Universidade Federal do Amazonas

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Universidade Federal do Amazonas
UFAM
Lema In universa scientia veritas
Fundação 17 de janeiro de 1909 (108 anos)
Tipo de instituição Pública
Localização Manaus, Amazonas
Reitor(a) Sylvio Mário Puga Ferreira
Vice-reitor(a) Jacob Moysés Cohen
Graduação 26 038[1]
Campus
Afiliações CRUB, RENEX
Orçamento anual 591 643 507,08 (2015)[2]
Página oficial http://ufam.edu.br/

A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) é uma instituição de ensino superior pública federal brasileira, sendo a maior universidade do estado do Amazonas e uma das principais da Região Norte do Brasil.[3] É uma das mais antigas instituições de ensino superior no Brasil com status de universidade [4][5]. Originou-se da Escola Universitária Livre de Manáos, fundada em 17 de janeiro de 1909.[6] A escola foi extinta, sendo desmembrada a Faculdade de Direito.[7][8]

A instituição é a única de caráter pública federal existente no Amazonas. O campus sede da universidade situa-se em Manaus, constituindo-se no maior fragmento florestal urbano do Brasil dedicado à uma instituição superior de ensino, além de ser o terceiro no mundo, com 6.700.000 metros quadrados. A Universidade Federal do Amazonas possui, em sua rede de ensino, 109 cursos de graduação, 40 de strictu sensu e dezenas no latu sensu, além de 645 grupos de pesquisa. De acordo com dados de 2013, a universidade possuía 25 000 estudantes e 2 700 servidores naquele ano.[3] De acordo com dados do ENADE de 2012, o curso mais bem avaliado da universidade é o de Design, com conceito de 5 pontos. Outros cursos, tais como Ciências Econômicas, Psicologia, Jornalismo e Geografia (licenciatura e bacharelado) também foram bem avaliados, com conceito final de 4 pontos.[9] Em contrapartida, o curso com avaliação mais baixa foi o de Direito, com conceito de 2 pontos.[10] Do outro lado, o Ranking Universitário Folha (RUF), de 2014, avaliou os cursos de Medicina, Farmácia, Engenharia civil e Serviço social como os de melhor qualidade de ensino na universidade, ocupando as posições 13ª, 13ª, 16ª e 18ª em nível nacional, respectivamente. O mesmo ranking apontou que os cursos de Nutrição (165ª), Matemática (153ª), Ciência da computação (153ª) e Arquitetura e Urbanismo (137ª) são os de menor qualidade entre os cursos da universidade avaliados.[1]

O Ranking Universitário Folha (RUF) colocou a universidade como a 46ª melhor instituição de ensino superior do país em 2016.[11]

História[editar | editar código-fonte]

A história da Universidade Federal do Amazonas inicia-se em 17 de janeiro de 1909, quando se fundou a Escola Universitária Livre de Manáos (grafia arcaica), mais tarde renomeada Universidade de Manáos.[12] Embora situada na capital Manaus, a universidade à época também recebeu recursos financeiros de outros municípios do Amazonas.[12]

A decadência econômica da região após o auge do Ciclo da Borracha culminou com a desintegração da Universidade em cursos superiores isolados. Após esse período, foi refundada em 12 de junho de 1962 pela Lei Federal 4.069-A,[13] sendo rebatizada com o nome de "Universidade do Amazonas" e constituída pela reintegração das instituições de ensino superior isoladas que atuavam no referido estado. Com a Lei Federal 10.468, de 20 de junho de 2002, passou a ser denominada Universidade Federal do Amazonas.

O princípio[editar | editar código-fonte]

Em 17 de janeiro de 1909, surgiu a Escola Universitária Livre de Manaós, criada por inspiração do tenente-coronel do Clube da Guarda Nacional do Amazonas, Joaquim Eulálio Gomes da Silva Chaves. Em sessão de sessão de 12 de fevereiro de 1909, o Conselho constituinte elegeu Chaves para promover o reconhecimento oficial da escola e cuidar da publicação de seus estatutos. A lei nº 601, de 8 de outubro de 1909, considerou válidos os títulos expedidos pela Escola Universitária. O título de primeira universidade, é em razão dela reunir três áreas de conhecimento (Exatas, Humanas e Saúde) e já ter sido fundada com o nome de Escola Universitária[14] na data de 1909, porém o curso superior mais antigo do Brasil é o da "Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho" criado em 1792 (posteriormente fragmentado nos atuais Instituto Militar de Engenharia e Escola Politécnica da UFRJ).

A nova universidade, concebida por Eulálio Chaves, já nasceu alicerçada no espírito democrático que hoje permeia a comunidade universitária, com respeito à pluralidade de idéias, elegendo diretamente Astrolábio Passos como seu primeiro diretor geral, com os votos dos docentes da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Faculdade de Medicina, Faculdade de Ciências e Letras e Faculdade de Engenharia que, juntas, constituíram a Universidade de Manáos. A Universidade Federal do Amazonas é considerada uma das primeiras universidades brasileiras, pois originou-se da Escola Universitária Livre de Manáos, criada em 1909. Com a extinção da Escola, desmembrou-se a Faculdade de Direito, cujo fato foi registrado em 1995 no Guinness Book como sendo a primeira, porém, mais tarde retificado, como sendo a Universidade Federal do Paraná a de posto de universidade mais antiga do país, ou seja, a primeira com o título de universidade, embora há outras instituições de ensino superior mais antigas, porém, que não gozavam de tal título.[15][16] [17].

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

A principal infraestrutura apresentada pela Universidade Federal do Amazonas é o Campus Universitário Senador Arthur Virgílio Filho, situada no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus, em meio a um dos maiores fragmentos de floresta em zona urbana do Brasil.

Campus e cursos oferecidos[editar | editar código-fonte]

Atualmente a UFAM é composta por seis campus, detentores de calendários acadêmicos diferenciados. Enquanto que no campus de Manaus, o ano letivo tem início no primeiro semestre letivo (com exceção do curso de Fisioterapia e da turma de aprovados no SiSU para o curso de Medicina, cujo início do ano letivo se dá no segundo semestre letivo), nos campus do interior do estado, o ano letivo tem início no segundo semestre letivo. Segue abaixo a relação dos campus e dos seus respectivos cursos oferecidos:

Campus Manaus[editar | editar código-fonte]

Localizado em Manaus, sede da Grande Manaus, capital do estado do Amazonas. oferece os seguintes cursos de graduação, divididos em quatro grandes áreas do conhecimento:

Ciências Agrárias

São cinco os cursos de ciências agrárias oferecidos pela instituição, divididos em uma unidade acadêmica:

Ciências Biológicas

A Universidade Federal do Amazonas dispõe de onze cursos de graduação na área de ciências biológicas em Manaus, divididos em 6 unidades acadêmicas:

Ciências Exatas

Na área das ciências exatas, vinte cursos de graduação são oferecidos pela universidade, divididos em 3 unidades acadêmicas:

Ciências Humanas

A área de ciências humanas é a de maior número de cursos em graduação, que dispõe de vinte e dois cursos nesta área, divididos em 5 unidades acadêmicas:

Campus Benjamin Constant[editar | editar código-fonte]

Localizado em Benjamin Constant, cidade do Alto Solimões. O Multicampi de Benjamim Constant oferece os seguintes cursos de graduação: Bacharelado em Administração, Bacharelado em Antropologia, Licenciatura em Ciências Agrárias e do Ambiente, Licenciatura em Biologia e Química, Licenciatura em Letras - Língua e Literatura Espanhola, Letras- Língua e Literatura Portuguesa e Licenciatura em Pedagogia.

Campus Coari[editar | editar código-fonte]

Localizado em Coari, cidade do Médio Solimões. O Multicampi de Coari oferece os seguintes cursos de graduação: Biotecnologia, Licenciatura em Ciências: Biologia e Química, Licenciatura em Ciências: Matemática e Física, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina e Nutrição.

Campus Humaitá[editar | editar código-fonte]

O Campus de Humaitá, município localizado na microrregião do Madeira, é o único situado no Sul do Amazonas. O Multicampi de Humaitá oferece seis cursos de graduação: Agronomia, Biologia, Química, Matemática, Física, Engenharia Ambiental, Letras - Lingua e Literatura Inglesa, Letras - Língua e Literatura Portuguesa e Pedagogia.

Campus Itacoatiara[editar | editar código-fonte]

Localizado em Itacoatiara, cidade da Grande Manaus. O Multicampi de Itacoatiara oferece os seguintes cursos de graduação: Agronomia, Ciências Farmacêuticas, Biologia, Química, Matemática, Física, Engenharia de Produção, Engenharia de Software, Engenharia Sanitária, Química Industrial, Sistema de Informação.

Campus Parintins[editar | editar código-fonte]

Localizado em Parintins, cidade do Baixo Amazonas. O Multicampi de Parintins oferece os seguintes cursos de graduação: Administração em Gestão Organizacional, Artes Plásticas, Comunicação Social - Jornalismo, Educação Física, Pedagogia, Serviço Social e Zootecnia.

Reitores[editar | editar código-fonte]

Em mais de cinco décadas de existência como Universidade Federal do Amazonas, a instituição teve onze reitores, sendo cinco bacharéis em direito, dois bacharéis em medicina, um em jornalismo, um em engenharia civil, uma em serviço social e um em ciências econômicas. O primeiro foi o professor Aderson Andrade de Menezes, da Faculdade de Direito, e o que permaneceu por menor espaço de tempo na reitoria.

O professor Octávio Mourão (1977—1984) foi o último reitor do regime militar, e o professor Roberto Vieira (1985—1989) o primeiro eleito pela comunidade acadêmica, no início da redemocratização do país.

Lista de reitores[editar | editar código-fonte]

Reitor Gestão Sob o nome
Pedro Botelho da Cunha 1909 - 1910 Escola Universitária Livre de Manaós
Astrolábio Passos 1910 - 1926 Universidade de Manáos
Aderson Andrade de Menezes 1964 - 1965 Universidade do Amazonas
Jauary Guimarães de Souza Marinho 1965 - 1970 Universidade do Amazonas
Áderson Pereira Dutra 1970 - 1976 Universidade do Amazonas
Octávio Hamilton Botelho Mourão 1976 - 1985 Universidade do Amazonas
Roberto dos Santos Vieira 1985 - 1989 Universidade do Amazonas
Marcos Luís Barroso Barros 1989 - 1993 Universidade do Amazonas
Nelson Abrahim Fraiji 1993 - 1997 Universidade do Amazonas
Walmir de Albuquerque Barbosa 1997 - 2001 Universidade do Amazonas
Hidembergue Ordozgoith da Frota 2001 - 2009 (dois mandatos) Universidade do Amazonas (até 20 de junho de 2002) / Universidade Federal do Amazonas (de 20 de junho de 2002 em diante)
Márcia Perales Mendes Silva 2009 - 2017 (dois mandatos) Universidade Federal do Amazonas
Sylvio Mário Puga Ferreira 2017 - atualidade Universidade Federal do Amazonas

Forma de ingresso[editar | editar código-fonte]

A universidade utiliza 4 formas de ingresso no ensino superior.

Processo Seletivo Contínuo (PSC)[editar | editar código-fonte]

Vestibular seriado, criado no final da década de 1990, através da Resolução 18/98 do Conselho de Ensino e Pesquisa (CONSEPE), realizado habitualmente na última semana de novembro/primeira semana de dezembro, exclusivo para alunos das 3 séries do ensino médio das escolas reconhecidas e registradas no estado do Amazonas, que seleciona os candidatos que obtiveram melhor pontuação ao longo dos três anos do processo, sendo responsável, até o processo seletivo para o ano de 2018, pelo preenchimento de 50 % das vagas da universidade, tanto do campus da capital quanto dos campus do interior do estado, visto que a partir do processo seletivo para o ano de 2019, com a criação do Processo Seletivo do Interior no ano de 2016, preencherá somente 50 % das vagas do campus da capital. Os aprovados nesta forma de ingresso iniciam suas aulas na universidade, em regra, no primeiro semestre do ano seguinte ao da realização da prova da última etapa, com exceção dos alunos do curso de Fisioterapia, que iniciam suas aulas no segundo semestre.

Sistema de Seleção Unificada (SiSU)[editar | editar código-fonte]

Outra forma de ingresso na UFAM é através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), realizado nacionalmente em meados do mês de janeiro, que utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) do ano anterior ao de sua realização para o preenchimento de 50% das vagas da universidade, substituindo, desde o processo seletivo para o ano de 2010 o Processo Seletivo Macro (PSM) e o Processo Seletivo Macro Verão (PSMV), que eram os vestibulares tradicionais da universidade e que preenchiam as vagas, respectivamente, do campus da capital e dos campus do interior. Os aprovados nesta forma de ingresso iniciam suas aulas na universidade, em regra, no primeiro semestre do ano em que é realizada a seleção, com exceção dos alunos dos cursos sediados no interior e dos cursos de Fisioterapia e Medicina, que iniciam suas aulas no segundo semestre.

Processo Seletivo do Interior (PSI)[editar | editar código-fonte]

O Processo Seletivo do Interior, criado através da Resolução 20/2016 do Conselho de Ensino e Pesquisa, substituiu o antigo Processo Seletivo Macro Verão (PSMV), que fora substituído pelo uso do SiSU no processo seletivo para o ano de 2010 e ainda poderia ser considerada a terceira forma de ingresso na universidade, pois tinha o papel de preencher as vagas nos campi do interior que sobravam das matrículas dos aprovados tanto no SiSU quanto no PSC. É realizado habitualmente entre um mês e meio e dois meses antes do início do segundo semestre do ano em que é realizado, visto que é o semestre em que os alunos aprovados iniciam suas aulas. Até o processo seletivo para o segundo semestre do ano de 2018, o PSI ainda exercerá a antiga função do PSMV (preencher as vagas nos campi do interior que sobravam das matrículas dos aprovados no SiSU e do PSC). A partir do processo seletivo para o ano de 2019, o PSI irá preencher a metade das vagas dos campi do interior, visto que o PSC, também a partir de 2019, passará a preencher somente a metade das vagas do campus da capital.

Processo Seletivo Extramacro (PSE)[editar | editar código-fonte]

Existe ainda uma quarta forma de ingresso, o Processo Seletivo Extramacro (PSE), que é a forma de seleção para ocupação de vagas nas modalidades transferência facultativa, reopção de curso, portador de diploma e complemento de habilitação, cujo edital é previsto no calendário acadêmico da universidade.

Notas

  1. a b Ranking Universitário Folha (RUF) (8 de setembro de 2014). [ruf.folha.uol.com.br/2014/perfil/universidade-federal-do-amazonas-ufam-112260.shtml «Universidade Federal do Amazonas (UFAM) - Dados da Universidade»] Verifique valor |url= (ajuda). Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de setembro de 2014 
  2. «Gastos Diretos por Órgão Executor: Fundação Universidade Federal do Amazonas». Portal da Transparência. Consultado em 13 de junho de 2016 
  3. a b «Universidade Federal do Amazonas (UFAM)». Intercom Brasil. Consultado em 28 de janeiro de 2014 
  4. «Universidade mais antiga do brasil» 
  5. «A Universidade Mais Antiga do Brasil» 
  6. BALLONI, Antônio José (coord.). «Relatório Técnico de Pesquisas do Projeto Gesiti Hospitalar» (PDF). Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer. Consultado em 1 de junho de 2016 
  7. «A Mais Antiga do Brasil» 
  8. «História - Universidade Federal do Amazonas; Escola Livre de Manaós». Universidade Federal do Amazonas (UFAM). 13 de abril de 2010. Consultado em 1 de junho de 2016 
  9. «Relação de Cursos Recomendados e Reconhecidos». Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) - Ministério da Educação (MEC). 2014. Consultado em 27 de maio de 2014 
  10. «Resultados - 2012». Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). 2012. Consultado em 30 de abril de 2014 
  11. Ranking Universitário Folha (RUF) (8 de setembro de 2015). «Ranking de universidades». Folha de S. Paulo. Consultado em 1 de junho de 2016 
  12. a b «Histórico». FES-UFAM. 28 de abril de 2014. Consultado em 1 de junho de 2016 
  13. «Instituição». Portal UFAM 
  14. «Universidade Federal do Amazonas». Universia Brasil 
  15. «Bem Paraná - Universidade mais antifa do Brasil, UFPR» 
  16. «A história da UFPR» 
  17. «A Mais Antiga do Brasil» 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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