Ansiolítico

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Ansiolíticos são drogas, sintéticas ou não, usadas para diminuir a ansiedade e a tensão.[1] Em pequenas doses recomendadas por médicos, não causam danos físicos ou mentais. Afetam áreas do cérebro que controlam a ansiedade e o estado de alerta relaxando os músculos.

Os ansiolíticos foram descobertos em 1950 e tiveram um crescimento entre 1960 e 1980. Nesse período, mais de 10% da população consumia ansiolíticos de maneira regular ou esporádica.

Ansiolítico é nome que se dá aos medicamentos capazes de reduzir a ansiedade e exercer um efeito calmante, com pouco ou nenhum efeito sobre as funções motoras ou mentais. O termo sedativo é sinônimo de calmante ou sedante. Um medicamento hipnótico ou sonífero deve produzir sonolência e estimular o início e a manutenção de um estado de sono que se assemelhe o mais possível ao estado do sono natural. Os efeitos hipnóticos envolvem uma depressão mais profunda do sistema nervoso central (SNC) do que a sedação, o que pode ser obtido com a maioria dos medicamentos sedativos, aumentando-se simplesmente a dose. A depressão gradativa dose-dependente da função do SNC constitui uma característica dos agentes sedativos-hipnóticos, na seguinte ordem: sedação, hipnose, anestesia, efeitos sobre a respiração/função cardiovascular e coma. Cada medicamento difere na relação entre a dose e o grau de depressão do SNC.

São exemplos de Ansiolíticos:

Os ansiolíticos podem ser consumidos oralmente e com seringas que só são usadas em hospitais para sedar um paciente.

Uma pessoa que usa ansiolíticos por um longo período pode adquirir dependência do medicamento. Os ansiolíticos prejudicam principalmente mulheres grávidas podendo causar má formação do feto.

O efeito desta droga é aumentado se consumido juntamente com álcool, pelo que a ingestão conjunta das duas não é aconselhável. [2]

Plantas calmantes[editar | editar código-fonte]

Algumas plantas possuem propriedades ansiolíticas ou calmantes, por mecanismos diversos. Apesar do uso tradicional, os elementos ativos e a relação de sua estrutura - atividade ainda são objeto de pesquisa, e não foram completamente elucidados. Alguns resultados apontam, entre as substancias presentes, para os alcalóides, flavonóides e ácidos fenólicos, lignanos, cinamatos, terpenos e saponinas que por sua vez possuem efeitos ansiolíticos em uma ampla variedade de modelos animais de ansiedade a exemplo dos mecanismos de interacção com os receptores de ácido γ-aminobutírico (GABA); receptores serotoninérgicos compatíveis com a 5-hidroxitriptamina (5-HT) 1A e 5-HT2A; sistemas noradrenérgicos e dopaminérgicos, receptores de glicina e glutamato; o receptor opióide-κ, e receptores canabinoides (CB) 1 e CB2. [3] [4]

Entre as plantas mais estudadas estão as que produzem óleos essenciais como a Lavandula angustifolia, o Citrus aurantium; [5] a Melissa officinalis [6] ; diversas espécies de mulungu (Erythrina) [7] [8] [9] ; as reconhecidas: valeriana (Valeriana officinalis), [10] [11] camomila (Matricaria chamomilla L.) [12] e passifloras, [13] [14] [15] além da tradicional planta indiana Rauwolfia serpentina (Sarpagandha) conhecida pela presença do alcalóide reserpina, um dos primeiros tranquilizantes utilizados para tratamento das psicoses. [16] [17]

Referências

  1. INFARMED. Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos http://www.infarmed.pt/prontuario/framenavegaarvore.php?id=49 Aces. Fev. 2016
  2. INFARMED. Lexotan / Bromazepam http://www.infarmed.pt/infomed/download_ficheiro.php?med_id=5012&tipo_doc=fi Aces. Fev. 2015
  3. Farzaei MH, Bahramsoltani R, Rahimi R, Abbasabadi F, Abdollahi M. A systematic review of plant-derived natural compounds for anxiety disorders. Curr Top Med Chem. 2016 Feb 4 Abstract Aces. Fev. 2016
  4. PETENATTI, Marta E. et al . Evaluation of macro and microminerals in crude drugs and infusions of five herbs widely used as sedatives. Rev. bras. farmacogn., Curitiba , v. 21, n. 6, p. 1144-1149, dez. 2011 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2011000600027&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 24 fev. 2016. Epub 29-Jul-2011. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2011005000129.
  5. SOUSA, Damião Pergentino de; HOCAYEN, Palloma de Almeida Soares; ANDRADE, Luciana Nalone; Roberto ANDREATINI; A Systematic Review of the Anxiolytic-Like Effects of Essential Oils in Animal Models. Molecules 2015, 20(10), 18620-18660; doi:10.3390/molecules201018620 http://www.mdpi.com/1420-3049/20/10/18620
  6. Taiwo AE, Leite FB, Lucena GM, et al. Anxiolytic and antidepressant-like effects of Melissa officinalis (lemon balm) extract in rats: Influence of administration and gender. Indian Journal of Pharmacology. 2012;44(2):189-192. doi:10.4103/0253-7613.93846. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3326910/
  7. ALMEIDA, Emanuel Eustáquio. Caracterização farmacognóstica da espécie Erythrina falcata Benth., Fabaceae. Rev. bras. farmacogn., Curitiba , v. 20, n. 1, p. 100-105, Mar. 2010 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2010000100020&lng=en&nrm=iso>. access on 24 Feb. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2010000100020.
  8. SERRANO, Maria Amélia Rodrigues et al . Anxiolytic-like effects of erythrinian alkaloids from erythrina suberosa. Quím. Nova, São Paulo , v. 34, n. 5, p. 808-811, 2011 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422011000500015&lng=en&nrm=iso>. access on 24 Feb. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422011000500015.
  9. PODEROSO, J.C.M. et al . Primeiro registro no Brasil de Erythrina velutina Willd. como hospedeira de Tetranychus neocaledonicus (Acari: Tetranychidae). Rev. bras. plantas med., Botucatu , v. 12, n. 3, p. 398-401, Sept. 2010 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-05722010000300017&lng=en&nrm=iso>. access on 24 Feb. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-05722010000300017.
  10. You J-S, Peng M, Shi J-L, et al. Evaluation of anxiolytic activity of compound Valeriana jatamansi Jones in mice. BMC Complementary and Alternative Medicine. 2012;12:223. doi:10.1186/1472-6882-12-223. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3526556/
  11. ALEXANDRE, Rodrigo F.; BAGATINI, Fabíola; SIMOES, Cláudia M. O.. Potenciais interações entre fármacos e produtos à base de valeriana ou alho. Rev. bras. farmacogn., João Pessoa , v. 18, n. 3, p. 455-463, set. 2008 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2008000300021&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 24 fev. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2008000300021.
  12. CE, Archana. An Investigation of Antianxiety Effect of Alcoholic Flower Extract of Matricaria Chamomilla l in Mice.. Asian Journal of Pharmacology and Toxicology, [S.l.], v. 1, n. 01, p. Page Numbers: 1-7, sep. 2013. ISSN 2347 - 3886. Available at: <http://www.literatipublishers.com/Journals/index.php?journal=AJP&page=article&op=view&path%5B%5D=12&path%5B%5D=10>. Date accessed: 24 Feb. 2016. doi:10.15272/ajpt.v1i01.12.
  13. SANTOS, Kely Cristina dos et al . Sedative and anxiolytic effects of methanolic extract from the leaves of Passiflora actinia. Braz. arch. biol. technol., Curitiba , v. 49, n. 4, p. 565-573, July 2006 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-89132006000500005&lng=en&nrm=iso>. access on 24 Feb. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-89132006000500005.
  14. SANTOS Kely Cristina dos. Atividades sedativa e ansiolítica dos extratos de Passiflora actinia Hooker, PASSIFLORACEAE. Dissertação (Mestrado) apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas do Setor de Ciências da Saúde, da Universidade Federal do Paraná. Orientador: Prof. Dr. Cid Aimbiré de Moraes Santos; Maria M.Weffort de Oliveira. Curitiba, 2003 PDF Acesso. Fev. 2016
  15. PROVENSI, Gustavo. Investigação da atividade ansiolítica de passiflora alata curtis (passifloraceae). Dissertação de Mestrado. Orientador: Rates, Stela Maris Kuze, Co-orientador: Gosmann, Grace Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Farmácia. Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas. RGS, 2007 PDF Aces, Fev. 2016
  16. HIMWICH, Harold E. As novas drogas psiquiátricas. In Psicobiologia, as bases biológicas do comportamento, textos do Scientific American. SP Poligno, 1970
  17. MENDONCA NETTO, Sueli et al . Anxiolytic-like effect of Rauvolfia ligustrina Willd: ex Roem. & Schult., Apocynaceae, in the elevated plus-maze and hole-board tests. Rev. bras. farmacogn., João Pessoa , v. 19, n. 4, p. 888-892, Dec. 2009 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2009000600017&lng=en&nrm=iso>. access on 24 Feb. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2009000600017.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • «Ansiolíticos». Infodrogas. Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC); Portal do Governo do Estado de São Paulo. Arquivado desde o original em 2010-01-19. Consultado em 2010-01-19. 
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