Canabidiol

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Canabidiol
Alerta sobre risco à saúde
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Nome IUPAC 2-[(1R,6R)-6-isopropenyl-3-methylcyclohex-2-en-1-yl]-5-pentylbenzene-1,3-diol
Identificadores
Número CAS 13956-29-1
PubChem 644019
DrugBank none
ChemSpider 559095
Código ATC noentry
SMILES
InChI 1/C21H30O2/c1-5-6-7-8-16-12-19(22)21(20(23)13-16)18-11-15(4)9-10-17(18)14(2)3/h11-13,17-18,22-23H,2,5-10H2,1,3-4H3/t17-,18+/m0/s1
Propriedades
Fórmula química C21H30O2
Massa molar 314.45 g mol-1
Farmacologia
Classificação legal

? (CA)

Schedule I (US)

Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

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Alerta sobre risco à saúde.
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Estrutura química do cannabidiol.

O canabidiol (CBD) é uma das substâncias químicas encontradas na Cannabis sativa, e que constitui grande parte da planta, chegando a representar mais de 40% de seus extratos.

Estudos[editar | editar código-fonte]

Estudos feitos por pesquisadores de Israel e Espanha já apontaram para a provável eficácia do canabidiol contra a perda de memória provocada pelo Mal de Alzheimer, desde que a doença seja tratada no início.

Um estudo da Universidade de São Paulo (2005) demonstra a função antipsicótica do canabidiol. Este estudo deve servir como base para a criação de um medicamento antipsicótico atípico – menos pesado – para o tratamento da esquizofrenia.[1] O canabidiol teria a vantagem de provocar menos efeitos colaterias do que as drogas atualmente disponíveis. Espera-se que, mesmo que a cannabis possa produzir sintomas psicóticos, esse efeito provenha unicamente do delta-9-tetraidrocanabinol (THC).

O canabidiol atua nos sistemas límbico e paralímbico, regiões relacionadas às emoções. O estudo da USP, publicado pela revista Neuropsychopharmacology, foi o primeiro do mundo a comprovar, por meio de neuroimagem, o efeito tranquilizante da substância, segundo José Alexandre de Souza Crippa, do Departamento de Neuropsiquiatria, da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto, que coordena o estudo, realizado em cooperação com o Instituto de Psiquiatria da USP, em São Paulo. Segundo o pesquisador, espera-se que, no futuro, o canabidiol possa ser usado como medicação no tratamento de transtornos da ansiedade, como a síndrome do pânico, a fobia social ou o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). A substância parece reduzir a ansiedade sem causar dependência e com menor sedação (voz pastosa e sonolência, por exemplo).[2]

Um estudo publicado em 18 de setembro de 2014[3], realizado também pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto(FMRP), mostrou que o canabidiol pode ser eficaz no tratamento de pacientes com mal de Parkinson, apresentando melhoras na qualidade de vida e no bem-estar destes pacientes. O estudo foi publicado revista Journal of Psycopharmacology, da Associação Britânica de Farmacologia.

O CBD é uma substância canabinoide que, de acordo com pesquisadores, não causa efeitos psicoativos ou dependência. O elemento possui estrutura química com grande potencial terapêutico neurológico, tendo ação ansiolítica (diminuição da ansiedade), antipsicótica, neuro-protetora, anti-inflamatória, antiepilética e age nos distúrbios do sono. O estudo duplo-cego realizado mostrou ao final melhora no quadro dos pacientes que ingeriram canabidiol na dose de 75 mg/dia, e ainda melhor na dose de 300 mg/dia, não apresentando efeito colateral negativo, ao contrário dos já utilizados hoje em dia que entre outros sintomas causam a discinesia tardia.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]