Cirurgia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde fevereiro de 2013).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

Cirurgia é a parte do processo terapêutico em que o cirurgião realiza uma intervenção manual ou instrumental no corpo do paciente. A cirurgia é caracterizada por três tempos principais:

  • dierese: divisão dos tecidos que possibilita o acesso à região a ser operada
  • hemostasia: parada do sangramento
  • síntese: fechamento dos tecidos
  • exerese

O cirurgião geral realiza a maior parte das cirurgias e assume o comando do paciente politraumatizado grave, indicando se e onde cada especialista precisa atuar. A cirurgia do trauma (entendendo-se aqui trauma como toda lesão corporal causada por queda, capotagem, colisão ou ferimentos por armas brancas ou de fogo) é uma das áreas de atuação do cirurgião geral.

Tipos de cirurgias[editar | editar código-fonte]

História da cirurgia[editar | editar código-fonte]

Pintura à óleo The Agnew Clinic de Thomas Eakins, datada de 1889. A cirurgia era pública e havia vários observadores.

Sabe-se que a cirurgia é praticada desde a pré-história, através de procedimentos de trepanação (operação que consiste em praticar uma abertura em um osso). No entanto, a cirurgia teve seus primeiros desenvolvimentos científicos no século XVI, com Ambroise Paré – “o pai da cirurgia moderna”, que, além de esclarecer inúmeras questões de anatomia, fisiologia e terapêutica, substituiu a cauterização com ferro em brasa pela ligadura das artérias depois de uma amputação de membro. [1]

Mais tarde, a descoberta da anestesia e a criação da antissepsia marcaram, no final do século XIX, o início da cirurgia moderna, cuja eficácia aumentou com a transfusão de sangue e a neurocirurgia, desenvolvidas entre as duas grandes guerras. Nos anos 50, a descoberta dos antibióticos também garantiu maior eficácia aos procedimentos cirúrgicos. Atualmente, todos os órgãos são acessíveis à cirurgia e as técnicas recentes (a partir dos anos 60) de transplantes de órgãos são uma vitória da cirurgia, embora ainda haja problemas de rejeição. [2]


Pontuações[editar | editar código-fonte]

- Em 2001, arqueólogos estudando os restos de dois homens de Mehrgarh, Paquistão, que são um povo da Civilização do Vale do Indo, inclusive anterior ao período Harappa, tinham o conhecimento da medicina e odontologia. Os antropólogos que conduziram estas investigações descobriram indícios que um dente tinha sido perfurado há 9.000 anos.

- Pesquisadores descobriram uma mandíbula no Antigo Egito, datada aproximadamente de 2750 A.C, com duas perfurações logo abaixo da raiz do primeiro molar, indicando a realização de uma drenagem de um abscesso no dente. Escavações recentes nos locais de trabalhos da construção da Pirâmides do Egito também levaram à descoberta de evidências de cirurgias no cérebro em um trabalhador que continuou vivo por mais dois anos após os procedimentos.

- O médico índiano Sushruta (600 A.C) é uma importante figura na história da cirurgia. Ele viveu, ensinou e praticou sua arte cirúrgica nas margens do Ganges na área que corresponde atualmente a cidade de Benares no Norte da Índia. Devido as suas numerosas contribuições para ciência e arte da cirurgia ele é também conhecida como o "Pai da Cirurgia". Muito do que conhecemos a respeito da cirurgia investigativa está contido em uma série de volumes de sua autoria, os quais são coletivamente conhecidos como as Susrutha Samhita. Este é o mais antigo texto cirúrgico e ele descreve nos mínimos detalhes a exploração, diagnóstico, tratamento, e prognósticos de numerosas indisposições, como também a realização de um cirurgia plástica.

- Cirurgias são hoje consideradas como uma especialização da medicina, mas profissão de cirurgião e de medico têm raízes históricas diferentes. Por exemplo, a tradição era contra a abertura do corpo e o Juramento de Hipócrates conclama aos médicos contra a pratica da cirurgia, especialmente que corta as pessoas com pedras, isto é, litotomia, uma operação para retirar pedras o rim, era para ser deixada para pessoas com tais praticas. Certamente, a maioria do conhecimento da cirurgia veio da dissecação de corpos, atividade que era repulsiva para muitos médicos.

- Por volta do século XIII, muitas cidades europeias exigiam que os cirurgiões tivessem vários anos de estudo ou treinamento antes que eles pudessem praticar. As Universidades de Montpellier, Pádua e Bolonha eram particularmente interessadas no lado acadêmico da Cirurgia, e por volta do século XV, Cirurgia ainda era um objeto de estudo separado da medicina. Cirurgia tinha menos status que a medicina pura, isto continuou até que Rogerius Salernitanus compôs seu Chirurgia, que se tornou uma espécie de manual para cirurgia ocidental, tendo influenciado até aos tempos modernos.

- Entre os primeiros cirurgiões modernos estão médicos militares das Guerras Napoleônicas que primeiramente trabalharam com amputação. Cirurgiões navais eram frequentemente cirurgiões-barbeiros, que combinavam a cirurgia com seu trabalho principal de barbeiro.

- Em Londres, uma sala de cirurgia antes da moderna anestesia ou assepsia existirem, era aberta ao público. Isto era encontrado em uma sala da Igreja de St Thomas em Southwark. Esta sendo hoje conhecida como a mais antiga sala de cirurgia.

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  1. REZENDE, Joffre M. de. À Sombra do Plátano: Crônicas de História de Medicina. São Paulo: Unifesp, 2009.
  2. Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural


Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre Cirurgia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.