Ansiedade

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Um busto de mármore do Imperador Romano Decius, do Museu Capitolino. Este retrato "transmite uma sensação de ansiedade e cansaço, como de um homem que carrega pesadas responsabilidades [de Estado]".[1]

A ansiedade é uma emoção caracterizada por um estado desagradável de agitação interior, muitas vezes acompanhada de comportamento nervoso, como o de se embalar de trás para a frente.[2] É o sentimento desagradável de terror por eventos antecipados, tal como a sensação de morte iminente.[3] Ansiedade não é o mesmo que medo. O medo é uma resposta a uma ameaça real ou percebida,[4] enquanto a ansiedade é a expectativa de uma futura ameaça. A ansiedade é um sentimento de inquietação e preocupação, geralmente generalizado e sem foco, como uma reação exagerada a uma situação que é apenas subjetivamente vista como ameaçadora.[5] É muitas vezes acompanhada por tensão muscular, inquietação, fadiga e problemas de concentração. A ansiedade pode ser apropriada, mas quando experimentada regularmente, o indivíduo pode sofrer de transtorno de ansiedade.

Causas[editar | editar código-fonte]

Esses dois aspectos, tanto a ansiedade quanto o medo, não surgem na vida da pessoa por uma escolha. Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas, como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais.

Tipos de Transtornos de Ansiedade[editar | editar código-fonte]

A Ansiedade pode ser dividida em diversos tipos de transtornos, cada um com uma causa e um sintoma diferente, não impedindo que ambos aconteçam simultaneamente:

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)[editar | editar código-fonte]

É o mais comum. A pessoa passa praticamente o dia todo ansiosa e em alguns momentos tem uns picos de ansiedade. Geralmente acontecem com um nervosismo por uma situação que não aconteceu ainda, ou simplesmente por receios.

Estresse Pós Traumático[editar | editar código-fonte]

Acontece quando os sintomas de ansiedade começam a surgir após algum ocorrido na vida da pessoa que a deixou traumatizada ou marcada. Pode ser por uma perda muito grande, algum tipo de violência sofrida, por exemplo. Esses pensamentos dos momentos ruins retornam a qualquer instante, até mesmo em sonhos.

Síndrome do Pânico[editar | editar código-fonte]

São períodos de crises intensas de ansiedade, que se desencadeiam por algum tipo de trauma e medo agudo. É muito comum se evitar de ficar em locais com pouco fluxo de pessoas, com medo de não conseguir ajuda durante os ataques.

Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC)[editar | editar código-fonte]

São pensamentos, ideias que estão constantes na cabeça da pessoa e ela não consegue viver se não realizar a tarefa, como um ritual.

Fobias[editar | editar código-fonte]

São apresentações de ansiedades de maneira intensa, podendo ser elas relacionadas a um objeto ou situação, por exemplo medo de baratas (tão intenso de forma que a pessoa não pode nem sequer ver a imagem de uma barata), ou também a fobias sociais, como medo descontrolado de falar em público ou de estar no meio dele.

O ser humano sempre pode apresentar algum comportamento diferenciado em alguma parte de sua vida, é totalmente normal. Os sintomas da ansiedade excessiva se apresentam quando você deixa de viver por causa de preocupações ou por medos sem fundamento.

Esse tipo de problema psicológico não é algo que passa sozinho com o tempo, ele deve ser tratado. Normalmente é necessário ajuda psicológica e terapêutica para aprender a superar suas limitações e entender os seus traumas.

Se você conhece alguém com esse transtorno ou se você passa por esse tipo de problema, procure por um especialista. A nossa mente pode ser o nosso maior aliado ou o nosso pior inimigo, então não deixe de cuidar de sua saúde.[6]

Consequências[editar | editar código-fonte]

Em alguns casos, a ansiedade é capaz de intensificar o que o indivíduo está sentindo, deixando de apresentar sintomas únicos e passando a aumentar aqueles naturalmente produzidos pelo sistema nervoso. Ou seja: se a pessoa sente medo, ela sentirá muito medo; se a pessoa se sente triste, ela se sentirá muito triste; as vezes sentimentos comuns como gostar de algo ou alguém podem ter um grande impacto sobre portadores de ansiedade, e querer algo pode tornar-se uma necessidade com o passar do tempo.

A ansiedade em níveis muito altos, ou quando apresentada com a timidez ou depressão, impede que a pessoa desenvolva seu potencial intelectual. O aprendizado é bloqueado e isso interfere não só no aprendizado da educação tradicional, mas na inteligência social. O indivíduo fica sem saber como se portar em ocasiões sociais ou no trabalho, o que pode levar a estagnação na carreira.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento é feito com psicoterapia e medicamentos, dentre os quais ansiolíticos e antidepressivos. O tratamento é iniciado com ansiolíticos como, por exemplo, os benzodiazepínicos. Logo após a estabilização do paciente, o médico pode prescrever um antidepressivo para o controle da ansiedade. Outra classe de medicamentos também utilizada são a dos betabloqueadores. É sempre importante que o paciente consulte um médico, pois esses medicamentos são normalmente controlados.[7]

A terapia cognitivo-comportamental (TCC, REBT),[8] mindfulness,[9] meditação e hipnose[10] são formas de psicoterapia que trazem resultados através de mudanças endógenas, transformando o indivíduo, sua personalidade e quadro psicológico.

Há evidências crescentes de pesquisa de que, em algumas pessoas, o envolvimento em qualquer religião está associado de forma transversal a uma melhor saúde mental.[11] Segundo o The Journal of Alternative and Complementary Medicine, a eficácia da recitação do rosário para ansiedade resulta de um estudo médico específico.[12]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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  1. Scarre, Chris. Chronicle of the Roman Emperors. [S.l.: s.n.] ISBN 978-5-00-050775-9 
  2. Seligman, M.E.P.; Walker, E.F.; Rosenhan, D.L. Abnormal psychology. [S.l.: s.n.] [falta página]
  3. Davison, Gerald C. Abnormal Psychology. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0-470-84072-6 
  4. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0-89042-555-8 
  5. Bouras, N.; Holt, G. Psychiatric and Behavioral Disorders in Intellectual and Developmental Disabilities. [S.l.: s.n.] [falta página]
  6. Sonsin, Juliana (05 de outubro de 2019). «Ansiedade: o que é e como enfrentar o mal do século». Telavita. Consultado em 15 de abril de 2019  Verifique data em: |data= (ajuda)
  7. - Supere a Ansiedade
  8. Pizol, Kelen de Bernardi. «TRATAMENTO DE ANSIEDADE COM PSICOTERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL». Consultado em 9 de setembro de 2017 
  9. «Terapia Cognitivo Comportamental: técnicas e abordagens que você irá conhecer e se aprofundar». Instituto Cognitivo Comortamental. 17 de março de 2016. Consultado em 9 de setembro de 2017  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  10. de Azevêdo — CRT 45138, Henrique (8 de setembro de 2017). «Hipnose — Erradicação e Cura da Ansiedade». Hipnoticus — Hipnose, Saúde & Bem-Estar. Consultado em 9 de setembro de 2017 
  11. George, Linda K. (19 de novembro de 2009). «Explaining the Relationships Between Religious Involvement and Health». Psychological Inquiry - An International Journal for the Advancement of Psychological Theory. Tandfonline.com. Consultado em 22 de novembro de 2017 
  12. Matthew W. Anastasi and Andrew B. Newberg. The Journal of Alternative and Complementary Medicine. March 2008, 14(2): 163-165