Câncer de mama

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Câncer de mama
A fita rosa é usada para representar apoio a luta contra o câncer de mama e promover sua conscientização.
Classificação e recursos externos
CID-10 C50
CID-9 174-175
OMIM 114480
DiseasesDB 1598
MedlinePlus 000913
eMedicine med/2808

Cancro da mama (português europeu) ou câncer de mama (português brasileiro) ou carcinoma da mama é o cancro que se desenvolve no tecido mamário.[1] Entre os sinais de cancro da mama estão o aparecimento de um nódulo na mama ou perto da mama na zona da axila; alterações na forma ou na aparência da mama, como retração do mamilo, pele da mama ou aréola, mamilo com aparência escamosa, vermelha, inchada ou com sailiências e reentrâncias; ou ainda sensibilidade no mamilo e secreção ou perda de líquido pelo mamilo. Em pessoas com a doença disseminada, pode também verificar-se dor óssea, gânglios linfáticos inchados, falta de ar e icterícia.[2]

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento de cancro da mama estão o sexo feminino, a idade, obesidade, falta de exercício físico, o consumo de álcool, a terapia de reposição hormonal durante a menopausa, radiação ionizante, idade precoce da primeira menstruação, ter filhos em idade tardia ou não ter tido filhos.[3] [4] Entre 5 e 10% dos casos são causados por genes herdados dos pais da pessoa, entre os quais o BRCA1 e o BRCA2. O cancro da mama geralmente desenvolve-se nas células do revestimento dos canais mamários e dos lóbulos onde é produzido o leite. Os cancros que se desenvolvem nos canais são denominados carcinomas ductais (ou de tipo não especial), enquanto que os que se desenvolvem nos lóbulos são denominados carcinomas lobulares.[3] Existem ainda mais 18 sub-tipos de cancro da mama. Alguns cancros desenvolvem-se a partir de condições pré-malignas como o carcinoma ductal in situ.[4] O dianóstico de cancro da mama é confirmado através de uma biópsia do nódulo em questão. Uma vez realizado o diagnóstico, são realizados mais exames para determinar se o cancro se disseminou para além da mama e a que tratamentos pode responder.[3]

A ponderação entre as vantagens e desvantagens do rastreio do cancro da mama ainda é um tópico controverso. Uma revisão de 2013 da Cochrane afirmou que não é claro que o rastreio mamográfico tenha mais benefícios ou malefícios.[5] Outra revisão de 2009 por um grupo de trabalho dos EUA (US Preventive Services Task Force) encontrou evidências de benefícios em pessoas com 40 a 70 anos de idade,[6] tendo recomendado o rastreio a cada dois anos para as mulheres entre os 50 e 74 anos de idade.[7]

Como medida de prevenção, em pessoas com risco elevado de desenvolver cancro da mama, podem ser usados os fármacos tamoxifeno e raloxifeno. Outra medida de preventiva em mulheres com risco agravado é a remoção cirúrgica de ambas as mamas.[4] Em pessoas a quem foi diagnosticado cancro, estão disponíveis uma série de tratamentos, incluindo cirurgia, radioterapia, terapia hormonal e terapia alvo.[3] Dependendo do tipo de intervenção necessário, a cirurgia pode conservar a mama (p.e. quadrantectomia) ou ser realizada uma mastectomia. A reconstrução de mama pode ter lugar durante a cirurgia ou numa data posterior. Nas pessoas em que o cancro já se disseminou para outras partes do corpo, os tratamentos destinam-se sobretudo a prolongar a vida, melhorar o conforto e a qualidade de vida.[8]

O prognóstico para o cancro da mama varia em função do tipo de cancro, extensão da doença e idade da pessoa.[8] A taxa de sobrevivência em países desenvolvidos é elevada,[9] sendo mais reduzida nos países em vias de desenvolvimento.[4] Quando se considera todo o mundo, o cancro da mama é a causa mais comum de cancro em mulheres, correspondendo a 25% de todos os casos.[10] Em 2012 foi responsável por 1,68 milhões de casos e 522 000 mortes.[10] É mais comum em países desenvolvidos[4] e é mais de 100 vezes mais comum em mulheres do que em homens.[9] [11]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Sinais iniciais que indicam a possibilidade de um cancro da mama.
Mama com cancro onde são visíveis a retração do mamilo, um nódulo e retração da pele.

O primeiro sintoma percetível de cancro da mama é geralmente o aparecimento de um nódulo na mama ou na zona dos gânglios linfáticos das axilas, cuja sensação durante a palpação é diferente do tecido envolvente. Mais de 80% dos casos de cancro da mama são descobertos quando a mulher sente um nódulo durante a palpação.[12] Para além dos nódulos, entre os sinais de um possível cancro da mama estão um espessamento diferente do restante tecido mamário; alterações na forma, tamanho ou aparência de uma mama; a retração ou alteração de posição ou forma de um mamilo; pele da mama, aréola ou mamilo com aparência escamosa, vermelha, inchada ou com sailiências e reentrâncias; secreção ou perda de líquido pelo mamilo; dor constante em parte da mama ou da axila e inchaço por baixo da axila ou à volta da clavícula.[13] [14] [3]

O carcinoma mamário inflamatório é um tipo particular de cancro da mama cujo diagnóstico é bastante difícil, uma vez que não se manifesta através de um nódulo palpável. Os sintomas podem-se assemelhar a uma inflamação das mamas, incluindo prurido, dor, inchaço, inversão do mamilo, calor, vermelhidão por toda a mama e textura da pele semelhante a uma casaca de laranja.[12] Em alguns casos, o cancro da mama apresenta-se como doença metastática; ou seja, cancro que se disseminou no corpo para além do órgão inicial. Os sintomas causados pelo cancro da mama metastático dependem da localização das metástases. Os locais mais comuns são os ossos, fígado, pulmões e cérebro.[15]

A doença de Paget da mama é uma síndrome maligna que é responsável por 1 a 4,3% de todos os cancros da mama. Manifesta-se através de alterações na pele semelhantes ao eczema, como vermelhidão, descoloração ou escamamento da pele do mamilo. À medida que a doença avança, os sintomas incluem formigueiro, [[prurido, aumento da sensibilidade e dor, podendo também verificar-se secreções do mamilo. Cerca de metade das mulheres diagnosticadas com doença de Paget da mama também apresentam um nódulo no peito.[16] Em casos raros, aquilo que inicialmente aparenta ser um fibroadenoma (nódulo duro, móvel e não-canceroso) pode na realidade ser um tumor filoide, responsável por 0,5% dos cancros da mama. Estes tumores formam-se no estroma (tecido conjuntivo) da mama e são classificados em benignos, duvidosos ou malignos.[17]

Existem também sintomas não específicos de cancro da mama; isto é, sintomas que também podem ser manifestações de outras doenças. A perda de peso inexplicável pode por vezes ser um sinal de cancro da mama, assim como sintomas de febre e calafrios. As dores nos ossos ou articulações, icterícia e sintomas neurológicos podem por vezes ser manifestações de cancro da mama metastático.[18] A dor nas mamas é uma ferramenta pouco fidedigna para determinar a presença ou ausência de cancro da mama, mas pode ser indicativa de outras doenças mamárias.[12] [19] [20]

A maior parte dos casos de sintomas de doenças mamárias não resultam num diagnóstico de cancro. Por exemplo, só menos de 20% dos nódulos detectados é que se revelam ser cancerígenos.[21] As doenças benignas da mama, como a mastite e o fibroadenoma, são causas muito mais comuns dos sintomas. No entanto, a aparição de qualquer sintomas deve ser levada a sºerio, uma vez que existe a possibilidade de se tratar de cancro da mama, qualquer que seja a idade da pessoa.[22]

Fatores de risco[editar | editar código-fonte]

Os fatores de risco para o cancro da mama podem ser divididos em duas categorias: modificáveis e não modificáveis. Os modificáveis são comportamentos que as próprias pessoas podem alterar, como o consumo de bebidas alcoólicas, enquanto que os não modificáveis são fatores que não podem ser alterados, como a idade ou o sexo da pessoa.[23] Os principais fatores de risco para o cancro da mama são o sexo feminino e progressão da idade.[24] Entre outros potenciais fatores de risco estão fatores genéticos, não ter tido filhos ou não ter amamentado,[25] a maior quantidade de determinadas hormonas,[26] e a obesidade, principalmente após a menopausa.[27] Algumas alterações nas mamas, como a hiperplasia ductal atípica e o carcinoma lobular in situ, que ocorrem em doenças benignas, estão relacionadas com o aumento do risco de cancro da mama. A diabetes pode também aumentar o risco da doença.[28] [29]

Estilo de vida[editar | editar código-fonte]

Vários comportamentos modificáveis ligados ao estilo de vida aumentam o risco de cancro da mama. Entre eles estão o Fumar, que aumenta o risco entre 35% e 50%, a ausência de atividade física, uma dieta rica em gorduras, a obesidade, a ingestão de bebidas alcoólicas e a exposição a radiação e vários produtos químicos.

Fumar aparenta aumentar o risco de cancro de mama. O risco aumenta de forma proporcional à quantidade fumada e a quanto mais cedo na vida se começou a fumar. Em fumadores veteranos, o risco é entre 35% e 50% maior do que em não fumadores.[30] Cerca de 10% dos casos da doença estão relacionados com a ausência de atividade física.[31] Permanecer sentado regularmente e por longos períodos de tempo está associado a uma maior mortalidade do cancro da mama. Este risco não desaparece com o exercício regular, embora haja uma diminuição.[32]

Existe uma relação entre a dieta e o cancro da mama. O risco da doença é maior com uma dieta rica em gorduras,[33] com a ingestão de álcool,[34] e com a obesidade relacionada com níveis excessivos de colesterol.[35] A insuficiência de iodo na dieta pode também influenciar o risco.[36]

Entre outros fatores de risco estão a radiação,[37] e o trabalho por turnos.[38] Estão também associados ao aumento do risco alguns produtos químicos, como o bifenilpoliclorado, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, solventes orgânicos[39] e determinados pesticidas.[40] Embora a radiação recebida durante uma mamografia seja em doses muito baixas, estima-se que o rastreio anual entre os 40 e os 80 anos de idade seja a causa de aproximadamente 225 casos fatais de cancro da mama por cada milhão de mulheres rastreadas.[41]

Existe uma associação entre a contraceção hormonal e o desenvolvimento de cancro da mama durante a pré-menopausa,[23] [42] embora esteja ainda a ser debatido se o uso de contracetivos orais causa de facto a doença. No entanto, mesmo que haja alguma relação, o efeito global será pouco significativo.[43] Além disso, não é claro se essa associação ainda continua a existir com os contracetivos orais de última geração.[43] Em pessoas com mutações genéticas que causam predisposição para cancro da mama (genes BRCA1 ou BRCA2) ou que têm um historial familiar de cancro da mama, o uso de contracetivos orais de última geração não aparenta ter qualquer influência no risco de cancro da mama.[44] [45]

A associação entre amamentação e o cancro da mama ainda não está inequivocamente demonstrada. Alguns estudos apontam a existência de uma associação enquanto outros não.[46] No início da década de 1980, foi levantada a hipótese de que o aborto induzido aumentava o risco de vir a desenvolver cancro da mama.[47] No entanto, esta hipótese foi alvo de investigação extensa nas décadas seguintes, tendo a comunidade científica concluido que nem o aborto induzido nem o aborto espontâneo estão associados a qualquer aumento do risco de cancro da mama.[48]

Genética[editar | editar código-fonte]

As mutações nos genes BRCA são herdadas de forma dominante, a partir de qualquer um dos progenitores.

A predisposição genética pode ter um papel menor na maioria dos casos[49] e acredita-se que seja a principal causa de 5 a 10% de todos os casos de cancro da mama.[50] Em pessoas com nenhum, um ou dois parentes afetados, o risco de cancro da mama antes dos 80 anos de idade é de 7,8%, 13,3% e 21,1%, respetivamente, sendo a mortalidade da doença de 2,3%, 4,2% e 7,6%, também respetivamente.[51] Em pessoas com um parente em primeiro grau com a doença, o risco de vir a ter cancro da mama entre os 40 e 50 anos de idade é o dobro em relação à generalidade da população.[52]

Em menos de 5% dos casos, a genética tem um papel mais ativo ao causar síndrome de cancro hereditário da mama e ovário em pessoas com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.[49] Estas mutações correspondem a 90% do total de influência genética, com um risco de cancro da mama de 60 a 80% em pessoas afetadas.[50] Entre outros genes com mutações significativas estão o p53 (síndrome de Li-Fraumeni), PTEN (síndrome de Cowden), STK11 (síndrome de Peutz–Jeghers), CHEK2, ATM, BRIP1 e PALB2.[50]

Fisiopatologia[editar | editar código-fonte]

Ver também: Carcinogénese

O cancro da mama, tal como qualquer outro cancro, ocorre devido a uma interação entre fatores ambientais e um hospedeiro geneticamente predisposto. Enquanto que as células normais são capazes de controlar a sua multiplicação, de se unir a outras células e de permanecer no devido local nos tecidos, as células cancerígenas não têm mecanismos que impeçam a sua multiplicação, não precisam de de se unir a outras células para sobreviver e invadem os tecidos próximos. As células normais suicidam-se quando já não são necessárias. Até chegar o momento certo, esta morte programada é impedida por vários tipos de proteínas e vias metabólicas. Ocasionalmente, os genes que codificam as proteínas destas vias protetoras podem sofrer mutações, o que faz com que estas proteínas alteradas tornem a célula resistente aos estímulos para cometer suicídio. Estas mutações podem levar ao cancro. Por exemplo, numa situação normal a proteína PTEN desliga a via PI3K/AKT quando a célula está pronta para se suicidar. Em alguns cancros da mama, o gene da proteína PTEN encontra-se mutado, pelo que a via PI3K/AKT encontra-se permanentemente ligada, aumentado a resistência ao suicídio celular (morte celular programada).[53]

As mutações que podem causar cancro da mama têm sido associadas experimentalmente à exposição ao estrogénio.[54]

A maior parte dos tumores malignos da mama tem origem em carcinomas no tecido epitelial. Os carcinomas da mama, embora muitas vezes discutidos na qualidade de uma única doença, são um grupo diversificado de lesões que diferem entre si na aparência ao microscópio e no comportamento biológico. A sua classificação depende das características citológicas das lesões, do tipo de recetores que as células apresentam e da sua velocidade de prolideração, e não da localização no sistema ductal-lobular mamário. Os carcinomas in situ da mama mais comuns são os carcinomas ductais ou lobulares. Por outro lado, os carcinomas invasivos mais comuns são o carcinoma ductal invasivo (ou invasivo de tipo não especial) e o carcinoma lobulares invasivo. Numa análise da base de dados dos Estados-Unidos "Surveillance Epidemiology and End Results" (SEER) os carcinoma ductais contaram com 76% dos diagnósticos e os lobulares com 8%.[55]

Eventuais anomalias na sinalização dos fatores de crescimento entre as células estromais e as células epiteliais podem facilitar o crescimento celular maligno.[56] [57] No tecido adiposo da mama, a sobre-expressão da leptina leva ao aumento da proliferação celular e ao aparecimento de cancro.[58]

Nos Estados Unidos, 10 a 20% das pessoas com cancro da mama e cancro dos ovários têm um parente em primeiro ou segundo grau com uma destas doenças. A tendência familiar para desenvolver estes tipos de cancro é denominada síndrome hereditário de cancro da mama e ovário. O caso melhor estudado é o da mutação do gene BRCA1 que confere risco de cancro da mama ao longo da vida de 60 a 85% e risco de cancro dos ovários de 15 a 40%. Algumas mutações genéticas associadas com o cancro, como é o caso dos genes p53, BRCA1 e BRCA2, ocorrem em proteinas que têm como função corrigir erros na codificação do ADN. Estas mutações são hereditárias ou adquiridas após o nascimento. Presumivelmente, permitem o acumular de mutações posteriores, o que pode provocar divisão celular descontrolada e ulteriormente cancro.[37] [59] No entanto, há fortes evidências de variação do risco individual para cancro da mama que vão muito para além das mutações dos genes BRCA entre famílias de portadores. Isto é causado por fatores de risco não observáveis,[60] o que implica que o cancro da mama é despoletado por fatores ambientais e outras causas. A mutação hereditária dos gentes BRCA1 ou BRCA2 pode interferir com a reparação de crosslinks (ligações cruzadas) do ADN e de quebras na cadeia dupla de ADN.[61] Certos carcinogénios provocam danos no ADN, como crosslinks e quebras na cadeia dupla, que frequentemente necessitam de ser reparados por vias que contêm os genes BRCA1 e BRCA2.[62] [63] No entanto, as mutações nos genes BRCA são responsáveis por apenas 2-3% de todos os cancros da mama.[64]

O gene GATA3 controla diretamente a expressão dos recetores de estrogénio e de outros genes associados com a diferenciação epitelial. A perda do GATA3 provoca a perda de diferenciação e um diagnóstico menos favorável devido à invasão celular e metástase.[65]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

As mamografias são capazes de detetar um cancro da mama, mesmo nas fases iniciais.[19] A maior parte dos tipos de cancro da mama são facilmente diagnosticáveis através da análise ao microscópio de uma amostra de tecido (biópsia) da área afetada. No entanto, alguns tipos raros podem necessitar de exames de laboratório especializados.

Os meios de diagnóstico mais comuns são o exame físico da mama por um profissional de saúde e a mamografia. Estes exames indicam a possibilidade aproximada de determinado nódulo se tratar de um cancro ou de outro tipo de lesão, como um simples quisto.[66] Quando estes exames são inconclusivos, o profissional de saúde pode fazer uma punção aspirativa com uma agulha e recolher uma amostra do líquido do nódulo. A presença de líquido transparente geralmente indica que o nódulo não é cancerígeno. Por outro lado, se o líquido contiver sangue, pode ser analisado ao microscópio para detetar a presença de células cancerígenas. A combinação do exame físico, mamografia e aspiração são capazes de diagnosticar cancro da mama com um nível elevado de precisão.

Entre as outras técnicas de biópsia utilizadas estão a biópsia por agulha grossa ou biópsia assistida a vácuo, nas quais é removida uma parte do nódulo, ou uma biópsia excisional, na qual é removido o nódulo por completo.[67]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Tipos de tumores de mama[68]
Subtipo histológico Frequência (%)
Tumor filoide (maligno) 0.5-2%
Carcinomas invasivos
(malignos)
Carcinoma ductal infiltrante 76%
Carcinoma lobular infiltrante o invasor 8-10%
Carcinoma medular 5%
Carcinoma coloidal 2-3%
Carcinoma papilar infiltrante 2%
Carcinoma tubular 2%
Sarcomas
(malignos)
Angiossarcoma Raro
Rabdomiossarcoma Raro
Leiomiossarcoma Raro
Condrossarcoma Raro
Osteossarcoma Raro
Tumores epiteliais
(benignos)
Fibroadenoma (benigno) 7-12%
Papiloma intraductal 0.4%
Adenoma do mamilo Raro
Papilomatose do mamilo Raro
Carcinoma ductal
in situ
(pré-malignos)
Comedocarcinoma
Tipo sólido
Tipo cribriforme
Tipo micropapilar
Carcinoma papilar in situ
Doença de Paget da mama
Carcinoma ductal in situ microinvasivo

Os cancros da mama são classificados segundo diversos sistemas. A classificação influencia o prognóstico e a resposta ao tratamento. A descrição de um cancro da mama idealmente inclui todos estes fatores.

  • Tipo histológico. O cancro da mama é geralmente classificado de acordo com a sua aparência histológica. A maior parte dos cancros da mama formam-se no revestimento epitelial dos canais (ductos) ou dos lóbulos da mama, sendo classificados respetivamente como ductais ou lobulares. Quando o crescimento das células pré-cencerosas é restrito a um determinado compartimento, sem invadir o tecido envolvente, denomina-se "carcinoma in situ". Pelo contrário, quando o carcinoma não se restringe ao compartimento inicial denomina-se "carcinom invasivo".[69]
  • Grau histológico. A avaliação do grau histológico compara a aparência das células cencerosas com a aparência do tecido mamário normal. As células normais de um órgão como a mama tornam-se diferenciadas, o que significa que assumem determinadas formas de acordo com a sua função nesse órgão. No entanto, as células cancerosas perdem estes diferenciação e, em vez de se alinharem de forma organizada para formar os canais mamários, começam a dividir-se de forma descontrolada e o seu núcleo deixa de ser uniforme. Os tumores são classificados em bem diferenciados (grau 1), moderadamente diferenciados (grau 2) e pouco diferenciados (grau3). Os cancros com menor diferenciação têm sido associados a um prognóstico menos favorável.

Em alguns casos, pode ser usada imagiologia médica para procurar sinais de cancro metastático. No entanto, em casos com baixo risco de metástase, os riscos associados com a tomografia por emissão de positrões, tomografia computadorizada ou cintigrafia óssea são superiores aos possíveis benefícios, uma vez que estes procedimentos expõem o paciente a uma quantidade significativa de radiação ionizante.[70]

  • Estado dos recetores hormonais. As células cancerosas têm receptores na sua superfície, no citoplasma e no núcleo. Quando os mensageiros químicos, como as hormonas, se ligam aos seus recetores, isto provoca alterações na célula. As células do cancro da mama podem ter, ou não, três recetores importantes: recetor de estrogénio (ER), recetor de progesterona (PR) e HER2. As células cancerosas que têm recetores de estrogénio (ER+) dependem do estrogénio para poder crescer, sendo tratadas com fármacos que bloqueiam o efeito do estrogénio, e têm geralmente prognóstico mais favorável. Sem tratamento, os cancros da mama HER2+ são geralmente mais agressivos do que os HER2-.[71] [72] No entanto, as células HER2+ respondem melhor a fármacos como os anticorpos monoclinais em combinação com quimoterapia convencional, tendo progrnóstico mais favorável.[73] Quando as células não têm nenhum destes três tipos de recetores hormonais (estrogénio, progesterona e HER2) o cancro é denominado cancro da mama triplo negativo, embora possam expressar recetores para outras hormonas.
  • ADN. Os exames de ADN de vários tipos, incluindo microarranjo, têm comparado células normais com células do cancro da mama. As alterações específicas do cancro da mama são usadas para classificar o cancro de várias formas e podem ajudar a escolher o tipo de tratamento mais eficaz para cada tipo de ADN.

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Estilo de vida[editar | editar código-fonte]

O risco de cancro da mama pode ser diminuído mantendo um peso saudável, limitando a ingestão de álcool, amamentando os filhos e praticando atividade física regular e um estilo de vida ativo. O conjunto destas medidas pode prevenir até 42% dos cancros da mama.[74] O exercício físico moderado, como a caminhada vigorosa, apresenta benefícios em todas as faixas etárias, incluindo em mulheres após a menopausa.[74] [75] O consumo de ácidos gordos polinsaturados ómega-3 e o consumo significativo de alimentos à base de soja aparenta diminuir o risco de cancro da mama.[76] [77] Para além disso, as medidas que encorajam a atividade física regular e a diminuição da obesidade têm também outros benefícios, como a dominuição do risco de doenças cardiovasculares e diabetes.[23]

Mastectomia profilática[editar | editar código-fonte]

A mastectomia profilática, ou preventiva, é a remoção de ambas as mamas anterior a qualquer diagnóstico de cancro ou ao aparecimento de nódulos ou lesões suspeitas. Esta medida pode ser considerada em pessoas com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, as quais estão associadas a um risco muito maior de um eventual diagnóstico de cancro da mama.[78] [79] Não há evidências suficientemente fortes que apoiem este procedimento em outras pessoas para além daquelas em maior risco. A realização de testes genéticos BRCA é recomendada apenas a pessoas com elevado risco familiar e após aconselhamento. Não é recomendada a sua realização de rotina, uma vez que existem muitas formas diferentes de alterações nos genes BRCA, desde polimorfismos inofensivos até mutações perigosas, e o efeito de maior parte destas alterações ainda é incerto. Os testes em pessoas de baixo risco têm uma elevada probabilidade de apresentar falsos positivos. Também não é ainda claro se a remoção da segunda mama em pessoas que tiveram cancro na outra tem benefícios.[80] [81]

Fármacos[editar | editar código-fonte]

Os moduladores seletivos do receptor de estrógeno, como o tamoxifeno, diminuem o risco de cancro da mama, mas aumentam o risco de tromboembolia e cancro endometrial.[82] [83] É uma opção disponível para prevenção do cancro da mama em mulheres de elevado risco, mas não é recomendada a sua utilização em mulheres de risco moderado.[84] O benefício destes medicamentos na prevenção do cancro da mama prolonga-se por cinco anos após a interrupção do tratamento.[83]

Rastreio[editar | editar código-fonte]

Os exames de rastreio destinam-se a detectar a presença de cancro antes de haver manifestação de sinais ou sintomas.[85] Os exames de mama podem ser realizados pela própria mulher ou por um profissional de saúde e envolvem a apalpação da mama para sentir a presença de nódulos ou outras situações suspeitas.[85] As evidências não apoiam a eficácia dos autoexames de mama, uma vez que no momento em que um nódulo seja suficientemente grande para ser sentido na palpação, é provável que já se tenha vindo a desenvolver ao longo de vários anos e que em breve tenha uma dimensão que permita ser descoberto mesmo sem exame.[7] [86]

A mamografia usa raio-x para examinar a mama e detectar eventuais formações ou nódulos suspeitos. Durante o exame, a mama é comprimida e um técnico obtém imagens de vários ângulos. Uma mamografia geral obtém imagens da totalidade da mama, enquanto uma mamogafia de diagnóstico se foca numa área suspeita ou num nódulo específico.[87]

As direções de saúde de muitos países recomendam o rastreio regular de cancro da mama. Nos Estados Unidos, é recomendada a realização de uma mamografia a cada dois anos em mlheres entre os 50 e os 74 anos de idade.[7] Na União Europeia, é recomendada a realização de mamografia entre os 50 e 69 anos e com a frequência de dois em dois anos na maior parte dos países.[88] As mesmas recomendações alertam que, para além de ansiedade e cirurgias desnecessárias, a realização de mamorafias em intervalos menores aumentam o risco de cancro da mama induzido por radiação.[89]

A Colaboração Cochrane afirmou em 2013 que as evidências de melhor qualidade não demonstram que a mamografia de rastreio diminui a mortalidade específica do cancro da mama nem a mortalidade por qualquer causa.[5] Quando incluídos também os ensaios com menor rigor, verifica-se uma redução da mortalidade por cancro da mama de 0,05% (diminuição de 1 em 2000 mortes por cancro da mama ao longo de dez anos ou uma diminuição relativa de 15%).[5] Por outro lado, o rastreio ao longo de dez anos aumenta em 30% o número de sobre-diagnósticos e sobre-tratamentos (3 a 14 por 1000) e mais de metade das pessoas terão pelo menos um exame falso positivo.[5] [90] [91] Isto tem levado a que tenham vindo a ser questionados oe benefícios da memografia de rastreio.[5] [91] A Colaboração Cochrane afirma ainda que, devido à recente inovação no tratamento do cancro da mama e ao risco de falsos positivos que levam ao tratamento desnecessário, "não continue a ser razoável o rastreio de cancro" em qualquer idade.[92] Ainda se desconhece se a ressonância magnética é um método que apresenta mais benefícios ou malefícios quando comparado com a mamografia convencional.[93]

Um em cada quatro cancros detetados por mamografia são pseudocancros, o que corresponde a um sobrediagnóstico de 25%.[94] [95]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento do cancro da mama depende de vários factores, incluindo o estágio do cancro e a idade da pessoa. À medida que o prognóstico é gradualmente menos favorável e o risco de nova ocorrência maior, são utilizados tratamentos cada vez mais agressivos.

O cancro da mama é geralmente tratado com cirurgia, a qual pode ser seguida por quimioterapia ou radioterapia. É preferível uma abordagem multidisciplinar.[96] Os cancros com recetores de hormonas positivos são muitas vezes tratados com terapia de bloqueio hormonal ao longo de vários anos. Em alguns casos de cancro metastático ou outros estádios avançados podem ser usados anticorpos monoclonais ou outros tratamentos imunoterapêuticos.

Cirurgia[editar | editar código-fonte]

Peito após uma mastectomia da mama direita.

A cirurgia envolve a remoção física do tumor, geralmente com algum do tecido adjacente. Durante a cirurgia podem ser realizadas biópsias aos gânglios linfáticos.

Entre as cirurgias comuns estão:

Uma vez removido o tumor, é possível realizar uma cirurgia de reconstrução de mama para melhorar a aparência estética do zona tratada. Em alternativa, algumas mulheres usam próteses mamárias para simular a mama por baixo da roupa.

Medicação[editar | editar código-fonte]

Os fármacos usados após e em conjunto com a cirurgia são denominados terapia adjuvante. A quimioterapia ou outros tipos de terapia usados antes da cirurgia são denominados terapia neoadjuvante.A aspirina pode diminuir a mortalidade do cancro da mama.[97]

Existem atualmente três principais grupos de medicamentos usados para o tratamento adjuvante do cancro da mama: agentes de bloqueio hormonal, quimioterapia e anticorpos monoclonais.

Hormonoterapia[editar | editar código-fonte]

Alguns cancros da mama necessitam de determinadas hormonas para continuar a crescer. Este tipo de cancro pode ser identificado pela presença na sua superfície de recetores hormonais, como recetores de estrogénio (ER+) e de progesterona (PR+). Os cancros ER+ podem ser tratados com fármacos que bloqueiam esses recetores, como o tamoxifeno, ou que bloqueiam a produção de estrogénio com um inibidor da aromatase, como o anastrozol. O uso de tamoxifeno é recomendado ao longo de um período de dez anos.[98] [99] Os inibidores da aromatase são adequados apenas para mulheres após a menopausa, grupo em que aparentam ser superiores ao tamoxifeno.[100] Isto acontece porque a aromatase ativa nas mulheres pós-menopausa é diferente da forma prevalente nas mulheres pré-menopausa, pelo que estes agentes são ineficazes em inibir a arometase predominante antes da menopausa.[101]

Quimioterapia[editar | editar código-fonte]

A quimioterapia é predominantemente usada em casos de cancro da mama entre os estádios 2 e 4, sendo particularmente benéfico na doença com recetores de estrogénio negativos (ER-). Os medicamentos de quimioterapia são administrados em combinações e geralmente ao longo de um período de 3-6 meses. Um dos regimes mais comuns, denominado "AC", combina ciclofosfamida com doxorrubicina. Por vezes é acrescentado uma taxina como o docetaxel, sendo então denominado "CAT". Outro tratamento comum é o regime de ciclofosfamida, metotrexato e 5-fluorouracil (CMF). No entanto, este regime é mais nocivo para os ovários do que os regimes baseados em antraciclinas. O regime mais usado atualmente é a combinação de 5-fl-epirubicina-ciclofosfamida. Os agentes alquilantes como a ciclofosfamida são bastante tóxicos para o ovário, pelo que são geralmente usados agonistas da GnRH para bloquear o ovário e preservar a sua função.[102]

Imunoterapia[editar | editar código-fonte]

O trastuzumab é um anticorpo monoclonal do HER2 – um recetor celular que é particularmente ativo em células do cancro da mama. Este f´rmaco melhorou a sobrevivência a cinco anos sem novas ocorrências da doença para cerca de 87% (sobrevivência geral de 95%) em cancros da mama HER2+ de estádio 1-3-[103] Quando estimulado por determinados fatores de crescimento, o HER2 causa crescimento e divisão celular, mas na ausência desses fatores a célula normalmente para de crescer. Entre 25% e 30% dos cancros da mama superexpressam o gene HER2 ou o seu produto proteico.[104] Esta superexpressão do HER2 no cancro da mama está associada ao aumento da recorrência da doença e prognóstico menos favorável. Quando o trastuzumab se liga ao HER2 nas células cancerosas que superexperssam o recetor, o medicamento impede que os fatores de crescimento sejam capazes de se ligar e estimular os recetores, bloqueando assim o crescimento das células cancerosas. No entanto, o trastuzumab é significativamente dispendioso e pode causar efeitos secundários graves, com cerca de 2% das pessoas tratadas a anifestar problemas cardíacos significativos.[105]

Radiação[editar | editar código-fonte]

Radioterapia interna para o cancro da mama
Radioterapia

A radioterapia é usada, após a cirurgia, na região onde se formou o tumor e nos gânglios linfáticos regionais, com o objetivo de destruir eventuais células tumorais microscópicas que possam ter restado.[106] [107] A radioterapia pode ser externa ou interna. Geralmente, a radioterapia é realizada após a operação ao cancro. No entanto, pode ser realizada em simultâneo com a operação (radioterapia interoperatória). A radioterapia interoperatória dirigida aparenta ter o mesmo grau de eficácia, após quatro anos, do que as várias semanas de radioterapia externa.[108]

Prognóstico[editar | editar código-fonte]

Mamas após uma dupla mastectomia, seguida por uma reconstrução mamária com implantes

O prognóstico é eralmente dado para a probabilidade de sobrevida livre de progressão (progression free survival ou PFS) ou sobrevida livre de doença (disease free survival ou DFS). Estas probabilidades baseiam-se na experiência com pacientes de cancro da mama com classificações idênticas. Um prognóstico é uma estimativa, uma vez que pacientes com a mesma classificação sobrevivem diferentes períodos de tempo e as classifcações nem sempre são precisas. A sobrevivência é geralmente determinada na forma de um número médio de meses ou anos que metade dos pacientes sobreviverá, ou a percentagem de pacientes que continuarão vivos após 1, 5, 15 e 20 anos. O prognóstico é importante para tomar decisões durante o tratamento, uma vez que aos pacientes com melhor prognóstico são oferecidos tratamentos menos invasivos, como a lumpectomia, radioterapia e hormonoterapia, enquanto que aos pacientis com pior prognóstico são oferecidos tratamentos mais agressivos, como mastectomia extensa e quimioterapia.

Fatores prognósticos[editar | editar código-fonte]

O estádio do cancro da mama é o componente mais importante dos sistemas de classificação do cancro da mama, uma vez que é aquele que tem maior influência no prognóstico. O estadiamento leva em consideração o temanho, envolvimento local, estado dos gânglios linfáticos e se existem ou não metástases. Quando mais avançado o estádio do diagnóstico, mais desfavorável é o prognóstico. A invasividade e agressividade das células cancerosas fazem aumentar o estádio, enquanto que a presença de áreas sem cancro e comportamento celular próximo do normal (grau) fazem diminuir o estádio. O tamanho não é um fator a não ser que o cancro seja invasivo.[nota 1] [109]

  • Os cancros de estádio 1 e os carcinomas ductais e lobulares in situ têm um excelente prognóstico e são geralmente tratados com lumpectomia e, por vezes, radioterapia.[110] Os cancros HER2+ são geralmente tratados com um regime de trastuzumab.[111] A quimioterapia é pouco comum em outro tipo de cancros de estádio 1.
  • Os cancros de estádio 2 e 3 apresentam um prognóstico progressivamente desfavorável e maior risco de recorrência. São geralmente tratados com cirurgia (lumpectomia ou mastectomia com ou sem remoção dos gânglios linfáticos), quimioterapia (com trastuzumab em cancros HER2+) e por vezes radioterapia (particularmente em tumores de grande dimensão, múltiplos nódulos positivos ou lumpectomia).
  • O cancro metastático de estádio 4 apresenta um prognóstico pouco favorável e é tratado com várias combinações de cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias dirigidas. A taxa sobrevida aos dez anos é de 5% sem tratamento e 10% com tratamento adequado.[109]

O grau histológico do cancro é determinado através da comperação das células cancerosas com células normais da mama. Quando mais as células cancerosas se aproximarem do normal, menor será o seu crescimento e melhor será o seu prognóstico. Se as células não forem bem diferenciadas, são imaturas, dividem-se mais rapidamente e tendem a disseminar-se. Às células bem diferenciadas é atribuído o grau 1, diferenciação moderada grau 2 e pouco diferenciadas grau 3 ou 4, dependendo da escala. O sistema mais amplamente usado é a escala de Nottingham.[112]

A presença de recetores de estrogénio e progesterona nas células de cancro é importante para orientar o tratamento. As pessoas que não apresentem estes recetores específicos não são capazes de responder à hormonoterapia, o que influencia a sua probabilidade de sobrevivência, dependendo das restantes opções de tratamento, o tipo de cancro e do estádio da doença.

As mulheres mais jovens tendem a apresentar pior prognóstico do que as mulheres pós-menopausa devido a diversos fatores. As suas mamas podem sofrer alterações devido ao ciclo menstrual ou podem encontrar-se a amamentar crianças, o que torna mais difícil à mulher aperceber-se de alterações suspeitas. Geralmente, quando o cancro é diagnosticado em mulheres jovens, já se encontra num estádio mais avançado. Podem também existir fatores biológicos que aumentam o risco de recorrência em mulheres mais jovens.[113]

A elevada densidade da mama em mamografia, que é um marcador de risco para desenvolver cancro da mama, pode não significar um aumento do risco de morte entre pacientes de cancro.[114]

Uma vez que o cancro da mama em homens é geralmente detetado em estádios avançados, o prognóstico é muitas vezes pouco favorável.[115]

Aspetos psicológicos[editar | editar código-fonte]

O impacto emocial do diagnóstico, sintomas e tratamento do cancro pode ser severo. Muitos hospitais estão associados a grupos de apoio para o cancro, que proporcionam ajuda e aconselhamento aos pacientes.

Nem todos os pacientes vivem a doença da mesma maneira. Alguns fatores, como a idade, podem ter um impacto significativo na forma como a pessoa reage a um diagnóstico de cancro da mama. As mulheres jovens têm muitas vezes que se confrontar com a eventualidade de uma menopausa precoce induzida por muitos dos regimes de quimioterapia usados no tratamento, particularmente aqueles que usam hormonas que suprimem a função dos ovários.[116]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Taxa de mortalidade padronizada para a idade de cancro da mama por cada 100 000 habitantes em 2004.[117]
  sem dados
  <2
  2–4
  4–6
  6–8
  8–10
  10–12
  12–14
  14–16
  16–18
  18–20
  20–22
  >22

O cancro da mama é o segundo cancro mais comum em todo o mundo e o cancro mais comum entre mulheres, tanto em países desenvolvidos como em países em vias de desenvolvimento. Estima-se que em 2012 tenham sido diagnosticados 1,67 milhões de novos casos, o que corresponde a 25% de todos os diagnósticos de cancro. A incidência entre as várias regiões do mundo varia significativamente, desde 27 casos por 100 000 habitantes na África Central e Extremo Oriente até 96 na Europa Ocidental. Globalmente, o cancro da mama é a quinta causa de morte por cancro, tendo sido o responsável por 522 000 mortes em 2012. Em países desenvolvidos, é a segunda causa de morte por cancro (198 000 mortes, ou 15,4%), apenas atrás do cancro do pulmão. A mortalidade varia entre 6 mortes por cada 100 000 pessoas no Extremo Oriente e 20 por cada 100 000 na África Ocidental. A amplitude da mortalidade entre as regiões do mundo é menor do que a da incidência devido à melhor sobrevivência que se regista em países desenvolvidos.[118]

No Brasil, o cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres, seguido pelos cancros do colo do útero, cólon e reto, pulmão e estômago. Apesar de não ser o cancro com maior mortalidade, o cancro da mama é uma das causas mais comuns de mortes por cancro em mulheres devido à grande quantidade de casos.[119] Em 2003, São Paulo teve a maior quantidade de novos casos diagnosticados, com 94 por cada 100.000 habitantes, seguida pelo Distrito Federal com 86,1/100.000 e Porto Alegre com 66,5/100.000.[120] Um dos motivos possíveis para esse elevado número de casos nas capitais é o elevado consumo de álcool e tabaco e a maior exposição a estimulantes hormonais femininos e a pesticidas nos alimentos.[121]

História[editar | editar código-fonte]

Cirurgia ao cancro da mama no século XVIII

Devido à sua visibilidade, o cancro da mama é a forma de cancro que mais frequentemente é descrita em documentos antigos. Uma vez que as autópsias eram pouco comuns, os cancros dos órgãos internos raramente eram observados na medicina da antiguidade. No entanto, o cancro da mama podia ser facilmente sentido através da pele e, em estádios avançados, muitas vezes desenvolvia lesões, tornava-se necrótico e ulcerava pela pele.[122] A mais antiga descrição do cancro da mama data da VI dinastia egípcia[123] O primeiro registo de uma mastectomia data de 548 d.C., quando foi proposta por Aécio de Amida à imperatriz Teodora.[122] A medicina primitiva, desde a Antiguidade grega até ao século XVII, baseava-se no humorismo e acreditava que o cancro da mama fosse causado por desiquilíbrios nos fluidos essenciais que controlavam o corpo, especialmente pelo excesso de bílis negra.[124] Muitos pacientes viam o cancro como castigo divino.[125] No século XVIII começaram a ser propostas várias explicações, desde a falta de atividade sexual até ao excesso de atividade sexual, lesões físicas no peito, coagulação de leite na mama e várias formas de bloqueios linfáticos, quer internos quer devido a vestuário muito apertado.a[124] [126]

Embora o cancro da mama fosse conhecido desde a Antiguidade, até ao século XIX era pouco comum, uma vez que a maior parte das mulheres morriam demasiadamente cedo para desenvolver cancro. No entanto, a melhoria significativa da higiene e do controlo de doenças infeciosas neste século causou o aumento dramático da esperança de vida.[126] Para além disso, a gravidez e amamentação precoces provavelmente diminuiam o desenvolvimento de cancro nas mulheres que sobreviviam até à meia idade.[126]

Só quando no século XVII se começou a compreender o sistema circulatório é que os médicos puderam associar a disseminação do cancro da mama aos gânglios linfáticos na axila. O cirurgião francês Jean-Louis Petit (1674–1750) e mais tarde o escocês Benjamin Bell (1749–1806) foram os primeiros a remover com sucesso os gânglios linfáticos, tecido mamário e o músculo adjacente. O seu trabalho foi continuado William Stewart Halsted, que começou a realizar mastectomias radicais em 1882, apoiado pelo progresso na tecnologia de cirurgia, como a asepsia e a anestesia. Esta técnica radical muitas vezes envolvia remover ambas as mamas, os gânglios linfáticos e os músculos adjacentes. Isto provocava muitas vezes dor e incapacidade a longo prazo, mas era visto como um mal necessário para impedir o cancro de voltar a ocorre.[127] Antes do aparecomento das mastectomias radicais, a sobrevida a 10 anos era de apenas 10%, tendo aumentado para 50%.[128] Com base no trabalho de Halsted, Jerome Urban promoveu cirurgias ainda mais radicais com remoção de maior quantidade de tecido. Esta técnica continuou a ser usada até 1963, quando se demonstrou que as taxas de sobrevida a dez anos eram idênticas à mastectomia de Halsted.[127] Os sistemas de classificação em estádios para o cancro da mama começaram a ser desenvolvidos nas décadas de 1920 e 1930.[127]

Embora as mastectomias radicais se tenham mantido como o procedimento padrão na América do Norte até à década de 1970, na Europa desde a década de 1950 que começaram a ser adotadas medidas que conservavam o máximo possível de tecido, complementadas por radioterapia.[127] Uma das explicações para esta diferença está na proporção entre sexos na época: enquanto na América do Norte as mulheres cirurgiãs representavam menos de 1% da classe, no corpo clínico oncológico de alguns hospitais da Europa metade da equipa era constituída por mulheres.[127] Durante a década de 1970, a nova compreensão sobre as metástases permitiu ver o cancro como uma doença não só localizada, mas também sistémica, tendo sido desenvolvidos novos procedimentos que se provou terem a mesma eficácia, como a quimioterapia moderna.[129] Na década de 1980, vários estudos não controlados sugeriram que compementar a radioterapia com transplantes de medula óssea poderia ser eficaz no tratamento de cancros duros, o que mais tarde se veio a demonstrar ser falso e especulativo. No entanto, entre os finais da década de 1980 e 1998 foram realizados milhares de transplantes, os quais têm diversos efeitos adversos graves e taxas de mortalidade de 3 a 15%. Em 2002, cincluiu-se que a terapêutica hormonal de substituição aumentava significativamente o risco de cancro da mama.[130] [131]

Sociedade e cultura[editar | editar código-fonte]

Até ao início do século XX, o cancro da mama era visto como uma fatalidade sem cura. Pouco podia ser feito com as técnicas cirúrgicas primitivas, pelo que as mulheres tendiam a sofrer em silêncio e vergonha, em vez de procurar ajuda. Quando o progresso na cirurgia melhorou a sobrevivência do cancro, as mulheres começaram a consciencializar-se da doença e da possibilidade de ser tratada. Uma das primeiras campanhas organizadas de sensibilização da opinião pública – Women's Field Army – teve lugar nos Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1940. Em 1952 surgiu o primeiro grupo de ajuda mútua, denominado "Reach to Recovery", que promovia o contacto entre pacientes e sobreviventes de cancro.[132]

Os movimentos de apoio e sensibilização para o cancro da mama das décadas de 1980 e 1990 surgiram a partir dos movimentos feministas e movimentos para a saúde da mulher do século XX.[133] Esta série de campanhas políticas e educativas, em parte inspirada pela eficácia das campanhas de sensibilização para a SIDA, deu origem à aceitação generalizada da requisição de uma segunda opinião antes de uma cirurgia, à opção por por cirurgias menos invasivas, à vulgarização de grupos de apoio e outros progeressos nos cuidados ao paciente.[134]

Laço cor-de-rosa[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Laço cor-de-rosa
O laço cor-de-rosa é um símbolo de apoio à sensibilização para o cancro da mama

O laço cor-de-rosa é o símbolo mais proeminente do movimento de sensibilização para o cancro da mama. Os laços, que podem ser produzidos sem grandes custos, são frequentemente vendidos para angariação de fundos. Podem ser usados para homenagear as pessoas a quem foi diagnosticado cancro ou para identificar produtos que o fabricante pretenda vender a consumidores sensíveis para a questão do cancro da mama.[135] O laço cor-de-rosa está associado à generosidade individual, fé no progresso científico e a uma atitude proativa, encorajando os consumidores a focarem-se na perspetiva emocional de uma eventual cura para o cancro, em vez do difícil percurso entre o conhecimento atual e essa cura.[136]

Por outro lado, envergar o laço cor-de-rosa é muitas vezes criticado pelos oponentes, que consideram esta prática um ativismo de sofá que não tem qualquer efeito prático positivo. Também tem sido criticado como hipocrisia, uma vez que algumas das mesmas pessoas, empresas ou organizações que usam o laço cor de rosa para demonstrar solidariedade com as mulheres com cancro, ao mesmo tempo opõem-se a medidas efetivas, como os direitos dos pacientes e medidas de combate à poluição atmosférica.[137] [138] os críticos argumentam que a natureza otimista dos laços cor-de-rosa e o consumo de produtos cor-de-rosa distrai a sociedade da ausência de progresso na prevenção e cura da doença.[139] O laço é também criticado por reforçar os esterótipos de género e objectificar a mulher e os seus seios.[140]

Impacto económico[editar | editar código-fonte]

Em comparação com outras doenças ou outros cancros, o cancro da mama recebe uma fatia proporcionalmente maior de recursos e atenção das entidades públicas.[141] O cancro da mama também recebe maior cobertura mediática em relação a outros cancros de igual prevalência.[142] Uma das consequências desta elevada visibilidade é que por vezes os resultados estatísticos podem ser interpretados de forma incorreta. Por exemplo, a alegação de que uma em cada oito mulheres será diagnosticada com cancro da mama ao longo da vida depende da assunção irrealista de que nenhuma mulher morrerá devido a outra doença antes dos 95 anos.[143]

Gravidez[editar | editar código-fonte]

O cancro da mama associado à gravidez é aquele que é diagnosticado durante a gravidez ou no primeiro ano pós parto. É a neoplasia mais comum durante a gestação e é cada vez mais frequente à medida que a idade média da maternidade é cada vez mais avançada. A maioria são carcinomas ductais invasivos (80-100%), pouco diferenciados, de grandes dimensões, com invasão linfática e vascular e negativos para os recetores de estrogénio. A maioria (53,3%) dos casos é diagnosticada no pós-parto. O cancro da mama associado à gravidez ocorre numa grávida em cada 3000-10000 e corresponde a entre 0,2% e 3,8% de todos os diagnósticos de cancro da mama.[144]

O diagnóstico de cancro durante a gravidez é mais difícil devido ao aumento de tamanho das glândulas mamárias induzido pelo estado hormonal. Na maioria das grávidas a mamografia revela uma glândula mamária muito densa, heterogénea e nodular, o que dominui significativamente a sansibilidade deste exame. Isto faz com que os nódulos sejam frequentemente subvalorizados, atribuídos a alterações benignas ou a desconfortos normais da gravidez,[144] [145] e faz com o cancro seja geralmente descoberto num estádio mais avançado. Algumas técnicas de imagiologia, como a ressonância magnética, ecografia e mamografia com proteção do feto são seguras durante a gravidez, enquanto outras, como a TEP, não o são.[146]

O tratamento é geralmente o mesmo que para mulheres não grávidas. Em alguns casos, o tratamento é adiado para depois do parto, sobretudo se o cancro é detetado numa fase avançada da gravidez. As induções de parto para dar início ao tratamento são pouco comuns. A cirurgia é geralmente considerada segura, embora se evite a radioterapia. Muitos fármacos usados em quimioterapia não são administrados durante o primeiro trimestre devido ao risco de doenças congénitas e aborto espontâneo. A reazliação de um aborto não é necessária e não aumenta a probabilidade de cura ou sobrevivência da mãe. No pós-parto, a radioterapia pode interferir com a capacidade de amamentação da mãe, uma vez que diminui a capacidade de produção de leite e aumenta o risco de mastite, e os fármacos de quimioterapia podem passar para o bebé através do leite.[146]

Hormonas[editar | editar código-fonte]

Contraceção[editar | editar código-fonte]

Em sobreviventes do cancro da mama, a primeira escolha de contraceção devem ser métodos não hormonais. Os métodos baseados em progestógenos, como o Depo Provera, dispositivo intrauterino com progesterona ou pílula exclusivamente de progestágeno possivelmante aumentam o risco de recorrência do cancro, embora essa possibilidade ainda esteja pouco estudada. No entanto, podem ser usados se os benefícios forem superiores ao possível risco.[147]

Substituição hormonal na menopausa[editar | editar código-fonte]

Em sobreviventes do cancro da mama, recomenda-se considerar primeiro opções não hormonais para os efeitos da menopausa, como os bifosfonatos ou moduladores seletivos do receptor de estrógeno para a osteoporose, ou estrógenos vaginais para sintomas locais. Os estudos observacionais de terapêutica de substituição hormonal após o cancro da mama são na generalidade positivos. Caso seja necessária substituição hormonal, a terapia exclusiva de estrogénio ou terapia de estrogénio com um dispositivo intrauterino de progestágeno podem ser opções mais seguras do que a terapia sistémica combinada.[148]

Notas

  1. Por exemplo, um carcinoma ductal in situ que envolva toda a mama continua a ser estádio zero e a ter um excelente prognóstico, com sobrevida livre de doença de cerca de 98%.

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]