozinhando Para 2 ou 1. Consultado em 12 de fevereiro de 2021 
  264. «O Pará, Culinária». Governo do Estado do Pará. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  265. «Culinária Paraense». Ache Pará. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  266. «Frutas». Prefeitura Municipal de Belém. Conhecimento Ver-Belém. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  267. Trajano, Ana Luiza (1 de abril de 2016). «Charque frito com açaí». Pelo Brasil. Academia da Carne Friboi. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  268. a b Vessoni, Eduardo (9 de setembro de 2015). «Gastronomia de Belém é experiência inusitada da Amazônia». O Que Comer. Catraca Livre Comunicação. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  269. G1, Pará (12 de dezembro de 2015). «Votação elege peixe frito com açaí como o prato com a cara de Belém». É do Pará. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  270. «Restaurante paraense esta no top 50 dos melhores da América Latina». Notícia Pará. G1 Pará. 5 de novembro de 2016. Consultado em 7 de fevereiro de 2018 
  271. «Remanso do Bosque conquista o posto de restaurante com maior potencial no 50 Best». Paladar. Grupo Estadão. 4 de setembro de 2013. Consultado em 7 de fevereiro de 2018 
  272. «Remo x Paysandu: o clássico mais vezes disputado do mundo». Perspectiva Online. 30 de maio de 2018. Consultado em 4 de março de 2021 
  273. a b Pêna, Gustavo. «Paysandu volta a ser campeão de uma competição da CBF após 14 anos». Globo Esporte. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  274. a b «Clube do Remo é campeão da Copa Norte e Nordeste de remo em Belém». Globo Esporte. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  275. «Taça de Prata: Tuna Luso comemora 35 anos do primeiro título brasileiro do Norte do país». Globo Esporte. Consultado em 4 de março de 2021 
  276. «Pará coloca dois mil em arena». universo Online (UOL). Consultado em 3 de junho de 2020 
  277. Belém, Por Gustavo Pêna. «Estádio Olímpico Mangueirão completa 35 anos de inauguração». Globo Esporte. Consultado em 3 de junho de 2020 
  278. Belém, Por Gustavo Pêna (4 de março de 2013). «Estádio Olímpico Mangueirão completa 35 anos de inauguração». Globo Esporte. Consultado em 5 de junho de 2020 
  279. «Clássicos Regionais». Futebol do Norte. Consultado em 5 de junho de 2020 
  280. «Estádio Olímpico do Pará». Prefeitura Municipal de Belém. Conhecimento Ver-o-Fato. Consultado em 22 de setembro de 2020 
  281. «GP de Atletismo do Pará no 11º ano». CBAT Org - Confederação Brasileira de Atletismo. Consultado em 27 de março de 2014 
  282. «Novo Recorde de Público no GP Brasil Caixa». Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT). Consultado em 27 de março de 2014 
  283. «Todos os barcos do Rallye Iles du Soleil já estão em Salvador». Governo da Bahia. 27 de dezembro de 2010. Consultado em 12 de fevereiro de 2021 
  284. «Rallye Iles Du Soleil inicia aventura em águas paraenses». Amazônia S/A. Consultado em 12 de fevereiro de 2021 
  285. «Feriados religiosos no município de Belém». Prefeitura de Belém. Consultado em 9 de fevereiro de 2021 
  286. «Dia do aniversário de Belém será ponto facultativo em órgãos públicos». G1 Pará. Belém 400 anos. 11 de janeiro de 2016. Consultado em 5 de junho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikisource Textos originais no Wikisource
Commons Imagens e media no Commons
Commons Categoria no Commons
Wikivoyage Guia turístico no Wikivoyage
Mapas
Instituições