Bebida alcoólica

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Garrafas de cachaça, uma bebida alcoólica brasileira.

As bebidas alcoólicas são bebidas que contêm álcool etílico em sua composição, produzido pela fermentação de açúcares contidos em frutas, grãos ou caules como a cana-de-açúcar. Na maior parte dos países trata-se de uma droga lícita, muito embora seja uma droga psicoativa do tipo depressora e haja restrições para seu consumo em diversos níveis, especialmente no que tange a idade legal para seu consumo. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas leva à embriaguez e à ressaca, podendo levar ainda o indivíduo a desenvolver doenças como o alcoolismo, cirrose hepática e mais de 10 tipos distintos de câncer.[1] Apesar dos malefícios causados à saúde humana e das milhares de mortes que o álcool causa no trânsito, muitos países ainda permitem a publicidade de bebidas alcoólicas e o álcool é costumeiramente celebrado por jovens e pela música. Pessoas que não ingerem bebidas alcoólicas são chamadas de abstêmios.

História do consumo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História do consumo de álcool

No Egito e na Babilônia foram encontrados relatos de sua utilização, datados de 6000 anos atrás. Foram os árabes que incluíram a destilação, aumentando assim a eficácia das bebidas, na Idade Média. No entanto, existe uma grande diversidade de atitudes diante das bebidas alcoólicas.

Se, para alguns, as bebidas alcoólicas fazem parte do dia a dia e das principais comemorações - além de constituírem importante fonte de renda e de impostos, para outros, notadamente as civilizações que seguem a religião islâmica, as bebidas alcoólicas são estritamente proibidas.

Efeitos do álcool[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Efeitos do álcool na saúde

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas leva à embriaguez e à ressaca, podendo levar ainda o indivíduo a desenvolver doenças como o alcoolismo, cirrose hepática e mais de 10 tipos distintos de câncer.[2]

Foi comprovado que o consumo não moderado de álcool está associado a um maior risco de doença de Alzheimer e outras doenças senis, angina de peito, fraturas e osteoporose, diabetes, úlcera duodenal, cálculo biliar, hepatite A, linfomas, pedras nos rins, síndrome metabólica, câncer no pâncreas, doença de Parkinson, artrite reumática e gastrite. O consumo não moderado também pode dificultar a memória e o aprendizado, e até piora a pontuação em testes de QI.

Todavia, um estudo sobre vinhos publicado na American Journal of Clinical Nutrition descobriu que vinhos sem álcool possuem os mesmos benefícios do vinho comum, e que o álcool pode reduzir os benefícios. Acredita-se que sejam os flavonoides presentes no vinho da uva que protegem contra doenças do coração e alguns tipos de câncer. Eles aceleram o sangue durante o consumo de bebida.[carece de fontes?] Porém, um estudo recente veio demonstrar que o consumo de álcool é culpado por mais casos de cancro do que se julgaria[3] . Segundo o estudo, mais de 2600 casos de câncer da mama e quase 1300 casos de câncer da boca estariam relacionados com o hábito do consumo de álcool na Austrália.[3]

Propriedades[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Teor alcoólico

O teor alcoólico ou gradação alcoólica expressa a percentagem de álcool em um líquido. Em relação a bebidas alcoólicas este percentual é expresso em teor volumétrico medido com o densímetro. A maior ou menor dose calórica das bebidas está associada à quantidade de álcool e de açúcares por ml. Entretanto, quem se preocupa com as calorias não deve se orientar somente pela relação kcal/ml, mas sim pela quantidade de doses que consome. Por exemplo, beber cerveja pode levar ao maior consumo de calorias do que ingerir vodka, visto que comumente consumimos maiores doses de cerveja e geralmente em maior quantidade.

Por outro lado, pesquisas indicam que o efeito térmico da digestão do álcool é notadamente mais elevado que o de outros macronutrientes[4] , permitindo a ingestão controlada de bebidas alcoólicas mesmo em dietas de perda de peso e/ou ganho muscular.[5]

Álcool na mídia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Música e álcool

O mercado publicitário da indústria do álcool é um dos mais rentáveis do mercado brasileiro, movimentando segundo análise de 2008 cerca de 1 bilhão de reais/ano,[6] mas no entanto fazendo com que cada vez mais adolescentes busquem auxílio para se manterem longe da bebida [7] Os aspectos nocivos do álcool incitam debates sobre a publicidade do setor, que hoje possui regras cada vez mais rígidas. Mas, apesar disso, inúmeras celebridades figuram em anúncios de bebidas alcoólicas num mercado extremamente competitivo.

Notas e referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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