Resíduos sólidos urbanos

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Os resíduos sólidos urbanos (RSUs), vulgarmente denominados por lixo urbano, são resultantes da atividade doméstica e comercial das povoações. A sua composição varia de população para população.

De acordo com a política nacional de resíduos sólidos,[1] resíduos sólidos são: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.

Caracterizações[editar | editar código-fonte]

Os resíduos sólidos urbanos podem ser classificados em suas principais classes de materiais:

  • Matéria orgânica: Restos de comida, da sua preparação e limpeza;
  • Papel e papelão: Jornais, revistas, caixas e embalagens;
  • Plásticos: Garrafas, garrafões, frascos, boiões e outras embalagens;
  • Vidro: Garrafas, frascos, copos;
  • Metais: Latas, equipamentos, utensílios;
  • Outros materiais: Roupas, óleos de cozinha e óleos de motor, resíduos informáticos.

Existem também alguns tipos de resíduos diferentes dos comumente encontrados e que são denominados tóxicos. Estes necessitam de um destino especial para que não contaminem o ambiente e os seres que nele habitam, como aerossóis vazios, pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, restos de medicamentos e outros. A caracterização dos RSU podem ser realizada através de um processo chamado gravimetria.

Geração no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, estima-se que cada pessoa produza, em média, 1,06 kg de resíduo sólido por dia segundo a Abrelpe. Desta forma, uma pequena cidade de apenas 10 000 habitantes produziria mais de 10 toneladas de lixo diariamente.

Lixo urbano sendo despejado em aterro sanitário.(foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A coleta dos resíduos urbanos pode ser indiferenciada ou seletiva. É indiferenciada quando não ocorre nenhum tipo de seleção na sua coleta e acabam rotulados como lixo comum. E é seletiva quando os resíduos são recolhidos já com os seus componentes separados de acordo com o tipo de resíduo e destino para o qual são enviados. Após a coleta, o lixo comumente pode ser encaminhado para três lugares: um aterro sanitário, uma unidade de incineração ou uma unidade de valorização e tratamento de resíduos.

No aterro sanitário, o lixo é jogado para que o solo absorva e decomponha seu conteúdo. Este é o destino mais comum para o lixo de coleta Indiferenciada, pois não necessita cuidados especiais e é uma forma de esgotar rapidamente a enorme quantidade de lixo gerado pelas metrópoles e outras grandes cidades. Estima-se que o município do Rio de Janeiro produza por dia aproximadamente 7.900 toneladas de lixo, do qual grande parte é despejado em um aterro.

É para a unidade de incineração que são enviados os resíduos que não podem ou não devem ser jogados a céu aberto em um aterro. É o caso das pilhas, equipamentos eletrônicos e lixo hospitalar. Nessas unidades, o lixo é queimado e passa por alguns filtros antes de ser liberado no ambiente. Por ser um processo caro e lento, apenas uma pequena parcela dos resíduos (aqueles que foram citados anteriormente) pode passar por ele, o que resulta mais uma vez no despejo de lixo em Aterros Sanitários.

Destinação Final[editar | editar código-fonte]

UTC
Imagem de uma usina de triagem

As Unidades de Valorização e Tratamento de Resíduos, ou, Unidades de Reciclagem, têm o objetivo único de reaproveitar embalagens, papel e similares num processo de limpeza e reestruturação. Dentre as principais cidades do ramo está a cidade de São Paulo, considerada a capital industrial do Brasil, que desenvolveu uma forma de reciclar as embalagens longa vida, separando as suas camadas.

No caso dos resíduos orgânicos, ao final da esteira de seleção em uma usina de triagem de lixo, pode ser acrescentado um sistema de transformação, por reação química, destes materiais em um pó, totalmente estabilizado e livre de contaminantes, que podem ser usados como matéria prima de fabricação de artefatos de concreto com uma redução física de 50% de cimento e redução financeira de 70% dos custos de fabricação.

Para contribuir com a gestão de resíduos sólidos definida na Lei Nacional de resíduos sólidos o Ministério do Meio Ambiente[2] (MMA) publica materiais e cursos para capacitação de profissionais em saneamento.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Política Nacional de Resíduos Sólidos» 
  2. «Material Técnico - Sobre Resíduos» 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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