Testosterona

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde Outubro de 2011). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Estrutura química de Testosterona
Testosterona
Star of life caution.svg Aviso médico
Nome IUPAC (sistemática)
17b-hidróxi-4-androsten-3-um
Identificadores
CAS 58-22-0
ATC G03BA03
PubChem 6013
Informação química
Fórmula molecular C19H28O2 
Massa molar 288.43
Dados físicos
Ponto de ebulição 155-156 °C
Rotação específica +110,2°
Entalpia Comb. −11080 kJ/mol
Farmacocinética
Biodisponibilidade  ?
Metabolismo Fígado, Testículo e Próstata
Meia-vida 1-12 dias
Excreção Urina
Considerações terapêuticas
Administração Injeção intramuscular, transdérmica (creme, gel ou patch), oral, sub-'Q' pellet
DL50  ?

Testosterona é uma hormona esteroide do grupo dos andrógenos e encontrada em mamíferos, répteis,[1] aves,[2] e outros vertebrados. Em mamíferos, a testosterona é segregada principalmente pelos testículos dos machos e pelos ovários das fêmeas, embora seja também segregada em pequenas quantidades pelas glândulas suprarrenais. A testosterona é a principal hormona sexual masculina e um esteroide anabolizante.

Nos homens, a testosterona é fundamental para o desenvolvimento dos tecidos reprodutores masculinos, como os testículos ou a próstata, e na promoção de características sexuais secundárias, como o aumento da musculatura, massa óssea e o crescimento de pêlos no corpo.[3] A testosterona é ainda essencial para a saúde e bem-estar[4] e na prevenção de osteoporose.[5]

Em média, a quantidade de testosterona nos homens é entre sete a oito vezes superior do que em mulheres.[6] Embora a produção diária da hormona seja vinte vezes superior nos homens, o consumo metabólico é igualmente superior.[7][8] As mulheres são também mais sensíveis à hormona.[9]

A testosterona pode ser observada na maior parte dos vertebrados. Os peixes produzem uma forma ligeiramente diferente denominada 11-Cetotestosterona.[10] A hormona equivalente nos insetos é a ecdisona.[11]

Efeitos comportamentais[editar | editar código-fonte]

A testosterona e seus metabólitos, assim como outros hormônios sexuais, apresentam um forte efeito nos comportamentos sociais de diversas espécies, dentre elas os humanos. A testosterona desempenha um papel central na manifestação e desenvolvimento de comportamentos agonistas, especialmente a agressão[12].

Estudos experimentais têm mostrado que os níveis suprafisiológicos de testosterona aumentam a manifestação da agressão, enquanto estudos correlacionais associam a testosterona com maior impulsividade, maior responsividade de circuitos neurais relacionados a agressão social e raiva. Além disso, mais do que a agressão, a testosterona é fortemente relacionada com o comportamento dominante e a competitividade[12][13]

Valores de Referência da Testosterona em Humanos[editar | editar código-fonte]

Valores de referência médios considerados dentro da normalidade em homens e mulheres. 

Testosterona Total[editar | editar código-fonte]

Referência de Níveis de Testosterona em Homens:

0 a 5 meses: 75-400 ng/dL

6 meses a 9 anos: < 7-20 ng/dL

10 a 11 anos: < 7-130 ng/dL

12 a 13 anos: < 7-800 ng/dL

14 anos: < 7-1.200 ng/dL

15 a 16 anos: 100-1.200 ng/dL

17 a 18 anos: 300-1.200 ng/dL

19 anos acima: 240-950 ng/dL

Referência de Níveis de Testosterona em Mulheres[editar | editar código-fonte]

0 a 5 meses: 20-80 ng/dL

6 meses a 9 anos: < 7-20 ng/dL

10 a 11 anos: < 7-44 ng/dL

12 a 16 anos: < 7-75 ng/dL

17 a 18 anos: 20-75 ng/dL

19 anos acima: 8-60 ng/dL

Testosterona Livre[editar | editar código-fonte]

Homens: 9 a 30 ng/dL

Mulheres: 0.3 a 1,9 ng/dL

Valores de referência não foram estabelecidas para pacientes com menos de 16 anos de idade

Testosterona Biodisponível[editar | editar código-fonte]

Homens

Até os 19 anos: valores não estabelecidos

20 a 29 anos: 83-257 ng/dL

30 a 39 anos: 72-235 ng/dL

40 a 49 anos: 61-213 ng/dL

50 a 59 anos: 50-190 ng/dL

60 a 69 anos: 40-168 ng/dL

70 anos ou mais: não estabelecido

Mulheres (não-ooforectomizadas)

Até os 19 anos: valores não estabelecidos

20 a 50 anos (em estrogênio oral): 0.8-4,0 ng/dL

20 a 50 anos (não em estrogênio oral): 0,8-10 ng/dL

50 anos ou mais : valores não estabelecidos

Bloqueio da testosterona pela finasterida e bromoprida[editar | editar código-fonte]

A finasterida utilizada para combater a queda de cabelos, concorre com a testosterona em suas ligações e pode promover a sua redução gradual. Por outro lado, a bromoprida, utilizada para melhorar a digestão, promove a elevação da prolactina, que também bloqueia a testosterona, chegando perto de seu limite inferior, com consequências importantes no organismo masculino.[carece de fontes?] Nos Estados Unidos, onde o marketing direto de medicamentos é permitido ("Pergunte ao seu médico sobre nosso novo produto!") as drogas são promovidas nas mais variadas formas, de comprimidos e injeções à cremes e gel.

Desde 2001, receitas de testosterona nos Estados Unidos para homens acima dos 40 anos mais do que triplicaram. Atualmente 1,7 milhão de homens são orientados a usar os suplementos hormonais. "A questão é: há realmente um problema a ser tratado?", indaga a médica Lisa Schwartz, do Dartmouth College. Conforme brinca o comediante Stephen Colbert, Baixa T é "uma condição de saúde identificada por uma fermacêutica que antigamente era conhecida como envelhecer".

Médicos concordam que uma pequena proporção de homens (cerca de 0,5%) precisa de terapia com testosterona. Entre eles estão homens com doenças genéticas ou cujos testículos, onde a testosterona é produzida, não funcionam mais após tratamentos com quimioterapia. E foi para casos como esses que a Food and Drug Administration (FDA) autorizou a venda dos medicamentos nos Estados Unidos.

Em homens o comportamento sexual é muito dependente da testosterona.

Testosterona e Tribulus Terrestris[editar | editar código-fonte]

O tribulus terrestris é bastante utilizado como um "estimulador" da produção de testosterona.

A ideia é que o tribulus ajude a sintetizar mais testosterona dentro dos testículos.

A explicação se dá devido ao fato de que na composição do extrato de tribulus sejam encontrados sapominas esteroidais e protodioscina.

Não há até o momento estudo científico provando a influência da planta Tribulus sobre os níveis de testosterona.

No entanto, um extrato de tribulus padronizado,contendo protodioscina e sapominas esteroidais, pode estimular a produção de testosterona.

Referências

  1. Cox RM, John-Alder HB (December 2005). «Testosterone has opposite effects on male growth in lizards (Sceloporus spp.) with opposite patterns of sexual size dimorphism». J. Exp. Biol. [S.l.: s.n.] 208 (Pt 24): 4679–87. doi:10.1242/jeb.01948. PMID 16326949. 
  2. Reed WL, Clark ME, Parker PG, Raouf SA, Arguedas N, Monk DS, Snajdr E, Nolan V, Ketterson ED (May 2006). «Physiological effects on demography: a long-term experimental study of testosterone's effects on fitness». Am. Nat. [S.l.: s.n.] 167 (5): 667–83. doi:10.1086/503054. PMID 16671011. Resumo divulgativoScienceDaily. 
  3. Mooradian AD, Morley JE, Korenman SG (February 1987). «Biological actions of androgens». Endocr. Rev. [S.l.: s.n.] 8 (1): 1–28. doi:10.1210/edrv-8-1-1. PMID 3549275. 
  4. Bassil N, Alkaade S, Morley JE (June 2009). «The benefits and risks of testosterone replacement therapy: a review». Ther Clin Risk Manag [S.l.: s.n.] 5 (3): 427–48. PMC 2701485. PMID 19707253. 
  5. Tuck SP, Francis RM (2009). «Testosterone, bone and osteoporosis». Front Horm Res. Frontiers of Hormone Research [S.l.: s.n.] 37: 123–32. doi:10.1159/000176049. ISBN 978-3-8055-8622-1. PMID 19011293. 
  6. Torjesen PA, Sandnes L (March 2004). «Serum testosterone in women as measured by an automated immunoassay and a RIA». Clin. Chem. [S.l.: s.n.] 50 (3): 678; author reply 678–9. doi:10.1373/clinchem.2003.027565. PMID 14981046. 
  7. Southren AL, Gordon GG, Tochimoto S, Pinzon G, Lane DR, Stypulkowski W (May 1967). «Mean plasma concentration, metabolic clearance and basal plasma production rates of testosterone in normal young men and women using a constant infusion procedure: effect of time of day and plasma concentration on the metabolic clearance rate of testosterone». J. Clin. Endocrinol. Metab. [S.l.: s.n.] 27 (5): 686–94. doi:10.1210/jcem-27-5-686. PMID 6025472. 
  8. Southren AL, Tochimoto S, Carmody NC, Isurugi K (November 1965). «Plasma production rates of testosterone in normal adult men and women and in patients with the syndrome of feminizing testes». J. Clin. Endocrinol. Metab. [S.l.: s.n.] 25 (11): 1441–50. doi:10.1210/jcem-25-11-1441. PMID 5843701. 
  9. Dabbs M, Dabbs JM (2001). Heroes, rogues, and lovers: testosterone and behavior (New York: McGraw-Hill). ISBN 0-07-135739-4. 
  10. Nelson, Randy F. (2005). An introduction to behavioral endocrinology (Sunderland, Mass: Sinauer Associates). p. 143. ISBN 0-87893-617-3. 
  11. De Loof A (October 2006). «Ecdysteroids: the overlooked sex steroids of insects? Males: the black box». Insect Science [S.l.: s.n.] 13 (5): 325–338. doi:10.1111/j.1744-7917.2006.00101.x. 
  12. a b de Almeida, Rosa M; Cabral, J C; Narvaes, R. . "Behavioural, hormonal and neurobiological mechanisms of aggressive behaviour in human and nonhuman primates". Physiology & Behavior. DOI:10.1016/j.physbeh.2015.02.053. Visitado em 02/04/2015.
  13. Archer, John. . "The influence of testosterone on human aggression". British Journal of Psychology. DOI:10.1111/j.2044-8295.1991.tb02379.x. Visitado em 02/04/2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]


Ícone de esboço Este artigo sobre Fisiologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.