Jogos Olímpicos de Verão de 2016

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Este artigo contém informações sobre um evento desportivo que ainda não ocorreu.
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Jogos da XXXI Olimpíada
Rio 2016
Logomarca dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016
Dados
Países participantes 206
Slogan Um mundo novo
País anfitrião  Brasil
Atletas 12.500 (estimado)
Eventos 28 modalidades
Cerimônia de abertura 5 de agosto
Cerimônia de encerramento 21 de agosto
Estádio principal Estádio do Maracanã
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Jogos Olímpicos
de Verão de 2016

COICOBROOC

Jogos Olímpicos de 2016 oficialmente Jogos da XXXI Olimpíada, mais comumente Rio 2016, será um evento multiesportivo realizado no segundo semestre de 2016, no Rio de Janeiro, Brasil.

A escolha foi feita durante a 121ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, que aconteceu em Copenhague, Dinamarca, em 2 de outubro de 2009. Os Jogos Paralímpicos de Verão de 2016 serão sediados na mesma cidade e organizados pelo mesmo comitê.[1]

Será a primeira vez que os Jogos Olímpicos serão sediados na América do Sul e a segunda vez na América Latina, depois da Cidade do México 1968. Será também a terceira vez que acontecerão no hemisfério sul, depois de Melbourne 1956 e Sydney 2000. Além disso, será também a oitava vez que o Brasil sediará um grande evento multiesportivo.[2]

O evento ocorrerá entre os dias 5 e 21 de agosto de 2016 e as Paraolimpíadas serão entre 7 e 18 de setembro do mesmo ano. O local de abertura e encerramento será no Estádio do Maracanã. Serão disputadas 28 modalidades, duas a mais em relação aos Jogos Olímpicos de Verão de 2012. O Comitê Executivo do COI sugeriu as inclusões do rugby sevens e do golfe,[3] e foram aprovados durante a 121ª Sessão.[4]

Processo de candidatura

O processo de eleição da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 ocorreu entre 2007 e 2009 e contou com a participação de sete cidades de três continentes. Outras ainda planejaram participar do processo, mas não se inscreveram.

O ex-Ministro dos Esportes Orlando Silva Júnior, Prefeito Eduardo Paes, ex - Presidente Lula, ex-Governador Sérgio Cabral Filho e Presidente do COB Carlos Arthur Nuzman.
Membros da delegação brasileira comemoram a escolha do Rio de Janeiro.

Em 13 de setembro de 2007 encerrou-se o prazo de inscrições. Duas cidades da América (Chicago e Rio de Janeiro), duas da Ásia (Doha e Tóquio) e três da Europa (Baku, Madri e Praga) oficializaram a postulação.[5] Em 4 de Junho de 2008 o Comitê Olímpico Internacional (COI) revelou o resultado das avaliações preliminares das sete cidades postulantes, eliminando Baku, Praga, Doha e tornando as quatro restantes em cidades candidatas: Rio de Janeiro, Madrid, Tóquio e Chicago.[6]

A segunda fase começou com o Programa de Observação dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008, em Pequim. Depois de elaborar o seu livro de candidatura e receber a visita da Comissão Avaliadora do Comitê Olímpico Internacional, as cidades agora candidatas participaram, em junho, de um encontro, promovido pela primeira vez na história, com os membros do COI, que elegeriam a cidade-sede dos Jogos de 2016.[7]

Em setembro de 2009, a Comissão Avaliadora divulgou o relatório com suas impressões sobre os projetos finalistas. Tóquio, a cidade que teve a nota preliminar mais alta, perdeu o favoritismo, principalmente devido aos baixos níveis de apoio popular que a candidatura recebia. Chicago sofreu com protestos internos e com problemas com as leis americanas. A candidatura de Madrid teve o projeto mais criticado, principalmente por causa da falta de clareza das leis antidoping da Espanha e da estrutura organizacional do comitê local. As críticas fizeram os representantes da candidatura fazerem mudanças drásticas em pouquíssimo tempo, e, mesmo com o prefeito Alberto Ruiz-Gallardón já admitindo a derrota, o Parlamento Espanhol aprovou a alteração nas leis antidoping do país poucos dias antes da votação. O Rio de Janeiro, apesar de ter tido boas notas, teve problemas com a acomodação e os transportes.[8] As avaliações foram consideradas equilibradas, não sendo possível até então apontar alguma cidade como favorita, nem pelo presidente do COI, Jacques Rogge,[9] nem pelos membros da entidade, que tinham o direito de escolher a vencedora,[10] assim como por órgãos de imprensa e sites especializados.

Eleição

A cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão de 2016 foi escolhida em 2 de outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca, em votação durante a 121ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional. Após as eliminações de Chicago e Tóquio, Madri e Rio de Janeiro chegaram à final,sendo que a vencedora foi eleita por maioria dos votos.[11]

121ª Sessão
Comitê Olímpico Internacional
2 de outubro de 2009, no Bella Center, Copenhague, Dinamarca.
Bids for the 2016 Summer Olympics.svg
Cidade Nação 1ª Rodada 2ª Rodada 3ª Rodada
Rio de Janeiro  Brasil 26 46 66
Madri Flag of Spain.svg Espanha 28 29 32
Tóquio  Japão 22 20
Chicago  Estados Unidos 18

Preparação

Na Assembleia Geral do COB do dia 22 de dezembro de 2009 foi criado o Comitê Organizador dos Jogos Olimpicos e Paralímpicos Rio 2016, cujo presidente é Carlos Arthur Nuzman.[12]

Locais e infraestrutura

Os eventos serão distribuídos em quatro regiões espalhadas pelo Rio.[13][14][15][16] A maioria dos eventos será realizada na zona oeste da cidade, na região da Barra da Tijuca. Os locais na área do Parque Olímpico do Rio fazem parte de uma ampliação do Complexo Esportivo Cidade dos Esportes.[17]

O maior espaço para os jogos em termos de capacidade é o Estádio do Maracanã, oficialmente conhecido como Estádio Jornalista Mário Filho, que pode abrigar 90 mil espectadores, sendo a sede das cerimônias de abertura e encerramento do evento, bem como das finais de futebol. Além disso, quatro locais fora do Rio de Janeiro será a sede de futebol eventos, nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo.[18]

Pela primeira vez na história, as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão não serão realizadas no mesmo lugar como eventos de atletismo e todos os eventos de ginástica serão na mesma arena.

Parque Olímpico

O Parque Olímpico do Rio de Janeiro é um conjunto de instalações no Complexo Esportivo Cidade dos Esportes que está sendo expandido no bairro da Barra da Tijuca. A construção teve início no dia 6 de Julho de 2012.[19]

O complexo inclui nove espaços esportivos na Zona Oeste do Rio de Janeiro, sendo que sete deles são estruturas permanentes. Após os jogos são concluídas, a Arena Carioca 3 irá se tornar uma escola de esportes, enquanto os outros seis locais farão parte do Centro Olímpico de Treinamento.[20][21]

Uma parte do Cidade dos Esportes que foi originalmente construída para sediar os Jogos Pan-Americanos de 2007,será reutilizada, sendo composto pelo Parque Aquático Maria Lenk, Velódromo Olímpico do Rio e a Arena Olímpica do Rio, que no ano seguinte foi privatizada, tornando-se a HSBC Arena. Em agosto de 2011, foi divulgado o escritório de arquitetura britânico Estúdio Aecom como responsável pelo projeto.[22]

Porto Maravilha

Ver artigo principal: Porto Maravilha

O centro histórico da cidade está passando por um projeto de revitalização urbana beira-mar em grande escala chamado "Porto Maravilha". Ele abrange 5 quilômetros quadrados de área. O projeto visa a reestruturação a zona portuária do Rio de Janeiro, com a crescente atratividade do centro da cidade, e melhorar a posição de competitividade da cidade na economia global. A chamada "Região Portuária" (parte do Caju, Gamboa, Saúde, Santo Cristo e parte do Centro), que sofreu grande degradação a partir dos anos 1960 por falta de incentivo às indústrias e residências na região.[23]

A renovação urbana envolve: 700 km de redes públicas de abastecimento de água, saneamento, drenagem, eletricidade, gás e telecomunicações; 4 km de túneis; 70 km de estradas; 650 km² de calçadas; 17 km de ciclovias; 15 mil árvores e três estações de tratamento de esgoto.[24]

Financiamento

Fase I – requerimento

Receita Governo federal Governo estadual Total
Fundos públicos R$3.022.097,88 R$3.279.984,98 R$6.302.082,86
Fundos privados R$2.804.822,16
General Total R$9.106.905,02

Fase II – candidatura

Receitas públicas

Receita Fundos públicos
Governo federal R$47.402.531,75
Governo estadual R$3.617.556,00
Governo municipal R$4.995.620,93
Total R$56.015.708,68

Receitas privadas

Receita Fundos privados
EBX R$13.000.000,00
Eike Batista R$10.000.000,00
Bradesco R$3.500.000,00
Odebrecht R$3.300.000,00
Embratel R$3.000.000,00
TAM Airlines¹ R$1.233.726,00
General Total R$34.033.726,00

¹A TAM Airlines contribuiu com R$1.233.726,00 na forma de descontos em passagens aéreas.[25]

Investimento

Olimpíadas/Cidade Investimento Público Privado
Parque Olímpico R$5,6 bilhões R$1,46 bilhão R$4,18 bilhões
Transporte público R$24 bilhões R$13,7 bilhões R$10,3 bilhões
Total R$29,6 bilhões - -

Fonte:[26]

Torneio de futebol

Quatro cidades, que também foram subsedes da Copa do Mundo FIFA de 2014, foram originalmente designadas a receber as partidas preliminares do futebol.[27] Inicialmente o Estádio do Morumbi foi designado como sede em São Paulo, mas com a construção da Arena Corinthians para a Copa do Mundo, este foi substituído para as Olimpíadas.[28][29]

Em 2015 o Comitê Organizador solicitou a inclusão de Manaus com subsede, cidade que também sediou jogos na Copa do Mundo de 2014, apesar da resistência inicial por parte da Federação Internacional de Futebol devido às grandes distâncias.[30] Porém, em março de 2015 a FIFA confirmou que o torneio de futebol será disputado nas quatro cidades originais, além de Manaus e do Estádio Olímpico João Havelange, no próprio Rio de Janeiro, que na segunda semana dos jogos irá sediar o atletismo, totalizando sete estádios em seis cidades.[31]

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Logotipo

O processo de escolha do logotipo dos Jogos Olímpicos de 2016 reuniu 138 agências brasileiras. Na reta final, apenas oito continuaram no páreo.[32] Após passar pelo crivo de uma comissão julgadora de 12 membros, o desenho criado pela agência carioca Tátil foi o vencedor.[32]

Escritórios do Comitê das Olimpíadas Rio 2016 com as logomarcas dos jogos

O lançamento do logotipo ocorreu no dia 31 de dezembro de 2010 na festa de reveillon, em Copacabana.[32] Às 22 horas, a cantora Daniela Mercury chamou ao palco da festa a campeã olímpica Maurren Maggi e outros atletas para juntos revelarem a logomarca.[32] Estiveram presentes na festa, assistindo de camarote o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, o presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Artur Nuzman, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o ex-ministro dos esportes, Orlando Silva e a coordenadora da comissão do COI, Nawal El Moutawakel.

O logotipo é representado pela união de três figuras humanas unidas pelas mãos e pés nas cores verde, amarelo e azul.[33] O símbolo, que pela primeira vez na história é tridimensional, além de ser a primeira desde Turim 2006 que apresenta um símbolo da cidade sede, representa o ato de abraçar, cuja função é única na cultura brasileira, simbolizando a cultura acolhedora e receptiva do brasileiro e o morro do Pão de Açúcar, um dos mais famosos cartões postais do Rio de Janeiro; e entre outras interpretações os números que formam "2016" e a palavra "Rio".[33]

O logotipo provocou alguma controvérsia com a mídia brasileira que aponta semelhanças entre ela e o logotipo utilizado pela Fundação Telluride no Colorado e com a pintura de Henri Matisse, La Danse.[34] Os projetistas afirmaram que as semelhanças entre os três são mera coincidência.[35]

Transmissão

Centro Internacional de Transmissão, ao lado do Centro Principal de Mídia e do Hotel de Mídia, no Parque Olímpico

Os direitos de transmissão no Brasil foram concedidos pelo COI à proposta conjunta feita pelas Organizações Globo e o Grupo Bandeirantes de Comunicação. Posteriormente, as emissoras autorizaram a revenda dos direitos de televisão aberta para outras interessadas, sendo a única a Central Record de Comunicação.[36] A Globosat, que fez parte do consórcio formado pela Rede Globo e pela Rede Bandeirantes, vai transmitir pela TV por assinatura.[37]

Pictogramas

No dia 7 de novembro de 2013 foram lançados os 64 pictogramas dos Jogos, sendo 41 olímpicos e 23 paralímpicos. Foi a primeira vez que todos os eventos foram contemplados. "Esse é um dos nossos diferenciais na história dos Jogos", declarou Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB e do Comitê Rio-2016.[38] Todas as modalidades foram representadas em desenhos com fundo em formato das formas geográficas da cidade.[39] O conceito tipográfico dos pictogramas, segundo os desenvolvedores, "foi inspirado nas letras e números do logotipo Rio-2016 e na essência dos Jogos".[40]

Mascotes

Ver artigo principal: Vinícius e Tom
Vinícius e Tom, os mascotes oficiais dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016

Em 23 de novembro de 2014 foram anunciados as mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos durante o programa Fantástico, da Rede Globo.[41] Representando a fauna e flora brasileiras, o primeiro é uma mistura de todos os animais e possui a característica de se esticar o quanto quiser, pular bem alto e imitar o som de qualquer animal e representa as Olimpíadas. O segundo é uma mistura de todas as plantas das florestas brasileiras, conhece os segredos da natureza e sabe que com criatividade, inteligência e vontade pode chegar aonde quiser. Representa as Paralimpíadas.[42]

Após a divulgação oficial foi aberta uma votação popular pela internet para a escolha dos nomes das mascotes. Dentre as três opções estavam Vinicius e Tom, Oba e Eba e Tiba Tuque e Esquindim.[41] Em 14 de dezembro de 2014, foi escolhido o nome Vinícius e Tom, com 44% dos votos.[43] A escolha homenageia os músicos Vinicius de Moraes e Tom Jobim, dois expoentes da bossa nova e autores de Garota de Ipanema, uma das canções brasileiras mais conhecidas no mundo.[44]

Vinicius é o nome do mascote olímpico e Tom do paralímpico.[45]

Ingressos

Os preços dos bilhetes foram anunciados em 16 de setembro de 2014 e tudo será vendido em reais (R$). Um total de 7,5 milhões de bilhetes serão vendidos; 200 mil bilhetes menos em comparação aos Jogos Olímpicos de Verão de 2012, porque o tamanho de muitas arenas é menor. Os preços dos ingressos variam de 40 reais para muitos eventos até 4.600 reais para os assentos mais caros na cerimônia de abertura. Cerca de 3,8 milhões desses bilhetes estarão disponíveis a menos de 70 reais.[46][47] Apesar do esforço de deixar os ingressos a preços razoáveis, a crise econômica brasileira pode afetar a presença do público brasileiro nos jogos olímpicos no Rio de Janeiro. Segundo dados da Kantar Worldpanel, 83% dos brasileiros provavelmente não estarão presentes em nenhum evento das Olimpíadas 2016. O principal desafio para conseguir ir aos jogos é a falta de dinheiro para investir nesse momento de lazer, motivo dado por 60% dos entrevistados. Existem também aqueles que moram em outro estado e acham que o deslocamento para o Rio de Janeiro pode complicar a logística para acompanhar os jogos (42% dos respondentes). Apenas 24% declararam achar os ingressos caros[48].

Tocha Olímpica

A presidente Dilma Rousseff, entre o governador Luiz Fernando Pezão e o prefeito Eduardo Paes, na solenidade de divulgação da tocha olímpica

O desenvolvimento de escolha do design da tocha foi realizado através de um concurso entre 76 agências brasileiras que foram submetidas à uma comissão julgadora constituída por 11 membros. No final do concurso o modelo escolhido foi o da agência paulista Chelles & Hayashi.[49] A tocha olímpica foi revelada no dia 3 de julho de 2015 em um evento com a presença de autoridades públicas e do Comitê Olímpico Brasileiro em Brasília, incluindo a Presidente da República, Dilma Rousseff, o coordenador da equipe de vela brasileira, Torben Grael, a velejadora Isabel Swan, e pelo presidente do Comitê Organizador dos Jogos, Carlos Arthur Nuzman.[50]

A tocha olímpica é produzida com alumínio reciclado e tem acabamento acetinado. Ela é formada por seis segmentos que se abrem quando é acesa, que também é conhecido como “momento do beijo”, e que remetem à paisagem natural do Rio de Janeiro e do Brasil. O topo dourado da tocha é uma referência ao céu e ao sol, já o recorte inferior representa com a cor verde a montanha do Pão de Açúcar, o Morro Dois Irmãos e a Pedra da Gávea. Logo abaixo nas cores azuis estão representados as ondas e o mar, e por fim em azul escuro o calçadão de Copacabana. A malha triangular no final da tocha representa os três valores olímpicos: excelência, amizade e respeito. O comprimento da tocha quando fechada é de 63,5 cm e quando expandida é de 69 cm. Ela pesa aproximadamente 1,5 kg.[51]

O revezamento da tocha será feito por 12 000 carregadores em 83 cidades brasileiras[52] (incluindo todas as capitais dos 26 estados e do Distrito Federal). Após a fase grega (de Olímpia a Atenas), a tocha passou pelas cidades suíças de Genebra e Lausanne, onde visitou a sede das Nações Unidas e a sede do Comitê Olímpico Internacional, juntamente com o Museu Olímpico, ficando exposta por um dia.[53] A fase brasileira começou na capital, Brasília, e termina no Rio de Janeiro durante a cerimônia de abertura dos Jogos.[54]

Organização

Medalhas

Medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 2016

No dia 14 de junho de 2016 as medalhas foram apresentadas ao público pela primeira vez, numa cerimônia realizada na Arena do Futuro.[55]

Pesando 500 g, as medalhas distribuídas no Rio 2016 são as maiores e mais pesadas da história dos Jogos de Verão. A de ouro tem 494 g de prata (metal) com 92,5% de pureza e 6 g de ouro, com 99,9% de pureza. A de prata tem 500 g de prata. A de bronze, com 40% de cobre reutilizado da própria Casa da Moeda, tem 475 g de cobre (97%) e 25 g de zinco (3%).[55] Além disso, as peças de ouro são 100% livres de mercúrio, e as de prata e bronze contam com 30% de material reciclado em sua composição. Já a fórmula da fita que prende as medalhas nos pescoços dos atletas é produzida com 50% de garrafas PET recicladas. Por fim, o estojo que guarda as preciosidades é feito de madeira produzida em áreas com atividade ambiental sustentável e socialmente responsável.[56] Seu tamanho, 85 mm, é o mesmo das dos Jogos de Londres 2012.[57]

Pela primeira vez na história elas têm o centro ligeiramente mais alto que as bordas.[56] Será a primeira vez também que as medalhas paralímpicas contam com guizos. Elas emitem sons diferentes para as medalhas de ouro, prata e bronze, trazendo uma experiência sensorial para os vencedores da Paralimpíada.[55]

As medalhas olímpicas mantiveram o padrão dos últimos Jogos, com a deusa da vitória, Nike, no centro do Estádio Panatenaico, na Grécia. Ao fundo, aparece o Pão de Açúcar. No outro verso, uma coroa de louros gigante rodeia a logo da Rio 2016. A paralímpica é diferente, com a logo dos Jogos Paralímpicos de um lado e no outro inscrições em braille.[55]

Pódio olímpico

Sobre o pódio olímpico, pela primeira vez na história dos Jogos a natureza aparece, tanto no pódio olímpico quanto no paralímpico.[55] Eles são feitos de madeira de pinheiro (Pinus eliote) e enfeitados com mangue de praia (Clusia fluminensis) e outras plantas representando a biodiversidade brasileira. De acordo com os criadores, o design das plataformas permite que elas sejam reutilizadas como móveis após os Jogos.[56] O Comitê Rio 2016 optou por não entregar ramos de flores aos medalhistas como era tradição em edições anteriores das Olimpíadas. Cada um dos medalhistas irá ganhar, além da medalha, uma edição especial do mascote Vinícius e uma escultura em 3D do logotipo dos Jogos.[57]

Cerimonial de premiação

No dia 25 de julho de 2016, a organização do Rio 2016 divulgou como serão feitas as cerimônias de premiação. Os medalhistas serão recebidos no pódio com três diferentes tipos de música e de vestimentas (estas assinadas pela estilista carioca Andreia Marques),[58] escolhidas de acordo com a modalidade.[59]

A ideia é da diretora de apresentações esportivas do Comitê Rio 2016, Christy Nicolay, que explicou a escolha. As músicas são divididas em três estilos: tradicional, popular e descolada. A tradicional será tocada em premiações de esportes como hipismo e esgrima, e as pessoas utilizarão roupas mais formais, como blazers.[60]

Já em esportes populares, como futebol, basquetebol e voleibol, as vestimentas serão mais descontraídas, acompanhadas de uma levada mais animada. Para a descolada, foram escolhidos roupas mais informais, que farão a integração com uma música com características do funk brasileiro, sendo apresentadas em cerimônias de voleibol de praia e do ciclismo BMX.[60]

Os jogos

Campo Olímpico de Golfe dos Jogos de 2016

Programa esportivo

O programa esportivo dos Jogos Olímpicos de 2016 terá 28 esportes, totalizando 42 modalidades. Ao contrário das edições anteriores, duas vagas estavam abertas para novos esportes, já que o beisebol e o softbol tinham sido eliminados do programa para os Jogos Olímpicos de Verão de 2012, em Londres. O Comitê Executivo, após resultado de uma consultoria, anunciou os sete finalistas para estas duas vagas. Quatro deles já estiveram em edições anteriores de Jogos Olímpicos: beisebol e softbol (excluídos do programa em 2005), golfe (presente nos Jogos de 1900 e de 1904) e rugby sevens, uma variação do rugby presente nas edições de 1900, 1908, 1920 e 1924. Completaram a lista de esportes-candidatos a patinação sobre rodas, o caratê e o squash. As respectivas federações fizeram suas apresentações para os membros do COI em junho de 2009.[61]

Em agosto, o conselho executivo inicialmente aprovou a inclusão do rugby sevens, por maioria de votos, eliminando assim, patinação e squash da disputa. Entre os três restantes (golfe, caratê e softbol) o conselho escolheu o golfe. A decisão sobre os dois esportes restantes foi feita em 9 de outubro de 2009, no último dia da 121ª Sessão do COI em que a cidade do Rio de Janeiro foi eleita como sede. Para serem aprovados os dois esportes precisavam de maioria simples de votos.[61]

Os membros do COI votaram para inclusão do rúgbi (63 votos a favor, 27 contra e duas abstenções) e do golfe (81 votos a favor, oito contra e uma abstenção) no programa dos Jogos a partir da edição do Rio de Janeiro. Os outros 26 esportes também foram ratificados pela maioria absoluta.[62]

Em novembro de 2015, durante o Fórum Legislativo do Futebol, o então ministro dos esportes, George Hilton, afirmou que iria solicitar a inclusão do futsal como um esporte de demonstração.[63] Porém, desde 1992 o COI vetou a inclusão de esportes de demonstração no programa olímpico. Em 2008 concedeu uma permissão espcial ao Comitê Organizador dos Jogos de Pequim para a realização de uma competição paralela de wushu. O mesmo deve acontecer neste Jogos, com a permissão de um torneio de jogos eletrônicos (eGames) em iniciativa do governo do Reino Unido e como parte do London Games Festival. Assim, os atletas terão à disposição a infra-estrutura dos Jogos, mas receberão medalhas diferentes das oficiais.[64]

Calendário

As caixas em azul representam uma competição, ou um evento qualificatório de determinada data. As caixas em amarelo representam um dia de competição valendo medalha. Cada ponto dentro das caixas representa uma disputa de medalha de ouro, e é uma ligação para a página do evento. A coluna T representa o total de finais do esporte.O calendário é adaptado do arquivo da candidatura e ainda não inclui eventuais provas novas,além do golfe e do rugby sevens que foram adicionados ao programa dois dias após o anúncio da cidade como sede dos Jogos Olímpicos em outubro de 2009.

CA Cerimônia de abertura Competições esportivas 1 Medalhas de ouro EG Exibição de gala CE Cerimônia de encerramento
Agosto 3
Qua
4
Qui
5
Sex
6
Sab
7
Dom
8
Seg
9
Ter
10
Qua
11
Qui
12
Sex
13
Sab
14
Dom
15
Seg
16
Ter
17
Qua
18
Qui
19
Sex
20
Sab
21
Dom
Medalhas de ouro
Cerimônias CA CE
Athletics pictogram.svg Atletismo 3 5 4 5 5 4 6 7 7 1 47
Badminton pictogram.svg Badminton 1 1 2 1 5
Basketball pictogram.svg Basquetebol 1 1 2
Boxing pictogram.svg Boxe 1 1 1 1 1 1 3 4 13
Canoeing (flatwater) pictogram.svg Canoagem 1 1 2 4 4 4 16
Cycling (road) pictogram.svg Ciclismo 1 1 2 1 2 2 1 1 3 2 1 1 18
Fencing pictogram.svg Esgrima 1 1 1 1 2 1 1 1 1 10
Football pictogram.svg Futebol 1 1 2
Gymnastics (artistic) pictogram.svg Ginástica 1 1 1 1 1 1 4 3 3 EG 1 1 18
Golf pictogram.svg Golfe 1 1 2
Weightlifting pictogram.svg Halterofilismo 1 2 2 2 2 2 1 1 1 1 15
Handball pictogram.svg Handebol 1 1 2
Equestrian pictogram.svg Hipismo 2 1 1 1 1 6
Field hockey pictogram.svg Hóquei sobre a grama 1 1 2
Judo pictogram.svg Judô 2 2 2 2 2 2 2 14
Wrestling pictogram.svg Lutas 2 2 2 3 3 2 2 2 18
Synchronized swimming pictogram.svg Nado sincronizado 1 1 2
Swimming pictogram.svg Natação 4 4 4 4 4 4 4 4 1 1 34
Water polo pictogram.svg Polo aquático 1 1 2
Modern pentathlon pictogram.svg Pentatlo moderno 1 1 2
Rowing pictogram.svg Remo 2 4 4 4 14
Rugby union pictogram.svg Rugby sevens 1 1 2
Diving pictogram.svg Saltos ornamentais 1 1 1 1 1 1 1 1 8
Taekwondo pictogram.svg Taekwondo 2 2 2 2 8
Tennis pictogram.svg Tênis 1 1 3 5
Table tennis pictogram.svg Tênis de mesa 1 1 1 1 4
Shooting pictogram.svg Tiro 2 2 2 1 2 1 2 2 1 15
Archery pictogram.svg Tiro com arco 1 1 1 1 4
Triathlon pictogram.svg Triatlo 1 1 2
Olympic pictogram Sailing.png Vela 2 2 2 2 2 10
Volleyball (indoor) pictogram.svg Voleibol 1 1 2
Volleyball (beach) pictogram.svg Voleibol de praia 1 1 2
Total medalhas de ouro 12 14 14 15 20 19 24 21 22 17 25 16 23 22 30 12 306
Total acumulativo 12 26 40 55 75 94 118 139 161 178 203 219 242 264 294 306
Agosto 3
Qua
4
Qui
5
Sex
6
Sab
7
Dom
8
Seg
9
Ter
10
Qua
11
Qui
12
Sex
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Dom
15
Seg
16
Ter
17
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18
Qui
19
Sex
20
Sab
21
Dom
Medalhas de ouro

Participantes

Uniforme oficial da Delegação Olímpica da Austrália para os Jogos do Rio de Janeiro

Até 17 de abril de 2016, 168 dos 206 Comitês Olímpicos Nacionais garantiram a classificação de pelo menos um atleta aos Jogos.

Kosovo e Sudão do Sul tiveram seus CONs reconhecidos em 2014 e 2015, respectivamente, e devem estrear em Jogos Olímpicos.[65][66] Por sua vez, em outubro de 2015 o Kuwait foi suspenso pelo COI pela segunda vez em cinco anos devido a interferências do governo no Comitê Olímpico do país e seus atletas classificados deveram competir sob a bandeira olímpica.[67][68]

Devido a crise migratória na Europa e por outras razões, o COI vai permitir que determinados atletas compitam como independentes e sob a bandeira olímpica.[69] Em Jogos Olímpicos anteriores os refugiados não eram elegíveis para competir devido à impossibilidade de representar seus respectivos CONs.[70] Em 2 de março de 2016, o COI criou uma equipe específica de Atletas Olímpicos Refugiados (ROA), sendo que dentre 43 atletas refugiados considerados potencialmente elegíveis, entre cinco e dez deles serão escolhidos para formar a equipe.[71][72]

Comitês Olímpicos Nacionais participantes dos Jogos


Controvérsias

Em 2014, a Operação Lava Jato, uma investigação da Polícia Federal do Brasil, descobriu a lavagem de dinheiro sem precedentes e de corrupção na empresa estatal de petróleo Petrobras. No início de 2015, uma série de protestos contra a suposta corrupção por parte do governo da presidente Dilma Rousseff começou no Brasil, desencadeado por revelações de que numerosos políticos estavam envolvidos no caso Petrobras. No início de 2016, o escândalo se transformou em uma crise política full-blown que afecta não só a presidente Dilma Rousseff, mas também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resultando em manifestações massivas em todo o país, envolvendo milhões de manifestantes,[73] tanto anti e pró-Rousseff.[74][75] Ao mesmo tempo, o Brasil enfrenta sua pior recessão econômica desde a década de 1990, levantando questões sobre se o país está adequadamente preparado para os Jogos de encontro a um contexto político e econômico volátil. De acordo com um porta-voz da OCDE a recessão brasileira vai durar até 2018 e só pode ser resolvida por novas eleições.[76] Em 12 de maio, a presidente Dilma Rousseff foi destituído de seus poderes e deveres por 180 dias, após uma votação de impeachment no Senado Federal, portanto, o vice-presidente Michel Temer será presidente interino durante os Jogos.[77]

Caça F-5EM Tiger II da Força Aérea Brasileira durante um treinamento de interceptação aérea para os Jogos

Desde a concessão das Olimpíadas de 2016 ao Rio de Janeiro, os problemas de criminalidade da cidade têm recebido mais atenção. Um helicóptero da polícia foi abatido em uma favela carioca durante uma das muitas guerras contra o narcotráfico na cidade e o piloto foi morto no incidente.[78] O prefeito do Rio admitiu que existem "grandes problemas" enfrentados pela cidade, mas garantiu a segurança do evento. No entanto, ele também disse que tais preocupações e questões foram apresentados ao COI durante todo o processo de licitação.[79] O Rio de Janeiro iniciou um programa para controlar os níveis de criminalidade nas favelas locais. No entanto, apesar da queda no número de homicídios e de violações dos direitos humanos, a Human Rights Watch pediu que o Brasil a investigue os assassinatos extrajudiciais.[80] A estimativa é de que cinco mil homens da Força Nacional de Segurança Pública e 22 mil oficiais das Forças Armadas (14,8 mil do Exército, 5,9 mil da Marinha e 1,3 mil da Aeronáutica), além do contingente fixo do Rio de Janeiro, atuem durante os Jogos Olímpicos.[81] No entanto, apesar das promessas para aumentar a segurança, ainda existem preocupações de segurança na cidade. A Anistia Internacional aponta ainda que no Rio, em 2015, um em cada cinco assassinatos foi cometido pela polícia, sendo que as vítimas são, em sua maioria, jovens negros moradores de favelas e periferias.[82]

Devido aos recentes atentados realizados em outros países, casos da França e da Bélgica, e ao maior número de adesões de brasileiros à ideologia do Estado Islâmico, em abril de 2016 a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) elevou o grau de risco de ataque do EI durante as Olimpíadas.[83] No dia 21 de julho de 2016, a Departamento de Polícia Federal deflagrou a Operação Hashtag onde foram presas 12 pessoas, supostamente militantes de uma célula do Estado Islâmico no Brasil. Esse grupo vinha sendo monitorado em redes sociais, sobretudo via Facebook e Twitter, e por aplicativos de troca de mensagens, e foram presos acusados de planejar um atentado terrorista durante a Olimpíada.[84]

A Vila Olímpica do Rio de Janeiro 2016 tem sido descrita como o maior da história das Olimpíadas. No entanto, algumas delegações consideraram a vila como "inabitável" e "insegura" devido a grandes riscos de colapso dos sistemas de encanamento e eletricidade apenas 15 dias antes do início dos Jogos Olímpicos. Sanitários entupidos, vazamento de tubulações, fiação exposta, escadas escuras onde não há iluminação instalada e pisos sujos estavam entre os problemas relatados em alguns dos apartamentos no complexo. A equipe olímpica australiana boicotou a vila nos dias iniciais por considerar o seu bloco de apartamentos inabitável. Uma equipe de mais de 500 funcionários do comitê olímpico local trabalharam para corrigir os problemas relatados pelas delegações.[85] A organização dos Jogos Olímpicos admitiu a possibilidade de ter havido casos isolados de sabotagem por funcionários durante a fase de construção da Vila que recebeu os atletas durante o Rio 2016.[86]

Um surto em curso do vírus Zika transmitida por mosquitos no país tem levantado temores sobre seu potencial impacto sobre os atletas e visitantes. Os organizadores planejam realizar inspeções diárias de locais olímpicos para evitar poças de água estagnada que permitem que os mosquitos para se reproduzir.[87] A transmissão do vírus Zika também foi atribuída ao tratamento de esgoto ineficiente na cidade.[88] Em maio de 2016, um grupo de 150 médicos e cientistas enviaram uma carta aberta à Organização Mundial de Saúde (OMS), convidando-os a, de acordo com o co-autor Arthur Caplan, ter "uma discussão aberta e transparente sobre os riscos da realização do Jogos Olímpicos como planejados no Brasil ". A OMS, no entanto, rejeitou o pedido, afirmando que "cancelar ou alterar o local dos Jogos Olímpicos de 2016 não vai alterar significativamente a propagação internacional do vírus Zika" e que não havia "nenhuma justificação de saúde pública" para adiar o evento.[89][90][91]

Marina da Glória, local de competições de vela

Quase 1.400 atletas velejarão nas águas da Marina da Glória na Baía de Guanabara, nadando na praia de Copacabana e praticando canoagem e remo nas águas insalubres da Lagoa Rodrigo de Freitas. Em julho de 2015 a agência de notícias Associated Press encomendou quatro rodadas de testes da qualidade da água em cada um desses locais de competições, e também na água que alcança a areia da praia de Ipanema, que é muito frequentada por turistas, mas onde não será realizado nenhum evento olímpico. Os resultados dos testes indicaram altas contagens de adenovírus, rotavírus, enterovírus e coliformes fecais em algumas amostras. Esses são vírus conhecidos por causar doenças estomacais, respiratórias e outras, incluindo diarreia aguda e vômitos, além de doenças cerebrais e cardíacas, que são mais graves, porém mais raras. As concentrações dos vírus foram aproximadamente as mesmas que são encontradas no esgoto puro. A Lagoa Rodrigo de Freitas, que foi declarada segura para remadores e canoístas, apresentou as águas mais poluídas dos locais de competições, com resultados que variam de 14 milhões de adenovírus por litro no extremo inferior a 1,7 bilhão por litro no extremo superior.[92]

Segundo a organização Anistia Internacional, depois que o Rio foi escolhido para sediar os Jogos, mais de 22 mil famílias foram desalojadas, segundo dados apresentados pela Prefeitura do Rio de Janeiro, sendo que a Vila Autódromo se tornou o caso mais emblemático. As remoções causam enorme impacto social, principalmente entre as crianças, quando elas ocorrem sem o devido encaminhamento e indenizações. No entanto, violações de direitos humanos ligadas a grandes eventos esportivos não são um fato isolado no Brasil, mas mais um exemplo de que grandes eventos esportivos realizados em países com histórico grave de abusos tendem a exacerbar violações que já ocorrem, como foi em Pequim 2008, Sochi 2014, Baku 2015 e Qatar 2022.[82] O sociólogo britânico David Goldblatt , autor de The Games: A Global History of the Olympics ("Os Jogos: Uma História Global das Olimpíadas", em tradução livre), também lembra que mais de 800 mil pessoas foram alvo de remoções forçadas antes dos Jogos Olímpicos de Verão de 1988, realizados em Seul, na Coreia do Sul.[93]

Ver também

Referências

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Ligações externas

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