Ansiedade

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Busto de mármore de Décio, com uma expressão facial que denota ansiedade

Ansiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano e animais, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração, e outras alterações associadas à disfunção do sistema nervoso autônomo (ver sintomas mais frequentes abaixo relacionados).

Causas[editar | editar código-fonte]

Esses dois aspectos, tanto a ansiedade quanto o medo, não surgem na vida da pessoa por uma escolha. Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. Ansiedade é um estado emocional que se adquire como consequência de algum ato. Todos nós temos uma consciência que nos permite distinguir o certo do errado quando realizamos algo que a nossa consciência diz ser errado, como adultério, assassinato, ou desacatar alguém que sempre nos fez o bem, sem um motivo real aparente, isso nos leva a uma consciência pesada, é como se a cabeça ficasse literalmente com um peso extra ou sentimento de culpa que impede o nosso equilíbrio. Embora para a medicina alopata a ansiedade não seja doença, para a medicina chinesa a ansiedade é uma doença da energia do corpo, pois não existe órgão lesado que produza marcadores bioquímicos como: hormônios, enzimas que indique lesão etc. mas o desequilíbrio do organismo existe. O desequilíbrio ocorrerá futuramente com o agravo do quadro ou com a evolução do agudo - crônico - degenerativo.

Consequências[editar | editar código-fonte]

Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da frequência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como o transtorno da ansiedade. Portanto, nem sempre é patológica.

Unhas roídas, característica de ansiedade

Ter ansiedade ou sofrer desse mal faz com que a pessoa perca uma boa parte da sua autoestima, ou seja, ela deixa de fazer certas coisas porque se julga ser incapaz de realizá-las. Dessa forma, o termo ansiedade está de certa forma ligado à palavra medo, sendo assim a pessoa passa a ter medo de errar quando da realização de diferentes tarefas, sem mesmo chegar a tentar.

Em alguns casos, a ansiedade é capaz de intensificar o que o indivíduo está sentindo, deixando de apresentar sintomas únicos e passando a aumentar aqueles naturalmente produzidos pelo sistema nervoso. Ou seja: se a pessoa sente medo, ela sentirá muito medo; se a pessoa se sente triste, ela se sentirá muito triste; as vezes sentimentos comuns como gostar de algo ou alguém podem ter um grande impacto sobre portadores de ansiedade, e querer algo pode tornar-se uma necessidade com o passar do tempo.

A Ansiedade em níveis muito altos, ou quando apresentada com a timidez ou depressão, impede que a pessoa desenvolva seu potencial intelectual. O aprendizado é bloqueado e isso interfere não só no aprendizado da educação tradicional, mas na inteligência social. O indivíduo fica sem saber como se portar em ocasiões sociais ou no trabalho, o que pode levar a estagnação na carreira.

Manifestações[editar | editar código-fonte]

As pessoas ansiosas têm um vasto número de sintomas. Muitos resultam de um aumento da estimulação do sistema nervoso vegetativo ou autónomo, que controla o reflexo ataque-fuga. Outros são somatizações, ou seja, os doentes convertem a ansiedade em problemas físicos, incluindo dores de cabeça, distúrbios intestinais e tensão muscular.

Cerca da metade das pessoas com ansiedade sofrem principalmente de sintomas físicos, normalmente localizados nos intestinos e no peito. Conforme a sintomatologia, a ansiedade pode ser classificada em vários transtornos, mas sempre quando há um grau patológico, definido como aquele que causa interferência nas atividades normais do indivíduo.

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento é feito com psicoterapia e medicamentos, dentre os quais ansiolíticos e antidepressivos. O tratamento é iniciado com ansiolíticos como, por exemplo, os benzodiazepínicos. Logo após a estabilização do paciente, o médico pode prescrever um antidepressivo para o controle da ansiedade. Outra classe de medicamentos também utilizada são a dos betabloqueadores. É sempre importante que o paciente consulte um médico, pois esses medicamentos são normalmente controlados. [1]

É claro que estes medicamentos são muito importantes, mas se forem retirados a ansiedade aparece novamente. É preciso, então, escolher uma psicoterapia para analisar e enfrentar as causas psicológicas deste transtorno.

A psicoterapia deve ser a prioridade do tratamento. Medicamentos ansiolíticos, sedativos, hipnóticos e antidepressivos são estabilizadores à curto prazo, mas não são melhores opções para resultados estáveis a longo prazo, podendo estes causar os problemas que inicialmente se proporam a solucionar. Síndrome de desuso, reações adersas e a necessidade de desmame são alguns dos desafios enfrentados por pacientes psiquiátricos que utilizam fármacos para o tratamento de ansiedade.

A terapia cognitivo comportamental (TCC, REBT)[2], mindfulness[3], meditação, hipnose[4] e programação neurolinguística são formas de psicoterapia que provem resultados através de mudanças endógenas, transformando o indivíduo, sua personalidade e quadro psicológico.

Ansiedade e oração na Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

Na Igreja Católica ansiedade tem fugido com a oração “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças”. (Filipenses 4:6-7) No Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae do sumo Pontífice João Paulo II está escrito:“O Rosário é, por natureza, uma oração orientada para a paz, precisamente porque consiste na contemplação de Cristo, Príncipe da paz e « nossa paz » (Ef 2, 14). Quem assimila o mistério de Cristo – e o Rosário visa isto mesmo – apreende o segredo da paz e dele faz um projecto de vida. Além disso, devido ao seu carácter meditativo com a serena sucessão das “Avé Marias”, exerce uma acção pacificadora sobre quem o reza, predispondo-o a receber e experimentar no mais fundo de si mesmo e a espalhar ao seu redor aquela paz verdadeira que é um dom especial do Ressuscitado (cf. Jo 14, 27; 20, 21)”.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Incidência[editar | editar código-fonte]

A ansiedade pode atingir quaisquer pessoas. Contudo, as mulheres estão mais propensas do que os homens. Além disso, a faixa etária de maior incidência é de 30 a 59 anos.

Referências

  1. - Supere a Ansiedade
  2. Pizol, Kelen de Bernardi. «TRATAMENTO DE ANSIEDADE COM PSICOTERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL». Consultado em 9 de setembro de 2017 
  3. «Terapia Cognitivo Comportamental: técnicas e abordagens que você irá conhecer e se aprofundar». Instituto Cognitivo Comortamental. 17 de março de 2016. Consultado em 9 de setembro de 2017  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  4. de Azevêdo — CRT 45138, Henrique (8 de setembro de 2017). «Hipnose — Erradicação e Cura da Ansiedade». Hipnoticus — Hipnose, Saúde & Bem-Estar. Consultado em 9 de setembro de 2017 
  5. https://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_letters/2002/documents/hf_jp-ii_apl_20021016_rosarium-virginis-mariae.html
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