Estádio Ismael Benigno

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Colina
Estádio Ismael Beningo
Ismaelbenigno.jpg

Nomes
Nome Estádio Ismael Benigno
Antigos nomes Estádio Gilberto Mestrinho
Características
Local Av. Presidente Dutra, São Raimundo, Manaus, AM, Brasil
Gramado Bermuda (105 x 68m)
Capacidade 10.000 pessoas
Construção
Custo R$ 24 milhões
Inauguração
Data 19 de fevereiro de 1961 (55 anos)
13 de julho de 2014 (2 anos)
Partida inaugural São Raimundo1 X 8 Sport
São Raimundo 0 x 1 Sul América
Primeiro gol Mário, Sport
Pimenta, Sul América
Recordes
Público recorde 23.152 pessoas
Data recorde 27 de Abril de 1969
Partida com mais público Nacional 0 X 0 Rio Negro
Outras informações
Remodelado 2013 a 2014
Fechado 1997 a 2000
2013 a 2014
Competições Amazonas Campeonato Amazonense
Brasil Campeonato Brasileiro
Brasil Copa do Brasil
Brasil Copa Verde
Proprietário Governo do Estado do Amazonas
Administrador Governo do Estado do Amazonas
Mandante São Raimundo
Sul América
Nacional (Ocasionalmente)
Fast (Ocasionalmente)
Rio Negro (Ocasionalmente)

O Estádio Ismael Benigno, mais conhecido como Colina, é um estádio de futebol localizado em Manaus, no estado brasileiro do Amazonas.

História[editar | editar código-fonte]

O nome do estádio é uma homenagem ao antigo presidente do São Raimundo, Ismael Benigno, que dedicou a vida ao clube. Ganhou o nome mais popular de "Colina", pelo fato de situar-se no alto de uma colina natural que divide os bairros de São Raimundo, Santo Antônio e Glória.


Quanto à sua inauguração, há controvérsias. Antigamente se considerava seu jogo inaugural a partida vencida pelo São Raimundo por 2-0 ante o hoje extinto Princesa Isabel, partida esta realizada no dia 27 de Abril de 1958, o gol inaugural teria sido marcado por Santarém aos 36 minutos do primeiro tempo.

Hoje, é amplamente divulgado que o estádio foi inaugurado em 19 de Fevereiro de 1961, com o nome de Estádio Gilberto Mestrinho, com o jogo São Raimundo e Sport Club do Recife, com vitória do clube pernambucano por 8 a 1. Teve seu primeiro gol marcado por Mario, do Sport, e tinha uma capacidade estimada em 12 mil pessoas. Mas antes da estreia oficial do estádio eram realizados jogos pelo campeonato amazonense por volta de 1958, utilizando apenas o campo do futuro estádio, talvez esse seja o motivo da controvérsia.

Em 1964, o estádio ganhou o seu alambrado. E em 1967, o São Raimundo, dono do estádio, promove após cerca de 20 anos, um jogo noturno no Amazonas. No dia 18 de fevereiro de 1967, acontece a "Festa da Luz". Mas, mais uma vez o time da casa não é feliz, e perde por 3 a 1 para o Nacional. Diante de 4.386 pagantes, o São Raimundo oferece à noite manauara o futebol como lazer.

Somente em 1977 na administração do presidente Raimundo Sena, o Estádio volta a receber obras. Desta vez o Conselho do clube decide pela troca do nome, que de Gilberto Mestrinho passa a se chamar Ismael Benigno, em homenagem ao presidente falecido três anos antes.[1]

A Colina é um dos estádios mais usado em jogos no Amazonas, com parte da história do futebol amazonense ligada ao estádio, onde já jogaram Pelé, Garrincha e outros grandes ídolos do futebol brasileiro.

O estádio mais importante de Manaus[editar | editar código-fonte]

Até a inauguração do estádio Vivaldo Lima, nos anos 70, a Colina se tornou o estádio mais importante do futebol amazonense. O pequeno porte do estádio do Parque Amazonense fez necessário que jogos de grande porte passassem a ser disputados no estádio. Foi assim que os clássicos entre Nacional e Rio Negro passaram a ser disputados por lá, e bateram recordes de público no futebol amazonense até então. Além dos clássicos, os confrontos desses dois contra o Fast Clube e as finais do campeonato também passaram a ser disputados por lá.

Além disso, os grandes também passaram a organizar seus amistosos e os disputa-los na Colina. Foi assim que no final dos anos 60 o Santos de Pelé se apresentou em Manaus para enfrentar o Nacional. Lá também o Nacional venceu o Flamengo, em 1969, ano no qual o clube estava bastante prestigiado no país.

Por estes motivos o estádio se manteve de pés por muito tempo com investimentos extra-São Raimundo. Quando o Vivaldão entrava em reformas, o estádio sempre recebia reformas promovidas pela federação, clubes e estado. Em 1983 o Rio Negro utilizou o estádio como casa na disputa do Campeonato Brasileiro de Futebol, e fez algumas reformas no estádio. Na época o estádio era classificado como comportador de até 28 mil pessoas. E foi público próximo disso que compareceu ao jogo entre Rio Negro e Flamengo-RJ, que terminou empatado em 1-1, o detalhe é que pelo menos 70% do estádio torcia para o clube alvinegro.

Antes disso, em 1982, o estádio foi palco de uma das histórias mais folclóricas do Futebol Amazonense, o famoso W.O do Nacional diante do Rio Negro.

Reforma de 1997[editar | editar código-fonte]

Em 1997 o cenário era desagradável. Sem iluminação, com os alambrados parcialmente destruídos e até sem gramado, o Estádio Ismael Benigno não oferecia condições de conforto para jogadores, torcedores e imprensa. O futebol havia se tornado impraticável na Colina.

Com o início do trabalho vitorioso do diretor de futebol, Ivan Guimarães, permitiu realizar a primeira reforma. São trocados os degraus quebrados da arquibancada, o piso recebe grama e drenos, e uma iluminação é instalada para os jogos noturnos. São colocados mil assentos nas arquibancadas cobertas, reformadas as seis cabines de rádio, disponibilizadas cadeiras cativas, e toda a estrutura é melhorada. Com o fim da reforma, o estádio é reaberto em 2000.[1]

A reforma fez parte de todo o processo de reestruturação do São Raimundo que "nasceu" para o futebol nacional a partir de então. O estádio chegou a comportar alguns jogos importantes do clube depois de sua ascensão. Porém, com o passar dos anos, o estádio foi sendo pouco usado, com os jogos sendo disputados no Estádio Vivaldo Lima, com isso as arquibancadas e muros foram se deteriorando, ficando apenas a parte coberta do estádio liberada para o torcedor.

Reforma para a Copa do Mundo 2014[editar | editar código-fonte]

Após a escolha de Manaus como uma das sedes da Copa de 2014, o estádio foi escolhido, juntamente com o novo Estádio Carlos Zamith, como Centro de Treinamento (CT ou COT) para as seleções que vieram jogar na cidade. O projeto previu a demolição do estádio, para a construção de um novo no mesmo local. A obra teve duração de 15 meses.

Com a construção da nova estrutura financiada pelo governo do estado e seus investidores, o Estádio ficará por 20 anos em posse do governo do Amazonas, sendo este o seu tutor. Ao São Raimundo caberá apenas a prioridade no mando dos jogos, já que apenas cedeu o terreno, não contribuindo financeiramente para a demolição da antiga estrutura, limpeza do terreno e construção.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Após a reforma, de acordo com as normas atuais, o novo estádio conta com 10,4 mil lugares. A iluminação é de moderna geração com 36 lâmpadas em cada uma das 4 torres, totalizando 140 refletores.

O estádio possui 8 lojas e 2 lanchonetes com banheiros internos, e mais 8 banheiros para utilização pública (4 masculinos e 4 femininos), 7 bares, sala para coletiva, 2 vestiários completos com 12 chuveiros, vestiários para árbitros masculinos e femininos, sala médica, sala de exame, sala de massagem, sala de preleção e para comissão técnica. O local de aquecimento dos jogadores tem grama sintética no piso.

O estádio também possui 2 bilheterias de entradas e 7 portões de saída, sistema de som, cabine de transmissão de rádio e TV, sala VIP, espaço acima das cabines de TV e sala VIP para fotógrafos e cinegrafistas.

O estádio também atende a todas as normas de acessibilidade quanto à circulação mínima, rampas de acesso às arquibancadas, banheiros dimensionados e equipados para uso de Portadores de Necessidades Especiais, barras de apoio e cuidado na escolha dos acabamentos do piso. Além da atenção para as normas de saídas de emergência quanto à largura de corredores, saídas acessíveis e rotas de fuga com oito escadas de emergência para atender os torcedores.

A obra teve o custo de R$ 24 milhões. A responsável pela reforma foi a construtora Tecon (Tecnologia em Construções LTDA).

Maiores públicos[editar | editar código-fonte]

Referências